sábado, 11 de julho de 2009
A paga do prazer, de Ermitão da Picinguaba
I
Olá, muito prazer em conhecê-lo(a) - assim, as pessoas costumam dizer, sem nem se aperceber que instintivamente estão colocando o prazer como o ponto máximo daquele encontro ou conhecimento.
É claro que O PRAZER é mesmo A PAGA por aquilo que realizamos, afinal, o que adianta fazermos seja o que for sem prazer?
E com esta reflexão quero dizer o quanto de ENERGIAS há no mundo que geram emoções, e emoções que geram prazer; tudo interligado, chegaremos à conclusão que a maior paga de tudo o que fazemos é O PRAZER.
Eu vejo assim, e nunca aceitei que alguém me pagasse para fazer algo que eu não tivesse prazer.
Se assim eu vejo, assim é que sou PAGO quando escrevo, quando canto, quando filmo, quando amo, quando venho a...cor...dar... à vida e seguir em frente meu viver eterno.
E assim, sem nem muito me estender, quero apenas esclarecer que, realmente, pelo menos para mim, o maior prazer está não no recebimento dos valores pecuniários por algo feito. Até já rejeitei muitas pessoas que pensavam poder comprar o meu modo de ser e estar na vida com o vil metal. E, coitado, ele de vil nada tem, a ATITUDE das pessoas é que o torna vil.
É que elas substituíram o PRAZER de FAZER e SENTIR pelo prazer de comprar e consumir.
Foi este o maior de todos os erros que o ser humano praticou nos tempos modernos. Se afastou do seu próprio prazer em sentir a vida como a vida é e não como a compramos.
Um grande abraço a todos que têm prazer em viver, dois tempos de um verbo, pretérito perfeito e infinitivo.
ERMITÃO DA PICINGUABA
25/04/2007
Ilha da Madeira
terça-feira, 7 de julho de 2009
O Avatar, de Ermitão da Picinguaba
O CAMINHO
Eram 21:11h na Ilha onde vivia o escritor. Na noite anterior, havia chovido muito e as comunicações haviam sido interrompidas. Ele havia recebido um recado de que os seus amigos iriam visitar a pequena Vila onde fora criado, um local entre a Grande Cidade e a Serra da Cantareira, de nome Tremembé.
Esses amigos sabiam que iriam encontrar algo que iria desvendar alguns mistérios acerca da Entidade de quem ele tanto falava, mistérios esses que eles mais ou menos já sabiam, e que a sua Madrinha, que vivia em Tremembé, reconhecera nele quando ainda era muito criança… Para ela nem eram mistérios, afinal ela deixou de ser freira mas trazia consigo a particularidade do Corpo Astral ou Corpo mais sutil, que através da sexualidade aflora, por isso o celibato era mantido pela Igreja.
Um dos mistérios que seus amigos conheciam estava relacionado com O Ermitão da Picinguaba, "um SER que habita o meu SER", dizia o escritor; o outro estava relacionado com o nome do seu personagem Ale Mohamed, um nome que na data em que ele escrevia o primeiro capítulo de O Avatar já se tornara muito falado quando do atentado em Bagdá contra a Mesquita onde estavam os restos mortais de Ali Mohamed, PROFETA dos antigos Persas e atuais Muçulmanos. Tudo isto envolvia algo de que já se vinha falando através da Entidade citada, há muito tempo.
A primeira manifestação da Entidade deu-se em 1979, na Vila Piscatória da Picinguaba, através de mensagens que eram recebidas pelo corpo físico do escritor, que deixara de ser vice-presidente de uma empresa multinacional para cumprir um destino de isolamento e introspecção, o que o levou a se conhecer mais e a se auto-descobrir entre a Natureza e Civilizações muito antigas como os Tupy Guaranis e toda a união de Nações Indígenas que se intitulavam Tamoios.
Todavia, naquela noite o escritor sabia que algo muito especial iria acontecer; era o dia de São Francisco e no dia anterior fora o dia dos Anjos… Uma notícia iria novamente mudar todo o rumo da sua existência terrena e quem sabe ele então poderia novamente enviar as mensagens que vinha recebendo desde menino, quando sua Madrinha já então descobrira o quanto de fato ele absorvera O EON CRÍSTICO durante a cerimônia do Batismo.
Havia quem pensasse que o Eon Crístico era algo que apenas Jesus poderia ter recebido e assim, muitos esperavam séculos, milênios, na expectativa da VINDA DO MESSIAS, mas em Verdade, em Verdade nos foi dito que deveríamos ir e pregar, cuidar, zelar porque o momento está próximo… por que então esperar tanto?
Mal imaginava o nosso escritor que a notícia chegaria muito mais célere do que ele poderia realmente imaginar; afinal quem se incumbiu de ir, ver e vencer, além de ter um conhecimento muito profundo, estava cercado de falanges existenciais e angelicais.
Assim, ao entardecer daquele dia a MENSAGEM HAVIA SIDO PASSADA, mas o vento, a chuva e a queda de alguns cabos de energia e da própria rede telefônica não lhe permitiram tomar conhecimento do que aconteceu de fato em Tremembé.
Walkyria saíra de Santa Catarina rumo a São Paulo, onde era esperada pelo seu irmão Mário Moreno, o qual já sabia mais ou menos da sua missão.
Cumprimentaram-se e logo se dirigiram à Editora onde estava sendo programada a edição de outro livro do escritor. Todavia os motivos maiores estavam relacionados com um imenso SEGREDO que entre colunas se iria discutir.
Sê Creta dizia sempre O Ermitão da Picinguaba, e estas palavras, ao entrar no salão do Administrador da Editora, ficaram retumbando em seus ouvidos… Walkyria não sabia se ouvia vozes ou se era uma vaga lembrança das conversas que tiveram com aquela figura ancestral…
– Boa tarde, Walkyria, fez boa viagem? Era o amigo Luiz que a recebeu na recepção da Editora, acompanhando-os até a sala do editor. Mário os acompanhava sempre, depois de cumprimentar Luiz. Ambos tinham muitas afinidades, viviam na mesma cidade e eram, de alguma forma muito mais séria do que se possa pensar, irmãos.
A porta se abriu quase que eletronicamente, e por detrás dela surgiu a figura de Wagner que, com seu habitual sorriso os recebeu prazerosa e respeitosamente.
A reunião decorreu entre intervenções de um e de outro, o Editor apresentando-se e à sua Empresa, afinal a notícia de que poderiam vir a conhecer o Vale do Kiriri, por si só já denotava algo de especial; sentiriam a vibração, a energia, e sem dúvidas era uma conversa para muitos dias, mas como Walkyria não teria muito tempo em São Paulo logo falaram sobre a possibilidade da edição de "O Avatar", que estava sendo escrito na Europa e poderia ser editado em São Paulo.
Ficou acertado o encaminhamento de um capítulo para análise do perfil da obra, além da possibilidade de reedição de outros dois livros, "O Planeta Exterminador" e "O Mestre e os Discípulos", já editados em várias partes do mundo.
Após acertarem os detalhes, despediram-se.
Walkyria no entanto pediu ao Irmão Mário que a acompanhasse até Tremembé… e lá ficou pesquisando o que de fato ocorrera com o menino de antanho que agora era escritor…
Teve várias surpresas...
Uma foi chegar à Igreja de Tremembé e a porta estar fechada, mas conversou com a zeladora que gentilmente lhe abriu a porta do lado, e lhe indicou o Altar oferecido em homenagem a Rosa Almeida Silva, madrinha do escritor, que doara as terras do convento e da Igreja…"Eu vou para Deus mas não esquecerei aqueles que deixei na Terra!" (Santo Agostinho).
Ao adentrarem a Igreja, que estava vazia, foram diretamente ao altar erigido a Nossa Senhora Aparecida. Lá estava o vitral que o escritor havia citado váras vezes.
