Queridos, estamos na Feira de POA, cansados e felizes. Por aqui, esposição do projeto Roedores de Livros na Vitrine da Leitura, Contação de Histórias, Lançamento do livro do Tino (Cadê o Juízo do Menino?) e exposição dos originais da Mariana Massarani (Antes de Ser Livro), um bate papo-violão na Padaria Espiritual riograndense e o reencontro com amigos queridos e o prazer de fazer novos amigos. A foto acima foi um flagrante da apersentação do dia 01 de novembro, feita sob um calor escaldante. Vocês podem ver outras fotos oficiais CLICANDO AQUI. As não oficiais - algumas - postaremos em breve. Hatuna Matata!!!quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Roedores na Feira de POA 2009
Queridos, estamos na Feira de POA, cansados e felizes. Por aqui, esposição do projeto Roedores de Livros na Vitrine da Leitura, Contação de Histórias, Lançamento do livro do Tino (Cadê o Juízo do Menino?) e exposição dos originais da Mariana Massarani (Antes de Ser Livro), um bate papo-violão na Padaria Espiritual riograndense e o reencontro com amigos queridos e o prazer de fazer novos amigos. A foto acima foi um flagrante da apersentação do dia 01 de novembro, feita sob um calor escaldante. Vocês podem ver outras fotos oficiais CLICANDO AQUI. As não oficiais - algumas - postaremos em breve. Hatuna Matata!!!quarta-feira, 8 de julho de 2009
Manifestos no Manifesto por um Brasil Literário
No final da manhã da última quinta, 02 de julho, aconteceu o esperado lançamento do Manifesto Por um Brasil Literário, uma ação capitaneada pelo Instituto C&A de Desenvolvimento Social com o apoio da Casa Azul (organizadora da Flip), FNLIJ (Fundação nacional do Livro Infantil e Juvenil), Instituto EcoFututo e o Centro de Cultura Luiz Freire.Estávamos lá, eu e Ana Paula, ao lado de outras duas centenas de professores, autores, ilustradores, editores, profissionais do mundo do livro, curiosos e representantes do poder público (em todas as suas instâncias).
Depois de todas as formalidades (discursos dos patrocinadores, a leitura do Manifesto por Bartolomeu Campos de Queirós e a fala de representantes do poder público - em que o Secretário de Cultura do estado de São Paulo, Cláudio Augusto Calil, foi "convidado" a encerrar a sua fala, a mais interessante até então) o manfesto ganhou cor e calor.
O público foi convidado a se manifestar. Uma professora - que preferiu não se identificar - relatou que, após um trabalho hercúleo de revitalização durante três anos que levou, de fato, alunos e professores a frequentar a biblioteca da sua escola, aquele espaço foi fechado para dar vazão a duas turmas de 30 alunos. Ou seja: parece que quando há demanda de alunos, mais fácil é desativar a biblioteca da escola do que construir novas salas de aula.Houve ainda mais pressão sobre as instituições públicas onde se destacou a cobrança por uma maior clareza nas escolhas dos livros. Em outras palavras, não basta somente ter mais verba disponível. É preciso usá-la de forma mais competente e transparente. Quando a coisa esquentou, os manifestantes foram convidados a não mais usarem a palavra pois o tempo havia se esgotado. Uma pena.
Polêmicas à parte, outro destaque daquela manhã em Parati (RJ) foi a presença do escritor Bartolomeu Campos de Queirós, que não se ateve somente à leitura do manifesto - do qual é autor. Após um pequeno intervalo, ele retornou à mesa onde pode conversar com os presentes. Sua prosa, sempre poética, desabafou algumas verdades ao lado de alguns anônimos que pediram a palavra e outros nem tanto, como Marina Colasanti, que questionou se a maior facilidade em se formar pedagogos - devido a proliferação de faculdades de Pedagogia e a dificuldade em se conhecer e/ou acompanhar o que é ensinado em tantas instituições - não colaboraria para a formação de um profissional menos qualificado.Cito a seguir algumas frases ditas por Bartolomeu na ocasião do Manifesto:
"Acho que não há interesse político de se formar um país inteligente".
