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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O Recife - Nora Roberts

Título: O Recife

Autor: Nora Roberts

Género: Literatura Romântica

Tradutor: Eduardo Fernandes

Páginas: 368

PVP: 18,85 €



Sinopse:

A arqueóloga marinha, Tate Beaumont, é apaixonada pela caça ao tesouro. Ao longo da vida, ela e o pai descobriram muitas riquezas fabulosas, mas há um tesouro que nunca conseguiram encontrar: a Maldição de Angelique – um amuleto com pedras preciosas, obscurecido pela lenda e manchado de sangue. Para encontrarem este artefacto precioso, os Beaumonts aceitam, hesitantemente, uma parceria com os mergulhadores Buck e Matthew Lassiter.


Tate não fica feliz por partilhar o seu sonho, mas não tem alternativa.

E, à medida que os Beaumonts e os Lassiters disponibilizam recursos para localizar a Maldição de Angelique, as águas das Caraíbas adensam-se com desilusões sombrias e ameaças escondidas. A parceria entre as famílias é posta em causa quando Matthew se recusa a partilhar informação – incluindo a verdade sobre a morte misteriosa do seu pai, alguns anos antes. E conforme Tate e Matthew avançam com a sua desconfortável aliança… o perigo e o desejo ameaçam emergir.



A minha opinião

Confesso que a leitura dos últimos livros de Nora Roberts me têm surpreendido pela positiva. Apesar de continuar a serem obras viradas mais para o público feminino, em que as personagens principais são sempre mulheres estóicas, cativam-me cada vez mais pela temática de mistério que lhes impõe. Neste “O Recife”, Nora Roberts coloca a protagonista, Tate Beaumont, uma doutorada em arqueologia marinha, à descoberta de tesouros deixados no mar pelo naufrágio de vários barcos, ao longo dos séculos. A primeira descoberta é um barco espanhol, o Santa Marguerite, que deixa Tate, família e os parceiros Buck e Matthew Lassiter (por quem se vai apaixonar perdidamente) extasiados com tamanha descoberta. No entanto, algo vai ensombrar toda a descoberta dos fabulosos tesouros que se encontravam no mar. Buck é atacado por um tubarão e quando regressam ao barco, depois de estarem no hospital a acompanharem-no descobrem que foram assaltados. Este acontecimento vai fazer com que as coisas se esfriem entre sócios e a trama só se desenvolve oito anos depois, para nova aventura. A vontade de encontrar o navio Isabelle, também ele espanhol, e localizar a Maldição de Angelique, faz com que a família Beaumont se volte a juntar aos Lassiter. Será que Tate vai conseguir superar o ódio que tem por Matthew? Será que o tão esperado tesouro vai ser encontrado? E Silas VanDyke, milionário que os roubou pela primeira vez, será que vai conseguir fazê-lo no caso do Isabelle? Um livro cheio de suspense e, claro, amor.




segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Villa - Nora Roberts

Título: A Villa
Autor: Nora Roberts
Chancela: Chá das Cinco / 2009
Formato: Capa mole
Dimensões: 16 x 23
Núm. páginas: 416
Géneros: Literatura Romântica
Preço: 18.85€

Sinopse:
Sophia é a herdeira do negócio de vinhos da próspera família Giambelli. Sob ordens da sua avó, ela tem de aprender todas as etapas da produção de vinho. O seu tutor, Tyler MacMillan, é um jovem atraente com uma grande paixão pelas vinhas, mas apenas desprezo pelo mundo de negócios. À partida, esta promete ser uma parceria difícil, mas quando a reputação dos vinhos Giambelli começa a ser misteriosamente atacada, a difícil relação transforma-se num inesperado romance. Infelizmente alguém ambiciona destruir mais do que o negócio de vinhos. Mas só quando o pai de Sophia é morto e os membros da família se tornam suspeitos, é que a verdadeira dimensão da ameaça é revelada. Será que a própria família Giambelli está em risco? E o que pode um frágil amor perante tamanha teia de manipulação? O talento de Nora Roberts melhora com a idade – tal como um bom vinho – e poderá ser devidamente apreciado nesta história de amor e intriga, sobre a luta de uma família para encontrar a paz.

