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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

E é mesmo um chocolate para a alma...!!

Foi para nós uma alegria ter recebido este selinho. É um selo de comemoração de aniversário de um blog que nos é muito querido e que seguimos com muito carinho. O Chocolate para a Alma fez um ano e nós esperamos que faça muito mais.
Parabéns Rita pelo belíssimo trabalho, continua a postar que nós continuaremos a visitar esse teu cantinho com o mesmo prazer de sempre. Afinal, quem é que não gosta de um bom chocolate...?!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dos comentários

Esta é uma decisão que já pondero há algum tempo, mas finalmente decidi-me: daqui em diante, este blog irá deixar de ter caixa de comentários disponível para outras pessoas que não os seus colaboradores. O motivo é simples, e o post anterior foi apenas a gota-de-água (os comentários insultuosos não estão lá, porque obviamente não os aprovei). Cansei-me de ser constantemente insultada por pessoas que não têm nada de mais interessante para fazer.

Podem dizer-me que a moderação de comentários é uma boa ferramenta contra isto, e é verdade, mas continuo a ter que lê-los e a aborrecer-me. Não tenho este blog para arranjar problemas e discussões estúpidas porque infelizmente a vida real já me proporciona ambos em demasia. Com certeza, também não deixam que pessoas que não conhecem entrem em vossa casa e vos insultem, e, por mais que ache que este blog é mais de quem lê do que de quem o faz, é para quem o faz que fica a parte desagradável. Não fico com grande peso na consciência por tomar esta decisão, porque acho que não afectará a qualidade do que aqui publicamos e a vontade que existe de nos visitar.

As pessoas que utilizavam a caixa de comentários para o propósito para que esta foi criada, ou seja, para discutir saudavelmente o conteúdo dos posts, poderão continuar a fazê-lo no fórum, onde as nossas opiniões são sempre publicadas também. Para quaisquer outras questões, os nossos emails estão sempre à disposição. Termino dizendo que está a ser preparada uma nova versão do blog, com uma imagem refrescada e vários novos conteúdos ;)

domingo, 11 de outubro de 2009

Do plágio

A Internet, com todo o seu potencial, é uma excelente fonte de informação. Aqui, podemos encontrar (quase tudo). Mas, se a propagação de informação pode ser bastante positiva, também existem vários lados negativos. Um deles é muitas pessoas pensarem que podem pura e simplesmente chegar a um sítio, copiar o texto escrito por outras pessoas e utilizá-lo a seu bel-prazer, fazendo-o passar por palavras escritas da sua própria lavra. Ora, é muito giro ter um blog onde se escrevem opiniões sobre os livros que se lêem, mas existe um problema: escrever um texto com cabeça, tronco e membros, que consiga exprimir ao máximo aquilo que apreendemos de determinado livro, dá algum trabalho.

Já algumas vezes li textos que, apesar de não serem textualmente cópias do que escrevi, eram basicamente um plágio de ideias e estrutura das opiniões que na altura emiti. Optei por não dizer nada porque nesses casos pelo menos as pessoas ainda se deram ao trabalho de fazer alterações consideráveis a nível de palavras, para tentar disfarçar. Mas cópias descaradas não vou tolerar. Ora leiam a opinião que escrevi sobre o livro "A Gárgula", de Andrew Davidson, a 13 de Abril de 2009, e a "opinião" publicada pela blogger Rakel, no blog "Os Mil e Um Mundos", a 7 de Outubro de 2009.