"Vamos deixar as crianças um pouco de lado - que estão ali, felizes, no recreio - e vamos cuidar um pouco mais dos nossos professores".
"Deve-se cuidar com carinho do que o professor QUER ensinar e não dizer a ele o que TEM que ensinar. Isso é uma ditadura pedagógica. O professor está sendo usado como um atravessador. Estamos transformando em adestramento um processo de educação. Há que se criar espaços para a fantasia na escola".
"Nosso professor não é bem remunerado, muitas vezes vai de ônibus para a escola, não tem status social e só aparece na televisão quando está em greve por melhores salários. Não sei se esse professor tem como encantar o aluno. A escola, hoje, é um espaço sem desejo. Nem do aluno, nem do professor".
"O nosso mundo tem o tamanho da nossa palavra. Nosso mundo está velho de palavras. A gente muda o mundo quando muda a nossa palavra. E a gente está querendo mudar o mundo usando palavras antigas".
O vídeo acima mostra Bartolomeu Campos de Queirós comentando o Manifesto Por um Brasil Literário. Caso você tenha interesse em conhecê-lo na íntegra, CLIQUE AQUI. Se desejar aderir ao manifesto, CLIQUE AQUI. Nós assinamos o livro e seguimos, como sempre, nos manifestando de várias formas, por um Brasil mais literário. Hatuna Matata!!!
sábado, 20 de junho de 2009
Aprendendo sobre ilustração em livros para crianças.
Palestrantes:
MIRIAM GABBAI, formada em Belas Artes e História,dona e editora de arte da Editora Callis.
JONAS RIBEIRO, formado em Letras, escritor e ilustrador,autor de cerca de 80 livros infanto-juvenis.
O livro A HISTÓRIA ROCAMBOLESCA DE MADAME VALESCA, estará em promoção no local: DE 38,00, por 15,00.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Lilli, lilli, lilli... bzbzzzzzzzzzzz... LILLIPUTZ!!!
Não é novidade por aqui o fato de gostarmos MUITO dos livros de Hermes Bernardi Junior. O gaúcho escreve como se futricasse lá dentro do leitor. Acarinha, belisca, faz cócegas e a gente sai diferente das saus páginas. Mas, como já disse, gostar dos livros de Hermes não é novidade. Mas na 1ª Flipiri (Festa Literária de Pirenópolis) descobrimos o Hermes CONTADOR DE HISTÓRIAS, assim mesmo, em maiúsculas.
Sua apresentação na Casa de Câmara e Cadeia na tarde de sábado, 14 de fevereiro, coroou uma mini turnê que percorreu escolas e os saraus na pousada Casa Grande. O hit foi sua performance ao narrar LILLIPUT DE SORVETE E CHOCOLATE, livro que publicou em 2003, e que se encontra esgotado.
A história do menino que não conseguia se expressar e se apequenava - ou lilliputizava (termo que dominou as brincadeiras entre os participantes da feira) - diante de situações em que se sentia incomodado, lembra o livro Raul da Ferrugem Azul, clássico de Ana Maria Machado, mas recorre para ações feitas sob medida para uma contação de histórias rica em gestos e palavras mágicas. Hermes domina o olhar do público com sutis trocas de personagens, entonações diversas e bem colocadas, tudo com um estudado trabalho corporal. Encantador.
A frase "lilli, lilli, lilli, bzbzzzzzzzzz, lilliputzzzzzzzzz" colou na boca de quem assistiu às performances de Hermes naquele final de semana e os aplausos caíram sobre ele como a água cai das cachoeiras de Pirenópolis: abundantes e refrescantes. Depois, o ator-escritor apresentou seu livro mais recente E UM RINOCERONTE DOBRADO (ilustrações de Guto Lins, Projeto) e desdobrou o Rino (que havia sido desdobrado a primeira vez no salão da FNLIJ de 2008) para que os presentes pudessem deixar poemas e recados na sua "pele". Nosso recado está lá, ao lado de dois ratinhos desenhados pela Ana Paula (que diz que eu sou o mais gordinho).
