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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

A Ilha

Sinopse: Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.

Este era, muito provavelmente, um dos livros que tinha há mais tempo por ler. Sempre chamou a minha atenção, mas por um ou outro motivo, outros livros foram passando à sua frente.

"A Ilha" conta a história de várias gerações de uma família grega, marcada pela tragédia. Mas este livro é também a história da ilha de Spinálonga, perto da costa este de Creta, que serviu de lar a uma colónia de leprosos entre 1903 e 1957. Durante este período, anterior à descoberta da cura da lepra, os doentes infectados eram exilados para esta ilha devido ao perigo de contágio. Ao longo do livro, conseguimos aperceber-nos da crueldade que era arrancar as pessoas à sua vida e à sua família pelo facto de contraírem esta doença, mas ao mesmo tempo percebemos que, apesar da sua condição de exilados, estas pessoas conseguiam ter uma vida relativamente normal, sempre pontuada pela esperança que a cura da lepra aparecesse e as salvasse.

Apesar da escrita simplista e directa, Victoria Hislop é bastante bem sucedida na descrição da ilha, das pessoas e dos costumes gregos. Para além disso, é como se as personagens retratadas no livro se tornassem, a certo ponto, nossas amigas.

É um livro sobre a amizade, a tolerância, sobre como por vezes os acontecimentos que a certa altura nos parecem devastadores, acabam por trazer consigo algo de bom. Gostei!

8/10 - Muito Bom

[Livro n.º 11 do meu Desafio de Leitura]

terça-feira, 19 de agosto de 2008

A Ilha



Sinopse:

Num momento em que tem que tomar uma decisão que pode mudar a sua vida, Alexis Fieldings está determinada a descobrir o passado da sua mãe. Mas Sofia nunca falou sobre ele, apenas contou que cresceu numa pequena aldeia em Creta antes de se mudar para Londres. Quando Alexis decide visitar Creta, a sua mãe dá-lhe uma carta para entregar a uma velha amiga e promete que através dela, Alexis vai ficar a saber mais. Quando chega a Spinalonga, Alexis fica surpreendida ao descobrir que aquela ilha foi uma antiga colónia de leprosos. E então encontra Fotini e finalmente ouve a história que Sofia escondeu toda a vida: a história da sua bisavó Eleni, das suas filhas e de uma família assolada pela tragédia, pela guerra e pela paixão. Alexis descobre o quão intimamente ligada está àquela ilha e como o segredo os une com tanta firmeza.

“Apaixonadamente envolvida pelo seu tema, a autora demonstra ter feito uma pesquisa meticulosa para apresentar os factos médicos.” - The Sunday Times

“Uma leitura comovente e absorvente que nos toca o coração.” - Evening Standard

Um épico familiar viciante. A pesquisa, imaginação e o amor por Creta levaram Hislop a criar um retrato realista sobre aqueles tempos em Spinalonga. Lembra que o amor e a vida continuam mesmo nas circunstâncias mais extremas.” - Sunday Express

“Um trabalho fascinante que combina uma comovente história de amor com um apelo a uma maior compreensão de uma das doenças mais cruéis – a lepra." - The Times

Descrições maravilhosas, personagens fortes e um retrato intimo de uma ilha.” - Woman & Home

“Uma narrativa rica, inundada de detalhes únicos.” - The Daily Mail

Fortíssimo. Com um grande impacto emocional.” - The Daily Telegraph




A Minha Opinião:

Amei divinalmente este livro.

Li devagar, muito lentamente, porque me deixei saborear pelas palavras e pelo conforto das personagens… Quanto mais demorava a ler, mais tempo ficava dentro do livro e não queria sair dali tão depressa.

Fiquei a saber muito sobre a Colónia de leprosos que existiu na ilha Spinalónga entre 1903 e 1957.



Nestes tempos, as pessoas que tinham lepra eram dolorosamente separadas das famílias e transferidas para a Ilha onde ficavam até morrer. Iam para lá, todo o tipo de pessoas, desde os pobres aos ricos, entre quais advogados, engenheiros, professores, etc. Estes últimos tinham dinheiro mas não havia tratamento ou cura, e todos lá iam à Ilha para não contagiar os outros.

O que eles (entre quais, a bisavó e a tia-avó da Alexis) sentiram quando pisaram pela primeira vez a Ilha, é de jorrar as emoções... Mas depois quando entravam para dentro da Colónia, era de abrir a boca num espanto...
Apesar da terrível doença e das suas consequências aflitivas e dolorosas, havia Vida na Colónia. Não vou especificar nem pormenorizar o que os leprosos faziam para tornar a Ilha confortável e preenchida. Foi isto que me surpreendeu e que me fez admirar por aqueles leprosos.
E, quando finalmente a cura apareceu e todos puderam regressar aos seus antigos lares, alguns apesar de terem ficado contente com a liberdade por que ansiavam tanto, não queriam deixar a Ilha, como por exemplo, o Dimitri que foi mais feliz ali do que seria na Terra...

O livro não só fala da ilha como também das pessoas que viviam no outro lado - a Creta. A ignorância e os medos que os cretenses tinham acerca da lepra e da Ilha. Também relata uma parte em que os alemães do Hitler dominaram a Creta e do que os cretenses sofreram com a Guerra ao passo que os leprosos estavam em segurança na Ilha...

Os pontos mais elevados são obviamente sobre a família passada de Alexis, começando pela bisavó Eleni que era professora e amada pelo povo cretense... Há amores, desilusões, mágoas, felicidades, amizades. É realmente uma intensa épica familiar!

Amei mesmo.


Classificação de estrelas
* * * * *

(Excelente!)


Outras opiniões:
Clique Aqui #1



Ilha Spinalónga

Ao ver este pequeno vídeo, uma visita à Ilha Spinalonga, senti o arrepio forte e chorei... O túnel. As casas algumas já em ruínas. O cemitério.