TRECHO:
INTRODUÇÀO
No prefácio da primeira edição do livro As Mansões Filosofais (e o
Simbolismo Hermético nas suas Relações com a Arte Sacra e o Esoterismo da
Grande Obra), Eugénio Canseliet afirmou: Considerada durante muito tempo
como uma quimera, a Alquim ia interessa cada vez mais ao mundo científico.
E se filosofar, como disse Aristóteles, é estudar as causas últimas de
todas as coisas, ou se é, também, tentar fornecer uma explicação orgânica do
Universo, como afirmou o filósofo e matemático inglês Alfred North W hitehead
(1861-1947), a Filosofia não pode dar preferência a um ou outro campo do
saber. Não. Não se pode adstringi-la apenas ao estudo da Lógica, da
Metafísica, da Ética, da Epistemologia, da Teodicéia, da Política, da
Cosmologia, da Psicologia ou da Estética. A Filosofia (philos sophias) estuda
tudo, pois tudo tem valor ponderável para o conhecimento. E, também, porque
qualquer coisa pode ser examinada sob o aspecto científico ou sob o plano
filosófico. Por isso, o estudo dos aspectos filosóficos da Alquimia está inserido
no âmbito da Filosofia das Ciências. Falar, portanto, de uma Filosofia da
Alquimia não deve causar espanto a ninguém. Os próprios alquimistas
referem-se ao seu conhecimento como Filosofia Natural. Em aditamento,
renomadíssimos pensadores e cientistas de todos os tempos - registradamente
os da Idade Média - a ela dedicaram fervorosos e aprofundados estudos. A
título de ilustração, listam-se alguns nomes de notabilíssimas personalidades
de reputação ilibada e mundial, que entregaram parte ponderável de suas vidas
ao estudo da Filosofia Alquímica: Zózimo (o Panapolitano), Ostanes (de
Synesius), Geber, Thazes, Artephius, Moriano, Maria (a Profetiza), Hermes,
Rogério Bacon (Doctor Admirabilis), Alão de L‘Isle, Cristóvão (o Parisiense),
Arnaldo de Villeneuve, Tomás de Aquino (Doctor Angelicus), Ferrarius,
Raimundo Lulio (Doctor Illuminatus), João Daustin, João Cremer, Ricardo
(apelidado Roberto, o Inglês), Pedro Buono de Lombardia, Guilherme (de
Paris), João de Meng, Grasseus (apelidado Hortulanus), Nicolau Flamel,
Basílio Valentim, Tritémio (o Abade), Isaac (o Holandês), Tomás Norton, Jorge
Ripley, Lambsprinck, Jorge Aurach (de Estrasburgo), Lacini (monge calabrês),
Bernardo Trevisano, Venceslau Livínio (de M orávia), Zacário, Paracelso,
Lascaris, Eireneo Filaleuto, Jean d‘Espagnet, Fulcanelli, Eugénio Canseliet,
François Rabelais, Tiago Tesson, Francisco Vicente Raspail, Jacob Boheme,
Robert Fludd, Michael Maier, Jollivet Castelot, Harvey Spencer Lewis, Nicolau
de Grosparmy, Quercetanus, Pierre Vicot, Limojou de Saint-Didier, Cyliani,
Cipriano Piccolpassi, Hujumsin, Nicolau Valois, Göethe, Leriche, Luis
D‘Estissac, Avicena, Demócrito, Salomão, Tollius, J.B. van Helmont,
Trismosino, Alberto o Grande, Naxágoras, Huginus à Barma, Cagliostro,
Batsdorf, Sethon (o Cosmopolita), Senior Zadith, Henrique de Linthaut, Artéfio,
Tiago Coeur, Lactâncio, Platão, Francis Bacon, Homero, Virgílio, Ovídio, Dante,
Miguel de Cervantes, Francisco Colonna, Teobaldo de Champagne e Jesus o
Cristo. (Jesus, dos doze aos trinta anos, entre outros países da Antigüidade,
esteve na Pérsia, na Èndia e finalmente no Egito. No seu discipulado, adeptado
e mestrado a Alquimia constituiu-se em uma das colunas fundamentais de sua
preparação iniciática).
Neste ponto da presente pesquisa, ao se iniciar o estudo dos princípios
fundamentais da Alquimia, deseja-se deixar clarificado, que o tema impõe,
além da análise filosófica necessária e insubstituível, um aprofundamento,
ainda que tangencial, nos aspectos científico e iniciático que esta ciência
parece incontestemente contemplar. O espírito hodierno quer mais luz! E por
isso, não aceita mais ficar aprisionado nos laços de um Positivismo autoritário,
fútil e ilusório. O Positivismo já deu o que tinha que dar no que concerne à
negação da Metafísica. Entretanto, a Religião da Humanidade, que tem por
lema O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim ,
contraditoriamente, está ancorada em princípios metafísicos. O pensamento
daquele agonizante século XX começa a admitir que aquele que conhece
realmente está em enteléquia. A Alquimia, assim, passa a estar incluída como
campo de pesquisa e de interesse de cientistas, de psicólogos e de filósofos
contemporâneos. A enteléquia, portanto, como já determinara Aristóteles,
preside as realizações do ser, quer seja na arte, na poesia, na música, na
arquitetura, na ciência, quer se manifeste na trajetória iniciática, pois é aquilo
que conduz o postulante à possibilidade de pleitear, e de, eventualmente,
atingir a iluminação. A enteléquia é, em última instância, a razão de ser do
progresso, pois está contida no início e no transcurso de qualquer atividade.
Isto o Positivismo não pode denegar nem indeferir.
A Pedra Filosofal é sabidamente a meta preliminar do alquimista. Ela, na
verdade, encontra-se na própria matéria-prima negra, malcheirosa, de aspecto
realmente repugnante; mas pela Arte com Arte e sob os auspícios exclusivos
da Arte, passará de potência a ato. Esse é o fundamento filosófico que norteia
e ampara toda a Ciência e Filosofia Alquímicas. Sob este prisma, os conceitos
de ato e de potência são perfeitamente válidos e verdadeiros.
Entretanto, antes de se adentrar no tema propriamente dito, é
necessário que se recorde que na Antigüidade - particularmente no Egito -
vidreiros, ceramistas, ourives, fundidores, esmaltadores estavam submetidos a
juramento de segredo inviolável. E, assim, trabalhavam no interior dos templos,
fazendo parte da casta sacerdotal e dependendo das ordens e da orientação
dos sacerdotes. A hierarquia era rigorosamente observada. A própria arte do
vidro não era divulgada até praticamente o século XIX. Esta e outras atividades
eram transmitidas de boca a ouvido e, geralmente, apenas em família. Assim
eram os costumes daqueles tempos. Quem sabia não ensinava. O silêncio era
a regra de ouro que presidia o comportamento desses artistas.
M as, da mesma forma que todas essas artes (técnicas) hoje se tornaram
de domínio público, a Alquimia - quem sabe? - talvez, neste novo milênio que
está nascendo, possa vir a interessar mais pessoas do que atraiu no passado.
Haverá, contudo, dificuldades. O grande alquimista Fulcanelli levou mais de
trinta anos para obter sucesso, e Bernardo Trevisano empenhou cinqüenta e
seis anos de sua existência para realizar a R csb5 Obstinação, constância e
perseverança!
M as se é laborioso realizar a R csb, pelo menos uma esperança há:
não há nada de oculto que não deva ser descoberto, nem nada de secreto que
não deva ser conhecido1. Todavia, nessa matéria, há um único vocábulo
regulador: nçsjup . E uma única via para realização da ObraA)
Wsbotop ftjt.
Porém, há um paradoxo desconsolador e desanimador: Alquimia não
pode ser ensinada integralmente. Se a R csb for passível de concretização,
cada um deverá realizá-la individualmente. O auxílio só ocorrerá por intermédio
de chaves e sutilmente. Pelo menos, isto é o que atestam todos os alquimistas,
do passado e do presente. Contudo, acumulados os conhecimentos
necessários, poderá o pesquisador passar, então, do domínio meramente
teórico-especulativo para o das realizações: primeiro arquímicas e espagíricas,
depois alquímicas. Da grande Obra pouco dizer, m uito fazer, sem pre calar.
E o maior conselho que um velho alquimista deixou aos interessados na
arte-ciência da Alquimia foi: qbdjèodjb3)ftqfsboåb3)usbcbmi p . Outro grande
adepto do século XV, em carta a seu filho, recomendou: a paciência é a escada
dos filósofos, e a humildade a porta do seu jardim. A ciência ou filosofia
hermética - a Alquimia - é, em última e irredutível instância, um Presente do
Alto, e sua Luz Espiritual - convicção repetida por todos os adeptos - só poderá
ser obtida por revelação. É quando se dá verdadeiramente a Dvsp sb) e b)
Yje b, porque, até então, tudo é noite, dúvida, erro e dissimulação. A
presunção da posse de qualquer forma de conhecimento é, sob um prisma,
parcial; sob outro, ilusória. A própria realização da R csb não é um fim em si
mesmo. É através do adepto que a Divindade torna-se consciente de Si
Mesma. E isto é mais um mistério da J sboe f)R csb.
Curiosamente, há mais de cem mil publicações sobre Alquimia;
entretanto, só no século XX alguma atenção começou cientificamente a ser
dada a esse multimilenar conhecimento. Se, no passado, acabou por se formar
um coro polifônico contra a divulgação obscura da R csb, e a Alquimia
terminou envolta por uma conspiração de silêncio, de desprezo e de
ignorância, de 1940 a 1945 o Governo Americano comprou a peso de ouro
todos os manuscritos e documentos alquímicos que conseguiu encontrar.
Presumiam os cientistas americanos que os procedimentos alquímicos - a
Alquimia Operativa - poderia produzir o que a física já conhecia como campo
de força. E acabaram descobrindo, basicamente, que bastavam disposições
geométricas adequadas de materiais de altíssima pureza para que as
radiações nucleares fossem desencadeadas. Alamogordo primeiro; Hiroxima
depois. Como disse Oppenheimer, em 1955, a ciência havia tomado contato
com o pecado. Na verdade, o que ela fez foi parir um monstro. Assim, a
primeira pista que a Alquimia parece deixar evidente a todos os interessados, é
que as operações da R csb, por caminhos simbólicos, labirínticos e
profundamente crípticos, intentam chegar ao Vwnnwn) ) Ep own do
Universo, vale dizer, ao mais alto grau de pureza que a matéria oculta nas
entranhas de sua estrutura. Há um Princípio, um a Palavra, um Verbo... Há
um aparente nada que é tudo escondido no meio de todas as coisas em
processo lento de desocultação. Pelos caminhos da Arte - ponderam os
alquimistas - o desencobrimento acontece de forma mais acelerada. O calvário
é apressado e a noite negra abreviada. Todavia, a primeira chave que abrirá o
sacrário da R csb só será alcançada no tempo próprio, quando o mérito do
postulante for absoluto e irretocável, e sua vontade inquebrantável.
A Alquimia, cuja meta última é a transmutação do próprio Alquimista e o
conseqüente acesso a um estado superior de consciência, em 1945, teve na
transmutação nuclear produzida pela bomba que arrasou as duas Cidades
Japonesas, confirmadas as preocupações dos Filósofos da Arte. Talvez,
porque, geração após geração, por uma cadeia ininterrupta de iniciados,
tenham guardado na memória fatos históricos similares aos que ocorreram em
Hiroxima e Nagazaki.
Se, como advertem os alquimistas, as práticas da Arte dão suporte a
uma ascese interior, o produto final, no tempo adequado, será a libertação do
mais sutil, a ultraconsciência e a reintegração assintótica na Unidade. Toda a
filosofia alquímica resume-se na sabedoria: Om nia ab unum et in unum
om nia (Tudo provém da Unidade e a Unidade contém tudo).
Já a física nuclear, voltada para aplicações militares, colheu seu mais
espetacular sucesso durante a Segunda Grande Guerra, destruindo, como se
recordou, duas Cidades, incapacitando e matando milhares de seres humanos,
comprometendo diversos sistemas ecológicos japoneses e poluindo
criminosamente a atmosfera. A devastação foi total. Na atualidade, este foi o
exemplo maior do que se poderia denominar de antialquimia.
M as essa loucura irresponsável não sensibilizou os governos. A guerra
fria só fez impulsionar a corrida armamentista ao limite do inconcebível. E
mesmo com a desejada suspensão das hostilidades entre os dois principais
blocos de força da Terra, os resultados não foram suficientemente efetivos. Em
1989 afundou, perto da Ilha do Urso, no Mar na Noruega, um submarino
nuclear da ex-União Soviética - o Konsomoletz - equipado com dez foguetes,
armados, cada um, com ogivas de duzentos quilotons. A bomba que arrasou
Hiroxima tinha doze quilotons de potência. Portanto, utilizando-se cálculos
elementares de matemática, conclui-se, imediatamente, que só o Konsomoletz
possuía uma capacidade de destruição cento e sessenta e seis vezes superior
à da bomba que explodiu em Hiroxima. Esta comparação foi necessária porque
ambas, Alquimia e Física Nuclear, no que tange à operacionalidade,
manipulam forças e campos semelhantes, além do que, o produto final é
sempre duplo nos dois casos: material e energético. O que não se pode deixar
de observar também, é que, enquanto a Alquimia serve-se da transmutação no
sentido último de operar uma mudança ascensional, enquanto que interna, no
próprio Alquimista-iniciado, tendo por objetivo o bom, o belo, o bem e a união
consciente com o Todo Cósmico, as técnicas nucleares, quando direcionadas
para o militarismo, produzem exatamente o oposto: o mal, a desgraça, a
aniquilação, a conspurcação ambiental, o desequilíbrio ecológico, as mutações
genéticas e suas várias conseqüências - numa palavra - morte. Por isso,
parece ficar evidente que, enquanto a Arte opera na vida com vistas à Yje b)
(opus naturæ ), a utilização das forças nucleares voltadas exclusivamente para
o campo militar (opus mechanice) movimenta forças incontroláveis e
irredutíveis que, se e quando liberadas, destroem a vida. Mas, se se
generalizar a todos os campos, o progresso da ciência, particularmente neste
último século, acabou por fazer do ser humano escravo ou vítima: escravo em
tempos de paz; vítima em períodos de guerra. Escravo e vítima de sua
vaidade, de sua ignorância, de seu egoísmo e de sua superlativa prepotência.
Submisso, enfim, à servidão que orquestrou.
No campo específico da Tecnologia Nuclear, orientada para fins
militares, só há uma alternativa: desativar todos os artefatos bélicos existentes,
e direcionar o conhecimento até agora adquirido e estocado para a confecção
de produtos civis. As possibilidades são quase ilimitadas, e esta é a única
escolha moral concertada para solucionar esse gravíssimo e aterrorizante
problema. Em médio prazo, talvez seja possível reverter a insegurança à qual
está submetida a sociedade contemporânea, e impedir que o efeito devastador
dessas incalculáveis bombas, se detonadas, venham a, mais do que destruir o
Planeta, comprometer todo o Sistema Solar e possivelmente a Galáxia, na qual
o ser humano, como hoje é conhecido, vive suas experiências, e cujos
segredos ainda não desvendou e não compreendeu na sua integralidade. Em
outra etapa da humana ascensão, a sociedade conhecerá outros tipos de
energia (além de já ter então utilizado substantivamente outras formas
alternativas de energia como, por exemplo, eólica, das marés, solar, lunar, dos
gêiseres etc.), e a fissão nuclear já então estará obsoleta e os reatores
nucleares terão sido desativados. A humanidade certamente virá a acessar
novas e mais poderosas formas de energia que não deixam resíduo (limpas) e
não comprometem o ambiente. E toda tecnologia haverá de utilizar apenas
meios e métodos limpos de operação, que não induzem a efeitos colaterais
comprometedores da harmonia planetária, galáctica e universal. Não é o caso,
certamente, também, da fusão nuclear.
A quanta fome e a quanta miséria se assiste nos quadrantes do Astro
Azul, por utilização indébita dos recursos naturais e pela inconveniente e
inadequada manipulação da forças nucleares que, se tivessem sido
direcionados para o Leste da existência, teriam colocado toda a humanidade já
em outra esfera de possibilidades. Só no Leste está a Verdadeira Luz e o Sol
Inexaurível.
Recentemente (maio de 1998) a Èndia, unilateralmente, realizou novos
testes nucleares, pondo em risco o equilíbrio de seus próprios ecossistemas,
dos países vizinhos e, por extensão, do Planeta. Com que intenção o Governo
de Nova Deli autorizou tais experiências? Segurança? Depois de vinte e quatro
anos? Inconcebível! E a expansão da OTAN no Leste Europeu, a que grupos
poderão servir? Acredita-se que só aos fabricantes de armas. humanidade, é
óbvio, caberá pagar a conta de um imprevisível confronto entre Paquistão e
Èndia ou entre a própria OTAN e algum país da região. A Coréia do Norte
também tem demonstrado interesse no desenvolvimento militar em bases
nucleares. A desconfiança e a ausência de solução definitiva para o conflito
árabe-israelense é mais um exemplo de perigo à paz mundial. Kosovo, Êfrica,
Oriente M édio, Afeganistão, Iraque, Colômbia, Balcãs e Timor Leste são mais
alguns poucos exemplos da insanidade humana.
Mostrando postagens com marcador Alquimia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alquimia. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Planeta Terra: Sua Origem, Sua História, Seu Destino
TRECHO:
PREFACIO
É com um sentimento de gratidão que apresento este livro para a consideração do leitor. A
maior parte da informação dada não foi publicada ou encontrada em livrarias até então. É informa-
ção que os Mestres da Sabedoria não tinham permissão para revelar previamente. Mesmo almas
iluminadas como Helena Blavatski, Mary Baker Eddy e Alice Bailey não foram privilegiadas em re-
ceber tal conhecimento. Por que? Porque esse tipo de informação, até 1930, só podia ser dado
em retiros da Grande Fraternidade Branca, a Fraternidade da Luz. Mesmo então havia restrições.
Toda informação era dada escassa e gradualmente, de algum modo velada. Ficava por conta do
estudante ponderar a mensagem. Somente estudantes de alto desenvolvimento espiritual tinham
permissão para entrar num retiro. Após atingir um certo estágio intermediário de treinamento, ao
estudante era requerido um compromisso de servir á causa da Fraternidade, e ele era iniciado.-
No princípio dos anos 30, essa ação de Lei Cósmica, chamada de Lei Oculta, foi posta de
lado. Os ensinamentos dos Mestres Ascensionados podem agora ser dados de uma maneira sim-
ples e direta. Esconder a verdade espiritual em lendas, fábulas, mitos e parábolas não é mais ne-
cessário.-
De acordo com a Lei Cósmica, tenho que responder por toda palavra escrita neste livro.