Ao se aperceber que aquele era o altar, ajoelhou-se e começou rezar, e logo a seguir um grupo de senhoras começou a cantar… Mas se a Igreja estava trancada...? No vitral Nossa Senhora Aparecida sorria e na casa do escritor três velas acesas para Nossa Senhora Aparecida, tremeluziam e amenizavam a falta de luz…
Mário tirou algumas fotos, se emocionou com tudo aquilo e chorou junto com Walkyria.
Afinal… quais mensagens viriam desse livro, "O Avatar"?
Depois, a segunda surpresa foi procurar a casa da Tia do escritor e ao chegarem a uma rua sem saída o Mário perguntar:
– Mas quem você vem procurar em uma rua sem saída?
– A Tia dele, Dona Celina …
Uma garagem estava entreaberta, Mário perguntou a um jovem se conhecia a tal senhora.
– É minha mãe!!
Os dois se entreolharam e sorriram. O jovem, que nem sabia quem eles eram, manteve-se um pouco em expectativa mas logo tudo se compôs… e então ficaram sabendo do passado do escritor que agora estava na Ilha da Madeira, esperando notícias deles…
Enquanto isso, onde mora o escritor, a comunicação fora interrompida pela chuva e vendavais. Quando a luz elétrica foi restabelecida, o escritor, do outro lado do Atlântico, abriu o sistema e pôde ver as fotos, o Altar, o primo Roger, e chorou… chorou pelo imenso tempo que passara e pelo sacrifício que teve que fazer para cumprir os ditames da LEI, uma LEI que poucos compreendiam e poucos conseguiriam compreender; e para isto seria mesmo muito importante que se conseguisse publicar a Obra. Não por ele, que escrevia, mas porque ele sabia que no interior daquele livro estaria passando uma mensagem muito simples para os seres humanos, uma mensagem tão simples que todos teriam alcance para entendê-la, e assim o ecumenismo se faria presente.
Não tinha realmente cabimento continuarem a se enganar e a enganar o Povo todo da Terra, era necessário que alguém ecumenizasse os humanos e isto não poderia ser uma tentativa. Afinal, quem Tenta e cria a tentação nós já sabemos quem é, ou pelo menos quem levou a culpa. Mas saber mesmo PASSAR A PALAVRA, O VERBO, era muito mais simples do que poderia imaginar a nossa vã Filosofia – não eram necessários os costumes do passado e nem mesmo a força da juventude, era necessário apenas que a Alma que começasse a dizer o que tinha para ser dito se afastasse o máximo possível dos meios Urbanos e Terrenos.
Depois, só depois que estivesse realmente PURA é que iria então começar a transcrever para o papel aquilo que lhe ditava o Senhor do Universo, ou se quiserem O Grande Arquiteto do Universo, ou então Allah, enfim, o nome ou o título nem era importante. Era importante sim, e MUITO IMPORTANTE, que a própria Pureza do que iria ser dito estivesse em estado de papel em branco, como O PRIMEIRO ÁTOMO VIVO QUE CONSTRUIU TODO O UNIVERSO, e, para isto só mesmo o próprio primeiro átomo vivo para explicar o quanto se arrependeu de ter explodido na Busca de algo que ele nem sabia o que era …
E se arrependeu, não pela Beleza Universal mas pelo que fez sofrer a tantos que nem se apercebiam que eram nada mais nada menos do que a somatória dele mesmo.
O escritor acendeu o cachimbo e começou a imaginar como iria passar agora as imagens, como faria passar para o papel as imagens que recebera virtualmente, vindas de Itapema… que significava algo ligado a uma Pedra em Tupy Guarani…
A Rádio anunciava que o Papa estava à beira da morte… e o mundo católico se preocupava… Sobre a escrivaninha do escritor o Cartão de Condolências do falecimento da sua madrinha estava aberto, e ao lado dele o do seu padrinho… Ambos viveram uma vida de santos… tanto um como outro eram pessoas de Fé…
Ao fechar o cartão do padrinho o escritor viu a imagem que mostrava a Morte de São José… com Jesus e Maria ao seu lado…"Pai, perdoai-os porque não sabem o que fazem!" pediu Jesus a São José, pensou o escritor.
Um lágrima rolou de seu rosto… quando poderia sair do exílio e voltar para sua Terra Natal?
Nem sempre dizer a Verdade não merece castigo, pensou… e apagou a luz do candeeiro.
Os cães uivavam...
Um suspiro o acompanhou enquanto descia as escadas que davam do sótão ao salão mais abaixo.
Uns sobem outros descem… É verdade… pensou o escritor, mas será lindo o dia em que todos estejamos no mesmo nível…
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Chilam Balam de Chumayel (em espanhol) + As Sete Profecias Mayas
CHILAM BALAM DE CHUMAYEL
El Chilam Balam de Chumayel es acaso el más importante de los Chilam
Balams, textos sagrados y proféticos escritos por los sacerdotes Mayas
especialmente en Yucatán durante la conquista española. Los autores de esta
obra esotérica y difícil como toda escritura sacra y tradicional, como todo
libro de sabiduría, parecen ampararse en la religión cristiana para de este
modo poder transmitir las doctrines cosmogónicas autóctonas las cuales son
asimiladas a la religión de los conquistadores, como sucede hasta nuestros
días; esto constituye una prueba de la capacidad y la comprensión de los
sabios y sacerdotes indígenas, los que fueron capaces de entrever la unidad
fundamental de sus creencias y la similaridad de la cosmovisión de
vencedores y vencidos, la que también fue advertida por los mejores
religiosos europeos en sus crónicas. Reproducimos aquí textos de la versión
realizada por Antonio Mediz Bolio editada en Costa Rica en 1943 y
actualmente publicada por la SEP de México, con prólogo, introducción y
notas de Mercedes de la Garza, aunque no incluimos sus excelentes
comentarios. Ralph Roys también tradujo estos textos del maya al inglés: The
Chilam Balam of Chumayel, Oklahoma Press, Norman, 1933 y The maya
katun prophescies of the book of Chilam Balam, Carnegie Institution of
Washington D. C., 1954. También existe una versión al Castellano sintetizada
de Alfredo Barrera Vásquez y Silvia Rendón: El libro de los libros de Chilam
Balam, F.C.E., México, 1948. Igualmente hay otra edición de M. Rivera, que
se basa en la de Médiz Bolio pero levemente modificada: Chilam Balam de
Chumayel, Historia 16, Madrid, 1986. En realidad las distintas versiones
coinciden de modo general y no se altera en ellas los valores simbólicos y
metafísicos. Los especialistas creen que todos estos escritos indígenas, de
expresión cristianizada, son copias de libros jeroglíficos antiguos, adaptados
a las nuevas modalidades del paso del tiempo; recopilaciones, para salvar su
tradición cosmogónica y metafísica original, presentar así su verdad y
realizar su identidad. A continuación publicamos algunos textos de este
conjunto, especie de "almanaque", estructura que corresponde igual-mente a
los códices precolombinos; obsérvense también los extraños latines y su
rústico encanto, su ambigüedad y valores fonético-rítmicos. Agregamos a la
versión de Médiz Bolio del Libro de los Espíritus, y del Trece Ahau Katún, la
inglesa de Ralph Roys traducida al español por María Montoliú Villar,
tomada de su obra Cuando los dioses despertaron, U.N.A.M., México, 1989,
trabajo que oportunamente comentaremos; creemos que para el lector será
interesante cotejar ambas versiones.
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domingo, 5 de abril de 2009
Popol Vuh / Popol-Vuh - Libro del consejo de los indios Quichés (em espanhol)
BREVE NOTICIA
El Popol-Vuh, que puede traducirse Popol, comunidad, consejo, y Vuh, libro, Libro del Consejo o Libro de la Comunidad, fue pintado. Lo dice el texto: "Este libro es el primer libro pintado antaño". ¿El primer libro? ¿Querrá significarse con esto el más importante, algo así como la Biblia? "Pero su faz está oculta", sigue el texto. ¿Oculta, por qué? ¿Fue destruido? ¿Fue quemado? ¿Se consumió en la ciudad de Utatlán, entregada a las llamas, reducida a cenizas por el Conquistador? "Su faz está oculta al que ve", añade el texto, lo que mueve a pensar que no está oculta para el que, sin ver, conserva dicha faz en la memoria y la transmite oralmente.
