domingo, 3 de maio de 2009

Invasão de Privacidade

Autor: Harlan Coben

Editor: Editorial Presença

Páginas: 314

ISBN:978-972-23-4116-5

Tradutora: Lucinda Santos Silva



Sinopse: Desde o suicídio do seu melhor amigo, Adam adoptou um comportamento distante e praticamente irreconhecível. Por isso os pais deste adolescente concordam em instalar um programa no computador dele que vigia todos os seus passos. Simultaneamente, a mãe do jovem que se suicidou descobre algo acerca da noite da morte do filho que mudará tudo, mas então a única pessoa que a pode ajudar - Adam - desaparece misteriosamente. Um thriller tenso, repleto de ligações inesperadas e que nos faz questionar até onde iríamos para proteger aqueles que amamos.



Tratados pelos críticos como literatura menor, visto que literariamente, com algumas excepções, não têm aquela densidade que existe num romance, os policiais são olhados, muitas vezes, de lado, pelas suas histórias, pelas personagens banais e pela escrita sem artefactos.



Quando pego num livro, espero que ele me surpreenda, me ensine algo com a sua história, que as suas personagens me digam alguma coisa de útil e novo, gosto de livros que me completem e de sentir que o tempo em que os dedico seja um tempo útil.



Neste livro, sinceramente e apesar do tema que até, sendo bem tratado, poderia ter dado uma reflexão muito interessante e bastante actual, fiquei, várias vezes, com a sensação que teria aproveitado melhor o meu tempo se tivesse visto um episódio de uma das séries policiais que proliferam pela televisão, o que é mau para um livro ter pensado nisto.



A história versa sobre a preocupação dos pais sobre aquilo que os seus filhos adolescentes têm acesso na Internet. Depois de terem visto uma mudança radical no comportamento do seu filho após o suicídio do seu melhor amigo, a mãe, apesar da pouca vontade do pai, instala um programa onde podem ver tudo aquilo que o filho faz quando se liga à Internet. No meio dessa preocupação dos pais, ou talvez da devassa da privacidade do seu próprio filho, a mãe do amigo descobre uma mensagem ameaçadora, e… dizer mais sobre a história, era contar o livro todo.



Em termos de escrita, basicamente temos sempre frases curtas e simples, sem artifícios, cumpre a função de ser uma leitura fácil, produzindo o efeito de levar o leitor a ler mais depressa. Outra função que cumpre é de entreter o leitor e de criar um efeito de suspense.



Talvez me esteja a contradizer, talvez porque nunca fui um leitor preferencialmente de policiais, mas de facto, se a função de um policial é entreter e criar suspense no seu leitor, este livro cumpre razoavelmente bem a sua função, no entanto, espero bem mais quando pego num livro.