Portanto, absoluta retidão e congruência com os ditados originais foram consideradas de primor-
dial importância. Não houve também nenhuma tentativa de fazer a informação dada pelos Mestres
ajustar-se ás teorias e padrões existentes. Por exemplo, a história da vida de Jesus e Maria é es-
tritamente baseada em ditados dos Mestres; a Bíblia não foi usada como referencia.-
Deixe-me explicar brevemente o que é um Mestre Ascensionado. Em termos simples, é um
indivíduo que, certa vez, esteve encarnado aqui na Terra, mas que alcançou maestria deste plano.
Ele aprendeu sua lição, tornou-se mais semelhante a Deus e, portanto, não teve que voltar a reen-
carnar. Então, após ter ascensionado em seu corpo espiritual, chamado Presença I AM (EU SOU),
o Mestre fez a escolha voluntária de adiar seu desenvolvimento ulterior e escolheu permanecer e
ajudar a humanidade.-
Os Mestres Ascensionados são SERES REAIS E TANGÍVEIS, prontos para ajudar a hu-
manidade, sempre que Lhes é pedido fazê-lo. Dentre os Mestres mais conhecidos estão Jesus,
Maria, Moisés, Saint Germain, Gautama Buda, Mohamed, Lorde Krishna e Lorde Maitreya. Eles
são parte de um grupo de Avatares ( instrutores mundiais ) que, desde a queda do homem, têm
transmitido a palavra de Deus para a iluminação da raça humana. Os Mestres pedem para ser re-
conhecidos como uma força potencial para o bem comum da humanidade, mas Eles não exigem
obediência e não pedem para serem idolatrados.-
A Grande Fraternidade Branca não é uma organização exteriorizada. Somente vivendo e
expressando a perfeição do reino divino no plano físico, através de uma auto-correção das fraque-
zas humanas e total adoração do Ser Divino interior, pode um indivíduo estabelecer uma associa-
ção com a Fraternidade. A Hoste Ascensionada direciona a atenção do chela, porém cabe ao es-
tudante fazer a escolha certa. Nenhum indivíduo jamais fez a ascensão sem a ajuda de um Mestre
Ascensionado.-
A hierarquia da Terra consiste de Seres Ascensionados. Sua estrutura pode ser compara-
da á de uma empresa como a General Motors; existe sempre um outro nível de supervisão. Os
Mestres Ascensionados são a Inteligência Diretriz da Mente de Deus. Eles são os ajudantes de
Deus. É simples assim.-
Alguns podem questionar como é possível um Ser Ascensionado contactar um indivíduo no
plano físico e transmitir claramente uma mensagem. Esta é uma pergunta mais difícil, que será
respondida no texto deste livro. Aqui, eu gostaria de dizer que é reconhecido pelas igrejas ortodo-
xas que Jesus tinha um poder ilimitado. Se é assim, por que é tão improvável que Ele possa con-
tactar um humilde e sincero indivíduo espiritualmente iluminado? Se alguém estiver procurando
provas, talvez pudesse ser mencionado que vinte mil curas instantâneas foram atribuídas ao tra-
balho de Mr. Ballard num período de cinco anos. Não há necessidade de prova maior.-
O ensinamento dos Mestres Ascensionados é uma mistura harmoniosa dos ensinamentos
do Ocidente e do Oriente. Ele complementa a consciência do Oriente ( a qual é predominantemen-
te veneração sem trabalho suficiente ) com a energia vital da consciência do Ocidente ( a qual é
predominantemente trabalho sem veneração suficiente ). Esse é o ensinamento que está original-
mente gravado no Novo Testamento. Mais tarde, de acordo com os Mestres, a Bíblia passou por
muitas traduções e foi adornada por impressões pessoais. Os Mestres declararam que o Gênesis
e todos os capítulos bíblicos seguintes tiveram que ser reescritos. Desta vez, o texto foi escrito por
Seres Ascensionados.-
O ensinamento dos Mestres baseia-se em si mesmo e não é cristão, islâmico, judaico ou
hindu. Ele pode ser chamado de raiz, o Fundamento da Verdade, do qual todas as religiões co-
nhecidas tiveram suas origens.-
Este livro nunca será completo. A busca precisa continuar enquanto houver uma só faceta
da história antiga para ser descoberta. Muito já foi dado, muito resta a ser feito. Talvez haja estu-
dantes que desejarão completar este livro.-
Nem todos ficarão convencidos pela mensagem contida nesta publicação. Indubitavelmen-
te ela será atacada. Alguns líderes de pensamento estabelecido e ortodoxo, tanto do campo da re-
ligião e ciência, tentarão ridicularizar e atacar partes dela, nunca oferecendo uma solução constru-
tiva global. Recentemente, um cientista moderno fez justamente isso, martelando em algum ponto
de uma teoria global. Quando a audiência pediu a ele uma avaliação pessoal, ele hesitou e disse:
“felizmente, eu não tenho que explicar isso.”.-
William Jones, um psicólogo pioneiro, declarou: “Toda teoria nova é, primeiro, atacada co-
mo absurda; depois admitida como verdadeira, mas óbvia e insignificante; finalmente parece ser
importante, tão importante que seus adversários alegam que eles próprios a descobriram.”.-
A crítica pública desta mensagem não interessa ao estudante sincero. Ele saberá a verda-
de, colocando sua Presença I AM em ação e ponderando a mensagem em seu coração.-
O único propósito deste livro é apresentar, para a iluminação da humanidade, certas infor-
mações recebidas dos Mestres Ascensionados em 1930, 1950 e nos dias de hoje – informações
que serão vistas para aplicar nas condições atuais. Acredito que os Mestres Ascensionados
observarão estreitamente o que acontecerá daqui em diante; esta deve ser a primeira vez, neste
século, que alguém escreveu um livro sobre este assunto em tais detalhes. Penso que Seu inte-
resse não será em quantos livros serão vendidos, mas no que os indivíduos farão com as informa-
ções dadas. Irá ele ficar em alguma prateleira como outros livros, ou irá despertar algum sentimen-
to e trazer alguma mudança de atitude e de comportamento? –
Ao apresentar esta mensagem dos Mestres, é meu sincero desejo e prece que o leitor pos-
as receber a “Luz” e ser abençoado, prosperando á medida que ele caminha pela senda da ilumi-
nação e serviço, pois somente através desse caminho a permanente felicidade pode ser encontra-
da.-
Curitiba, Junho de 1994.-
PREFACIO
É com um sentimento de gratidão que apresento este livro para a consideração do leitor. A
maior parte da informação dada não foi publicada ou encontrada em livrarias até então. É informa-
ção que os Mestres da Sabedoria não tinham permissão para revelar previamente. Mesmo almas
iluminadas como Helena Blavatski, Mary Baker Eddy e Alice Bailey não foram privilegiadas em re-
ceber tal conhecimento. Por que? Porque esse tipo de informação, até 1930, só podia ser dado
em retiros da Grande Fraternidade Branca, a Fraternidade da Luz. Mesmo então havia restrições.
Toda informação era dada escassa e gradualmente, de algum modo velada. Ficava por conta do
estudante ponderar a mensagem. Somente estudantes de alto desenvolvimento espiritual tinham
permissão para entrar num retiro. Após atingir um certo estágio intermediário de treinamento, ao
estudante era requerido um compromisso de servir á causa da Fraternidade, e ele era iniciado.-
No princípio dos anos 30, essa ação de Lei Cósmica, chamada de Lei Oculta, foi posta de
lado. Os ensinamentos dos Mestres Ascensionados podem agora ser dados de uma maneira sim-
ples e direta. Esconder a verdade espiritual em lendas, fábulas, mitos e parábolas não é mais ne-
cessário.-
De acordo com a Lei Cósmica, tenho que responder por toda palavra escrita neste livro.
Portanto, absoluta retidão e congruência com os ditados originais foram consideradas de primor-
dial importância. Não houve também nenhuma tentativa de fazer a informação dada pelos Mestres
ajustar-se ás teorias e padrões existentes. Por exemplo, a história da vida de Jesus e Maria é es-
tritamente baseada em ditados dos Mestres; a Bíblia não foi usada como referencia.-
Deixe-me explicar brevemente o que é um Mestre Ascensionado. Em termos simples, é um
indivíduo que, certa vez, esteve encarnado aqui na Terra, mas que alcançou maestria deste plano.
Ele aprendeu sua lição, tornou-se mais semelhante a Deus e, portanto, não teve que voltar a reen-
carnar. Então, após ter ascensionado em seu corpo espiritual, chamado Presença I AM (EU SOU),
o Mestre fez a escolha voluntária de adiar seu desenvolvimento ulterior e escolheu permanecer e
ajudar a humanidade.-
Os Mestres Ascensionados são SERES REAIS E TANGÍVEIS, prontos para ajudar a hu-
manidade, sempre que Lhes é pedido fazê-lo. Dentre os Mestres mais conhecidos estão Jesus,
Maria, Moisés, Saint Germain, Gautama Buda, Mohamed, Lorde Krishna e Lorde Maitreya. Eles
são parte de um grupo de Avatares ( instrutores mundiais ) que, desde a queda do homem, têm
transmitido a palavra de Deus para a iluminação da raça humana. Os Mestres pedem para ser re-
conhecidos como uma força potencial para o bem comum da humanidade, mas Eles não exigem
obediência e não pedem para serem idolatrados.-
A Grande Fraternidade Branca não é uma organização exteriorizada. Somente vivendo e
expressando a perfeição do reino divino no plano físico, através de uma auto-correção das fraque-
zas humanas e total adoração do Ser Divino interior, pode um indivíduo estabelecer uma associa-
ção com a Fraternidade. A Hoste Ascensionada direciona a atenção do chela, porém cabe ao es-
tudante fazer a escolha certa. Nenhum indivíduo jamais fez a ascensão sem a ajuda de um Mestre
Ascensionado.-
A hierarquia da Terra consiste de Seres Ascensionados. Sua estrutura pode ser compara-
da á de uma empresa como a General Motors; existe sempre um outro nível de supervisão. Os
Mestres Ascensionados são a Inteligência Diretriz da Mente de Deus. Eles são os ajudantes de
Deus. É simples assim.-
Alguns podem questionar como é possível um Ser Ascensionado contactar um indivíduo no
plano físico e transmitir claramente uma mensagem. Esta é uma pergunta mais difícil, que será
respondida no texto deste livro. Aqui, eu gostaria de dizer que é reconhecido pelas igrejas ortodo-
xas que Jesus tinha um poder ilimitado. Se é assim, por que é tão improvável que Ele possa con-
tactar um humilde e sincero indivíduo espiritualmente iluminado? Se alguém estiver procurando
provas, talvez pudesse ser mencionado que vinte mil curas instantâneas foram atribuídas ao tra-
balho de Mr. Ballard num período de cinco anos. Não há necessidade de prova maior.-
O ensinamento dos Mestres Ascensionados é uma mistura harmoniosa dos ensinamentos
do Ocidente e do Oriente. Ele complementa a consciência do Oriente ( a qual é predominantemen-
te veneração sem trabalho suficiente ) com a energia vital da consciência do Ocidente ( a qual é
predominantemente trabalho sem veneração suficiente ). Esse é o ensinamento que está original-
mente gravado no Novo Testamento. Mais tarde, de acordo com os Mestres, a Bíblia passou por
muitas traduções e foi adornada por impressões pessoais. Os Mestres declararam que o Gênesis
e todos os capítulos bíblicos seguintes tiveram que ser reescritos. Desta vez, o texto foi escrito por
Seres Ascensionados.-
O ensinamento dos Mestres baseia-se em si mesmo e não é cristão, islâmico, judaico ou
hindu. Ele pode ser chamado de raiz, o Fundamento da Verdade, do qual todas as religiões co-
nhecidas tiveram suas origens.-
Este livro nunca será completo. A busca precisa continuar enquanto houver uma só faceta
da história antiga para ser descoberta. Muito já foi dado, muito resta a ser feito. Talvez haja estu-
dantes que desejarão completar este livro.-
Nem todos ficarão convencidos pela mensagem contida nesta publicação. Indubitavelmen-
te ela será atacada. Alguns líderes de pensamento estabelecido e ortodoxo, tanto do campo da re-
ligião e ciência, tentarão ridicularizar e atacar partes dela, nunca oferecendo uma solução constru-
tiva global. Recentemente, um cientista moderno fez justamente isso, martelando em algum ponto
de uma teoria global. Quando a audiência pediu a ele uma avaliação pessoal, ele hesitou e disse:
“felizmente, eu não tenho que explicar isso.”.-
William Jones, um psicólogo pioneiro, declarou: “Toda teoria nova é, primeiro, atacada co-
mo absurda; depois admitida como verdadeira, mas óbvia e insignificante; finalmente parece ser
importante, tão importante que seus adversários alegam que eles próprios a descobriram.”.-
A crítica pública desta mensagem não interessa ao estudante sincero. Ele saberá a verda-
de, colocando sua Presença I AM em ação e ponderando a mensagem em seu coração.-
O único propósito deste livro é apresentar, para a iluminação da humanidade, certas infor-
mações recebidas dos Mestres Ascensionados em 1930, 1950 e nos dias de hoje – informações
que serão vistas para aplicar nas condições atuais. Acredito que os Mestres Ascensionados
observarão estreitamente o que acontecerá daqui em diante; esta deve ser a primeira vez, neste
século, que alguém escreveu um livro sobre este assunto em tais detalhes. Penso que Seu inte-
resse não será em quantos livros serão vendidos, mas no que os indivíduos farão com as informa-
ções dadas. Irá ele ficar em alguma prateleira como outros livros, ou irá despertar algum sentimen-
to e trazer alguma mudança de atitude e de comportamento? –
Ao apresentar esta mensagem dos Mestres, é meu sincero desejo e prece que o leitor pos-
as receber a “Luz” e ser abençoado, prosperando á medida que ele caminha pela senda da ilumi-
nação e serviço, pois somente através desse caminho a permanente felicidade pode ser encontra-
da.-
Curitiba, Junho de 1994.-
domingo, 14 de setembro de 2008
O Breviário Ou Testamento, de Nicolau Flamel
TRECHO:
Que seja feito em nome de Deus, Amén. O primeiro passo na Sabedoria é o temor a Deus.
PREFÁCIO.
Eu Nicolau Flamel, Escrivão de Paris, neste ano de 1414, do reinado do nosso bendito príncipe Carlos VI, que Deus abençoou, e após a morte da minha fiel companheira Perrenelle, recordando-me dela, me tomei de fantasia e de satisfação para escrever em teu favor, caro sobrinho, toda a maestria do segredo do Pó de Projecção ou Tintura Filosofal, que aprouve a Deus dispensar a seu insignificante servidor, que eu fiz como tu farás se procederes como te direi. Segue, portanto, com engenho e entendimento os discursos dos Filósofos acerca do segredo, mas não tomes os seus escritos à letra, porque ainda que possam ser entendidos segundo a Natureza, não te seriam úteis. Por isso, não te esqueças de rogar a Deus que te dispense entendimento de razão, de verdade e natureza, para que vejas neste livro, em que está escrito o segredo palavra a palavra e página a página, como fiz e trabalhei com a tua querida tia Perrenelle, que recordo tão intensamente. Assim, coloquei a mestria neste livro, a fim de que não te esqueças do grande bem que Deus te concede e para que te favoreça. Isto para que não deixes, em sua lembrança, de lhe cantar e salmodiar teus louvores. E nada pode ser mais adequado para celebrar tão bom acontecimento do que cânticos exaltados. Assim, escrevi este livro pela minha própria mão, e que havia destinado à igreja Saint-Jacques, estando na dita paróquia, depois de encontrar o livro do Judeu Abraham, não quis vender este por dinheiro e guardei-o com muito cuidado para nele escrever o dito segredo da alquimia em letras e caracteres da minha imaginação, de que te dou a chave. Cuida, pois, de o manter secreto e não te esqueças nunca de, em silêncio, te recordares de mim, quando eu estiver no sudário, relembrando que, agora, te preparei tal documento, a fim de que te faças um grande mestre da alquimia filosofal, pois contribuí para meu prazer, desejo, consolo e fantasia conceder-te tal segredo.
Deste modo, faz como eu próprio fiz e faço ainda agora, sendo de avançada e decrépita idade e tudo em honra e mestria da alquimia, pela via da natureza.
Que seja feito em nome de Deus, Amén. O primeiro passo na Sabedoria é o temor a Deus.
PREFÁCIO.
Eu Nicolau Flamel, Escrivão de Paris, neste ano de 1414, do reinado do nosso bendito príncipe Carlos VI, que Deus abençoou, e após a morte da minha fiel companheira Perrenelle, recordando-me dela, me tomei de fantasia e de satisfação para escrever em teu favor, caro sobrinho, toda a maestria do segredo do Pó de Projecção ou Tintura Filosofal, que aprouve a Deus dispensar a seu insignificante servidor, que eu fiz como tu farás se procederes como te direi. Segue, portanto, com engenho e entendimento os discursos dos Filósofos acerca do segredo, mas não tomes os seus escritos à letra, porque ainda que possam ser entendidos segundo a Natureza, não te seriam úteis. Por isso, não te esqueças de rogar a Deus que te dispense entendimento de razão, de verdade e natureza, para que vejas neste livro, em que está escrito o segredo palavra a palavra e página a página, como fiz e trabalhei com a tua querida tia Perrenelle, que recordo tão intensamente. Assim, coloquei a mestria neste livro, a fim de que não te esqueças do grande bem que Deus te concede e para que te favoreça. Isto para que não deixes, em sua lembrança, de lhe cantar e salmodiar teus louvores. E nada pode ser mais adequado para celebrar tão bom acontecimento do que cânticos exaltados. Assim, escrevi este livro pela minha própria mão, e que havia destinado à igreja Saint-Jacques, estando na dita paróquia, depois de encontrar o livro do Judeu Abraham, não quis vender este por dinheiro e guardei-o com muito cuidado para nele escrever o dito segredo da alquimia em letras e caracteres da minha imaginação, de que te dou a chave. Cuida, pois, de o manter secreto e não te esqueças nunca de, em silêncio, te recordares de mim, quando eu estiver no sudário, relembrando que, agora, te preparei tal documento, a fim de que te faças um grande mestre da alquimia filosofal, pois contribuí para meu prazer, desejo, consolo e fantasia conceder-te tal segredo.
