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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Goethia, de Rei Salomão

TRECHO:
A Goethia é o primeiro livro de uma compilação, chamada Lemegeton, creditada ao bíblico Rei Salomão.
Segundo a lenda, Salomão, de posse de um anel dado pelo anjo Rafael, invocou e catalogou em seu templo 72
demônios, ou espíritos. Para cada um foi criado um sigilo de proteção

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Liber VI: Liber O vel Manus et Sagitae

TRECHO:
1. Este livro é facilmente mal compreendido; é pedido aos leitores valerem-se das mais
minuciosas críticas ao estuda-lo, o que foi feito em sua preparação.
2. Neste livro é falado das Sephiroth e dos Caminhos, de Espíritos e Conjurações; de
Deuses, Esferas, Planetas e muitas outras coisas que podem existir ou não. É irrelevante
se elas existem ou não. Pois fazendo certas coisas, certos resultados seguem-se ;
estudantes devem ser seriamente advertidos a evitar atribuições de realidade objetiva ou
validade filosófica a qualquer um deles.
3. As vantagens a serem obtidas são as seguintes:
- Um ampliação do horizonte mental.
- Um aperfeiçoamento do controle mental.
4. O estudante, se obter qualquer tipo de sucesso nas práticas que se seguem, serão
confrontados por coisas ( conceitos ou seres ) deslumbrantes ou terríveis demais para
serem descritos. É essencial que permaneça o mestre de todas essas considerações
vozes ou percepções; ou será escravo de ilusões e vítima da loucura.
Antes de iniciar tais práticas, o estudante deve estar gozando de boa saúde e ter obtido
algum domínio em Asana, Pranayama e Dharana.
5. Existe algum perigo, de que qualquer estudante, por mais estúpido que seja, obter
algum resultado; porém há um grande perigo que ele seja desviado daqueles que deveria
alcançar.
6. Primeiro, deve considerar o uso do livro chamado 777; a preparação do Ambiente, o
uso de Cerimônias Mágicas, e finalmente dos métodos que aparecem no capítulo V "
Viator in Regnis Arboris " e no Capítulo VI " Sagitta trans Lunam.".

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ataque e Defesa Astral, de Marcelo Ramos Motta / Marcelo Motta

