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sexta-feira, 13 de março de 2009

Regressa a Feira do Livro Manuesado à Assírio e Alvim

Não costumo ser tão rápida a pôr notícias. Mas pode acontecer alguma coisa entretanto, e lá se vai a divulgação... A Assírio e Alvim, na sua livraria da R. Passos Manuel, ao Jardim Constantino, em Lisboa, volta a organizar a sua Feira do Livro Manuseado, que acontece anualmente. É uma oportunidade a não perder. Poesia, ensaio, fotografia, álbuns infantis, há um pouco de tudo, com a chancela de qualidade da editora. A visita à livraria abre a estação estival: vem com a Primavera, e logo, logo a seguir, passados dois meses (este ano nem chega a um) é a Feira do Livro, com aqueles dias encalorados e brilhantes, e o Castelo a ver-se do Parque. Há também as farturas e os jantares na roulotte habitual. E a azáfama de ver tudo, escolher bem, numa animação ritualizada que se deseja. Depois... depois lá vêm elas, as férias.
Com a Feira do Livro Manuseado chega o bom tempo, o cheiro a flores, o sol, e a boa disposição. Iniciativas que se repetem têm este poder, o de nos dar memórias. Quem ainda não foi, vá e não deixe de ir mais. São estas pequenas coisas que nos dão felicidade.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Feira do Livro Infantil de Bolonha e Cristina Valadas

Entre 23 e 26 de Março todos os caminhos do Livro Infantil vão dar à Feira do Livro Infantil de Bolonha, o maior certame do género. Ali divulgam-se tendências, autores, ilustradores, compram-se e vendem-se direitos. Este ano, o país convidado é a Coreia. A Exposição de Ilustração deste ano conta com a presença de obras de Cristina Valadas, a par de oitenta ilustradores de todo o mundo, seleccionados a partir de um conjunto de 2714 participantes.
Os prémios para os livros com melhor design e grafismo foram já anunciados nas quatro categorias a concurso: ficção, não ficção, novos horizontes (livros editados em países do Médio Oriente, África, Ásia e América do Sul) e primeira obra. Os livros, assim como as apreciações do jurí, podem ser vistos aqui.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Últimas visitas à Feira do Livro

É já neste domingo que encerra mais uma edição da Feira do Livro de Lisboa. A do Porto já terminou. Preparo-me para as despedidas, logo mais à noite, quando passar o calor abrasador que ainda persiste. Este ano a Feira foi mais fraquinha. As polémicas não terão ajudado. Ainda não se conhecem nºs de visitantes por cá, mas no Porto houve um decréscimo de 20%. A crise também não será factor a negligenciar. Este ano tive saudades dos grandes saldos da Relógio d'Água e da Cotovia, onde gastei a maior parte do meu pecúlio no ano passado. Em compensação apareceu a BI, com direito a Pavilhão próprio e tudo!
A Tinta-da-China continua a fazer belos exemplares, daqueles que se compram só pela composição gráfica... A tentação é muita, mas os eleitos já estão escolhidos.
Ainda conto dar um saltinho à Afrontamento, para comprar pelo menos o album da dupla João Paulo Cotrim/ Alain Corbel: A cor instável.
E fica feita a festa...

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Novas da Feira do Livro

Depois de alguns passeios pela Feira do Livro de Lisboa, já fizemos umas comprinhas. Logo no primeiro dia ficámos desiludidos ao saber que a Kalandraka não teria Livros do Dia. Felizmente, no dia da criança, abriu-se uma excepção, e lá comprámos O Moncho e a Mancha, cujas ilustrações são, como é hábito na edição dos álbuns desta editora, surpreendentes e cativantes. A história não lhes fica atrás. Sobre o álbum há uma pequena apresentação na Casa da Leitura (basta procurar o título no motor de busca, logo na página inicial).
Já na Tenda dos Pequenos Editores tivemos mais dificuldades, entre vários livros ilustrados por Carll Cneut, editados entre nós pela Kual. Acabámos por escolher António no outro lado do mundo. A este livro, também há referência na Casa da Leitura, onde se recomenda uma visitinha antes de rumar à Feira, para conceber uma lista orientadora.

Convém acrescentar que quase todos os catálogos infantis estão representados (e digo quase todos porque me posso ter esquecido de verificar algum). A OQO partilha o pavilhão com a Quid Novi, e a Planeta Tangerina com a Kalandraka. Vale sempre a pena espreitar...

quinta-feira, 6 de março de 2008

Proposta para o fim-de-semana

Chegou-nos, via Cotovia, a informação de que a Biblioteca Independente vai organizar uma Feira do Livro entre os próximos dias 8 e 16 de Março na R. Garrett, em pleno Chiado, em Lisboa. Ficamos felizes com a iniciativa, porque esta 'Biblioteca' representa a resistência das médias editoras de qualidade às alterações avassaladoras do mercado do livro.
Fica o texto de apresentação do evento, que parece bastante atractivo, principalmente se considerarmos que haverá livros das três editoras (Assírio, Cotovia e Relógio d'Água) a partir de €1!...