No meio do texto dela, podem encontrar as seguintes passagens, iguais ao que escrevi, com a alteração de uma vírgula aqui e de uma palavrinha ali:

"Ao longo do tempo que vai passando na unidade de queimados vai conhecer pessoas muito diferentes das suas anteriores companhias, uma vez que antes do acidente ele era um actor pornográfico viciado em cocaína. Entre essas pessoas, está Marianne Engel, que os médicos acreditam sofrer de esquizofrenia"
"Assim a história presente é entrelaçada com relatos passados, nos quais Marianne conta ao Narrador como se conheceram e qual foi o desenrolar da sua história."
"O "Inferno de Dante" é muitas vezes referido ao longo do livro e existem algumas paralelismos (referidos, pois não conheço a obra de Dante). O elemento fogo é uma presença constante ao longo do livro e, se acreditar-mos nos mitos cristãos, é visto como uma forma de redenção. De certo modo, é isso que acaba por acontecer ao Narrador: a destruição da imagem que tinha antes do acidente acaba por fazê-lo dedicar-se ao seu interior."
"Gostei muito da forma como Andrew Davidson escolheu para escrever a seu livro. Pois utiliza um tom muito sarcástico, por vezes, mas na maior parte do tempo consegue perfeitamente fazer-nos entrar na cabeça da sua personagem e compreender os seus sentimentos."

Se isto não é plágio, não sei o que será. Comentei o post em causa e a resposta que obtive, em vez de um pedido de desculpas, foi que eu estava a insinuar que o texto tinha sido copiado. Não insinuei, afirmei mesmo. Alguém no seu perfeito juízo acredita que uma tal quantidade de texto pode ser escrito, de forma igual, por coincidência? Acho que é óbvio, só não vê quem não quiser.

Não sei se já repararam, mas no fundo deste blog existe um símbolo da Creative Commons, que indica que os textos aqui publicados, de nossa autoria, podem ser referenciados noutros sítios, desde que com o respectivo crédito. É uma afirmação que os Direitos de Autor existem e uma chamada de atenção para quem pensa que pode copiar o que escrevemos sem qualquer tipo de crédito (caso queiram, podem ler aqui o conteúdo da licença). Com esta licença, é possível agir judicialmente contra quem plagia.

Não considero que as minhas opiniões sejam alguma coisa de extraordinário, são umas vezes mais inspiradas, outras vezes menos; mas são minhas. Por isso não posso deixar passar estas situações em branco.  Revelam não só uma incrível falta de imaginação, como uma total falta de respeito. Mas, pior do que o acto em si, foi não haver, à primeira vista, um pedido de desculpas. Fica aqui a chamada de atenção.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dos passatempos

Ultimamente, têm sido comuns os passatempos com ofertas de livros em blogs e outros sites. O que é muito bom para nós, leitores, porque são oportunidades de alimentar o vício e poupar uns trocos. Também aqui na Estante temos feito vários e, se repararem, fazemos questão que as regras dos passatempos sejam o mais claras possível, para que todos os participantes estejam em pé de igualdade aquando do apuramento dos vencedores.

Vem isto a propósito de um passatempo que decorreu no blog dedicado à colecção de livros de bolso da Leya (Bisleya), em que eram oferecidos 5 packs com os livros mais recentes da colecção. Para isso, os participantes teriam que criar frases com um máximo de 150 caracteres. Ora lá estive eu a puxar pela minha cabecinha pouco imaginativa e mandei a minha participação. Ontem, foram conhecidos os vencedores, e como já estava à espera não ganhei. No entanto, 2 dos vencedores apresentaram frases que não cumprem a regra dos 150 caracteres, pelo que enviei um email para os responsáveis a perguntar o que se passou. A resposta, entre outras coisas, inclui um "Tem razão em relação ao número de caracteres, mas todavia este número servia apenas como referência para não termos respostas excessivamente longas, daí ter havido uma tolerância." Desculpem lá: se o número de caracteres era uma referência e iria haver tolerância, isso não devia ter sido referido à partida?

Vamos lá a ver uma coisa: se existem regras, são para ser cumpridas. É uma questão de princípio e justiça. De certeza que houve muitas pessoas que limitaram a extensão das suas participações de modo a cumprir as regras e é muito mais difícil dar uma resposta criativa com um limite de 150 caracteres do que se não houver qualquer limite. Mas mais grave do que errar é não assumir o erro. Não contem com mais participações minhas em passatempos futuros.