TRECHO:
PREFÁCIO
Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.
A disseminação de conhecimento oculto é maior neste momento que em
qualquer época anterior da história. Ao mesmo tempo, a Passagem dos Aeons, que
ocorreu em abril de 1904 da era vulgar, mudou completamente as condições do
desenvolvimento psíquico. As palavras de passe e os sinais religiosos das antigas
fraternidades iniciáticas, e das religiões estabelecidas perderam todo o seu poder
mágico. Isto é um fato de que pouca gente se tornou consciente ainda.
Livros de feitiçaria, de baixa magia, e de psiquismo passivo se aglomeram
nas estantes das livrarias com tratados sobre “parapsicologia”. Charlatões
inescrupulosos se arvoram em “doutores” dessa nova “ciência”. O fato é que não existe
qualquer universidade séria no mundo que dê diplomas de doutorado em parapsicologia.
O assunto é estudado em muitos centros de ensino, mas apenas como um ramo, ou
especialidade, da psicologia ou da psiquiatria. Pessoas que alegam ser
“parapsicologistas formados” são tão mentirosas quanto aquelas que alegam que existiu
um homem chamado “Jesus Cristo”. Não existiu tal homem: o moto mágico “Jesus
Cristo” foi uma fórmula de poder no Aeon passado, a qual, pronunciada com fé,
protegia contra ataque; mas não protege mais. Pelo contrário, aqueles que usam este
nome correm perigo de atrair a influência das correntes mortas que ainda circulam (por
virtude do momentum adquirido durante séculos de imantação), mas que não têm mais
qualquer elo com a Hierarquia espiritual que zela pelo destino da humanidade.
Quando o autor destas linhas tinha doze anos de idade ele já estudava
ocultismo. Em certa ocasião sofreu um ataque mágico durante o sono: uma entidade
maléfica procurou adquirir controle de seus plexos nervosos, ou “chacras”. Sentindo o
ataque, mesmo dormindo eu reagi; a entidade percebendo que fora identificada, recuou
em direção à janela do quarto, que estava aberta. Eu lhe bradei, conforme
recomendavam os livros que estudava:
- Eu te exorcizo em nome de Jesus!
Ao dizer eu isto, a entidade (envolta em um manto negro e com um chapéu
negro de abas) parou de fugir e soltou uma desafiadora gargalhada. Então, ainda rindo
com desdém, saiu pela janela. Eu acordei, sentado na cama, com um pé para fora, a mão
erguida no gesto de exorcismo que fizera ainda no sono, suando frio, voltado em direção
à janela; e a memória daquela gargalhada chocou-me pela sua zombaria. Foi a primeira
vez que percebi que as palavras rituais do cristianismo tinham perdido efeito sobre os
seres do invisível. Somente onze anos mais tarde dei-me conta do motivo: a Passagem
dos Aeons.
A disseminação do conhecimento oculto põe á disposição dos inescrupulosos
armas e recursos para influenciar os inocentes sem que estes percebam que sua
integridade está sendo atacada. A Lei espiritual da Nova Era é Faze o que tu queres.
Ora, esta Lei é para todos. Aqueles que buscam influenciar indevidamente a liberdade
de seus próximos estão procurando restringir a autonomia espiritual destes; e como está
escrito; AL i 41, a palavra de Pecado é Restrição.(1)
No passado, as correntes espirituais das diversas religiões proviam seus
crentes com alguma defesa; mas a modificação na polaridade terrestre, como já
dissemos, tornou as palavras e sinais dessas religiões imponentes, ou até mesmo
enganadores. Se você acredita que o nome “Jesus Cristo” tem força, e algum ente se
aproxima de você quando você invoca esse nome, você naturalmente concluirá que se
trata de um ente sincero e benfazejo, e não ficará em guarda contra ataque. Acontece, no
entanto, que esse nome agora faz parte das forças mortas. Se você tentar utiliza-lo para
se defender, não terá valor algum, e qualquer entidade maléfica pode utiliza-lo para lhe
enganar. Como diz AL i 49: Ab-rogados estão todos os rituais, todas as ordálias, todas
as palavras e sinais.
Este é um dos muitos pontos importantes que a maioria dos escritores sobre
obsessão, ataques mágicos, etc., esquece ou evita (!) mencionar. Em nosso livro
daremos numerosos exemplos práticos de defesa contra os mais diversos tipos de
ataques ocultos. Esses exemplos serão tirados de nossa própria experiência, ou da
experiência de nossos discípulos ou colegas. Evitaremos relatar qualquer fenômeno de
que não tenhamos conhecimento pessoal. Todo mundo já ouviu falar de um amigo que
tem um amigo que tem outro amigo que viu um disco voador, ou conversou com o
Conde de São Germano pessoalmente! (2) As mentiras e os exageros mais incabíveis
são descritos com sinceridade e até com fé na maioria dos livros de ocultismo, mas as
normas disciplinares da Organização a que pertencemos nos impediriam de tais
desatinos, mesmo se eles fossem de nosso feitio. Os exemplos que citamos estão
documentados, e a origem será sempre mencionada. Em alguns casos, porém,
principalmente aqueles que se originam da experiência de pessoas ainda vivas ou de
discípulos nossos, tomamos a liberdade de mudar nomes ou locais, para proteger gente
séria e dedicada contra a perseguição dos fanáticos ou a curiosidade ociosa dos falsos
entusiastas.
Com a disseminação da literatura de falso ocultismo e “parapsicologia”,
ataques contra a integridade psíquica de outras pessoas estão se tornando perigosamente
comuns. O público médio, por enquanto, ainda não se tornou cônscio do tipo de coisa
que é tentado por gente inescrupulosa que conhece um pouco dos poderes da mente
humana, e se dedica a utiliza-los para fins indignos. Por causa de nossos interesses
especializados, entramos em contato com vítimas de tais ataques. Muitas vezes fomos
consultados sobre a melhor maneira de se defender contra enfeitiçamentos, sugestão,
hipnotismo e fascínio magnético doentio. Ainda devido a nossos interesses, entramos
em contato com homens e mulheres que podemos chamar de iniciados, e até de Mestres:
temos visto fenômenos que transcendem em profundidade e alcance aqueles obtidos em
qualquer sessão espírita, ou aqueles que são gabados como “milagres” pelas mais
diversas religiões. Temos participado em combates nos planos sutis, e obtido o apoio
daquela força policial oculta que, sob a autoridade da Hierarquia espiritual, mantém
guarda sobre todas as nações. Já houve ocasiões em que, como todos os iniciados em
alguma etapa de suas vidas, fomos forçados àquela vigília mágica em que o aspirante
não se atreve a dormir enquanto o sol está abaixo do horizonte; já afrontamos aquela
pressão esmagadora que só se desfaz quando a fase da lua muda, e a força de um ataque
magnético se desgasta e apaga.
Foi o contato com pessoas que conheciam os nossos interesses, e nos
procuraram para consulta que nos levou a escrever este livro; mas é necessário que
façamos uma cuidadosa distinção entre aquilo que é realmente uma experiência psíquica
e aquilo que é apenas auto-sugestão ou uma perturbação psicossomática de origem
fisiológica. Não é fácil (para ocultistas prudentes!) ter certeza de que a pessoa que se
queixa de um ataque sutil não está meramente sofrendo o tumultuar de seus próprios
recalques, ou não está fisicamente enferma. Histeria, psicose e distúrbios glandulares
em geral são, pelo menos por enquanto, bem mais comuns que um caso legitimo de –
por exemplo – possessão ou obsessão demoníaca; nem sabe o público, e muito menos os
teólogos, aquilo que um ocultista iniciado quer dizer quando fala dos “demônios”.
Todos os fatores possíveis têm que ser considerados quando investigamos uma situação
que alguém alega ter sido causada por um ataque astral; e nas páginas que seguem
procuraremos descrever não só os métodos de defesa contra esse tipo de crime, como
também a maneira de perceber aqueles casos que deveriam antes estar nas mãos de um
neurologista, um psiquiatra, e às vezes até mesmo de um cirurgião.
Devemos ainda, por outro lado, prevenir as pessoas imaginativas ou
sugestionáveis contra o estudo deste livro. Seria preferível para elas que não nos
levassem a sério, e encarassem o que segue apenas como outro conto de horror
fantástico, ou ficção científica. Esta obra está dirigida a estudantes sérios e aqueles que
se sentem confrontados pelos problemas que ela descreve. É necessário, neste momento,
psiquicamente turbulento da história da humanidade, abrir os olhos de homens e
mulheres mais evoluídos quanto à natureza das forças com as quais vamos entrando
mais e mais em contato à medida que a humanidade progride.
Amor é a lei, amor sob vontade.
______________________________________________________________________
(1) Esta e outras referências são a capítulo e versículo de Líber AL, O Livro da Lei.
Veja-se O EQUINÓCIO DOS DEUSES para o texto completo.
(2) Franz hartmann, em certa ocasião, publicou um retrato que, segundo ele, lhe fora
dado por Helena Blavatsky, com a declaração de que era um retrato dela em sua
encarnação de Cagliostro. Acontece, entretanto, que se trata de uma cópia de um
retrato de um dos reis da Prússia, e o original ainda se encontra dependurado num
museu alemão! Ficamos sem saber se Franz hartmann mentiu despudoradamente, ou se
a Mestra se divertiu á custa dele.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Chamando os Filhos do Sol, de Marcelo Motta / Marcelo Ramos Motta

