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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Mar de Ferro

Título: O Mar de Ferro
Autor: George R. R. Martin
Tradução: Jorge Candeias
Edição: Saída de Emergência
Nº de páginas: 332

"Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objectivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz?Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família, e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é anda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo? A guerra está prestes a terminar mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?"
Ainda que as Crónicas de Gelo e de Fogo não estejam terminadas, a obra já existente ficou, com o lançamento de "O Mar de Ferro", totalmente traduzida para a língua de Camões e agora só nos resta esperar que o autor não tarde demasiado a escrever os demais volumes da série que é um verdadeiro fenómeno em todo o mundo.
Sendo a continuação de "O Festim dos Corvos" neste volume faz-se igualmente o balanço da guerra que devastou os Sete Reinos. A acção centra-se sobretudo em Porto Real e Correrrio e há muitos POV que não são focados - o que é uma pena no caso de muitos personagens. Posto isto, podem imaginar o sem-número de perguntas e enigmas que continuam sem resposta e aos quais se vão juntar as novas questões levantadas por mais uma narrativa explêndida e cheia de pormenores importantes como é a de Martin.
Para alegrar os leitores podemos dizer que alguns dos personagens que adoramos odiar começam a sofrer alguns castigos bem merecidos, se bem que com Martin nunca se sabe e a situação ainda pode vir a sofrer algumas reviravoltas. E já que falamos de personagens, deixem-me dizer-vos que, embora já todos saibamos que o autor é um mestre no que respeita à sua construção, estou deveras impressionada com Jaime. É um personagem que de início odiava e achava mesquinho como a irmã mas cuja evolução e crescimento (bem como a mudança) são tão visíveis que o impensável aconteceu e agora é um daqueles POV dos quais estou sempre ansiosamente à espera.
Enfim, não posso adiantar muito mais sem começar para aqui a "spoilar", além de existir o sério risco de me pôr com divagações acerca das questões que ficaram no ar e dos possíveis desfechos para algumas situações. Assim sendo, apenas me resta recomendar a leitura destas Crónicas a quem ainda não se lançou nelas. A quem já começou a lê-las não preciso dizer nada, ninguém resiste a mais um livro de Martin...
7/10

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O Festim dos Corvos

Autor: George R. R. Martin
Título Original: A Feast for Crows (1.º metade)
Editora: Saída de Emergência
Páginas: 488
ISBN: 9789896370978
Tradutor: Jorge Candeias

Sinopse: "Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores. Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo… Numa terra onde muitos se proclamaram como reis e rainhas, todos estão convidados para O Festim dos Corvos. Venha descobrir quem serão os sobreviventes!"

Opinião:
De cada vez que se aguarda por um livro da saga As Crónicas de Gelo e Fogo, as expectativas aumentam. Neste sétimo volume, O Festim dos Corvos, a acção desenrola-se de forma mais calma, mas, ainda assim, cativante. O autor aproveitou para alargar as perspectivas do leitor e desenvolver muitas histórias paralelas à acção central.

O Festim dos Corvos começa marcado pelos acontecimentos finais do sexto volume, mas o autor decide deixá-los a pairar na mente do leitor, enquanto se aventura para novas paragens e novas personagens. O foco da acção passa para um círculo de personagens menores que, no entanto, têm uma palavra a dizer no que à acção central diz respeito. Esta mudança é bastante positiva, porque permite dar novo fôlego à história e evitar repetições numa intriga que está para durar.

O autor George R. R. Martin continua a deslumbrar-nos pela forma como descreve todos os cenários, permitindo-nos vislumbrar o que não vemos e, sobretudo, fazendo-nos participar na acção. Tal como a acção, as nossas simpatias vão oscilando de volume em volume, descobrindo novos atractivos nas personagens existentes (e foram poucas as referidas neste livros) e nas novas. O nascer de novas intrigas, de novos salvadores e de novos amores capta, ao longo do livro, a nossa atenção e cada página revela-se uma surpresa.

