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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As Aventuras da Cadeira dos Desejos - Enid Blyton


Editora: Publicações Europa-América
Edição: 1ª Edição, Outubro 2009
Colecção: As Aventuras da Cadeira dos Desejos

As Publicações Europa-América lançam em Portugal uma colecção infanto-juvenil da autoria da multifacetada escritora britânica Enid Blyton (Os Cinco, Os Sete, Noddy) intitulada: “As Aventuras da Cadeira dos Desejos”, editando logo de início três títulos: “A Ilha das Surpresas”, “A Terra das Criaturas Míticas” e “O Mundo dos Feitiços”.

No primeiro volume da colecção “A Ilha das Surpresas”, naturalmente é-nos contado como tudo começa, como se iniciam as aventuras. Jessica e Tiago são dois irmãos, com oito e sete anos respectivamente, que acabam de mudar da cidade para uma aldeia chamada Fimundo. Aborrecidos, entretêm-se a pesquisar o jardim de casa, descobrindo, nos confins do mesmo, um velho barracão. Entram a medo e, fascinados, descobrem aquele estar cheio de objectos muito velhos e poeirentos, entre eles, uma velha cadeira de baloiço. Quando a começam a limpar, constatam estar desenhos escondidos pelo pó e é desta forma que acabam por libertar um duende chamado Desejoso que, confessa, estar desejoso de regressar a casa e à companhia do seu amigo: o criador de brinquedos.

É assim que se inicia uma aventura destinada a um público infantil, digo eu, propícia a crianças entre os 7 e os 10 anos, tendo assim uma primeira e muito interessante incursão na literatura na sua mais pura e inocente essência: a liberdade de imaginação e as imagens mágicas que esta obra proporciona.

No segundo volume, “A Terra das Criaturas Míticas”, os três amigos vão a uma estranha terra habitada por criaturas míticas, onde interagem com unicórnios, grifos e dragões. Aí são confrontados com uma doença que atinge todos os animais…

No terceiro volume, “O Mundo dos Feitiços”, os três amigos buscam nesse mundo um feitiço que ajude as rosas da sua vizinha, Mollie. Aí conhecem uma nova aventura e, no fim, são surpreendidos pela estranha história dessa vizinha…

Uns excelentes livros para se ler em voz alta a um público infantil, pois qualquer um dos livros tem imagens muito vivas, são muito expressivos e lançam a criança num mundo mágico, assim como na magia da literatura.

domingo, 24 de maio de 2009

O Quinto e o Sexto ano no Colégio das Quatro Torres



Já há algum tempo que terminei a colecção do Colégio das Quatro Torres de Enid Byton, e foi com pena que fechei o último livro. Pois, diverti-me imenso no Colégio, este que tinha uma vista para o campo e para o mar, até tinha uma piscina natural no meio das rochas cuja água vinha do mar. As aventuras e as partidas deram-me umas boas gargalhadas, uma boa descontracção, e também não faltaram a moralidade e os pequenos ensinamentos acerca da amizade, honestidade, responsabilidade, generosidade, orgulho, vaidade, egoísmo, fraqueza etc.

Aqui deixo um pequeno excerto, da pág. 24 do último livro, para me relembrar todas as histórias desta colecção e também como uma forma de despedida:

«Miss Grayling (a directora do Colégio) falou com cada uma das alunas com a sua voz suave e clara, perguntando-lhes o nome e a idade. Depois dirigiu-se a todas solenemente.
- Quero que me ouçam durante alguns minutos. Um dia, sairão desta escola para o mundo. Deverão levar convosco espíritos curiosos, corações solidários e um profundo desejo de ajudar os outros. Devem levar um bom entendimento de muitas coisas, vontade de aceitar as responsabilidades e mostrarem que são mulheres dignas de confiança e amor. Terão oportunidade de aprender tudo isto no Colégio das Quatro Torres, se quiserem.
(…)
- Não conto como êxitos do Colégio as alunas que ganharam bolsas e passaram nos exames, embora isso seja bom. Conto como sucesso aquelas que aprenderem a ser sensíveis e a ter bom coração, as que forem dignas de confiança, sensatas e generosa. Os nossos fracassos são aquelas que não aprendem estas coisas durante os anos que aqui passam.
(…)
- Para algumas de vocês estas coisas serão fáceis de aprender. Para outras, serão difíceis. – continuou Miss Garyling – Mas, fáceis ou difíceis, têm de as aprender se querem ser felizes depois de saírem daqui e se querem dar felicidade aos outros.»

De todos os livros da colecção, aqueles com que mais me identifiquei e me emocionou, foram o terceiro e o quarto. A história da Guida e da Clarisse. Eram amadoras de cavalos! Os sete irmãos da Guida costumavam pô-la ao colégio de cavalo, e também os pais quando iam visitá-la. Uma família muito diferente, amadora de cavalos! Que emoção! E depois, havia uma professora que também adorava cavalos… Pronto, sou doida por cavalos (risos).

Adeus, Diana, Celeste, Alice, Guida, Clarisse, Milu, Belinda, Irene, Mavis e Ludovina! Adeus, Colégio das Quatro Torres!

segunda-feira, 30 de março de 2009

O Quarto ano no Colégio das Quatro Torres





A minha Opinião:

Mais um livro da Colecção Colégio das Quatro Torres, cuja leitura me divertiu e agradou.

Foi bom rever a Guida e o seu cavalo Trovão mas esta já apareceu poucas vezes, com muita pena minha. No entanto, apareceram novas personagens, a Clarisse e as gémeas. Gostei da primeira, ela é um patinho feio que no final se transforma num Cisne.