TRECHO:
Este livro é da natureza de um arauto. É um chamado às armas. Bastante tempo dormistes, ó guerreiros do Rubi e Ouro!

Levantai-vos. Deixai-me explicar a natureza da trombeta que vos chama.

O ser humano, quando nasce, esquece as suas vidas anteriores e sua existência nos mundos celestes que acaba de deixar. Porém, tal esquecimento não é completo. Nas regiões subterrâneas da mente, no inconsciente da alma, uma lembrança fica. E é assim que alguns tem uma certeza intuitiva da existência de Deus e do além, é assim que outros sentem despertar neles simpatias ou antipatias inexplicáveis para com outros seres humanos que encontram em sua rota. É ainda assim que alguns – e entre estes se contam freqüentemente almas muito evoluídas – sentem, através de sua vida terrena inteira, uma saudade, uma solidão, um anseio indefinido, e sentem-se como viajantes, longe, muito longe, de algum fantástico, maravilhoso, imaginário lar.

Existem raças espirituais como existem raças físicas. Existem nações no mundo invisível como existem nações no mundo visível. Cada uma de tais raças e nações é simbolizada por um sinal, um símbolo, e as vezes, por vários símbolos. Tais símbolos são, por assim dizer, côtas de armas do astral. Os antigos heraldos eram videntes que examinavam nos planos internos os símbolos correspondentes a natureza anímica de certos indivíduos e desenhavam uma côta de armas que simbolizasse as qualidades de seu dono. O brasão era transmitido de pai a filho porque era reconhecido que a semente espiritual do pai se transmitia magicamente de geração a geração, contanto que influências externas não se manifestassem. Às vezes era necessário incluir alguma influência nova, combinar duas côtas, se por casamento, adoção ou outros meios, a natureza anímica de uma família nobre mudava. Esta ciência heráltica clarividente está hoje quase que completamente perdida.

É por causa dessa simbologia astral que, muita vez, certos símbolos são apresentados à consciência de um indivíduo que nunca teve contato com o que é chamado “ocultismo” ou “espiritualismo”, e no entanto o indivíduo reconhece os símbolos, sente um despertar de atividade em sua consciência, e percebe intuitivamente que ele pertence aos símbolos ou os símbolos pertencem a ele.

Os símbolos, tanto em desenhos quanto em imagens escritas, e as chaves apresentadas neste livro, representam outras tantas côtas de armas e pertencem a legião dos Filhos do Sol.



Já vos falaram muito da Nova Era, de Aquário-Leo. Ela começou em abril de 1904, quando a terra foi ocultamente, regenerada pelo fogo. Todas as crianças nascidas após esta data trazem no inconsciente o selo das energias e tendências espirituais da Nova Era.

