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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Saga de um Pensador (A) – Augusto Cury




Um livro belíssimo, fascinante.

Na sala de anatomia, um grupo de caloiros fica chocado quando, na sua primeira aula, se depara com um conjunto de corpos sem identificação prontos para serem estudados por esses futuros médicos. Estes corpos são de ninguém, sem abrigos, indigentes da sociedade, corpos sem história, corpos sem interesse.

Mas será mesmo assim?

Um dos estudantes, Marco Pólo, questiona, sob gozo geral, inclusive dos professores, a identidade daquelas pessoas que ali jazem no mármore. Quem são essas pessoas, que histórias têm para contar, quem amaram, tiveram família?

Esta é a premissa para uma saga fascinante que nos faz reflectir sobre a simplicidade da vida e das relações humanas sempre tão pouco valorizadas, mas que nos permitem uma riqueza interior muito mais valiosa do qualquer riqueza material.

Um jovem sonhador que se torna um pensador, um “vendedor de sonhos”. Marco Pólo vai dissertando sobre saúde mental, acerca dos normais e anormais da sociedade, solidariedade, compreensão, amor, fé e tolerância. O livro é atravessado, do início ao fim, por uma corrente positiva que nos faz acreditar, aliás, que nos faz ter a certeza da capacidade do ser humano e no porquê de grande parte das pessoas não viverem felizes.

Uma obra que questiona o sentido da vida e a sua qualidade, que questiona e demonstra a hipocrisia da sociedade e a insistência desta em criar máscaras sociais que aprisionam as pessoas, impedindo-as de serem elas.

Um hino à sabedoria que está inserida em todos os seres humanos, mas que, infelizmente, poucos se apercebem.

Todos somos caminhantes da vida, todos temos um caminho a percorrer.

Curioso o Princípio da Co-Responsabilidade Inevitável que faz todo o sentido. Cada ser humano influencia e é influenciado… descubra este principio, é genial, maravilhoso.

Um livro que considero de leitura obrigatória.

Se não brincares com a vida, a vida zangar-se-à contigo”.

Um dia a maioria das pessoas têm de juntar os seus pedaços e reescrever a sua história. Pois muitos passam pela existência sem nunca percorrer as avenidas do seu próprio ser

A maioria das pessoas vive porque respira. Já não perguntam quem são e o que são. Estão entorpecidas pelo sistema”.



Classificação: 5

quarta-feira, 18 de março de 2009

Vendedor de Sonhos (O) - Augusto Cury


No topo do imponente edifício da maior companhia empresarial, um homem, desde logo chamado suicida, 40 anos, está prestes a pôr termo à sua vida.

Mas quem é este homem, porque se quer suicidar?

Será que a suas erudições, exímios conhecimentos linguísticos e de idiomas, boa aparência, saúde financeira, não lhe permitem ter uma vida completa e realizada?

Enquanto se desenrola este acontecimento, um homem no meio da multidão, que entretanto se juntou para ver triste espectáculo, pede passagem. Mas vestido, parecendo mais um vagabundo, um desprivilegiado da sociedade, consegue através da persuasão e de um estranho magnetismo, chegar ao topo do edifício e à companhia do suicida.

Ali apresenta-se como “Vendedor de Sonhos”.

É esta a premissa para entrarmos numa aventura onde a vida é-nos mostrada na sua simplicidade e plenitude como a mais importante dádiva ao ser humano. Esse homem, mais parecido como um vagabundo, vai revelando o significado de “vendedor de sonhos”, dissertando acerca de várias questões das sociedades e do intimo da alma humana, demonstrando que a consciência do individuo é fundamental para perceber o mundo e se libertar das grilhetas que, por culpa própria, o sufocam e lhe retiram essa mesma consciência e a liberdade de observar, sentir, sonhar, considerar, pensar, de viver.

É um livro que fala de emoções humanas, das perdas e ganhos, da nossa mente que teima em arranjar subterfúgios politica e socialmente correctos para mentir a ela própria, do que é tão óbvio e simples mas que porfiamos em menosprezar, dos ditos “sérios” da sociedade e dessa mesma sociedade que segue, impávida, serena e sem reagir, normas estereotipadas que transformam as pessoas em fantoches num imenso manicómio social.

Em suma, um livro que descomplica o complicado, que demonstra que o importante da vida são coisas simples que estão ao alcance de qualquer ser humano, entre pequeninas coisas, a mais importante e tantas vezes depreciada: O Amor.