Deste modo, faz como eu próprio fiz e faço ainda agora, sendo de avançada e decrépita idade e tudo em honra e mestria da alquimia, pela via da natureza.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
A Alquimia, de Stanislas Klossowski de Rola
TRECHO:
A grande obra
A primeira tarefa do discípulo consiste na busca da matéria-prima. O seu nome tradicional - Pedra dos Filósofos - nos dá uma idéia bastante clara da substância, servindo-nos para começar a identificá-la. “É realmente uma pedra porque ao ser extraída das minas apresenta as mesmas características exteriores que o resto dos minerais (Fulcanelli, Les Demeures Philosophales)”. Esta Pedra dos Filósofos, ou "sujeito" desta arte, não deve ser confundida com a Pedra Filosofal. Dito sujeito unicamente se converte na Pedra Filosofal quando, após ser transformada e aperfeiçoada pela arte, alcança a sua perfeição final e por conseguinte a propriedade da transformação. Na literatura alquímica, diz-se que a matéria-prima tem um corpo imperfeito, uma alma constante e uma cor penetrante, e que contém um mercúrio claro, transparente, volátil e móvel. Esconde no seu coração o ouro dos filósofos e o mercúrio dos sábios. Recebeu uma multidão de nomes, mas nunca nenhum alquimista revelou publicamente a sua verdadeira natureza. Uma das maiores dificuldades que apresenta a alquimia consiste em identificar esta matéria. Nos textos alquímicos quase sempre se omite toda forma completamente enganosa. A Obra é preparada e levada a cabo utilizando esta única substância que, após ser identificada, deve ser obtida. Para isso é essencial viajar até o lugar da mina e obter o sujeito no seu estado bruto. Isto em si já é uma tarefa árdua, e é necessário fazer um horóscopo para determinar qual é o momento mais propício. A Obra deve ser realizada na primavera do Hemisfério Norte, sob os signos de Áries, Touro ou Gêmeos (a época mais propícia para começar é a de Áries, cujo símbolo celeste corresponde a linguagem esotérica ou críptica, ao nome da matéria-prima). Como preliminar à Obra, o sujeito deve ser purificado, libertado dos detritos. Isto se realiza utilizando técnicas bem conhecidas pelos metalúrgicos; diz-se, no entanto, que ditas técnicas requerem muita paciência, ingênio e esforço. Outra operação consiste na preparação do fogo secreto, Ignis Innaturalis, também denominado fogo natural. Os alquimistas definem este fogo secreto ou Primeiro Agente, como água seca que não molha as mãos e como o fogo que arde sem chamas. Este é um tema que deu origem a incontáveis equívocos e confusões. Pontanus reconhece ter equivocado neste ponto mais de duzentas vezes. Realmente, essa substância é o sal, preparado a partir de cremor tártaro mediante um processo que requer perícia e um perfeito conhecimento da química. O processo inclui a utilização do orvalho primaveril, que se recolhe de uma forma ingeniosa e poética e que a continuação é o destilado. Quando já estão preparados a matéria-prima e o Primeiro Agente da Obra, os preliminares se dão praticamente por finalizados. A matéria-prima é introduzida num morteiro de ágata (ou de alguma outra substância de grande dureza), é amassada com o maço, misturado com o fogo secreto e umedecida com o orvalho. A "mistura" resultante é introduzida na continuação, num recipiente herméticamente fechado ou "Ovo Filosofal", que se coloca no interior do forno de Atenor, o forno dos Filósofos. Este Atenor está desenhado de tal forma que o ovo pode se manter a uma temperatura constante durante longos períodos de tempo. O fogo exterior estimula a ação do fogo interior, razão pela qual deve ser controlado; em caso contrário embora o recipiente não se rompa, todo o trabalho se estragará. Durante essa etapa inicial, o calor do nascimento dos pintinhos tem muitos pontos em comum com o processo alquímico. Dentro do ovo, os dois princípios contidos na matéria prima - um solar, quente e masculino, conhecido como enxofre, e o outro lunar, frio e feminino, conhecido como mercúrio - atuam um sobre o outro. “Então, estes dois (que Avicena chama a cadela Corascene e o cão Armênio)” - escreve Nicolas Flamel - "estes dois, digo, ao colocá-los juntos no recipiente do sepulcro, se mordem de uma forma cruel e pelo seu forte veneno e terrível ira nunca se soltam a partir do momento em que se agarram (se o frio não o impede), até que os dois como conseqüência das suas babas venenosas e dos seus ataques mortais, terminam completamente ensangüentados e acabam matando-se e cozinhando-se no seu próprio veneno que, depois da sua morte, os converte em formas naturais e primitivas, para passar depois assumir uma forma nova, mais nobre e melhor". Desta forma, a morte - que é uma separação - lhe segue um longo processo de decadência que dura até que tudo apodrece e os contrários se dissolvem no nigredo líquido. Esta escuridão que supera todas as outras escuridões, este negrume entre os negrumes, é o primeiro signo inequívoco de que se dá conta de estar no bom caminho; daí o aforismo dos alquimistas: “Não há geração sem corrupção”. A etapa de negrume acaba quando a superfície do mercúrio voa pelo ar alquímico dentro do microcosmo do Ovo Filosofal, "no ventre do vento", recebendo as influências celestinas e puricicadoras de cima. Volta a cair, sublimado, sobre a Nova Terra que finalmente emerge. Ao ir aumentando muito lentamente a intensidade do fogo exterior, as partes secas vão ganhando terreno às úmidas, até que o continente aparecido se coagula e se desseca completamente. Enquanto isto sucede, aparece um incontável número de belas cores que correspondem à etapa conhecida como Causa do Pavão Real. No final do "segundo trabalho" aparece a Brancura, o albedo. Quando se alcança a Brancura, diz-se que o sujeito já tem força suficiente para resistir ao calor do fogo e só tem que dar um passo mais para que o Rei Vermelho ou Enxofre dos Sábios, saia do ventre da sua mãe e irmã, Ísis ou o mercúrio, Rosa Alva, a Rosa Branca. No terceiro trabalho se recapitulam as operações do primeiro, que adquirem agora um novo significado. Começa com pompa de uma boda real. O Rei se reúne no Fogo do Amor (o sal ou fogo secreto) com a Rainha bendita. Como Cadmo atravessou a serpente com a sua lança, o enxofre vermelho fixa o mercúrio branco, e com esta união se consegue a perfeição final, nascendo a Pedra Filosofal.
Resumindo brevemente:
Dentro da Obra existem três pedras ou três trabalhos ou três graus de perfeição.
O primeiro trabalho termina quando o sujeito está completamente purificado (mediante sucessivas destilações e solidificações) e reduzindo a uma substância mercúrica pura.
O segundo grau da perfeição se alcança quando dito sujeito foi cozido, digerido e fixado, convertido-se no enxofre incombustível.
A terceira pedra aparece quando o sujeito foi fermentado, se multiplicou e alcançou a Perfeição Final, sendo uma tintura fixa e permanente: a Pedra Filosofal.
A grande obra
A primeira tarefa do discípulo consiste na busca da matéria-prima. O seu nome tradicional - Pedra dos Filósofos - nos dá uma idéia bastante clara da substância, servindo-nos para começar a identificá-la. “É realmente uma pedra porque ao ser extraída das minas apresenta as mesmas características exteriores que o resto dos minerais (Fulcanelli, Les Demeures Philosophales)”. Esta Pedra dos Filósofos, ou "sujeito" desta arte, não deve ser confundida com a Pedra Filosofal. Dito sujeito unicamente se converte na Pedra Filosofal quando, após ser transformada e aperfeiçoada pela arte, alcança a sua perfeição final e por conseguinte a propriedade da transformação. Na literatura alquímica, diz-se que a matéria-prima tem um corpo imperfeito, uma alma constante e uma cor penetrante, e que contém um mercúrio claro, transparente, volátil e móvel. Esconde no seu coração o ouro dos filósofos e o mercúrio dos sábios. Recebeu uma multidão de nomes, mas nunca nenhum alquimista revelou publicamente a sua verdadeira natureza. Uma das maiores dificuldades que apresenta a alquimia consiste em identificar esta matéria. Nos textos alquímicos quase sempre se omite toda forma completamente enganosa. A Obra é preparada e levada a cabo utilizando esta única substância que, após ser identificada, deve ser obtida. Para isso é essencial viajar até o lugar da mina e obter o sujeito no seu estado bruto. Isto em si já é uma tarefa árdua, e é necessário fazer um horóscopo para determinar qual é o momento mais propício. A Obra deve ser realizada na primavera do Hemisfério Norte, sob os signos de Áries, Touro ou Gêmeos (a época mais propícia para começar é a de Áries, cujo símbolo celeste corresponde a linguagem esotérica ou críptica, ao nome da matéria-prima). Como preliminar à Obra, o sujeito deve ser purificado, libertado dos detritos. Isto se realiza utilizando técnicas bem conhecidas pelos metalúrgicos; diz-se, no entanto, que ditas técnicas requerem muita paciência, ingênio e esforço. Outra operação consiste na preparação do fogo secreto, Ignis Innaturalis, também denominado fogo natural. Os alquimistas definem este fogo secreto ou Primeiro Agente, como água seca que não molha as mãos e como o fogo que arde sem chamas. Este é um tema que deu origem a incontáveis equívocos e confusões. Pontanus reconhece ter equivocado neste ponto mais de duzentas vezes. Realmente, essa substância é o sal, preparado a partir de cremor tártaro mediante um processo que requer perícia e um perfeito conhecimento da química. O processo inclui a utilização do orvalho primaveril, que se recolhe de uma forma ingeniosa e poética e que a continuação é o destilado. Quando já estão preparados a matéria-prima e o Primeiro Agente da Obra, os preliminares se dão praticamente por finalizados. A matéria-prima é introduzida num morteiro de ágata (ou de alguma outra substância de grande dureza), é amassada com o maço, misturado com o fogo secreto e umedecida com o orvalho. A "mistura" resultante é introduzida na continuação, num recipiente herméticamente fechado ou "Ovo Filosofal", que se coloca no interior do forno de Atenor, o forno dos Filósofos. Este Atenor está desenhado de tal forma que o ovo pode se manter a uma temperatura constante durante longos períodos de tempo. O fogo exterior estimula a ação do fogo interior, razão pela qual deve ser controlado; em caso contrário embora o recipiente não se rompa, todo o trabalho se estragará. Durante essa etapa inicial, o calor do nascimento dos pintinhos tem muitos pontos em comum com o processo alquímico. Dentro do ovo, os dois princípios contidos na matéria prima - um solar, quente e masculino, conhecido como enxofre, e o outro lunar, frio e feminino, conhecido como mercúrio - atuam um sobre o outro. “Então, estes dois (que Avicena chama a cadela Corascene e o cão Armênio)” - escreve Nicolas Flamel - "estes dois, digo, ao colocá-los juntos no recipiente do sepulcro, se mordem de uma forma cruel e pelo seu forte veneno e terrível ira nunca se soltam a partir do momento em que se agarram (se o frio não o impede), até que os dois como conseqüência das suas babas venenosas e dos seus ataques mortais, terminam completamente ensangüentados e acabam matando-se e cozinhando-se no seu próprio veneno que, depois da sua morte, os converte em formas naturais e primitivas, para passar depois assumir uma forma nova, mais nobre e melhor". Desta forma, a morte - que é uma separação - lhe segue um longo processo de decadência que dura até que tudo apodrece e os contrários se dissolvem no nigredo líquido. Esta escuridão que supera todas as outras escuridões, este negrume entre os negrumes, é o primeiro signo inequívoco de que se dá conta de estar no bom caminho; daí o aforismo dos alquimistas: “Não há geração sem corrupção”. A etapa de negrume acaba quando a superfície do mercúrio voa pelo ar alquímico dentro do microcosmo do Ovo Filosofal, "no ventre do vento", recebendo as influências celestinas e puricicadoras de cima. Volta a cair, sublimado, sobre a Nova Terra que finalmente emerge. Ao ir aumentando muito lentamente a intensidade do fogo exterior, as partes secas vão ganhando terreno às úmidas, até que o continente aparecido se coagula e se desseca completamente. Enquanto isto sucede, aparece um incontável número de belas cores que correspondem à etapa conhecida como Causa do Pavão Real. No final do "segundo trabalho" aparece a Brancura, o albedo. Quando se alcança a Brancura, diz-se que o sujeito já tem força suficiente para resistir ao calor do fogo e só tem que dar um passo mais para que o Rei Vermelho ou Enxofre dos Sábios, saia do ventre da sua mãe e irmã, Ísis ou o mercúrio, Rosa Alva, a Rosa Branca. No terceiro trabalho se recapitulam as operações do primeiro, que adquirem agora um novo significado. Começa com pompa de uma boda real. O Rei se reúne no Fogo do Amor (o sal ou fogo secreto) com a Rainha bendita. Como Cadmo atravessou a serpente com a sua lança, o enxofre vermelho fixa o mercúrio branco, e com esta união se consegue a perfeição final, nascendo a Pedra Filosofal.
Resumindo brevemente:
Dentro da Obra existem três pedras ou três trabalhos ou três graus de perfeição.
O primeiro trabalho termina quando o sujeito está completamente purificado (mediante sucessivas destilações e solidificações) e reduzindo a uma substância mercúrica pura.
O segundo grau da perfeição se alcança quando dito sujeito foi cozido, digerido e fixado, convertido-se no enxofre incombustível.
A terceira pedra aparece quando o sujeito foi fermentado, se multiplicou e alcançou a Perfeição Final, sendo uma tintura fixa e permanente: a Pedra Filosofal.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Versus Esmeraldinos
A Alquimia, precursora da Química moderna e da Medicina, foi a ciência principal durante a Idade Média. A busca da Pedra Filosofal e da capacidade de transmutação dos metais, incluia não só as experiências químicas, mas também uma série de rituais. A filosofia Hermética era um de seus alicerces, assim também como partes da Cabala e da Magia.
Ao longo do tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no próprio homem, numa espécie de Alquimia da Alma; diversos outros permaneceram na busca sem sucesso do processo de transformação de metais menos nobres em ouro; afirma-se que alguns mestres atingiram este objetivo...
A Alquimia também preocupava-se com a Cosmogonia do Universo, com a Astrologia e a Matemática. Os escritos alquímicos, constituiam-se muitas vêzes de grandes pantáculos e de esquemas e figuras complexas, onde procuravam sintetizar a sua mensagem simbólicamente de modo gráfico e, na maioria das vêzes, de modo codificado ou dissimulado, daí, talvez a conontação dada ao termo hermético = fechado, assessível apenas para os iniciados.
Da ligação com o Hermetismo, a lei da analogia e o domínio dos três planos podem ser expressos nos dizeres abaixo, atribuidos a Tábua de Esmeralda de Hermes, conhecidos também como
Versos Esmeraldinos
"É verdade, correto e sem falsidade, que o que está em baixo, é como é em cima, para cumprir-se a Grande Obra. Como todas as coisas derivam-se da Coisa Única, pela vontade e pela palavra daquele Único que as mentalizou, assim também tudo deve a sua existência a esta Unidade, pela ordem Natural, e tudo pode ser aperfeiçoado por adaptação àquela Mente.
Seu pai é o Sol; sua mãe a Lua, o Vento a transporta em seu ventre, sua nutriz é a Terra. Este ente é o pai de todas as coisas do Mundo. Seu poder é imenso e perfeito, quando novamente separada da Terra. Separas pois o Fogo da Terra, o sutil do denso, mas com cuidado, com grande habilidade e critério.
Ela sobe da Terra ao Céu e novamente desce à Terra, renascendo e assim tomando para sí o poder de Cima e o poder de Baixo. Desta forma o explendor do mundo será todo teu, possuirás todas as glórias do universo e quaisquer trevas afastar-se-ão de tí. Nisso consiste o poder poderoso de todo poder; capaz de vencer todo o sutil e penetrar tudo o que é sólido. Do mesmo modo o universo é criado. De lá vem as realizações maravilhosas, e seu mecanismo é o mesmo.
É por isso que sou chamado Hermes Trismegistus, possuindo poder sobre os três aspectos da filosofia universal. O que eu disse da obra-mestra da Arte Alquímica, a Obra Solar, aqui está dito e encerra tudo."
BAIXAR PDF
Ao longo do tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no próprio homem, numa espécie de Alquimia da Alma; diversos outros permaneceram na busca sem sucesso do processo de transformação de metais menos nobres em ouro; afirma-se que alguns mestres atingiram este objetivo...
A Alquimia também preocupava-se com a Cosmogonia do Universo, com a Astrologia e a Matemática. Os escritos alquímicos, constituiam-se muitas vêzes de grandes pantáculos e de esquemas e figuras complexas, onde procuravam sintetizar a sua mensagem simbólicamente de modo gráfico e, na maioria das vêzes, de modo codificado ou dissimulado, daí, talvez a conontação dada ao termo hermético = fechado, assessível apenas para os iniciados.
Da ligação com o Hermetismo, a lei da analogia e o domínio dos três planos podem ser expressos nos dizeres abaixo, atribuidos a Tábua de Esmeralda de Hermes, conhecidos também como
Versos Esmeraldinos
"É verdade, correto e sem falsidade, que o que está em baixo, é como é em cima, para cumprir-se a Grande Obra. Como todas as coisas derivam-se da Coisa Única, pela vontade e pela palavra daquele Único que as mentalizou, assim também tudo deve a sua existência a esta Unidade, pela ordem Natural, e tudo pode ser aperfeiçoado por adaptação àquela Mente.
Seu pai é o Sol; sua mãe a Lua, o Vento a transporta em seu ventre, sua nutriz é a Terra. Este ente é o pai de todas as coisas do Mundo. Seu poder é imenso e perfeito, quando novamente separada da Terra. Separas pois o Fogo da Terra, o sutil do denso, mas com cuidado, com grande habilidade e critério.
Ela sobe da Terra ao Céu e novamente desce à Terra, renascendo e assim tomando para sí o poder de Cima e o poder de Baixo. Desta forma o explendor do mundo será todo teu, possuirás todas as glórias do universo e quaisquer trevas afastar-se-ão de tí. Nisso consiste o poder poderoso de todo poder; capaz de vencer todo o sutil e penetrar tudo o que é sólido. Do mesmo modo o universo é criado. De lá vem as realizações maravilhosas, e seu mecanismo é o mesmo.
É por isso que sou chamado Hermes Trismegistus, possuindo poder sobre os três aspectos da filosofia universal. O que eu disse da obra-mestra da Arte Alquímica, a Obra Solar, aqui está dito e encerra tudo."