Chamamos o grupo dos Filhos do Sol encarnados no Brasil à execução de suas vontades. Chamamo-los à consciência do fito da encarnação. Chamamo-los à realização da Grande Obra.

Faze o que tu queres há de ser tudo da lei.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O Ritual do Pentagrama Inverso

Este ritual é baseado no ritual do pentagrama cabalístico, porém os quatro demônios dirigentes de Abramelin são utilizados, ao invés dos Arcanjos.
Não deve ser feito despreocupadamente, mas somente por pessoas que já tenham experiência com as referidas entidades, ou hajam adquirido a autoridade espiritual necessária.

Começa-se com a cruz cabalística, e o estabelecimento da árvore da vida:

ATEH
MALKUTH
VE - GEBURAH
VE - GEDULAH
LE - OLAM
VA-ET


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segunda-feira, 23 de junho de 2008

O Ritual Thelemico Do Pentagrama, de David Cherubim

1. Toque a testa, e diga HOOR-PAAR-KRAAT.
2. Toque o peito, e diga HERU-RA-HA.
3. Toque os genitais, e diga RA-HOOR-KHUIT.
4. Toque o ombro direito, e diga TA-NECH.
5. Toque o ombro esquerdo, e diga BES-NA-MAUT.
6. Coloque as duas palmas das mãos juntas sobre o peito, e diga ANKH-AF-NA-KHONSU.


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sexta-feira, 13 de junho de 2008

O Ritual de Nosferatu – Um Trabalho de Auto-Criação

Este ritual é baseado em certas tradições de Magia Negra da Romênia, que, segundo a lenda, haveriam sido legadas aos seguidores de Vlad Dracul, que as teria recebido do Príncipe das Trevas.
Diz a lenda que Vlad, um Cristão revoltado contra as mentiras da Igreja, escolheu identificar-se com o Diabo. Este ritual se baseia nas conexões entre vampiros e o Príncipe das Trevas.

O “Self” na tradição dos Vampiros

O conceito de “Self” nas tradições vampirescas é geralmente o de “não-morto”, com suas conotações de imortalidade e Segredo da vida e morte. Vampiros freqüentemente possuem poderes físicos e mentais supra-normais, além de um certo gosto ecêntrico.

A imortalidade é freqüentemente confundida com a recusa de morrer. O Vampiro/Magista escolhe viver completa e intensamente esta vida, e não permitir que a sua consciência se desintegre após a sua morte física. Esta sobrevivência da consciência não depende de símbolos mágicos, nomes ou participação em diversos rituais. Depende apenas do reconhecimento do próprio “Self” e da vontade de continuar a existir, o que ou onde quer que seja.

O Sangue é muito importante nas tradições de Vampiros. Hoje, é visto como simbólico. Por exemplo, a Ordem do Vampiro, do Templo de Set, não vê significado no consumo ou no escorrimento de sangue.

O sangue simboliza “Vida”. O Mago Negro Vampiro é, portanto, visto como um magista que deseja e pratica a mais alta Vida, enquanto reconhece as energias da Besta interior – as energias primevas da Licantropia e da mutação, que formam outro aspecto da magia dos Vampiros.

O ritual que se segue simboliza um despertar solitário e isolado para um estado Vampiresco, e uma auto-iniciação ao Caminho da Mão-Esquerda. É um ritual que pode ser adaptado ou alterado conforme as circunstâncias ou a inspiração de cada um. Como em todo ritual mágico, cada um deve assumir seu próprio risco, já sabendo que uma prática como esta não é adequada aos instáveis ou imaturos.


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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Luciferianismo

Luciferian Church

Eu tenho observado o Luciferianismo sendo caracterizado como satanismo ateu, satanismo cristão, e as vezes coisas bem piores. O "Luciferianismo" está se tornando rapidamente uma palavra conhecida, e ainda mais incompreendida.
Neste texto, irei apresentar mostrar da melhor maneira possível, seu verdadeiro significado.
Lucifer não é Satan, como muitos acreditam. Mesmo no Cristianismo, Lúcifer e Satan são entidades diferentes, sendo Lúcifer o " Diabo" mais poderoso, e Satan sendo o segundo no comando infernal. Lúcifer é constantemente identificado como Portador da Luz , a Estrela da Manhã, a última a desaparecer ao nascer-do-sol. Lúcifer, antes de tudo, é sinônimo de orgulho. Na mitologia cristã, Lúcifer era um anjo perfeito, o mais poderoso depois do Deus cristão. Enquanto servia a Deus no paraíso, Lúcifer secretamente desejava, não usurpar, mas possuir os mesmos direitos de seu "superior". Lúcifer utilizou sua sagacidade e perfeição para conseguir o apoio de um-terço dos anjos celestiais. Por causa disto, foram atirados em um abismo de sofrimento, conhecido por inferno. Assim sendo, Lúcifer não aceitou se subornar a Deus, e preferiu reinar em seu próprio domínio. Satan, por outro lado, era o acusador. Satan significa o adversário. Mas mitos ou dogmas importam pouco.


