quinta-feira, 2 de abril de 2009

Deus, um delírio

Deus, um delírio - Richard Dawkins
Número de Páginas: 528

PDF - 2,5 MB
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O Leitor

Sinopse: Em 1960, Michael Berg é iniciado no amor por Hanna Schmitz. Ele tem 15 anos, ela 36. Ele é apenas um adolescente. Ela é uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta e finalmente fazem amor. Mas este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece subitamente. Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes.

A vontade de ler este pequeno livro surgiu pelo óbvio destaque que o filme lhe deu, mas também por algumas opiniões bastante positivas que tinha lido. Como o apanhei com 30% de desconto no Continente (a promoção ainda está em vigor), decidi trazê-lo para casa e lê-lo quase de imediato.

O livro fala, numa primeira parte, de um amor pouco convencional entre um adolescente de 15 anos e uma mulher mais velha, Hannah, na Alemanha do início dos anos 60. A juntar a todas as peculiaridades que se desenvolvem nesta relação, junta-se o facto de um dos rituais entre o casal ser precisamente ele ler-lhe romances, enquanto ela escuta avidamente. Mas o livro não trata só deste romance, apesar de ser o ponto central. Na segunda parte do livro, alguns anos decorridos, vamos encontrar Hannah a mãos com a possibilidade de ser castigada por ter sido guarda num campo de concentração e Michael a assistir ao julgamento, debatendo-se com questões morais. Para além da parte de romance, o autor utiliza este livro para reflectir sobre a Alemanha pós-II Guerra Mundial e o conflito de gerações entre quem participou/viveu a Guerra e os seus descendentes. Julgo que uma das mensagens principais acaba por ser a importância de olhar para todos os lados das questões, descartando falsos moralismos. Outra é que nunca é tarde para tentar (não vou concretizar, porque revelaria uma parte importante da história).

Gostei muito da escrita de Bernhard Schlink. Directa, mas poética a espaços. Cheia de reflexões, pequenos detalhes que nos fazem ficar a pensar e personagens muito interessantes na sua complexidade. Eis como se consegue, em relativamente poucas páginas, criar uma história tão rica... Não posso deixar de o recomendar vivamente!

9/10 - Excelente

[Livro n.º 25 do meu Desafio de Leitura]

Homens Al Dente



Sempre que falamos de Itália, lembramo-nos de Roma e do seu majestoso e semi-recuperado Coliseu; do Vaticano e a sua monumental Basílica de São Pedro com o Papa, vestido de branco, lá bem no alto; recordamos os fabulosos canais de Veneza; a inclinada Torre de Pisa, que à noite, iluminada, ainda é mais bonita, mas lembramo-nos também das fabulosas pizzas e das longuíssimas massas de mil cores, cheias de sabor e condimentos. E é nesta última, as massas, que tudo gira e roda como um comboio de corda que se chama coração, já dizia o meu (nosso) Pessoa. Aliás, foi preciso visitar o país para saber que, além das pizzarias, existiam também as spagueterias. Aqui os clientes podem encher a barriguinha, mas só com massinhas. As tais massinhas que enleiam toda a história do livro.
Nesta obra, Gaby Hauptmann apresenta-nos mais um romance que, tal como muitos outros que já escreveu, vai certamente transformar-se num best-seller, traduzido em várias línguas e até adaptado ao cinema. Tem todos os condimentos para que isso possa acontecer.
A escritora alemã, que também é jornalista, serve ao cliente uma saborosa narrativa de amor entre a Niki (também ela de origem alemã) e o Marco (curiosamente, o primeiro nome do célebre marinheiro e explorador italiano).
Nesta obra, encontramos o Marco, que não é Polo, por isso, não está muito virado para as viagens marítimas. Com 24 anos, prefere dedicar-se a gerir o seu negócio em terra. Este Marco é um milionário das massas. Vive para os lados de Milão. Além disso, é bonito e sedutor. A fortuna, herdou-a de uma dinastia de fabricantes de diversos tipos de spaghetti (diminutivo de spago que quer dizer corda em italiano).
Além do seu negócio, que lhe dá algumas dores de cabeça, nem que seja para perpetuar, no tempo e nos genes, esta sua herança familiar, ele tem agora de saber gerir o amor que algumas mulheres sentem por ele. Ou ele por elas!? No seu caminho, até aqui calmo e pacífico, começa por cruzar-se a Niki. A tenra jovem de 20 anitos, que resolveu ir de férias para Itália e tirar, com grande êxito e sucesso, um curso de inglês. Conta a autora que o empenho da jovem no curso de línguas já a “faz sonhar em Inglês”. Niki conhece o Marco e a sua riqueza. Às suas mãos, inesperadamente, caíra um homem atraente que conduzia um Rolls-Royce e bebia Cabernet Sauvignon. Os dos jovens são os grandes protagonistas da história. Mas no seu caminho está a mãe de Niki, também ela muito atraente e uma célebre condessa, que lhe é imposta pela mãe do Marco. Escusado será dizer que o jovem anda com a cabeça às voltas e completamente baralhado.
Neste romance não encontramos o habitual triângulo amoroso, tão característico das obras do século XVIII e XIX, mas um quadrado romântico. A narrativa é construída toda ela num discurso indirecto livre, com uma boa predominância de gordos diálogos. O estilo, muito ousado, dá vitalidade à leitura e torna até o leitor um empolgante e galopante devorador de páginas para conhecer o desfecho da história. Da autoria de “Mulher procura homem impotente para relacionamento sério” ou “Mentiras na Cama”, esta obra é requintada, romântica e até picante. Leiam!

