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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Jorge Luis Borges - O Outro, O Mesmo

Título: O OUTRO, O MESMO
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Poemas
Editora: Globo

Este livro de Jorge Luis Borges, uma extensa coleção poética que reúne mais de trinta anos de trabalho, pode ser lido como um hino pessoal, uma cronologia biográfica ou um mapa dos seus costumes narrativos. Cada peça foi executada com base em uma necessidade interna e uma ideia estética precisa.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Jorge Luis Borges - Elogio da Sombra

ebookTítulo: ELOGIO DA SOMBRA
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Poesia
Editora: Ed. Globo

Este, escrevi, é meu quinto livro de versos. É razoável presumir que não será melhor ou pior que os outros. Aos espelhos, labirintos e espadas que já prevê meu resignado leitor acrescentaram-se dois temas novos: a velhice e a ética. A poesia não é menos misteriosa que os outros elementos do orbe. Tal ou qual verso afortunado não pode envaidecer-nos, porque é dom do Acaso ou do Espírito; só os erros são nossos. Espero que o leitor descubra em minhas páginas algo que possa merecer sua memória; neste mundo a beleza é comum. J. L. B.

Jorge Luis Borges - Fervor de Buenos Aires

ebookTítulo: FERVOR DE BUENOS AIRES
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Poesia
Editora: Ed. Globo

Nesses poemas, Borges, que havia passado seus anos de formação na Europa e convivera com as vanguardas literárias, reencontra sua cidade natal e uma literatura marcada pelo criollismo, voltada para o pampa e os valores nativos. Sentindo-se distante da racionalidade burguesa da metrópole moderna e sem se identificar com o nativismo militante, ele se volta para os arrabaldes, espaços de transição entre a cidade e o campo, e os entardeceres, tempo de transição entre o dia e a noite. Em vez da exaltação urbana e cosmopolita típica de movimentos literários da época, elese fixa num passado cristalizado no tempo, representado por próceres da história argentina e casas baixas com balaustradas.

Jorge Luis Borges - O Fazedor

Título: O Fazedor
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Poesias
Editora: Ed. Globo

O fazedor Como o próprio Borges declarou no epílogo de O fazedor, trata-se de seu livro mais pessoal, porque cada peça que o compõe nasceu de uma verdadeira necessidade interior. E, de fato, há vários textos e poemas em que o homem Borges se faz presente, como quando fala de sua cegueira, em “O fazedor” e no “Poema dos dons”. Por outro lado, o livro é uma espécie de miscelânea de contos, ensaios e poemas líricos. Quando foi publicado em 1960, o traçado aparentemente aleatório de seus passos dava a exata imagem do autor, que sempre apreciou os livros que podem ser abertos em qualquer página sem causar decepção. Esses textos curtos, de grande complexidade e força imaginativa, admiravelmente bem escritos em sua concisão, foram incluídos pelo crítico Harold Bloom em seu cânone da literatura ocidental.

Jorge Luis Borges - PARA AS SEIS CORDAS

Título: PARA AS SEIS CORDAS
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Poesias
Editora: Ed. Globo

Toda leitura envolve colaboração e quase cumplicidade. No Fausto devemos admitir que um gaúcho possa acompanhar o argumento de uma ópera cantada em um idioma que não conhece; no Martín Fierro, um vaivém de bravatas e de queixumes justificados pelo propósito político da obra, mas inteiramente alheios à índole sofrida dos camponeses e às cautelosas maneiras do cantador. No caso modesto de minhas milongas, o leitor deve suprir a música ausente com a imagem de um homem que cantarola na entrada de seu vestíbulo ou em um armazém, acompanhando-se à guitarra. A mão demora-se nas cordas e as palavras contam menos que os acordes. Eu quis evitar o sentimentalismo do inconsolável \"tango-canção\" e o manejo sistemático do lunfardo, que infunde um ar artificioso às singelas coplas. Que eu saiba, estes versos não requerem nenhum outro esclarecimento. J. L. B.

domingo, 29 de junho de 2008

Paulo Leminski - Caprichos & Relaxos

Título: Caprichos & Relaxos
Autor: Paulo Leminski
Gênero: Poemas
Editora: Brasiliense

Esse livro de poemas é uma maravilha, porque os poemas do Leminski são muito sintéticos, muito concisos, muito rápidos, muito inspirados. Ele é um sujeito gozado. É um personagem muito único, no panorama da curtição de literatura no Brasil. Eu acho um barato. Leminski tem um clima/ mistura de concretismo com beatnik. Que é muito legal. "Verdura" é um sonho. É genial. É um haikai da formação cultural brasileira. Deve ser instigante para os poetas do Brasil o aparecimento desses novos poetas todos. Leminski é um dos mais incríveis que apareceram. - CAETANO VELOSO