Escolhi, sem dúvida, a altura certa para ler este livro, dado que já aí está o oitavo volume: Mar de Ferro. Não vou perder o balanço e não vou deixar que o mistério me roa. É inexplicável como, depois de sete volumes, a obra continua a exercer, sobre mim, este fascínio. Quem ainda não começou a saga, comeceeeeeee…

8/10 - Muito Bom

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Festim dos Corvos

Título: O Festim dos Corvos
Crónicas de Gelo e Fogo - Volume Sete
Autor: George R. R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Tradução: Jorge Candeias
Nº de Páginas: 448
"Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores. Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos.Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo..."
Depois de um sexto volume no qual a acção se desenrola a um ritmo alucinante seria muito complicado, para qualquer autor, manter o nível alcançado. Martin não é excepção. Não quero com isto dizer que a narrativa ou a história em si deixaram de ser aquilo a que os fãs desta saga foram habituados, pelo contrário, o que se verifica é um abrandar no ritmo a que os acontecimentos se desenrolam. Festim dos Corvos é um volume bem mais calmo que os últimos, é uma vírgula num parágrafo alucinante, uma espécie de pausa para que se possa fazer o balanço daquilo que ficou para trás, para se analisarem as consequências das acções passadas; é um acompanhar da intriga política e das movimentações dos diversos jogadores desta trama que analisando o passado preparam um futuro no qual a acção voltará a surpreender os leitores.
A narrativa continua a seguir alguns dos personagens já conhecidos dos fãs da Saga mas muitos são aqueles dos quais não temos quaisquer notícias uma vez que o qutor opta por introduzir na trama personagens que até agora pouco relevo tinham tido e até alguns que não conheciamos de todo. Consequentemente a acção tem o seu palco em zonas de Westeros que até agora nos eram desconhecidas ou que apenas haviam sido mencionadas de forma pouco detalhada por um ou outro personagem. Longe de nos fazer esmorecer, este "desvio" apenas contribui para que o mistério se adense em torno de algumas situações e personagens. Ficamos a conhecer melhor alguns locais, algumas personagens e as histórias por detrás de alguns destes, simultaneamente são-nos dados a conhecer novos intervenientes que poderão vir a desempenhar papéis importantes no futuro. Para não variar, as perguntas sem resposta são mais que muitas e as suposições vão aumentando, resta-nos esperar pelo próximo volume que sairá ainda este ano.
7/10

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O Festim dos Corvos

Autor: George R.R. Martin
Editor: Saída de Emergência
Páginas: 448
ISBN: 9789896370978
Tradutor: Jorge Candeias

Sinopse (contém spoilers para quem não leu todos os anteriores volumes das Crónicas)
Continuando a saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crónicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores.
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos.
Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo...

Opinião (spoiler free)
Depois do anterior e genial "A Glória dos Traidores", seria muito difícil o 7.º volume das Crónicas manter o nível do anterior. Aliás, já me tinham avisado desse facto, por isso tratei de baixar as minhas expectativas para esta nova leitura.

De facto, este volume não atinge a genialidade do anterior, mas isso não se deve de todo à escrita ou à história: neste volume deparamo-nos com a acalmia que segue a tempestade. Depois dos acontecimentos relatados no volume anterior, é tempo de acompanhar as movimentações políticas que decorrem. Para além disso, a acção é também deslocada para alguns locais ausentes (ou quase) em volumes anteriores, como Dorne, as Ilhas de Ferro ou Bravos.

Os vários fios condutores da história seguem algumas das personagens que já nos habituámos a acompanhar e outras novas, com várias de que ainda não tínhamos ouvido falar (curiosamente, os seus capítulos iniciam-se não pelo seu nome, mas pela sua função ou alguma característica ligada à sua personalidade). Alguns dos POV (point of view) presentes em livros anteriores e bastante amados pelos fãs da saga não estão presentes neste livro - não vou dizer quais para não spoilar - e se isso pode ser um pouco triste para quem os tem como preferidos, também funciona para abrir o apetite para o seu regresso, especialmente quando lhes é feita alguma referência.