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quinta-feira, 8 de maio de 2008

As Religiões no Rio, de João do Rio / Paulo Barreto

A
MANUEL JORGE DE OLIVEIRA ROCHA
meu amigo.
A religião? Um misterioso sentimento, misto de terror e de esperança, a simbolização
lúgubre ou alegre de um poder que não temos e almejamos ter, o desconhecido avassalador, o
equívoco, o medo, a perversidade.
O Rio, como todas as cidades nestes tempos de irreverência, tem em cada rua um templo e
em cada homem uma crença diversa.
Ao ler os grandes diários, imagina a gente que está num pais essencialmente católico, onde
alguns matemáticos são positivistas. Entretanto, a cidade pulula de religiões. Basta parar em
qualquer esquina, interrogar. A diversidade dos cultos espantar-vos-á. São swendeborgeanos,
pagãos literários, fisiólatras, defensores de dogmas exóticos, autores de reformas da Vida,
reveladores do Futuro, amantes do Diabo, bebedores de sangue, descendentes da rainha de
Sabá, judeus, cismáticos, espíritas, babalaôs de Lagos, mulheres que respeitam o oceano,
todos os cultos, todas as crenças, todas as forças do Susto. Quem através da calma do
semblante lhes adivinhará as tragédias da alma? Quem no seu andar tranqüilo de homens sem
paixões irá descobrir os reveladores de ritos novos, os mágicos, os nevrópatas, os delirantes, os
possuídos de Satanás, os mistagogos da Morte, do Mar e do Arco-Íris? Quem poderá perceber,
ao conversar com estas criaturas, a luta fratricida por causa da interpretação da Bíblia, a luta
que faz mil religiões à espera de Jesus, cuja reaparição está marcada para qualquer destes
dias, e à espera do Anti-Cristo, que talvez ande por aí? Quem imaginará cavalheiros distintos
em intimidade com as almas desencarnadas, quem desvendará a conversa com os anjos nas
chombergas fétidas?
Eles vão por aí, papas, profetas, crentes e reveladores, orgulhosos cada um do seu culto, o
único que é a Verdade. Falai-lhes boamente, sem a tenção de agredi-los, e eles se confessarão
- por que só uma coisa é impossível ao homem: enganar o seu semelhante, na fé.
Foi o que fiz na reportagem a que a Gazeta de Notícias emprestou uma tão larga
hospitalidade e um tão grande ruído; foi este o meu esforço: levantar um pouco o mistério das
crenças nesta cidade
Não é um trabalho completo. Longe disso. Cada uma dessas religiões daria farta messe
para um volume de revelações. Eu apenas entrevi a bondade, o mal e o bizarro dos cultos, mas
tão convencido e com tal desejo de ser exato que bem pode servir de epígrafe a este livro a
frase de Montaigne:
Cecy est un livre de bonne foy.
João do Rio

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sexta-feira, 2 de maio de 2008

Liber Beta - Práticas de Urgência

I- Prática de intercessão nas Forças da Lei Sagrada. Pedido de Dharma.

Esta prática reveste-se da maior importância para aquelas pessoas que necessitam de apoio por parte das forças que controlam as leis sagradas.

Este poderoso exercício é da maior responsabilidade e só deve ser usado quando o praticante se certifica que os factos nefastos que influenciam a sua vida não podem ser resolvidos senão por uma intervenção das forças sagradas que condicionam a lei nas variadas encarnações humanas.

Antes de prosseguir com esta prática é necessária uma compreensão profunda sobre o mecanismo das leis superiores conhecido pelo sânscrito de Karma.

Nesta operação, combina-se o poder do Deus arquetípico Anubis, o sagrado Deus Chacal do antigo Egipto, Senhor da Lei, e do templo de Maat, com o poder do sagrado Senhor, a Emanação de Deus, feita Homem, Redentor da Humanidade, Jesus Cristo.


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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Liber Alfa - Forma arcaica de trabalhar com as forças espirituais de uma forma directa

Antes do mais começo este trecho da forma antiga, com as necessárias prevenções.

Afastem-se destas práticas todas as pessoas medrosas, todas a s pessoas sensíveis, todas aquelas que não aguentam emoções fortes.
Tampouco estas práticas devem ser feitas por pessoas fúteis de vontade volúvel.
Aqueles que, que gozam, ou que não possuem a capacidade de ver mais além, também encontrarão aqui frustração e, pior, motivos para temer todas as forças ocultas.

O operador deve cumprir ciosamente todos os passos, deve ser cauteloso na sua preparação e deverá apenas encetar as práticas avançadas quando sentir preparação para isso.