Nós esperamos que Lilliput de Sorvete e Chocolate volte às livrarias em breve. Impacientes, eu e Ana Paula, procuramos a primeira edição nos sebos. Estamos certos de que nossos Roedores de Livros da Ceilândia vão adorar os sabores desta história. Delícias de Hermes Bernardi Junior, que se mostrou um gigante também na arte de contar histórias. Queremos mais. Hatuna Matata!
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Conversas, canções e histórias!
O que acontece quando uma pousada inteira está cheia de escritores e a noite de uma sexta feira 13, com lua cheia, serve de inspiração? As histórias saltam do papel e ganham som e gestos. Foi assim na Pousada Casa Grande, no Centro histórico de Pirenópolis na semana passada. A programação da 1ª FLIPIRI (Festa Literária de Pirenópolis) havia se encerrado e a turma voltara do jantar e se aglomerava na pequena sala. Alessandra Roscoe embalava a turma com a bela canção inspirada no seu livro O Jacaré Bilé. Maria Célia leu uma história de Millôr Fernandes, do livro Fábulas Fabulosas. Outros participaram antes da nossa chegada.
O violão chegou às mãos de Tino que apresentou as suas músicas do Firimfimfoca entre outras canções. A platéia foi crescendo. Janelas e portas serviam de arquibancada para as apresentações. Jonas Ribeiro sacou a sua caixa de histórias e ao lado de Tino improvisou uma contação com efeitos sonoros. D-I-V-E-R-T-I-D-Í-S-S-I-M-O!!!
Clara Rosa (que ao lado de Alessandra e Célia participam do grupo Casa de Autores, de Brasília) contou a história que deu origem ao seu livro mais recente (O Sonho de Ser Grande) e, por fim, Hermes Bernardi Junior contou Lilliput de Sorvete e Chocolate encantando a todos com o seu enredo mágico (mas vamos escrever sobre isso em breve, noutro post).
Bateu a meia noite e ninguém virou abóbora. Alguns se recolheram mais cedo, pois tinham agenda na Festa Literária na manhã do dia seguinte. Outros, ficaram até mais tarde e as conversas, canções e histórias ganharam os ouvidos da noite encantada no interior de Goiás.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Um roedor foi o "culpado" de tudo...
Foi tudo “culpa” de um roedor. Explico:Chegamos a Pirenópolis (GO) no início da noite de sexta passada. Sexta feira 13 (e nosso quarto na pousada também era o 13!!!). Tivemos sorte. A segunda palestra do escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão – marcada para as 18h – sofria de um atraso incomum: tinha público demais e cadeiras de menos. A produção correu para bem acomodar a todos e às 19h estávamos todos lá eu, Ana, Ignácio e outras 150 pessoas ocupando a saleta do prédio da Casa de Câmara e Cadeia da cidade. Todos presos, acorrentados às palavras do convidado especial da 1ª FLIPIRI (Festa Literária de Pirenópolis).
Ignácio de Loyola Brandão estava ali por sua relevante contribuição para a literatura brasileira (mais de 20 livros publicados, muitos deles premiados) e por ser o detentor do Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ficção 2008 conquistado por seu livro infantil O Menino Que Vendia Palavras. O autor relata que a história de um menino que se vê trocando os significados de vocábulos por bugigangas com seus colegas foi inspirada em suas memórias da infância.
Um dia, ao entrar na sala onde seu pai lia um jornal, os olhos do menino Ignácio encontraram os grossos volumes de uma enciclopédia na estante. Na lombada do terceiro volume estava impresso um nome estranho. O menino perguntou ao pai qual o significado daquela palavra e recebeu como resposta que ele mesmo deveria pesquisar no livro. A palavra (que agora me foge à memória) significava uma espécie de rato europeu com 30 dentes. Daí em diante, pesquisar o significado dos nomes passou a ser uma atividade prazerosa do menino Ignácio em Araraquara, no interior de São Paulo. Ele, que recebia elogios das professoras do primário por sua desenvoltura com os verbetes, dedicou a duas delas - ainda vivas - o prêmio recebido em outubro passado.