Originalmente, el Popol-Vuh fue pintura, memoria, palabra, y en esta forma de tradición oral se conserva hasta mediados del siglo XVI, época en que vuelve a ser escrito, por un indígena, antiguo sacerdote quizá, en lengua quiché, con caracteres latinos. Este manuscrito, que constituye el verdadero original del Popol-Vuh, llega a manos de Fr. Francisco Ximénez, cura párroco de Santo Tomás Chuilá, población guatemalteca llamada actualmente Chichicastenango, a principios del siglo XVIII. Por eso se conoce el Popol-Vuh con el nombre de "Manuscrito de Chichicastenango".
Descubrirlo el Padre Ximénez, varón versadísimo en lenguas indígenas, y entregarse a su estudio y traducción del quiché al castellano, todo es uno. Pero el perilustre dominico no se contenta con traducir el Popol-Vuh. Para dar testimonio incuestionable de la autenticidad del texto y curarse en salud ante las autoridades religiosas, tal similitud hay entre el Génesis indígena y algunos pasajes de la Biblia, hace algo que la posteridad jamás le pagará bastante: al par de su versión castellana, en columna paralela, copia del texto quiché, es decir, que no sólo nos lega su traducción, sino la transcripción del texto indígena.
El Padre Ximénez realiza dos versiones. Una primera literal, que no le satisface, y una segunda, más cuidada, que incluye en el primer tomo de la "Crónica de la Provincia de Chiapa y Guatemala", obra monumental que del archivo de los dominicos pasa en 1854 —con otros documentos del Padre
Ximénez—, a la Biblioteca de la Universidad de San Carlos Borromeo. A partir de ese momento el libro sagrado de los quichés va a ser traducido a otras lenguas. El Dr. Carl Scherzer copia el texto en la Biblioteca de la Universidad de Carolina, y traducido al alemán lo publica en Viena, en 1857, bajo el título de "Las historias del origen de los indios de esta Provincia de Guatemala". El abate Carlos Esteban Brasseur de Bourbourg llega a Guatemala, desde Francia, atraído por la luz de ese manuscrito prodigioso, se afinca en el país, estudia y profundiza la lengua quiché y traduce el Popol-Vuh al francés, versión que publica en París, en 1891, con el título de "Popol-Vuh, le livre sacre et les mythes de l"antiquité américaine".
Varias otras traducciones se han hecho desde entonces, y se han publicado algo más de treinta y dos volúmenes, en todas las lenguas, interés que crece de día en día por tratarse de uno de los documentos milenarios de la humanidad.
De estas traducciones, citaremos las últimas. La del licenciado J. Antonio Villacorta y el profesor Flavio Rodas, publicada en Guatemala, en 1927, con el texto quiché fonetizado; la del licenciado Adrián Recinos, el cual encontró en la Biblioteca de Ewberry, de Chicago, el primer texto del Padre Ximénez, la traducción más literal, pero no la mejor, dado que el mismo autor la mejoró enormemente, y fue su segunda versión, ya más dueño del idioma quiché, la que incluyó en su famosa historia. De ésta, el profesor Georges Raynaud, después de más de cuarenta años de estudio, toda una vida, realizó su versión francesa ajustada al texto con rigor científico, sin restarle por ello su primigenia hermosura, su vuelo poético, su frescor vegetal, su hondura misteriosa. Dos de sus alumnos en la Escuela de Altos Estudios de París, el mexicano J. M. González de Mendoza y el guatemalteco Miguel Ángel Asturias, vierten al español, bajo la dirección del propio profesor Raynaud, la traducción del Popol-Vuh, hasta ahora considerada como la mejor, y la publican en París, en 1927, con el título de "Los Dioses, los Héroes y los Hombres de Guatemala Antigua", de la que después se han hecho varias ediciones, siendo merecedora de citarse, en primer lugar, la de la Biblioteca del Estudiante Universitario ["El Libro del Consejo"], en las publicaciones de la Universidad Nacional Autónoma de México.
Y es la versión del Profesor Georges Raynaud, la de mayor autoridad científica, la que ahora publicamos, en la traducción al español de González de Mendoza y Miguel Ángel Asturias, seguros de que por igual ha de interesar al investigador, al sociólogo, al poeta, al escritor, al artista y al curioso lector que ame los mitos antiguos, y en este caso, el de cómo los dioses formaron el mundo americano y cómo fue creado el hombre de maíz.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Encontros com o Nagual, de Armando Torres
Me chamo Armando Torres. Escrevo esse livro em cumprimento de uma tarefa que me foi
encomendada anos atrás.
Em Outubro de 1984 conheci Carlos Castaneda, controvertido antropólogo e escritor sobre temas de
bruxaria. Na época eu era bastante jovem. Em minha busca de respostas havia conhecido diversas
tradições espirituais e anelava encontrar um mestre. Porém desde o princípio, Carlos foi muito claro à
respeito.
"Eu não prometo nada - disse -, eu não sou guru. A liberdade é uma eleição individual e é
responsabilidade de cada um lutar por ela".
Em uma das primeiras práticas que escutei ele atacou durante a idolatria humana que nos induz a
seguir à outros e a esperar que nos dêem as coisas já mastigadas. Disse que isso é efeito de nossa
etapa de rebanho.
"Quem sinceramente deseja penetrar nos ensinamentos do bruxos não necessita de guias. Basta ter
um genuíno interesse e "culhões de aço". E por si mesmo encontrará todo o necessário mediante um
intento inflexível".
Sobre tais premissas desenvolveu-se nossa relação. Portanto, quero deixar claro que não sou
discípulo de Carlos, no sentido formal da palavra. Apenas pratiquei com ele em algumas ocasiões, e
isso bastou para convencer-me de que o verdadeiro caminho do conhecimento consiste em nossa
determinação de ser impecáveis.
O principal motivo pelo qual aceitei difundir parte de minha experiência ao seu lado foi a gratidão.
Carlos foi esplêndido com cada um que teve a fortuna de conhece-lo, já que é a natureza de um
nagual fazer regalos de poder. Estar próximo à ele era carregar-se com seu estímulo e preencher-se
com estórias, conselhos e ensinamentos de todo o tipo, e seria muito egoísta por parte dos que
receberam esses dons, quando ele mesmo, como um verdadeiro guerreiro da liberdade total,
compartilhou até o fim com aqueles que o rodeavam.
Em uma ocasião me disse que ele costumava escrever cada noite fragmentos de sua aprendizagem
junto ao nagual Juan Matus, um velho índio bruxo pertencente à etnia yaqui do norte do México, e de
seu benfeitor Genaro Flores, um poderoso índio mazateco, que formava parte do grupo de
conhecimentos liderado por Don Juan. Acrescentou que escrever era um aspecto muito importante de
sua recapitulação pessoal e que eu devia fazer o mesmo com tudo o que escutara em suas práticas.
"E se me esqueço ?" - perguntei.
"Nesse caso o conhecimento não era para você. Concentra-te naquilo que recordas".
Explicou-me que o sentido desse conselho não era só ajudar-me a guardar uma informação que
podia me ser valiosa no futuro. O importante era que eu adquirisse um certo grau de disciplina, afim
de que pudesse empreender mais adiante verdadeiros exercícios de bruxos.
Descreveu o propósito dos bruxos como "uma empresa suprema: sacar o homem de sua limitação
perceptual para devolver-lhe o domínio sobre seus sentidos e permitir-lhe entrar num caminho de
economia energética".
Carlos insistia em que tudo o que um guerreiro faz deve estar imbuído de um urgente sentido
pragmático. Dito em outros termos, deve estar inflexivelmente orientado para o verdadeiro propósito
do ser humano: a liberdade.
"Um guerreiro não tem tempo à perder, porque o desafio da consciência é total e exige vinte e quatro
horas diárias de alerta máximo".
