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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Jorge Luis Borges - Borges, Oral

Jorge Luis Borges - Borges, OralTítulo: Borges, Oral
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Contos e Crônicas
Editora: Ed. Globo

A Faceta de J.L. Borges como criador oral foi o objectivo da reunião, neste livro, de cinco aliciantes conferências proferidas pelo mestre sobre temas que vão do livro ao tempo.

Livro preparado pelo Juno Aires.


Diogo Mainardi - Lula É Minha Anta

Diogo Mainardi - Lula É Minha AntaTítulo: LULA É MINHA ANTA
Autor: Diogo Mainardi
Gênero: Contos e Crônicas
Editora: Record

Em Lula é Minha Anta, Mainard reúne uma coletânea de crônicas sobre o escândalo do mensalão publicadas pelo autor na revista Veja, da qual é colunista. Mas não se trata de uma reunião pura e simples dos primorosos textos de Mainard sobre os escândalos de Brasília. No livro, as crônicas são alinhavadas com comentários inéditos sobre os artigos que contam os bastidores do trabalho do colunista.

Livro preparado pela Rita.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Neil Gaiman - Coisas Frágeis

Título: Coisas Frágeis
Autor: Neil Gaiman
Gênero: Contos e Crônicas
Editora: Conrad Editora

"ACHO... QUE PREFIRO ME lembrar de uma vida desperdiçada com coisas frágeis, a uma vida gasta evitando a dívida moral." As palavras surgiram num sonho e eu as escrevi quando acordei, sem saber ao certo o que significavam ou a quem se aplicavam. (...) Enquanto escrevo isto, me ocorre que a peculiaridade da maioria das coisas que consideramos frágeis é o modo como elas são, na verdade, fortes. Havia truques que fazíamos com ovos, quando crianças, para demonstrar que eles são, apesar de não nos darmos conta disso, pequenos salões de mármore capazes de suportar grandes pressões, e muitos dizem que o bater de asas de uma borboleta no lugar certo pode criar um furacão do outro lado de um oceano. Corações podem ser partidos, mas o coração é o mais forte dos músculos, capaz de pulsar durante toda a vida, setenta vezes por minuto, e não falhar quase nunca. Até os sonhos, que são as coisas mais intangíveis e delicadas, podem se mostrar incrivelmente difíceis de matar. Histórias, assim como pessoas, borboletas, ovos de aves canoras, corações humanos e sonhos, também são coisas frágeis, feitas de nada mais forte ou duradouro do que 26 letras e um punhado de sinais de pontuação. Ou então são palavras no ar, compostas de sonhos e idéias — abstratas, invisíveis, sumindo no momento em que são pronunciadas -, e o que poderia ser mais inútil do que isso? Mas algumas histórias, pequenas, simples, sobre gente embarcando em aventuras ou realizando maravilhas, contos de milagres e de monstros, duram mais do que todas as pessoas que as contaram, e algumas duram mais do que as próprias terras onde elas foram criadas. E, ainda que eu não acredite que qualquer história deste livro chegue a tanto, é legal poder juntá-las e dar-lhes um lar onde possam ser lidas e lembradas. Espero que você aprecie a leitura.

Neil Gaiman Primeiro dia da primavera de 2006

JORGE LUIS BORGES - O Informe de Brodie

ebookTítulo: O Informe de Brodie
Autor: JORGE LUIS BORGES
Gênero: Contos
Editora: Ed. Globo

O livro de contos, publicado em 1970, faz uma síntese dos temas mais recorrentes de sua obra. Citações, reflexões, duelos e o mito do eterno retorno são alguns dos assuntos abordados no livro, escritos na elegante prosa borgeana.

Ray Bradbury - A Cidade Inteira Dorme

ebookTítulo: A Cidade Inteira Dorme
Autor: Ray Bradbury
Gênero: Contos e Crônicas
Editora: Globo
A Editora Globo acaba de lançar A cidade inteira dorme, coletânea de treze contos dos mais representativos do prolífico e premiado Ray Bradbury, em tradução de Deisa Chamahum Chaves e com prefácio de Carlos Vogt. Ray Bradbury não gosta de ser referido como autor de ficção científica. E por um bom motivo: ele não é um autor de ficção científica. Ao menos segundo o senso comum sobre o gênero, baseado em fantasias futuristas nas quais a descrição dos artefatos, da tecnologia, é fundamental. Ao contrário, em Bradbury o fundamental é a condição humana de seus personagens. Neste sentido, ele é uma espécie de Georges Simenon, vulgarmente tido por autor policial quando é, de fato, um romancista psicológico. Enquanto Bradbury é, afinal, um autor político. Não por acaso, seu livro mais justamente famoso, Farenheit 451 (filmado por Truffaut), forma, ao lado de 1984 de Orwell e de Admirável mundo novo de Huxley, a grande trilogia sobre a distopia (ou anti-utopia) moderna. Bradbury é, ainda, um mestre da história curta. Por fim, é um grande escritor, que usualmente funde a descrição mais detalhista às metáforas mais surpreendentes. A síntese de todas essas características pode ser vista em contos como O pedestre, desta coletânea (pp. 160-166).