BAIXAR PDF
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Alquimia: Introdução ao Simbolismo e à Psicologia, de Marie-Louise von Franz
ALQUIMIA
Cânticos que ressonam na noite, como serpentes ondeantes de bravura; dossel de fina gaze transfiguram um solene ritual, deste poder. Rebeldes, mas heróicos foram sempre aqueles que, em virtude de estímulo, puderam entregar sem calcular. Quem usou dessa magia inigualável, é que foi; em seu princípio, venerável escudeiro ao som do louvável. Heróica redenção, do Alto Rei, que assumiu suas potências invisíveis, e ao querer perdurar, no possível, em seu castelo fez seu quartel. Horizontes perdidos, foram eles, que uniram sua dor, ao balancim de finas cascavéis que ressonam, e ao céu, configuram seu vir. Se o forte pedestal, ficou na cúpula, a tocha de sua fé o iluminará, encontrando a pedra e, a sua luz, enfrentando-se a ela prenderá. Quiseram escrutinar no profundo, e, desse misterioso escavar, puderam verter nas trevas, tirando do escuro a verdade.
E dela, seu calor, deu-lhes abrigo
que, em simultâneo amor os unirá.
Velozmente, sua marcha será um trio
virginal, alegórico e ritual
que será ouvido sempre, do ninho,
onde o grito foi sua pátria de domínio,
e sossegarão as vozes sem sentido, quando
surgir da alquimia, a verdade, e em
foros de princípios intangíveis, o
cósmico, verter em alusivos arquétipos
que fracionam o visível, com atenuantes
olhares de chegar, o arquivo onde nascem
as sementes, que em cativa, brilhante e
branca fonte, renascem como aves, a voar
ao escabelo onde têm suas figuras, que,
retomam as linhas que os guiam com
premissas de um Todo, ao Total.
E escutando as vozes do Oriente,
terão muito que ver no presente,
desta forja ardente, em eclosão.
Eram todos eones que, perdidos,
transitavam o arco de um esquecimento,
e foram a verdade e a razão detrás da magia,
que perene, tinha como débil,
sua missão. O lugar dos grandes
campeões, tenazmente, é pinçar
nos arcanos de um passado que deve
vislumbrar. Não é de hoje mas; sempre
foram leais, os que usaram sua magia e
seus rituais para dar ao embrião, sua grande
missão, da tripla energia que hoje culmina na visão do grande,
em redenção.
E neste demitir dessa grande forma,
pretender discernir o grande mistério,
possivelmente, quem fora dono, do império que
encerra a palavra, transmutar. A
alquimia que, talvez, foi figurada em
remotos começos de um passado, para abrir
na via, seu caudal de verdades sutis,
irrompidas por vistas, que cessaram em um
dia e hoje começam talvez seu cavalgar,
surgindo qual brilhante trilogia que é:
fôlego, verdade e domínio. Cinzele
de esculpidas impressões foram sempre a
razão desses campeões que souberam
honrar a grande verdade, e, nestas letras
que hoje, estão escritas, verificam que desta
grande alquimia seus passos puderam
encontrar, e ao chegar ao fundo desse
evento, discernir do efêmero, o real.
Chela Sisti - Elio A. Casali
BAIXAR PDF
Cânticos que ressonam na noite, como serpentes ondeantes de bravura; dossel de fina gaze transfiguram um solene ritual, deste poder. Rebeldes, mas heróicos foram sempre aqueles que, em virtude de estímulo, puderam entregar sem calcular. Quem usou dessa magia inigualável, é que foi; em seu princípio, venerável escudeiro ao som do louvável. Heróica redenção, do Alto Rei, que assumiu suas potências invisíveis, e ao querer perdurar, no possível, em seu castelo fez seu quartel. Horizontes perdidos, foram eles, que uniram sua dor, ao balancim de finas cascavéis que ressonam, e ao céu, configuram seu vir. Se o forte pedestal, ficou na cúpula, a tocha de sua fé o iluminará, encontrando a pedra e, a sua luz, enfrentando-se a ela prenderá. Quiseram escrutinar no profundo, e, desse misterioso escavar, puderam verter nas trevas, tirando do escuro a verdade.
E dela, seu calor, deu-lhes abrigo
que, em simultâneo amor os unirá.
Velozmente, sua marcha será um trio
virginal, alegórico e ritual
que será ouvido sempre, do ninho,
onde o grito foi sua pátria de domínio,
e sossegarão as vozes sem sentido, quando
surgir da alquimia, a verdade, e em
foros de princípios intangíveis, o
cósmico, verter em alusivos arquétipos
que fracionam o visível, com atenuantes
olhares de chegar, o arquivo onde nascem
as sementes, que em cativa, brilhante e
branca fonte, renascem como aves, a voar
ao escabelo onde têm suas figuras, que,
retomam as linhas que os guiam com
premissas de um Todo, ao Total.
E escutando as vozes do Oriente,
terão muito que ver no presente,
desta forja ardente, em eclosão.
Eram todos eones que, perdidos,
transitavam o arco de um esquecimento,
e foram a verdade e a razão detrás da magia,
que perene, tinha como débil,
sua missão. O lugar dos grandes
campeões, tenazmente, é pinçar
nos arcanos de um passado que deve
vislumbrar. Não é de hoje mas; sempre
foram leais, os que usaram sua magia e
seus rituais para dar ao embrião, sua grande
missão, da tripla energia que hoje culmina na visão do grande,
em redenção.
E neste demitir dessa grande forma,
pretender discernir o grande mistério,
possivelmente, quem fora dono, do império que
encerra a palavra, transmutar. A
alquimia que, talvez, foi figurada em
remotos começos de um passado, para abrir
na via, seu caudal de verdades sutis,
irrompidas por vistas, que cessaram em um
dia e hoje começam talvez seu cavalgar,
surgindo qual brilhante trilogia que é:
fôlego, verdade e domínio. Cinzele
de esculpidas impressões foram sempre a
razão desses campeões que souberam
honrar a grande verdade, e, nestas letras
que hoje, estão escritas, verificam que desta
grande alquimia seus passos puderam
encontrar, e ao chegar ao fundo desse
evento, discernir do efêmero, o real.
Chela Sisti - Elio A. Casali
BAIXAR PDF
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O Composto Dos Compostos, de Alberto o Grande
INTRODUÇÃO
de Rubellus Petrinus
Alberto o Grande, chamado também Alberto Magno, nasceu numa família nobre dos condes de Bollstad, em Lawingem, ducado de Neuburg, no ano de 1193. Ingressou na Ordem dos Pregadores de S. Domingos, onde esteve até 1222. Era um homem muito inteligente. Ensinou Teologia e Filosofia nas escolas da Ordem e adquiriu fama em toda a Europa, pela variedade e profundidade dos seus conhecimentos. Em Colónia, distinguiu Tomás de Aquino entre os seus alunos, com o qual manteve sempre uma estreita amizade. Acompanhado por ele, dirigiu-se a Paris em 1245, para se graduar em Magister. Deu diversos cursos publicamente.
Estudou, mais tarde, em Veneza, na escola de Giordano. Voltou a Colónia em 1248. Em 1254, foi nomeado Provincial dos dominicanos e, em 1260, bispo de Ratisbona. Renunciou a todos os cargos no ano de 1263 e retirou-se num convento de Colónia, consagrando-se exclusivamente aos estudos.
Escreveu numerosos tratados sobre diversos temas, entre os quais, Teologia e Alquimia. Desfrutou entre os seus contemporâneos de indiscutível autoridade e, por isso, se dizia: "Albertus, Magnus em Magia, maior em Filosofia, máximo em Teologia". Morreu em Colónia com oitenta e sete anos a 8 de Abril de 1280.
Alberto o Grande, foi um dos maiores alquimistas do passado. O Composto dos Compostos é a sua obra mais importante. Tal como Raimundo Lúlio, Basílio Valentim, Nicolau Flamel e outros grandes alquimistas, o Mestre escreveu, esta obra, também em linguagem clara, o que não é usual fazer-se. Por isso, foi grande a sua generosidade para com os filhos da Arte.
Mas, não se iludam os que pensam que, pelo facto dela ter sido escrita em linguagem clara, a poderão realizar facilmente. A sua compreensão, tal como outrora, continua vedada àqueles que não tenham conhecimentos alquímicos e espagíricos, bem como das artes e ofícios daquela época.
Por isso, aconselhamos todos aqueles que desejarem ir mais além e tentarem fazer esta obra, que estudem o Traité de la Chymie de Cristophle Glaser, boticário ordinário do Rei e de Monsenhor o Duque de Orleans, Paris 1661, ou o Cours de Chymie do seu discípulo M. Lemery, doutor em medicina da Academia Real das Ciências, Paris, 1750.
Antes de terminar esta introdução, desejamos, também, dar alguns conselhos aos estudantes interessados na nossa Arte: todas as matérias referidas nesta obra, deverão ser canónicas e preparadas como manda a Arte.
O vitríolo deverá ser extraído da água infiltrada nas minas de pirite ou de calcopirite que escorrendo para o exterior das minas a céu aberto, forma aí, pequenos lagos; o azougue comum, proveniente da destilação do cinábrio natural; o salitre e o sal amoníaco de origem animal ou revivificados; o sal comum, proveniente das salinas e, por fim, o tártaro dos tonéis de vinho e tratado segundo a Arte.
Finalmente, queremos advertir aqueles que não tenham experiência de laboratório e do manuseamento destas substâncias químicas, que se abstenham de o fazer, porque correrão sérios riscos e até poderão por em perigo a sua vida, bem como a de outras pessoas que estiverem na proximidade.
A substância fundamental que é necessário obter, por sublimação do azougue vulgar ou do seu sulfureto natural pela via húmida, é o perigoso sublimado corrosivo, cujos vapores, extremamente tóxicos, se forem emanados para o exterior do aludel, acidentalmente, por erro de manuseamento ou pela quebra do vaso, podem, causar envenenamento a quem os respirar.
Também as águas, prima, segunda, terça e quarta, quando em contacto com a pele, podem causar graves danos. Os gases emanados das respectivas reações são, igualmente, muito tóxicos. Os Mestres têm toda a razão quando nos advertem: "Guardai-vos de respirar o hálito venenoso do dragão porque ele mata quem o respirar".
Os vasos, tais como o aludel e o capitel cego para sublimar o mercúrio, deverão ser confeccionados em grés por um oleiro competente. Os vasos de vidro Pirex, mesmo em banho de areia, resistem mal à temperatura necessária à sublimação do mercúrio. O alambique para destilação da água quarta poderá ser feito de vidro Pirex por um mestre vidreiro. Os restantes vasos, poderão ser balões esféricos de vidro Pirex com as respectivas tampas rodadas a esmeril.
Estes são os conselhos que vos podemos dar para que, por negligência ou desconhecimento, nada de mal vos possa acontecer. A alquimia, tal como a química, tem os seus riscos, que teremos de evitar ou minimizar.
Por experiência pessoal, poderemos ainda dizer-vos, caridosamente, que a "chave" (segredo) desta obra é a destilação da água quarta, isto é, fazer passar pelo bico do alambique o sublimado previamente dissolvido na água terça.
Queluz, Advento de 1998.
Rubellus Petrinus
BAIXAR PDF
de Rubellus Petrinus
Alberto o Grande, chamado também Alberto Magno, nasceu numa família nobre dos condes de Bollstad, em Lawingem, ducado de Neuburg, no ano de 1193. Ingressou na Ordem dos Pregadores de S. Domingos, onde esteve até 1222. Era um homem muito inteligente. Ensinou Teologia e Filosofia nas escolas da Ordem e adquiriu fama em toda a Europa, pela variedade e profundidade dos seus conhecimentos. Em Colónia, distinguiu Tomás de Aquino entre os seus alunos, com o qual manteve sempre uma estreita amizade. Acompanhado por ele, dirigiu-se a Paris em 1245, para se graduar em Magister. Deu diversos cursos publicamente.
Estudou, mais tarde, em Veneza, na escola de Giordano. Voltou a Colónia em 1248. Em 1254, foi nomeado Provincial dos dominicanos e, em 1260, bispo de Ratisbona. Renunciou a todos os cargos no ano de 1263 e retirou-se num convento de Colónia, consagrando-se exclusivamente aos estudos.
Escreveu numerosos tratados sobre diversos temas, entre os quais, Teologia e Alquimia. Desfrutou entre os seus contemporâneos de indiscutível autoridade e, por isso, se dizia: "Albertus, Magnus em Magia, maior em Filosofia, máximo em Teologia". Morreu em Colónia com oitenta e sete anos a 8 de Abril de 1280.
Alberto o Grande, foi um dos maiores alquimistas do passado. O Composto dos Compostos é a sua obra mais importante. Tal como Raimundo Lúlio, Basílio Valentim, Nicolau Flamel e outros grandes alquimistas, o Mestre escreveu, esta obra, também em linguagem clara, o que não é usual fazer-se. Por isso, foi grande a sua generosidade para com os filhos da Arte.
Mas, não se iludam os que pensam que, pelo facto dela ter sido escrita em linguagem clara, a poderão realizar facilmente. A sua compreensão, tal como outrora, continua vedada àqueles que não tenham conhecimentos alquímicos e espagíricos, bem como das artes e ofícios daquela época.
Por isso, aconselhamos todos aqueles que desejarem ir mais além e tentarem fazer esta obra, que estudem o Traité de la Chymie de Cristophle Glaser, boticário ordinário do Rei e de Monsenhor o Duque de Orleans, Paris 1661, ou o Cours de Chymie do seu discípulo M. Lemery, doutor em medicina da Academia Real das Ciências, Paris, 1750.
Antes de terminar esta introdução, desejamos, também, dar alguns conselhos aos estudantes interessados na nossa Arte: todas as matérias referidas nesta obra, deverão ser canónicas e preparadas como manda a Arte.
O vitríolo deverá ser extraído da água infiltrada nas minas de pirite ou de calcopirite que escorrendo para o exterior das minas a céu aberto, forma aí, pequenos lagos; o azougue comum, proveniente da destilação do cinábrio natural; o salitre e o sal amoníaco de origem animal ou revivificados; o sal comum, proveniente das salinas e, por fim, o tártaro dos tonéis de vinho e tratado segundo a Arte.
Finalmente, queremos advertir aqueles que não tenham experiência de laboratório e do manuseamento destas substâncias químicas, que se abstenham de o fazer, porque correrão sérios riscos e até poderão por em perigo a sua vida, bem como a de outras pessoas que estiverem na proximidade.
A substância fundamental que é necessário obter, por sublimação do azougue vulgar ou do seu sulfureto natural pela via húmida, é o perigoso sublimado corrosivo, cujos vapores, extremamente tóxicos, se forem emanados para o exterior do aludel, acidentalmente, por erro de manuseamento ou pela quebra do vaso, podem, causar envenenamento a quem os respirar.
Também as águas, prima, segunda, terça e quarta, quando em contacto com a pele, podem causar graves danos. Os gases emanados das respectivas reações são, igualmente, muito tóxicos. Os Mestres têm toda a razão quando nos advertem: "Guardai-vos de respirar o hálito venenoso do dragão porque ele mata quem o respirar".
Os vasos, tais como o aludel e o capitel cego para sublimar o mercúrio, deverão ser confeccionados em grés por um oleiro competente. Os vasos de vidro Pirex, mesmo em banho de areia, resistem mal à temperatura necessária à sublimação do mercúrio. O alambique para destilação da água quarta poderá ser feito de vidro Pirex por um mestre vidreiro. Os restantes vasos, poderão ser balões esféricos de vidro Pirex com as respectivas tampas rodadas a esmeril.
Estes são os conselhos que vos podemos dar para que, por negligência ou desconhecimento, nada de mal vos possa acontecer. A alquimia, tal como a química, tem os seus riscos, que teremos de evitar ou minimizar.
Por experiência pessoal, poderemos ainda dizer-vos, caridosamente, que a "chave" (segredo) desta obra é a destilação da água quarta, isto é, fazer passar pelo bico do alambique o sublimado previamente dissolvido na água terça.
Queluz, Advento de 1998.
Rubellus Petrinus
BAIXAR PDF
quarta-feira, 26 de março de 2008
Para a preparação do Mercúrio Filosófico, pela Lua e o Régulo Marcial Estrelado, para a Pedra Filosofal, de Ireneu Filaleto / Irineu Filaleto
O presente tratado foi escrito por Eirenaeus Philalethes, cidadão Inglês e Cosmopolita e traduzido da Collectanea Chemica por Rubellus Petrinus.
Experiências
1. O Segredo do Arsénico Filosófico.
Tomei uma parte do Dragão Ígneo e duas partes do Corpo Magnético; preparei-os juntos por meio de um fogo forte, e na primeira fusão (1) foram feitas cerca de oito onças do verdadeiro arsénico.
2. Segredo para preparar o Mercúrio com o seu Arsénico e separar-lhe as fezes.
Tomei uma parte de bom arsénico, e fiz o casamento com duas partes da Virgem Diana e uni-os num só corpo: triturei finamente, e com isto preparei o meu Mercúrio, trabalhando todo o conjunto no calor até que eles estivessem muito bem preparados; em seguida, purguei-os com o sal de urina para separar as fezes que recolhi separadamente.
3. A Purificação do Mercúrio Filosófico.
O Mercúrio assim preparado está ainda contaminado com alguma impureza externa, e por isso destila-o três ou quatro vezes num alambique apropriado, com a sua cucúrbita de aço; depois lava-o com sal de urina até que ele seja claro e brilhante, e que não deixe rasto ao escorrer.
BAIXAR PDF
Experiências
1. O Segredo do Arsénico Filosófico.
Tomei uma parte do Dragão Ígneo e duas partes do Corpo Magnético; preparei-os juntos por meio de um fogo forte, e na primeira fusão (1) foram feitas cerca de oito onças do verdadeiro arsénico.
2. Segredo para preparar o Mercúrio com o seu Arsénico e separar-lhe as fezes.
Tomei uma parte de bom arsénico, e fiz o casamento com duas partes da Virgem Diana e uni-os num só corpo: triturei finamente, e com isto preparei o meu Mercúrio, trabalhando todo o conjunto no calor até que eles estivessem muito bem preparados; em seguida, purguei-os com o sal de urina para separar as fezes que recolhi separadamente.
3. A Purificação do Mercúrio Filosófico.
O Mercúrio assim preparado está ainda contaminado com alguma impureza externa, e por isso destila-o três ou quatro vezes num alambique apropriado, com a sua cucúrbita de aço; depois lava-o com sal de urina até que ele seja claro e brilhante, e que não deixe rasto ao escorrer.