3 editoras
uma mão cheia de livros

FEIRA DE LIVROS MANUSEADOS
Rua Garrett, nº 72
8 a 16 de Março

A BI, Biblioteca de editores Independentes, evoluiu. Longe vai o tempo em que a sigla BI era apenas uma colecção de livros de bolso. Hoje, BI significa muito mais do que algumas dezenas de volumes disponíveis nas melhores livrarias do país. BI é uma força editorial, constituída pela Assírio & Alvim, Relógio D’Água e Livros Cotovia, que começa, a partir de agora, a ser responsável pela criação de iniciativas pensadas para aqueles que não sabem viver sem livros. E é por isto que, com o apoio da
Abraço, vai organizar uma feira de livros manuseados no Chiado.
De 8 a 16 de Março, venha à Rua Garrett e leve uma mão cheia de livros destas três editoras, a partir de 1 euro.

Horário de funcionamento

8 de Março, Sábado – das 11h às 22h
9 de Março, Domingo – das 11h às 18h
10 de Março, Segunda - das 11h às 20h
11 de Março, Terça – das 11h às 20h
12 de Março, Quarta – das 11h às 20h
13 de Março, Quinta – das 11h às 20h
14 de Março, Sexta – das 11h às 22h
15 de Março, Sábado – das 11h às 22h
16 de Março, Domingo – das 11h às 18h


(via Livros Cotovia)

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Feira do Livro IV - Balanço e compras

Terminou ontem a Feira do Livro de Lisboa.


O balanço da quase totalidade dos editores é muito positivo, comprovando um aumento do número de visitantes e do volume de vendas. Depois de vários anos de «crise», a Feira volta a dar sinais de vida e responde às vozes que, de há algum tempo, se têm levantado contra a localização e contra o modelo que existe. As razões para esta inversão, que precisará ainda de confirmação nos próximos anos para se poder falar de uma verdadeira retoma, poderão ter origem em três ou quatro factores.
A «descida» da Feira para o início do Parque Eduardo VII, ficando mais perto do Marquês de Pombal (agora que finalmente terminaram as obras do Túnel do Marquês), levou a que o colorido dos diversos stands se tornasse mais visível e mais presente nessa zona central da cidade. Consequentemente, os acessos por meio de transportes públicos ficaram mais facilitados, e as pessoas optaram por fazer da Feira um local de passeio no tempo de espera entre dois autocarros.
Uma segunda razão poderá estar relacionada com o Plano Nacional de Leitura. Apesar de ter completado apenas um ano de vida, e de ser ainda cedo para retirar conclusões definitivas sobre um projecto que terá a duração de dez anos, é já possível sentir alguns indícios positivos de um Plano que sugere livros, que organiza acções de promoção da leitura, que mobiliza escolas, alunos, pais e professores. E por essa razão, por sentirem necessidade de comprar livros para os filhos, observa-se que muitos pais estão mais atentos e motivados para ler e fazer ler.
A teceira razão poderá ter a ver com o facto de as livrarias se terem tornado, na sua maioria, depósitos de novidades, reflectindo uma tendência que pode ser devastadora para catálogos de editoras que não encontram forma de furar as teias de um mercado livreiro cada vez mais concentrado. Se entrarmos hoje numa livraria e pedirmos um livro que tenha sido editado há mais de um ano, poucos serão os casos em que veremos o nosso desejo satisfeito. A resposta mais habitual é a de que o livro se encontra esgotado. Esporadicamente poderão dizer-nos que é possível encomendar o livro. O facilitismo reinante contribui para o esquecimento de um conjunto de obras que se vêem derrotadas pelos fenómenos de popularidade de cada momento. A Feira do Livro, ou melhor, o conjunto de Feiras do Livro que se realizam cada vez com maior frequência e em diversos locais do país, combate esta tendência, possibilitando às editoras um escoamento de fundos de edição que engordam os seus armazéns. Se esta noção se massificar, encontraremos leitores que farão das Feiras o ponto de encontro com o livro, relegando as livrarias para um lugar que não deveriam ocupar, o de fiéis seguidores de modas inconsequentes e nefastas.
Muito ainda deverá ser feito para que se possam tirar conclusões definitivas e proveitosas. Esperemos que o facto de, pela primeira vez, as duas associações se terem reunido na organização da Feira do Livro possa resultar num trabalho pacífico e consequente que traga as melhorias que todos esperamos.

Da Feira, trouxe para casa os seguintes livrinhos:

A Invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares, ed. Antígona;
Diário da Guerra aos Porcos, do mesmo autor, ed. Cavalo de Ferro;
Um Homem Sem Pátria, de Kurt Vonnegut, ed. Tinta da China.

Para o ano, outros se seguirão!

terça-feira, 5 de junho de 2007

Feira do Livro III - mais compras

Sábado foi dia de rumar ao pavilhão da Relógio d'Água, para ver os saldos. Mas a imensidão de pessoas retirou-me alguma mobilidade e paciência.

Por isso, trouxe apenas um ensaio sobre tradução, do qual constam vários escritores e poetas: O Poço de Babel, para uma poética da tradução literária, de João Barrento.





