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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Roendo na Primavera dos Livros

A PRIMAVERA DOS LIVROS já começou!!! O evento, organizado pela LIBRE (Liga Brasileira de Editoras) acontece no MUSEU DO CATETE, Rio de Janeiro e vai até domingo, 29 de novembro. Aliás, nesse dia, eu faço uma apresentação as 14h, contando histórias, cantando músicas minhas e alguns brinquedos cantados, além de autografar o CADÊ O JUÍZO DO MENINO?.
Se você estiver no Rio nesse final de semana, apareça por lá. O evento desse ano homenageia a Literatura de Cordel. Há várias palestras sobre esse e outros temas. Confira AQUI a programação adulta e infantil!!!
Ah... e também muitos livros com desconto de até 40%. Imperdível!!!
Espero você por lá. Hatuna Matata!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

ANTES DE SER LIVRO - na Feira do Livro de Porto Alegre.

Roedores de volta à Toca, após uns dias na Feira do Livro de Porto Alegre. Aos poucos a gente vai postando o que vimos de bacana por lá. Livros, gente interessante, bastidores e um trabalho gigante da organização para oferecer o melhor para os frequentadores e os autores, ilustradores, editores e demais convidados.

Participamos de 07 atividades. 02 apresentações para o público infantil, 01 para o público adulto, um bate papo fora de série na programação da Padaria Espiritual, o lançamento de Cadê o Juízo do Menino?, 01 exposição das ações do projeto na Vitrine da Leitura, além da exposição ANTES DE SER LIVRO, motivo deste post.

A exposição - que aconteceu pela primeira vez nas dependências da Livraria Cultura de Brasília - apresenta a digitalização dos rascunhos, além dos desenhos originais feitos por MARIANA MASSARANI para o livro Cadê o Juízo do Menino? (Editora Manati). Para que ela chegasse até o espaço da Biblioteca do Cais foi preciso a união de muita gente que trata o livro infantil com carinho: Mariana Massarani, Editora Manati, Ana Maria Santeiro, Julia e Balula da Agência da Palavra e Sônia Zachetta (coordenadora da ala infantil da Feira do Livro de Porto Alegre).

A exposição é composta de 14 pranchas e mostra o trabalho de criação do ilustrador, seu planejamento original, algumas modificações na hora de fazer a imagem final... enfim, mostra que ilustrar livro não é moleza. Há um trabalho enorme de criação.

No corredor da exposição muitas crianças, pais, professores e demais curiosos deitaram os olhos e abriram os sorrisos em torno do rabalho genial da Mariana Massarani. A esposição fica na Biblioteca do Cais até o final da Feira do Livro de Porto Alegre, no dia 15 de novembro.
Na foto abaixo, Julia e Balula, as meninas da Agência da Palavra, que intermediaram todos os trâmites para fazer com que a exposição chegasse até lá. Valeu, meninas. E até breve!!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Roedores na Feira de POA 2009

Queridos, estamos na Feira de POA, cansados e felizes. Por aqui, esposição do projeto Roedores de Livros na Vitrine da Leitura, Contação de Histórias, Lançamento do livro do Tino (Cadê o Juízo do Menino?) e exposição dos originais da Mariana Massarani (Antes de Ser Livro), um bate papo-violão na Padaria Espiritual riograndense e o reencontro com amigos queridos e o prazer de fazer novos amigos. A foto acima foi um flagrante da apersentação do dia 01 de novembro, feita sob um calor escaldante. Vocês podem ver outras fotos oficiais CLICANDO AQUI. As não oficiais - algumas - postaremos em breve. Hatuna Matata!!!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Manifestos no Manifesto por um Brasil Literário

No final da manhã da última quinta, 02 de julho, aconteceu o esperado lançamento do Manifesto Por um Brasil Literário, uma ação capitaneada pelo Instituto C&A de Desenvolvimento Social com o apoio da Casa Azul (organizadora da Flip), FNLIJ (Fundação nacional do Livro Infantil e Juvenil), Instituto EcoFututo e o Centro de Cultura Luiz Freire.

Estávamos lá, eu e Ana Paula, ao lado de outras duas centenas de professores, autores, ilustradores, editores, profissionais do mundo do livro, curiosos e representantes do poder público (em todas as suas instâncias).

Depois de todas as formalidades (discursos dos patrocinadores, a leitura do Manifesto por Bartolomeu Campos de Queirós e a fala de representantes do poder público - em que o Secretário de Cultura do estado de São Paulo, Cláudio Augusto Calil, foi "convidado" a encerrar a sua fala, a mais interessante até então) o manfesto ganhou cor e calor.

O público foi convidado a se manifestar. Uma professora - que preferiu não se identificar - relatou que, após um trabalho hercúleo de revitalização durante três anos que levou, de fato, alunos e professores a frequentar a biblioteca da sua escola, aquele espaço foi fechado para dar vazão a duas turmas de 30 alunos. Ou seja: parece que quando há demanda de alunos, mais fácil é desativar a biblioteca da escola do que construir novas salas de aula.