6/10 – Bom, mas recomendado com reservas



Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos - Segundo Ano – 1859

TRECHO:
Carta à Sua Alteza o Príncipe G.
Revista Espírita, janeiro de 1859
PRÍNCIPE,
Vossa Alteza honrou-me dirigindo-me várias perguntas referentes ao Espiritismo; vou tentar
respondê-las, tanto quanto o permita o estado dos conhecimentos atuais sobre a matéria,
resumindo em poucas palavras o que o estudo e a observação nos ensinaram a esse respeito.
Essas questões repousam sobre os princípios da própria ciência: para dar maior clareza à
solução, é necessário ter esses princípios presentes no pensamento; permita-me, pois, tomar
a coisa de um ponto mais alto, colocando como preliminares certas proposições fundamentais
que, de resto, elas mesmas servirão de resposta a algumas de vossas perguntas.
Há, fora do mundo corporal visível, seres invisíveis que constituem o mundo dos Espíritos.
Os Espíritos não são seres à parte, mas as próprias almas daqueles que viveram na Terra ou
em outras esferas, e que deixaram seus envoltórios materiais.
Os Espíritos apresentam todos os graus de desenvolvimento intelectual e moral. Há, por
conseqüência, bons e maus, esclarecidos e ignorantes, levianos, mentirosos, velhacos,
hipócritas, que procuram enganar e induzir ao mal, como os há muitos superiores em tudo, e
que não procuram senão fazer o bem. Essa distinção é um ponto capital.
Os Espíritos nos cercam sem cessar, com o nosso desconhecimento, dirigem os nossos
pensamentos e as nossas ações, e por aí influem sobre os acontecimentos e os destinos da
Humanidade.
Os Espíritos, freqüentemente, atestam sua presença por efeitos materiais. Esses efeitos nada
têm de sobrenatural; não nos parecem tal senão porque repousam sobre bases fora das leis
conhecidas da matéria. Uma vez conhecidas essas bases, o efeito entra na categoria dos
fenômenos naturais; é assim que os Espíritos podem agir sobre os corpos inertes e fazê-los
mover sem o concurso de nossos agentes exteriores. Negar a existência de agentes
desconhecidos, unicamente porque não são compreendidos, seria colocar limites ao poder de
Deus, e crer que a Natureza nos disse sua última palavra.
Todo efeito tem uma causa; ninguém o contesta. É, pois, ilógico negar a causa unicamente
porque seja desconhecida.
Se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente. Quando
se vê o braço do telégrafo fazer sinais que respondem a um pensamento, disso se conclui,
não que esses braços sejam inteligentes, mas que uma inteligência fá-los moverem-se.
Ocorre o mesmo com os fenômenos espíritas. Se a inteligência que os produz não é a nossa,
é evidente que ela está fora de nós.
Nos fenômenos das ciências naturais, atua-se sobre a matéria inerte, que se manipula à
vontade; nos fenômenos espíritas age-se sobre inteligências que têm seu livre arbítrio, e não
estão submetidas à nossa vontade. Há, pois, entre os fenômenos usuais e os fenômenos
espíritas uma diferença radical quanto ao princípio: por isso, a ciência vulgar é incompetente
para julgá-los.
O Espírito encarnado tem dois envoltórios, um material que é o corpo, o outro semi-material
e indestrutível que é o perispírito. Deixando o primeiro, conserva o segundo que constitui
para ele uma espécie de corpo, mas cujas propriedades são essencialmente diferentes. Em
seu estado normal, é invisível para nós, mas pode tornar-se momentaneamente visível e
mesmo tangível: tal é a causa do fenômeno das aparições.
Os Espíritos não são, pois, seres abstratos, indefinidos, mas seres reais e limitados, tendo
sua própria existência, que pensam e agem em virtude de seu livre arbítrio. Estão por toda
parte, ao redor de nós; povoam os espaços e se transportam com a rapidez do pensamento.
Os homens podem entrar em relação com os Espíritos e deles receberem comunicações
diretas pela escrita, pela palavra e por outros meios. Os Espíritos, estando ao nosso lado e
podendo virem ao nosso chamado, pode-se, por certos intermediários, estabelecer com eles
comunicações seguidas, como um cego pode fazê-lo com as pessoas que ele não vê.
Certas pessoas são dotadas, mais do que outras, de uma aptidão especial para transmitirem
as comunicações dos Espíritos: são os médiuns. O papel do médium é o de um intérprete; é
um instrumento do qual se servem os Espíritos: esse instrumento pode ser mais ou menos
perfeito, e daí as comunicações mais ou menos fáceis.
Os fenômenos espíritas são de duas ordens: as manifestações físicas e materiais, e as
comunicações inteligentes. Os efeitos físicos são produzidos por Espíritos inferiores; os
Espíritos elevados não se ocupam mais dessas coisas quanto nossos sábios não se ocupam
em fazerem grandes esforços: seu papel é de instruir pelo raciocínio.
As comunicações podem emanar de Espíritos inferiores, como de Espíritos superiores.
Reconhecem-se os Espíritos, como os homens, pela sua linguagem: a dos Espíritos superiores
é sempre séria, digna, nobre e marcada de benevolência; toda expressão trivial ou
inconveniente, todo pensamento que choque a razão ou o bom senso, que denote orgulho,
acrimônia ou malevolência, necessariamente, emana de um Espírito inferior.
Os Espíritos elevados não ensinam senão coisas boas; sua moral é a do Evangelho, não
pregam senão a união e a caridade, e jamais enganam. Os Espíritos inferiores dizem
