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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Relicário

Título: Relicário
Autor: Douglas Preston e Lincoln Child
Tradução: João Barreiros
Edição: Saída de Emergência
Nº de páginas: 388
Nas profundezas de Manhattan escondem-se túneis, esgotos e galerias esquecidas por aqueles que caminham nas ruas da cidade. E na sua escuridão jazem adormecidos segredos aterradores. Quando dois esqueletos grotescamente deformados são encontrados na lama na costa de Manhattan, a antropologista Margo Green é chamada para auxiliar na investigação. Numa parceria com o tenente de polícia D'Agosta e o agente do FBI Pendergast, juntos tentam investigar e resolver o enigma dos homicídios. Mas quando crimes brutais invadem a cidade e incitam a população a tomar medidas drásticas, apenas a equipa de investigadores será capaz de evitar uma catástrofe global. As pistas conduzem-nos aos subterrâneos de Manhattan, onde irão descer ao inferno e enfrentar os piores pesadelos...
Dezoito meses depois dos fatídicos acontecimentos que tiveram lugar no Museu de História Natural de Nova Iorque e quando os sobreviventes quase tinham ultrapassado o sucedido, o terror volta a emergir, desta vez vindo das profundezas de Manhattan. Enganaram-se os que suspiraram de alivio com a morte do Mbuwn - a terrível criatura vinda da selva amazónica - e os que julgavam resolvido o mistério do seu aparecimento em Nova Iorque, pois nesta sequela de Relíquia vamos descobrir os terríveis enganos que marcaram os personagens no volume anterior, bem como as descobertas científicas alcançadas por alguns e as mais terríveis consequências que daí advieram.
Este é mais um explendido thriller saido das mãos de Preston e Child, arrepiante, electrizante e bastante negro ainda que muito divertido, ou não fosse Pendergast o detective de serviço. Desta vez os personagens movem-se sobretudo em Central Park e na imensa escuridão da rede de túneis, galerias e esgotos que formam um verdadeiro território inexplorado sob Manhattan. É ai que os piores pesadelos da inusitada equipa de investigação, liderada por Pendergast, ganham vida perseguindo inocentes descuidados e todos aqueles que se atrevem a uma aproximação ao Sotão do Inferno...
E porque, segundo os próprios autores, vivemos numa sociedade que apenas vê as coisas quando estas lhes são atiradas à cara, a narrativa não é apenas puro entretenimento de primeira qualidade servindo também para alertar a sociedade para o problema dos sem-abrigo, sobretudo a imensa comunidade que vive nos túneis que servem de cenário a esta aventura.
Com uma tradução e edição que fazem juz à qualidade da obra original, recomendo vivamente a leitura não apenas deste volume mas também daquele que o precede.
8/10

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Os Corvos

Confesso que já sentia falta de ler um bom policial por isso quando vi na fnac a mais recente aventura de Pendergast não resisti. Li o livro e tempo recorde e digo-vos que foi uma compra que valeu bem a pena.
Para quem não conhece o personagem principal, posso adiantar que, a par da Miss Marple de Agatha Christie, é o meu "detective" predilecto. É um muito pouco convencional agente especial do FBI que possui uma inteligência e uma intuição fora do normal e cuja imagem de marca é o seu imaculado e super engomado fato preto que contrasta com a sua pele alva e o seu cabelo quase branco.
Nesta aventura encontramos Pendergast em Medicine Creck, uma pequena cidade do Kansas onde, de um momento para o outro, têm lugar hediondos assassinatos. Com a ajuda de Corrie Swanson, uma jovem gótica e completamente desajustada da sociedade conservadora em que vive, o agente especial vai fazer tudo o que está ao seu alcance para pôr fim a esta vaga de crime.
Os pontos fortes deste livro são o bom humor que os autores conseguem imprimir à narrativa; a personagem feminina, Corrie, que é, na minha opinião, a melhor e mais improvável companhia que os autores alguma vez poderiam ter encontrado para Pendergast; e a descrição não apenas da cidade e dos seu habitantes (que nos dá uma ideia muito real do que é a vida numa pequena comunidade em que todos se conhecem e sabem a vida uns dos outros) mas também a descrição da acção final (a perseguição do culpado - não posso adiantar muito mais...) que nos deixa ver como num filme todos os passos dados pelos intervenientes na cena.
É um livro que além de nos proporcionar bons momentos de leitura e distracção também nos deixa a pensar e nos coloca algumas questões ligadas ao "Gabinete de Curiosidades" mas sobretudo ligadas à própria vida e ao processo de socialização do ser humano, às motivações de cada pessoa e ao modo como as experiências passadas influem no nosso presente/futuro. Para tal contribui o suspense que não nos larga até à última página onde, quando já pensamos ter o crime resolvido, encontramos as verdadeiras respostas (que nos levantam ainda mais questões...).
Recomendo vivamente a todos os fãs de Pendergast pois este é o seu caso mais difícil, ou a todos aqueles que gostam de um bom policial. Ah, apesar de a imagem ser da edição original, o livro está disponivel em versão portuguesa (na net é que não há imagens da capa da Ulisseia....).
8/10