A sala se apequenava diante dos tantos curiosos, turistas, professores autores e amantes de livros que já ouviam atentamente as palavras do autor de O Homem que Odiava a Segunda Feira, que temperavam com um humor contagiante a noite quente de lua cheia. Lembrou dos tempos em que os meninos pobres do interior iam ao circo levando gatos como ingresso (para alimentar os leões), falou dos dias de aperto quando se viu perto da morte (o anestesista, na hora crítica da tão temida cirurgia, se aproximou e disse: - Seu Ignácio, sou seu fã, adoro o livro tal! Mas o tal livro não era de sua autoria. E agora? Confiar ou na palavra (e na ação) daquele profissinal tão relapso em literatura? Dizer a ele a verdade ou deixar que a cirurgia corresse tranquilamente? Tudo registrado no livro autobiográfico Veia Bailarina. Risos em todo o prédio.Quando a palestra foi aberta a perguntas do público, o assunto mais “quente” foi o uso do politicamente correto na Literatura Infantil. Loyola disse – entre outras coisas – que o tema é delicado e ele mesmo está encontrando dificudades em escrever um final para outra história (Os Escorpiões no Círculo de Fogo), em que as crianças caçam os insetos para ver se é verdade a crença de que, quando expostos no centro de um círculo de fogo, os animais se suicidam com uma picada de seu próprio ferrão. Por falar em história infantil, vem aí o próximo livro do autor, escrito para este público: Os Olhos Loucos dos Cavalos Cegos. Achei o título muito bom e o enredo – também inspirado nas memórias da meninice do escritor paulista – é um pedido de desculpas ao seu querido avô.
Aquele nosso primeiro momento foi coroado com um bate papo informal com Ignácio de Loyola Brandão na mesa de autógrafo. Simpático, solícito, feliz em perceber num leitor a força do seu premiado livro, Ignácio, que já havia feito história na aconchegante cidade goiana na abertura da 1ª FLIPIRI, continuou o centro das atenções durante todo o final de semana. Ganhamos todos: turistas, cidadãos de Pirinópolis, professores, escritores, leitores. E pensar que toda esta paixão do convidado principal começou há mais de sessenta anos, num verbete que traduzia a forma incomum de um roedor europeu. Bem, nós também temos uma forma incomum de roer. Engraçado os caminhos da literatura. Hatuna Matata.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Roedores de Livros no II Fórum do PNLL, em Sampa.
No começo de agosto representei o projeto ROEDORES DE LIVROS no II Fórum do PNLL em São Paulo. Tivemos a oportunidade de apresentar um resumo das nossas atividades, além de esclarecer dúvidas diretamente junto ao público.
Além de divulgar nossas conquistas e dificuldades, aprendemos muito com o relato de outras experiências (ao todo, 50 projetos foram selecionados para o Fórum). O evento também serviu para reencontrar grandes amigos/parceiros desta vida dedicada a incentivar a leitura, como Léo do Peixe (O simpático Leonardo Diniz, pescador, idealizador do projeto Clube da Leitura em Pirapora, MG, na foto acima), Tânia Piacentini (Biblioteca Barca dos Livros) e Renata Nakano (Dobras da Leitura), além de toda a equipe de coordenadoras do projeto Prazer em Ler, do Instituto C&A.
Como não poderia deixar de acontecer, acrescentamos alguns nomes na nossa agenda de amigos do livro, como a Helena Castello Branco do BookCrossing. Esse intercâmbio é fundamental para que boas idéias sejam semeadas por todo o Brasil e esperamos que a equipe do PNLL possa, em breve, disponibilizar em seu site os arquivos sobre as ações convidadas, além do conteúdo discutido naquele encontro. Hatuna Matata.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Estivemos lá!!!