absurdos, mentiras, e, freqüentemente, grosserias mesmo.
A bondade de um médium não consiste somente na facilidade das comunicações, mas,
sobretudo, na natureza das comunicações que recebe. Um bom médium é aquele que
simpatiza com os bons Espíritos e não recebe senão boas comunicações.
Todos temos um Espírito familiar que se liga a nós desde o nosso nascimento, nos guia, nos
aconselha e nos protege; esse Espírito é sempre bom.
Além do Espírito familiar, há Espíritos que são atraídos para nós por sua simpatia por nossas
qualidades e nossos defeitos, ou por antigas afeições terrestres. Donde se segue que, em
toda reunião, há uma multidão de Espíritos mais ou menos bons, segundo a natureza do
meio.
Podem os Espíritos revelar o futuro?
Os Espíritos não conhecem o futuro senão em razão de sua elevação. Os que são inferiores
não conhecem mesmo o seu, por mais forte razão o dos outros. Os Espíritos superiores o
conhecem, mas não lhes é sempre permitido revelá-lo. Em princípio, e por um desígnio muito
sábio da Providência, o futuro deve nos ser ocultado; se o conhecêssemos, nosso livre
arbítrio seria por isso entravado. A certeza do sucesso nos tiraria o desejo de nada fazer,
porque não veríamos a necessidade de nos dar ao trabalho; a certeza de uma infelicidade nos
desencorajaria. Todavia, há casos em que o conhecimento do futuro pode ser útil, mas deles
jamais podemos ser juizes: os Espíritos no-los revelam quando crêem útil e têm a permissão
de Deus; fazem-no espontaneamente e não ao nosso pedido. E preciso esperar, com
confiança a oportunidade, e sobretudo não insistir em caso de recusa, de outro modo se
arrisca a relacionar-se com Espíritos levianos que se divertem às nossas custas.
Podem os Espíritos nos guiar, por conselhos diretos, nas coisas da vida?
Sim, eles o podem e o fazem voluntariamente. Esses conselhos nos chegam diariamente
pelos pensamentos que nos sugerem. Freqüentemente, fazemos coisas das quais nos
atribuímos o mérito, e que não são, na realidade, senão o resultado de uma inspiração que
nos foi transmitida. Ora, como estamos cercados de Espíritos que nos solicitam, uns num
sentido, os outros no outro, temos sempre o nosso livre arbítrio para nos guiar na escolha,
feliz para nós quando damos a preferência ao nosso bom gênio.
Além desses conselhos ocultos, pode-se tê-los diretos por um médium; mas é aqui o caso de
se lembrar dos princípios fundamentais que emitimos a toda hora. A primeira coisa a
considerar é a qualidade do médium, senão o for por si mesmo. Médium que não tem senão
boas comunicações, que, pelas suas qualidades pessoais não simpatiza senão com os bons
Espíritos, é um ser precioso do qual podem-se esperar grandes coisas, se todavia for
secundado pela pureza de suas próprias instruções e se tomadas convenientemente: digo
mais, é um instrumento providencial.
O segundo ponto, que não é menos importante, consiste na natureza dos Espíritos aos quais
se dirigem, e não é preciso crer que o primeiro que chegue possa nos guiar utilmente. Quem
não visse nas comunicações espíritas senão um meio de adivinhação, e em um médium uma
espécie de ledor de sorte, se enganaria estranhamente. É preciso considerar que temos, no
mundo dos Espíritos, amigos que se interessam por nós, mais sinceros e mais devotados do
que aqueles que tomam esse título na Terra, e que não têm nenhum interesse em nos bajular
e em nos enganar. Além do nosso Espírito protetor, são parentes ou pessoas que se nos
afeiçoaram em sua vida, ou Espíritos que nos querem o bem por simpatia. Aqueles vêm
voluntariamente quando são chamados, e vêm mesmo sem que sejam chamados; temo-los,
freqüentemente, ao nosso lado sem disso desconfiar. São aqueles aos quais pode-se pedir
conselhos pela via direta dos médiuns, e que os dão mesmo espontaneamente sem que lhes
peça. Fazem-no sobretudo na intimidade, no silêncio, e então quando nenhuma influência
venha perturbá-los: aliás, são muito prudentes, e não se tem a temer da sua parte uma
indiscrição imprópria: eles se calam quando há ouvidos demais. Fazem-no, ainda com mais
bom grado, quando estão em comunicação freqüente conosco; como eles não dizem as coisas
senão com o propósito e segundo a oportunidade, é preciso esperar a sua boa vontade e não
crer que, à primeira vista, vão satisfazer a todos os nossos pedidos; querem nos provar com
isso que não estão às nossas ordens.
A natureza das respostas depende muito do modo como se colocam as perguntas; é preciso
aprender a conversar com os Espíritos como se aprende a conversar com os homens: em
todas as coisas é preciso a experiência. Por outro lado, o hábito faz com que os Espíritos se
identifiquem conosco e com o médium, os fluidos se combinam e as comunicações são mais
fáceis; então se estabelece, entre eles e nós, verdadeiras conversações familiares; o que não
dizem num dia, dizem-no em outro; eles se habituam à nossa maneira de ser, como nós à
sua: fica-se, reciprocamente, mais cômodo. Quanto à ingerência de maus Espíritos e de
Espíritos enganadores, o que é o grande escolho, a experiência ensina a combatê-los, e podese
sempre evitá-los. Se não se lhes expuser, não vêm mais onde sabem perder seu tempo.
Qual pode ser a utilidade da propagação das idéias espíritas?
