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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Clube de Sangue


Autora: Charlaine Harris
Título Original: Club Dead (2003)
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 256
ISBN: 9789896371579
Tradutor: Renato Carreira

Sinopse
Há apenas um vampiro com a qual Sookie Stackhouse está envolvida, pelo menos de forma voluntária, e esse vampiro é Bill. Mas recentemente, ele tem estado um pouco distante. E noutro Estado. Eric, o seu chefe sinistro e sensual, julga saber onde encontrá-lo e, quando dá por isso, Sookie está a caminho de Jackson, no Mississippi, para se infiltrar no submundo do Clube de Sangue. Este clube é um local perigoso onde a sociedade vampírica se reúne para descontrair e beber um copo de O positivo. Mas quando Sookie finalmente descobre Bill - apanhado num acto de traição séria - ela não tem a certeza se o quer salvar... ou afiar estacas.

Opinião
"Clube de Sangue" é o 3.º volume da Saga do Sangue Fresco, da autoria da americana Charlaine Harris, que a editora Saída de Emergência continua a publicar por cá. Já li os dois primeiros volumes (podem ver as minhas opiniões aqui e aqui) e, como gostei bastante, não poderia deixar de ler esta nova adição à série.

Neste livro, continuamos a acompanhar as aventuras de Sookie Stackhouse e o seu enorme talento para se meter em sarilhos, num mundo onde os vampiros vivem às claras, apesar de manterem a sua aura misteriosa e as suas práticas pouco ortodoxas. Sookie namora com o vampiro Bill, que é chamado para uma missão secreta em Jackson e desaparece misteriosamente. Ela é a melhor hipótese de o encontrar devido aos seus talentos como telepata, e por isso ruma a Jackson acompanhada do lobisomem Alcide, para tentar descobrir o seu paradeiro.

Os livros têm as mais variadas utilidades e vão servindo ou não os propósitos a que se propõem. Este (e os anteriores) têm o claro objectivo de conduzir o leitor numa aventura cativante, divertida e arrepiante, que é plenamente conseguido. Charlaine Harris continua a mostrar-nos como funciona a sociedade vampírica e as suas hierarquias, mas vai introduzindo novas espécies; se no livro anterior tivemos oportunidade de conhecer as ménades e perceber um pouco mais dos metamorfos, neste o conhecimento estende-se aos lobisomens. 

Adoro o sentido de humor que a Charlaine Harris emprega à sua personagem principal, Sookie (dou por mim a rir-me sozinha), e a forma como o rumo central da história, à parte as aventuras presentes em cada livro, vai evoluindo naturalmente, tal com as suas personagens. Sookie apresenta uma evolução considerável e é aqui apresentada como uma mulher muito mais confiante e corajosa, mas com as dúvidas que todos temos. Eric, o superior de Bill, que já no livro anterior tinha tido bastante protagonismo, continua em grande neste volume; é uma personagem que cativa, não só pelo mistério que a sua história que suscita, mas também pela sua personalidade mordaz. Bill tem vindo a perder protagonismo, mas fica no ar a curiosidade da evolução da sua relação com Sookie.

Aguardo ansiosamente pelos próximos volumes!

8/10 - Muito Bom

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Dívida de Sangue

Autor: Charlaine Harris
Título Original: Living Dead in Dallas
Editor: Saída de Emergência
Páginas: 256
ISBN: 9789896371371
Tradutor: Renato Carreira

Sinopse
Sookie Stackhouse está numa maré de azar: primeiro o seu colega de trabalho é morto e ninguém se parece preocupar; depois, é atacada por uma criatura que a infecta com um veneno doloroso e mortal. Tudo se complica quando Bill nada consegue fazer e pede a ajuda de Eric para lhe salvar a vida. A questão é que agora ela está em dívida para com Eric - um vampiro deslumbrante mas tão belo quanto perigoso. E quando ele lhe pede um favor em troca, ela tem que aceder.
De repente, Sookie está em Dallas a usar os seus poderes telepáticos para encontrar um vampiro. A sua condição é que os humanos não devem ser magoados. Mas a promessa de os vampiros se manterem na ordem é mais fácil de dizer do que de cumprir. Basta uma bela rapariga e um pequeno deslize para que tudo comece a correr mal…
Entretanto, também Eric tem os seus próprios segredos...