Este é o primeiro registro da nossa passagem pelo Fórum do PNLL, semana passada, em São Paulo. Depois, com mais tempo (as coisas andam meio loucas por aqui), deixaremos nossas impressões e fotos. No mais, nosso projeto colhe alguns frutos, sim. E nos orgulhamos disso. Mas continuamos espalhando a semente para que mais e mais pessoas possam saborear as delícias de um bom livro. Em Sampa, aprendemos e ensinamos. Mais que isso: compartilhamos. É bom saber que brasileiros de todos os cantos acreditam e arregaçam as mangas em prol de um país mais rico em leitores. Hatuna Matata.P.S. Para ver a imagem em tamanho maior, clique sobre ela.
Roedores de Livros no Peru
SOB O CÉU DE HUANCAYO - PERU (por Edna Freitass)
No período de 21 a 25 de julho de 2008 aconteceu o I Congreso Latinoamericano de Comprensión Lectora: Leer para producir más cultura, em Huancayo-Peru. Estivemos lá. E levamos nossa bandeira. Durante todo o congresso ela ficou hasteada nas dependências da Universidade Nacional del Centro del Peru-UNCLE . Era um sinal de nossa presença. E cumprimos o ritual exigido. Pela manhã, na presença de jovens, crianças e adultos, ela era hasteada. À tardinha, o ritual de descerramento.
No primeiro dia, não sabíamos em que ponto ela seria hasteada. Assim, entramos na universidade e, chegando ao grande pátio, onde se concentravam universitários e congressistas, de forma natural, o Grupo de Pesquisa LER da Universidade de Brasília-UnB, coordenado pela professora Hilda Lontra, numa comitiva de 32 pessoas, começou a desfraldar a bandeira dos Roedores de Livros. Fomos abrindo-a lentamente. O público foi se aproximando para VER e LER nossa bandeira. Enquanto eu registrava os instantes de admiração do público presente, a professora Hilda falava do nosso projeto no Brasil e respondia às inúmeras perguntas. Nosso grupo de pesquisadores também foi sabatinado pelos peruanos acerca do nosso trabalho. Foi fácil. Já conheciam nossas atividades. Responder aos estudantes foi até prazeroso.
No Brasil, nossa bandeira é hasteada todos os sábados, sob o céu de Ceilândia. Aqui no Peru, sob o céu de Huancayo ela demarca mais um espaço. Nossas crianças, representadas em nossa bandeira, foram recebidas sob aplausos. Valeu.
Como se constrói uma bandeira será um outro capítulo. Posso dizer, por enquanto, que nossa bandeira foi carinhosamente pensada, idealizada por nós, os roedores mirins e adultos. Enfim, seu símbolo maior foi escolhido. Esse símbolo foi estampado na bandeira, tal qual em um filme o público vê registrado inúmeros instantes de nossa marca. Sim, nossa marca, nosso símbolo é a criança. Ela compõe com harmonia nossa proposta de trabalho nos Roedores de Livros. E numa linguagem universal, foi muito bem acolhida em Huancayo-Peru.Valeu.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Roedores de Livros em São Paulo
Nesta quinta, 14 de agosto, os Roedores de Livros apresentarão um pôster digital durante o II Fórum do Plano Nacional do Livro e da Leitura que acontece no Centro de Convenções do Memorial da América Latina, em São Paulo. Para quem ainda não conhece o PNLL, este é um braço do Governo Federal que vem cadastrando projetos de todo o Brasil que visam o incentivo à leitura em diversas áreas como a implantação de bibliotecas e a formação de mediadores. Nosso projeto foi selecionado - ao lado de outras 49 ações - para apresentar suas conquistas. Quanta honra. Para nós, antes de tudo, é uma ótima oportunidade para aprender um pouco mais com tanta gente criativa que vem fazendo a diferença levando fantasia e cidadania a um número cada vez maior de leitores. Para saber um pouco mais sobre o PNLL clique aqui. A cobertura do fórum será disbonibilizada AQUI.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Palavras, batatas, ilustrações e coca zero.