BAIXAR PDF
sexta-feira, 7 de março de 2008
Vida E Doutrina De Jacob Boehme - O Filósofo Instruído Por Deus - Uma Introdução Aos Estudos De Suas Obras, de Franz Hartmann
"Meus escritos são para aqueles que desejam receber a verdade, num estado de mente simples e infantil, pois eles possuirão o reino de Deus. Escrevi unicamente para aqueles que buscam; para os astutos e expertos, nada tenho a dizer". (Threefold Life, xv.65)
"Nem o dinheiro, nem as posses mundanas, nem a ciência, nem a autoridade, nada disso trará a vós o doce descanso do paraíso, que só pode ser atingido através do nobre conhecimento de si mesmo. Lá poderás vestir tua alma; trata-se da pérola que não é devorada pelas traças, e que nenhum ladrão pode levar. Busque-a, e encontrarás um nobre tesouro". (Three Principles, ix.1)
"Não escrevo com outro objetivo senão que o homem aprenda a conhecer a si mesmo". (Three Principles, IV.64)
PREFÁCIO
Este livro é uma tentativa de apresentar um compêndio das principais doutrinas de Jacob Boehme em uma certa ordem sistemática, que possa proporcionar uma visão geral e servir também de introdução ao estudo das obras de Jacob Boehme. Segui aqui o plano traçado pelo excelente, mas muito raro livro do Dr. J. Hamberger. Os títulos dos parágrafos têm o objectivo de resumir as citações que os seguem. Tais citações foram, em muitos casos, condensadas, e em alguns casos tentei inseri-las numa fraseologia mais moderna e compreensível do que aquelas verificadas no original, já que estas se apresentavam de forma obscura e intraduzível. Assim agi porque me pareceu muito mais importante que o público, a quem este livro é dirigido, pudesse obter uma visão compreensível das doutrinas de Boehme, do que unicamente o filólogo erudito conseguir saciar sua curiosidade, captando a exacta forma em que Boehme encerrou seus pensamentos. Ao adicionar algumas notas, não tive a presunção de querer aperfeiçoar, comentar, explicar ou esclarecer os escritos de Boehme; é evidente que para ser capaz de criticar, completar ou explicar o conteúdo de um livro divinamente inspirado, o crítico ou aquele que explica necessariamente teria que ter a mesma inspiração divina. Não tenho tal arrogante pretensão; mas quero chamar a atenção do leitor para certos pontos que possam auxiliar sua compreensão.
Comparei, cuidadosamente, as doutrinas de Jacob Boehme com aquelas dos sábios orientais, como as mencionadas na "Doutrina Sagrada" e na literatura religiosa do Oriente; encontrei a mais notável harmonia entre elas quanto ao seu significado esotérico; de fato, a religião de Buda, Krishna e aquela do Cristo me parecem ser uma mesma e idêntica religião. O maior obstáculo para a compreensão dos mistérios da religião do Cristo vivo é a visão bastante estreita que estamos acostumados a ter com relação a tais mistérios, sempre de acordo com a mera interpretação externa e superficial do Velho e do Novo Testamentos, tais como são ministrados pelas igrejas modernas e pelo clericalismo da moda, que se referem a estas doutrinas a partir de um ponto de vista meramente histórico ou emocional.
Um estudo sobre os escritos de Jacob Boehme, que tenha por meta penetrar o espírito com o qual foram escritos, irá com certeza expandir a mente e elevar o coração do leitor, dando-lhe um maior e muito mais sublime concepção de Deus, da Natureza e do homem, do que qualquer outro livro que conheço.
Devo muito a Senhora E. B. Penny, de Cullompton, por seu auxílio nesta difícil tarefa, e também ao Senhor G. W. Redway por suas valiosas sugestões.
Os extratos foram tirados das Obras Completas de Boehme, Amsterdam, 1682.
Franz Hartmann
VIENNA, Setembro 1890.
BAIXAR PDF
"Nem o dinheiro, nem as posses mundanas, nem a ciência, nem a autoridade, nada disso trará a vós o doce descanso do paraíso, que só pode ser atingido através do nobre conhecimento de si mesmo. Lá poderás vestir tua alma; trata-se da pérola que não é devorada pelas traças, e que nenhum ladrão pode levar. Busque-a, e encontrarás um nobre tesouro". (Three Principles, ix.1)
"Não escrevo com outro objetivo senão que o homem aprenda a conhecer a si mesmo". (Three Principles, IV.64)
PREFÁCIO
Este livro é uma tentativa de apresentar um compêndio das principais doutrinas de Jacob Boehme em uma certa ordem sistemática, que possa proporcionar uma visão geral e servir também de introdução ao estudo das obras de Jacob Boehme. Segui aqui o plano traçado pelo excelente, mas muito raro livro do Dr. J. Hamberger. Os títulos dos parágrafos têm o objectivo de resumir as citações que os seguem. Tais citações foram, em muitos casos, condensadas, e em alguns casos tentei inseri-las numa fraseologia mais moderna e compreensível do que aquelas verificadas no original, já que estas se apresentavam de forma obscura e intraduzível. Assim agi porque me pareceu muito mais importante que o público, a quem este livro é dirigido, pudesse obter uma visão compreensível das doutrinas de Boehme, do que unicamente o filólogo erudito conseguir saciar sua curiosidade, captando a exacta forma em que Boehme encerrou seus pensamentos. Ao adicionar algumas notas, não tive a presunção de querer aperfeiçoar, comentar, explicar ou esclarecer os escritos de Boehme; é evidente que para ser capaz de criticar, completar ou explicar o conteúdo de um livro divinamente inspirado, o crítico ou aquele que explica necessariamente teria que ter a mesma inspiração divina. Não tenho tal arrogante pretensão; mas quero chamar a atenção do leitor para certos pontos que possam auxiliar sua compreensão.
Comparei, cuidadosamente, as doutrinas de Jacob Boehme com aquelas dos sábios orientais, como as mencionadas na "Doutrina Sagrada" e na literatura religiosa do Oriente; encontrei a mais notável harmonia entre elas quanto ao seu significado esotérico; de fato, a religião de Buda, Krishna e aquela do Cristo me parecem ser uma mesma e idêntica religião. O maior obstáculo para a compreensão dos mistérios da religião do Cristo vivo é a visão bastante estreita que estamos acostumados a ter com relação a tais mistérios, sempre de acordo com a mera interpretação externa e superficial do Velho e do Novo Testamentos, tais como são ministrados pelas igrejas modernas e pelo clericalismo da moda, que se referem a estas doutrinas a partir de um ponto de vista meramente histórico ou emocional.
Um estudo sobre os escritos de Jacob Boehme, que tenha por meta penetrar o espírito com o qual foram escritos, irá com certeza expandir a mente e elevar o coração do leitor, dando-lhe um maior e muito mais sublime concepção de Deus, da Natureza e do homem, do que qualquer outro livro que conheço.
Devo muito a Senhora E. B. Penny, de Cullompton, por seu auxílio nesta difícil tarefa, e também ao Senhor G. W. Redway por suas valiosas sugestões.
Os extratos foram tirados das Obras Completas de Boehme, Amsterdam, 1682.
Franz Hartmann
VIENNA, Setembro 1890.
BAIXAR PDF
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
Alquimia, Magia E Bruxaria
Alquimia
Conta a lenda que o filósofo e alquimista árabe Averróis enterrou um raio de sol sob a primeira coluna à esquerda da mesquita de Córdoba, acreditando que, transcorridos oito mil anos, ele se converteria em ouro.
A alquimia foi uma atividade pré-científica que visava alcançar uma melhor compreensão do cosmo, da matéria e do homem. Em particular, através do conhecimento da natureza da matéria, os alquimistas visavam transformá-la e transmutar metais de pouco valor em ouro e prata.
Características da alquimia. Segundo os alquimistas, através de certas técnicas, que envolviam ciência, arte e religião, seria possível conseguir a transmutação de uma substância em outra. Por haverem desenvolvido e utilizado diversos procedimentos de laboratório, a alquimia foi uma atividade precursora da química, que lhe deve a descoberta de inúmeras substâncias e a invenção de grande variedade de instrumentos, que mais tarde desempenhariam papel de destaque no domínio da metodologia científica.
A teoria da transmutação baseava-se na interpretação dada pela filosofia clássica grega à composição da matéria. Na época de Aristóteles, acreditava-se que toda substância compunha-se de diferentes proporções dos quatro elementos fundamentais: água, ar, fogo e terra. A partir desse princípio, os alquimistas desenvolveram seu postulado fundamental: "A matéria é única e pode sofrer transmutações mediante a variação das proporções entre seus componentes." Os alquimistas acreditavam também na existência de uma substância capaz de provocar essa transmutação, denominada elixir (do árabe al-iksir, "pó seco") ou pedra filosofal. A essa substância eram atribuídas outras propriedades, tais como o poder curativo e de rejuvenescimento, razão pela qual recebia também o nome de "elixir da vida" ou "panacéia universal".
Entretanto, os alquimistas medievais tinham mais interesse nos poderes de transmutação da matéria atribuídos à pedra filosofal, uma vez que, se alcançada, essa técnica possibilitaria o fácil acesso à riqueza. Nicolas Flamel, tabelião e alquimista francês do século XIV, acumulou tamanha riqueza que seus contemporâneos imaginaram que ele houvesse finalmente descoberto o princípio do elixir da vida. Segundo a lenda, Flamel teria sonhado com um livro oculto, que revelava os segredos da "grande arte". O alquimista teria se dedicado à busca desse livro e, depois de encontrá-lo, o decifrara com a ajuda de um erudito judeu, conseguindo assim a transmutação de substâncias de pouco valor em ouro.
O empenho com que se dedicaram à busca do ouro fez com que alguns alquimistas obtivessem muito poder; outros, porém, foram perseguidos. Na segunda metade do século XVI e no começo do XVII, Praga transformou-se no principal centro da prática da alquimia. Os imperadores Maximiliano II e Rodolfo II deram respaldo à obra de alguns alquimistas, e este último chegou a conceder título de nobreza ao alquimista alemão Michael Maier. Menos sorte teve o inglês Edward Kelly, encarcerado por ordem do próprio Rodolfo II.
De maneira geral, o cristianismo se opôs à prática da alquimia, que considerava pagã. O próprio arcebispo de Praga foi perseguido pelo Concílio de Constance no século XV, e em 1530 foi promulgado em Veneza um decreto que condenava à morte os alquimistas. Devido a essas perseguições e a fim de manter em segredo suas descobertas, os alquimistas passaram a utilizar uma linguagem rica em símbolos e metáforas, só acessível aos iniciados. Era comum publicarem obras com pseudônimos ou atribuírem-nas a pessoas de reconhecido prestígio, como santo Alberto Magno, santo Tomás de Aquino ou Roger Bacon.
Ao lado dos alquimistas que se empenharam honestamente em alcançar a pedra filosofal, houve aqueles que recorreram a fraudes como meio de obter dinheiro, fama e poder. Não era incomum construírem caixas de fundo falso, onde o ouro era escondido, aparecendo no momento oportuno, ou branqueá-lo com mercúrio, recuperando depois seu brilho por meio de calcinação.
Histórico. A prática da alquimia teve início em tempos remotos na Índia, na China e na Europa. Certas características comuns parecem apontar uma mútua influência entre os antigos alquimistas chineses e hindus. Em ambas as culturas, o objetivo fundamental da alquimia não era a obtenção de ouro, mas sim o prolongamento da vida. Por conseguinte, nas civilizações orientais, a alquimia estava ligada mais de perto à medicina que à química.
Ainda se discute a origem das idéias alquímicas. Enquanto alguns estudiosos defendem o desenvolvimento independente da alquimia na Índia e na China, outros consideram a possibilidade da transmissão de conhecimentos de uma dessas culturas para a outra. Os Vedas, textos sagrados hindus, fazem referência a uma provável relação entre o ouro e a longevidade. Os chineses, por sua vez, um século antes de Cristo, acreditavam ser possível alcançar a imortalidade através da ingestão de uma bebida de ouro, devido à resistência desse metal à corrosão.
A alquimia européia baseou-se na astrologia (a palavra "alquimia" foi empregada pela primeira vez no tratado astrológico de Julius Maternus Firmicus, do século IV) e nas técnicas metalúrgicas dos sumérios e egípcios, que já obtinham o cobre a partir da malaquita, quatro mil anos antes da era cristã.
Uma das primeiras obras sobre alquimia de que se tem notícia é o tratado Physica et mystica, atribuído ao egípcio, naturalizado grego, Bolos de Mende, que viveu na região do delta do Nilo por volta do ano 200 a.C. Nele se encontravam receitas para converter metais em ouro e prata, numa época em que eram divulgadas as idéias platônicas sobre a composição da matéria. Apesar da confusão provocada pelas falsas atribuições de livros e tratados a este ou aquele autor, parece ter existido, nessa época, numerosos praticantes da alquimia, tais como Ostan o Mago, Sofar o Persa e os egípcios Petesis e Chiuses. O tratado Physica et mystica é parte de uma compilação de textos realizada no século VIII, e inclui obras de cerca de quarenta autores, entre os quais Zózimo, que viveu no início da era cristã e exerceu grande influência sobre os alquimistas posteriores. Em suas obras, ele descreveu toda uma série de instrumentos, cuja invenção foi atribuída a Maria a Judia, uma das mais famosas mulheres que praticaram a alquimia.
Após a conquista de Alexandria, em 642 da era cristã, os árabes incorporaram a seu saber as teorias dos alquimistas gregos e egípcios. Entretanto, alguns especialistas consideram que a alquimia árabe não teve como origem a Grécia, mas sim a escola asiática, provavelmente centrada na cidade turca de Harran. Entre os mais destacados alquimistas árabes cabe mencionar: Jabir (em latim, Geber), al-Razi, que no século X lançou os fundamentos para a descoberta dos ácidos minerais, e Avicena, responsável pela compilação, cem anos depois, dos conhecimentos dos alquimistas árabes.
No século XII cresceu na Europa o interesse pela alquimia. A partir de traduções das obras dos alquimistas árabes, foram descobertas substâncias que constituiriam a base da ciência química: os ácidos minerais, o álcool (cuja descoberta é atribuída ao alquimista catalão Arnau de Vilanova, no século XIII) e elementos químicos como o antimônio, estudado por Basílio Valentín.
Já no século XIII, o inglês Roger Bacon defendia a utilização do método científico, afirmando que "nada se pode conhecer com certeza, salvo através da experiência". No século XIV, Paracelso, para quem o objetivo da alquimia não era a obtenção de ouro, e sim de remédios, deu um importante impulso a essa disciplina, embora se jactasse de ter encontrado o elixir da vida.
Durante esse período, a alquimia oscilou entre a ciência e o misticismo. Assim, enquanto o respeitado cientista inglês Isaac Newton se dedicava, no século XVII, a investigações sobre a obtenção de ouro, o alquimista holandês Jan Baptiste van Helmont estudava o dióxido de carbono, criando a palavra "gás".
Com a publicação dos trabalhos de Lavoisier, no século XVIII, teve início a era da química, embora certos aspectos filosóficos da atividade alquímica tivessem sido preservados por seitas místicas, como a irmandade dos Rosacruzes.
Os historiadores da química tendem a distinguir entre os aspectos positivos da alquimia e aqueles que consideram nocivos. Entre os primeiros cabe citar o descobrimento de novas substâncias e a invenção de novos instrumentos de trabalho, enquanto o principal caráter negativo apontado no procedimento alquimista refere-se ao descrédito do método científico.
BAIXAR PDF
Conta a lenda que o filósofo e alquimista árabe Averróis enterrou um raio de sol sob a primeira coluna à esquerda da mesquita de Córdoba, acreditando que, transcorridos oito mil anos, ele se converteria em ouro.
A alquimia foi uma atividade pré-científica que visava alcançar uma melhor compreensão do cosmo, da matéria e do homem. Em particular, através do conhecimento da natureza da matéria, os alquimistas visavam transformá-la e transmutar metais de pouco valor em ouro e prata.
Características da alquimia. Segundo os alquimistas, através de certas técnicas, que envolviam ciência, arte e religião, seria possível conseguir a transmutação de uma substância em outra. Por haverem desenvolvido e utilizado diversos procedimentos de laboratório, a alquimia foi uma atividade precursora da química, que lhe deve a descoberta de inúmeras substâncias e a invenção de grande variedade de instrumentos, que mais tarde desempenhariam papel de destaque no domínio da metodologia científica.
A teoria da transmutação baseava-se na interpretação dada pela filosofia clássica grega à composição da matéria. Na época de Aristóteles, acreditava-se que toda substância compunha-se de diferentes proporções dos quatro elementos fundamentais: água, ar, fogo e terra. A partir desse princípio, os alquimistas desenvolveram seu postulado fundamental: "A matéria é única e pode sofrer transmutações mediante a variação das proporções entre seus componentes." Os alquimistas acreditavam também na existência de uma substância capaz de provocar essa transmutação, denominada elixir (do árabe al-iksir, "pó seco") ou pedra filosofal. A essa substância eram atribuídas outras propriedades, tais como o poder curativo e de rejuvenescimento, razão pela qual recebia também o nome de "elixir da vida" ou "panacéia universal".
Entretanto, os alquimistas medievais tinham mais interesse nos poderes de transmutação da matéria atribuídos à pedra filosofal, uma vez que, se alcançada, essa técnica possibilitaria o fácil acesso à riqueza. Nicolas Flamel, tabelião e alquimista francês do século XIV, acumulou tamanha riqueza que seus contemporâneos imaginaram que ele houvesse finalmente descoberto o princípio do elixir da vida. Segundo a lenda, Flamel teria sonhado com um livro oculto, que revelava os segredos da "grande arte". O alquimista teria se dedicado à busca desse livro e, depois de encontrá-lo, o decifrara com a ajuda de um erudito judeu, conseguindo assim a transmutação de substâncias de pouco valor em ouro.
O empenho com que se dedicaram à busca do ouro fez com que alguns alquimistas obtivessem muito poder; outros, porém, foram perseguidos. Na segunda metade do século XVI e no começo do XVII, Praga transformou-se no principal centro da prática da alquimia. Os imperadores Maximiliano II e Rodolfo II deram respaldo à obra de alguns alquimistas, e este último chegou a conceder título de nobreza ao alquimista alemão Michael Maier. Menos sorte teve o inglês Edward Kelly, encarcerado por ordem do próprio Rodolfo II.