__________
Gaby Hauptmann
Homens Al Dente
Bertrand Editora, 13,95 €

Resumo - O Grande Mentecapto - Fernando Sabino

O Grande Mentecapto, Fernando Sabino, Resumo o grande mentecaptoSe você precisa de um Resumo do livro O Grande Mentecapto, de Fernando Sabino, seja para fazer Vestibular, para provas escolares, ou simplesmente para saber mais de um dos grandes clássicos contenporâneos, não perca tempo! Você acabou de achar o melhor Resumo de O Grande Mentecapto disponível na internet!
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O meu depoimento sobre o Todo, de Henrique Carlos Sequeira

TRECHO:
Do autor: "O conhecimento não é uma ilha. É ,sim, bela, luminosa e iluminante visão panorâmica do Todo que o 'arquipélago dos saberes' oferece a quem, armado com espiritualidade e intelectualidade, vai subindo as suas escarpas e, nele, vai penetrando, procurando aí instalar-se."

Fico contente por saber

Enfim, fico contente com a notícia.
Dá um outro alento à auto-estima...
Imagem do Harpy

Questionário (XIII)

Mais um questionário com respostas interessantíssimas, desta vez escritas pela Sofia do blog Os Livros de Sofia. Continuamos à espera que voltes em força, Sofia ;)

1 - Como surgiu a ideia de criares um blog sobre livros?
A ideia de criar um blogue sobre livros surgiu sobretudo da necessidade que sentia de expressar e partilhar opiniões sobre as minhas leituras. Embora nunca me sinta só enquanto leio, fazia-me falta poder comunicar com outras pessoas, trocar experiências e gostos no que se refere a livros. No fundo, queria alargar os meus horizontes e alimentar esta minha paixão/vício. Ainda estive um tempinho a cozinhar a ideia e a explorar outros blogues do género, inclusivamente o vosso, até me decidir a seguir em frente.

2 - És uma leitora rápida? Quantos livros lês, em média, por mês?
Penso que sou uma leitora rápida, tendo em conta o pouco tempo que me resta para o fazer. Em média, consigo ler cerca de 5/6 livros por mês.

3 - Qual é o teu livro preferido de sempre e porquê?
Esta é uma pergunta muito difícil de responder. Não tenho um livro preferido mas vários. No entanto, vou referir três livros que de certa forma me marcaram durante o meu percurso de leitora: Como Água para Chocolate de Laura Esquível, Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez e A Casa dos Espíritos de Isabel Allende. São dos meus escritores preferidos pois são contadores de histórias brilhantes. Todos se inserem dentro do estilo do realismo fantástico (ou mágico), algo que me atrai imenso.

4 - O que te leva a identificares-te com uma personagem/história?
O meu nível de identificação com uma personagem/história está directamente relacionado com o grau de semelhança que as mesmas têm comigo. Isto é, quanto menos se assemelham a mim e ao mundo que conheço, mais me identifico. O que me atrai é o facto de poder conhecer novos mundos, vidas, experiências... e nesse momento fico rendida à capacidade imaginativa dos escritores, pela forma como conseguem dar a conhecer tantas e tão ricas realidades.

