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terça-feira, 21 de julho de 2009

Belladonna

Título: Belladonna
Autor: Anne Bishop
Tradução: Cristina Correia
Edição: Saída de Emergência
Nº de páginas: 380
"Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar. Uma a uma, as paisagens de Efémera estão a cair na sombra. O Devorador do Mundo está a espalhar a sua influência, manchando as almas das pessoas com dúvida e medo, alimentando-se das suas emoções mais negras. A cada vitória o Devorador aproxima-se da conquista final. Apenas Glorianna Belladonna possui a habilidade defrustrar os planos do Devorador. Mas os seus poderes foram mal interpretados e incompreendidos. Determinada a proteger as terras sob o seu domínio, Glorianna defrontará o Devorador sozinha se assim estiver no seu destino."

Talvez esta não seja a opinião da maioria dos leitores mas devo confessar que, apesar de muito me ter agradado este segundo e último volume da duologia Efémera, Sebastian está muito melhor conseguido. Isto porque tive a perfeita sensação de que no primeiro volume a autora consegue criar e manter de forma mais eficaz o clima de mistério que nos mantém agarrados ao livro. Ainda assim, esta nova incursão a Efémera não desilude e o desenlace da narrativa deixa o leitor satisfeito.

Os personagens do volume anterior estão lá todos, bem como as paisagens que tão bem ficámos a conhecer e pelas quais se continua a travar uma intensa luta. As surpresas são dois novos personagens que vão despertar sentimentos e desejos que Glorianna mantinha escondidos no mais íntimo recanto do seu ser. Mais uma vez somos levados a analisar as consequências que podem advir de julgamentos feitos com base em preconceitos num desconhecimento de um todo que pode bem não ser aquilo que parece numa primeira análise. A autora consegue ainda confrontar-nos, numa parte final da narrativa, não só com o poder de lutarmos pelo que realmente desejamos mas com o facto de que até o mais obscuro dos seres pode ser assolado por sentimentos como o medo, a tristeza e até, quem sabe, pelo remorso.

Mais uma vez a tradução está muito boa, ou não fosse esse uma constante e um dos pontos positivos que marcam as edições da SdE, e sem nada a apontar. O livro apenas peca pela já referida quebra no ritmo em alguns momentos pelo que recomendo a todos quantos leram Sebastian.

7/10

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Sebastian

Título: Sebastian
Autor: Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
Tradução: Cristina Correia
Nº de páginas: 380

"Bem-vindos a Efémera, onde a terra se altera em resposta aos mais profundos desejos e medos dos seus habitantes. Há muito tempo, Efémera foi dividida em inúmeras paisagens mágicas ligadas somente por pontes. Pontes que podem levar quem as atravessa para onde realmente pertence e não ao local onde pretende chegar. Numa dessas paisagens habitada por demónios e onde a noite impera, o meio-íncubo Sebastian delicia-se em prazeres obscuros. Contudo, aguarda-o um destino devastador. Uma aprendiza descuidada libertou um mal antigo que agora se agita - e o reino de Sebastian poderá ser o primeiro a sucumbir... Mas em sonhos, ela chama por ele: uma mulher que não deseja mais do que ser amada e sentir-se protegida - uma mulher pela qual ele anseia mas que sabe poder vir a destruí-la. Ela é Lynnea, e o seu improvável romance está no centro da batalha que se trava entre a luz e as trevas."
Depois de me terem falado imenso desta autora e de me terem deixado com vontade de me aventurar nos seus mundos não resisti a comprar este volume na Feira do Livro de Lisboa (já lá vai um tempo mas uma pessoa não pode fazer tudo de uma vez...). Não sabia muito bem o que esperar dos mundos criados por Anne Bishop e talvez por isso tenha tido uma grande surpresa com Efémera - um mundo completamente estranho e diferente mas criado de uma forma tão simples e descrito de um modo tão compreensível que ganha uma áurea de realismo surpreendente.
A história em si cativou-me bastante e a lição que está por trás desta narrativa é algo em que todos devíamos pensar - todos temos o nosso lugar no mundo e antes de condenar alguém devíamos tentar compreender as suas motivações e não nos deixarmos levar à partida por preconceitos ou por ideias alheias. Curiosamente, todos os personagens sem excepção sofrem de algum modo com o preconceito porque a sua essência ou as suas acções foram mal interpretadas e julgadas. Mas há sempre um lugar que corresponde ao que nos vai no coração, há sempre um lugar à medida de cada um, por isso as paisagens com que nos deparamos podem ser o completo antagonismo umas das outras não deixando, no entanto, de nos encantar com a forma como se adequam perfeitamente à natureza daqueles que as habitam.
Do leque de habitantes de Efémera que nos é dado a conhecer neste volume, os que mais me cativaram foram Glorianna Belladonna e o Provocador que me conseguiu roubar bastantes gargalhadas nas alturas mais inesperadas. Surpreendeu-me a malvadez sem fim do Devorador do Mundo e das suas criaturas, principalmente os Adoradores de Ossos, não esperava um vilão tão sem escrúpulos e cujo sentimento de vingança o impede de qualquer sentimento que se assemelhe (ainda que remotamente) ao remorso. Fiquei curiosa relativamente a alguns personagens que apenas conhecemos de forma superficial e a algumas situações que pertencem ao passado dos mesmos. Espero que estes pormenores nos sejam revelados no próximo volume...
7/10