De maneira geral, o cristianismo se opôs à prática da alquimia, que considerava pagã. O próprio arcebispo de Praga foi perseguido pelo Concílio de Constance no século XV, e em 1530 foi promulgado em Veneza um decreto que condenava à morte os alquimistas. Devido a essas perseguições e a fim de manter em segredo suas descobertas, os alquimistas passaram a utilizar uma linguagem rica em símbolos e metáforas, só acessível aos iniciados. Era comum publicarem obras com pseudônimos ou atribuírem-nas a pessoas de reconhecido prestígio, como santo Alberto Magno, santo Tomás de Aquino ou Roger Bacon.
Ao lado dos alquimistas que se empenharam honestamente em alcançar a pedra filosofal, houve aqueles que recorreram a fraudes como meio de obter dinheiro, fama e poder. Não era incomum construírem caixas de fundo falso, onde o ouro era escondido, aparecendo no momento oportuno, ou branqueá-lo com mercúrio, recuperando depois seu brilho por meio de calcinação.
Histórico. A prática da alquimia teve início em tempos remotos na Índia, na China e na Europa. Certas características comuns parecem apontar uma mútua influência entre os antigos alquimistas chineses e hindus. Em ambas as culturas, o objetivo fundamental da alquimia não era a obtenção de ouro, mas sim o prolongamento da vida. Por conseguinte, nas civilizações orientais, a alquimia estava ligada mais de perto à medicina que à química.
Ainda se discute a origem das idéias alquímicas. Enquanto alguns estudiosos defendem o desenvolvimento independente da alquimia na Índia e na China, outros consideram a possibilidade da transmissão de conhecimentos de uma dessas culturas para a outra. Os Vedas, textos sagrados hindus, fazem referência a uma provável relação entre o ouro e a longevidade. Os chineses, por sua vez, um século antes de Cristo, acreditavam ser possível alcançar a imortalidade através da ingestão de uma bebida de ouro, devido à resistência desse metal à corrosão.
A alquimia européia baseou-se na astrologia (a palavra "alquimia" foi empregada pela primeira vez no tratado astrológico de Julius Maternus Firmicus, do século IV) e nas técnicas metalúrgicas dos sumérios e egípcios, que já obtinham o cobre a partir da malaquita, quatro mil anos antes da era cristã.
Uma das primeiras obras sobre alquimia de que se tem notícia é o tratado Physica et mystica, atribuído ao egípcio, naturalizado grego, Bolos de Mende, que viveu na região do delta do Nilo por volta do ano 200 a.C. Nele se encontravam receitas para converter metais em ouro e prata, numa época em que eram divulgadas as idéias platônicas sobre a composição da matéria. Apesar da confusão provocada pelas falsas atribuições de livros e tratados a este ou aquele autor, parece ter existido, nessa época, numerosos praticantes da alquimia, tais como Ostan o Mago, Sofar o Persa e os egípcios Petesis e Chiuses. O tratado Physica et mystica é parte de uma compilação de textos realizada no século VIII, e inclui obras de cerca de quarenta autores, entre os quais Zózimo, que viveu no início da era cristã e exerceu grande influência sobre os alquimistas posteriores. Em suas obras, ele descreveu toda uma série de instrumentos, cuja invenção foi atribuída a Maria a Judia, uma das mais famosas mulheres que praticaram a alquimia.
Após a conquista de Alexandria, em 642 da era cristã, os árabes incorporaram a seu saber as teorias dos alquimistas gregos e egípcios. Entretanto, alguns especialistas consideram que a alquimia árabe não teve como origem a Grécia, mas sim a escola asiática, provavelmente centrada na cidade turca de Harran. Entre os mais destacados alquimistas árabes cabe mencionar: Jabir (em latim, Geber), al-Razi, que no século X lançou os fundamentos para a descoberta dos ácidos minerais, e Avicena, responsável pela compilação, cem anos depois, dos conhecimentos dos alquimistas árabes.
No século XII cresceu na Europa o interesse pela alquimia. A partir de traduções das obras dos alquimistas árabes, foram descobertas substâncias que constituiriam a base da ciência química: os ácidos minerais, o álcool (cuja descoberta é atribuída ao alquimista catalão Arnau de Vilanova, no século XIII) e elementos químicos como o antimônio, estudado por Basílio Valentín.
Já no século XIII, o inglês Roger Bacon defendia a utilização do método científico, afirmando que "nada se pode conhecer com certeza, salvo através da experiência". No século XIV, Paracelso, para quem o objetivo da alquimia não era a obtenção de ouro, e sim de remédios, deu um importante impulso a essa disciplina, embora se jactasse de ter encontrado o elixir da vida.
Durante esse período, a alquimia oscilou entre a ciência e o misticismo. Assim, enquanto o respeitado cientista inglês Isaac Newton se dedicava, no século XVII, a investigações sobre a obtenção de ouro, o alquimista holandês Jan Baptiste van Helmont estudava o dióxido de carbono, criando a palavra "gás".
Com a publicação dos trabalhos de Lavoisier, no século XVIII, teve início a era da química, embora certos aspectos filosóficos da atividade alquímica tivessem sido preservados por seitas místicas, como a irmandade dos Rosacruzes.
Os historiadores da química tendem a distinguir entre os aspectos positivos da alquimia e aqueles que consideram nocivos. Entre os primeiros cabe citar o descobrimento de novas substâncias e a invenção de novos instrumentos de trabalho, enquanto o principal caráter negativo apontado no procedimento alquimista refere-se ao descrédito do método científico.
BAIXAR PDF
Marcadores:
Alquimia,
Magia / bruxaria / feitiçaria
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Regras de Ouro do Mestre Saint Germain (Conde de St. Germain)
Dedicatória
Uma regra de vida simples diz: Preenchei vosso mundo com Luz e Amor. Porém para poder fazê-lo, algumas observações são necessárias. Seguem aqui, e os alunos deverão trabalhar com elas, se estiverem seriamente interessados em sua purificação.
Gostaríamos de constatar que muitas pessoas ainda encontrem este caminho que também trilhamos e que leva à verdadeira liberdade. Abri a vossa consciência a isto!
SAINT GERMAIN
18.04.1995
Introdução
Um novo dia começa. A Luz se eleva sobre o horizonte, os primeiros raios de sol tocam a atmosfera terrestre, penetrando lenta e profundamente nas relvas ensombreadas, até que tudo é preenchido pela Luz do Sol.
Assim, amados amigos, começa um dia na Terra, e assim também começou o decurso da Nova Era, o alvorecer da Era da Liberdade que envia os seus raios à escuridão da Terra e, lentamente, transpassa toda a vida. Nós já vemos os resultados, embora a humanidade esteja sendo envolvida, mais do que antes, por aglomerações escuras de forças negativas.
Assim como a Luz do Sol, pela manhã, dispersa as sombras acumuladas, muitas vezes também escuras nuvens no céu ainda encobrem os raios do sol, assim a Luz da Nova Era irrompe, nada pode detê-la e as nuvens desaparecerão quando a Luz se tornar cada vez mais forte e irradiante.
Coisas novas surgirão, e os velhos conceitos em todos os setores da vida, como na ciência, e em relação ao sentido da existência, serão examinados rigorosamente. Todo o panorama mundial construído nas últimas centenas de anos será reconhecido como falso. No lugar das teorias vigentes surgirá a sabedoria transmitida pelos instrutores da humanidade, que também serão ouvidos pelas massas.
O surgimento e desaparecimento das formas que sustentam a vida é uma Lei Universal. Quando o ser humano estiver suficientemente evoluído, terá a oportunidade de aprimorar os seus corpos externos, ajustando-os às necessidades do verdadeiro Ser Interno. Esta oportunidade, alunos da Luz, já é reconhecível em vós. Somente vos falta a confiança suficiente nas próprias forças e capacidades, que se desenvolveram com os anos já trilhados no caminho espiritual.
Vosso Ser Interno quer forçar a expressão, amados amigos, ele precisa de um instrumento transpassado pela Luz e em bom funcionamento e cuidará, de sua parte, se vós não prejudicardes os avanços com considerações negativas - e participardes na construção de um invólucro bonito que deixará transparecer o Ser Divino.
É chegado o tempo em que muitas pessoas acordarão. Elas ficarão sabendo, por diversos meios, que já estiveram encarnadas muitas vezes neste planeta sim, que já tiveram centenas ou até milhares de vidas, cada vez em um novo corpo físico.
A lei da reencarnação permite o crescimento humano, e o conhecimento desta lei explica o sentido profundo de muitas experiências humanas, que, de outra forma, teriam o aspecto de totais injustiças e poderiam ser sentidas como tais. Ela é a única explicação lógica dos intermináveis emaranhados e experiências das criações humanas.
Esta Lei transmite a segurança de saber que nada pode existir ao acaso. Causas criadas em alguma ocasião terão seu efeito - positivo ou negativo. A Lei Cósmica é incorruptível.
Toda vivência, mesmo sendo negativa, servirá ao progresso. Porém, para não ter que repetir sempre as mesmas experiências e sofrer sempre os mesmos retrocessos, está sendo ensinada ao ser humano a possibilidade de livrar-se desta roda de causa e efeito.
O conhecimento sobre a ação da Chama Violeta vos é ensinado. Através do trabalho intensivo, o nosso ser externo poderá experimentar o conhecimento da transmutação, e as leis comprometedoras do retorno cármico não poderão mais restringir a corrente da vida.
O uso diário e a aceitação do Fogo Violeta são de valor incalculável para o buscador da Luz compenetrado.
Já nos tempos da Atlântida, a Energia Violeta era guardada em um templo e servia aos habitantes da Terra. Desde a metade do século XX, este velho conhecimento foi novamente dado aos seres humanos pelos Mestres da Sabedoria.
É a misericórdia Divina que dá a todos a possibilidade de purificar os seus corpos inferiores - limpar suas correntes de vida de todas as cargas - livrando-os das sombras acumuladas de eras passadas e também purificar o planeta Terra, que se prepara para uma vibração mais elevada.
Também vossos corpos inferiores precisam primeiro ser preparados para cada aumento de vibração. Por isto é indispensável a purificação constante. Somente corpos purificados estarão em condições de se elevarem. Sombras e impurezas impedem esta aceleração.
Por misericórdia, as pessoas não se lembram dos diversos acontecimentos em que se envolveram no decorrer dos séculos.
Para dissolver estas criações desastrosas - e para que possam ingressar - purificados e livres das sombras passadas, que se manifestam muitas vezes como doenças e pobreza - vos serão dadas em uma vida nova, as seguintes Regras de Ouro.
O sentido de vossas vidas, o sentido das inúmeras encarnações é: tornar o ser humano perfeito, assim como JESUS CRISTO nos deu o exemplo.
BAIXAR PDF
Uma regra de vida simples diz: Preenchei vosso mundo com Luz e Amor. Porém para poder fazê-lo, algumas observações são necessárias. Seguem aqui, e os alunos deverão trabalhar com elas, se estiverem seriamente interessados em sua purificação.
Gostaríamos de constatar que muitas pessoas ainda encontrem este caminho que também trilhamos e que leva à verdadeira liberdade. Abri a vossa consciência a isto!
SAINT GERMAIN
18.04.1995
Introdução
Um novo dia começa. A Luz se eleva sobre o horizonte, os primeiros raios de sol tocam a atmosfera terrestre, penetrando lenta e profundamente nas relvas ensombreadas, até que tudo é preenchido pela Luz do Sol.
Assim, amados amigos, começa um dia na Terra, e assim também começou o decurso da Nova Era, o alvorecer da Era da Liberdade que envia os seus raios à escuridão da Terra e, lentamente, transpassa toda a vida. Nós já vemos os resultados, embora a humanidade esteja sendo envolvida, mais do que antes, por aglomerações escuras de forças negativas.
Assim como a Luz do Sol, pela manhã, dispersa as sombras acumuladas, muitas vezes também escuras nuvens no céu ainda encobrem os raios do sol, assim a Luz da Nova Era irrompe, nada pode detê-la e as nuvens desaparecerão quando a Luz se tornar cada vez mais forte e irradiante.
Coisas novas surgirão, e os velhos conceitos em todos os setores da vida, como na ciência, e em relação ao sentido da existência, serão examinados rigorosamente. Todo o panorama mundial construído nas últimas centenas de anos será reconhecido como falso. No lugar das teorias vigentes surgirá a sabedoria transmitida pelos instrutores da humanidade, que também serão ouvidos pelas massas.
O surgimento e desaparecimento das formas que sustentam a vida é uma Lei Universal. Quando o ser humano estiver suficientemente evoluído, terá a oportunidade de aprimorar os seus corpos externos, ajustando-os às necessidades do verdadeiro Ser Interno. Esta oportunidade, alunos da Luz, já é reconhecível em vós. Somente vos falta a confiança suficiente nas próprias forças e capacidades, que se desenvolveram com os anos já trilhados no caminho espiritual.
Vosso Ser Interno quer forçar a expressão, amados amigos, ele precisa de um instrumento transpassado pela Luz e em bom funcionamento e cuidará, de sua parte, se vós não prejudicardes os avanços com considerações negativas - e participardes na construção de um invólucro bonito que deixará transparecer o Ser Divino.
É chegado o tempo em que muitas pessoas acordarão. Elas ficarão sabendo, por diversos meios, que já estiveram encarnadas muitas vezes neste planeta sim, que já tiveram centenas ou até milhares de vidas, cada vez em um novo corpo físico.
A lei da reencarnação permite o crescimento humano, e o conhecimento desta lei explica o sentido profundo de muitas experiências humanas, que, de outra forma, teriam o aspecto de totais injustiças e poderiam ser sentidas como tais. Ela é a única explicação lógica dos intermináveis emaranhados e experiências das criações humanas.
Esta Lei transmite a segurança de saber que nada pode existir ao acaso. Causas criadas em alguma ocasião terão seu efeito - positivo ou negativo. A Lei Cósmica é incorruptível.
Toda vivência, mesmo sendo negativa, servirá ao progresso. Porém, para não ter que repetir sempre as mesmas experiências e sofrer sempre os mesmos retrocessos, está sendo ensinada ao ser humano a possibilidade de livrar-se desta roda de causa e efeito.
O conhecimento sobre a ação da Chama Violeta vos é ensinado. Através do trabalho intensivo, o nosso ser externo poderá experimentar o conhecimento da transmutação, e as leis comprometedoras do retorno cármico não poderão mais restringir a corrente da vida.
O uso diário e a aceitação do Fogo Violeta são de valor incalculável para o buscador da Luz compenetrado.
Já nos tempos da Atlântida, a Energia Violeta era guardada em um templo e servia aos habitantes da Terra. Desde a metade do século XX, este velho conhecimento foi novamente dado aos seres humanos pelos Mestres da Sabedoria.
É a misericórdia Divina que dá a todos a possibilidade de purificar os seus corpos inferiores - limpar suas correntes de vida de todas as cargas - livrando-os das sombras acumuladas de eras passadas e também purificar o planeta Terra, que se prepara para uma vibração mais elevada.
Também vossos corpos inferiores precisam primeiro ser preparados para cada aumento de vibração. Por isto é indispensável a purificação constante. Somente corpos purificados estarão em condições de se elevarem. Sombras e impurezas impedem esta aceleração.
Por misericórdia, as pessoas não se lembram dos diversos acontecimentos em que se envolveram no decorrer dos séculos.
Para dissolver estas criações desastrosas - e para que possam ingressar - purificados e livres das sombras passadas, que se manifestam muitas vezes como doenças e pobreza - vos serão dadas em uma vida nova, as seguintes Regras de Ouro.
O sentido de vossas vidas, o sentido das inúmeras encarnações é: tornar o ser humano perfeito, assim como JESUS CRISTO nos deu o exemplo.
BAIXAR PDF
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
As Vias Alquímicas, de Rubellus Petrinus
Segundo o nosso entendimento e baseados naquilo que lemos nas obras dos maiores Mestres, e ainda na nossa experiência, há fundamentalmente, quatro vias alquímicas, sendo:
A via Úmida, Seca, Mista ou dos Amálgamas e a Breve.
BAIXAR PDF
A via Úmida, Seca, Mista ou dos Amálgamas e a Breve.
BAIXAR PDF
sábado, 6 de outubro de 2007
A Grande Obra
Aqui vou procurar passar, de uma forma resumida, em que consistiu, e consiste, a autêntica alquimia. A maioria dos dicionários contribuiu para reforçar uma série de erros comuns, recusando-a, por considerá-la uma predecessora imadura, empírica e especulativa da química, com o único objetivo de transmutar os metais comuns em ouro. Embora seja certo que a química se desenvolveu à partir da alquimia, estas duas ciências não tem quase nada em comum. Enquanto que a química se ocupa dos fenômenos cientificamente verificáveis, a misteriosa doutrina da alquimia se refere a uma realidade escondida de ordem supeior que conforma a essência que está na base de todas as verdades e religiões.
BAIXAR PDF
BAIXAR PDF
A Clavícula seu Apertorium / A Chave Universal, de Raimundo Lúlio / Ramon Llull
Prefácio
Raimundo Lúlio, filósofo e alquimista catalão, nasceu em Palma de Maiorca no ano de 1235, sendo filho de uma família muito rica. Os seus contemporâneos chamavam-lhe o iluminado. Escreveu mais de duas centenas e meia de livros. Até à idade de trinta e um anos levou uma vida turbulenta e, por causa de uma paixão violenta e infeliz, mudou radicalmente de vida; voltou a Palma, em 1266, para levar uma vida ascética e virtuosa depois de repartir os bens entre os seus filhos.
Viajou muito, em 1277 esteve em Montpelier onde escreveu vários livros e, em 1286, esteve em Roma. Daí foi para Paris, onde também escreveu várias obras, prosseguindo os seus estudos de alquimia e tendo aí conhecido um alquimista famoso, Mestre Arnaldo Vila-nova. No ano de 1291, já com trinta e seis anos, dirigiu-se a Tunis para pregar mas estabeleceu controversas com o muçulmanos. Por isso, o sultão mandou-o prender. Fugiu da prisão e embarcou para Nápoles, onde viveu vários anos dando conferências. Voltou a Roma para falar com o papa Celestino V. Desde 1299 pregou aos judeus de Maiorca, Chipre, Síria e Arménia. Regressou a Itália e a França, por onde viajou de 1302 a 1305, falando sempre em público e escrevendo. Passou à Inglaterra, alojando-se no hospital de Santa Catalina, onde escreveu uma obra de alquimia. É muito conhecida a transmutação que fez para o rei Eduardo III, de mercúrio e estanho em ouro, com que o monarca fez cunhar moedas chamadas raimundinas ou rosas nobres.