Em meu relacionamento com ele e com outros homens de conhecimento, fui testemunha de eventos
extraordinários, do ponto de vista da razão. Sem dúvida, para os bruxos, coisas tais como a visão à
distância, saber os sucessos com antecipação ou a viagem por mundos paralelos ao nosso são
experiências normais no desempenho de suas tarefas. Como não somos capazes de verifica-las por
nós mesmos, é inevitável que as tomemos com fantasias ou, no melhor dos casos, como metáforas
próprias de sua linguagem.
O ensinamento dos bruxos é assim, toma-o ou deixe-o. Não se pode raciocina-lo. Não é possível
verifica-lo intelectualmente. A única coisa que nos resta é pô-lo em prática, explorando as
extraordinárias possibilidades de nosso ser.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
Plantas Venenosas
Em todo o mundo há plantas capazes de perturbar, ou mesmo de lesar para sempre, funções essenciais à vida dos animais e do homem. Venenos vegetais como a cicuta e o curare tornaram-se conhecidos como capazes de causar morte instantânea.
As plantas venenosas constituem um grande grupo de espécies botânicas de diferentes famílias, cujas propriedades tóxicas, embora às vezes letais, são também aproveitadas por sua ação terapêutica. O modo de absorção dos venenos vegetais varia muito. Os contidos em certas algas, por exemplo, podem se espalhar pela água e intoxicar o gado que a bebe. Às vezes o efeito tóxico resulta da ingestão da planta ou do simples contato com suas folhas, como ocorre com as chamadas plantas urticantes. Também o látex ou suco leitoso de algumas espécies pode ulcerar a pele, como é o caso da mancenilha (Hippomane mancinella), euforbiácea das praias do Caribe.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Sociedade Espiritualista Mata Virgem - Curso de Umbanda: OUTRAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
O Toré é uma dança que inclui também práticas religiosas secretas, às quais só os índios têm acesso. O objetivo ritual do toré é a comunicação com os encantos ou encantados, que vivem no reino da jurema ou juremá, referência à bebida feita com a casca da raiz da juremeira. Quanto à dança propriamente dita, ela assume características diferentes em cada comunidade. Eles dançam em círculos, em sentido anti-horário, fazendo e desfazendo sucessivas espirais. O grupo dança formando quatro filas, que fazem variadas coreografias, criando movimentos de rara beleza. O ritual, que começa por volta das 21h e vai até as 3h da manhã, é uma dança coletiva acompanhada por cânticos e pelo som de chocalhos feitos de cabaças. O que mais impressiona no Toré é a força com que todos pisam o chão, de forma ritmada, juntos, como se fossem uma só pessoa.
PAJELANÇA
Durante o ritual terapêutico, o pajé reza e fuma ao mesmo tempo, baforando a fumaça do tabaco sobre o corpo do doente. Enquanto isto sustenta em uma das mãos o maracá, cujo ruído assinala a aproximação do espírito. O pajé pode alcançar o transe fumando e hiperventilando continuamente, o que lhe provoca visões que lhe direcionam para compreender os atos estranhos que se sucedem na aldeia, ou para predizer sucessos e insucessos.
A pajelança é um ato-ritual de cura, levada á cabo por vários pajés. Nestas ocasiões eles se reúnem para fins curativos ou cuidar da realização de um feitiço que beneficie todas as comunidades participantes do evento.
A crença da pajelança é assentada na figura do encantamento, ou seja, é um culto á encantaria. Encantados são os seres invisíveis que habitam as florestas, o mundo subterrâneo e aquático, regiões conhecidas como "encantes". Os pajés servem de instrumentos para a ação dos encantados. Para tornar-se pajé, o indivíduo precisar ter um dom de nascença ou "de agrado" (adquirido).
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
O Caminho do Xamã - Um guia para manter a saúde e desenvolver o poder de curar, de Michael Harner
Os Xamãs — conhecidos no mundo "civilizado" como "curandeiros"
ou "feiticeiros" — preservam um notável conjunto de antigas técnicas, que
usam para obter e manter o bem-estar e a cura para eles próprios e para os
membros das suas comunidades. Esses métodos xamânicos revelam-se de
notável semelhança em todo o mundo, mesmo para povos cujas culturas
são bastante diversas sob outros aspectos, povos que estão separados uns
dos outros por oceanos e continentes, há dezenas de milhares de anos.
Carecendo do nosso avançado nível de tecnologia médica, esses povos
chamados primitivos tiveram excelente razão para se sentirem motivados a
desenvolver capacidades não tecnológicas da mente humana, para a saúde e
a cura. A uniformidade básica dos métodos xamânicos sugere que, por
meio de tentativas e erros, os povos chegam às mesmas conclusões.
O xamanismo é uma grande aventura mental e emocional, onde tanto
o paciente como o curandeiro xamã ficam envolvidos. Através de sua
heróica viagem e de seus esforços, o xamã ajuda seus pacientes a
transcenderem a noção normal e comum que têm acerca da realidade,
inclusive a noção de si próprios como doentes. Faz sentir aos seus pacientes
que eles não estão emocional e espiritualmente sozinhos em suas lutas
contra a doença e a morte. Faz com que eles partilhem de seus poderes
especiais, convencendo-os, em profundo nível de consciência, [pg 013] de
que há outro ser humano desejoso de oferecer seu próprio Eu para ajudálos.
A abnegação do xamã provoca no paciente um compromisso emotivo
correspondente, um senso de obrigação de lutar ao lado do xamã para se
salvar. Zelo e cura caminham juntos.
Hoje estamos descobrindo que mesmo os quase milagres da moderna
medicina ocidental nem sempre são próprios para resolver completamente
todos os problemas dos doentes, ou dos que desejam evitar doenças. Cada
vez mais, os profissionais da saúde, e seus pacientes, estão procurando
métodos de cura suplementares, e muita gente sadia também se empenha
em experimentos pessoais para descobrir abordagens alternativas que sejam
viáveis na busca do bem-estar. Muitas vezes, nesses experimentos, surgem
dificuldades para o leigo, e mesmo para o profissional da saúde, no que
tange a distinguir o espúrio do efetivo. Os antigos métodos do xamanismo,
ao contrário, já foram testados pelo tempo. De fato, eles vêm sendo
testados há um tempo imensuravelmente maior, por exemplo, que a
psicanálise e inúmeras outras técnicas psicoterapêuticas. Um dos objetivos
deste livro é ajudar os ocidentais contemporâneos, pela primeira vez, a
tirarem proveito desse conhecimento, no que se refere à busca de
suplementação das abordagens da medicina tecnológica moderna.
Empregando os métodos descritos neste livro, vocês terão a
oportunidade de adquirir a experiência do poder xamânico e de ajudar a si
mesmos e aos outros. Nos meus centros de treinamento em poder
xamânico, da América do Norte ou da Europa, os estudantes por várias
vezes têm demonstrado que muitos ocidentais podem ser facilmente
iniciados nos pontos fundamentais da prática xamânica. A antiga arte é tão
poderosa, e trespassa de forma tão profunda a mente humana, que os
costumeiros sistemas culturais de crenças e suposições que a pessoa possa
ter sobre a realidade tornam-se irrelevantes.
Há quem chegue a duvidar de que o xamanismo possa ser ensinado
através de um livro e, até certo ponto, essa dúvida se justifica. [pg 014]
Fundamentalmente, o conhecimento xamânico só pode ser adquirido
através da experiência individual. Contudo, será necessário que se aprenda
os métodos a fim de utilizá-los. E eles podem ser aprendidos de diversas
maneiras. Por exemplo, entre os Conibo do Alto Amazonas, "aprender com
as árvores" é considerado um aprendizado superior ao que se tem por
intermédio de um xamã. Entre os aborígenes da Sibéria, a experiência
morte/renascimento era, com freqüência, a principal fonte do conhecimento
xamânico. Em certas culturas pré-letradas, há pessoas que respondem
espontaneamente ao "chamado" do xamanismo, sem nenhum treinamento
formal, enquanto outras treinam sob orientação de um xamã prático, em
qualquer outro lugar, por um dia ou até por cinco anos ou mais.
