quinta-feira, 4 de junho de 2009

Questionário (XX)



O questionário de hoje foi respondido pelo Pipas do blog O que eu leio. Obrigado pelas respostas!

1 - Como surgiu a ideia de criares um blog sobre livros?
Eu já tinha (tenho) outro blog, generalista e lá já punha os comentários aos livros que ia lendo, mas um dia decidi " separar as águas" e fazer um só sobre "o que eu leio", tendo assim mais espaço para falar sobre livros.

2 - És um leitor rápido? Quantos livros lês, em média, por mês?
Sim, sou um leitor rápido, mas tudo depende do interesse que tenha pelo livro e o tempo que disponho para ler, actualmente tem sido algum. Mas tanto posso ler um livro de 400 páginas em 2 dias, como um de 100 num mês. Não tenho uma média certa, tanto podem ser 10 como 1 livro lido por mês.

3 - Qual é o teu livro preferido de sempre e porquê?
Pergunta difícil essa... Vou apontar um livro que são 3, a trilogia dos Gonzalo Torrente Ballester "Os Prazeres e as Sombras". Porquê?? Muitas razões, a escrita dele, a história, a crítica social, os personagens, a complexidade do enredo...

4 - O que te leva a identificares-te com uma personagem/história?
Talvez certas semelhanças entre o meu ser e alguma das personagens que intervenham na história, isso aconteceu com a personagem Carlos Deza da trilogia atrás referida, identifiquei-me muito com ele.

5 - Género literário preferido e que livro recomendarias dentro do mesmo?
O Romance, sem dúvida, livro que recomendo... naturalmente a trilogia já atrás referida e um livro muito "duro" mas fantástico, "Os Nus e os Mortos" de Norman Mailer e também "Os Cus de Judas" do nosso Lobo Antunes.

6 - O que achas das adaptações cinematográficas de livros?
Geralmente muito fracas... Algumas positivas o Lord of the Rings e agora mais recentemente o Blindeness (Ensaio sobre a Cegueira), gostei bastante.

7 - Qual é a tua opinião sobre os e-books?
Por muito que nos doa, vão ser o futuro... Por várias razões, a portabilidade, poder guardar muitos livros num espaço tão pequeno, o preço, poupança de papel, etc. Não uso ebooks, por enquanto...

8 - Tens alguma ideia sobre o que deveria ser feito para aumentar os índices de leitura em Portugal?
Incutir o gosto pela leitura desde pequenos, tanto a nível escolar como familiar. Penso que a escola principalmente tem de repensar muito seriamente a sua abordagem em relação aos livros e principalmente ao ensino do português e da literatura, é dado de uma forma que assusta e
afugenta as crianças e os adolescentes da leitura.

9 - A leitura é uma paixão que nasce connosco ou está mais dependente de factores externos (muitos livros em casa desde a infância, etc.)?
Nasce com a gente sem dúvida, claro que lá está uma boa educação nesse aspecto pode ajudar, mas ler é como os trabalhos manuais, é um dom com o qual se nasce.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Orações Mágicas dos Essênios

TRECHO:
A descoberta dos chamados Manuscritos do Mar Morto, no século 20, aumentou o interesse dos pesquisadores do Antigo e do Novo testamento sobre as comunidades da seita judaica dos Essênios, consideradas responsáveis pela elaboração desses manuscritos. Admite-se hoje que as doutrinas dos Essênios, seu afastamento das coisas mundanas e seu estilo de vida comunitário influenciaram a aurora do cristianismo, e muitos acreditam que João Batista e o próprio Jesus estiveram em estreito contato com as comunidades essênias que pontilhavam os desertos da Palestina.
Nesses focos de devoção e busca foram elaborados esse exercícios espirituais, que chegaram até nós por meio da tradição oral e da Biblioteca de Qumran, na qual se encontraram alguns dos manuscritos do Mar Morto. Tais doutrinas também são divulgadas pela Ordem do santuário (um ramo independente da Igreja Católica que trabalha com cura espiritual). O centro desse ensinamento era a árvore da Vida, associada à cabala judaica. Essa árvore, um pouco distinta da Cabala tradicional dos ocultistas judeus, possuía sete galhos que chegavam até o céu e sete raízes que se fundiam com a terra. Isto se relaciona com as sete noites da semana, correspondendo aos sete arcanjos da Hierarquia Angélica. Nessa concepção, o homem está situado no meio da Árvore – suspenso entre o Céu e a Terra, e portanto dividido entre o Pai Celestial e a Mãe terrenal. A intenção dessas orações é fazer com que o homem se afine com estas forças, para poder sentir seu poderoso efeito transformador.