O Espiritismo, sendo a prova palpável, evidente da existência, da individualidade e da
imortalidade da alma, é a destruição do Materialismo. Essa negação de toda religião, essa
praga de toda sociedade. O número dos materialistas que foram conduzidos a idéias mais
sadias é considerável e aumenta todos os dias: só isso seria um benefício social. Ele não
prova somente a existência da alma e sua imortalidade; mostra o estado feliz ou infeliz delas
segundo os méritos desta vida. As penas e as recompensas futuras não são mais uma teoria,
são um fato patente que se tem sob os olhos. Ora, como não há religião possível sem a
crença em Deus, na imortalidade da alma, nas penas e nas recompensas futuras, se o
Espiritismo conduz a essas crenças aqueles em que estavam apagadas, disso resulta que é o
mais poderoso auxiliar das idéias religiosas: dá a religião àqueles que não a têm; fortifica-a
naqueles em que ela é vacilante; consola pela certeza do futuro, faz aceitar com paciência e
resignação as tribulações desta vida, e afasta do pensamento do suicídio, pensamento que se
repele naturalmente quando se lhe vê as conseqüências: eis porque aqueles que penetraram
esses mistérios estão felizes com isso; é para eles uma luz que dissipa as trevas e as
angústias da dúvida.
Se considerarmos agora a moral ensinada pelos Espíritos superiores, ela é toda evangélica, é
dizer tudo: prega a caridade cristã em toda a sua sublimidade; faz mais, mostra a
necessidade para a felicidade presente e futura, porque as conseqüências do bem e do mal
que fizermos estão ali diante dos nossos olhos. Conduzindo os homens aos sentimentos de
seus deveres recíprocos, o Espiritismo neutraliza o efeito das doutrinas subversivas da ordem
social.
Essas crenças não podem ser um perigo para a razão?
Todas as ciências não forneceram seu contingente às casas de alienados? É preciso condenálas
por isso? As crenças religiosas não estão ali largamente representadas? Seria justo, por
isso, proscrever a religião? Conhecem-se todos os loucos que o medo do diabo produziu?
Todas as grandes preocupações intelectuais levam à exaltação, e podem reagir
lastimavelmente sobre um cérebro fraco; teria fundamento ver-se no Espiritismo um perigo
especial a esse respeito, se ele fosse a causa única, ou mesmo preponderante, dos casos de
loucura. Faz-se grande barulho de dois ou três casos aos quais não se daria nenhuma
atenção em outra circunstância; não se levam em conta, ainda, as causas predisponentes
anteriores. Eu poderia citar outras nas quais as idéias espíritas, bem compreendidas,
detiveram o desenvolvimento da loucura. Em resumo, o Espiritismo não oferece, sob esse
aspecto, mais perigo que as mil e uma causas que a produzem diariamente; digo mais, que
ele as oferece muito menos, naquilo que ele carrega em si mesmo seu corretivo, e que pode,
pela direção que dá às idéias, pela calma que proporciona ao espírito daqueles que o
compreende, neutralizar o efeito de causas estranhas. O desespero é uma dessas causas;
ora, o Espiritismo, fazendo-nos encarar as coisas mais lamentáveis com sangue frio e
resignação, nos dá a força de suportá-las com coragem e resignação, e atenua os funestos
efeitos do desespero.
As crenças espíritas não são a consagração das idéias supersticiosas da Antigüidade e da
Idade Média, e não podem recomendá-las?
As pessoas sem religião não taxam de superstição a maioria das crenças religiosas? Uma
idéia não é supersticiosa senão porque ela é falsa; cessa de sê-lo se se torna uma verdade.
Está provado que, no fundo da maioria das superstições, há uma verdade ampliada e
desnaturada pela imaginação. Ora, tirar a essas idéias todo seu aparelho fantástico, e não
deixar senão a realidade, é destruir a superstição: tal é o efeito da ciência espírita, que coloca
a nu o que há de verdade ou de falso nas crenças populares. Por muito tempo, as aparições
foram vistas como uma crença supersticiosa; hoje, que são um fato provado, e, mais que
isso, perfeitamente explicado, elas entram no domínio dos fenômenos naturais. Seria inútil
condená-las, não as impediria de se produzirem; mas aqueles que delas tomam
conhecimento e as compreendem, não somente não se amedrontam, mas com elas ficam
satisfeitos, e é a tal ponto que aqueles que não as têm desejam tê-las. Os fenômenos
incompreendidos deixam o campo livre à imaginação, são a fonte de uma multidão de idéias
acessórias, absurdas, que degeneram em superstição. Mostrai a realidade, explicai a causa, e
a imaginação se detém no limite do possível; o maravilhoso, o absurdo e o impossível
desaparecem, e com eles a superstição; tais são, entre outras, as práticas cabalísticas, a
virtude dos sinais e das palavras mágicas, as fórmulas sacramentais, os amuletos, os dias
nefastos, as horas diabólicas, e tantas outras coisas das quais o Espiritismo, bem
compreendido, demonstra o ridículo.
Tais são, Príncipe, as respostas que acreditei dever fazer às perguntas que me haveis dado a
honra em me endereçar, feliz se elas podem corroborar as idéias que Vossa Alteza já possui
sobre essas matérias, e vos levar a aprofundar uma questão de tão alto interesse; mais feliz
ainda se meu concurso ulterior puder ser para vós de alguma utilidade.
Com o mais profundo respeito, sou,
de Vossa Alteza,
o muito humilde e muito obediente servidor,
ALLAN KARDEC.