Normalmente, demoro mais tempo a ler os livros do George R.R. Martin do que os outros. Primeiro, porque gosto de absorver todos os detalhes e segundos sentidos da história. Segundo, porque quase tenho "medo" de lhes pegar: fico tão absorvida pela história, pelas personagens e por todo aquele mundo, que fico triste só de pensar que dali a alguns dias vai terminar e vou ter de esperar pelo próximo. Este escritor tem um dom qualquer que me faz embrenhar nesta história e personagens de tal forma que dou por mim a pensar nela mesmo quando não estou a ler. O que me faz ler é isto: a busca constante destes livros que valem por todos os outros menos bons que lemos. Escusado será dizer que se ainda não começaram a ler esta Saga, não sabem o que estão a perder!

8/10 - Muito Bom

[Livro n.º 32 do meu Desafio de Leitura]

terça-feira, 21 de abril de 2009

A Glória dos Traidores

Como já vai sendo normal, chego ao fim de mais um volume com mais perguntas que respostas.... E este é sem dúvida o melhor até agora. Definitivamente, Martin é um narrador exímio, um tecedor de histórias cujo magnífico trabalho é como uma teia, urdida com enorme mestria (e visível paixão) em que cada plano intriguista, cada gota de amor, cada espadeirada, cada beijo, cada fuga, cada morte...contribui para nos deixar mais enredados e prontos para ser devorados por uma saga com vida própria. Cada vez mais me convenço que se tirarmos à história os seus elementos mais sobrenaturais, ela poderia ter sido possível num qualquer lugar numa qualquer época algo distante da nossa História.
A intriga continua a ser uma constante e um elemento fundamental para nos aguçar o apetite e nos levar a colocar questões que só mais tarde poderão ter resposta (espero que não muito mais tarde...) e as hipóteses de desenvolvimento que se nos afiguram ser mais prováveis continuam a nunca ser as mais acertadas. Martin, tem um talento especial para matar os personagens principais, para fazer sofrer os nossos personagens preferidos e para dar a volta a questões complicadas de um modo que só a vida real poderia fazer. Na escrita de "fantasia" as opções deste autor raramente são adoptadas e é isso que torna esta saga tão especial. É completamente imprevisível.
Não quero adiantar muito sobre a história em si, se o fizesse decerto revelaria algo mais que o devido. Apenas posso recomendar vivamente a sua leitura.
9/10

terça-feira, 17 de março de 2009

A Tormenta de Espadas

"Os Sete Reinos estremecem quando os temíveis selvagens do lado de lá da Muralha se aproximam, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas. Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, encontra-se entre eles, debatendo-se com a sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar.Todo o território continua a ferro e fogo. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será ele capaz de vencer as mais subtis, que não se travam pela espada? A sua irmã Arya continua em fuga e procura chegar a Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam.Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra, e Sansa, livre do compromisso com o rapaz cruel que ocupa o Trono de Ferro, tem de lidar com as consequências de ser segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon se julgam mortos.No Leste, Daenerys Targaryen navega na direcção das terras da sua infância, mas antes terá de aportar às cidades dos esclavagistas, que despreza. Mas a menina indefesa transformou-se numa mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar numa conquistadora impiedosa?"
Neste quinto volume d' As Crónicas de Gelo e de Fogo, George R.R. Martin consegue mais uma vez surpreender-nos, não só com a vida que inunda os seus personagens, tornando-os quase reais, mas também coma sua prodigiosa imaginação que parece não se esgotar. A acção central continua a focar-se na guerra pelo trono de Westeros muito embora os acontecimentos para lá da Muralha comecem a ganhar maior destaque e consequentemente a despertar no leitor um maior interesse. Contudo, mais do que as batalhas de espadas travadas entre as grandes casas dos Sete Reinos o importante neste volume são as batalhas mais subtis, as da diplomacia, da astúcia e dos interesses. E é aqui que a imaginação do autor nos surpreende...Alianças impervistas são forjadas, desvenças e traições espreitam onde menos seria de esperar, encontros e desencontros quase impensáveis, casamentos forçados que (se) revelam verdadeiras surpresas...enfim, um sem fim de acontecimentos mundanos aos quais se junta a magia de sombras, o frio dos Outros e o calor dos dragões, todos eles esperando voltar a "casa".
E uma vez mais o final chega na melhor parte e quando menos é vontade do leitor, deixando-nos com imensas perguntas (por enquanto) sem resposta. Só posso recomendar vivamente a leitura não apenas deste volume mas de toda a Saga.
8/10