Das primeiras invencionices ao Catatau, da poesia destabocada e lírica (mas sempre construída, sabida, de fabbro, de fazedor) ao verso verde-verdura da canção trovadoresco-popular, o Leminski vem , chovendo no endomingado piquenique sobre a erva em que se converteu a neoacadêmica poesia brasileira de hoje, dividida entre institucionalizadas marginalidades plácidas e escoteiros orfeônicos, de medalinha e braçadeira. E é bom que chova mesmo, com pedra e pau-a-pique. Evoé Leminski!

domingo, 15 de junho de 2008

Antologia Poética de Mário Quintana (1983) - Áudio


Coletânea de poemas de Mário Quintana - o poeta que soube pintar a vida com fina ironia e até sarcasmo sem abrir mão de seus sentimentos e emoções mais singelas. Os poemas aqui incluídos foram selecionados de diversos livros publicados ao longo da vida do poeta.
Desta vez não irei relacionar as faixas/poemas por serem mais de 100. Porém tenho certeza que este disco traz os melhores poemas na voz do próprio autor.

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Cecilia Meireles - Ou Isto Ou Aquilo - Por Paulo Autran


Cecília Meireles é considerada pela crítica poeta pertencente à segunda geração do Modernismo. No entanto, Manuel Bandeira afirmou que há em sua obra “as claridades clássicas, as melhores sutilezas do gongorismo, a nitidez dos metros e dos consoantes parnasianos, os esfumados de sintaxe e as toantes dos simbolistas, as aproximações inesperadas dos super-realistas. Tudo bem assimilado e fundido numa técnica pessoal, segura de si e do que quer dizer." Entendeu? :/ Bom, o que importa é que Cecília Meireles é uma poetisa maravilhosa e neste disco, com interpretação de Paulo Autran, temos o prazer de ouvir seu mais conhecido trabalho para crianças. Em suas poesias, Cecília Meireles brincava com as formas e com a sonoridade, assim quem fosse ler seus versos poderia sonhar, com a "cabeça nas nuvens".

Colar de Carolina
Pescaria
Moda da menina trombuda
O cavalinho branco
Jogo de bola
Tanta tinta
Bolhas
Leilão de jardim
Rio na sombra
Os carneirinhos
A bailarina
O mosquito escreve
A lua é do Raul
Sonhos da menina
Rômulo rema
O menino azul
As meninas
O último andar
As duas velhinhas
Ou isto ou aquilo
A flor amarela
O vestido de Laura
Uma palmada bem dada
A chácara do Chico Bolacha
A avó do menino
Canção da flor da pimenta
Para ir à lua
Lua depois da chuva
Figurinhas
Passarinho no sapé
A pombinha da mata
O sonho e a fronha
A língua do nhem
O menino dos ff e rr
Canção de Dulce
Na sacada da casa
Cantiga para adormecer
Lúlu
A folha na festa
Cantiga da babá
Enchente
O chão e o pão
Jardim da igreja
Canção
Roda na rua
Procissão de pelúcia
Pregão do vendedor de lima
O tempo do temporal
Sonho de Olga
O violão e o vilão
A égua e a água
Rola a chuva
O lagarto medroso
Uma flor quebrada
O pescador e suas filhas
O eco
O Santo do monte

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POESIA NA VOZ DO AUTOR - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
INFÂNCIA (sobre tema: Infância de Helvius Vilela)
NO MEIO DO CAMINHO
CONFIDENCIA DE ITABIRANO
QUADRILHA
OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO (sobre tema:
O ESPETÁCULO PROSSEGUE de Helvius Vilela)
MÃOS DADAS
MUNDO GRANDE
PROCURA DA POESIA
MORTE D0 LEITEIRO
CONSOLO NA PRAIA (sobre tema
CANTIGUINHA de Helvius Vilela)
FAZENDA (sobre tema: RETIRO de Helvius Vilela)
CASO DO VESTIDO
O ENTERRADO VIVO
PARA SEMPRE
B0ITEMPO

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ÁUDIO - Fernando Pessoa Por João Villaret


João Henrique Pereira Villaret (Lisboa, 10 de Maio de 1913Lisboa, 21 de Janeiro de 1961) foi um actor, encenador e declamador português.

Este disco traz 15 poemas de Fernando Pessoa na voz de um dos mais importantes nomes do teatro português, João Villaret. Figura também como o mais querido e lembrado intérprete da poesia portuguesa. Na década de 50, chegou a gravar um disco declamando poetas brasileiros, pelo selo Festa a convite de Irineu Garcia.