Quem me Roubou de Mim? Livro

O Livro "Quem Me Roubou de Mim?" foi escrito pelo Padre Fábio de Melo que aborda várias questões sobre as dificuldades das relações humanas. É um livro muito profundo, porém que utiliza uma linguagem relativamente leve para falar de coisas importantes em nossas vidas.
"Quem Me Roubou de Mim", por meio de reflexões filosóficas, toca nossas emoções, fazendo-nos entender melhor a si próprios!



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sábado, 2 de maio de 2009

Questionário (XVII)


O questionário desta semana foi respondido pela Cristina Bernardes, do blog Floresta das Leituras. Muito obrigado pela disponibilidade!

1 - Como surgiu a ideia de criares um blog sobre livros?
A Floresta das Leituras é um projecto (muito recente) que envolve 5 membros, todos ligados ao ensino da Literatura e da Língua Portuguesa. Todas nós temos paixão e amor pela leitura, por livros, por letras, e afins...
A ideia surgiu para darmos a conhecer as nossas leituras, sejam elas lúdicas ou mais teóricas. Como todos os membros estão ligados ao ensino, pareceu-nos ser um bom veículo de transmissão de conhecimentos literários e não só, para os nossos alunos e para a comunidade educativa que nos rodeia.
Engraçado é verificarmos que temos gostos bastante diferentes umas das outras, o que com certeza, virá a enriquecer o nosso espaço.