Um homem caminha à noite pelas ruas de uma cidade qualquer. O inusitado é que não há absolutamente nada e ninguém nessas ruas: ninguém sai de casa à noite. Não por medo, pois não há mais crimes. Mas, conforme fica subentendido, porque a vida social perdeu todo o sentido. Apenas esse homem sai à noite para caminhar sozinho (a descrição inicial, de seus passos silenciosos, com os pés calçados de tênis, e do ar frio entrando em seus pulmões, é simplesmente magistral). O único aspecto tecnológico do conto é um carro de polícia-robô (o único da cidade pacificada, aliás), que o interpela e o prende, por ele demonstrar tendências regressivas em seu hábito noturno. Mais uma vez como Simenon, que usa a investigação de um crime como o caminho mais curto para a descrição psicológica de seus personagens, Bradbury utiliza o futuro (O pedestre se passa em 2053) para apresentar tipos humanos em situações-limite, por um lado, e por outro, para fazer uma crítica não panfletária, mas política no sentido mais lato, de certas características do mundo contemporâneo. Numa síntese rara entre imaginação, maestria literária, humanismo e, conforme destaca Carlos Vogt no prefácio, melancolia.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Nelson Rodrigues - A vida como ela é...: O Homem Fiel e Outros Contos


Título: A VIDA COMO ELA É...O HOMEM FIEL e Outros Contos
Autor: Nelson Rodrigues
Gênero: Contos e Crônicas
Editora: Cia. das Letras

Durante dez anos, de 1951 a 1961, Nel­son Rodrigues escreveu sua coluna A vida como ela é... para o jornal Última Hora, de Samuel Wainer. Seis dias por sema­na, chovesse ou fizesse sol. A chuva podia ser como "a do quinto ato do Rigoletto" e o sol, daqueles "de derreter catedrais", se­gundo ele. Todo dia, com uma paciência chinesa e uma imaginação demoníaca, Nelson escrevia uma história diferente. E quase sempre sobre o mesmo assunto: adultério. Desse tema tão simples e tão eterno, ele extraiu quase 2 mil histórias. Os ficcionistas que fingem se levar a sé­rio precisam de toda uma aura de misté­rio para criar. Nelson dispensava esse mis­tério. Chegava cedinho à redação, acendia um cigarro e, na frente dos colegas, entre miríades de cafezinhos, escrevia A vida como ela é... As histórias saíam de casos que lhe contavam, da sua própria obser­vação dos subúrbios cariocas ou das cabe­ludas paixões de que ele ouvira falar em criança. Mas principalmente da sua me­ditação sobre o casamento, o amor e o desejo. O cenário dos contos de A vida como ela é... é o Rio de Janeiro dos anos 50. Uma cidade em que casanovas de plantão e mulheres fabulosas flertavam nos ônibus e bondes; em que poucos tinham carro, mas esse era um Buick ou um Cadillac; em que os vizinhos vigiavam-se uns aos ou­tros; e em que maridos e mulheres viviam sob o mesmo teto com as primas e os cunhados, numa latente volúpia incestuo­sa. Uma cidade em que, como não havia motéis, os encontros amorosos se davam em apartamentos emprestados por amigos — donde o pecado, de tão complicado, tor­nava-se uma obsessão. E uma época em que a vida sexual, para se realizar, exigia o vestido de noiva, a noite de núpcias, a lua-de-mel. E em que o casal típico — e, de certa forma, perfeito — compunha-se do marido, da mulher e do amante.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Nelson Rodrigues - À Sombra das Chuteiras Imortais

ebookTítulo: À SOMBRA DAS CHUTEIRAS IMORTAIS
Autor: Nelson Rodrigues
Gênero: Crônicas de Futebol
Editora: Cia. das Letras