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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Instrução Do IXo O.T.O. - Emblemas E Maneira De Usar, de Antony Naylor, Testamenteiro Literário de Aleister Crowley

EMBLEMA I - O OVO - Diz-se que esse é posto pela Águia Branca, cujo número é (neste caso suponho) 156. Pode ser fertilizado por qualquer tipo de Serpente, que lhe seja simpático; e a natureza da Aguiazinha dependerá da vontade da Serpente. O choco e a carreira subsequente, dependerão da energia original da organização eficiente, das circunstâncias do ambiente etc. Mas, você não consegue mais nada , ou pior, consegue algo que absolutamente não queira, a não
ser que tenha extremo cuidado em formar e salvaguardar bem o Laço Mágico (porque o Ovo, mal cuidado, pode adquirir uma Serpente venenosa, de elementos hostis e malignos). Veja Livro IV, parte III, capitulo XIV.
EMBLEMA II - A SERPENTE - Este é o principio da imortalidade, da renovação de si mesmo através da encarnação, da vontade persistente, inerente ao Leão Vermelho, que é, claro, o Qperador. Diz-se que a Serpente nada no Sangue do Dragão Vermelho. O Leão deve decidir que tipo de Serpente ele necessita, como vínculo da vontade particular exigida pela Operação que está sendo planejada. Ele deve, claro, ser um elemento necessário à verdadeira vontade do Operador; não fosse assim, haveria um conflito interno entre as partes e o todo; a operação seria um fracasso, ou pior. ( Por exemplo, se você fizesse a operação para prejudicar um Irmão, ela fracassaria e se voltaria contra você mesmo, pois antes de qualquer antagonismo pessoal vocês são Irmãos jurados da O. T. O.) A Serpente, apropriadamente treinada e vitalizada, é encontrada durante os atos de concentração sobre o propósito da Operaçio, que são preliminares ao inicio da Operação propriamente dita: você imprime a imagem dessa sua particular volição sobre as Serpentes físicas, que você realmente possui prontas para reproduzir e manifestar a Imagem da sua vontade ( a "vontade natural" ou básica, delas é, claro, perpetuar o seu Leão através dos dilúvios; isto é, a fertilização de um 'Ovo' apropriado, apareceria como Leão original modificado pela particular Águia que bolou o Ovo, ou vice-versa. Mas a técnica da operação impede - ou deveria impedir ! - estes efeitos; portanto, como a vontade de criar e transmitir não pode ser impedida - a Lei de conservação de energia - as bases materiais da operação são preparados para produzir a imagem da vontade expressa. Nelas, pelos estudos e práticas preliminares, produzindo como manifestação material o propósito da operação).


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sábado, 26 de abril de 2008

Hino a Pã, de Aleister Crowley / Mestre Therion (tradução: Fernando Pessoa)

Vibra do cio subtil da luz,
Meu homem e afã
Vem turbulento da noite a flux
De Pã! Iô Pã!
Iô Pã! Iô Pã! Do mar de além
Vem da Sicília e da Arcádia vem!
Vem como Baco, com fauno e fera
E ninfa e sátiro à tua beira,
Num asno lácteo, do mar sem fim,
A mim, a mim!

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Livro IV, Parte III - Magia em Teoria e Prática - Introdução, de Aleister Crowley

I. Definição
MAGIA é a Ciência e a Arte de causar Mudanças de acordo com a Vontade.
II. Postulado
Qualquer mudança pode ter efeito através da aplicação do tipo e grau de força apropriados, da maneira apropriada, através do meio apropriado ao objeto apropriado.


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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Magia Sexual Licantrópica, de Walter Janschik

As forças que a magia sexual licantrópica liberam estão profundamente enraizadas no subconsciente do ser humano.
Por detrás do Rito de Passagem estão as energias bafométicas e lilitianas.

As energias acima mencionadas são a base da Magia Sexual Licantrópica.

Primeiramente, o Magista deve reconhecer seu mestre licantrópico em sua imaginação mágica.
Este aguarda pelo reconhecimento do Magista.

Sócrates o chamava o Daemon. É o Daemon que ensina o Mago Negro a usar e aplicar suas forças internas.
Adicionalmente, há um número infinito de entidades mágicas demoníacas na imaginação do magista, todas passíveis de invocação e evocação.


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terça-feira, 22 de abril de 2008

Liber LXXVII - Liber Oz, de Aleister Crowley

“A lei do forte esta é a nossa Lei e a alegria do mundo” AL ii 21
“Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei” Al 40
“tu não tens direito senão fazer a tua vontade. Faze aquilo, e nenhum outro dirá não.” Al i 42-43
“Todo homem e toda mulher é uma estrela.” Al i3
“Não existe deus senão o homem.”