2 - És uma leitora rápida? Quantos livros lês, em média, por mês?
Se sou uma leitora rápida? Considero que sim.
Não consigo ter a noção da quantidade de livros que leio por mês, na medida em que alguns são para pesquisas, trabalhos e bastante teóricos. No que diz respeito a livros mais lúdicos... talvez uns três ou quatro por mês, isto se as minhas outras leituras me dão oportunidade para isso. Gosto também de ler com as minhas filhas, não só para lhes incutir o mesmo gosto pela leitura como também para conhecer o que se escreve para os mais pequenos e mais jovens.

3 - Qual é o teu livro preferido de sempre e porquê?
Difícil... gosto de tantos.
No entanto, adoro todos os livros da Juliet Marillier e de Sandra Carvalho, sou fã incondicional de Eça de Queiroz, devoro todos os romances históricos... Referir só um é complicado mas talvez a Casa da Floresta de Marion Zimmer Bradley, mas parece injusto referir este e deixar outros na retaguarda.

4 - O que te leva a identificares-te com uma personagem/história?
Para me identificar com uma história ou com uma personagem, apenas é necessário a imaginação, no entanto sou exigente com a escrita, com o modo como são caracterizadas as personagens e os espaços... Depois é só entrar no livro e viajar.

5 - Género literário preferido e que livro recomendarias dentro do mesmo?
Sem dúvida High Fantasy e os romances históricos. Recomendo ... A Saga das Pedras Mágicas ou então A Conspiração dos Graal.

6 - O que achas das adaptações cinematográficas de livros?
Na grande maioria dos casos não fazem justiça ao livro... Prefiro ler o livro depois de ver as adaptações no cinema, caso contrário fico bastante desiludida com o vejo a seguir à leitura do livro.

7 - Qual é a tua opinião sobre os e-books?
Mandaram-me há pouco tempo o livro Equador, não consigo pegar-lhe... Gosto de sentir os meus livros na mão, de os cheirar e de olhar para eles nas prateleiras. Paciência para as novas tecnologias, mas neste ponto não dispenso o bom papel e o virar das páginas. Existem também já disponíveis alguns livros em CD para ouvir nas longas viagens de carro, aproveita-se assim esse tempo para ouvir os livros...
Definitivamente, não é para mim!!!!

8 - Tens alguma ideia sobre o que deveria ser feito para aumentar os índices de leitura em Portugal?
Como educadora/professora deparo-me com esse problema todos os dias, como já referi anteriormente, o nosso blogue é mais uma das estratégias para a motivação para a leitura.
Para aumentar os índices de leitura em Portugal, é necessário uma consciencialização por parte dos professores, pais, amigos e familiares para incentivar e ler com os mais pequenos e jovens. Na minha opinião o gosto da leitura nasce e cresce quando vemos os outros a ler: quando lêem connosco e debatem os temas dos livros em conjunto.

9 - A leitura é uma paixão que nasce connosco ou está mais dependente de factores externos (muitos livros em casa desde a infância, etc.)?
Penso que a resposta já foi dada na pergunta anterior, no entanto acredito que os factores externos, como ter vários livros em casa, ver familiares a lerem, é muito importante, aliada à dita pré-disposição para a leitura.

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Os Contos de Beedle, o Bardo, de J.K. Rowling é a o livro que aparece em "Harry Potter e as Relíquias da Morte", como um presente de Dumbledore para Hermione.
Os Contos de Beedle, O Bardo reúne cinco histórias escritas e ilustradas pela própria J.K. Rowling. O livro nada mais é do que uma coletânia de histórias sobre o passado de Hogwarts e sobre vários personagens já conhecidos da série Harry Potter.