Houve ainda mais pressão sobre as instituições públicas onde se destacou a cobrança por uma maior clareza nas escolhas dos livros. Em outras palavras, não basta somente ter mais verba disponível. É preciso usá-la de forma mais competente e transparente. Quando a coisa esquentou, os manifestantes foram convidados a não mais usarem a palavra pois o tempo havia se esgotado. Uma pena.

Polêmicas à parte, outro destaque daquela manhã em Parati (RJ) foi a presença do escritor Bartolomeu Campos de Queirós, que não se ateve somente à leitura do manifesto - do qual é autor. Após um pequeno intervalo, ele retornou à mesa onde pode conversar com os presentes. Sua prosa, sempre poética, desabafou algumas verdades ao lado de alguns anônimos que pediram a palavra e outros nem tanto, como Marina Colasanti, que questionou se a maior facilidade em se formar pedagogos - devido a proliferação de faculdades de Pedagogia e a dificuldade em se conhecer e/ou acompanhar o que é ensinado em tantas instituições - não colaboraria para a formação de um profissional menos qualificado.

Cito a seguir algumas frases ditas por Bartolomeu na ocasião do Manifesto:

"Acho que não há interesse político de se formar um país inteligente".

"Vamos deixar as crianças um pouco de lado - que estão ali, felizes, no recreio - e vamos cuidar um pouco mais dos nossos professores".

"Deve-se cuidar com carinho do que o professor QUER ensinar e não dizer a ele o que TEM que ensinar. Isso é uma ditadura pedagógica. O professor está sendo usado como um atravessador. Estamos transformando em adestramento um processo de educação. Há que se criar espaços para a fantasia na escola".

"Nosso professor não é bem remunerado, muitas vezes vai de ônibus para a escola, não tem status social e só aparece na televisão quando está em greve por melhores salários. Não sei se esse professor tem como encantar o aluno. A escola, hoje, é um espaço sem desejo. Nem do aluno, nem do professor".

"O nosso mundo tem o tamanho da nossa palavra. Nosso mundo está velho de palavras. A gente muda o mundo quando muda a nossa palavra. E a gente está querendo mudar o mundo usando palavras antigas".




O vídeo acima mostra Bartolomeu Campos de Queirós comentando o Manifesto Por um Brasil Literário. Caso você tenha interesse em conhecê-lo na íntegra, CLIQUE AQUI. Se desejar aderir ao manifesto, CLIQUE AQUI. Nós assinamos o livro e seguimos, como sempre, nos manifestando de várias formas, por um Brasil mais literário. Hatuna Matata!!!

terça-feira, 30 de junho de 2009

Desparafusando na FLIPINHA 2009.

Os Roedores de Livros estarão na FLIP 2009, participando da programação da FLIPINHA e lançando o livro CADÊ O JUÍZO DO MENINO? com apresentação musical do Tino Freitas no sábado, 04 de julho, 13h, na Tenda da Biblioteca da FLIPINHA, na Praça da Matriz (Parati - RJ). Apareçam por lá. Hatuna Matata.

O primeiro autógrafo a gente nunca esquece...

O 11º Salão FNLIJ do livro para crianças e jovens tinha duas novidades para mim.

A primeira, sem dúvida, foi o local. O Centro Cultural Ação da Cidadania passarai a abrigar o maior e melhor evento nacional do gênero. Um lugar lindo, com uma infraestrutura bem melhor que a dos salões anteriores abria suas portas para mim e para Ana Paula.

A segunda, mais intensa, foi a de entrar no Salão como autor. Sei lá, foi diferente. Estranhamente gostoso. Uma sensação que sumiu depois do primeiro dia, mas que naquela tarde do sábado, 13 de junho, me tomou por inteiro já na entrada, quando recebi o crachá.

Depois de abraçar alguns amigos que encontramos nos corredores, é claro que fui ao stand da Manati. Lá, tudo lindo demais. Encontrei meu livro ao lado de tantos outros que aprendi a admirar. Rosalina, Marieta, e A Cristaleira dividiam espaço com Cadê o Juízo do Menino. As pessoas entravam no stand, folheavam o livro, achavam engraçado. Meu olho brilhou, encheu meu sorriso de cor e eu fiquei ali parado um tempão meio sem saber da vida.

Foi Ana Paula quem me trouxe de volta:

- Ei menino sem juízo, a moça quer um autógrafo!!!

A mãe do Lucas estava ali, ao lado, esperando por um carinho meu na folha de rosto do livro.
Pausa para pensar o que escrever... Afinal, era o primeiro autógrafo... A dedicatória saiu fácil, afinal, Lucas é nome de menino traquino, feliz. Soltei a mão e deixei um abração para o Lucas. A mãe dele sorriu. Espero que os dois tenham se divertido com o livro. Eu estava muito, MUITO feliz.