Em 1307 voltou a pregar aos mouros e visitou Hipona, Argel e Bughiah, onde pregou na praça pública. O povo enfurecido quis matá-lo. Salvou-o o mufti, mas esteve preso durante seis meses, findos os quais o embarcaram para Itália. À chegada, o barco naufragou, mas ele salvou-se. Não obstante isto, voltou a África, desembarcando outra vez em Bughiah para pregar no deserto durante dez meses. Cansado de esconder-se, em 30 de Junho de 1315, saiu para pregar na praça pública mas o povo apedrejou-o fora de portas. O seu corpo ainda com vida, foi recolhido por uns genoveses que o levaram para o seu navio. Morreu à vista de Palma. Sepultaram-no nessa cidade, na igreja de São Francisco, onde ainda hoje se pode visitar o seu túmulo.
A Clavícula é a obra alquímica mais importante de Raimundo Lúlio. Tal como outros grandes alquimistas do passado, como Alberto o Grande no Composto dos Compostos, Basílio Valentim no Último Testamento e Nicolau Flamel no Breviário, o Mestre escreveu esta obra também em linguagem clara, o que não era e ainda não é usual fazer-se.
Não obstante, esta linguagem só poderia ser entendida pelos alquimistas seus contemporâneos ou pelos sábios e estudiosos, dentre os quais haveria, também, alguns nobres. À plebe, por falta de instrução, estavam vedados esses conhecimentos.
Apesar de todos os nossos conhecimentos actuais, a compreensão desta obra, mesmo em linguagem clara, continua, como outrora, vedada à maioria das pessoas, mesmo àquelas que possuam formação académica superior, inclusivamente em química.
Para a poder compreender, é absolutamente necessário conhecer a terminologia espagírica daquela época, isto é, os nomes comuns das matérias, dos vasos e utensílios e o modus operandi.
É por aqui que terão de começar aqueles que estiverem interessados em tentar fazer a obra alquímica de Raimundo Lúlio.
Por fim, não queremos terminar este prefácio sem dar alguns conselhos úteis aos filhos da Arte: todas as matérias referidas nesta obra alquímica, que, no nosso entender, nos parece verdadeira, deverão ser canónicas, quer dizer, ser tanto quanto possível de origem natural e tratadas como manda a Arte.
O vitríolo deverá ser extraído das águas dos pequenos lagos artificiais provenientes das águas pluviais infiltradas nas minas a céu aberto de pirite e de calcopirite; o cinábrio, proveniente do sulfureto natural de mercúrio bem como o respectivo azougue comum; o salitre de origem animal ou revivificado; o sal comum, tal como foi extraído das salinas marinhas; o tártaro, retirado directamente dos tonéis de vinho e tratado segundo a Arte e, por fim, o espírito de vinagre destilado a partir do vinagre forte de vinho.
Rubellus Petrinus.
BAIXAR PDF
Raimundo Lúlio, filósofo e alquimista catalão, nasceu em Palma de Maiorca no ano de 1235, sendo filho de uma família muito rica. Os seus contemporâneos chamavam-lhe o iluminado. Escreveu mais de duas centenas e meia de livros. Até à idade de trinta e um anos levou uma vida turbulenta e, por causa de uma paixão violenta e infeliz, mudou radicalmente de vida; voltou a Palma, em 1266, para levar uma vida ascética e virtuosa depois de repartir os bens entre os seus filhos.
Viajou muito, em 1277 esteve em Montpelier onde escreveu vários livros e, em 1286, esteve em Roma. Daí foi para Paris, onde também escreveu várias obras, prosseguindo os seus estudos de alquimia e tendo aí conhecido um alquimista famoso, Mestre Arnaldo Vila-nova. No ano de 1291, já com trinta e seis anos, dirigiu-se a Tunis para pregar mas estabeleceu controversas com o muçulmanos. Por isso, o sultão mandou-o prender. Fugiu da prisão e embarcou para Nápoles, onde viveu vários anos dando conferências. Voltou a Roma para falar com o papa Celestino V. Desde 1299 pregou aos judeus de Maiorca, Chipre, Síria e Arménia. Regressou a Itália e a França, por onde viajou de 1302 a 1305, falando sempre em público e escrevendo. Passou à Inglaterra, alojando-se no hospital de Santa Catalina, onde escreveu uma obra de alquimia. É muito conhecida a transmutação que fez para o rei Eduardo III, de mercúrio e estanho em ouro, com que o monarca fez cunhar moedas chamadas raimundinas ou rosas nobres.
Em 1307 voltou a pregar aos mouros e visitou Hipona, Argel e Bughiah, onde pregou na praça pública. O povo enfurecido quis matá-lo. Salvou-o o mufti, mas esteve preso durante seis meses, findos os quais o embarcaram para Itália. À chegada, o barco naufragou, mas ele salvou-se. Não obstante isto, voltou a África, desembarcando outra vez em Bughiah para pregar no deserto durante dez meses. Cansado de esconder-se, em 30 de Junho de 1315, saiu para pregar na praça pública mas o povo apedrejou-o fora de portas. O seu corpo ainda com vida, foi recolhido por uns genoveses que o levaram para o seu navio. Morreu à vista de Palma. Sepultaram-no nessa cidade, na igreja de São Francisco, onde ainda hoje se pode visitar o seu túmulo.
A Clavícula é a obra alquímica mais importante de Raimundo Lúlio. Tal como outros grandes alquimistas do passado, como Alberto o Grande no Composto dos Compostos, Basílio Valentim no Último Testamento e Nicolau Flamel no Breviário, o Mestre escreveu esta obra também em linguagem clara, o que não era e ainda não é usual fazer-se.
Não obstante, esta linguagem só poderia ser entendida pelos alquimistas seus contemporâneos ou pelos sábios e estudiosos, dentre os quais haveria, também, alguns nobres. À plebe, por falta de instrução, estavam vedados esses conhecimentos.
Apesar de todos os nossos conhecimentos actuais, a compreensão desta obra, mesmo em linguagem clara, continua, como outrora, vedada à maioria das pessoas, mesmo àquelas que possuam formação académica superior, inclusivamente em química.
Para a poder compreender, é absolutamente necessário conhecer a terminologia espagírica daquela época, isto é, os nomes comuns das matérias, dos vasos e utensílios e o modus operandi.
É por aqui que terão de começar aqueles que estiverem interessados em tentar fazer a obra alquímica de Raimundo Lúlio.
Por fim, não queremos terminar este prefácio sem dar alguns conselhos úteis aos filhos da Arte: todas as matérias referidas nesta obra alquímica, que, no nosso entender, nos parece verdadeira, deverão ser canónicas, quer dizer, ser tanto quanto possível de origem natural e tratadas como manda a Arte.
O vitríolo deverá ser extraído das águas dos pequenos lagos artificiais provenientes das águas pluviais infiltradas nas minas a céu aberto de pirite e de calcopirite; o cinábrio, proveniente do sulfureto natural de mercúrio bem como o respectivo azougue comum; o salitre de origem animal ou revivificado; o sal comum, tal como foi extraído das salinas marinhas; o tártaro, retirado directamente dos tonéis de vinho e tratado segundo a Arte e, por fim, o espírito de vinagre destilado a partir do vinagre forte de vinho.
Rubellus Petrinus.
BAIXAR PDF
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Plantas Que Curam, de Hugo Caravaca
PREFÁCIO
Desde os tempos mais remotos, as plantas sempre estiveram
presentes na vida do homem. A utilização dos vegetais
com fins terapêuticos é anterior ao desenvolvimento
da ciência. Cada povo possui sua própria listagem de ervas
medicinais, geralmente plantas comuns no território em que
habitam, cujas aplicações são transmitidas através de gera
ções. Nas tribos indígenas, por exemplo, o pajé, uma das
maiores autoridades depois do cacique, nada mais é que
um profundo conhecedor dos segredos do mundo vegetal,
um curandeiro naturalista.
É difícil precisar como as propriedades terapêuticas dessas
plantas foram descobertas. Talvez por instinto, por intuição
e até mesmo através da observação dos animais, que se
valem dessas valiosas plantinhas para a cura de seus males.
Hoje, apesar do desenvolvimento da ciência e da medicina,
as pessoas têm procurado tratamentos altemativos, mais
naturais, que não apresentem efeitos colaterais. Este livro
reúne uma série de receitas, explicadas; passo-a-passo,
relacionando as ervas indicadas para cada caso, bem como
a preparação dos remédios. No último capítulo também
relacionamos algumas das plantas citadas, com informa-
ções e curiosidades a respeito de cada uma delas.
BAIXAR PDF
Desde os tempos mais remotos, as plantas sempre estiveram
presentes na vida do homem. A utilização dos vegetais
com fins terapêuticos é anterior ao desenvolvimento
da ciência. Cada povo possui sua própria listagem de ervas
medicinais, geralmente plantas comuns no território em que
habitam, cujas aplicações são transmitidas através de gera
ções. Nas tribos indígenas, por exemplo, o pajé, uma das
maiores autoridades depois do cacique, nada mais é que
um profundo conhecedor dos segredos do mundo vegetal,
um curandeiro naturalista.
É difícil precisar como as propriedades terapêuticas dessas
plantas foram descobertas. Talvez por instinto, por intuição
e até mesmo através da observação dos animais, que se
valem dessas valiosas plantinhas para a cura de seus males.
Hoje, apesar do desenvolvimento da ciência e da medicina,
as pessoas têm procurado tratamentos altemativos, mais
naturais, que não apresentem efeitos colaterais. Este livro
reúne uma série de receitas, explicadas; passo-a-passo,
relacionando as ervas indicadas para cada caso, bem como
a preparação dos remédios. No último capítulo também
relacionamos algumas das plantas citadas, com informa-
ções e curiosidades a respeito de cada uma delas.
BAIXAR PDF
sábado, 1 de setembro de 2007
Causas Das Doenças De Acordo Com Paracelso
Theophrastus Bombastus, chamado Paracelso (1493-1541), foi um grande ocultista e determinou os seguintes Cinco Princípios, pelos quais surgem as verdadeiras causas das doenças:
1. PRINCÍPIO ASTRAL (ENS ASTRALE) - Baseia-se em realidades cósmicas, as causas são do tipo astral, ou causadas no corpo astral pessoal ou pelo mundo astral. Influências climáticas e infecções podem ser também incorporadas.
Efeito: Todos os vícios, epidemias, ódio, vida psíquica impura
Remédio: Autocontrole, auto-disciplina, bondade, amor, compaixão
Emoção: Simpatia/pensamentos (terra)
Cor/som: Amarelo/canto (boca)
2. PRINCÍPIO VENENOSO (ENS VENENI) - Surge dos venenos e envenenamentos do corpo humano, portanto uma desarmonia de impurezas, má alimentação, má respiração, todas as coisas contrárias à constituição da pessoa.
Efeito: Vida desregrada, drogas (ópio, cocaína, fumo, bebida)
Remédio: Cuidar de uma boa alimentação/homeopatia
Emoção: Tristeza/preocupação (ar)
Cor/som: Branco/choro (nariz)
3. PRINCÍPIO NATURAL (ENS NATURALE) - Fica na constituição natural (natureza) do homem. Você não pode fugir de si mesmo. As causas são predeterminadas, fixas. São doenças herdadas, que já vem com o nascimento. Não podem ser curadas com substâncias materiais, somente seu efeito pode ser amenizado.
Efeito: Todas as influências hereditárias
Remédio: Magnetismo e alopatia
Emoção: Medo (água)
Cor/som: Preta/gemido (ouvidos)
4. PRINCÍPIO ESPIRITUAL (ENS-SPIRITUALE) - As causas da doença são de origem mágica, originadas ou de espiritualidade estranha ou do próprio espírito, às quais fica submetida, sem a percepção do corpo e da alma. Compreende todas as doenças causadas por uma imaginação doentia e uma vontade mal dirigida, são as doenças psíquicas ou da idéia.
Efeito: Teimosia, vacilação, preocupações, obsessão, obstinações
Emoção: Raiva/zanga (madeira)
Cor/som: Verde/grito (olhos)
5. PRINCÍPIO DIVINO (ENS-DEI) - Só podem ser curadas quando o homem alcançou o amadurecimento através delas. Estas doenças são impostas com fins de purificação. O médico não pode fazer nada, é Carma.
Efeito: Carma leve, moderado, pesado
Remédio: Ser um mago para chegar até ao segredo da doença e reconhecer a hora certa para intervir
Emoção: Alegria (fogo)
Cor/som: Vermelho/riso (língua)
BAIXAR PDF
1. PRINCÍPIO ASTRAL (ENS ASTRALE) - Baseia-se em realidades cósmicas, as causas são do tipo astral, ou causadas no corpo astral pessoal ou pelo mundo astral. Influências climáticas e infecções podem ser também incorporadas.
Efeito: Todos os vícios, epidemias, ódio, vida psíquica impura
Remédio: Autocontrole, auto-disciplina, bondade, amor, compaixão
Emoção: Simpatia/pensamentos (terra)
Cor/som: Amarelo/canto (boca)
2. PRINCÍPIO VENENOSO (ENS VENENI) - Surge dos venenos e envenenamentos do corpo humano, portanto uma desarmonia de impurezas, má alimentação, má respiração, todas as coisas contrárias à constituição da pessoa.
Efeito: Vida desregrada, drogas (ópio, cocaína, fumo, bebida)
Remédio: Cuidar de uma boa alimentação/homeopatia
Emoção: Tristeza/preocupação (ar)
Cor/som: Branco/choro (nariz)
3. PRINCÍPIO NATURAL (ENS NATURALE) - Fica na constituição natural (natureza) do homem. Você não pode fugir de si mesmo. As causas são predeterminadas, fixas. São doenças herdadas, que já vem com o nascimento. Não podem ser curadas com substâncias materiais, somente seu efeito pode ser amenizado.
Efeito: Todas as influências hereditárias
Remédio: Magnetismo e alopatia
Emoção: Medo (água)
Cor/som: Preta/gemido (ouvidos)
4. PRINCÍPIO ESPIRITUAL (ENS-SPIRITUALE) - As causas da doença são de origem mágica, originadas ou de espiritualidade estranha ou do próprio espírito, às quais fica submetida, sem a percepção do corpo e da alma. Compreende todas as doenças causadas por uma imaginação doentia e uma vontade mal dirigida, são as doenças psíquicas ou da idéia.
Efeito: Teimosia, vacilação, preocupações, obsessão, obstinações
Emoção: Raiva/zanga (madeira)
Cor/som: Verde/grito (olhos)
5. PRINCÍPIO DIVINO (ENS-DEI) - Só podem ser curadas quando o homem alcançou o amadurecimento através delas. Estas doenças são impostas com fins de purificação. O médico não pode fazer nada, é Carma.
Efeito: Carma leve, moderado, pesado
Remédio: Ser um mago para chegar até ao segredo da doença e reconhecer a hora certa para intervir
Emoção: Alegria (fogo)
Cor/som: Vermelho/riso (língua)
BAIXAR PDF
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
A Reencarnação, de Papus
Para procurar fazer compreender bem os detalhes desta reencarnação espiritual, vamos lembrar a idéia que a tradição iniciática dá da constituição do corpo humano e dos princípios que o constituem.
O corpo humano é formado de um envoltório físico material, que todos conhecemos e vemos. Este envoltório material era chamado pelos Egípcios de KHAT.
Ao lado deste envoltório material há um princípio que recebe a forma do corpo, que é verdadeiramente seu duplo. Este princípio que está ligado ao plano astral, que nele respira secretamente e sofre a influencia dos astros, foi chamado por Paracelso de corpo astral e pelos Egípcios de KHA, que os sábios orientalistas contemporâneos muito bem traduziram, com Maspero, pela palavra duplo.
Da mesma forma que o corpo físico vem do plano físico e volta a ele, este corpo astral vem do plano astral e volta a ele.
BAIXAR PDF
O corpo humano é formado de um envoltório físico material, que todos conhecemos e vemos. Este envoltório material era chamado pelos Egípcios de KHAT.
Ao lado deste envoltório material há um princípio que recebe a forma do corpo, que é verdadeiramente seu duplo. Este princípio que está ligado ao plano astral, que nele respira secretamente e sofre a influencia dos astros, foi chamado por Paracelso de corpo astral e pelos Egípcios de KHA, que os sábios orientalistas contemporâneos muito bem traduziram, com Maspero, pela palavra duplo.
Da mesma forma que o corpo físico vem do plano físico e volta a ele, este corpo astral vem do plano astral e volta a ele.
BAIXAR PDF
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
A medula da alquimia - Elucidando a Prática - O Primeiro Livro, de Ireneu Filaleto
A Alquimia - que alguns chamam de Arte Dourada - trata-se não de uma fábula, como muitos quereriam, mas de uma verdadeira Ciência, como ficou por nós provado e por exemplos demonstrado na parte anterior deste tratado, Ciência esta cuja prática passaremos a elucidar nesta Segunda Parte, através da qual será possível obter grande provisão de prata e ouro. E para uma boa compreensão das nossas intenções considera correctamente, e com justeza pesa bem a razão da nossa Obra, caso contrário é mais certo que percas o teu tempo e dinheiro em vão, encontrando apenas esforço e despesa, tal como muitos já o fizeram.
BAIXAR PDF
BAIXAR PDF
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Discursos de Saint Germain (Conde de St. Germain)
Reverentemente, saudamos o Bem-Amado Mestre Ascensionado SAINT
GERMAIN, atual ocupante do cargo de Chohan do 7o Raio, que predominará e se
estenderá ATÉ O FINAL DA Era de Aquário. Em Seu “Serviço Prestado” na grande
Dispensação do Sétimo Raio, SAINT GERMAIN identificou-se, retroativamente, com
o Bem-Amado Mestre Ascensionado JESUS, que teve o cargo de Chohan na Era de
Peixes, e foi o magnânimo dispensador da graça divina da FÉ em Deus.
A tônica do Bem-Amado SAINT GERMAIN é LIBERDADE. Sua Chama-
Gêmea ou Complemento Divino é a Bem-Amada PÓRTIA, Deusa da Oportunidade e
da Justiça.
SAINT GERMAIN também é conhecido como o Mestre do Cerimonial a que
Se dedica devotadamente, o qual tem a finalidade de harmonizar, em primeiro lugar, a
raça humana e depois alcançar, até um certo grau, os habitantes dos Reinos dos Seres
Elementais e Angélicos, bem como toda vida prisioneira, para uni-los,
conscientemente, e juntos, na bem-aventurança, ascensionarem na Luz, após terem
passado por uma rigorosa purificação, exercida pelo transmutador Fogo Violeta.