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Arlington Park – Rachel Cusk

Arlington Park – Rachel Cusk

Finalista do Orange Prize 2007

Edição/reimpressão: 2009

Páginas: 240

Editor: Edições Asa

Preço: 14 €



Sinopse


Ao longo de um único dia, o bairro de Arlington Park é o elegante cenário no qual as vidas de cinco mulheres vão ser expostas. Juliet, inconformada com o papel que o casamento lhe reservou; Amanda, cuja obsessão pelo trabalho doméstico esconde o seu lado mais sombrio; Solly, prestes a dar à luz o seu quarto filho; Maisie, que tenta desesperadamente aceitar a pacatez da sua nova vida longe de Londres; e Christine, a optimista, que se prepara para reunir as suas vizinhas num jantar cujo desfecho é absolutamente imprevisível.

Aparentemente, estas cinco mulheres têm tudo para serem felizes e, contudo, sentem-se manietadas pela frustração, os desejos reprimidos, o ódio e até a ocasional loucura. São esposas e mães que se refugiaram há muito num convencionalismo que as protege, principalmente da própria vida.

Com um estilo elegante e lúcido, Rachel Cusk, uma das escritoras mais prestigiadas do panorama literário internacional, construiu uma narrativa ambiciosa, que é um marco na literatura anglo-saxónica contemporânea. Sobre a autora: Rachel Cusk nasceu no Canadá mas passou grande parte da sua infância em Los Angeles, Estados Unidos, antes de acabar os estudos em Inglaterra. É leitora de Inglês no New College de Oxford. A obra Saving Agnes marcou a sua estreia na literatura, tendo sido distinguida com o Whitbread Award para o Melhor Primeiro Romance em 1993. Venceu o Somerset Maugham Award em 1997 com The Country Life. Em 2003, integrou a lista dos Melhores Jovens Romancistas Britânicos da prestigiada revista Granta. Arlington Park, o seu mais recente romance, foi finalista do Orange Prize em 2007.





A minha opinião

Arlington Park, pequena cidade de Inglaterra, é palco de vida onde várias famílias de classe média habitam e criam laços de amizade. Juliet, Amanda Solly, Maisie e Christine são apenas algumas das mulheres que fazem parte de Arlington Park. Todas elas são casadas, têm filhos e, de uma maneira ou de outra, resignaram-se à vida que levam. Uma vida sem grandes perspectivas, sem carreira, praticamente dedicada ao marido e filhos. Apesar de algumas delas trabalharem (caso de Juliet e Maisie), a família roubou-lhes alguma da liberdade que desejavam ter quando eram novas. Juliet é professora numa escola, cujo casamento acabou por lhe ‘cortar as pernas’ de uma carreira promissora. Boa aluna enquanto nova, o seu único refúgio é o clube literário às sextas-feiras. Acerca do marido e dos homens em geral diz: “Os homens são todos uns assassinos – pensou Juliet. Todos. Eles assassinam as mulheres. Pegam numa mulher e, pouco a pouco, assassinam-na.” Christine, colega de escola de Juliet, é uma verdadeira optimista. Vive para o casamento também, mas vê o enlace como a sua salvação de uma vida de vícios.

Amanda é obcecada pela casa, quer tudo num brinco. Apesar de se sentir tentada em ter visitas, até porque se sente muito sozinha, quando as convida está morta que vão embora, por causa da sujidade que podem fazer na sua casa. Solly, à espera do seu quarto filho, começa a colocar em causa a maternidade quando aluga um dos seus quartos e conhece Paola. Paola, mulher de 34 anos, parece-lhe uma pessoa livre, que se arranja, cuida da sua figura, coloca até perfume. Quando não está em casa, Solly vai para o quarto dela, como uma intrusa, ver as suas coisas, maquilhagem, perfumes, roupa, e sonho com uma outra vida… E por fim Maisie, que saiu da vivida cidade de Londres, para ir viver para a pacata Arlington Park. Ainda não se adaptou à pequena localidade, mas já começa a fazer novas amizades.

De uma forma engraçada, a autora faz pensar no que é o casamento, no que é viver para o marido e filhos e deixar de pensar em nós próprios. Gostei do livro, apesar de achar que os casamentos não são assim tão cinzentos como os pintam. Penso que a vida é aquilo que quisermos fazer dela. Será que ainda há pessoas assim?