Nas poucas vezes que consigo escapar das asas de Brasília e pousar noutra cidade dedico um tempo para visitar os sebos. ADORO SEBOS. Sou capaz de passar um dia inteiro entre pilhas de livros, traças e troças. Não foi diferente na viagem que fizemos ao Rio de Janeiro em maio último. O centro da Cidade Maravilhosa (na região próxima ao Real Gabinete Português de Leitura) é um paraíso para quem deseja se perder nos sebos. Registrei por aqui a deliciosa incursão num sebo do Flamengo em 2007. Este ano, o destaque ficou por conta do magistral achado que fiz na Academia do Saber. O tesouro chama-se O Livro para Crianças no Brasil. Publicado pela Câmara Brasileira do Livros em 1994 (!!!) serviu de portifólio para a 46ª Feira do Livro de Frankfurt (que naquela ocasião homenageava o Brasil). Tem um formato (30cm x 23cm) e conteúdo que enchem os olhos de qualquer apaixonado por Literatura Infantil. Exibe uma capa dura com o título em relevo, coberta por uma sobrecapa com um recorte de ilustração do Cântico dos Cânticos de Ângela Lago e com outra ilustração de Eliardo França. Mas o forte ainda é o conteúdo.
Com a organização de Elizabeth Serra, Luiz Raul Machado e Claudia de Miranda, a edição é trilíngue (inglês, alemão e português) e exibe 130 páginas com textos de Laura Sandroni, Nelly Novaes Coelho, Maria Antonieta Cunha, Edmir Perrotti, Ezequiel Teodoro da Silva. Depois dessa viagem na história da nossa literatura, entram os personagens principais: 36 escritores e 24 ilustradores são reverenciados nas páginas seguintes. Uma página para cada, e duas obras citadas de cada homenageado com imagens da primeira edição de clássicos da nossa literatura, muitos, esgotados nas editoras. Há ainda uma reverência justa à obra de Monteiro Lobato. No final, outra preciosidade: nomes e endereços desta seleção de autores e ilustradores. São justamente homenageados todos aqueles que você certamente lembra agora e alguns que eu - reconhecidamente - ignorava até então e, por causa do livro, passei a conhecer como Lino de Albergaria, Eliane Ganem e Werner Zotz. Lembro que este livro foi publicado em 1994 e talentos mais recentes não aparecem. Mas dá para se lambuzar com tanta informação útil tratada com extremo carinho. Imagino que a produção deve ter se exaurido num esforço hercúleo para chegar ao produto final.
Eu nem acreditei quando o livros saltou aos meus olhos no meio de um punhado de gibis na sobeloja da Academia do Saber. Naquela hora, pareceu agradecer por ter encontrado tão apaixonado leitor. Ah, ele ainda não conhecia a Ana Paula. Os dois se apaixonaram no primeiro encontro, horas depois. Este livro é um verdadeiro e imprescindível suporte à memória da nossa Literatura Infantil, assim como o Dicionário Crítico da Literatura Infantil e Juvenil Brasileira. Deveria sofrer uma atualização pelo menos a cada década e servir de suporte para que os mais jovens pudessem ter a curiosidade em descobrir tantos bons livros nos sebos deste Brasil. Para isso, contamos com o excelente site Estante Virtual.
Coroei aquela descoberta com um almoço delicioso nas proximidades da rua do ouvidor. Foi difícil almoçar pois o livro não saía da mesa. Enfim, degustei palavras, batatas, ilustrações e coca zero. Inesquecível. A estante dos Roedores de Livros ganhou mais um morador ilustre. Hatuna Matata.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Programa Leitura em Debate
No final da tarde de 29 de maio, uma quinta feira, no Auditório Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, assisti a um encontro ímpar e de muita valia para os que, como eu, têm um vínculo com a Literatura Infantil e Juvenil. Foi a estréia do programa Leitura em Debate: a Literatura Infantil e Juvenil que apresentará 08 edições com periodicidade mensal até dezembro de 2008 sempre com a curadoria e mediação de Anna Claudia Ramos (Veja a programação completa no flyer abaixo).
Naquela ocasião o tema debatido foi “Discutindo a qualidade na Literatura Infantil e Juvenil” e contou com as palestrantes Emília Galego (Cuba), Elizabeth Serra (Brasil) e Silvia Castrillón (Colômbia) todas representantes do IBBY em seus países e com um histórico invejável de atividades em prol da Leitura.