Opinião
Depois de Sangue Fresco, eis-nos de volta à companhia da jovem Sookie Stackhouse e de uma sociedade onde os vampiros são conhecidos e, mal ou bem, aceites. Neste segundo livro, Sookie já estabilizou, de certo modo, a sua relação com o vampiro Bill e com os seus pares, e é enviada a Dallas numa missão que implicará ver-se envolvida em situações muito complicadas e onde precisará de todas as suas capacidades para as resolver.

Se o primeiro volume serviu mais como introdução, de modo a familiarizar o leitor com o novo mundo e as suas personagens, este "Dívida de Sangue" é um livro muito mais repleto de acção, sem tempos mortos e no qual estamos sempre curiosos para saber o que vai acontecer de seguida. É, basicamente, um livro de leitura compulsiva. À interessante história base, a autora acrescenta alguns pormenores que ajudam a consolidar o mundo que criou, com destaque para a introdução das ménades e do aparecimento de mais metamorfos. Outro aspecto que contribuiu bastante para tornar este livro mais interessante foi o protagonismo que a autora deu ao vampiro Eric, personagem muito enigmática e misteriosa, e que exerce um fascínio especial em Sookie (e nos leitores também!). Espero que o destaque continue nos próximos volumes.

Charlaine Harris volta a escrever de uma forma muito acessível, e agrada-me particularmente os pequenos detalhes de humor (negro) que frequentemente introduz nos pensamentos e falas da sua personagem principal, Sookie.

Para terminar, quero ainda referir que foi muito interessante ler este livro tão pouco tempo depois do "Drácula" e constatar que muitas das coisas "inventadas" por Bram Stoker continuam, apesar de todas as variações, a influenciar grandemente a literatura "vampírica" actual.

8/10 - Muito Bom

[Livro n.º 65 do meu Desafio de Leitura]

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Sangue Fresco

Título: Sangue Fresco
Autor: Charlaine Harris
Editora: Saída de Emergência
Tradução: Renato Carreira
Nº de Páginas: 272

"Uma grande mudança social está a afectar toda a humanidade.Os vampiros acabaram de ser reconhecidos como cidadãos. Após a criação em laboratório, de um sangue sintético comercializável e inofensivo, eles deixaram de ter que se alimentar de sangue humano. Mas o novo direito de cidadania traz muitas outras mudanças...Sookie Stackhouse é uma empregada de mesa numa pequena vila de Louisiana. É tímida, e não sai muito. Não porque não seja bonita - porque é - mas acontece que Sookie tem um certo "problema": consegue ler os pensamentos dos outros. Isso não a torna uma pessoa muito sociável. Então surge Bill: alto, moreno, bonito, a quem Sookie não consegue ouvir os pensamentos. Com bons ou maus pensamentos ele é exactamente o tipo de homem com quem ela sonha. Mas Bill tem o seu próprio problema: é um vampiro.Para além da má reputação, ele relaciona-se com os mais temidos e difamados vampiros e, tal como eles, é suspeito de todos os males que acontecem nas redondezas. Quando a sua colega é morta, Sookie percebe que a maldade veio para ficar nesta pequena terra de Louisiana. Aos poucos, uma nova subcultura dispersa-se um pouco por todos os lados e descobre-se que o próprio sangue dos vampiros funciona nos humanos como uma das drogas mais poderosas e desejadas. Será que ao aceitar os vampiros a humanidade acabou de aceitar a sua própria extinção?"