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Despertar da Magia

Já não tenho palavas para descrever esta saga... Já tanto foi dito que pouco se pode acrescentar.
O nome deste 4º volume foi muitíssimo bem escolhido, ao longo desta parte da história apercebemo-nos que o eclodir dos ovos de dragão de Daenerys foram apenas o primeiro indício que a magia está de volta a Westeros; ao longo dos vários capítulos a magia torna-se cada vez mais presente não apenas nos Sete Reinos mas também para lá da Muralha. São também os acontecimentos ocorridos naquela região gelada, colonizada pelos "rebeldes que contribuem para o adensar do mistério e do suspense ao virar de cada página.
A guerra pelo trono continua, chegando finalmente às muralhas da capital do reino. Penso que é neste ponto que Martin nos mostra mais uma vez a sua capacidade de construção da personalidade das personagens (passo a redundância). É no desenrolar da guerra que nos deparamos com as situações e decisões mais surpreendentes por parte de alguns personagens, é aqui que temos verdadeiras dores com o destino de alguns e alegrias com o destino de outros...
Para não variar, o livro acabou na melhor parte e muitas foram as perguntas que ficaram por responder, acho que vou aproveitar as mini-férias do carnaval para conhecer o desfecho de algumas situações (se o autor assim o quiser).
8/10

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Para os admiradores de George R. R. Martin

Bom dia a todos!!
Hoje deixo-vos aqui uns links que me foram dados por um amigo. Os que admiram George R. R. Martin e a sua obra podem já conhecer estas páginas mas, ainda assim, decidi publicar o post. Aproveito para pedir aos leitores que deixem os seus comentários sempre que quiserem, estejam à vontade...

Página oficial do autor - www.georgerrmartin.com

Diário do autor - grrm.livejournal.com

Páginas de clubes de fans - www.westeros.org


As imagens foram retiradas daqui. Bom fim-de-semana e boas leituras para todos...



segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

A Fúria dos Reis

"Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate.
No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.
O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...
O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!"
Dos três livros desta saga que li até agora este foi o mais "parado" isto é, foi aquele em que notei que a acção se desenvolve mais lentamente. O desenvolvimento da história faz-se mais à custa da intriga da corte, das negociações e das alianças. Também me pareceu existir um pouco mais de descrição e um aumento da narrativa relativa a tempos anteriores à história em si, o autor conta-nos mais daquilo que foi antigamente para que possamos perceber melhor o agora e o que está para vir. As personagens mantém uma linha mais constante (ao nível do comportamento) que nos volumes anteriores, não nos brindando com acções demasiadamente inesperadas. Ainda assim, já nos capítulos finais, Arya conseguiu surpreender-me.
Não me parece que já o tenha dito aqui mas os meus personagens preferidos são Arya, Tyrion e Jon Snow. Não conheço a opinião de mais ninguém que tenha lido os livros mas para mim, por enquanto, estes são os meus predilectos.
Contudo, "nem tudo são rosas" e apesar de muito me custar, hoje tenho um reparo a fazer. Já tinha dado por isto nos volumes anteriores mas desta vez dei por mim a ficar realmente irritada com a coisa (acho que vai ser melhor tomar uns calmantes quando pensar em ler "O Crepúsculo"...!!!). A tradução no geral está bastante boa, não há erros de ortografia e não notei que houvesse falhas na adaptação de expressões idiomáticas nem nada desse género mas... Será que hoje já ninguém sabe conjugar verbos? Será assim tão complicado usar o presente do conjuntivo? Numa época em que, vá-se lá saber porquê, as pessoas falam cada vez pior, ouvem os outros a fazê-lo constantemente e escrevem ainda pior do que falam custa-me ver que os livros começam a espelhar essa realidade (nem é pelo dinheiro gasto, é mesmo porque um livro é fonte de informação e saber). Principalmente quando a tradução de uma forma geral é boa, como é o caso... Não percebo mesmo como pode acontecer. Para que percebam do que falo deixo aqui alguns exemplos (não todos os que encontrei...infelizmente).
  • Página 213 - "Bran via que o ponto calvo no topo da cabeça do Meistre tinha-se tornado vermelho". - Não será mais correcto se tinha?;
  • Página 308 - "...agradeço que não contais histórias..." - e aqui a forma correcta do presente do conjuntivo do verbo contar é conteis;
  • Página 412 - "Deuses, sede bons, não permiti que seja o Regicida." - mais uma vez o conjuntivo do qual a forma correcta é permitais;
  • Página 414 - "Não lhe tocai no rosto." - outra vez o mesmo tempo verbal, desta feita deveria ler-se toqueis.
8/10