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Relíquia



Sinopse:

Num dos maiores museus do mundo, esconde-se um dos maiores segredos do passado



Quando uma equipa de arqueólogos é selvaticamente massacrada na bacia do Amazonas, tudo o que resta da expedição é a estátua arrepiante de um deus, que acaba por ser enviada para o Museu de História Natural de Nova Iorque.Mas o coração negro da Amazónia nunca esquece. Algum tempo depois, quando o museu decide expôr a estátua, alguém ou algo começa a vaguear pelos corredores e galerias poeirentas do museu. E é então que se dão as mortes brutais. Mas quem será o responsável? Um louco... ou algo muito mais inexplicável? Relíquia é um romance arrepiante onde se entrelaça o dia a dia de um enorme museu com factos científicos, personagens poderosas e um enredo que arrebata o leitor da primeira página até à reviravolta final.


"Um thriller intrigante que não deixa ninguém indiferente."
-Publishers Weekly

"Uma aventura maravilhosa e inesquecível."
-Chicago Tribune



A Minha Opinião:

Gostei bastante deste thriller! É de facto deveras ARREPIANTE mas, ao mesmo tempo, interessante e inteligente! Surpreendeu-me pela positiva, não há margem para dúvida!

Tudo de macabro começa à volta de umas plantas e de uma estatueta Mbwun… Quando o Museu de História Natural de Nova Iorque decide expor a estatueta Mbwun para a “Exposição sobre Superstições”, acontece mortes brutais: corpos cruelmente esventrados por garras e cabeças cortadas com um buraco aberto no cimo do crânio e com o hipotálamo (é uma região situada na base do cérebro, abaixo do tálamo, e que controla o funcionamento de importantes actividades do organismo, nomeadamente o sono, o metabolismo da água, a temperatura corporal, etc.) comido!
Será a maldição da estatueta? Algo sobrenatural? Se não é, então o que é “aquilo” que anda a provocar estas “mortes brutais” com uma força duplicada à da humanidade?
A maior LOUCURA e TERRORIFICA disto tudo, apesar da “maldição” estar à solta no museu e destes crimes recentes, o museu decide (por motivos burocráticos) abrir a “Exposição sobre Superstições” ao público com reforços e vigilância do FBI…
O que irá acontecer depois, na abertura da exposição, com um Presidente da Câmara e muitos convidados, é de cortar o fôlego!
Não consegui parar de ler! A revelação é muito surpreendente e muito interessante mesmo!

No entanto, devo mencionar que o tipo de escrita deste livro não é propriamente uma literatura, é apenas uma história policial, ou antes, uma história de terror policial e científica que sucede dentro do Museu de História Natural de Nova Iorque. Ou seja, não há romances/amores entre personagens, mas é uma mulher que vai descobrir o que é “aquilo” e é ela que irá ajudar/orientar o FBI e acabar com “aquilo”… É uma aluna do doutoramento que ali estava, por acaso, a fazer um trabalho de investigação de etnofarmacologia para a tese no Museu. Uma heroína jovem e intelectual, gostei desta personagem!

O que eu achei fascinante deste livro foram os factos científicos. Acima de tudo, a investigação, a explicação dedutiva/teórica e, por fim, a descoberta!

O autor Douglas Preston trabalhou durante vários anos neste museu e por isso conseguiu descrever bem as coisas do museu, como é que os cientistas trabalhavam no dia a dia e como se relacionavam profissionalmente, como eram organizadas ou tomadas as decisões sobre as exposições, como eram as salas de armazenamento, também conta como o museu foi construído, mas tudo é relatado de forma leve e interessante, dentro da espontaneidade do desenrolar da história.


Cinematográfica:

Foi feito um filme baseado deste livro em 1997.



Classificação de estrelas
* * * *
(Bom)