terça-feira, 26 de agosto de 2008

Jogo de Mãos

Max Nouvelle é o patriarca de uma ilustre família de ilusionistas e ladrões de jóias, constituída por Lily – a sua companheira; Roxanne – a sua filha, tão linda quanto casmurra; e Luke – um rapaz que Max recolheu das ruas e que entretanto se transformou num homem muito interessante. No palco fazem números elaborados e, fora dele, assaltos ainda mais refinados. Durante muitos anos Roxanne e Luke deram-se como cão e gato mas agora, já adultos, descobrem que há entre eles algo que não esperavam. Mas é então que Luke, receoso que o seu passado manche a sua família adoptiva, é vítima de alguém que quer vingar-se dos Nouvelle. E vão ser precisos alguns anos em fuga antes que ele volte e, juntamente com Roxanne, dê o golpe mais audacioso das suas vidas.

Ganhei este livro num passatempo que a Saída de Emergência levou a cabo no fórum dedicado à autora e foi uma das minhas leituras de férias (já agora, aproveito para dizer que todos os novos lançamentos da autora têm direito a um passatempo, normalmente com a oferta de 3 exemplares).

Quem conhece os livros da Nora Roberts sabe que os seus livros não primam propriamente pela originalidade ou imprevisibilidade, mas ainda assim é uma leitura que prende e cativa o leitor do início ao fim. Este livro não foi excepção, apesar de a sua estrutura ter sido diferente do que é habitual: desta vez acompanhamos as personagens principais desde a sua infância e o evoluir da sua relação. Os valores familiares estão sempre presentes e são eles o motor da história, bem como a força de todas as personagens e o amor que o leitor sente existir entre elas.

Gostei bastante da temática da magia e do poder que esta exerce sobre as pessoas: talvez mais outrora do que no presente, mas ainda assim o seu fascínio é inegável.
O que achei menos conseguido nesta história foi o vilão. Sempre me pareceu uma peça mais ou menos acessória, com a sua presença a justificar-se apenas para dificultar a vida às personagens principais e por mais nada de especial.
De qualquer modo, é uma boa leitura para quem estiver com vontade de pegar em algo mais leve, excelente para desanuviar :)

7/10

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Antonio Candido - O Romantismo no Brasil


Título: O Romantismo no Brasil
Autor: Antonio Candido
Gênero: Literatura Brasileira
Editora: Humanitas
Este resumo do período romântico na literatura brasileira procura destacar o que pode ser qualificado como a sua oportunidade histórica, isto é, o seu ajustamento ao espírito da jovem nação, graças a soluções originais que não romperam, todavia, a ligação orgânica com as literaturas/matrizes da Europa ocidental, das quais a nossa faz parte. Resultou uma grande capacidade de comunicação, que permitiu à literatura difundir-se mais do que seria de esperar num país de pouca instrução e equipamento cultural precário. Além disso, o resumo procura salientar o que ficou de mais vivo do Romantismo para a mentalidade de hoje, assegurando a sua duração no tempo. . .

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O Evangelho De Pedro / A Infância De Cristo Segundo Pedro

TRECHO:
Este é considerado o quinto Evangelho, escrito por Pedro, segundo relatos feitos por Nossa Senhora. Publicado pela primeira vez em 1677, conta com verões e, grego, latim, armênio e árabe.
Muita gente se indaga ainda hoje porque os Evangelhos da Bíblia não falam da infância e juventude de Cristo. Isso tem provocado inúmeras especulações, inclusive algumas que citam que o Mestre exilou-se junto aos monges do Tibete ou conviveu com os essênios, com cujos mestres instruiu-se. Admitir isso é negar a divindade de Cristo, pois se ele precisou de um mestre, seria mais lógico que, hoje em dia, adorássemos o seu mestre e não ele, o aprendiz. Isso fica bem claro nas passagens XLVIII e XLIX.
Nesta narrativa, há maiores detalhes sobre o encontro de Jesus com os sábios, no templo de Jerusalém, além de suas brincadeiras com as outras crianças e seu trabalho na companhia de José.
Nas notas de rodapé, apresentamos trechos do Evangelho Armênio da Infância, uma versão ampliada do Evangelho da Infância, onde algumas passagens extras esclarecem momentos importantes da vida de Jesus. Esses livros foram considerados apócrifos pela Igreja, isto é, sem a inspiração divina, e excluídos dos textos originais que formaram, ao longo do tempo, a atual Bíblia. Quais foram os critérios utilizados para selecionar os livros inspirados divinamente foi algo que até hoje a Igreja não explicou de modo convincente. O que se sabe é que há relatos sobre a infância de Cristo, sobre a Natividade, sobre São José e outras, que não são aceitas como textos sagrados, muito embora contenham narrativas que completam diversas lacunas nos textos considerados sagrados.
O Evangelho da Infância mostra, de modo sensível e belo, o que foi a infância de Nosso Senhor Jesus Cristo, que desde a mais tenra idade já manifestava sua santidade. É um texto que encanta pela sua beleza, pela singeleza e pelas situações que retratam, onde o Cristo surge como a criança que foi, muito embora sua divindade o levasse a gestos inusitados, mas marcados pela sabedoria precoce e pela coerência de seus atos.

Estantes (XVIII)

O Gnóstico mandou-nos imagens das suas bonitas estantes, num estado um bocado caótico segundo as palavras dele. Ainda assim, garanto-vos que o caos "livreiro" pode assumir proporções bem maiores! Obrigado, Gnóstico :)








Podem continuar a enviar as vossas imagens para o mail estantedlivros at gmail ponto com para que as possamos colocar aqui no blog. Ficamos à espera!

domingo, 24 de agosto de 2008

P.D.James - Filhos dos Homens


Título: Filhos dos Homens
Autor: P.D.James
Gênero: Ficção Científica
'Filhos dos homens' se passa em 2021. Neste futuro, nem uma única criança nasceu em duas décadas. Desde o ano Ômega (o último ano onde um bebê nasceu), uma corrida frenética se iniciou atrás da resposta à infertilidade humana. Vinte anos depois a situação persiste, mas já desistiram de achar respostas. Os ômegas, como são chamadas as gerações mais novas, são mimados, egoístas e violentos. As pessoas de meia-idade parecem ter perdido seus propósitos, cada qual se ocupa em visitar sex-shops mantidos pelo governo ou criar animais de estimação como se fossem crianças (batismo de filhotes de gatos é a ultima moda em Londres nestes dias). Os mais velhos, oscilando no topo do sistema social e cada vez mais desinteressados, são encorajados ao suicídio. 'Filhos dos homens\' é uma profunda e elegante meditação sobre assuntos que raramente são abordados pela Ficção Científica.

Christian Jacq - O CASO TUTANKHAMON


Título: O CASO TUTANKHAMON
Autor: Christian Jacq
Gênero: Romance Histórico
Editora: Bertrand Editora
Christian Jacq não á apenas um romancista que escreve sobre o antigo Egipto. É um egiptólogo cujas investigações históricas foram galardoadas pela Academia Francesa e autor de numerosos romances históricos e ensaios de grande êxito. A obra de Christian Jacq revela um notável domínio da técnica de ficcionista e, nomeadamente, do romance policial, o que faz dele um dos escritores franceses mais apreciados pelo grande público.