Mostrando postagens com marcador Anne McCaffrey. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anne McCaffrey. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A Canção do Dragão

Autor: Anne McCaffrey
Título Original: Dragonsong (1976)
Editora: Gailivro
Páginas: 218
ISBN: 9789895576845
Tradução: CEQO - Tradução, Consultoria Linguística e Ensino

Sinopse
Durante séculos, o mundo de Pern enfrentou uma força destrutiva, conhecida por Fios. Porém, os magníficos dragões que sempre protegeram Pern, assim como os homens e as mulheres que neles voavam, começaram a escassear. À medida que cada vez menos dragões deslizam pelos ares e a destruição insiste em cair do céu, Menolly, uma rapariga de quinze anos, tem apenas um sonho: cantar, tocar e compor a música que lhe é tão familiar - deseja tornar-se Harpista. Mas, apesar do seu grande talento, o pai acredita que uma rapariga não merece ocupar uma posição tão respeitada e proíbe-a de seguir os seus sonhos.
Menolly foge e depara-se com nove lagartos-de-fogo que poderão salvar o seu mundo… e mudar a sua vida para sempre.

Opinião
"A Canção do Dragão" é o primeiro livro de uma nova trilogia, O Salão do Harpista, que decorre em Pern, à semelhança dos anteriores livros da Anne McCaffrey publicados pela Gailivro ("O Voo do Dragão", "A Demanda do Dragão" e "O Dragão Branco"). Em termos temporais, "A Canção do Dragão" decorre na mesma altura de "A Demanda do Dragão" e partilha a cena da eclosão dos dragões, em que Jaxom impressiona Ruth, o dragão branco (par que iremos conhecer melhor em "O Dragão Branco").

Neste livro, de tom marcadamente mais juvenil que os anteriores, vamos encontrar Menolly num dos Domínios subordinados ao Weyr de Benden. Menolly é uma jovem muito dotada musicalmente, aprendiz do Harpista Petiron, que sempre encorajou o seu talento. Quando este morre, Menolly vê-se subitamente proibida pelo seu pai de tocar e cantar e para se livrar desta opressão começa a vaguear por sítios fora do Domínio do Mar. Num desses "passeios" e por força de mais uma queda de Fios, Menolly encontra uma ninhada de lagartos-de-fogo, que irão ajudá-la a compreender o que verdadeiramente deseja para a sua vida.

Foi agradável regressar a Pern nesta pequena história, mas confesso que senti falta da presença dos dragões e dos seus cavaleiros (apesar dos aparecimentos esporádicos) e a partir do momento em que Menolly se desloca para o Weyr de Benden, a história ganhou um novo alento e emoção. Foi bom rever Lessa e a sua rainha Ramoth, bem como toda a dinâmica no Weyr de Benden. É um bom complemento à trilogia já publicada, mas julgo que, pelo menos este livro, não consegue proporcionar o mesmo nível de emoção apresentado anteriormente. Ainda assim, aguardo com curiosidade pela publicação do 2.º volume desta trilogia, "A Cantora dos Dragões".

Uma nota final relativa à tradução: alguns termos próprios do universo de Pern foram, neste livro, traduzidos de forma diferente dos livros anteriormente publicados. Por exemplo, zona intermédia passa a meio e Cidadela passa a Domínio. Fica a sugestão de uniformização destas (e outras) expressões em edições/publicações futuras.

7/10 - Bom

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

O Dragão Branco

Sinopse: Jamais houve uma ligação tão próxima como a que existe entre o audacioso e aventureiro jovem Senhor Jaxom e o seu extraordinário dragão branco, Ruth. De um branco puro e incrivelmente ágil, Ruth é um dragão com muitos talentos, embora quase todos os habitantes de Pern o considerem um anão que nunca chegará a lado algum. Jaxom, porém, sabe que não é assim. Ele sabe que pode ensinar o seu dragão a voar e a destruir os mortíferos Fios prateados que caem do céu. Desobedecendo a todas as regras, Jaxom e Ruth treinam em segredo. Os seus voos ilícitos parecem constituir apenas uma desobediência de somenos importância – até darem por eles na rota do perigo e em posição de impedir a maior catástrofe de sempre…

"O Dragão Branco" é o terceiro livro da principal trilogia da série Dragonriders of Pern, da escritora Anne McCaffrey, e foi publicado pela primeira vez há 30 anos atrás. A história, decorrida algumas Rotações (anos) depois do final do segundo livro, centra-se no jovem Jaxom e no seu peculiar dragão branco, Ruth. Não fiquei especialmente cativada com o Cavaleiro, mas o dragão é simplesmente amoroso! Ganha vida a cada descrição e a cada aventura que nos é relatada. Para além disso, reencontramos também várias das personagens dos dois livros anteriores.

Depois de ter terminado o livro, posso dizer que o sentimento geral é a desilusão. Não que o livro seja mau ou eu não tivesse gostado, mas de facto esperava muito, muito mais. Há partes do livro em que a história é realmente cativante, mas uma grande parte centra-se em questiúnculas políticas e explorações do novo Continente do Sul, em busca de informações sobre os antigos habitantes de Pern. Confesso que achei várias dessas secções enfadonhas e passei-as a algum custo. No final, dei por mim a virar páginas na perspectiva de terminar o livro o mais depressa possível a fim de começar o novo livro de George R.R. Martin. E, normalmente, isso não é bom sinal.

Resumindo, achei esta trilogia do género fantástico interessante, mas não completamente indispensável. Foi pena que o ritmo do primeiro livro não se tenha estendido aos outros dois.

6/10