Anna Cláudia Ramos abriu a palestra falando sobre a importância da criação daquele programa, do aval da Fundação Biblioteca Nacional e do time de convidados selecionados para aquela estréia. Depois, passou a palavra para Elisabeth Serra que lembrou prontamente que há cerca de 10 anos não se falava (ou questionava) a qualidade
Depois, falou a Emília Galego – que eu não conhecia e que fiquei fã. Ela falou sobre o conceito de MERCADO (oferta e demanda) pedindo a atenção do nosso olhar para a entrada das editoras internacionais no mercado latino americano (notadamente, no Brasil, a compra da Editora Moderna, Salamandra e Objetiva pela Santillana e a entrada da Edições SM com um forte trabalho de divulgação). Em resumo, ela afirma a lógica capitalista de que o livro que mais se publica é o mais vendido e vice versa e que tudo isso nem sempre tem a ver com qualidade. Um ciclo vicioso que mina as atividades das editoras de pequeno porte e conseqüentemente faz com que a literatura infantil entre no mundo da globalização. As idéias mais originais correm o risco de se perderem em meio a publicação e venda dos blockbusters internacionais. Eu, que estou timidamente escrevendo algumas idéias, me senti intimidado diante de tanta realidade. Silvia Castrillón falou da dura realidade das bibliotecas do seu país e comentou acerca das observações de Emília e Elisabeth que, por fim, se mostrou em busca de um texto contestador. Disse que encontra pouco texto com um “quê” de original e reclamou que há muito livro politicamente correto na Literatura Infantil. Suas últimas palavras naquela tarde ecoaram no auditório da Biblioteca Nacional: “É muito importante que todos percebam que os livros de qualidade não vão fazer a revolução. O caminho é muito mais longo. A grande missão que devemos abraçar é a de levar os livros a todas as classes pois todos têm direito a Arte”. Assim seja!
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Livros e educação ambiental
Queridos amigos. A Débora Menezes do Educom Verde, blog sobre educação ambiental, nos convidou a escrever um texto resenhando livros que abordem este tema. O texto foi publicado nesta semana e vocês podem acompanhar clicando AQUI. Boa leitura a todos. That´s all, folks!!!
domingo, 15 de junho de 2008
O livro é fruto de muito trabalho.
Outro grande momento do 10º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens foi a apresentação de Marilda Castanha e Nelson Cruz. O Casal de escritores e ilustradores foi além da palavra (bate papo) ou da imagem (ilustração ao vivo) e deu uma aula sobre o processo de produção de seus livros - em particular, os livros da coleção Histórias para Contar Histórias. Os dois, levaram os originais dos estudos de composição das páginas, os primeiros desenhos, o trabalho final e todos pudemos comparar com o produto final (o livro). Para quem pensa que ilustrar para livro é moleza, pura brincadeira, o casal mostrou que, sim, é uma brincadeira, mas que exige muito trabalho, pesquisa, talento e criatividade. A seguir, alguns registros deste encontro memorável. Clique nas imagens para ampliá-las.
Marilda Castanha apresenta mais uma prancheta de estudos, enquanto Nelson Cruz mostra o resultado final no livro. Neste caso, o livro é Agbalá, um lugar continente e o desenho descreve o desconforto, a forma desumana com que os escravos eram transportados nos navios negreiros. Em sua pesquisa, Marilda encontrou uma ilustração minúscula (acima, à esquerda da prancheta) que ampliou para fazer a sua visão a partir daquela idéia. No resultado final, o mar não é verde ou azul. A percepção da ilustradora deu cores de sangue ao mar que transporta os escravos. Genial.
A foto acima mostra o início do processo de criação. À esquerda da prancheta (que Nelson apresenta ao público enquanto Marilda explica o seu trabalho) um estudo para a composição das páginas e, ao lado, os rascunhos para as primeiras idéias para os desenhos.
