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domingo, 7 de junho de 2009

O Leão Escarlate

Autora: Elizabeth Chadwick
Editora: Chá das Cinco
Páginas: 448
ISBN: 9789898032478
Tradutora: Ana Beatriz Manso

Sinopse: "A coragem e lealdade de William Marshal como cavaleiro ao serviço da casa real inglesa foram recompensadas com a sua união a Isabelle de Clare, uma rica herdeira de propriedades na Inglaterra, Normandia e Irlanda. Mas a segurança e felicidade do casal são destruídas quando o rei Ricardo morre e é sucedido pelo irmão João, que toma os filhos de Marshal como reféns e apropria-se das suas terras. O conflito entre os que permanecem leais e os que se irão revoltar contra as injustiças ameaça destruir o casamento de William e Isabelle e arruinar as suas vidas. William terá que optar por um caminho desesperado que o poderá levar à governação do reino. E Isabelle, receando pelo homem que é a luz da sua vida, terá que se preparar para enfrentar o que o futuro lhes reserva."

Opinião: Não conhecia nada da autora Elizabeth Chadwick até esta altura, por isso, quando surgiu O Leão Escarlate, e também muito por culpa do espaço da acção da obra – a Inglaterra Medieval -, decidi aventurar-me. Nunca conseguirei explicar o fascínio que a Inglaterra tem sobre mim, mas a sua História é tão rica que proporciona sempre bons momentos de leitura. Sem dúvida que a demora para terminar o livro não se deveu nem à autora nem ao livro em si.

A acção estende-se por um período de 22 anos, os quais são sempre pautados por constantes dificuldades na sucessão régia, que, consequentemente, contribuem para outros revezes como a guerra civil, o esvaziamento dos cofres do país, as intrigas entre nobres ou os casamentos por conveniência familiar. Simultaneamente, a Inglaterra vê-se ainda ameaçada pelos Franceses. No início da estória, o rei é Ricardo, segue-se-lhe João, seu irmão, e, mais tarde, o pequeno Henrique, herdeiro deste. A estes três suseranos é comum William Marshal, cujo percurso acompanhamos.

O enquadramento histórico é bastante relevante para que possamos perceber a importância de William Marshal, e por conseguinte da sua Casa, na História de Inglaterra. Torna-se perceptível, desde cedo, que ele é o centro da estória e, por isso, o leitor toma contacto com a sua realidade familiar, bem como com momentos e decisões do seu passado, através de pequenas memórias que ele e a esposa, Isabelle, partilham. O conflito interior de William passa por nunca trair a sua honra e lealdade, mesmo tendo-se tornado vassalo dos reis inglês e francês.

Ao contrário do que pensava inicialmente, W. Marshal é uma personagem verídica e este é o segundo livro da autora sobre ele. Primeiro, escreveu The Greatest Knight, que julgo ainda não ter tradução portuguesa. A personagem torna-se, por isso, mais real para nós, enquanto leitores, e cria-se uma afinidade estranha. No final, após algumas notas da autora, a nossa vontade é simplesmente sair da cama e ir conhecer alguns dos sítios por onde a narrativa passa.

É verdade que a obra se reveste de um grande interesse histórico, mas a escrita da autora também nos soube cativar. Simples e extremamente descritiva, permitiu-nos viajar até à Idade Média e contemplar os bailes, os torneios, as Cortes e as Casas Senhoriais daquele tempo. Acresce a tudo isto, uma mistura de sentimentos, do mel ao fel, que nos mantém atentos e embrenhados até ao fim.

8/10 – Muito Bom

quarta-feira, 15 de abril de 2009

As Filhas do Graal

Autor: Elizabeth Chadwick
Editor/Chancela: Saída de Emergência/Chá das Cinco
Páginas: 383
ISBN: 9789898032430
Tradutor: Ester Cortegano

Sinopse
França, século XIII: Bridget cresceu aprendendo a controlar os dons místicos da sua antepassada Maria Madalena, cuja ininterrupta linhagem feminina manteve vivo um legado de sabedoria durante milénios. Mas agora, a todo-poderosa Igreja Católica jurou destruir Bridget por usar os seus talentos curativos e as suas habilidades naturais. O dever de Bridget de continuar a linhagem leva-a até aos braços de Raoul de Montvallant, um católico. E quando a intolerância selvagem da Igreja leva Raoul a rebelar-se, a intolerância cresce para uma ânsia de vingança que só poderá ser saciada com uma cruzada de sangue.

Opinião
Depois de "O Labirinto Perdido", eis-me de volta ao século XIII e às perseguições aos cátaros na antiga região francesa do Languedoc. A história começa acompanhando os passos de Raoul de Montvallant, um católico pertencente a uma família tolerante para com os cátaros, e Bridget, descendente de Maria Madalena, que após a morte da sua mãe se vê a braços com a tarefa de continuar a descendência feminina e transmitir conhecimentos e poderes com séculos de existência.

A história decorre durante quase 40 anos, e ao longo desse tempo vemos como as vidas de Bridget, Raoul e dos seus filhos se cruzam, assistimos à perseguição aos cátaros em várias cidades do Languedoc, e acompanhamos o crescimento e evolução de um leque de personagens muito interessantes. É um romance histórico que se centra nas personagens e nos seus dilemas e que utiliza (e bem) as circunstâncias históricas como pano de fundo.

Em romances históricos vou sempre à procura de mais conhecimento, mas como tinha lido recentemente sobre este período da história e sobre o catarismo, não houve propriamente muitas novidades nesse aspecto. Apesar de não ser nenhuma obra-prima, é um livro que proporciona uma leitura agradável, com uma história e um conjunto de personagens bastante interessante.

7/10 - Bom

[Livro n.º 30 do meu Desafio de Leitura]