As crônicas de futebol do escritor pernambucano cobrem os grandes momentos do esporte das décadas de 50 e 60, da derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai em 1950 à conquista de três copas do mundo, passando pela descoberta de Pelé e Garrincha.

sexta-feira, 14 de março de 2008

LANÇAMENTO DIGITAL SOURCE - Lygia Fagundes Telles - A Estrutura da Bolha de Sabão

Título: A Estrutura da Bolha de Sabão
Autor: Lygia Fagundes Telles
Gênero: Contos
Editora: Rocco
Alguns livros possuem uma história própria que se agrega ao próprio texto literário, aumentando ainda mais o seu encanto. Esse é justamente o caso de A estrutura da bolha de sabão, livro de contos de Lygia Fagundes Telles. Através da leitura de A estrutura da bolha de sabão é fácil entender por que a obra da autora é considerada uma das mais expressivas do país.
São contos afiados e cruéis, que têm o acaso e a ruptura como temas centrais. Em contos como "A medalha", "O espartilho" (abordando preconceitos) e "A testemunha" (sobre a loucura) a crueldade das personagens transparece como uma característica feminina: "As mulheres, devido ao longo tempo em que foram tão abafadas, se desenvolveram como bichos no escuro. Criaram certas armas de defesa, que parecem cruéis e imprevistas para os homens." Por vezes são armas pontiagudas. Perfeitas para estourar bolhas de sabão.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

LANÇAMENTO DIGITAL SOURCE - Jorge Luis Borges - História da Eternidade

Título: HISTÓRIA DA ETERNIDADE
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Contos e Crônicas
Editora: Globo

História da eternidade compreende meditações e revisões originais sobre a idéia geral de Eternidade e seus desdobramentos históricos, e sobre as teorias filosóficas acerca do Eterno Retorno e do chamado tempo circular. Em todos esses ensaios, que, à semelhança dos contos fantásticos do autor, nos levam ao domínio do insólito e a conclusões imprevisíveis e irônicas, se torna evidente o pensamento segundo o qual nenhuma doutrina filosófica ou religiosa detém a palavra final sobre a verdade do ser, nenhuma esgota a visão da problemática do homem e seu destino, bem como radicaliza o esforço de se refutar o tempo. Este, afirma Borges, "é um problema para nós, um fremente e exigente problema, talvez o mais vital da metafísica; a eternidade, um jogo ou uma fatigada esperança".

Jorge Luis Borges - História Universal da Infâmia

Título: História Universal da Infâmia
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Contos e Crônicas
Editora: Globo

Borges trabalhou como jornalista e publicou as "biografias infames" nas páginas do jornal Crítica, de Buenos Aires. Dividindo suas histórias com manchetes, entregando-se ao prazer intenso de imaginar crimes violentos, Borges inventa novas versões de casos de infâmia, alguns famosos, outros desconhecidos. Cria um estilo, de enumerações heterogêneas e tom sensacionalista. Borges, já conhecido nos anos 20 como grande poeta e ensaísta, descobre sua vocação de contista.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Carlos Drummond de Andrade - OBSERVADOR NO ESCRITÓRIO

Título: O OBSERVADOR NO ESCRITÓRIO
Autor: Carlos Drummond de Andrade
Gênero: Memórias
Editora: Record

Livro que condensa aspectos da vida política e literária do Brasil dos anos 40 aos anos 70. Escrito em forma de diário, "O observador de escritório" destaca importantes depoimentos de figuras como Luiz Carlos Prestes e o poeta Manuel Bandeira.

Livro Inédito

Digital Source
Distribuindo conhecimento e cultura

sábado, 17 de novembro de 2007

LANÇAMENTO DIGITAL SOURCE - Caio Fernando Abreu - Caio 3D - O Essencial da Década de 70

Título: Caio 3D - O Essencial da Década de 70
Autor: Caio Fernando Abreu
Gênero: Contos e Crônicas
Editora: Agir Editora

O Projeto Caio 3D organiza de forma original a obra de Caio Fernando de Abreu, uma das vozes mais singulares da ficção brasileira. Três volumes, cada um dedicado a uma década da produção de Caio, reunirão uma obra significativa do período, além de artigos esquecidos nas mais diversas publicações em que colaborou, poemas esparsos e cartas inéditas em livro. O primeiro volume, dedicado aos anos 1970, é aberto pelos contos de O Ovo Apunhalado e fragmentos da produção de Caio ao longo desta década.