Na cultura ocidental, a maioria das pessoas jamais chegará a conhecer
um xamã, muito menos será treinada por algum deles. Ainda assim, como a
nossa cultura é letrada, não é necessário que se esteja numa situação de
aprendizado para aprender. Uma orientação escrita pode fornecer a
informação metodológica essencial. Embora de início possa parecer
embaraçoso aprender técnicas xamânicas através de um livro, persista. Sua
experiência xamânica provará seu valor, Como em qualquer outro campo
de aprendizado, considera-se mais importante aprender diretamente com
um profissional. Os que desejarem ter essa experiência podem participar de
centros de treinamento (ver Apêndice A).
No xamanismo, a manutenção do poder pessoal é fundamental para o
bem-estar. Este livro apresentará alguns dos métodos xamânicos para
restabelecer e manter esse poder, e, através do seu uso, ajudar outros que
estejam fracos, doentes ou feridos. As técnicas são simples e eficazes. Seu
uso não exige "crença" nem mudança nas noções que se tem sobre a
realidade no estado comum de consciência. Na verdade, o sistema nem
sempre requer mudança na mente inconsciente, porque ele apenas desperta
o que já existia ali. Contudo, embora as técnicas básicas do xamanismo
sejam simples e relativamente fáceis de aprender, [pg 015] a prática efetiva
do xamanismo exige autodisciplina e dedicação.
Ao se envolver com prática xamânica, a pessoa move-se entre o que
chamo de um Estado Comum de Consciência (ECC) e um Estado
Xamânico de Consciência (EXC). Esses estados de consciência constituem
as chaves da compreensão de como, por exemplo, Carlos Castaneda pode
falar de uma "realidade comum" e de uma "realidade incomum". A
diferença entre esses estados de consciência pode ser exemplificada, talvez,
por meio de animais. Dragões, grifos e outros animais que consideraríamos
"míticos" quando estamos em ECC, são "reais" quando estamos em EXC.
A idéia de que há animais "míticos" é válida e útil interpretação na vida
ECC, mas supérflua e irrelevante em experiências EXC. Pode-se dizer que
"fantasia" é uma palavra aplicada por uma pessoa em ECC ao que está
sendo experimentado em EXC. Em contrapartida, uma pessoa em EXC
pode perceber as experiências em ECC como ilusórias, em termos de EXC.
Ambas estarão certas, conforme o estado de consciência de cada uma.
O xamã tem uma vantagem: é capaz de mover-se entre estados de
consciência à vontade. Pode entrar no ECC de alguém que não seja xamã e
concordar, honestamente, com ele, sobre a natureza da realidade vista a
partir daquela perspectiva. Então, o xamã pode voltar ao EXC e obter uma
informação direta do testemunho de outras pessoas, que relataram suas
experiências quando naquele estado.
A observação a partir dos próprios sentidos é a base para uma
interpretação empírica da realidade. E ainda não existe ninguém, mesmo
nas ciências da realidade comum, que tenha provado, incontestavelmente,
que existe apenas um estado de consciência válido para observações
diretas. O mito do EXC é a realidade comum, e o mito do ECC é a
realidade incomum. Fazer um julgamento imparcial da validade das
experiências em estados contrastantes de consciência é algo extremamente
difícil,
Para compreender a arraigada hostilidade emocional com que [pg 016]
foram recebidos os trabalhos de Castaneda em alguns lugares é preciso ter
em mente que esse tipo de preconceito aparece com freqüência. Trata-se do
etnocentrismo entre as culturas. Nesse caso, todavia, a questão fundamental
não é a pouca experiência cultural da pessoa, mas a falta de experiência
consciente. As pessoas mais preconceituosas a propósito de um conceito da
realidade não comum são as que jamais a experimentaram. Isso pode ser
chamado cognicentrismo, análogo, na percepção, ao etnocentrismo.
Um passo para a solução desse problema poderia ser o aumento do
número de pessoas a se tornarem xamãs, que poderiam passar, por si
mesmas, e em seus próprios termos, pelas experiências em EXC. Esses
xamãs poderiam transmitir uma compreensão da realidade incomum, tal
como têm feito os xamãs desde tempos imemoriais em suas culturas, aos
que nela jamais tivessem entrado. Isso equivaleria ao papel do antropólogo
que, tomando a si a observação participante em outras culturas que não a
própria, está, conseqüentemente, habilitado para passar a compreensão
dessa cultura a pessoas que, de outra maneira, poderiam considerá-la
alheia, incompreensível e inferior.
Os antropólogos ensinam os outros a tentar evitar as armadilhas dó
etnocentrismo, aprendendo a compreender a cultura em termos de suas
próprias suposições sobre a realidade. Os xamãs ocidentais podem prestar
serviço idêntico em relação ao cognícentrismo. A lição do antropólogo é
chamada de relativismo cultural. O que os xamãs ocidentais podem tentar
criar, até certo ponto, é um relativismo cognitivo. Mais tarde, quando se
obtiver um conhecimento empírico da experiência, poderá haver respeito
por suas próprias suposições. Então, talvez tenha chegado o momento de
fazer uma análise imparcial da experiência em EXC, cientificamente, em
termos de ECC.
Pode-se argumentar que nós, seres humanos, passamos a maior parte
da nossa vida, quando acordados, em ECC, porque a seleção natural
entende que assim deva ser, considerando que essa é a realidade real, e os
outros estados de consciência, que não o [pg 017] do sono, são aberrações
que interferem na nossa sobrevivência. Em outras palavras, tal argumento
pode ser aceito, nós percebemos a realidade da forma como costumamos
percebê-la porque esse é sempre o melhor modo, em termos de
sobrevivência. Todavia, avanços recentes em neuroquímica mostram que o
cérebro humano leva consigo suas próprias drogas para alterar a
consciência, incluindo alucinógenos tais como o dimetiltriptamina.1 Em
termos de seleção natural, parece pouco provável que esses alteradores da
consciência viessem a estar presentes, a menos que a sua capacidade de
alterar o estado da consciência trouxesse alguma vantagem para a
sobrevivência. Ao que parece, a própria Natureza resolveu que um estado
alterado de consciência é, ás vezes, superior ao estado comum.
No Ocidente, estamos apenas começando a apreciar o importante
impacto que o estado da mente pode ter sobre aquilo que antes foi, com
excessiva freqüência, tomado como questões de propriedade puramente
"física". Quando, numa emergência, um xamã aborígene australiano ou um
lama tibetano empenha-se numa "viagem rápida" — um transe da técnica
em EXC para percorrer longas distâncias a grande velocidade — isso é,
claramente, uma técnica de sobrevivência que, por definição, não é possível
em ECC. 2
Da mesma maneira, estamos agora aprendendo que muitos dos nossos
atletas mais bem-sucedidos entram em estado alterado de consciência
quando estão tendo seus melhores desempenhos. Levando tudo isso em
conta, parece impróprio argumentar que apenas determinado estado de
consciência é superior em todas as circunstâncias. De há muito o xamã sabe
que essa suposição não somente é falsa, mas também é perigosa para a
saúde e o bem-estar. Usando milênios de conhecimentos acumulados, bem
1 Por exemplo, Mandell, 1978: 73.
2 Elkin 1945: 66-67; 72-73.
como suas experiências diretas, o xamã sabe quando a mudança de um
estado de consciência é aconselhável ou mesmo necessária.
Em EXC, o xamã não só passa por experiências que são impossíveis
em ECC, mas também as realiza. Mesmo que fosse provado [pg 018] que
todas as experiências xamânicas em EXC estão apenas na mente do xamã,
isso não faria esse domínio menos real para ele. Na verdade, tal conclusão
significaria que as experiências e as realizações xamânicas não são
impossíveis, seja qual for o seu sentido.
Os exercícios apresentados neste livro representam minha própria
destilação e interpretação pessoal de alguns métodos xamânicos, velhos de
milênios, que aprendi diretamente com índios da América do Sul e do
Norte, sendo esse aprendizado suplementado com informações literárias e
etnográficas, incluindo a dos outros continentes. Adaptei esses métodos de
forma que os leitores ocidentais, sejam quais forem suas orientações
religiosas ou filosóficas, possam usar essas técnicas em sua vida cotidiana.