A minha opinião
Devo dizer que este último livro de Nora Roberts, editado pelas Edições Chá das Cinco, me surpreendeu pela positiva. Além dos habituais romances, que terminam quase sempre bem, Nora Roberts brinda-nos com um caso de triplo homicídio. Primeiro de Tony Avano, pai de Sophia, a protagonista, com um tiro na cabeça no apartamento desta; depois de Margaret, empregada da empresa Giambelli e de um empregado reformado da empresa Baptista. A busca pelo assassino faz com que a polícia levante suspeitas de todos os membros da família Giambelli, ao mesmo tempo que as mortes de Margareth e Sebastian trazem graves consequências à venda dos vinhos já que ambos morreram, vítimas de envenenamento ao beber uma garrafa de vinho da marca italiana. Entretanto, David, contratado por Teresa para analisar a contabilidade da empresa descobre vários desfalques, primeiro de Tony e depois de Don, o que leva à descoberta do assassínio de duas das vítimas.
Como já vem sendo habitual os pares amorosos surgem, com David e Pilar e Sophia e Tye, mesmo ao jeito romântico de Nora Roberts, que nos dá uma lição sobre as vinhas, e como se produz um bom vinho. Um livro interessante e que recomendo, não só aos amantes da escritora como aos fãs de uma bom policial.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tesouros Escondidos

Sinopse: Dora Conroy tem uma pequena loja de antiguidades e, num leilão de arte, compra um quadro que é muito mais do que parece. Depois há o novo inquilino do apartamento por cima da sua loja, Jed Skimmerhorn, um ex-polícia que tem tanto de rude quanto de charmoso. Mas é ele quem a salva quando a loja é assaltada e Dora descobre que os outros compradores do mesmo leilão estão a ser assassinados. Juntando forças com Dora para descobrir quem está por detrás dos roubos e das mortes, Jed é atraído para a vida agitada de Dora e para o dia-a-dia da sua família excêntrica mas imensamente calorosa. Quem ainda tem dúvidas sobre o talento de Nora Roberts para encantar e conquistar os tops de vendas, só tem de escolher um sofá confortável e descobrir estes Tesouros Escondidos.

Para descomprimir da agitação que marca actualmente a minha vida diária, apostei numa leitura mais leve. A escolha recaiu sobre o novo livro da Nora Roberts, Tesouros Escondidos, sobretudo pelo sucesso da autora em Portugal e por conhecer pouco da sua obra. Tesouros Escondidos não é, de facto, nenhuma obra-prima, mas agarra-nos por completo até à última página e encanta os corações mais românticos.

Há quem diga que os livros da Nora Roberts são todos fruto de uma fórmula de sucesso, onde só mudam as personagens. Eu, por enquanto, só li dois, mas pareceram-me bem diferentes. A acção de Tesouros Escondidos centra-se na relação entre Dora Conroy, proprietária de uma loja de antiquidades, e Jed Skimmerhorn. Os seus caminhos cruzam-se quando Jed ao tentar romper com o seu passado, esquecendo a sua profissão, a sua família e algumas das suas memórias, decide alugar um apartamento a Dora, cuja alegria e força interior serão um grande apoio. Com o passar do tempo, entre eles cresce uma relação de amor-ódio que nos vai apaixonando. Por vezes, encanta-nos a força de Dora, por outras, o romantismo de Jed, o que torna a leitura viciante.

Contudo, a história deste livro não se cinge às peripécias amorosas dos dois protagonistas. A estas, a autora acrescentou, em dose qb, o suspense de uma investigação policial envolvendo o roubo de um quadro que, por acaso, Dora adquire num leilão. Por onde o quadro passa deixa um rasto de morte que chega até Dora e que, durante algum tempo, a atemoriza. A autora explorou uma intriga interessante e carregada de tensões, pelo que, apesar de, desde o início, sabermos quem é o chefe da quadrilha, a forma como é apanhado ou as suas decisões para reconquistar o quadro surpreendem-nos sempre.