EDIT (31 de Agosto): os organizadores do passatempo decidiram premiar mais duas pessoas para fazer face a esta situação de injustiça. Fico contente por terem decidido corrigir a situação e por isso congratulo-me com o facto... Por vezes, ainda vale a pena demonstrarmos a nossa instatisfação :)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Estante no Facebook


Já há algum tempo que tinha a conta criada na rede social Facebook, mas até hoje ainda não tinha tirado um tempinho para actualizar o perfil e fazer as configurações necessárias. Se quiserem, podem seguir-nos aqui. Para além das notificações aquando de posts novos aqui no blog, contamos poder ir divulgando outras notícias pertinentes no mundo dos livros, à semelhança do que já fazemos no twitter.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

2 anos

Há 2 anos atrás, escrevia eu neste blog, pela primeira vez:
O principal motivo que me leva a abrir este blog dedicado aos livros é o meu amor por eles. Para mim, há poucas coisas que se comparem à sensação de imergir-me numa história bem contada, imaginar personagens, locais e momentos e sentir-me transportada para um mundo diferente. E sabe tão bem ler um livro onde é possível saborear cada palavra escrita... Bem-vindos!
Fico feliz por perceber que o motivo que me levou a abrir este blog continua bem vivo. A busca incessante pelos livros que me fazem sonhar e a vontade de partilhar as minhas opiniões são o principal motivo porque continuo a gostar e a querer que este blog exista, espero que por mais alguns anos! Por outro lado, o fórum "irmão" deste blog, que nasceu alguns meses depois, é cada vez mais um espaço interactivo de troca de opiniões, de discussão e de encontro de pessoas com um amor comum: os livros. É muito gratificante porque, neste momento, tanto o blog como o fórum são exactamente aquilo que queria que fossem. Tenho de agradecer à Cristina e ao Menphis por se terem juntado a mim e continuarem a dar o seu contributo inestimável, e um grande obrigado também a todos os que gostam de visitar o blog, e que dão sentido à sua existência.

Depois dos agradecimentos, uma pequena análise aos números - em jeito de balanço:
- Nestes 2 anos de vida do blog, publicámos um total de 207 opiniões literárias (quando completámos 1 ano, o total era 66);
- As pageviews ultrapassam de momento as 260.000, e mais de metade delas aconteceram desde o início de 2009;
- De momento, e contando com este, temos um total de 631 posts no blog, pelo que não andamos longe do objectivo de 1 post por dia - isto dá um bocado a ideia do esforço que fazemos para actualizar o blog sempre que podemos;
- O autor cujos livros tiveram direito a mais posts de opinião é, sem grande surpresa, o George R.R. Martin (13 no total) - relembro que tanto eu como a Cristina andamos a ler esta saga fantástica.

Os meus desejos para o próximo ano, em termos de conteúdos do blog:
- Apresentar mais opiniões de livros de autores portugueses;
- Apresentar mais opiniões de clássicos;
- Actualizar mais frequentemente a categoria "Das palavras às imagens" (para quem não sabe, nesta categoria fala-se de filmes/séries adaptadas a partir de livros);

E estamos abertos a sugestões que queiram dar e que possam contribuir para aumentar o interesse do blog :)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Algumas considerações

Permitam-me tecer algumas considerações em relação ao objectivo deste blog, particularmente no que se refere às opiniões que escrevemos.

Não há muita gente que tenha paciência para escrever opiniões sobre os livros que lê (apesar de, felizmente, haver cada vez mais - basta olharem para a lista de blogs que temos na barra lateral). Eu própria, apesar de o fazer para todos os livros que leio, nem sempre tenho muita vontade, mas faço um esforço e, no fundo, arrependo-me de não ter feito sempre isto... Tem uma certa piada ver não só o que achámos de determinado livro que lemos há vários anos atrás mas também a evolução das coisas que lemos e como as apreciamos.

Os motivos que me levam a escrever opiniões (e que, por conseguinte, originaram a criação deste blog) são:
- Partilha de impressões sobre o livro que acabei de ler, para o caso de alguém estar interessado (porque também gosto de ler opiniões sobre possíveis leituras futuras);
- Gosto em colocar por escrito o que achei sobre um determinado livro, porque isso ajuda-me a organizar ideias e, não raras vezes, a discernir o quanto gostei do que li.