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domingo, 20 de abril de 2008

Liber LXI vel Causae / Liber LXI vel Causæ, de Aleister Crowley

A Lição Preliminar, incluindo a Lição de História.
Publicação em Classe D.
A LIÇÃO PRELIMINAR
Em Nome do Iniciador, Amén.
01- No começo era a Iniciação. A carne nada vale; a mente nada vale; aquilo que é desconhecido para ti e acima destas, embora firmemente baseado sobre o seu equilíbrio, dá vida.
02- Em todos os sistemas de religião, deve ser encontrado um sistema de Iniciação, o qual pode ser definido como o processo pelo qual um homem chega a aprender sobre aquela Coroa desconhecida.
03- Embora ninguém possa comunicar o conhecimento ou o poder para realizar isto que nós podemos chamar a Grande Obra, é, todavia, possível que os iniciados guiem outros.
04- Todo homem deve superar seus próprios obstáculos, expor suas próprias ilusões. Porém, outros podem ajudá-lo a fazer ambos, e eles podem torná-lo completamente apto a evitar muitos dos falsos caminhos que não levam a lugar algum, os quais tentam os pés cansados do peregrino não iniciado. Eles podem, além disso, assegurar que ele seja devidamente provado e testado, pois há muitos que pensam ser Mestres, os quais sequer começaram a trilhar o Caminho do Serviço, que para lá conduz.
05- Agora, a Grande Obra é uma, a Iniciação é uma, e a Recompensa é uma, embora diversos sejam os símbolos com os quais o Inexprimível é revestido.
06- Escuta, portanto, a história do sistema que esta lição te dá a oportunidade de investigar.
Ouve, nós te rogamos, com atenção: pois apenas uma vez a Grande Ordem bate à porta de alguém.
Qualquer um que conheça algum membro dessa Ordem como tal, jamais poderá conhecer outro, até que também tenha atingido a Maestria.
Aqui, portanto, nós pausamos, para que tu possas analisar-te a ti mesmo minuciosamente e considerar se já estás preparado para dar um passo irrevogável.
Pois a leitura daquilo que se segue é Registrada.


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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Liber DCCCXXXVII - a lei da liberdade, de Aleister Crowley

Faze o que tu queres, há de ser tudo da lei.



I

EU SOU GERALMENTE PERGUNTADO porque começo minhas cartas desta forma. Não importa se estou escrevendo para minha senhora ou para meu açougueiro, sempre começo com estas onze palavras. Por que, de outra forma eu deveria começar? Que outro cumprimento poderia ser tão alegre? Olhe, irmão, somos livres! Regozija comigo, irmã, não existe lei além de Faze o que tu queres.


II

EU ESCREVO este texto para aqueles que não leram nosso Livro Sagrado, o Livro da Lei, ou para aqueles que, lendo-o, de alguma maneira falharam de alguma forma em entender sua perfeição. Pois existem muitos assuntos neste Livro, a as Boas Novas estão ora aqui, ora ali, espalhadas através do Livro como estrelas estão espalhadas pelos campos da Noite. Regozija comigo, todos vós povo! Bem no início do Livro está a carta magna de nossa divindade: "Todo homem e toda mulher é uma estrela". Nós somos todos livres, todos independentes, todos gloriosamente brilhantes, cada um, um universo radiante. Isto não são boas novas?

Então vem a primeira chamada da Grande Deusa Nuit, Senhora do Céu Estrelado, que também é a Matéria em seu mais profundo sentido metafísico, que é o infinito no qual todos vivemos e nos movemos e temos nossa existência. Ouçam a primeira convocação dela a nós homens e mulheres: "Venham adiante, ó crianças, sob as estrelas, & tomem sua satisfação de amor! Eu estou sobre vós e em vós. Meu êxtase está no seu. Meu gozo é ver teu gozo". Mais tarde ela explica o mistério da aflição: "Pois eu estou dividida pelo propósito do amor, pela chance de união".
"Esta é a criação do mundo, que a dor da divisão é como nada, e o gozo da dissolução tudo".

É mostrado mais tarde como isto pode ser, como a própria morte é, um êxtase como o amor, porém mais intenso, a reunião da alma com seu verdadeiro Eu.
E quais são as condições deste gozo e paz, e glória? É nosso o ascetismo melancólico do Cristão, e do Budista, e do Hindu? Estamos caminhando em temor eterno que algum "pecado" nos afastaria da "graça"? De forma alguma.

"Sede graciosos portanto: vesti-vos todos em trajes finos; comam comidas ricas e bebem vinhos doces e vinhos que espumam. Também tomem sua satisfação e vontade de amor como vós quiserdes, quando, onde e com quem quiserdes! Porém sempre a mim."

Este é o único ponto a se ter em mente, que todo ato deve ser um ritual, um ato de adoração, um sacramento. Viva como os reis e príncipes, coroados e não coroados, deste mundo, que sempre viveram, como mestres sempre vivem, porém que não se permitar auto-indulgência; faça de sua auto-indulgência sua religião.