Gostei também das novas aventuras que se sucederam no Colégio, como a da festa secreta da meia-noite, que infelizmente correu mal… E, não faltaram partidas! Desta vez foi a partida das bolhas, achei engraçadíssima este episódio!

Mantém-se a mesma moralidade que a dos livros anteriores que ensina as jovens a ter umas atitudes correctas.

sábado, 14 de março de 2009

O Terceiro Ano no Colégio das Quatro Torres




A minha opinião:

Diverti-me imenso a ler o terceiro livro da Colecção Colégio das Quatro Torres e é este definitivamente o meu preferido, ou seja, foi o que mais gostei! Porque adoro cavalos e identifiquei-me com uma destas novas alunas – a Guida - e também com a professora “Miss Peters”. Elas tinham uma grande paixão por cavalos.

Achei fantástica a forma como a Guida chegou ao colégio. Veio a galopar no seu cavalo negro – Trovão - vindo acompanhada de seus sete irmãos também a cavalo. A Guida espantou todas! Uma maria-rapaz sardenta e de cabelo curto. Este colégio tinha uma cavalariça e, portanto, o Trovão ficara instalado no colégio e ela podia vê-lo todos os dias, uma maravilha! Mas, claro está, as coisas não iriam correr bem… ela será castigada e proibida de ver o Trovão… e depois o trovão… as desobediências… Não vou contar, a fim de não quebrar a magia do suspense mas foi o que mais me emocionou, fazendo com que os meus olhos ficassem húmidos.

Ainda mais, tive boas gargalhadas em relação às alunas Zilda e Mavis. Os episódios sucedidos com elas, achei mesmo hilariantes!

Como não podia deixar de ser, inclui as lições morais: fala-se de sonhos desfeitos mas que “não é fim do mundo”, há que procurar a superar e a encontrar outra forma de aceitar, de viver. E também relata as consequências da vaidade cega.

Gostei das surpresas atrás de surpresas até ao final do livro!

sábado, 13 de dezembro de 2008

O Segundo Ano no Colégio das Quatro Torres




Sinopse:

Mais entusiasmadas do que nunca, Diana, Celeste e Milu voltam às Quatro Torres para mais um ano escolar.
Alice continua a pregar as partidas mais incríveis.
Eduarda revela-se uma heroínam Milu mostra ser uma verdadeira amiga e Helena uma jovem muito determinada.
Não fiques de fora deste divertido colégio interno.
Junta-te a estas raparigas aventureiras no regresso ao Colégio das Quatro Torres.


Minha opinião:

Mais uma vez, esta leitura deliciou-me bastante, muito mais do que a anterior. Foi bom reencontrar Diana, Celeste e Milu e conhecer novas colegas como Belinda, Helena e Eduarda. São todas diferentes, cada uma com as suas características e defeitos e, no entanto, todas especiais à sua maneira.

Esta história tem mistério, um pouco do género de “Os Cinco” ou “Os sete”, mas nada de bandidos e policia! Apenas que alguém andava a roubar as coisas valiosas das alunas...
Como esta colecção é destinada para os leitores mais jovens, tive facilidade de adivinhar a ladra. Mas, apesar disto, soube-me muito bem ler este mistério, está bem estruturado e é capaz de nos prender de uma forma vidrada (para mim, funcionou!).

Milu surpreendeu-me em cada capítulo. Devo dizer que esta aluna é uma rapariga-exemplo, a quem todas as raparigas devem seguir.
Milu ajudava uma colega que tinha dificuldades em relação a uma disciplina porque gostava dela e queria ser sua amiga. Ao principio, a colega serviu-se dela… Mas, Milu fez uma coisa incrível apesar de a colega a ter usado!

«– Vou levá-lo porque sou amiga da Eduarda – respondeu Milu com voz trémula – Ela pode não ser minha amiga, mas se eu sou amiga dela vou continuar a querer ajudá-la.»

E Milu dava tudo, sem pedir nada em troca. Um grandioso exemplo de uma verdadeira amiga.
Hoje em dia, a maioria espera sempre receber algo em troca e não a dar apenas.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O Primeiro Ano no Colégio das Quatro Torres


Sinopse:


Diana Rivers enfrenta um grande desafio - ser uma das melhores alunas do 1ºano no cólegio interno das Quatro Torres. Mas conseguirá ela o seu propósito com tantas partidas e brincadeiras? Diana e as suas novas amigas são postas à prova em situações qie revelam a coragem da pequena Milu, a sensatez da catarina, a vaidade da Ludovina e a bondade da Celeste.

Minha opinião:

Esta colecção "Colégio das Quatro Torres" foi uma das poucas colecções de Enid Blyton (uma das minhas predilectas escritoras) que não cheguei a ler durante a minha adolescência. Eu adorava "os Cinco", "os Sete", "Uma aventura", foram leituras deliciosas!

Soube-me bem pegar este livro, as saudades que já tinha de ler os livros desta escritora! Foi uma leitura muito divertida!

Achei este colégio interno um paraíso. Situava-se num topo de uma falésia com o mar à vista e tinha ainda enormes jardins e uma piscina natural.
Achei muito engraçadas as partidas que as alunas pregaram às professoras, como por exemplo, aquela partida numa aula de francês em que uma aluna fingiu que estava surda (eu encontrava-me num café público quando li esse episódio e tive que fazer todo o esforço para não me rir alto, foi demais!).
Gostei muito de acompanhar a Diana, a Celeste e a Milu.

Este livro transmite uma forte mensagem: as verdadeiras amigas são aquelas que menos "desejamos" à primeira vista ou que nunca pensamos que viessem ser as nossas melhores amigas mais tarde.