Excertos

“Não seria o amor, na realidade, a primeira concessão à morte?”

“O meu problema é que me esqueci de me divertir. Acho que todos nós nos esquecemos de como nos divertirmos.”

“… No fundo, o que é que significa ser diferente? - Significa não ser igual às outras pessoas todas. […] – Não acham que também pode significar – disse Juliet –não fazer o que os outros esperam de nós? “


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Surpresas que deixam a gente grande por dentro!!!

Frio. Muito frio no início daquela manhã de sábado, 25 de abril, na sede dos Roedores de Livros. Para aquecer, Tino fez um set de músicas para sacudir o esqueleto. Depois, a mediação começou com o livro OH! (Josse Guffin, Martins Fontes) e suas surpresas incríveis. As crianças adoraram. Em seguida, nossos monitores (Daniel, Samanta e Wesley), estrearam as atividades do CLUBE DE LEITURA apresentando a história do livro Lilliput de Sorvete e Chocolate, presente de Hermes Bernardi Jr. a todos os Roedores de Livros (saiba mais no post da semana passada).

Ali, para mim, Edna e Tino, uma nova experiência. Ouvir a interpretação do trio que tanto nos assistiu em quase 3 anos de atividades na Ceilândia (DF), com aquele nervosismo inicial, mas percebendo toda a sensibilidade aflorada no texto de Hermes, os meninos definiram assim o apequenar-se do personagem do livro: - É como se a gente ficasse pequeno por dentro!!! Crianças da comunidade lendo para outras crianças. Mais uma etapa dos nossos planos tomando forma.

Logo depois, recebemos a primeira visita daquela manhã cheia de surpresas. A escritora Alessandra Roscoe trouxe seus livros e canções para nossa toca. As crianças (e os adultos) se identificaram com A Fada Emburrada (Ilustrado por Romonty Willy, Elementar) e sorriram à beça com O Jacaré Bilé (Ilustrado por Ítalo Cajueiro, Biruta). Por falar no Bilé, a canção tema da história fez muito sucesso entre os Roedores de Livros. Tino continuou a mediação com os livros Peppa (Silvana Rando, Brinque Book) e Agora não, Bernardo (David McKee, Martins Fontes). Ouvimos histórias, cantamos muito até que chegou a hora de abrir a CAIXOTECA.
As crianças "voaram" nos livros de Alessandra Roscoe e o jeito foi repartir as leituras. Nesse "intervalo" a Samanta nos apresentou seu Caderno de Férias Roedores de Livros, devidamente preenchido por poemas, leituras, desenhos e caprichos. Mais uma bela surpresa naquela manhã.

A turma seguiu na leitura dos livros.
Enquanto li A Caligrafia de Dona Sofia para Samuel e Mateus.
Foi então que aconteceu a penúltima surpresa daquela manhã: o escritor Jonas Ribeiro e Íris Borges (CBL) apareceram por lá. Os dois estavam a passeio. Fugiam para um breve descanso em Pirenópolis (GO) depois de uma semana de muito trabalho nas escolas de Brasília (DF). No meio do caminho havia o Roedores de Livros e que bom que eles fizeram esta pausa. As crianças, que já conheciam alguns livros de Jonas, ficaram encantados com os travalínguas contados pelo autor.

Depois de muitos sorrisos e um campeonato particular de risadas de bruxa entre Íris Borges e Alessandra Roscoe veio à tona a última surpresa. A cereja no chantilly. Nossa autora visitante, além de deixar um exemplar de cada um dos seus livros na nossa CAIXOTECA, presenteou cada um dos Roedores de Livros com uma edição do seu primeiro livro A MENINA QUE PESCAVA ESTRELAS. Adoramos!!!
Por fim, para registrar este sábado cheio de surpresas, uma foto de caretas para nosso álbum. Foi apenas a segunda semana da "temporada 2009". Vamos trabalhar para que as outras semanas sejam ainda mais ricas em alegria, literatura e respeito pela infância. Hatuna Matata!!!
P.S. Alessandra Roscoe escreveu sobre sua visita aos Roedores de Livros no blog Contos Cantos e Encantos. LEIA AQUI.