Para quem gosta de mistério e sobrenatural à mistura este livro é muito bom... como sabemos e já publicamos aqui no blog, a história é contada por Sookie uma rapariga com poder de ler as mentes de todos menos um...o charmoso vampiro Bill. Confesso que quando comecei a ler e me deparei logo com este facto fiquei um pouco desgostosa pensando que a história iria ser parecida a Crepúsculo de Stephenie Meyer mas mais andiante pude confirmar que as semelhanças terminam aqui.
Ao contrário do que seria de esperar Sookie não se serve do seu dom frequentemente muito pelo contrario, tenta erguer uma barreira contra a sua "deficiência" porque ninguém acredita nela e todos a pensam louca. Situação irónica numa sociedade em que a existência de vampiros é reconhecida e aceite... Quanto a estes, são os tradicionais vampiros das histórias de terror de sempre, com todas as características a que estamos habituados. Ainda assim, há uma particularidade que achei interessante e na qual nunca havia pensado, estes vampiros podem beber o sangue de alguém sem que para isso matem a pessoa ou a transformem, além disso, apesar do coração destes personagens não bater, o sangue corre-lhes nas veias. E que sangue este...!!!
O livro é de leitura fácil (a escrita da autora proporciona-o) e tem um enredo muito interessante, pois o suspence está sempre presente como é exigido num bom polícial, vamos desconfiando de todos os personagens mas só mesmo no final é que conseguimos deslindar o mistério. As personagens são interessantes e o mundo que nos é apresentado é algo bizarro.
Recomendo aos fãs de políciais. Quanto a mim, vou com certeza continuar a seguir esta saga.
8/10

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sangue Fresco

Autor: Charlaine Harris
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 272
ISBN: 9789896371180
Tradutor: Renato Carreira

Sinopse
Uma grande mudança social está a afectar toda a humanidade.
Os vampiros acabaram de ser reconhecidos como cidadãos. Após a criação em laboratório, de um sangue sintético comercializável e inofensivo, eles deixaram de ter que se alimentar de sangue humano. Mas o novo direito de cidadania traz muitas outras mudanças... Sookie Stackhouse é uma empregada de mesa numa pequena vila de Louisiana. É tímida, e não sai muito. Não porque não seja bonita - porque é - mas acontece que Sookie tem um certo "problema": consegue ler os pensamentos dos outros. Isso não a torna uma pessoa muito sociável. Então surge Bill: alto, moreno, bonito, a quem Sookie não consegue ouvir os pensamentos. Com bons ou maus pensamentos ele é exactamente o tipo de homem com quem ela sonha. Mas Bill tem o seu próprio problema: é um vampiro.
Para além da má reputação, ele relaciona-se com os mais temidos e difamados vampiros e, tal como eles, é suspeito de todos os males que acontecem nas redondezas. Quando a sua colega é morta, Sookie percebe que a maldade veio para ficar nesta pequena terra de Louisiana. Aos poucos, uma nova subcultura dispersa-se um pouco por todos os lados e descobre-se que o próprio sangue dos vampiros funciona nos humanos como uma das drogas mais poderosas e desejadas. Será que ao aceitar os vampiros a humanidade acabou de aceitar a sua própria extinção?

Opinião
A curiosidade em redor deste livro surgiu devido ao sucesso obtido pela série que nele se baseia (True Blood) e também pela expectativa de remendar um pouco o desencanto com as leituras "vampíricas" que me assolou depois da experiência com a Stephenie Meyer. Por falar nela, duas coisas... primeiro, se identificarem quaisquer semelhanças entre a sinopse acima e a saga desta autora, devo dizer-vos que este livro foi publicado em 2001, dois antes antes da primeira edição de "Twilight"; segundo, gostei mais deste. Para já (e ainda só li o primeiro da série), nada de lamechice excessiva e enche-chouriços.

O livro propriamente dito: deparamo-nos com uma sociedade onde os vampiros são aceites e onde possuem o seu próprio espaço. Não nos é dito muito acerca das suas origens ou da sua luta para serem aceites - suponho que isso seja desenvolvido mais à frente na série. A personagem principal - Sookie Stackhouse - é uma jovem empregada de um bar que se vai envolver com o vampiro Bill, uma personagem misteriosa e enigmática. No entanto, nem toda a gente gosta ou quer socializar com vampiros e uma série de mortes em circunstâncias semelhantes levam a supôr que estas estão relacionadas de alguma forma com os vampiros.

É esta história com elementos policiais e de terror que nos é apresentada, neste livro, através da escrita simples e acessível de Charlaine Harris, que nem por isso o torna menos interessante. Achei a parte final do livro especialmente dinâmica e cativante e achei a intenção de "assustar" o leitor bastante bem conseguida. Gostei e irei continuar a seguir esta série.

7/10 - Bom

[Livro n.º 33 do meu Desafio de Leitura]