Faltou Mariana naquele primeiro encontro com o livro. Mas ela esteve presente em outros tantos bons momentos naquela visita ao Rio. Para encerrar o primeiro dia, uma foto com Silvia Negreiros e Bia Hetzel, as meninas que apostaram na minha história. Muito criativas, elas me ensinam a atravessar o caminho das pedras. Estamos juntos nesta lida de levar a fantasia para a casa do pensamento das crianças sem juízo. Hatuna Matata.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Um lançamento SEM JUÍZO...

Queridos amigos,
Desde sábado passado (13/06) acompanhamos de perto o 11° Salão FNLIJ, no Rio de Janeiro. Sei que vocês passam por aqui sempre em busca de novas informações sobre o projeto, sobre novos livros e sobre o que acontece de bom culturalmente referente à infância. Pois é: estamos colhendo todas essas informações para repassar a vocês assim que retornar a Brasília, pois por aqui são muitas emoções e pouco tempo para o computador. Desde sábado encontrei os amigos, vi meu livro pela primeira vez numa estante, recebi o crachá como autor, dei o primeiro autógrafo, aprendi muito nos seminários, enfim... tudo isto estará relatado por aqui, em breve.
Passo por cá somente para convidá-los oficialmente para -se não de forma presente, que seja no pensamento - nos encontrarmos na próxima sexta, 19 de junho, para o lençamento do meu primeiro livro, CADÊ O JUÍZO DO MENINO? (ilustrações de Mariana Massarani, Editora Manati), as 15h, na BIBLIOTECA FNLIJ PARA CRIANÇAS, dentro da superprogramação do 11° Salão FNLIJ, no CENTRO CULTURAL AÇÃO DA CIDADANIA (Av. Barão de Tefé, 75), no Rio de Janeiro.
Caso vocês se encontrem distantes e queiram adquirir o livro, ele está à venda no SITE DA LIVRARIA CULTURA.
Abraços Musicais e até breve!!!
Hatuna Matata.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O DARIZ...


O melhor em viver um Salão da FNLIJ, além de reencontrar os amigos e fazer novas amizades é o encontro com o livro. Livros novos que, mitas vezes passamos um ano inteiro e não os encontramos nas prateleiras por motivos diversos. Acabamos de receber um email da Cosac & Naify sobre seus lançamentos e gostaria de compartilhar com vocês a delícia que deve ser O DARIZ de Olivier Douzou, francês, escritor, ilustrador e designer de móveis que estará lançando o livro no dia 20, as 17h, no 11º Salão FNLIJ. Estamos curiosos para conhecer o texto traduzido por Paulo Neves pois "um dos grandes méritos do livro está na utilização dos desvios de grafia para simular a pronúncia típica de alguém resfriado" informa o texto de divugação que reproduzo acima (clique sobre a imagem para ler a resenha por inteiro). Parece engraçado e feito para uma boa mediação. Vai pra lista de compras no salão!!! Hatuna Matata.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Louco para andar na montanha russa...

Pois é gente... saiu a programação do 11º Salão FNLIJ e, é verdade, estarei lá como autor, lançando CADÊ O JUÍZO DO MENINO (com ilustrações da MARIANA MASSARANI, Editora MANATI) - que está ganhando forma na gráfica. Mariana estará lá e - espero eu - que Bia Hetzel e Silvia Negreiros também apareçam. Todos responsáveis pela belezura que ficou o livro.
O lançamento acontecerá na sexta feira, 19 de junho, as 15h, na Biblioteca para Crianças. Só de pensar dá um friozinho na barriga. Uma mistura de felicidade e apreensão. Coisa de quem vai ao parque de diversões, louco para andar na montanha russa e hesita por 30 segundos antes de cruzar a roleta. O Salão da FNLIJ acontece na Cidade Maravilhosa, no Centro Cultural da Ação da Cidadania, de 10 a 21 de junho. Estive no Salão nas suas duas últimas edições e espero - mais uma vez - reencontrar e fazer novos amigos, descobrir novas histórias e desparafusar o juízo em meio a tanta literatura. Pois, é... meu livro fala um pouco sobre isso. Estão todos convidados. A gente se encontra por lá. Abaixo, uma palhinha da quarta capa do livro.

CLIQUE AQUI para conferir toda a programação do 11º SALÃO FNLIJ.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Literatura de Cordel em Bologna

Chapbook, Littèrature Du Colportage, Lubok, são termos usados em diversos países para o fenômeno conhecido no Brasil como Literatura de Cordel. Com raízes na Península Ibérica medieval, o Cordel desembarcou no Brasil no início da colonização, trazendo para os trópicos um tipo de literatura repleta de reis, cavaleiros, amores impossíveis e animais fantásticos.

Durante séculos, foi na tradição oral, em versos, que estas histórias foram disseminadas, principalmente até o final do século 19, época em que passaram a ser impressos em encadernações baratas e vendidas aos milhares em feiras populares.