Os métodos são tanto para os que se sentem em boa saúde como para os
des-animados, ou de alguma forma doentes. Do ponto de vista do
xamanismo, o poder pessoal é básico para a saúde, em todas as condições
da vida de uma pessoa.
Para se beneficiarem de fato deste livro, as pessoas devem
desempenhar cuidadosamente os exercícios e experiências, na exata
seqüência apresentada, sem tentar fazer os exercícios subseqüentes
enquanto não tiverem tido êxito nos precedentes. Às vezes, é possível que
uma pessoa atinja todos esses estágios em poucos dias, porém é mais
comum que precisem de semanas ou meses. O importante não é a rapidez, e
sim a prática pessoal constante. Enquanto seguirem, de forma disciplinada,
a prática dos métodos que já tiverem aprendido, estarão a caminho de se
tornarem xamãs. E a que ponto serão xamãs? Esse estado só lhes poderá
ser conferido por aqueles aos quais tentarem prestar ajuda em assuntos de
poder e de cura. Em outras palavras, é o sucesso obtido no trabalho
xamânico que determina se as pessoas chegaram ou não a se tornar xamãs.
Elas terão oportunidade de descobrir que, sem usar nenhum tipo de
droga, podem alterar seu estado de consciência para formas xamânicas
clássicas, e entrar na realidade incomum do xamanismo. AH, em EXC,
podem tornar-se videntes e fazer, pessoalmente, [pg 019] a famosa viagem
xamânica, para adquirirem, em primeira mão, o conhecimento do universo
oculto. Também podem descobrir a possibilidade de se beneficiar dessas
viagens xamânicas, em termos de cura e de saúde, usando antigos métodos
que fazem o prognóstico de ambas, e que vão além da psicologia, da
medicina e da espiritualidade do Ocidente. Além disso, podem aprender
métodos sem viagens, através dos quais a pessoa mantém o poder pessoal e
o melhora.
Não é difícil que os ocidentais, ao se aproximarem pela primeira vez
dos exercícios xamânicos, sintam certa perturbação. Ainda assim, em cada
um dos casos que conheço, as ansiedades foram logo substituídas por
sensações de descoberta, por excitação positiva e por confiança em si
mesmo. Não é por acaso que a palavra êxtase refere-se, comumente, tanto
ao transe xamânico ou EXC como a um estado de exaltação e de deleite
arrebatador. A experiência xamânica é positiva, conforme foi verificado
através de milhares de anos, e como vi, muitas e muitas vezes, em meus
centros de treinamento, nos quais os participantes representavam amplo
leque de personalidades.
O EXC, podemos dizer, é mais seguro que sonhar. Num sonho, não
nos é possível escapar voluntariamente de uma experiência indesejada, de
um pesadelo. Ao contrário, a pessoa entra voluntariamente em EXC e,
como esse é um estado desperto e consciente, pode, a qualquer momento,
sair dele, voltando ao ECC. Contrariamente ao que ocorre com uma droga
psicodélica, não há nenhum período de tempo quimicamente determinado
para alguém ficar em estado alterado de consciência, e não há possibilidade
de essa pessoa ficar presa numa "viagem ruim". Os únicos perigos efetivos
que sei estarem ligados à prática do xamanismo são de cunho social e
político. Por exemplo, é claro que era perigoso ser xamã na Europa durante
a época da Inquisição, e mesmo hoje, entre os Jivaro, ser acusado de "mau"
xamã, de feiticeiro, pode mostrar-se arriscado, se práticas diferentes das
aqui ensinadas forem usadas. [pg 020]
Esta é, essencialmente, uma apresentação fenomenológica. Não estou
tentando explicar concepções e práticas xamânicas cm termos de
psicanálise, ou de qualquer outro sistema ocidental contemporâneo de
teoria causai. A causalidade envolvida no xamanismo e na cura xamânica,
é, realmente, uma questão muito interessante, que merece detalhada
pesquisa; entretanto, uma pesquisa científica orientada para a causalidade
não é essencial para o ensino da prática xamânica, que aqui se trata do
objetivo maior. Em outras palavras, as indagações ocidentais sobre o
porquê do funcionamento do xamanismo não são necessárias para que se
façam experiências e se empreguem os métodos.
Tentem conter qualquer prejulgamento crítico quando começarem a
praticar métodos xamânicos. Gozem, simplesmente, as aventuras de uma
abordagem xamânica, absorvam e pratiquem o que leram e, então, vejam
para onde as suas investigações os levam. Durante dias, semanas, e talvez
anos depois de terem usado esses métodos, as pessoas terão muito tempo
para refletir sobre a sua significação a partir de um ponto de vista ocidental.
A forma mais eficaz de aprender o sistema xamânico é usar os mesmos
conceitos básicos que ele usa. Por exemplo, falo de "espíritos" porque é
dessa maneira que os xamãs falam, dentro do seu sistema. Para praticar o
xamanismo é desnecessário, e mesmo perturbador, estar preocupado com a
obtenção de uma compreensão científica daquilo que os "espíritos" podem
realmente representar e com o porquê da atividade do xamanismo.
Sem levar em conta as questões que surgiram a propósito de seu nível
de ficcionismo, os livros de Carlos Castaneda, prestaram valioso serviço ao
introduzirem muitos ocidentais na aventura e na emoção do xamanismo e
de alguns princípios legítimos nele envolvidos. Nas páginas que se seguem
não recapitularei o material acerca dos livros de Castañeda, nem dei a mim
mesmo a tarefa de mostrar equivalências entre seus conceitos e os aqui
apresentados. Para a maioria dos leitores dos seus livros, entretanto, muitos
dos paralelos devem ser bastante óbvios. [pg 021]
Uma das coisas que devo ressaltar é, todavia, que Castañeda não
enfatiza a cura em seus livros, embora essa represente uma das mais
importantes atividades do xamanismo. Talvez isso aconteça porque seu
livro Don Juan está basicamente ligado ao tipo de xamanismo guerreiro (ou
feiticeiro).
A principal meta aqui é fornecer um manual introdutório de
metodologia xamânica para a saúde e a cura. Eu poderia escrever muito
mais, e talvez faça isso no futuro, mas os elementos essenciais básicos aqui
estão, para quem quer que tenha a capacidade de começar a se tornar xamã
e esteja predisposto a fazê-lo. O conhecimento do xamanismo, como outro
conhecimento qualquer, pode ser usado para diferentes fins, dependendo da
maneira pela qual ele é empregado. O caminho que lhes ofereço é o do
curandeiro, não o do feiticeiro, e os métodos oferecidos têm por objetivo
atingir bem-estar e saúde, bem como ajudar aos outros.
Finalmente, devo declarar, se é que isso já não se fez óbvio, que eu
próprio pratico o xamanismo, não porque compreenda, em termos de ECC,
por que ele está em atividade, mas, apenas, porque ele está de fato em
atividade. Não aceitem, porém, só o que eu digo: o conhecimento xamânico
verdadeiramente importante é o que se experimenta, e não pode ser obtido
a partir de mim ou de outro xamã. O xamanismo, afinal, é, basicamente,
uma estratégia de aprendizado pessoal e de ação segundo esse aprendizado.