01 excerto de uma ode
02 outro poema
03 tabacaria
04 o poeta é um fingidor
05 isto
06 sonetos 13 e 14 dos passos da cruz
07 a múmia
08 sino da minha aldeia
09 ela canta, pobre ceifeira
10 gato que brincas na rua
11 liberdade
12 o menino de sua mãe
13 o mostrengo
14 quatro odes de ricardo reis
15 três poemas de 'o guardador de rebanhos'

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jo_o_villaret__a_arte_de_-_fernando_pessoa_por_jo_o_villaret
jo_o_villaret__a_a...
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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Guerra Junqueiro - A Velhice do Padre Eterno

Título: A VELHICE DO PADRE ETERNO
Autor: Guerra Junqueiro
Gênero: Poemas

Célebre por sua poesia anticlerical, Guerra Junqueiro obteve em suas sátiras efeitos de caricatura que intensificaram a retórica de seus versos. Alguns de seus poemas mostram sensível influência de Victor Hugo. A Velhice do Padre Eterno (1885), sua obra mais conhecida, é uma sátira anticlerical, contundente pelo humor e caricatura, e com forte influência da literatura francesa. Depois de 1891, Guerra Junqueiro retirou-se para o campo, onde tem início sua evolução para um forte misticismo, caracterizado pela piedade.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

LANÇAMENTO DIGITAL SOURCE - Jorge de Lima - Novos Poemas

Título: NOVOS POEMAS
Autor: Jorge de Lima
Gênero: Poesia
Editora: Lacerda Editores

Jorge de Lima, que chegou a ser conhecido como "príncipe dos poetas de Alagoas", começou sua carreira flertando com Parnasianismo e acabou se tornando um dos mais completos poetas da língua. Construiu uma obra de crítica social, de sentido religioso e de clara pulsão metafísica, com um apelo ao surrealismo. Sua poesia foi objeto de ensaios entusiasmados de grandes homens das letras como, Mário Faustino, Otto Maria Carpeaux e Roger Bastide. Este único volume contém duas obras poéticas de Jorge de Lima - Poemas escolhidos (1932) e Poemas negros (1947) -, que revelam a versatilidade e a verve lírica do poeta.


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Jorge Luis Borges - Caderno San Martín

Título: CADERNO SAN MARTÍN
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Poemas
Editora: Globo

Jorge Luis Borges começou publicando três livros de poesia (Fervor de Buenos Aires, Luna de Enfrente, e Cuadernos de San Martín) para depois dedicar-se à prosa, com uma importante quantidade de contos e ensaios.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Paulo Leminski - Distraidos Venceremos


Título: Distraidos Venceremos
Autor: Paulo Leminski
Gênero: Poesia
Editora: Brasiliense

É um livro (1983-1987) de Paulo Leminski, um dos poetas brasileiros mais emblemáticos. O poeta curitibano é pouco estudado por grande parte da população brasileira como a maioria dos representantes pós-geração de 45. Nomes como Leminski, Quintana, Melo Neto e outros são vistos por fora e não encabeçam a lista de poetas como Drummond, Bandeira e os Andrades. Apesar disso, é inegável a qualidade da poesia de gente como Leminski e de sua companheira Alice Ruiz. Em Distraídos Venceremos, o poeta mostra toda sua qualidade já no título que comporta um jogo de palavras que denota sentidos diversos e fortes, que nos faz pensar sobre o que virá adiante e o que encontramos é exatamente isso: uma habilidade tremenda para dar diversos sentidos a uma mesma expressão. Já no prefécio (ou Transmatéria contrasenso), Leminski diz que este livro é o resultado do impacto da poesia do livro Caprichos e Relaxos (1983) e contra que "seria demais, certamente, supor que" ele "não precise mais da realidade" e que seria de menos suspeitar que esta mesma realidade seria a mãe"dos dizeres tão calares". Nesse contexto, Distraídos Venceremos tece uma poesia firme em cada uma de suas três partes, falando sobre temas cotidianos e observações de alguém que ou vive ou vê tudo de fora de forma clara e bela. O livro começa com a parte homônima ao título e conta com poemas como Aviso aos Náufragos e Desencontrários, ou tantos outros que permanecem a característica da mistura de estilos poéticos de Leminski, desde o modernismo ao concretismo de Haroldo de Campos, sem deixar de lado o bom humor e a ironia sobre as coisas pequenas da vida. Em seguida, o livro trás uma série denominada Ais ou menos, em mais um jogo de palavras, que é o título do primeiro poema desta série, que seria uma "oração pela descrença" e revela um lado mais reflexivo da poesia de Leminski, ou mesmo metalinguístico, como em Razão de ser, onde o poeta pensa sobre a literatura em geral, o ler e o escrever e tudo o que rodeia este mundo. Para finalizar, os famosos Hai Kai´s de Leminski são mostrados na terceira parte do livro (Kawa Cauim - desarranjos florais), que se inicia sem os poemas tradicionais japoneses, mas com dois poemas de títulos Hai e Kai, respectivamente. Distraídos Venceremos é um exemplo claro sobre a última fase da poesia de Leminski e nele o poeta mostra todas as suas facetas encontradas, de forma distraída, quase que naturalmente, o que nos dá uma sensação de ter lido um grande livro de poemas, de um Leminski no melhor de sua forma poética.