Mas o grande investimento do dia foi para a literatura juvenil. Há muito que queria comprar As aventuras de Alice no país das maravilhas e Alice do outro lado do espelho (Lewis Carroll) e A maravilhosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia (Selma Lagerlof). O preço apetecível ajudou à compra. Estou bastante satisfeita por finalmente ter a oportunidade de ler estes dois clássicos, e depois de os recomendar aos mais jovens.
Finalmente, fechei a minha ronda no pavilhão da Antígona, onde comprei A morte melancólica do rapaz ostra e outras histórias, de Tim Burton. O universo fantástico, profundamente cáustico do autor, poderá ser um desafio para leitores pouco interessados em narrativas mas, quem sabe, sequiosos de outros tipos de discurso.


Fiquei muito contente com estas compras, que me permitem alargar a diversidade de ofertas ao público adolescente. Estou ainda a ponderar comprar O dicionário do Diabo, da Tinta da China...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Feira do Livro II - compras

Domingo foi finalmente dia de comprinhas... Por ordem de compra:

Como o balãozinho vermelho nunca vai ser Livro do Dia, comprei-o logo, antes que esgote. É um excelente exemplo de um livro para ser lido por crianças que ainda não iniciaram a aprendizagem da leitura, porque só tem imagens. O vermelho é o elemento comum a todas as ilustrações, que constituem um passeio, uma metamorfose ou uma apropriação da cor por diversas formas. A Kalandraka continua a ser uma referência na edição de livros para a infância.


Não podia deixar passar a oportunidade de ler ensaios sobre o cânone pela pena deste professor que leva a academia a sério. Tão a sério que se ri de si e dos outros com uma inteligência invejável!
ensaios facetos, Abel Barros Baptista, Cotovia







António Guerreiro é uma das principais razões pelas quais sou ainda fiel ao suplemento «Actual» do jornal Expresso. A sua linha de pensamento, bem como os autores sobre os quais reflecte, foram para mim uma referência, e hoje continuo a desejar saber mais sobre questões teóricas que aborda, como a da responsabilidade, que abre o volume de ensaios. Foi esta a minha escolha de cabeceira logo na noite de domingo. Casa nova, velhos gostos.

O acento agudo do presente, António Guerreiro, Cotovia


Feira do Livro, pois claro!


Apesar da azáfama, já rumámos à Feira do Livro. A ansiedade é sempre enorme nos dias que antecedem a abertura, e o facto de não podermos cozinhar serviu de pretexto para visitarmos o certame logo no primeiro dia, que este ano não tem restaurante de apoio, mas uma bela roulotte de cachorros e hamburgueres (desde já aprovados).
O Nuno, no Extratexto, tece um comentário crítico à ausência de cobertura jornalística da Feira do Livro. Estou de acordo. Mas por outro lado, agrada-me mais que a Feira do Livro possa voltar a ser aquilo que sempre foi: um encontro de muitos livros, muitas surpresas, muitas procuras, muito entusiasmo. É mais honesto. Tudo o que se gerou em torno da Feira, com a programação do ano passado, em nada ajudou o livro e a relação especial que este objecto deve ter com cada potencial leitor.
É certo que os diversos poderes querem acabar com a Feira, descaracterizá-la, manipular a opinião pública com chavões e falácias. Mas é igualmente certo que quem gosta da Feira, gosta dela porque sim, como se gosta de uma pessoa ou uma data. Porque gosta de livros, porque se relaciona com o espaço de forma afectiva, porque lá reencontra memórias. E, embora aqueles que o sentem estejam sempre na iminência de perder tudo isto, o mais triste é nunca o ter vivido ou sentido. Começo a estar cansada de falsas estratégias de promoção que visam enganar aqueles que realmente levam a Feira a sério. Por isso partilho o meu entusiasmo, que é o que nos move.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Feira do Livro Manuseado na Assírio e Alvim


A Feira do Livro Manuseado da Assírio e Alvim decorre na livraria da Passos Manuel, como é hábito, até 28 de Abril. É sempre incontornável uma visita, pelos eternos novos clássicos que a editora vai disponibilizando a preços convidativos. Foi lá que comprei a Poesia Toda, de Herberto Helder, O Medo, do Al Berto; As Flores do Mal, de Baudelaire... Nessa altura, pelos primeiros anos da faculdade, as descobertas e o amadurecimento do gosto foram feitos através dos livros cuja chancela garantia para a minha inexperiência a qualidade suficiente para arriscar.

Antes de regressar ao ritual da Feira do Livro, comecei a ir assiduamente à Feira da Assírio, na fase em que a editora era para mim a grande referência e principal destinatária de poupanças. Lembro-me do entusiasmo com que chegava a casa, e tirava os livros dos sacos, não sabendo por onde começar, como se se tratassem dos brinquedos que as crianças recebem no Natal. Hoje ainda fico entusiasmada com o ritual, embora mais contemplativa, mais selectiva, mais consciente do tempo que tenho e a que obras o quero dedicar. A visita far-se-á em breve. Darei então notícias do grande acontecimento, mesmo que com poucas compras.

Para ajudar na pré-selecção sugere-se uma visitinha ao novo site da editora: http://www.assirio.com/index.php