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A Muralha de Gelo

" Eddard Stark só aceitou o prestigiado cargo de Mão do Rei para proteger o rei... ou não suspeitasse que o anterior detentor desse título fora mandado assassinar pela rainha. Mas agora Eddard tem a certeza que foi ela. E também sabe a razão: a rainha tem um segredo escabroso que pode levar à queda da dinastia e mesmo à guerra civil!
E como se a conspiração palaciana não bastasse, tudo piora quando o rei Robert Baratheon é ferido mortalmente por um animal numa caçada. Mas a Mão do Rei já desconfia de tudo: terá sido mesmo um animal... ou o trabalho de mais um assassino da rainha? Um homem honrado e justo, Eddard Stark começa a temer ser derrotado pelo ninho de víboras que é a Corte e a Casa Lannister.
Mas a ameaça de guerra civil não é a pior sombra que paira no ar. No norte, para lá da muralha de gelo, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E ainda mais longe, a última herdeira dos Targaryen prepara-se para invadir os Sete Reinos com o maior exército alguma vez visto... e com o auxílio de dragões!"

Com este segundo volume das Crónicas de Gelo e Fogo George R. R. Martin apenas conseguiu prender completamente a minha atenção. Com o rei morto e as relações entre Lannister e Stark completa e irremediavelmente quebradas tem início a guerra pelo Trono dos Sete Reinos com a qual leitor tem a oportunidade de fazer descobertas incríveis e de ser surpreendido pelo desenrolar da acção que, muitas vezes, toma rumos nunca por si imaginados. As fugas, as traições, a intríga palaciana...tudo se conjuga para que o leitor tenha verdadeira difuculdade em largar o livro nem por um instante.

O facto de em cada capítulo do livro a história ser narrada do ponto de vista de um personagem diferente fez com que desse por mim a desejar que rapidamente chegasse o capítulo de determinado personagem para poder saber novas suas e das suas peripécias. Esta característica do livro permite-nos também ver a história do ponto de vista dos diversos personagens, descobrir o modo como cada um vê o mesmo assunto de um ângulo distinto, torna mais familiar o modo de agir e pensar dos personagens levando o leitor a tentar por vezes antecipar as acções de alguns deles. Confesso que, no meu caso, não foram muitas as vezes que acertei pois a imaginação do autor é tudo menos previsível. Adoro ver os personagens crescer e tomarem novas formas aos nossos olhos, as mutações sofridas pelas suas emoções, o modo como nos podem surpreender as suas acções...

O lado mais sobrenatural e fantástico da história continua presente. Não só a khaleesi Daenerys consegue dar vida a três fabulos dragões - criaturas há muito extintas em todo Westeros - como se adensam os problemas para lá da Muralha. O mistério e o perigo aumentam a cada página virada...