O Rei do Mercado

Título: O Rei do Mercado
Autor: Juliette Benzoni
Editora: Bertrand
Tradução: Carlos Correia Monteiro de Oliveira
Nº de páginas: 301
Depois de ter lido O Quarto da Rainha não consegui resistir e lancei-me ao segundo volume da triologia Segredo de Estado, embora não com grandes esperanças principalmente por causa da tradução. Embora esta tenha ficado a cargo do mesmo tradutor posso dizer que, talvez um pouco incompreensivelmente (ou não), desta feita o trabalho está visivelmente melhor - os nomes de personagens e locais, por exemplo, foram mantidos no francês original e a nível dos tempos verbais já não encontramos tantas falhas. As expressões idiomáticas continuam a ser um problema ainda que no geral o trabalho tenha melhorado a olhos vistos.
No que respeita à trama desta história, continuamos a desvendar aos poucos a misteriosa vida de Sylvie que foge dos assassínos da sua família com a ajuda do seu grande amor François de Bourbon-Vêndome e da sua grande amiga Marie de Hauteford. É principalmente graças a este personagem masculino e à sua familia que nos são apresentados vários episódios interessantes e por nós quase desconhecidos da História de França e da vida na corte de Luis XIII, Ana de Áustria e do temível cardeal Richelieu.
A intriga e o mistério continuam a ser elementos essenciais e muito presentes nesta trama contribuindo para que queiramos virar as páginas e deixar-nos envolver por uma Paris em crise em que a revolta social ganha cada vez mais adeptos. Para quem conhece a cidade das luzes as descrições, embora não muito ricas, tornam-se muito importantes pois conseguem transportar-nos aos grandes boulevard e avenidas, aos parque e edifícios magistrais da capital francesa fazendo-nos sentir toda a sua vida e energia .
Embora curiosa com o desfecho desta história este volume não conseguiu, no final, deixar-me com "aquela" vontade de me dedicar de imediato ao livro que se segue. Descobrirei então o destino de Sylvie numa ocasião mais propícia.
6/10

Casa Aberta





Sinopse:

Neste magnífico romance, uma mulher refaz a sua vida após o divórcio, abrindo a sua casa e o seu coração.
Abandonada pelo marido, Samantha assume a tarefa de reconstruir uma vida para si e para o seu filho de 11 anos. A mãe, à sua maneira excêntrica, tenta ajudá-la arranjando-lhe pretendentes, mas o problema mais urgente é financeiro. Para pagar a hipoteca da casa, Samantha resolve aceitar hóspedes. A primeira é uma mulher de idade e de bom conselho, que lhe dá o apoio de que tanto precisava; já da segunda, uma estudante malcontente, não se pode dizer que seja uma ajuda. King, um novo amigo pouco convencional, sugere a Samantha que saia de casa, olhe à sua volta, trabalhe. Mas o mais difícil de tudo é que para se libertar do desgosto e do passado ela vai ter de aprender a construir a sua própria felicidade. Para entender os outros, vai ter de consultar o seu próprio coração. E para saber quem é, vai ter de recordar – e recuperar -- a mulher autêntica que tinha sido, até se tornar outra pessoa para tentar salvar o seu casamento. Casa Aberta é uma história de amor sobre os sentimentos que podem despontar entre um homem e uma mulher, e também na alma duma mulher.



A Minha Opinião:

É um livro que se situa a mil léguas de ser considerado como uma obra de literatura, mas teve algum impacto em mim. Gostei de o ler.

Achei a história uma suportável companhia, na qual me identifiquei, sobretudo na solidão da personagem principal e gostei da sua luta para construir a felicidade própria. Também foi bom que esta tivesse aberto a casa a pessoas estranhas, nesse caso, os hóspedes.

E ainda mais, encontrei umas pitadas de humor negro que me deu sonoras gargalhadas. Situações que são para chorar mas que as achei terrivelmente cómicas. Bem precisava disto de rir das coisas tristes ou patéticas.

Esta é uma história para quem gosta de escutar os desabafos como se a personagem principal fosse uma amiga sua muito próxima, pois o livro está contado de uma forma como se tratasse de um diário confidencial e também é para quem necessita de voltar a acreditar no amor. Mas sobretudo, aprender a gostar de si própria e a ser-se feliz sozinha. O melhor só vem a seguir, quando a pessoa está bem consigo mesma e que sabe o que quer. Uma filosofia tão óbvia de que toda a gente tem conhecimento, sem dúvida. Mas, devo confessar, que já li melhores livros, mais deliciosos ou mais doces, profundos e inesquecíveis, do que este livro.