As minhas opiniões não se tratam de críticas especializadas nem nada que se pareça; não tenho formação para isso, mas também nem queria. Apenas tento passar ideias e impressões sobre o livro que li, tentanto incluir algum nível de análise mais detalhado, que dependerá sempre do tipo de livro em causa. No fundo, são apenas opiniões pessoais. Não escondo que fico contente quando sei que seguiram alguma dica que dei e gostaram do livro ou que, mesmo que isso não aconteça, seja reconhecido algum mérito ao que eu e os meus companheiros de blog fazemos por aqui, independentemente de gostarem ou não do tipo de livros que comentamos (até porque tentamos, ao máximo, variar). E isso, felizmente, tem acontecido, não só da parte dos leitores mas também das editoras.

As classificações atribuídas aos livros não são tarefa fácil. Não tenho nenhuma tabela, dividida por critérios, onde se calcula uma média ponderada. Não é um processo matemático e objectivo. É, pura e simplesmente, uma classificação subjectiva, que, apesar de ser representada por um número, não deixa de ser uma apreciação qualitativa e muito pessoal. O facto de atribuir uma classificação numérica aos livros que leio tem como único objectivo facilitar a vossa compreensão no que diz respeito àquilo que o livro significou para mim, que o li. E essa classificação/opinião terá mais valor quando estamos perante alguém que sabemos ter gostos semelhantes aos nossos. Por exemplo, uma pontuação de 3, seguida da palavra "Mau", não significa que o livro seja mau. Significa que, para quem o leu, ele foi mau. Por vezes, a diferença pode parecer ténue, mas existe. Se acharem por bem levar em consideração, muito bem; se não, muito bem também. Estou muito contente com o rumo que o blog leva, gosto do que faço e irei continuar a fazê-lo enquanto me der prazer e sentir que é útil.

Duas notas finais: obrigado a quem votou em nós para os prémios BLIBIE, uma vez que conseguimos a maior percentagem na categoria Melhor Blogue de Livros (feito por Leitores ou Autores), com 31%. Obrigado também a todos os que acompanham a Estante, seja muito ou pouco tempo, e que gostam do que lêem.

domingo, 31 de maio de 2009

A FNAC

Depois de, não há muito tempo, a FNAC ter acabado com os 10% de desconto sobre o preço de editor nos livros, para quem não possuísse cartão de aderente, eis que voltaram a alterar as regras do jogo, desta vez nas condições de quem tem o cartão e afectando as pessoas que lá compram maioritariamente livros.
Agora, o cartão dá direito a 5% de desconto em pontos em todas as compras (com uma ou outra excepção) - ao fim de 100 pontos, ganha-se um vale de 5€ - e nos livros apenas se tem um desconto directo de 10%. Digo "apenas" porque com o sistema anterior, para além dos 10% de desconto, as compras de livros davam direito a acumulação de pontos no cartão, coisa que não acontece agora, explicou-me hoje uma funcionária da loja.
Ou seja, basicamente cobram-me 5€ por ano por um cartão em que não tenho benefício nenhum adicional na compra de um livro, livro esse que posso adquirir pelo mesmo preço no Continente e afins. E quem diz Continente, diz os sites das editoras. Muitas já praticam precisamente esse desconto de 10% sobre o preço de editor e nem cobram portes (casos da Saída de Emergência ou da Difel, por exemplo).
Era mesmo do que eu estava à espera para não voltar a renovar o cartão da FNAC. Para mim, já chega destas políticas de interesse duvidoso para o cliente.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Prémios BLIBIE

Os Prémios BLiBiE (um BLiBiE é um Blogue de Livros/Leitura, de Bibliotecas ou de Educação) pretendem divulgar e incentivar a utilização da importante ferramenta que é um blogue na área da Promoção da Leitura e na Educação.

