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domingo, 30 de agosto de 2009

O Assassino Inglês - Daniel Silva

Título: O Assassino Inglês

Autor:
Daniel Silva

Editora: Bertrand Editora

P.V.P. 17,96€



Sinopse:

Espião ocasional e restaurador de arte, Gabriel Allon chega a Zurique para restaurar a obra de um Velho Mestre, a pedido de um banqueiro milionário. Em vez disso, dá por si no meio do sangue do cliente e injustamente acusado do seu homicídio. Allon vê-se inesperadamente a braços com uma voraz cadeia de acontecimentos, incluindo roubos de arte pelos nazis, um suicídio com várias décadas e um trilho sangrento de assassínios - alguns da sua autoria. O mundo da espionagem que Allon pensava ter colocado de parte vai envolvê-lo uma vez mais. E ele vai ter de lutar pela vida com o assassino que ajudou a treinar.



A minha opinião

Em O Assassino Inglês, Gabriel Allon é chamado a desvendar o misterioso assassinato de Augustus Rolfe. Nesta nova aventura, Gabriel é contactado pelo próprio Augustus, sobre o pretexto do restauro de um quadro de Rafael. No entanto, quando Allon chega a casa de Augustus em Zurique descobre que este foi morto com um tiro no olho e, ao mesmo tempo, toma conhecimento de que Rolfe lhe queria contar algo importante, e que esse mistério pode estar na causa da sua morte. Na tentativa da descoberta do porquê do assassinato de Rolfe, Gabriel descobre que o banqueiro suíço, além de coleccionador de arte, pode ter sido um aliado de Hitler e Himler. Será que a colecção de arte desaparecida de casa de Rolfe, no momento da sua morte, é tão legítima quanto isso? Será que esses quadros não seriam provenientes de diversos saques a que se viram sujeitos os judeus pelos nazis? Um livro muito interessante que revela muitas das crueldades impostas aos judeus por parte de Hitler e seus aliados.




sexta-feira, 20 de março de 2009

Príncipe de Fogo

Sinopse: Gabriel está de regresso a Veneza, quando uma terrível explosão em Roma o conduz a uma perturbadora revelação: a existência de um dossier em mãos terroristas que revela os seus segredos e expõe a sua verdadeira história. Apressadamente chamado a Israel, regressa mais uma vez ao seio da organização que tinha escolhido esquecer. Allon vê-se em perseguição de um cabecilha terrorista através de uma paisagem embebida no sangue derramado por várias gerações. E quando por fim se dá o confronto, não +e só Gabriel que corre o risco de ser eliminado - pois não e apenas a sua história que é posta a nu.

De todos as obras que, até ao momento, li de Daniel Silva, Príncipe de Fogo foi a menos bem conseguida. Pareceu-me sempre que à história faltou emoção e suspense, tornando-se a escrita um debitar de acontecimentos. Na minha opinião, o autor peca igualmente por não ter conseguido explorar da melhor forma o enquadramento histórico do conflito israelo-palestiniano que é pano de fundo da acção.

A obra começa de forma intensa com a descrição de um atentado bombista na Embaixada de Israel, em Roma. A necessidade de se descobrirem as causas e os mandantes levam a que o agente Gabriel Allon reactive a sua actividade nos serviços Israelitas. Depois de algum tempo isolado em Veneza, onde se reinventou enquanto pessoa, Gabriel tem de regressar a casa e lutar contra os seus fantasmas: o atentado de que a sua família foi vítima, a constante exigência de matar outras pessoas, a sua vida amorosa reconstruída.

A investigação levará Gabriel, e consequentemente o leitor, a viajar por várias cidades e cruzando-se com as razões do conflito israelo-palestiniano que, ainda hoje, marcam a nossa actualidade. Infelizmente, o autor tem descrições pouco apelativas e que nos mantêm, enquanto espectadores, distantes da acção. Para além disso, a explicação de alguns acontecimentos-chave do enquadramento histórico, nomeadamente o seu início, a acção de alguns Chefes de Estado e alguns atentados, é demasiado simplista, assumindo, mesmo que de forma não intencional, uma atitude pró-Israel.

O desenvolvimento da acção acontece de forma rápida e, apesar de nem sempre se perceber como, Gabriel e os seus companheiros têm pistas que os conduzem aos terroristas e que explicam as suas motivações. Em certas alturas, o autor apenas explica determinados acontecimentos por meias palavras, surpreendendo o leitor. Confesso que, por vezes, fiquei com a nítida sensação de que algo me tinha passado ao lado, pelo que me vi "forçada" a reler algumas passagens.

Apesar de tudo, o grande ponto negativo do livro deve-se à Bertrand, pois é ela a responsável pelos vários erros ortográficos e de construção frásica que pautam o mesmo. Como tal, exige-se ao leitor uma maior concentração e desfruta-se menos pois o ritmo de leitura é várias vezes interrompido.

5/10 - Razoável