Agora, Nelson Cruz fala sobre o livro Chica e João. Ele pesquisou em pinturas antigas (Marilda Castanha segura fotocópia de uma aquarela de Rugendas retratando o Arraial do Tijuco - que viria a se transformar em Diamantina), livros de história, além de fotografar a cidade na época da pesquisa, para seus estudos de imagens.
Acima, o artista apresenta o original da sua ilustração retratando o Arraial do Tijuco e como ficou o resultado do uso do desenho no livro.
Depois de muito papo, o casal colocou seus originais na mesa, à disposição da curiosidade dos presentes. Acima, estudos e produtos finais do trabalho de Marilda Castanha. Abaixo, a lápis, o início do desenho que resultou na belíssima imagem em cores. Os dois, assim, lado a lado, dão a dimensão da distância percorrida pelo artista para chegar ao ponto desejado.
Para os que não leram nosso relato sobre o encontro com Marilda Castanha e Nelson Cruz no Salão do Livro Infantil e Juvenil de Goiás e queiram compartilhar aquele momento, é só clicar aqui.
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Da Terra do Nunca ao Sítio do Pica-Pau de foguete!!!
Uma das coisas mais agradáveis da vida é fazer amigos. A gente sempre se diverte, divide dores e amores, ensina e aprende muito, não é mesmo?! As afinidades literárias têm nos presenteado alguns amigos com quem convivo no dia a dia seja em Brasília, pela internet ou em encontros casuais em eventos literários. Cito aqui a Lígia Pin e a Fátima Campilho, professoras, roedoras de livros que estimo muito. No final de maio, o Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens me presenteou com o convívio com a Elaine Pasquali. A moça veio de Caxias do Sul (RS) para conhecer o Salão e, através do André Neves, nos conhecemos e nos enturmamos.
Antes de qualquer coisa, Elaine gosta de livros. Também conta histórias para crianças. Com a literatura a nosso favor, passeamos pelos stands das editoras trocando figurinhas o tempo todo:
- Você conhece este livro? Dá uma olha da. É demais!
- Bahh, mas este aqui é ótimo também!
Certo dia ela voltou do stand da Girafinha com os olhos brilhando. Tinha descoberto o argentino Pablo Bernasconi. Havia ADORADO O Diário do Capitão Arsênio (que eu achei bonitinho) e simpatizado com O Mago, O Horrível e o Livro de Feitiçaria (para mim, um dos melhores do ano passado... ADORO, ADORO!!!). Apesar destes pequenos e saudáveis desencontros de opinões, eu adorei quando ela me disse com um sotaque gaúcho, tchê: - Tu ainda não compraste o Excessos e Exageros? Bahh, é a tua cara!
Fiquei curioso. No dia seguinte, ela voltou para Caxias do Sul e eu continuei no Salão. Não resisti e convidei o novo livro do Bernasconi para retornar comigo e Ana Paula a Brasília. Ele topou. Minha curiosidade era tanta que desbravei Excessos e Exageros a 11 mil Km de altura, no vôo de volta pra casa.
Os desenhos de Pablo Bernasconi garantem uma viagem confortável ao mundo da fantasia usando um meio de transporte tão original quanto ir da Terra do Nunca ao Sítio do Pica-Pau Amarelo de foguete. Uma aventura para os olhos. Ele usa muito bem dos recursos do mundo digital para dar asas, cores, formas e botões à sua fértil imaginação. É de impressionar. A cada vez que pego seus livros para uma releitura descubro novos detalhes.
Assim que terminei a leitura a bordo, o avião começou a descer no aeroporto Juscelino Kubitschek. Vim do Rio de Janeiro até Brasília nas asas da fantasia de Excessos e Exageros. Valeu a dica, Elaine. Espero que você também tenha viajado nas páginas que indiquei. Por fim, aos que ainda não conhecem as peripécias fantásticas das aventuras de Pablo Bernasconi recomendo que procurem na livraria mais próxima, ou aqui mesmo, na internet, apertem os cintos e... boa viagem!!!
P.S.2 - Na primeira foto. Elaine Pasquali, eu e Daniela Magnabosco.
P.S.3 - Desafio... quantos bichos têm na casa da terceira imagem?