Na segunda metade do Século 20 o Cordel ganhou o respeito das Academias de Letras. Vários livros de importância cultural e histórica foram publicados em Cordel. Atualmente, esta literatura popular em versos está conquistando as escolas e os jovens leitores. A prova disso está nos livros infantis em Cordel publicados recentemente, cujo estilo novo não se distancia das suas origens.

Este é o texto central da página do Catálogo da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) distribuído nos estandes da Feira do Livro para Crianças de Bolonha (Itália), acontecida na semana passada. Apresentada por Jô Oliveira, ilustrador talentoso, meu Mestre nas aulas no Instituto de Artes na UnB (Universidade de Brasília), nossa Literatura de Cordel foi representada por 11 livros (dois deles resenhados aqui). Esta feira é reconhecida como o principal evento de negócios em torno do livro infantil. Não é uma feira como costumamos ver por aqui, com pais passeando com seus filhos pelos corredores, comprando livros. É, sim, um grande negócio entre editoras, agentes literários, autores e ilustradores. É lá, principalmente, que o Brasil vende seus livros para o exterior e vice-versa. Esperamos que a Literatura de Cordel faça o caminho de volta e conquiste o mercado internacional. A FNLIJ faz um trabalho importante de divulgação dos livros brasileiros lá fora. Todo ano se faz presente com seu catálogo na Feira de Bolonha. A página do catálogo, reproduzida acima (clique sobre a imagem para vê-la em tamanho maior), põe a Literatura de Cordel em DESTAQUE (Highlights) e encerra suas informações com uma breve biografia de Jô Oliveira (artista ímpar quando o assunto é ilustração dos folhetos de origem medieval.

Jô Oliveira – Estudou Artes Gráficas no Rio de Janeiro e em Budapeste. Alguns de seus trabalhos foram publicados na Itália e em outros países. Ilustrou vários livros para diversas editoras brasileiras e seus desenhos estampam vários selos da ECT, empresa postal brasileira. Dois deles foram premiados como O MELHOR DO MUNDO, Prêmio Asiago, Itália.

Por falar em selos, dia desses, recebi uma carta cujo envelope veio com um selo novo do Jô Oliveira representando o BOI, personagem principal do Calendário Lunar Chinês em 2009. Lindo, lindo, lindo. Mas, acima, reproduzo o conjunto de selos que encontrei por acaso numa banca de revista em Copacabana, em 2007. Apreciem sem moderação. A arte de Jô é popular. E é também requintada. O Brasil está bem representado. Hatuna matata.

P.S. O texto em laranja sofreu - literalmente - uma livre tradução através do meu inglês macarrônico, mas acho que dá para o gasto.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Um acontecimento e uma esperança em Pirenópolis.

Para encerrar as postagens sobre a 1ª FLIPIRI (Festa Literária de Pirenópolis), que aconteceu entre os dias 12 e 14 de fevereiro, gostaria de escrever sobre um acontecimento e uma esperança.

O ACONTECIMENTO:

Entre as programações da 1ª FLIPIRI, estava a visita de escritores a algumas escolas da região. Numa destas visitas, o escritor Marco Miranda (autor dos ótimos livros O Paradeiro do Padeiro e A Menina que Queria ser Gambá) foi surpreendido com o poema escrito por Lucas Henrique, aluno da rede pública de ensino.

Rico em rimas e realidade, o poema – lido em sala de aula pelo aluno – revela a vida simples do menino e sua família: a casa humilde, as roupas sem nenhum luxo, as dificuldades da família regida pelo pai agricultor. Mas a vida do menino não é feita só de agruras. Superando todas as dificuldades, Lucas nos revela o que move sua esperança por dias melhores: a força da união familiar, o amor farto e incondicional que encontra em casa.

Marco Miranda, emocionado com o que ouviu, usou da sua sensibilidade para convidar o menino a participar das atividades da Festa Literária ao final da tarde do sábado, apresentando seu poema ao público presente à Casa de Câmara e Cadeia.

Ao chegar ao local, acompanhado do pai e do irmão, Lucas foi apresentado aos autores que queriam ouví-lo recitar antes da apresentação oficial. O pai, ficou no pátio externo – orgulhoso da notoriedade do filho, mas talvez envergonhado da sua condição simples. O irmão mais novo seguia Lucas por todos os corredores.

O escritor Hermes Bernardi Jr. – a exemplo do que aconteceu com Marco – ficou emocionadíssimo ao ver o menino poeta. Ouviu atentamente o poema, conversou com Lucas e depois ofereceu e autografou um dos seus livros para o garoto. Um pouco nervoso com a exposição pública, Lucas só relaxou quando o irmão mais novo – sem esconder o sorriso e o orgulho - bateu em suas costas e disse: “- Aê, Lucas. Ganhou um livro autografado. Massa, heim?!