Quando bebes e danças e usufrui delícias, você não está sendo "imoral", você não está “arriscando sua alma imortal”; você está realizando os preceitos de nossa sagrada religião, providenciado apenas que você se lembre de encarar suas ações nesta luz. Não se rebaixe e destrua e vulgarize o seu prazer por omitir o gozo supremo, a consciência da paz que ultrapassa a compreensão. Não abranjas apenas Mariana ou Melusine; ela é a própria Nuit, especialmente concentrada e encarnada numa forma humana para lhe dar amor infinito, para proclamar que você saboreie mesmo na Terra o elixir da imortalidade. "Porém êxtase seja teu e gozo na Terra: sempre A mim! A mim!"

Novamente ela fala: "Amor é a Lei, amor sob vontade." Mantenha puro seu mais elevado ideal; lute sempre em direção a ele sem permitir que algo lhe pare ou lhe desvie, como uma estrela percorre seu incalculável e infinito curso de glória, e tudo é amor. A Lei de nosso ser torna-se Luz, Vida, Amor, e Liberdade. Tudo é paz, tudo é harmonia e beleza, tudo é gozo.

Pois ouça, quão graciosa é a Deusa; "Eu dou inimagináveis gozos sobre a Terra: certeza, não fé, enquanto em vida, sobre a morte; paz impronunciável, descanso, êxtase; nem eu reclamo algo em sacrifício."

Isto não é melhor que a morte-em-vida dos escravos dos Deuses-escravos, indo oprimidos pela consciência de "pecado", cansativamente buscando ou simulando fatigantes e tediosas "virtudes"?

Com tais, nós que aceitamos a Lei de Thelema não temos nada a fazer. Nós ouvimos a Voz da Deusa-estrela: "Eu te amo! Eu te desejo! Pálido ou púrpura, velado ou voluptuoso, eu que sou todo prazer e púrpura, e embriaguês do senso mais íntimo, desejo você. Ponha sobre as asas e ergue o esplendor enroscado dentro de você: venha a mim!", e então Ela termina:

"Canta a extasiante canção de amor a mim! Queima à mim perfumes! Usa à mim jóias! Bela à mim, pois eu amo você. Eu amo você. Eu sou a filha do poente de pálpebras azuis; eu sou o brilho nu do voluptuoso céu noturno. À mim! À mim!", e com estas palavras "A manifestação de Nuit está em um fim".



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terça-feira, 15 de abril de 2008

Liber II - A Mensagem de Mestre Therion, de Aleister Crowley

(As referências nesta Mensagem são à Liber Legis - O Livro da Lei)

"Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei".
"Não há nenhuma lei além de Faze o que tu queres.
"A palavra da lei é Thelema - significa Vontade."

A Chave desta Mensagem está nesta palavra: Vontade. O primeiro, óbvio significado desta Lei é confirmado por antítese: "A palavra do Pecado é Restrição."
Novamente: "Tu não tens direito a não ser fazer a tua vontade. Faze aquilo e nenhum outro dirá não. Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita."
Considerai isto cuidadosamente; parece insinuar uma teoria de que, se todo homem e toda mulher fizesse a vontade dele ou a vontade dela - a real vontade - não haveria conflito. "Todo homem e toda mulher é uma estrela", e cada estrela, move-se numa órbita determinada, sem interferência. Existe lugar para todos; é apenas a desordem que causa confusão.
Destas considerações deve tornar-se claro que "Faze o que tu queres" não quer dizer "Faze o que quiseres". A Lei é a apoteose da Liberdade; mas é também a mais estrita das injunções.
Faze o que tu queres - então faze nada mais. Deixa que nada te desvie daquela tarefa austera e santa. Liberdade para fazer a tua vontade é absoluta, mas procura fazer qualquer outra coisa, e instantaneamente obstáculos devem levantar-se. Todo ato que não está definitivamente no curso daquela órbita única é um ato errático e um impecilho. A vontade não pode ser duas, mas uma.
Nota além disto que essa vontade não deve apenas ser pura, isto é, única, como foi explicada acima; deve também ser "desembaraçada de propósito". Esta expressão estranha deve fazer-nos pausar. Pode significar que qualquer propósito
naquela vontade a embotaria; claramente, a "ânsia de resultado" é uma coisa de que a vontade deve ser livre.
Mas esta expressão também pode ser interpretada como se lesse "com propósito desembaraçado" - isto é, com energia incansável. A concepção é, portanto, de um movimento eterno, infinito e inalterável. Isto é Nirvana, somente, dinâmico em
vez de parado - o que vem no fim a ser a mesma coisa.
A óbvia tarefa prática do mago é portanto descobrir qual é realmente a sua vontade, para que ele possa fazer a sua vontade desta forma; isto pode ser conseguido melhor pelas práticas de Liber Thisharb (1) ou outras tais que sejam ocasionalmente prescritas.
(1) Tratando da Memória Mágica - a memória das encarnações passadas. Deveria ser agora perfeitamente simples para todo mundo a essência da Mensagem do Mestre Therion.


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