terça-feira, 3 de abril de 2007
Em jeito de balanço
Ler em Espinho
Aqui está um local interessante para visitar. Criado em Fevereiro de 2007 pela equipa de bibliotecários, o blogue Ler em Espinho apresenta-se como um espaço alternativo de divulgação das actividades da Biblioteca Municipal do Concelho. Em conversa com Isabel de Sousa, bibliotecária de Espinho (que conhecemos em Ponta Delgada, à margem do 9.º Congresso da BAD), ficámos a par de muitas ideias que por lá fervilham e dos vários projectos que têm em mãos. Aqui fica o nosso contributo para uma maior participação nessas actividades e o link para o blogue que nos mantém informados.segunda-feira, 2 de abril de 2007
Comemorações do Dia Internacional do Livro Infantil
Projecto O MEU BRINQUEDO É UM LIVRO
No âmbito do Dia Internacional do Livro Infantil, a Câmara Municipal de Espinho continua a oferecer um Kit com o "Guia para os Pais", o Livro "O SONHO DA MARIANA" e a "Almofada", como incentivo e apoio à criação de hábitos de leitura na população e, em especial, nas famílias.
Nesta fase serão contempladas cerca de 107 crianças nascidas no concelho de Espinho. Serão assim, 107 novos leitores da BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ESPINHO.
Junta de Freguesia Paramos 2 Abril pelas 17.30 horas
Junta de Freguesia Silvalde 3 Abril pelas 11.30 horas
Junta de Freguesia Guetim 3 Abril pelas 17.30 horas
Junta de Freguesia Espinho 4 Abril pelas 17.30 horas
Aproveitem para comemorar o DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL oferecendo UM LIVRO UMA CRIANÇA.»
(Esta mensagem foi enviada via email pela Bibliotecária de Espinho, Isabel Sousa.)
2 de Abril - Dia Internacional do Livro Infantil
Comemora-se hoje o Dia Internacional do Livro Infantil. O Bicho dos Livros associa-se à data e deixa aqui a mensagem do IBBY (International Board on Books for Young People), escrita por Margaret Mahy, escritora nascida na Nova Zelândia.MARGARET MAHY nasceu em Whakatane, Nova Zelândia, em 1936. Bibliotecária, decidiu dedicar-se a tempo inteiro à escrita, em 1980. Escreveu obras dirigidas a diferentes idades, cultivando géneros que vão do álbum para crianças pequenas ao romance juvenil, passando pela poesia e pelo texto dramático. É uma das mais premiadas escritoras da Nova Zelândia, tendo sido distinguida, em 2006, com o Prémio Hans Christian Andersen do International Board on Books for Young People (IBBY), o mais importante galardão mundial atribuído a um autor de literatura para crianças e jovens. Marcada pela riqueza poética da linguagem, a escrita de Mahy tem logrado exprimir, por vezes de modo metafórico mas sempre com extraordinária autenticidade, a experiência da infância e da adolescência. Encontra-se traduzida em numerosos idiomas, incluindo o português (O Rapaz dos Hipopótamos, Livros Horizonte). Outros títulos que publicou: Catálogo do Universo, Lembrança, Um Leão no Prado, O Homem cuja Mãe Era Pirata.
Versão portuguesa: José António Gomes
domingo, 1 de abril de 2007
Tempo de regresso e balanços
LANÇAMENTOS DIGITAL SOURCE - 2 LIVROS INÉDITOS - 01/04/2007
Shah Muhammad Rais - Eu Sou o Livreiro de Cabul
Quem leu O Livreiro de Cabul, de Åsne Seierstad, precisa conhecer Eu Sou o Livreiro de Cabul, ajuste de contas escrito pelo próprio Livreiro, Shah Muhammad Rais. O primeiro, best-seller mundial, narra o dia-a-dia de uma família afegã num país submetido à guerra e à violência dos costumes. Eu Sou o Livreiro de Cabul é o tão esperado depoimento do protagonista que a jornalista norueguesa descreveu de forma polêmica em seu livro-êxito. Rais se mostra insultado, traído, e lamenta uma interpretação que se equivoca na essência, culpando-o com gravidade, quando, segundo ele, cada ato seu é ditado pela realidade que o circunda e à qual não pode escapar.
Adotando a narrativa como um diálogo permanente com figuras mitológicas da Noruega, os trolls (entidades mágicas onde a verdade é buscada para que a justiça se restabeleça), de alguma forma Shah Muhammad Rais chega à ironia máxima: o que foi denúncia deve ser denunciado; a acusadora virou acusada. O autêntico Livreiro sugere aqui que, se Seierstad não soube enxergar as profundas diferenças entre uma pátria rica e confortável, a Noruega, e um Afeganistão torturado por pressões sociais e religiosas, cometeu, mais que um livro, mais que um escândalo, um crime - um crime sem punição possível, que somente poderá ser abrandado com a mesma arma que ela usou: um livro.
"A que museu eu deveria mandar meu filho de doze anos para elevar seu orgulho e sua auto-estima se o Museu Nacional foi saqueado por contrabandistas que roubaram artefatos ancestrais e antiguidades de até seis mil anos de existência?", escreve o Livreiro. "A que biblioteca eu deveria mandar meu filho de doze anos se todas as bibliotecas foram danificadas e o Talibã queimou todos os livros infantis, muitos deles maravilhosamente ilustrados?"
Eu Sou o Livreiro de Cabul, de Shah Muhammad Rais, faz refletir, causando um profundo impacto acerca da abismal diferença entre os modos de vida ocidental e oriental.
Frank Schatzing - O Cardume
Durante séculos, os homens exploraram a natureza. Sem o menor cuidado, esgotaram seus recursos, dilapidando um sistema absolutamente equilibrado. Mas o contra-ataque chegou. Vírus desconhecidos ameaçam a vida de milhões. Furacões inesperados causam destruição. Mas, no thriller de Frank Schätzing, é o mar o instrumento de vingança. O CARDUME revela uma ameaça inimaginável vinda dos oceanos, pronta para atormentar a humanidade. Schätzing encena a insurreição mundial da natureza contra o homem num cenário catastrófico global entre a Noruega, o Canadá, o Japão e a Alemanha. Um romance repleto de dramas psicológicos e políticos com um final de tirar o fôlego.
Danielle Steell - Entrega Especial
O quadragésimo livro de Danielle Steel oferece uma versão contemporânea do romance. Fala da redescoberta do amor para uma recém-viúva que não esperava mais viver esse sentimento.
LANÇAMENTO DIGITAL SOURCE - INFANTIL (01/04/2007)

Eric Ponty - Menino Retirante Vai ao Circo de Brodowski (Ilustrado com pinturas de Candido Portinari)


"O menino de São João del-Rei encontra o menino de Brodowski e ambos lançam olhares perplexos para o mundo que os cerca. Nesse mundo, cheio de céus azuis, que lembra também a pintura de Chagall, surgem os palhaços, os músicos, os espantalhos, a banda de música, as brincadeiras da infância. Toda aquela mitologia do menino Portinari, nascido em uma fazenda de café, ganha aqui as palavras emocionadas do poeta mineiro Eric Ponty." (Donizete Galvão, do prefácio a esta obra comemorativa do Centenário do pintor, que ultrapassa a efeméride, homenagem original, nascida clássica).