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quinta-feira, 9 de julho de 2009

O Tigre Adormecido


(Para ler a sinopse, clique sobre a imagem)



A Minha Opinião:

Mais um livro de Rosamunde Pilcher que me agradou de ler. Que me suscitou doces gargalhadas e sorrisos de ternura.

A história gira em torno de Selina, uma rapariga de 20 anos, órfã de pais e criada pela avó materna. O pai morreu na 2ªGuerra Mundial pouco antes de ela nascer e a mãe no decorrer do parto. A avó não lhe dava referências acerca do pai nem lhe dizia qual era o nome deste. Entretanto, Selina ao folhear um livro, caiu uma fotografia e era de um homem. Por detrás desta foto, estava escrita uma mensagem dedicada à mãe dela e terminava assinado em iniciais. Guardou-a para si em total sigilo.
Cinco anos depois, o noivo dela oferece-lhe um livro. Na contracapa mostra um rosto do autor e este tem grandes semelhanças com o homem da fotografia descoberta, só que mais velho. Ainda por cima, os iniciais do nome do autor e do pai são os mesmos. Assim, Selina vai ao encalço daquele escritor…

Foi o quarto livro que li desta autora. Devo dizer que este livro está longe do nível literário de “Os Apanhadores de Conchas”. Eu diria que é um livro bebé, uma vez que foi escrito em 1968, ainda a autora era nova e tinha pouca experiência de vida. Contudo, apesar de a história estar menos desenvolvida e de conter diálogos curtos, este livro bebé desabrochou bem, exalando luz e perfume. A história está contada de uma maneira açucarada e ronronante. Gostei desta simplicidade, deu-me prazer de ler. E também gostei do ambiente e das personagens. Foi de facto uma leitura doce, especial e ao mesmo tempo engraçada.

É um livro ideal para se descontrair, passar um fim-de-semana agradável a ler sentada à sombra de uma árvore depois de uma semana de trabalho duro, ou descansar temporariamente de leituras pesadas. Lê-se num instante, são somente 200 páginas.

Classificação: 3/5

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Dia da Tormenta

(Capa do "Circulo de Leitores")


A Minha Opinião:

Mais um livro da Rosamunde Pilcher lido! Gostei, mas não tanto como os anteriores "Os apanhadores de Conchas" e "Solsticio de Inverno". Contudo, não quer dizer que não me tenha agradado. Muito pelo contrário, achei a escrita doce e uma boa companheira, em que nos dá vontade de enrolar no sofá ou sentar-se sob a sombra de uma árvore a lê-lo. O desenrolar da história é interessante. É sobre relações familiares...

«No último dia de vida da sua mãe, Rebecca descobre que tem família na Cornualha e parte para essa região à descoberta do avô e de um primo que nunca conheceu. Mas só o enigmático Joss Gardner, o estranho que parecia inacessível, consegue ajudá-la a compreender os escuros segredos que estão por detrás da acolhedora recepção que os seus familiares lhe fazem.»

Reconheci alguns pontos em comum com os do livro "Os Apanhadores de Conchas". Porém, senti que faltava qualquer coisa na história... As personagens! Gostei delas, mas não estavam desenvolvidas de tal maneira profundas como as dos dois livros "Os Apanhadores de Conchas" e "Solstício de Inverno". Este livro é um dos primeiros livros da autora (escrito em 1975). Mas, gostei mesmo!

Para quem tem o livro do "Circulo de Leitores", a capa - um homem e uma mulher apaixonados (tipo harlequim) traçados em pintura com palmeiras como pano de fundo -, venho avisar-vos que não corresponde nada à história. Por causa desta capa (o livro não é meu, mas emprestado através do bookcrossing), estive quase para desisti-lo mas, graças a uma amiga que me avisou a dizer que não se tratava de uma história de amor. Convenceu-me! E ainda bem que o li.

A capa de agora é esta, é mais próxima da história e mais bonita:



Classificação: 3/5 (uma leitura agradável!)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Os Apanhadores de Conchas

Sinopse: Penelope Keeling, filha de artista, é uma mulher suficientemente independente e activa para aceitar passivamente a velhice.
Olha para trás e recorda a sua vida: uma infância boémia em Londres e em Cornwall, um casamento desastroso durante a guerra e o homem que ela verdadeiramente amou.
Teve três filhos e aprendeu a aceitar cada um deles com as suas alegrias e desilusões.
Quando descobre que o seu bem mais importante vale uma fortuna - Os Apanhadores de Conchas -, um quadro que o pai lhe deu de presente e pintado por ele próprio, é ela que passa a decidir e determinar se a sua família continuará a ser mesmo uma família ou se se fragmentará definitivamente.