9/10


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Guerra dos Tronos

“Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.
Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar.”
Após uma data de peripécias que não vou aqui descrever e graças à Canochinha e à Promoção 2=3 da SdE, consegui finalmente ter nas mãos o primeiro volume d’ “As Crónicas de Gelo e de Fogo” de George R. R. Martin. Ao muito que já foi dito acerca desta verdadeira saga (que já foi classificada como “a mais importante obra de fantasia desde que Bilbo encontrou o Anel”) pouco se pode acrescentar. Ainda assim, vou arriscara a escrever qualquer coisinha...
Relativamente à história e ao ritmo a que esta se desenrola achei que é de uma construção espectacular. Apesar de o mundo que nos é apresentado por Martin não ter qualquer ligação geográfica a nada do que conhecemos, é completo e nele reina a diversidade não só de fauna e flora mas também de costumes e características que distinguem as personagens originárias das diversas regiões. A descrição (nada maçadora) leva-nos a visualizar com enorme clareza os cenários criados, fazendo-nos sentir que a história se desenrola mesmo à nossa volta. O mistério é um elemento sempre presente, principalmente devido à existência dos Outros – personagens que não conhecemos realmente, ligadas ao oculto e a um mundo que nos é desconhecido. A intriga é outra constante, contribuindo para que “puxemos pela cabeça” numa tentativa de descortinar a solução de vários crimes e conspirações e para que queiramos sempre ler mais e mais enquanto o suspense se mantém até à última página.
Mas o que realmente nos deixa de queixo caído é a magnífica construção das personagens. Aqui não há lugar para personagens tipo nem tão pouco para aquele género de personagens que, de tão lineares, já se sabe o que esperar delas. Não...aqui o jogo é outro. A facilidade com que nos identificamos tanto com heróis como com os vilões é impressionante ficando o fenómeno a dever-se, na minha opinião, ao facto de estas serem personagens muito autênticas, quase humanas. Na vida real ninguém é verdadeiramente bom nem completamente mau e é isso que se passa com as personagens criadas por Martin, nunca sabemos o que esperar de cada uma delas nas diversas situações pois tão depressa os “heróis” são capazes de actos bárbaros com os vilões nos presenteiam com atitudes nobres e magnânimas. Espero continuar a vê-las crescer e evoluir ao longo dos próximos volumes.


É um livro que recomendo vivamente, principalmente para quem gosta de um bom “épico-fantástico”.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A Glória dos Traidores

Há cada vez menos para dizer sobre George R. R. Martin e o que há são elogios. Depois de seis livros, a sua obra continua com um fulgor fascinante e surpreendente. Cada capítulo é uma surpresa, pois está recheado de novidades que nos deixam boquiabertos e nos fazem (re)ler cada linha para assimilar que, de facto, o que lemos, aconteceu. N' A Glória dos Traidores, em alguns momentos, a curiosidade chegou a ser tanta que quis saltar partes e ler como tudo terminava... Não o fiz, mas confesso que, perante a perspectiva de ter meses de espera até ao próximo livro, e, consequentemente, até ao final da saga, a minha resistência começa a baquear.

O título deste novo volume das Crónicas de Gelo e Fogo não podia ser mais claro. Nele se faz o elogio aos traidores, realçando as suas recompensas e explicando as suas motivações. As personagens continuam a ser exploradas até ao âmago, tornando-se tão reais que parecem viver no nosso mundo. O mais impressionante é que, por mais que se possam criticar as suas actuações, a distinção entre os bons e os maus é tão ténue que nós, leitores, somos incapazes de a fazer. Os acontecimentos não surgem por acaso, há uma interligação constante entre as várias personagens e os vários espaços da acção que nos agarra e torna a leitura interessante. As páginas sucedem-se e as surpresas marcam cada linha.

De todos, os últimos dois volumes foram os meus preferidos. A escrita fluída e contagiante do autor transmite-nos uma realidade impressionante, transformando-nos quase em espectadores activos desta saga . Pessoalmente, nunca pensei que um autor fosse capaz de ter este dom: dar-nos a conhecer repetidos volumes - no original, uma vasta obra - sem que tenhamos o medo de nos fartarmos dele. A magia do seu Mundo é tão perfeita que ninguém fica(rá) indiferente... seja hoje ou amanhã!

10/10

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A Tormenta de Espadas

De repente, sem dar por isso, o quinto volume da saga Crónicas de Gelo e Fogo, A Tormenta das Espadas, acabou. Para mim, este foi dos melhores livros de George R.R. Martin. Não há dúvida de que já não há palavras para descrever a genialidade desta obra e o mais que posso dizer é que recomendo vivamente a leitura. Agora é (des)esperar pelo próximo volume, previsto para Novembro.