Numa obra cativante, o meu destaque vai para as descrições da autora que, sem exageros nem excessivos cuidados literários, consegue apelar às nossas emoções e aos nossos sentidos, transmitindo imagens tão realistas que parece que estamos a presenciá-las. A escrita fluída torna a leitura viciante e, por vezes, é difícil pararmos. Tanto assim é que, quando terminei a leitura, ontem de manhã, senti-me desgostosa por ter chegado ao fim. Aconselho vivamente.

8/10 - Muito bom

domingo, 14 de setembro de 2008

Maléfico




Parei na página cento e cinquenta e desisti. Não me prendia de maneira nenhuma, até ficava cansada e frustada de o ler. Não o achei assim tão envolvente e, além disto, os personagens eram bastante óbvios... Desconfiei logo quem seria o mau e quem iria salvar a Clare. Dei o salto e li o final, todas as minhas deduções estavam correctas e ainda bem que não perdi mais tempo com este livro. Os personagens principais não me cativaram minimamente e também não achei o local assim tão especial.

Vou libertar este livro numa zona de bookcrossing para alguém o apanhar e ficar com o livro. Quem será a(o) sortuda(o)?


Os únicos livros de NR de que gostei muito foram: "O Pântano da Meia-Noite" (este foi o único que me prendeu realmente, que me causou calafrios de terror e emoção, inclui uma história de amor diferente e interessante e, não só como também, adorei as descrições do meio envolvente), "A Lua em Sangue" (adorei a personagem principal que era vidente...) e a trilogia da Irlanda (amei estes livros, as personagens, a música, o cheiro, e tudo sobre a Irlanda.).

Ainda li a trilogia das flores (é uma história engraçada, é boa para desanuviar), "As vozes do Passado" (também não me agarrou, desiludiu-me), "três destinos" (gostei assim assim, é uma história de aventura em que envolve acção e cenas eróticas algumas bem picantes), o primeiro de uma trilogia da Ilha das Três Irmãs (gostei mas não me fez querer ler mais dois livros para completar a trilogia). E mais nada.

Sairam mais livros da NR e não estou minimamente interessada neles. :)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Jogo de Mãos

Max Nouvelle é o patriarca de uma ilustre família de ilusionistas e ladrões de jóias, constituída por Lily – a sua companheira; Roxanne – a sua filha, tão linda quanto casmurra; e Luke – um rapaz que Max recolheu das ruas e que entretanto se transformou num homem muito interessante. No palco fazem números elaborados e, fora dele, assaltos ainda mais refinados. Durante muitos anos Roxanne e Luke deram-se como cão e gato mas agora, já adultos, descobrem que há entre eles algo que não esperavam. Mas é então que Luke, receoso que o seu passado manche a sua família adoptiva, é vítima de alguém que quer vingar-se dos Nouvelle. E vão ser precisos alguns anos em fuga antes que ele volte e, juntamente com Roxanne, dê o golpe mais audacioso das suas vidas.

Ganhei este livro num passatempo que a Saída de Emergência levou a cabo no fórum dedicado à autora e foi uma das minhas leituras de férias (já agora, aproveito para dizer que todos os novos lançamentos da autora têm direito a um passatempo, normalmente com a oferta de 3 exemplares).

Quem conhece os livros da Nora Roberts sabe que os seus livros não primam propriamente pela originalidade ou imprevisibilidade, mas ainda assim é uma leitura que prende e cativa o leitor do início ao fim. Este livro não foi excepção, apesar de a sua estrutura ter sido diferente do que é habitual: desta vez acompanhamos as personagens principais desde a sua infância e o evoluir da sua relação. Os valores familiares estão sempre presentes e são eles o motor da história, bem como a força de todas as personagens e o amor que o leitor sente existir entre elas.

Gostei bastante da temática da magia e do poder que esta exerce sobre as pessoas: talvez mais outrora do que no presente, mas ainda assim o seu fascínio é inegável.
O que achei menos conseguido nesta história foi o vilão. Sempre me pareceu uma peça mais ou menos acessória, com a sua presença a justificar-se apenas para dificultar a vida às personagens principais e por mais nada de especial.
De qualquer modo, é uma boa leitura para quem estiver com vontade de pegar em algo mais leve, excelente para desanuviar :)

7/10