No final da tarde, o poema foi lido pelo autor para um público atento e igualmente emocionado. Aplausos ecoaram na sala e nos corações do todos. Lucas voltou para sua casa simples, para suas roupas sem nenhum luxo e para sua família repleta de amor. E é a partir deste ponto que destaco o outro tópico deste post: A ESPERANÇA.

Em nossa conversa com Lucas, o menino disse que gosta muito de ler, que já leu tudo o que podia na sua escola e que gostaria de ter mais livros ao alcance dos olhos. Nós e alguns escritores presentes prometemos enviar alguns livros para a sua casa, num sitio na periferia da cidade. Mas o que fazer com as outras crianças?

Uma Festa Literária numa cidade turística tem o poder de encher suas pousadas e movimentar o mercado local (Pirenópolis fica a pouco mais de 100Km de Brasília e Goiânia). Mas é de suma importância que as ações políticas do evento possam ultrapassar os limites dos três dias de festa.

Conversamos com o Secretário de Cultura da cidade, Gedson de Oliveira, e percebemos um interesse real de transformação. A integração com a distribuidora de livros Arco Íris (de Brasília) e as prefeitura de Pirenópolis, com a atuação da secretaria de Gedson, e as de Turismo e Educação ajudaram a fazer milagres neste primeiro evento. Tudo organizado com parcos recursos, alguns voluntários e muita boa vontade.

A próxima FLIPIRI está marcada para março de 2010. A esperança da qual escrevo aqui, é a de que possamos reencontrar Lucas Henrique e seus poemas por lá. Mas será ótimo encontrar também outros alunos apaixonados por livros, outras crianças embaladas por ótimas histórias, mais livros nas escolas, mais professores capacitados a lidar com literatura, mais pessoas da cidade participando da 2ª FLIPIRI.

Acreditamos que a prefeitura local e o Governo de Goiás possam trabalhar ainda mais lado a lado com pessoas que somam neste mundo do livro (como Íris Borges, que fez a mágica de brotar este primeiro evento) e desenvolver ações em torno do livro durante todo este ano para que a 2ª FLIPIRI seja mais rica também em participação popular.

Não podemos esquecer, como escreveu Ignácio de Loyola Brandão em sua coluna no Estadão, que o essencial destes eventos literários é “a tentativa de estabelecer o hábito da leitura, a formação do leitor que, uma vez capturado, jamais deixará de ler”. O povo de Pirenópolis está com a faca e o queijo nas mãos. Em terras goianas, isso pode significar um leque rico em sabores. Os Roedores de Livros já estão com água na boca para desfrutar do banquete do ano que vem. Hatuna Matata.

Legenda das fotos:
01 - Marco Miranda visita escola do município;
02 - O menino Lucas Henrique lê seu poema para Hermes Bernardi Jr.;
03 - Hermes presenteia o jovem poeta com seu livro Casa Botão;
04 - Lucas lê para público da 1ª FLIPIRI;
05 - Íris Borges e Ana Paula em papo informal na Casa de Câmara e Cadeia;
06 - Hermes e Ana Paula... o resto da legenda está na própria foto;
07 - Descontração no almoço: Lucília Garcez, Íris Borges, Jonas Ribeiro, Ana Paula, Hermes Bernardi Jr. e o pé de Marco Miranda;
08 - Autores e amigos presentes à 1ª FLIPIRI;
09 - Eu e Ana Paula tendo como fundo o acervo da I Maratona Fotográfica de Pirenópolis, exposta na sala de espera do CINE PIRENEUS.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Lilli, lilli, lilli... bzbzzzzzzzzzzz... LILLIPUTZ!!!

Não é novidade por aqui o fato de gostarmos MUITO dos livros de Hermes Bernardi Junior. O gaúcho escreve como se futricasse lá dentro do leitor. Acarinha, belisca, faz cócegas e a gente sai diferente das saus páginas. Mas, como já disse, gostar dos livros de Hermes não é novidade. Mas na 1ª Flipiri (Festa Literária de Pirenópolis) descobrimos o Hermes CONTADOR DE HISTÓRIAS, assim mesmo, em maiúsculas.