Se os leitores já estão felizes, então é um livro para riscar ou dispensar, porque é uma história comum e previsível, nada a ganhar. Mas se gostam de novelas ou histórias de tipo light / coscuvilhices, este é o ideal.

Classificação: 3/5

A Noiva Italiana

Autor: Nicky Pellegrino
Editora: ASA
Páginas: 285
ISBN: 9789892304748
Tradutor: Isabel Alves

Sinopse
Apesar de viverem em Londres, os Martinelli continuam a ser uma típica família italiana: sempre a discutir, a comer e a amar. Pieta, a filha mais velha, tem 30 anos e é solteira, facto que a coloca sob a mira dos pais, principalmente agora que Addolorata – a sua irmã mais nova – vai casar. Uma vez que desenha vestidos de noiva, Pieta foi encarregada de fazer o vestido mais importante da cerimónia, mas uma série de segredos de família atrai a sua atenção. Porque é que o pai está sempre a discutir com um vizinho italiano? Qual será a causa da tristeza da mãe? E será possível que o homem por quem ela sempre alimentou uma paixão secreta esteja prestes a casar-se com outra pessoa? Decidida a ajudar a irmã, Addolorata planeia dar um empurrãozinho ao destino no dia do seu casamento. Mas o resultado vai ser surpreendente e nada vai acontecer conforme o planeado…

Opinião
A Noiva Italiana é um livro que conta a história de uma família de imigrantes italianos a viver em Londres. O aproximar do casamento da filha mais nova do casal e os problemas de saúde de Beppi vão fazer com que Catherine, a mãe da família, recorde como conheceu Beppi, ao mesmo tempo que desvenda os motivos por detrás da contenda entre Beppi e o seu amigo de infância Gianfranco.

Pelas comparações ao Chocolate da Joanne Harris confesso que estava à espera de mais a nível de escrita e desenvolvimento das personagens, sendo estas algo estereotipadas e pouco desenvolvidas. A história também não prima pela originalidade ou pela imprevisibilidade, mas é, ainda assim, uma leitura agradável e descontraída.

Devido ao negócio da família em Londres, um restaurante italiano, o livro é frequentemente pontuado por receitas aparentemente deliciosas e de deixar água na boca. Foi também muito giro voltar a percorrer as ruas de Roma e reviver um pouco do que lá vi há 3 anos atrás. Sem dúvida, uma cidade fantástica.

É um livro de fácil leitura, com uma escrita e história simples... um bom livro de Verão para desanuviar entre leituras mais densas.

6/10 - Bom, mas recomendado com reservas

[Livro n.º 46 do meu Desafio de Leitura]

terça-feira, 2 de junho de 2009

Discursos de Sathya Sai Baba: DE CADA GARGANTA, SUA MELODIA - 19/03/67 – Ocasião: Viagens

TRECHO:
Essa terra da Índia é, de fato, um país santo. Aqui, os sábios têm procurado descobrir os meios de uma
vida pacífica, de uma vida feliz nas comunidades dos homens, de um tipo de vida que irá colocar um fim
ao sofrimento. Eles descobriram e ensinaram a ciência do Eu Superior (atmavidya), da qual o
componente essencial é o amor. Deus está onde o amor está – amor expresso como simpatia, caridade,
reverência, afeição e sacrifício. Deus é amor, pleno de amor, a personificação do amor, o Sol do amor –
esse é o modo pelo qual Ele é descrito por aqueles que O realizaram. Assim, Ele só pode ser alcançado
através do amor. A devoção a Deus é definida como a personificação do amor mais elevado. Ela não é
amor cego, não precisa ser amor cego.
Eu sempre defendo a indagação profunda para fortalecer as fundações da fé. Só a indagação irá reforçar
as fontes do amor. Pode haver algo mais adorável do que Deus, que é beleza, força, glória, fama,
esplendor, sabedoria, no seu mais completo florescer? O amor de Deus cria no homem o amor por todos
os exemplos de Sua majestade, Sua misericórdia, Sua magnificência, Sua multiplicidade. Ramakrishna
viu em uma flor o encanto de Deus, ele viu em todo lugar a grandeza d’Ele, ouviu de cada garganta Sua
melodia, Sua canção na flauta. Até mesmo os indecentes e os perversos são amados já que Deus
permite que eles o sejam!

Cruel Abandono de Penny Vicenzi e a reedição de Baunilha e Chocolate são as apostas da Porto Editora

No início do mês de Junho, a Porto Editora adorna os escaparates com duas das grandes senhoras do romance contemporâneo. Cruel Abandono, de Penny Vicenzi, e Baunilha e Chocolate, de Sveva Casati Modignani. Duas apostas fortes que prometem horas de leitura
relaxada e absorvente sob o sol que o Verão promete.
Cruel abandono vai ser um livro a adqurir brevemente. Pela sinopse, parece-me bastante bom. Relativamente a Sveva recomendo vivamente a leitura deste livro que é simplesmente delicioso.