Pretendemos que estes prémios sejam uma marca de respeito, reconhecimento e homenagem ao trabalho que os autores tiveram durante o ano de 2007/08, que as suas contribuições e esforços sejam ainda mais reconhecidas pela comunidade.

Ou seja, o processo de atribuição de prémios pretende ajudar a aumentar a importância dos blogues no campo da leitura e da educação e ajudar a tornar esse excelente trabalho conhecido pela população em geral, bem como servir de mote de inspiração para o que é possível fazer com o poder da Blogosfera.

Fomos nomeados na categoria "Melhor Blogue de Livros (feito por Leitores ou Autores)". Caso entendam que merecemos um voto, podem fazê-lo aqui. A votação termina a 14 de Junho.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Pequena nota

Passámos ontem a marca dos 200.000 pageviews do blog.
Muito obrigado a todos.

domingo, 26 de abril de 2009

Merchandising "Estante de Livros" - O Início

Fazer anos nem sequer é daquelas coisas que goste particularmente, mas este ano vou ter de falar sobre o assunto por causa de uma prenda que recebi, enviada pela querida Miss Alcor. A propósito de nos terem enviado um email a pedir merchandising relacionado com o blog (ainda deu para rirmos um pouco), ela lembrou-se de me enviar estas belas prendas:


Infelizmente, as canecas eram duas mas só uma chegou inteira ao destinatário. O passo seguinte são as t-shirts. Um dia! :D

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia Mundial do Livro

(Reading in a Red Dress, Helen Cooper)

Não sou particularmente fã dos "Dias Mundiais", porque acho que em vez de chamarmos a atenção para determinado assunto apenas um dia por ano, nos devemos esforçar todos os dias para divulgar e lutar para que aquilo que comemoramos, no nosso caso os livros, não seja esquecido. Aplaudo todas as iniciativas que são levadas a cabo nesta altura (descontos especiais, colóquios, etc), mas fica aqui a sugestão para que sejam feitas de uma forma constante, ao longo de todo o ano.

Apesar desta minha opinião particular, e porque todos os dias são bons para falar de livros, lanço um desafio: falem-nos da importância que os livros têm para vocês e porque motivo gostam de ler. Gostaria muito de "ouvir" as vossas opiniões :)

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Das traduções

Já desde há um tempo para cá que venho olhando com mais atenção para os nomes que costumam ser mais ou menos ignorados por quem lê: os tradutores. Isto deve-se não só ao facto de ter tido o azar de encontrar algumas más traduções (menos que as boas, felizmente), mas também porque tenho tido oportunidade de ter contacto directo com alguns tradutores, em fóruns e blogs, e fiquei sensibilizada para o trabalho que a tradução implica e que, na maioria das vezes, não é devidamente reconhecido. Faço desde já o mea culpa, porque muito raramente falo sobre as traduções nas minhas opiniões - espero corrigir isso em breve.

Nos últimos tempos, tenho andado empenhada em aperfeiçoar a minha lista de livros no GoodReads (se quiserem, podem consultar o meu perfil aqui - um dia destes faço um post a falar do GoodReads e afins em mais detalhe) e achei por bem adicionar o nome dos tradutores aos respectivos livros. Mas depressa confirmei algo que já suspeitava: é praticamente impossível encontrar na Internet o nome dos tradutores dos livros. Nas livrarias online (FNAC, Wook, etc.) é para esquecer; nos sites das editoras, ainda são poucas as que apresentam o nome do tradutor nas fichas dos livros - lembro-me, por exemplo, da Cavalo de Ferro ou da Difel. Já nem falo nos nomes originais dos livros, porque essa é outra guerra. Mas o facto de não ser possível consultar o nome do tradutor a não ser no próprio livro levanta questões quanto à importância que lhes é dada, e tudo acaba por ser um círculo vicioso: não se destaca o nome dos tradutores e por isso as pessoas não lhe dão importância... como as pessoas não ligam, as entidades competentes acham por bem não divulgar este aspecto. Faço desde já um apelo às editoras ou aos responsáveis pelas fichas dos livros em todos os sites que referi: por favor, disponibilizem o nome do tradutor. É uma forma não só de reconhecer o seu trabalho, mas também de ir sensibilizando os leitores para o trabalho que está por trás de todos os livros que lemos. Pessoalmente, é um factor a que dou cada vez mais importância - é que uma má tradução, por muito bom que o livro seja, consegue arruinar completamente a leitura.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Obrigado!