Sua apresentação na Casa de Câmara e Cadeia na tarde de sábado, 14 de fevereiro, coroou uma mini turnê que percorreu escolas e os saraus na pousada Casa Grande. O hit foi sua performance ao narrar LILLIPUT DE SORVETE E CHOCOLATE, livro que publicou em 2003, e que se encontra esgotado.
A história do menino que não conseguia se expressar e se apequenava - ou lilliputizava (termo que dominou as brincadeiras entre os participantes da feira) - diante de situações em que se sentia incomodado, lembra o livro Raul da Ferrugem Azul, clássico de Ana Maria Machado, mas recorre para ações feitas sob medida para uma contação de histórias rica em gestos e palavras mágicas. Hermes domina o olhar do público com sutis trocas de personagens, entonações diversas e bem colocadas, tudo com um estudado trabalho corporal. Encantador.
A frase "lilli, lilli, lilli, bzbzzzzzzzzz, lilliputzzzzzzzzz" colou na boca de quem assistiu às performances de Hermes naquele final de semana e os aplausos caíram sobre ele como a água cai das cachoeiras de Pirenópolis: abundantes e refrescantes. Depois, o ator-escritor apresentou seu livro mais recente E UM RINOCERONTE DOBRADO (ilustrações de Guto Lins, Projeto) e desdobrou o Rino (que havia sido desdobrado a primeira vez no salão da FNLIJ de 2008) para que os presentes pudessem deixar poemas e recados na sua "pele". Nosso recado está lá, ao lado de dois ratinhos desenhados pela Ana Paula (que diz que eu sou o mais gordinho).
Nós esperamos que Lilliput de Sorvete e Chocolate volte às livrarias em breve. Impacientes, eu e Ana Paula, procuramos a primeira edição nos sebos. Estamos certos de que nossos Roedores de Livros da Ceilândia vão adorar os sabores desta história. Delícias de Hermes Bernardi Junior, que se mostrou um gigante também na arte de contar histórias. Queremos mais. Hatuna Matata!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Conversas, canções e histórias!

O que acontece quando uma pousada inteira está cheia de escritores e a noite de uma sexta feira 13, com lua cheia, serve de inspiração? As histórias saltam do papel e ganham som e gestos. Foi assim na Pousada Casa Grande, no Centro histórico de Pirenópolis na semana passada. A programação da 1ª FLIPIRI (Festa Literária de Pirenópolis) havia se encerrado e a turma voltara do jantar e se aglomerava na pequena sala. Alessandra Roscoe embalava a turma com a bela canção inspirada no seu livro O Jacaré Bilé. Maria Célia leu uma história de Millôr Fernandes, do livro Fábulas Fabulosas. Outros participaram antes da nossa chegada.
O violão chegou às mãos de Tino que apresentou as suas músicas do Firimfimfoca entre outras canções. A platéia foi crescendo. Janelas e portas serviam de arquibancada para as apresentações. Jonas Ribeiro sacou a sua caixa de histórias e ao lado de Tino improvisou uma contação com efeitos sonoros. D-I-V-E-R-T-I-D-Í-S-S-I-M-O!!!
Clara Rosa (que ao lado de Alessandra e Célia participam do grupo Casa de Autores, de Brasília) contou a história que deu origem ao seu livro mais recente (O Sonho de Ser Grande) e, por fim, Hermes Bernardi Junior contou Lilliput de Sorvete e Chocolate encantando a todos com o seu enredo mágico (mas vamos escrever sobre isso em breve, noutro post).
Bateu a meia noite e ninguém virou abóbora. Alguns se recolheram mais cedo, pois tinham agenda na Festa Literária na manhã do dia seguinte. Outros, ficaram até mais tarde e as conversas, canções e histórias ganharam os ouvidos da noite encantada no interior de Goiás.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Um roedor foi o "culpado" de tudo...

Foi tudo “culpa” de um roedor. Explico:

Chegamos a Pirenópolis (GO) no início da noite de sexta passada. Sexta feira 13 (e nosso quarto na pousada também era o 13!!!). Tivemos sorte. A segunda palestra do escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão – marcada para as 18h – sofria de um atraso incomum: tinha público demais e cadeiras de menos. A produção correu para bem acomodar a todos e às 19h estávamos todos lá eu, Ana, Ignácio e outras 150 pessoas ocupando a saleta do prédio da Casa de Câmara e Cadeia da cidade. Todos presos, acorrentados às palavras do convidado especial da 1ª FLIPIRI (Festa Literária de Pirenópolis).

Ignácio de Loyola Brandão estava ali por sua relevante contribuição para a literatura brasileira (mais de 20 livros publicados, muitos deles premiados) e por ser o detentor do Prêmio Jabuti de Melhor Livro de Ficção 2008 conquistado por seu livro infantil O Menino Que Vendia Palavras. O autor relata que a história de um menino que se vê trocando os significados de vocábulos por bugigangas com seus colegas foi inspirada em suas memórias da infância.

Um dia, ao entrar na sala onde seu pai lia um jornal, os olhos do menino Ignácio encontraram os grossos volumes de uma enciclopédia na estante. Na lombada do terceiro volume estava impresso um nome estranho. O menino perguntou ao pai qual o significado daquela palavra e recebeu como resposta que ele mesmo deveria pesquisar no livro. A palavra (que agora me foge à memória) significava uma espécie de rato europeu com 30 dentes. Daí em diante, pesquisar o significado dos nomes passou a ser uma atividade prazerosa do menino Ignácio em Araraquara, no interior de São Paulo. Ele, que recebia elogios das professoras do primário por sua desenvoltura com os verbetes, dedicou a duas delas - ainda vivas - o prêmio recebido em outubro passado.