Título: Cruel Abandono
Autora:
Penny Vincenzi

Nº Págs: 640
PVP: 17,70€

Quanto pesa um passado? Desenrolado à volta das consequências de um acto desesperado, Cruel Abandono é, provavelmente, o mais excitante e intrigante romance de Penny Vincenzi.
A Porto Editora apresenta o novo livro da britânica Penny Vincenzi. Bestseller de uma mulher, sobre mulheres, para mulheres, Cruel Abandono é um título contraditório de uma história que, até à última página, é impossível abandonar. Numa noite de 1986, uma bebé recém-nascida é encontrada abandonada no aeroporto de Heathrow. Goradas as investigações, a criança é entregue às autoridades e posteriormente adoptada. Passados quinze anos, a bebé, Kate, é já uma bela adolescente, aspirante a modelo, que decide procurar a mãe biológica. Essa busca vai reunir três mulheres - Martha, Clio e Jocasta - que 16 anos antes se tinham conhecido, casualmente, durante uma viagem à Tailândia. As três amigas têm agora vidas agitadas mas bem-sucedidas, cheias de preocupações profissionais e de relações amorosas nem sempre fáceis. Martha continua solteira e é uma advogada de sucesso; Clio é uma médica presa a um casamento falhado; Jocasta é uma jornalista apaixonada por um homem com pavor dos compromissos. Kate irá concretizar o seu desejo de conhecer a mãe biológica, mas isso obrigará a que seja revelado um segredo que uma das mulheres guardara ciosamente ao longo de todos esses anos.

Sobre a autora
Penny Vincenzi é uma das mais populares e estimadas escritoras britânicas. Foi jornalista, colaborando em publicações como The Daily Mirror, The Times, Vogue e Cosmopolitan, entre outras, antes de iniciar uma carreira literária de sucesso – os seus livros já venderam em todo o mundo mais de quatro milhões de exemplares. O seu primeiro romance, Old Sins, foi publicado em 1989, tendo escrito depois muitos outros, um dos quais, Escândalo, foi já traduzido em português. A sua obra mais recente, The Best of Times (2009), será o próximo livro da autora a ser publicado nesta colecção.

O que dizem

«Cada livro de Penny Vincenzi é um bestseller garantido. Este não é excepção. Tem viagens, romance
e mistério, tudo numa só história.»
Grazia
«Ninguém domina de forma tão brilhante a arte de combinar mistério e glamour como Penny Vincenzi.»
F Magazine
«Tal como o champanhe… borbulhante e delicioso. Uma leitura fantástica.»
Daily Express

Primeiras páginas aqu
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Título: Baunilha e Chocolate
Autora:
Sveva Casati Modignani

Nº Págs: 464

PVP: 16,50€

Um livro de sabor
inesquecível
Um casamento em crise é o mote para a
mais conceituada história da italiana Sveva Casati Modignani. Sete anos depois, Baunilha e Chocolate está de volta às livrarias portuguesas.
A Porto Editora reedita o grande clássico de Sveva Casati Modignani: Baunilha e Chocolate, um livro que vendeu 140 mil exemplares em Portugal. Pode o amor vencer o tempo? A pergunta coloca-se ao leitor quando se percebe que algo se passa com Penelope e Andrea após dezoito anos de um casamento quase perfeito. Como se a baunilha e o chocolate já não combinassem. Desde sempre, apesar do contraste de cores e sabores, fizeram uma mistura fantástica, como algumas uniões afectivas que vão prevalecendo como que levadas por um vento milagroso. Mas o vento, às vezes, deixa de soprar inesperadamente. Andrea revela-se protagonista de inúmeras escapadelas mal escondidas e o seu comportamento, por vezes, é tão infantil e egoísta que Penelope decide oferecer-lhe um presente: deixá-lo sozinho a lidar com os três filhos e com as inúmeras tarefas domésticas, que até agora pesavam única e exclusivamente sobre os seus ombros. Quanto a ela, refugia- se na casa da família em Cesenatico. A separação revela-se, para ambos, um desafio cansativo e, por vezes, angustiante, mas a verdade acabará por vir ao de cima: o sentimento que os uniu continua vivo. A Autora Reconhecida como a signora do bestseller italiano, Sveva Casati Modignani está traduzida em 17 países e é hoje uma das autoras mais populares em Portugal. No catálogo da Porto Editora figura já o seu romance Feminino Singular.