5 - Género literário preferido e que livro recomendarias dentro do mesmo?
O meu género literário preferido é, sem dúvida, o romance. Especialmente o romance histórico ou o fantástico. Dentro do romance fantástico, recomendo o Senhor dos Anéis de J.R.R Tolkien, um clássico do género de todos os tempos. Para o romance histórico, tenho várias sugestões, mas limito-me a recomendar os romances de Bernard Cornwell que incidem sobre a Idade Média e são absolutamente deliciosos.

6 - O que achas das adaptações cinematográficas de livros?
Confesso que neste aspecto tenho uma perspectiva algo retrógada porque a minha primeira atitude face a adaptações de livros é sempre desconfiada. Isto acontece porque mantenho o pressuposto de que o filme jamais superará o livro e dessa forma, já não consigo, à priori, dar-lhe o merecido crédito.
De qualquer forma, reconheço que hoje em dia existem adaptações bastante fidedignas, fieis aos livros e que conseguem transmitir em parte a essência do livro. É o caso por exemplo do Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago (livro que venero), cujo filme gostei bastante e me pareceu, de forma geral, verdadeiro ao livro. No entanto, e não posso deixar de frisar, uma coisa não pode e não substitui a outra.

7 - Qual é a tua opinião sobre os e-books?
Para responder a esta pergunta devo dizer que eu não sou, definitivamente, uma potencial consumidora de e-books pois a mim ninguém me tira o prazer de pegar, cheirar e folhear um livro. Além disso, o meu gosto por livros faz de mim uma verdadeira coleccionadora, isto é, qualquer livro que leia tem que ser meu e estar em boas condições: sem riscos, sem dobras, sem pó. Não sei até que ponto estes meus hábitos se distanciam muito dos outros leitores... aqui está uma curiosidade que me podem satisfazer :)
Voltando aos e-books, imagino que exista alguma tendência nesse sentido, tendo em conta a evolução tecnológica actual e sobretudo, o preço exorbitante dos livros em Portugal. Não tenho ideia de qual será a taxa de sucesso dos e-books no nosso país mas diria que ainda se vão passar alguns anos antes que se possa dizer que esta será uma alternativa sólida e rentável.

8 - Tens alguma ideia sobre o que deveria ser feito para aumentar os índices de leitura em Portugal?
A leitura deve ser um hábito construído desde cedo, isto é, as crianças/jovens devem ser incentivadas a ler mas também ensinadas a ler, a entender o significado do que lêem e os benefícios que podem retirar das suas leituras. Este é um ponto de partida fundamental que hoje em dia não ocupa a preocupação da maioria dos pais. Mesmo nas escolas não acredito que existam os melhores mecanismos de incentivo tais como: bibliotecas de sala de aula, troca de livros entre alunos, etc. Iniciativas que revelassem aos jovens o prazer e conhecimento que poderiam retirar da leitura. Por outro lado, e agora focando-me mais no público adulto, são necessários outros incentivos, por parte do Governo, no sentido de divulgação/promoção de livros/leitores bem como no sentido de comparticipação no valor dos livros, factor que considero limitativo para a maioria das pessoas.
É lógico que existem outras formas de aceder aos livros tais como bibliotecas, que aliás estão hoje bem equipadas para satisfazer todos os gostos, mas são alternativas menos visíveis e que acabam por ser procuradas apenas pelos verdadeiros amantes de livros. Para incentivar os indíces de leitura são necessárias medidas que tenham a capacidade de atrair pessoas que não tenham o hábito da leitura e dessa forma, devem conseguir ser bastante persuasivas.

9 - A leitura é uma paixão que nasce connosco ou está mais dependente de factores externos (muitos livros em casa desde a infância, etc.)?
Esta pergunta acaba por estar muito relacionada com a minha resposta anterior uma vez que concordo com ambas as hipóteses. O gosto pela leitura é algo que tem que necessariamente estar cá dentro mas o hábito é importante para fomentar essa iniciativa, especialmente quando falamos de crianças e jovens. No entanto, acredito que o gosto tem que/deve superar o hábito pois o amor aos livros nunca morre e o hábito pode ser perdido ao longo do tempo.