Neste singelo opúsculo apresentamos Suas maravilhosas mensagens.
Queiram os leais discípulos da PONTE PARA A LIBERDADE e seus
simpatizantes assimilar os ensinamentos que tão prodigamente são aqui oferecidos.
O TEMPLO DO FOGO VIOLETA
O magnânimo Mestre Ascensionado SAINT GERMAIN, Chohan da Nova Era
do signo de Aquário, mantém abertos os portais de Seu Santuário e foco de Luz do
Fogo Violeta. Há séculos, o Mestre SAINT GERMAIN vem se dedicando totalmente
à Liberdade adquirindo, assim, um poderoso “momentum” desta virtude.
Seu Santuário está localizado no coração da Transilvânia, nos Montes
Cárpatos, na Romênia, e é sede de Seu “Serviço Prestado” à vida, em geral, pois em
todos os tempos sempre houve quem trabalhasse em prol da liberdade. São pessoas
que vieram com uma tarefa espiritual – impulsionar a evolução da humanidade. Em
seus corpos sutis, são atraídas ao Templo da Liberdade e lá recebem instruções e são
incentivadas a concretizar seus elevados ideais. Grandes líderes e estadistas foram
hóspedes desse Templo; muitas vezes assimilaram, inconscientemente, as vibrações
ali reinantes, levando consigo, ao seu mundo, o estímulo e as inspirações que
receberam.
Mestres e discípulos encontram-se aqui. Cada um pode mergulhar na
irradiação da Chama da Liberdade e tornar-se colaborador consciente e atuante,
enquanto leva o ideal da liberdade ao seu campo de atividade.
A irradiação da Chama, na profunda cor púrpura-rei, que se expande em todas
as direções, transpassa as regiões etéricas do Templo e acolhe todo discípulo ou
candidato, enviando-os ao mundo, após uma bênção especial. Quem deseja concentrar
sua consciência nesse sacrossanto Santuário da Liberdade, pode atrair suas vibrações,
libertando-se de qualquer problema pessoal ou coletivo. Permiti que o Mestre SAINT
GERMAIN vos cerque com amor e entusiasmo e esforçai-vos para ser como Ele.
A venerável Presença EU SOU dos Grandes Seres de Luz, que se dedicam a
auxiliar a humanidade, agradece o trabalho dos diletos discípulos que participam do
processo de total purificação e renovação. O laço de amizade com auxiliares deste e
do outro lado do véu deve estreitar-se, mais e mais, até sermos UM na Paternidade
de Deus.
Estamos rumando ao encontro deste grande acontecimento histórico de nosso
planeta. Não é em vão que vos preparamos para caminhardes, lado a lado, com os
Grandes Seres de Luz. Como um daqueles que, com grande interesse e profunda
alegria, observa a vossa evolução, Eu vos saúdo e desejo renovar e reforçar o laço
fraternal que há séculos Nos une. Que vossos corações se elevem e se animem na
bem-aventurança da Obra da Liberdade.
BAIXAR PDF
GERMAIN, atual ocupante do cargo de Chohan do 7o Raio, que predominará e se
estenderá ATÉ O FINAL DA Era de Aquário. Em Seu “Serviço Prestado” na grande
Dispensação do Sétimo Raio, SAINT GERMAIN identificou-se, retroativamente, com
o Bem-Amado Mestre Ascensionado JESUS, que teve o cargo de Chohan na Era de
Peixes, e foi o magnânimo dispensador da graça divina da FÉ em Deus.
A tônica do Bem-Amado SAINT GERMAIN é LIBERDADE. Sua Chama-
Gêmea ou Complemento Divino é a Bem-Amada PÓRTIA, Deusa da Oportunidade e
da Justiça.
SAINT GERMAIN também é conhecido como o Mestre do Cerimonial a que
Se dedica devotadamente, o qual tem a finalidade de harmonizar, em primeiro lugar, a
raça humana e depois alcançar, até um certo grau, os habitantes dos Reinos dos Seres
Elementais e Angélicos, bem como toda vida prisioneira, para uni-los,
conscientemente, e juntos, na bem-aventurança, ascensionarem na Luz, após terem
passado por uma rigorosa purificação, exercida pelo transmutador Fogo Violeta.
Neste singelo opúsculo apresentamos Suas maravilhosas mensagens.
Queiram os leais discípulos da PONTE PARA A LIBERDADE e seus
simpatizantes assimilar os ensinamentos que tão prodigamente são aqui oferecidos.
O TEMPLO DO FOGO VIOLETA
O magnânimo Mestre Ascensionado SAINT GERMAIN, Chohan da Nova Era
do signo de Aquário, mantém abertos os portais de Seu Santuário e foco de Luz do
Fogo Violeta. Há séculos, o Mestre SAINT GERMAIN vem se dedicando totalmente
à Liberdade adquirindo, assim, um poderoso “momentum” desta virtude.
Seu Santuário está localizado no coração da Transilvânia, nos Montes
Cárpatos, na Romênia, e é sede de Seu “Serviço Prestado” à vida, em geral, pois em
todos os tempos sempre houve quem trabalhasse em prol da liberdade. São pessoas
que vieram com uma tarefa espiritual – impulsionar a evolução da humanidade. Em
seus corpos sutis, são atraídas ao Templo da Liberdade e lá recebem instruções e são
incentivadas a concretizar seus elevados ideais. Grandes líderes e estadistas foram
hóspedes desse Templo; muitas vezes assimilaram, inconscientemente, as vibrações
ali reinantes, levando consigo, ao seu mundo, o estímulo e as inspirações que
receberam.
Mestres e discípulos encontram-se aqui. Cada um pode mergulhar na
irradiação da Chama da Liberdade e tornar-se colaborador consciente e atuante,
enquanto leva o ideal da liberdade ao seu campo de atividade.
A irradiação da Chama, na profunda cor púrpura-rei, que se expande em todas
as direções, transpassa as regiões etéricas do Templo e acolhe todo discípulo ou
candidato, enviando-os ao mundo, após uma bênção especial. Quem deseja concentrar
sua consciência nesse sacrossanto Santuário da Liberdade, pode atrair suas vibrações,
libertando-se de qualquer problema pessoal ou coletivo. Permiti que o Mestre SAINT
GERMAIN vos cerque com amor e entusiasmo e esforçai-vos para ser como Ele.
A venerável Presença EU SOU dos Grandes Seres de Luz, que se dedicam a
auxiliar a humanidade, agradece o trabalho dos diletos discípulos que participam do
processo de total purificação e renovação. O laço de amizade com auxiliares deste e
do outro lado do véu deve estreitar-se, mais e mais, até sermos UM na Paternidade
de Deus.
Estamos rumando ao encontro deste grande acontecimento histórico de nosso
planeta. Não é em vão que vos preparamos para caminhardes, lado a lado, com os
Grandes Seres de Luz. Como um daqueles que, com grande interesse e profunda
alegria, observa a vossa evolução, Eu vos saúdo e desejo renovar e reforçar o laço
fraternal que há séculos Nos une. Que vossos corações se elevem e se animem na
bem-aventurança da Obra da Liberdade.
BAIXAR PDF
quinta-feira, 23 de agosto de 2007
A Chave, de Jacob Böehme / Jakob Böhme / Jacob Boehme / Jakob Boehme / Jacob Böhme / Jacob Boheme / Jakob Böehme
A CLAVIS ou Uma explicação de alguns Pontos Principais e Expressões em seus Escritos.
por Jacob Böehme, o Teósofo Teutônico
Prefácio
Está escrito, o Homem Natural não recebe as Coisas do Espírito, nem o Mistério do Reino de Deus, são Insensatez para ele e nem pode conhecê-los: portanto advirto e exorto ao cristão amante dos mistérios, se pretende ler, estudar, pesquisar e compreender estes Escritos Elevados, que não os leia apenas externamente, com uma intensa especulação e meditação, pois se assim o fizer, permanecerá somente no terreno imaginário exterior, e não obterá mais do que uma falsificação colorida de tais mistérios.
A própria Razão do homem, sem a Luz de Deus, não pode entrar na Região dos Mistérios, é impossível, pois sua razão, estando isolada, permite que seu entendimento seja cada vez mais elevado e sutil, porém não o deixa perceber mais do que a sua própria Sombra refletida num Espelho.
O Cristo disse "Sem mim tu não podes fazer nada", e ele é a Luz do Mundo e a Vida do Homem.
Agora, se alguém pretende pesquisar o Campo Divino, ou seja, a Revelação Divina, deve primeiro refletir consigo mesmo, com que finalidade deseja saber tais coisas; se deseja praticar aquilo que eventualmente possa obter e fazer uso disto para a Glória de Deus e para o Bem-estar do Próximo; e se deseja morrer para o Mundo Profano e para sua Vontade própria, para viver naquilo que ele aspira e deseja e com isto tornar-se um só espírito com a Revelação Divina.
Se não houver um propósito, para que Deus revele a Si mesmo e seus mistérios a ele, tendo com este Homem um só Espírito e uma única Vontade, se o Homem não se submeter sinceramente a Ele, a ponto de que o Espírito de Deus possa fazer com o Homem e pelo Homem aquilo que quiser, e que Deus seja seu Conhecimento, Vontade e Ação, este homem ainda não serve para tal Conhecimento e Compreensão.
Há muitos que aspiram aos Mistérios e aos Conhecimentos Ocultos, apenas para serem respeitados e altamente estimados pelo mundo, para seu benefício e proveito próprio, mas eles não atingem o Plano onde o Espírito penetra em todas as Coisas, como está escrito, mesmo as coisas mais profundas de Deus.
A Vontade deve ser totalmente resignada, onde o próprio Deus penetre e atue; Vontade que continuamente se rompe em Deus, em uma Humildade resignada e permissível, buscando nada além de sua Região de Origem Eterna. Deve-se auxiliar o Próximo com aquilo que obtiver, só assim o Homem poderá atingir tais Regiões.
Aquele que busca, deve começar com um efetivo Arrependimento, seguido de um Aperfeiçoamento e Súplica (através da Oração), pois com isto sua Compreensão deverá se abrir trazendo a sua vontade interna à tona.
Mas se ao ler tais Escritos, ainda não os compreender, não deve prontamente jogá-los fora e pensar que é impossível compreendê-los, ao contrário, deve voltar sua mente para Deus, suplicar sua Graça e Compreensão, ler outra vez, e então perceberá mais e mais até ser atraído pelo poder de Deus para o mais profundo de si mesmo, e assim adentrar ao Campo sobrenatural e supersensorial, ou seja, na Eterna Unidade de Deus, onde deverá ouvir as eficazes e impronunciáveis Palavras de Deus que deverão trazê-lo de volta e para fora novamente, pela Emanação Divina, à mais densa e desprezível matéria da Terra e novamente de volta para o interior, para Deus, e então o Espírito de Deus penetrará todas as Coisas, com ele e por ele, então o Homem estará diretamente tocado e dirigido por Deus.
Uma vez que os amantes dos mistérios desejam uma Clavis, ou Chave de meus Escritos, estou pronto e desejoso em satisfazê-los, e irei registrar uma curta Descrição do Plano daquelas extraordinárias Palavras, algumas das quais são extraídas da Natureza e da Percepção (Sentimento, Razão, Compreensão, Sabedoria e Inteligência) e outras são as Palavras dos notáveis mestres, as quais eu investiguei de acordo com a percepção e as considerei justas e apropriadas.
A razão irá falhar, quando ver termos pagãos e palavras usadas na explicação das Coisas Naturais; supostamente deveríamos usar somente Frases das Escrituras (ou palavras emprestadas da Bíblia); mas tais Palavras não irão se aplicar ou se ajustar sempre à fundamental Explicação das Propriedades da Natureza, nem o Homem pode expressar o Plano da Natureza com elas; além disso, os Sábios Pagãos e Judeus esconderam o profundo Plano da Natureza sob tais Palavras por terem compreendido bem que este Conhecimento não é para todos, mas pertence somente àqueles que Deus, pela Natureza, escolheu para isso.
Mas ninguém precisa se desanimar diante disto, pois quando Deus revela seus mistérios a algum homem, Ele também lhe dá uma Mente e uma Capacidade para expressá-los, uma vez que Deus sabe o que é mais necessário e proveitoso em todas as épocas. Sobre o estabelecimento das diferentes línguas e opiniões sobre o verdadeiro Plano, os Homens não devem pensar que isto ocorreu por acaso, e que é produzido pela Razão Humana.
As revelações das Coisas Divinas estão abertas pelo Plano Interno do Mundo Espiritual e transformada em formas visíveis, da mesma forma que o Criador irá manifestá-las.
Irei escrever nada mais do que uma pequena descrição da Manifestação Divina; resumir o mais que eu possa, e explicar as notáveis palavras para uma melhor compreensão de nossos livros; e ainda registrar aqui o teor daqueles Escritos, ou um exemplo, ou uma Epítome deles por consideração e ajuda aos iniciantes: maiores explicações sobre isto serão encontradas nos outros livros.
BAIXAR PDF
por Jacob Böehme, o Teósofo Teutônico
Prefácio
Está escrito, o Homem Natural não recebe as Coisas do Espírito, nem o Mistério do Reino de Deus, são Insensatez para ele e nem pode conhecê-los: portanto advirto e exorto ao cristão amante dos mistérios, se pretende ler, estudar, pesquisar e compreender estes Escritos Elevados, que não os leia apenas externamente, com uma intensa especulação e meditação, pois se assim o fizer, permanecerá somente no terreno imaginário exterior, e não obterá mais do que uma falsificação colorida de tais mistérios.
A própria Razão do homem, sem a Luz de Deus, não pode entrar na Região dos Mistérios, é impossível, pois sua razão, estando isolada, permite que seu entendimento seja cada vez mais elevado e sutil, porém não o deixa perceber mais do que a sua própria Sombra refletida num Espelho.
O Cristo disse "Sem mim tu não podes fazer nada", e ele é a Luz do Mundo e a Vida do Homem.
Agora, se alguém pretende pesquisar o Campo Divino, ou seja, a Revelação Divina, deve primeiro refletir consigo mesmo, com que finalidade deseja saber tais coisas; se deseja praticar aquilo que eventualmente possa obter e fazer uso disto para a Glória de Deus e para o Bem-estar do Próximo; e se deseja morrer para o Mundo Profano e para sua Vontade própria, para viver naquilo que ele aspira e deseja e com isto tornar-se um só espírito com a Revelação Divina.
Se não houver um propósito, para que Deus revele a Si mesmo e seus mistérios a ele, tendo com este Homem um só Espírito e uma única Vontade, se o Homem não se submeter sinceramente a Ele, a ponto de que o Espírito de Deus possa fazer com o Homem e pelo Homem aquilo que quiser, e que Deus seja seu Conhecimento, Vontade e Ação, este homem ainda não serve para tal Conhecimento e Compreensão.
Há muitos que aspiram aos Mistérios e aos Conhecimentos Ocultos, apenas para serem respeitados e altamente estimados pelo mundo, para seu benefício e proveito próprio, mas eles não atingem o Plano onde o Espírito penetra em todas as Coisas, como está escrito, mesmo as coisas mais profundas de Deus.
A Vontade deve ser totalmente resignada, onde o próprio Deus penetre e atue; Vontade que continuamente se rompe em Deus, em uma Humildade resignada e permissível, buscando nada além de sua Região de Origem Eterna. Deve-se auxiliar o Próximo com aquilo que obtiver, só assim o Homem poderá atingir tais Regiões.
Aquele que busca, deve começar com um efetivo Arrependimento, seguido de um Aperfeiçoamento e Súplica (através da Oração), pois com isto sua Compreensão deverá se abrir trazendo a sua vontade interna à tona.
Mas se ao ler tais Escritos, ainda não os compreender, não deve prontamente jogá-los fora e pensar que é impossível compreendê-los, ao contrário, deve voltar sua mente para Deus, suplicar sua Graça e Compreensão, ler outra vez, e então perceberá mais e mais até ser atraído pelo poder de Deus para o mais profundo de si mesmo, e assim adentrar ao Campo sobrenatural e supersensorial, ou seja, na Eterna Unidade de Deus, onde deverá ouvir as eficazes e impronunciáveis Palavras de Deus que deverão trazê-lo de volta e para fora novamente, pela Emanação Divina, à mais densa e desprezível matéria da Terra e novamente de volta para o interior, para Deus, e então o Espírito de Deus penetrará todas as Coisas, com ele e por ele, então o Homem estará diretamente tocado e dirigido por Deus.
Uma vez que os amantes dos mistérios desejam uma Clavis, ou Chave de meus Escritos, estou pronto e desejoso em satisfazê-los, e irei registrar uma curta Descrição do Plano daquelas extraordinárias Palavras, algumas das quais são extraídas da Natureza e da Percepção (Sentimento, Razão, Compreensão, Sabedoria e Inteligência) e outras são as Palavras dos notáveis mestres, as quais eu investiguei de acordo com a percepção e as considerei justas e apropriadas.
A razão irá falhar, quando ver termos pagãos e palavras usadas na explicação das Coisas Naturais; supostamente deveríamos usar somente Frases das Escrituras (ou palavras emprestadas da Bíblia); mas tais Palavras não irão se aplicar ou se ajustar sempre à fundamental Explicação das Propriedades da Natureza, nem o Homem pode expressar o Plano da Natureza com elas; além disso, os Sábios Pagãos e Judeus esconderam o profundo Plano da Natureza sob tais Palavras por terem compreendido bem que este Conhecimento não é para todos, mas pertence somente àqueles que Deus, pela Natureza, escolheu para isso.
Mas ninguém precisa se desanimar diante disto, pois quando Deus revela seus mistérios a algum homem, Ele também lhe dá uma Mente e uma Capacidade para expressá-los, uma vez que Deus sabe o que é mais necessário e proveitoso em todas as épocas. Sobre o estabelecimento das diferentes línguas e opiniões sobre o verdadeiro Plano, os Homens não devem pensar que isto ocorreu por acaso, e que é produzido pela Razão Humana.
As revelações das Coisas Divinas estão abertas pelo Plano Interno do Mundo Espiritual e transformada em formas visíveis, da mesma forma que o Criador irá manifestá-las.
Irei escrever nada mais do que uma pequena descrição da Manifestação Divina; resumir o mais que eu possa, e explicar as notáveis palavras para uma melhor compreensão de nossos livros; e ainda registrar aqui o teor daqueles Escritos, ou um exemplo, ou uma Epítome deles por consideração e ajuda aos iniciantes: maiores explicações sobre isto serão encontradas nos outros livros.
BAIXAR PDF
Assinar:
Postagens (Atom)