Eu lhes ofereço uma parte dessa estratégia, e os acolho com prazer nessa
antiga aventura xamânica. [pg 022]
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sexta-feira, 11 de abril de 2008
Lista de Afrodisíacos
| PLANTA | TIPO | USO | AÇÃO | EFEITO |
| Absinto | Erva | Bebida | Tonica | Estimulante |
| Açafrão | Flor | Poções | Energética | Jovialidade |
| Alcaçuz | Planta | Bebidas | Tonica | Estimulante |
| Algaravia | Planta | Culinária | Afrodisíaca | Estimulante |
| Alho | Planta | Culinária | Afrodisíaca | Estimulante |
| Almíscar | Animal | Poções/Perfumes | Afrodisíaca | Estimulante |
| Ambar Cinza | Animal | Poções | Afrodisíaca | Estimulante |
| Ameixas | Fruto | Poções | Tonica | Energético |
| Amêndoas | Fruto | Poções | Fertilidade | Energético |
| Anis | Erva | Culinária | Afrodisíaca | Estimulante |
| Aspargos | Planta | Culinária | Afrodisíaca | Estimulante |
| Banana | Fruto | Comestível | Afrodisíaca | Alcalóide |
| Baunilha | Fruto | Culinária | Afrodisíaca | Estimulante |
| Cacau | Planta | Comestível | Afrodisíaca | Energético |
| Cactus | Erva | Poções | Tonica | Energético |
| Cantárida | Animal | Poções | Afrodisíaca | Estimulante |
| Cardamomo | Planta | Culinária | Tonica | Estimulante |
| Casca de Salgueiro | Planta | Poções | Afrodisíaca | Estimulante |
| Catuaba | Planta | Poções | Afrodisíaca | Estimulante |
| Cebola | Planta | Culinária | Afrodisíaca | Nutritivo |
| Cenoura | Planta | Culinária | Revigorante | Nutritivo |
| Champaca | Flor | Poções | Afrodisíaca | Estimulante |
| Coco | Planta | Culinária | Tonica | Nutritiva |
| Coentro | Planta | Poções | Tonica | Estimulante |
| Cogumelos | Planta | Poções | Tonica | Estimulante |
| Cravo da India | Planta | Culinária | Tonica | Estimulante |
| Cubeba | Planta | Culinária | Tonica | Estimulante |
| Damiana | Planta | Infusão | Afrodisíaca | Estimulante |
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segunda-feira, 7 de abril de 2008
Frutas Ciganas, de Albino Granada
Maçã da Prosperidade
Espete numa maçã cravos-da-índia. Tem de cobrir todo a superfície da fruta. Enquanto se procede, visualize os seus pedidos de prosperidade, fertilidade e riquezas. Essa maçã tem poder atrativo. Deve-se, porém, retirar a “pimentinha” da cabeça do cravo.
Uma curiosidade sobre a maçã: quando a cortamos para encantamentos/simpatias, o sentido do corte é de extrema importância para o resultado: horizontal, para prosperidade; vertical, para sentimentos.
Coco calmante
O coco verde é usado para acalmar pessoas de temperamento forte. Abre-se uma tampa nele e serve-se a água – não toda – para a pessoa que está agitada ou de humor “complicado”. A água restante fica dentro do coco, no qual colocamos um pedaço de papel com o nome da pessoa e selamos a tampa com cera de vela. O coco deve ser pendurado pela casa.
Limão Neutralizador
Para neutralizar energias negativas/ desarmônicas, cruza-se dois pregos em um limão e pendura-se na casa. Se o problema for pessoas com energias negativas ou pessoas que precisam ser neutralizadas por quaisquer razões, escreva o nome da pessoa e finque o papel com os pregos dentro do limão e pendure. Esse limão tende a apodrecer muito rápido. Dispense o limão ruim e troque sempre que necessário.
Melão da Riqueza
Pegue um melão e abra-o, tirando uma tampa. Limpe-o, enterrando as sementes. Dentro da fruta oca (só com a polpa), colocamos um papel com todos os pedidos de prosperidade e riqueza. Junto, colocamos 21 moedas. Para terminar, preencha o resto da fruta com açúcar cristal. Feche a tampa do melão, selando com cera de vela. Num local ligado à Natureza, acenda 6 velas coloridas (não use vela preta!) em forma de um hexagrama - o melão no meio . Quando as velas se consumirem, leve o melão para uma árvore e antes de deixa-lo, coloque um pano verde sob ele.
Obs: uma questão a se ter atenção é que sempre que preparamos esses encantamentos, devemos respeito à Natureza que nos proporcionou esses frutos e aos próprios. Então, sempre converse com a fruta, explicando para ela que será parte de uma transformação (transformação do mana – liberação de energia) e deixe clara sua gratidão. Outra coisa é em relação com a dispensa das frutas já usadas: sempre as deixe na Natureza: perto de árvores, em rios ou enterre-as. Durante a execução de um encantamento, é sempre recomendável que se morda ou coma um pedaço da fruta (ou frutas) usada e também que a passe embaixo da língua, pois lá se encontra um ponto de energia. Não podemos esquecer que somos parte do mesmo Organismo e devemos respeitá-lo e preservá-lo. Manter o nosso meio em equilíbrio é um grande trabalho mágicko!
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terça-feira, 1 de abril de 2008
Manual de Magias, Feitiços e Simpatias, de Luiz Henrique de Castro
Numa pequena vasilha branca, ponha algumas gotas de azeite de oliva, folhas de cipreste e alguma gotas de perfume
de laranjeira. Misture tudo muito bem e aguarde. Toda vez que você sair, passe um pouquinho dessa fórmula sobre
as sobrancelhas e, em seguida, leia o Salmo 113, deixando-o aberto sobre a cabeceira da cama.
PARA CONQUISTAR ALGUÉM COM A ROMÃ
Escreva em 7 pedaços de papel branco o nome da pessoa amada. Depois, pegue 7 romãs e faça furo em cada uma.
Enfie cada papel com o nome da pessoa amada numa romã, ou seja, sete pedacinhos de papel em sete romãs. Mais
tarde, às 18 horas, jogue as romã, num jardim e repita sete vezes: "Vai romã, vem (dizer o nome da pessoa amada).
Esta simpatia deverá ser feita apenas uma vez.
SIMPATIA DA POESIA
Escreva uma poesia romântica, apaixonada, inspirada na lua, numa noite de lua cheia, após olhar por alguns instantes
para ela. Espere, então, sete dias. E ofereça a poesia à pessoa amada.
SIMPATIA DA FOTOGRAFIA
Consiga uma fotografia da pessoa amada. Numa noite de luar, mergulhe essa fotografia num copo com água açucarada,
deixando por sete dias.
SIMPATIA DA CORRENTINHA DE SÃO JORGE
Use por vinte e quatro horas uma correntinha de ouro ou de prata com uma medalhinha de São Jorge. A correntinha
e a medalhinha devem ser novas, compradas por você. No dia seguinte, ofereça como um presente à pessoa amada
SIMPATIA DA MAÇÃ
Apanhe uma maçã e um pedacinho de papel branco. Escreva nesse papel o nome da pessoa amada. Faça um furo, o
pedacinho de papel com o nome escrito. E tape esse buraco com mel e açúcar. Vá até um jardim público, coloque-se
de costas e atire a maçã por sobre a cabeça. Retire-se sem olhar para trás. Não retorne a esse lugar durante sete dias.
PARA MANTER O NAMORADO
No dia dos namorados, compre uma gravata azul e dê de presente ao seu namorado. No momento que ele abrir o
embrulho para ver o presente, pegue a gravata e 'brincando', diga-lhe que vai colocá-la nele para ver como fica.
Mesmo que ele esteja vestindo camiseta. Faça o laço na gravata, mentalizando um futuro casamento com muita
felicidade entre ambos.
SIMPATIA COM OS FIOS DE CABELO
Espere um momento descontraído e arrume um jeito de pegar alguns fios de cabelo dele (dela). Amarre-os, depois,
com alguns fios de seu próprio cabelo. E num pequeno vidro, coloque esses fios de cabelo e algumas gotas de perfume.
Por fim, guarde o vidrinho no fundo de uma gaveta com suas roupas.
SIMPATIA DO AMOR COM UM LENÇO
Você deve comprar um lenço bonito, de preferência branco ou azul, para presentear o seu namorado. Na noite de
Santo Antônio, ponha um pouco do perfume que ele mais gosta no lenço. Embrulhe o lenço numa folha de papel de
seda branco ou azul (conforme a cor do lenço) e dê de presente para ele.