Frases chaves:

“Eu tento vender coragem aos inseguros, ousadia aos medrosos, alegria aos que perderam o encanto pela vida, sensatez aos incautos, criticas aos pensadores”.

“Deus, quem és tu? Porque te calas diante das loucuras de alguns religiosos e não abrandas o mar de dúvidas dos cépticos? Porque disfarças os teus movimentos atrás das leis da física e escondes a tua assinatura nos eventos que ocorrem ao acaso?”

“É possível encontrar um grande amor. Só não se esqueça que poderá ter o melhor parceiro (a) ao seu lado, mas continuará infeliz se não tiver um romance com a própria vida. Contudo para a alcançar terá de deixar se ser escrava (o).”

“Que espectáculo vamos ver nós? Espectáculo? Cada dia é uma festa e cada dia um espectáculo. Só não o descobre quem está mortalmente ferido pelo tédio. O drama e a comédia estão no nosso cérebro. Basta despertá-los”.

“O intervalo de tempo entre a juventude e a velhice é mais breve do que se imagina. Quem não tem prazer ao penetrar no mundo dos idosos não é digno da sua juventude. Não se enganem, o ser humano morre não quando o seu coração deixa de bater, mas quando de alguma forma, deixa de se sentir importante.
Encontramos muitos “mortos” que estavam vivos pelos caminhos. Praticamos uma eutanásia psicológica. Sepultamos admiráveis seres humanos até quando lhe damos suportes para que sobrevivam.”

“Dêem e recebam. Não dominem as pessoas, não defendam a vossa crença, não imponham as vossas ideias, exaltem a vossa humanidade. Perguntem a quem encontrarem pelo caminho no que é que vocês lhes podem ser úteis. Dialoguem com as pessoas, conheçam páginas secretas, desvendem seres humanos deslumbrantes entre os anónimos. Não os enxerguem com os vossos olhos mas com os olhos deles. Não invadam a sua privacidade, não a controlem, vão até onde lhes permitirem. Ouçam-nos humildemente, mesmo os que pensam desistir da vida e estimulem-nos a ouvirem-se a si mesmos. Lembrem-se de que o reino da sabedoria pertence aos humildes.

Classificação: 5

domingo, 8 de março de 2009

Augusto Cury - o Vendedor de Sonhos

Mais uma grande obra do mestre da psicologia romancista.

Desta vez, o mestre (ou o vendedor de sonhos....) critica o manicómio global em que vivemos...

Junta uma equipa de pessoas que têm problemas. Superego, alcool, malandragem, vigarice entre outras...

Julio César, Dimas, Bartolomeu, Edson, Salomao, Mónica e D.Jurema são os fieis seguidores do Mestre. São eles que são salvos da sua "psique" humana por este vendedor de sonhos. Durante o enredo, ficamos a conhecer quais os males deste manicómio global em que vivemos, quais as soluções que podem ser encontradas, e onde o verdadeiro "eu" das pessoas

Mas quem é o enigmático Mestre? o Vendedor de Sonhos? Não será ele também uma vitima do sistema? Do manicómio global em que vivemos?

Augusto Cury nesta obra revela-nos mais uma vez quais os males da nossa sociedade. De uma sociedade muito pobre em termos de valores e principios. E que arrasta as pessoas para um abismo, muitas vezes sem uma luz ao fundo do tunel. Misturando Psicologia , fantasia , romance e muita imaginação, temos mais uma excelente obra .....

Que o vendedor de Sonhos os torne realidade

NOTA : 10 VALORES

sábado, 22 de novembro de 2008

A Saga de um Pensador - Augusto Cury

Nesta história descobrimos como a mente humano é perplexa....
De como nos deixamos levar por coisas que não interessa...
De como a sociedade nos tempos que correm está preocupado com a "maquilhagem social"; sendo que nem sempre essa maquilhagem corresponde áquilo que está dentro de cada um de nós.
Uma verdadeira lição de humildade, altruismo, compaixão, solidariedade dada pela personagem principal Marco Polo...
Nesta história, Augusto Cury leva-nos a uma viagem de um vendedor de sonhos que consegue mudar todos á sua volta. Desde o mendigo culpado que reencontra o filho e a mulher, aos médicos psiquiatras que são muito rigorosos, mas depois percebem que precisam de se soltar, até á sua futura noiva, uma estudante de psicologia que vive "fechada"; "amedrontada" e preocupada com o que os outros dizem de si.
É uma história fascinante que nos leva ao mundo da Psiquiatria e da mente humana, descobrindo segredo que o mais comum dos mortais não consegue penetrar....

Nota 10 VALORES