Um grande obrigado à Saída de Emergência pela referência no seu site à nossa crítica do livro "Aprendiz de Assassino", da Robin Hobb. Podem ver aqui.

quinta-feira, 12 de março de 2009

As Capas (segundo Pamuk)

"- Não conseguimos recordar os livros que mais amamos sem recordar também as suas capas.

- Se, anos depois de ler um livro, vislumbrarmos a sua capa, regressamos instantaneamente ao dia longínquo em que nos enroscámos num canto com aquele livro para entrar no mundo escondido no seu interior.

- As capas dos livros de sucesso servem de condutas, afastando-nos do mundo comum em que vivemos, conduzindo-nos para dentro do mundo do livro.

- Uma livraria deve o seu fascínio não aos seus livros, mas à variedade das suas capas.

- Os títulos dos livros são como os nomes das pessoas: ajudam-nos a distinguir um livro dos milhões de outros a que se assemelha. Já as capas dos livros são como os rostos das pessoas: ou nos recordam uma felicidade que já experimentarmos, ou então prometem-nos um mundo de delicias que ainda não explorámos. É por isso que contemplamos as capas dos livros tão apaixonadamente como fazemos no caso dos rostos. "

Orhan Pamuk in "Outras Cores"

Quem nunca comprou um livro por causa da capa? Ou quem o rejeitou pelo mesmo motivo? Penso que todo um leitor já lhe aconteceu passar por uma livraria e ficar tão encantado pela capa que não resiste a comprá-lo, mesmo que esse livro não seja aquele que queria ler no momento.

A mim acontece-me, regularmente, de “fugir”, apesar de gostar, ao género fantástico, pelas capas dos mesmos, confesso que se não leio mais coisas desse género, quase se deve ao gosto duvidoso, pelo menos para mim, da maior parte das capas.

Concordo com Pamuk quando diz que as capas são como rostos das pessoas. Já comprei uma edição de um livro mais caro do que um barato, apenas e só porque a capa, e todo o seu envolvimento, ou seja, grafismo, tipo de letra, etc era mais apelativa. Tenho um hábito de não conseguir ler muitos livros seguidos das colecções, mesmo que seja um autor, diferente por exemplo, os livros da colecção “ Mil Folhas” ou, mais recentemente, das colecções da “ Sábado”. Manias de leitor, gosto de intervalar com outros e não ler da mesma colecção.

E tu? Qual o grau de importância que dás a uma capa de um livro? É indiferente, importante ou indispensável?

Obrigado

Ao Tiago Casaleiro, pelas suas simpáticas palavras.
É bom saber que, aí desse lado, gostam do que fazemos.

terça-feira, 10 de março de 2009

Desabafo

Eu devo ter uma pontaria qualquer para começar a ler séries que depois não são publicadas por inteiro (ver aqui outro exemplo). No final do post para onde o link remete, fiz um comentário em relação à saga do Robert Jordan, A Roda do Tempo. Infelizmente, o comentário foi certeiro porque tudo indica que a Bertrand não irá publicar mais nenhum volume da Saga, ficando-se assim pelo "A Sombra Alastra" (4.º num total de 12).