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domingo, 24 de fevereiro de 2008
O Uso Das Ervas E Vegetais, de Wagner - Lobo do Cerrado
1. ABACATE - amor
2. AÇAFRÃO – Purificação, saúde, felicidade
3. ACÁCIA – proteção, contra pesadelos e proteção do sono
4. AGRIMÔNIA – dissolução de influências negativas e proteção
5. AIPO - poderes mentais e psíquicos
6. ALECRIM - limpeza e concentração, calmante, adivinhação, estudos,
cura, proteção, purificação
7. ALFAFA – prosperidade, dinheiro, felicidade
8. ALFAZEMA – calmante, estudos, purificação
9. ALHO – saúde, proteção
10. ALMÍSCAR - afrodisíaco, amor ;Planeta: Vênus
11. AMÊNDOAS – dinheiro, prosperidade, sabedoria
12. AMORA – saúde, dinheiro, proteção
13. ANETO - sorte
14. ANGÉLICA – proteção, purificação, saúde, clarividência
15. ANIS ESTRELADO – adivinhação, purificação, sorte
16. ARNICA – clarividência
17. ARROZ - fertilidade
18. ARRUDA - proteção, limpeza, cura; purificação
19. ARTEMÍSIA - adivinhação, alteração da consciência,
20. ASSA-FÉTIDA – exorcismo, proteção
21. BABOSA – proteção, sorte e amor
22. BAMBU – realização de desejos
23. BARBATIMÃO – espiritualidade, purificação
24. BARDANA – saúde, proteção
25. BAUNILHA – amor, sedução
26. BETERRABA - amor
27. BENJOIM – negócios, exorcismo; Planeta: Vênus
28. BOCA DE LEÃO - proteção
29. BRIÔNIA – dinheiro
30. CALÊNDULA – proteção, solução de problemas,
31. CAMÉLIA – prosperidade, riqueza
32. CAMOMILA – dinheiro, amor, purificação
33. CANELA - negócios, bens materiais, amor, limpeza, energizar;
sucesso, amor, proteção
34. CÂNFORA - desenvolvimento psíquico; clarividência, saúde
35. CARDAMOMO – sedução, amor
36. CARDO SANTO - cura
37. CARVALHO – fertilidade
38. CASCARA SAGRADA – problemas com a justiça, dinheiro e proteção
39. CAVALINHA – fertilidade
40. CEBOLA – proteção, saúde, dinheiro
41. CIPRESTE – longevidade, saúde
42. CRAVO – negócios, forças, energizar, amor, limpeza
43. DAMASCO – feitiços de amor
44. ERVA CIDREIRA – sucesso, amor
45. ERVA DOCE - proteção
46. EUCALIPTO - limpeza, atrair encantos, energizar, cura, saúde,
proteção
47. FIGUEIRA – clarividência, fertilidade
48. FLOR DE MAÇÃ – calmante
49. FREIXO - adivinhação, cura, proteção, prosperidade
50. GENGIBRE – dinheiro e sucesso
51. GERGELIM – dinheiro
52. GINSENG – amor, realização de desejos, beleza, saúde, proteção e
poder
53. GIRASSOL – fertilidade
54. HERA – (planta não eficaz para os homens) proteção, amor, saúde
55. HORTELÃ - cura
56. JASMIM - melhorar humor, amor; calmante, cura
57. LARANJA – amor, dinheiro
58. LAVANDA – cura, amor
59. LIMÃO - amor
60. LÓTUS - amor
61. LOURO – negócios, adivinhação, proteção, força, saúde
62. MAÇÃ – amor, atrair encantos, cura, imortalidade
63. MANJERICÃO – amor, purificação espiritual, proteção
64. MANDRÁGORA - fertilidade
65. MADRESSILVA – dinheiro
66. MARACUJÁ – paz, amizade
67. MIL FOLHAS – exorcismo, amor
68. MIRRA - boa sorte, espiritualidade, meditação, cura; proteção
69. MORANGO – amor, sorte
70. NARCISO – cura, sorte, fertilidade
71. NOZ MOSCADA – adivinhação, fertilidade
72. OLÍBANO – cura, purificação (resina chave)
73. OLIVEIRA – paz, fertilidade proteção
74. PATCHULI - clarividência; Planeta: Vênus
75. PINHO – atrair encantos, fertilidade
76. ROMÃ - fertilidade
77. ROSA - amor, espiritualidade, adivinhação, fertilidade
78. SABUGUEIRO - purificação
79. SÁLVIA – cura, feitiços, longevidade, sabedoria, realização de
desejos
80. SÂNDALO - amor, adivinhação, purificação
81. SANGUE DE DRAGÃO - purificação
82. TRIGO – fartura, dinheiro, fertilidade,
83. URTIGA – exorcismo, proteção, saúde
84. UVA – fertilidade, dinheiro, fartura
85. VETIVER - comando; Planeta: Vênus
86. VERBENA – meditação, amor
87. VISGO – Proteção
88. VIOLETA - afrodisíaco, meditação, espiritualidade
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Animais de Poder
O modo mais fácil para começar a trabalhar com os animais de poder é estudar primeiro as habilidades naturais do animal e seus modos de como metaforicamente você vai aplicá-las em diversas situações na vida. Por exemplo, por causa de sua visão, a águia poderia lhe ajudar a manter uma visão de suas verdadeiras metas. Uma imagem de uma águia capturando sua presa é uma ferramenta poderosa para ajudá-lo alcançar metas. Tais imagens servem para lhe dar a força que você precisa para manter sua visão e metas. Também estudando os modos naturais do seu animal, ajuda a criar um laço poderoso entre você e seu animal, permitindo assim o ajudar até mesmo em sua vida animal.
Estude também algum outro significado que esse animal pode ter em outras culturas. Por exemplo, para alguns: o urso representa introspecção, o colibri representa alegria, e o leopardo representa poder interno. Nós podemos usar estes mitos para nos ajudar a conectar com nossos animais de poder e como um enfoque para entender o que esses animais vieram nos ensinar.
Assim que você estabelecer uma conexão forte com seu animal de poder, você poderá convocá-lo quando desejar para auxiliá-lo e aconselhá-lo. Geralmente essa comunicação se dá pela Jornada Xamânica ou uma voz interna.
Outro modo xamânico que você pode usar para conectar os seus animais de poder é utilizar um enfoque (um objeto físico para representar o animal) que pode ser um quadro, uma imagem, uma reprodução em miniatura, uma parte do corpo (um dente, uma asa). Qualquer um desses objetos poderá ser-lhe útil em sua conexão com ele. Segure o objeto e procure sentir a energia fluindo pelas mãos e tomando conta de todo seu ser dando-lhee a paz e o respeito necessário para a conexão.
Outro modo xamânico de conectar com seu animal é imitar o movimento dele. Este é um modo saudável para conectar com seu animal. Exercite esses movimentos para livrar-se da tensão. Combinando esses movimentos através da dança, você verá que esse ritual irá ajudar o fortalecimento espiritual e a sua conexão com seu animal.
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sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Plantas Que Curam, de Hugo Caravaca
Desde os tempos mais remotos, as plantas sempre estiveram
presentes na vida do homem. A utilização dos vegetais
com fins terapêuticos é anterior ao desenvolvimento
da ciência. Cada povo possui sua própria listagem de ervas
medicinais, geralmente plantas comuns no território em que
habitam, cujas aplicações são transmitidas através de gera
ções. Nas tribos indígenas, por exemplo, o pajé, uma das
maiores autoridades depois do cacique, nada mais é que
um profundo conhecedor dos segredos do mundo vegetal,
um curandeiro naturalista.
É difícil precisar como as propriedades terapêuticas dessas
plantas foram descobertas. Talvez por instinto, por intuição
e até mesmo através da observação dos animais, que se
valem dessas valiosas plantinhas para a cura de seus males.
Hoje, apesar do desenvolvimento da ciência e da medicina,
as pessoas têm procurado tratamentos altemativos, mais
naturais, que não apresentem efeitos colaterais. Este livro
reúne uma série de receitas, explicadas; passo-a-passo,
relacionando as ervas indicadas para cada caso, bem como
a preparação dos remédios. No último capítulo também
relacionamos algumas das plantas citadas, com informa-
ções e curiosidades a respeito de cada uma delas.
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