A Tormenta das Espadas mantém o ritmo alucinante da história. A luta pelo poder é ainda o ponto central da acção, mas surgem novos interesses que abrem horizontes para novas estórias. A exploração das personagens continua cativante e faz com que, no final de cada capítulo, só queiramos prosseguir a leitura. Por isso, não posso deixar de me surpreender com a capacidade imaginativa do autor. Afinal, depois de cinco volumes (na realidade dois livros e meio completos), ainda nos consegue surpreender e impressionar. Há sempre pormenores a desvendar, há sempre formas de nos descrever a proximidade entre determinadas personagens sem nunca o mencionar, há sempre oportunidade de vermos a história segundo a perspectiva dos bons e dos maus.

É verdade que a história e as personagens são muito boas, mas a escrita suave, realista e fluída de George R. R. Martin também facilita esta minha (nossa) paixão. Mesmo não vendo, conseguimos imaginar os cenários na perfeição e, sobretudo, vivê-los como se estivéssemos dentro da história (e quem me dera estar!). A melhor sugestão que vos posso dar é que leiam. Experimentam um dos volumes e vão querer ler até ao fim. Sim, eu bem sei quão chato será saber que o final da saga ainda vai demorar.... infelizmente!

10/10

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A Glória dos Traidores

(ver sinopse aqui)

Começam a faltar-me palavras para adjectivar esta saga. O sexto volume, "A Glória dos Traidores" (segunda parte do original A Storm of Swords) foi, na minha opinião, o melhor até agora. Por vários motivos, mas essencialmente pela imprevisibilidade dos acontecimentos. Cada capítulo é uma fonte de emoções fortes. Dei por mim várias vezes completamente atónita com o rumo dos acontecimentos, sem, por isso, achar que as coisas deviam ter acontecido de outra forma. Todos os livros desta saga têm sido completamente viciantes, mas este, para além de viciante, foi extremamente emocionante... quase como andar numa montanha-russa!

Não vou desenvolver muito mais, porque iria entrar em spoilers, mas posso afirmar com toda a certeza que esta saga é do melhor que já li. George R.R. Martin tem entrada directa para a galeria dos meus escritores preferidos. A nota que dou a este livro reflecte a minha opinião em relação ao conjunto de "A Tormenta de Espadas" e "A Glória dos Traidores", que são um livro por si só.

10/10

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

O Despertar da Magia

Quarto volume da saga de George R. R. Martin, quarta obra-prima. O título deste livro, O Despertar da Magia, não podia estar mais apropriado. É uma continuação de todos os livros anteriores, mas, provavelmente, o que mais apela à nossa imaginação e à fantasia. O desenrolar dos acontecimentos e os seus desfechos são imprevisíveis e surpreendentes. Neste livro, a acção atinge um climax (conto que, até ao final da saga, mais se seguirão, tendo em conta as críticas que tenho lido d' A Tormenta das Espadas) que nos deixa quase sem folgo. A luta pelo poder põe as facções Baratheon, Stark e Lannister frente a frente. As descrições pormenorizadas e cativantes transportam-nos para o campo de batalha onde podemos sentir o pulso às personagens. Apreciei várias passagens, sobretudo porque, com muita pena minha, nada do que tinha imaginado aconteceu (bom sinal, diga-se). Mas nem só de sangue fala este volume. Em O Despertar da Magia continuamos a explorar o íntimo das personagens - os seus medos, os seus desafios, os seus desejos - e surgem algumas novas que animam a história. É impossível não nos apaixonarmos pelo enredo e, sobretudo, pelas personagens, por mais que algumas delas sejam uns diabinhos em forma de gente. A leitura da saga prossegue dentro de momentos... :)

