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quinta-feira, 3 de abril de 2008

O Pecado de Darwin - John Darnton


Neste livro encontramos um pouco de história e ficção.

A história de como Darwin elaborou a " Origem das espécies" e explicou a Teoria da Evolução.

Na ficção estamos em dois tempos diferentes. O passado em que acompanhamos a vida de Darwin e o presente na qual dois jovens estudantes ( Hugh e Beth); tentam desvendar mistérios que estão relacionados com o passado do cientista.

Durante as investigações, os dois jovens descobrem um passado oculto


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Pecado de Darwin (O) - John Darnton


O Pecado de Darwin é um título que tem tanto de ambicioso como de decepcionante. Um título que, ao contrário do original do livro, deixa logo antever um pecado de Darwin e foi precisamente com esse interesse que me propus a ler este livro.

Darwin é, inquestionavelmente, um dos Grandes Nomes da Ciência. Assim, quanto a mim, é necessário uma grande dose de coragem para se elaborar um trama cujo principal tema é algo que Darwin “fez” e que esteve por detrás da origem da célebre teoria da Selecção Natural.

Este livro é uma obra de ficção. Não me recordo de ter lido uma referência clara à ficção, mas o percurso que o autor desenha é obrigatoriamente ficcional tal a diminuta referências existentes em relação à vida familiar de Darwin.

No entanto, para dar maior credibilidade à história, o autor tenta desmontar um embuste que estaria por detrás da teoria de Darwin. Não vou aqui referir qual, mas para isso a história é descrita em três perspectivas. A do próprio Darwin enquanto jovem a bordo do Beagle, diários de Elizabeth (uma das filhas de Darwin) e de dois investigadores que, na actualidade, compreendem estarem no rasto de um terrível segredo que irá colocar em causa a credibilidade de Darwin.
O trama está bem construído, saltitando entre essas três perspectivas de uma forma coerente e equilibrada. No entanto não posso deixar de registar o imenso incómodo que o livro me proporcionou. Não que Darwin seja uma figura para mim fascinante, mas sim porque o autor coloca em causa a reputação desse homem. Mesmo sendo ficção, acredito que muitos do que irão ler o livro ficarão com a ideia que Darwin não é aquilo que sempre se disse que era e isso, a meu ver, é algo que, independentemente da obra ficcional e história, deveria ser defendida pelo editor e pelo autor, algo que não fazem, criando sim a ideia que a história narrada tem fundamento.

Achei rebuscada a forma como, principalmente os investigadores tinham a acesso a cartas e diários do próprio Darwin e filha. Sempre por acaso e por vezes até sabiam onde se dirigir, as informações vinham cair-lhes à mãos, informações essas, por vezes, bombásticas. Pessoalmente penso que esses factos ajudam a dar uma áurea de “faz de conta”, porém é notório também a intenção do autor em criar um clima de “teoria da conspiração”, clima esse que nunca convence.