A sala se apequenava diante dos tantos curiosos, turistas, professores autores e amantes de livros que já ouviam atentamente as palavras do autor de O Homem que Odiava a Segunda Feira, que temperavam com um humor contagiante a noite quente de lua cheia. Lembrou dos tempos em que os meninos pobres do interior iam ao circo levando gatos como ingresso (para alimentar os leões), falou dos dias de aperto quando se viu perto da morte (o anestesista, na hora crítica da tão temida cirurgia, se aproximou e disse: - Seu Ignácio, sou seu fã, adoro o livro tal! Mas o tal livro não era de sua autoria. E agora? Confiar ou na palavra (e na ação) daquele profissinal tão relapso em literatura? Dizer a ele a verdade ou deixar que a cirurgia corresse tranquilamente? Tudo registrado no livro autobiográfico Veia Bailarina. Risos em todo o prédio.

Quando a palestra foi aberta a perguntas do público, o assunto mais “quente” foi o uso do politicamente correto na Literatura Infantil. Loyola disse – entre outras coisas – que o tema é delicado e ele mesmo está encontrando dificudades em escrever um final para outra história (Os Escorpiões no Círculo de Fogo), em que as crianças caçam os insetos para ver se é verdade a crença de que, quando expostos no centro de um círculo de fogo, os animais se suicidam com uma picada de seu próprio ferrão. Por falar em história infantil, vem aí o próximo livro do autor, escrito para este público: Os Olhos Loucos dos Cavalos Cegos. Achei o título muito bom e o enredo – também inspirado nas memórias da meninice do escritor paulista – é um pedido de desculpas ao seu querido avô.

Aquele nosso primeiro momento foi coroado com um bate papo informal com Ignácio de Loyola Brandão na mesa de autógrafo. Simpático, solícito, feliz em perceber num leitor a força do seu premiado livro, Ignácio, que já havia feito história na aconchegante cidade goiana na abertura da 1ª FLIPIRI, continuou o centro das atenções durante todo o final de semana. Ganhamos todos: turistas, cidadãos de Pirinópolis, professores, escritores, leitores. E pensar que toda esta paixão do convidado principal começou há mais de sessenta anos, num verbete que traduzia a forma incomum de um roedor europeu. Bem, nós também temos uma forma incomum de roer. Engraçado os caminhos da literatura. Hatuna Matata.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

FLIPIRI - Pirenópolis (GO).

Pirenópolis (GO) entra no circuito das charmosas cidades interioranas do Brasil - como Ouro Preto (MG) e Parati (RJ). Sua primeira FESTA LITERÁRIA, a FLIPIRI, acontecerá de 12 a 15 de fevereiro próximos no Centro Histórico do lugar. A programação contará com a presença de Ignácio de Loyola Brandão, vencedor do Jabuti 2008 (Melhor Livro de Ficção com o livro O Menino que Vendia Palavras) e de outros nomes nacionais da Literatura Infantil como Jonas Ribeiro e Hermes Bernardi Junior. Mas apresentará também o time de escritores da Casa de Autores, formado por nomes da emergente Literatura Infantil produzida aqui no Distrito Federal como Marco Miranda e João Bosco Bezerra Bomfim, que tanto admiramos. Abaixo, reproduzo uma nota publicada nesta segunda, 09/02, no jornal Correio Braziliense, falando mais sobre o evento.
Pirenópolis está cercada de cachoeiras deliciosas e seu centro histórico apresenta casas originais construídas em adobe e um calçamento ímpar feito com as famosas pedras do lugar. Tradição e cultura impressas nas cores fortes das máscaras das Cavalhadas, no trabalho de artistas locais como a ceramista Cristina Galeão e nas bolsas, roupas e acessórios incríveis feitos em lona da loja Capitão Sujeira. Para os amantes da gastronomia, em Pirinópolis a culinária goiana impera com seus perfumes e sabores típicos. Licores feitos com a castanha do Barú, Galinhada com Pequi, sobremesas de frutos do cerrado e outros petiscos. Com certeza, num local tão inspirador, a literatura será bem acolhida. Esperamos que os responsáveis pelo evento consigam colher bons frutos para que possamos desfrutar da FLIPIRI nos anos vindouros. Os Roedores de Livros estarão por lá, apreciando e informando a vocês as delícias deste novo encontro literário.

Acima, eu e Tino, numa das tantas visitas que fizemos a Pirenópolis. Clique AQUI e aprecie mais fotos desta belíssima cidade histórica.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Roendo o 6º Traçando histórias em Porto Alegre!!!