Já que da editora ninguém me consegue dar uma informação (é incrível que disponibilizem um email e um formulário no site para depois pura e simplesmente não responderem às questões, e não me aconteceu apenas uma ou duas vezes), resta-me fazer conjecturas. A mais simples é que as vendas não acompanharam as expectativas e ou não cobriram os custos ou cobriram mas não deram lucro. Do ponto de vista da empresa, se calhar faz um certo sentido não continuar a publicar a Saga. Do ponto de vista do cliente, que é o meu, isto só demonstra uma total falta de respeito para com quem apostou na Saga e comprou os volumes já publicados. Ora, eu gastei perto de 100€ nos 4 volumes que a Bertrand publicou e agora, se quiser ler o resto da saga, vou ter de os adquirir em inglês (coisa que talvez devesse ter feito desde o início, mas não... vamos lá a comprar em português para ajudar editoras portuguesas e afins).

Também é engraçado pensar nos motivos que originaram a falta de sucesso de vendas. Para além de a fantasia não ser ainda um género das massas e de a Saga se iniciar com um volume com mais de 800 páginas, a custar mais de 20€ (quem, no seu perfeito juízo, aposta num livro destes, a não ser que goste de fantasia e tenha boas referências?), acho que houve uma grande falha na divulgação. É um exercício interessante comparar este caso com o do George R.R. Martin: tanto num caso como noutro, o talento dos escritores não se discute, então qual foi a diferença? Para mim, 2 factores essenciais:

a) Melhor divulgação dos livros do Martin, com destaque para o Fórum BANG!, dedicado à colecção da SdE (alguém conhece outra editora que dedique fóruns aos seus autores e tenha um contacto tão directo com os seus clientes?). Também foi bom trazerem o escritor a Portugal - ok, no caso do Jordan era impossível, mas mesmo assim muito mais podia ter sido feito;

b) Livros mais baratos, porque os originais foram divididos em 2 volumes cada (eu sei que muita gente discorda desta divisão, mas sem dúvida que funciona).

Portanto, estou enormemente desiludida com a opção e atitude da Bertrand - eu e mais uma quantidade de pessoas, que julgo não ser assim tão pequena quanto isso. Pior ainda para aqueles que estão a ler a Saga e não sabem inglês ao ponto de conseguirem ler no original os volumes que faltam . Só tenho pena que continuem a publicar autores dos quais gosto (como a Juliet Marillier), mas sinceramente vou pensar muito bem antes de voltar a adquirir um livro desta editora.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Doação de Livros

A Mónica, do Leituras & Devaneios, está à procura de pessoas dispostas a doar livros infantis para crianças carenciadas em Angola. Se estiverem interessados, dêem um pulinho ao blog dela e vejam como podem ajudar. Por vezes um pequeno gesto pode fazer toda a diferença!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

E se o Superman fosse um blogueiro?

Tempos atrás, diziam que a internet engoliria as ditas mídias “tradicionais”, com piadinhas chamando de dinossauros e similares. Ontem, os jornais corriam atrás do prejuizo e lançavam seu conteúdo online, numa tentativa de abocanhar esse novo espaço, agora virtual. E hoje sabemos que, feliz ou infelizmente, os dinossauros com toda sua estrutura e formato conseguirão permanecer ativos por um bom tempo ainda. O ponto é: Será que um dia os blogs vão ocupar o espaço hoje utilizado pelos arcaicos?

Superman blogueiro?


Fonte: Treta


Um dos primeiros livros

No fim-de-semana passado, trouxe de casa dos meus pais mais um conjunto de livros que ainda lá estavam (a tarefa está quase completa). Entre esses livros, veio um muito especial, que irei guardar sempre.


Há 20 anos atrás, passava os meus dias na escola, a aprender. No final daquele primeiro ano da minha vida passado na escola, à volta das letras e dos números, a minha primeira professora, a D. Maria Eugénia, ofereceu-me este livro, com a seguinte dedicatória:

[Para a Célia, como prémio pelo seu gosto pela leitura e óptimo aproveitamento. Que os livros sejam sempre os teus amigos. Com um beijo da tua professora e amiga, Maria Eugénia 13/06/89]

Acho que a minha professora ia gostar de saber que o que ela desejou se tornou realidade: os livros são amigos inseparáveis, de todos os dias. Afinal, também ela contribuiu para o meu gosto pela leitura. Quem me dera que todos os professores fossem assim!