Assim que este livro saiu com a colecção da revista Sábado tive de imediato imensa vontade de o ler, mas por um ou outro motivo, a sua leitura foi sendo adiada. Em boa hora lhe peguei.

Este é o livro de Penelope. Através dele, conhecemos a sua família, a sua história e os seus sentimentos. Tanto a família como a história da sua vida não são aquilo que normalmente consideramos como feliz, ideal. Dois dos seus filhos são pessoas ocas, interesseiras e pouco sentimentais; a sua vida foi, em boa parte do tempo, uma sucessão de infelizes acasos. Mas, apesar disso, Penelope é uma personagem notável que se mantém fiel àquilo em que acredita.

Todos os capítulos têm o nome de uma personagem, e, deste modo, todo o livro é um desfilar de personagens que fazem ou fizeram parte da vida de Penelope. Na minha opinião, a caracterização das personagens é precisamente um dos grandes trunfos do livro, como se ganhassem vida a cada palavra, a cada descrição. São daquelas personagens com as quais nos conseguimos identificar, e mesmo aquelas que aparentemente têm sentimentos menos positivos são descritas de tal forma que, mesmo não concordando, compreendemos as suas acções.

A narrativa salta constantemente entre presente e passado, e é precisamente no passado que se encontra a explicação para muitas das coisas que decorrem no presente. Recuamos à Inglaterra da 2.ª Guerra Mundial, acontecimento esse que marcou a vida de Penelope para sempre.

A escrita de Rosamunde Pilcher é simplesmente deliciosa, bem como a forma como ela escolheu contar-nos a história da sua fantástica personagem principal. Fiquei muito bem impressionada!

Para finalizar, quero ainda acrescentar que este é daqueles livros que ficam connosco mesmo depois de voltada a última página. Adorei!

9/10 - Excelente

[Livro n.º 7 do meu Desafio de Leitura]

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Solstício de Inverno



Sinopse:

Ao abandonar Londres por uma bonita aldeia do Hampshire, Elfrida Phipps sente-se em casa. Tem uma pequena vivenda, o fiel cão Horace, e a amizade dos vizinhos Blundell - em especial a de Oscar - para garantir que os seus dias incluem companhia e independência.
Mas uma tragédia imprevista perturba a tranquilidade de Elfrida. Ela refugia-se numa casa na Escócia, que se torna um íman para vários vadios. Parece a receita certa para a calamidade. Mas o grupo acaba por tornar-se maior do que a soma das suas partes e Elfrida vê-se no centro de um Natal bastante mágico.

Rosamunde Pilcher combina eloquência e compaixão para criar personagens que revelam a forma como verdadeiramente vivemos e amamos. Repleta de tragédia e renovação, Solstício de Inverno possui uma narrativa cativante repleta de emoção.



A Minha Opinião:


Recebi este livro em Abril, como emprestado do bookcrossing, graças à kittycatss (um grande beijinho para ti!), e retive-o até ao Natal mas, dando sempre notícias do livro à dona, afim de ela ficar descansada. E, ainda bem que o fiz, o facto de o ter retido, pois a altura mais acertada ou indicada para o ler é na época natalícia. Pois, tal como a sinopse revela, o enredo passa-se precisamente nessa quadra festiva.

Lendo-o com o frio a envolver-nos e as luzes coloridas acesas ao fundo da sala a piscar discretamente, torna esta história ainda mais real e extremamente mágica, tocante e comovente, uma leitura deliciosa que nos chega a proporcionar um enorme sorriso e um conforto acalorado, acima de tudo mostrando-nos o verdadeiro sentido da Vida e o significado do Amor.

É impressionante a forma de como a autora construiu esta história em que desenrolam inesperados acontecimentos, tanto maus como bons, num espaço de tempo tão curto!

De facto, é uma história simples mas a escrita (a grande especialidade de Rosamunde Pilcher!) dá-lhe uma beleza rara, faz com que as coisas simples ou mesmo insignificantes se tornem especiais, ficando até com um brilho que parecem provenientes de um conto de fadas.

Há dramas familiares, tragédia, novas amizades, amores a nascer e crescer, surpresas recheadas de surpresas, alegrias inesperadas e encantadoras, pequenas belezas de Vida…

Achei lindo o natal desta história, não o posso pormenorizar, senão perde toda a surpresa. É segredo, está embrulhado em palavras, só a leitura é que o abre e assim a magia natalícia sai do livro para fora.

E as personagens, um tesouro! Soube-me tão bem acompanhá-las. Tocaram-me de tal maneira profunda. São pessoas comuns mas, humanas e realistas.

Definitivamente, não vou esquecer tão cedo desta história!

Classificação: 5/5 (Delicioso!)