A primeira vez que ouvi falar do Traçando Histórias foi em 2006. Enchi a alma de vontade de conhecer a mostra de originais de ilustrações de livros infanto-juvenis e que naquela ocasião também apresentava uma exposição-homenagem do trabalho de Rui de Oliveira. Mas naquela ocasião não deu para casar a vontade com o trabalho e tivemos que esperar mais dois anos para enfim, em novembro último, conhecer esta mostra tão especial.
O projeto Traçando Histórias é uma criação de Sônia Zanchetta e Cristina Biazetto e acontece de dois em dois anos durante a Feira do Livro de Porto Alegre (esta, acontece todo ano, e também é imperdível!!!). Está em sua sexta edição. Suas raízes estão cada vez mais embrenhadas na orla do Guaíba, sob os armazéns do Cais do Porto e seus frutos adoçam o paladar de um público cada vez maior que visita a mostra e que toma conhecimento do trabalho dos nossos ilustradores a partir de exposições internacionais itinerantes acordadas recentemente entre a Câmara Rio Grandense do Livro e o Ministério das Relações Exteriores e diversas Embaixadas.
Este ano, a Mostra ocupou um espaço criado exclusivamente para ela, logo na entrada para o setor reservado à Literatura Infanto-Juvenil. Antes, acontecia em galerias tradicionais da cidade. Esta mudança colaborou em muito para que o público visitante - principalmente as crianças - fosse bem maior que o registrado durante as edições anteriores.
Para o 6º Traçando Histórias foram selecionados trabalhos significantes de 39 ilustradores, cada um representado com duas obras, não necessariamente de um único livro, totalizando 78 originais (veja alguns AQUI). A Mostra abrange a produção literária voltada para crianças e jovens no período de 2006 a 2008, representadas ali em 51 livros. Houve ainda uma programação paralela à Mostra, organizada por Gláucia de Souza, Laura Castilhos e Sônia Zancheta, que ofereceu ao público, mediante inscrições prévias, oficinas, debates e seminários acerca do universo da ilustração em livros para crianças e jovens.
As obras - emolduradas com um paspatur texturizado - ficaram expostas nas paredes de dois corredores e de um eixo central. Entre eles, a um intervalo regular, a Mostra apresentava os livros em que as ilustrações foram publicadas, dando ao visitante a real dimensão entre o original e o produto final a que foi destinado. O público podia (ôba!!!) folhear os livros e observarar os originais. Todos - inclusive eu e o Tino - ficávamos ali, admirando o trabalho de artistas já consagrados e de outros ainda "novatos" no ofício de ilustrar livros. Mas, sem dúvida alguma, todos com um talento gigantesco. Merecedores de tal homenagem. Para citar alguns queridos que participaram desta seleção e que encontramos por lá, cito Ivan Zigg, Marilda Castanha, Elma, Ana Raquel, Suppa, Elisabeth Teixeira, Ricardo Azevedo, Odilon Moraes, Rosinha Campos, Ana Terra, Guto Lins e nosso anfitrião em terras gaúchas, André Neves.
Mas eu gostaria de registrar que a minha maior emoção com relação ao Traçando Histórias se deu na noite de abertura oficial, quando finalmente conheci Marcelo Xavier. Tenho uma relação de paixão com o seu Asa de Papel (ainda escreverei sobre isso) e desde que os Roedores de Livros ganharam asas e voaram por diversas Feiras do Livro deste Brasil que curtia ali, na minha alma sonhadora, o desejo de encontrá-lo para dizer quanto o admiro e quanto o seu trabalho enche meus olhos de fantasia e liberdade. Pois é. Eu estava num bate papo distraído numa roda de amigos quando o Tino me puxou para o canto e falou: - O Marcelo chegou! Meu amado discretamente apontou o lugar onde ele se encontrava e me deixou a sós para curtir meu momento tiete com ele e sua simpática filha Cecília. Falamos de amigos em comum, do desencontro na Feira do Livro Infantil de Goiânia e de outras coisas mais.
Apesar de ser este nosso primeiro encontro, pareceu-me que tínhamos estado juntos desde há muito. Hoje, enquanto escrevo este relato e folheio o maravilhoso catálogo da Mostra (um livro em que o cuidado com a produção gráfica fez jus ao conteúdo), releio algumas dedicatórias e me encanto novamente ao reler o carinhoso recado que Marcelo deixou ali ao lado de recortes do seu trabalho para o livro Tot: "Que bom te encontrar. Parece que somos velhos amigos". Pois é. Isso mesmo. Justamente. Hatuna Matata!!!

Ah, o 7º Traçando Histórias está confirmadíssimo para novembro de 2010. Estaremos lá roendo tudo!!!

Foto 1 - Capa do catálogo do 6º Traçando Histórias.
Foto 2 - Ilustração (com colagens diversas) de Ellen Pestili para o livro Casa Botão.
Foto 3 - Eu e André Neves, entre as suas ilustrações de O Capitão e a Sereia e Casulos.
Foto 4 - Corredor da Mostra com André Neves ao fundo.
Foto 5 - Corredor da Mostra com Ana Raquel e Rogério Andrade Barbosa.
Foto 6 - Cecília, Marcelo Xavier e eu.
Foto 7 - O autógrafo no catálogo.