8/10

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A Fúria dos Reis

Começam a faltar elogios para os livros de George R. R. Martin. O terceiro volume de Crónicas de Fogo e Gelo, A Fúria dos Reis, volta a deixar-nos arrebatados. Os momentos de suspense, de desilusão, de alegria ou de pura descontracção sucedem-se.
Seja na ficção ou na realidade, o poder é sempre uma grande atracção. Todos o querem, mesmo que, para isso, algumas cabeças tenham de rolar, salvo seja. N' A Fúria dos Reis assistimos à ascensão de quatro reis que disputam entre si um único trono. Embora o livro descreva algumas das batalhas travadas, este centra-se, sobretudo, nos jogos de bastidores. Nas intrigas, nos acordos e nas cedências que cada uma das personagens está disposta a fazer para conseguir o que quer (títulos, dinheiro, casamento) ou a paz do Reino. Não é de estranhar, por isso, que, nesta obra, se explore o lado mais perverso e escuro das personagens. E é impossível não ficarmos surpresos com o que se descobre sobre cada uma delas. Pessoalmente, não posso deixar de expressar a minha admiração pela personagem que mais se desenvolve neste volume: Tyrion. O pequeno duende é apenas pequeno em tamanho, porque as suas artimanhas e a sua inteligência não olham a meios para atingir os fins... E muitas delas são do nosso agrado ou aguçam-nos o apetite para o que está para vir.
Como já é normal, e tendo em conta que este livro é a primeira parte de um volume, a história volta a terminar em alta e de forma surpreendente. O final inesperado deixa qualquer leitor com água na boca e, falando por mim, a leitura da saga só pode prosseguir. Que maravilha!

8/10

terça-feira, 22 de julho de 2008

A Muralha de Gelo

N'A Muralha de Gelo, George R. R. Martin volta a surpreender e a cativar o leitor do princípio ao fim. A história conhece novos desenvolvimentos e levanta o pano sobre desfechos completamente imprevisíveis. Confesso que fiquei surpresa com alguns deles e, até ao último momento, esperei que não acontecessem.

Neste novo volume da saga, o gelo estalou por completo e as divergências entre os Lannister e os Stark começam uma guerra pelo poder sobre os Sete Reinos. Consequentemente, as movimentações de ambos os lados, nomeadamente as estratégias militares, diplomáticas e pessoais, tornam a acção mais avassaladora. A cada página há novas para descobrir e, para isso, muito contribui também a forma característica como o autor organiza a obra. O facto de cada capítulo ser baseado numa personagem dá-nos a conhecer novos pormenores e novas perspectivas de um acontecimento, permitindo-nos criar a nossa própria estória das Crónicas de Gelo e Fogo.

As descrições voltam a ser, para mim, o ponto alto do livro, mas os diálogos entre as personagens são igualmente muito bons. Tão bons, e recheados de um misto de bondade e malícia/ironia, que, ao longo de toda a obra, é impossível destacarmos uma personagem preferida. Quer vilões, quer heróis têm os seus atractivos que nos deixam entusiasmados e divertidos.

Nunca pensei vir a gostar tanto de fantasia, mas a verdade é que estou completamente viciada. O autor conseguiu de maneira simples transformar um mundo imaginário num mundo real, onde sobressaem as intrigas, a luta pessoal, o amor, a amizade e a traição. Ingredientes mais do que suficientes para prosseguirmos a leitura volume após volume.

9/10

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A Tormenta de Espadas

A Tormenta de Espadas é a primeira parte do original "A Storm of Swords", geralmente considerado o melhor volume publicado até agora das Crónicas de Gelo e Fogo, da autoria de George R.R. Martin. Apesar de ainda só ter lido metade (do livro original), posso dizer que de todos os volumes lidos até agora este foi o meu preferido. O motivo para isto é que, para além de todos os aspectos positivos presentes nos volumes anteriores, este livro é consistente no que diz respeito ao interesse gerado pelos capítulos das várias personagens.

George R.R. Martin consegue novamente contar a história numa escrita fluida, mas desta vez praticamente não há momentos mortos e as surpresas são mais que muitas. Mas o seu maior trunfo, como o próprio admite, é a força das suas personagens: é praticamente impossível não gostarmos delas, independentemente do lado em que se encontram. Esta abordagem multi-perspectiva permite que o limite entre o bem e o mal seja extremamente ténue e poder observar todos os lados da barricada é extremamente gratificante para o leitor.

Mais uma vez vos aconselho: se ainda não começaram a ler a saga, façam-no o quanto antes, mesmo que à partida não seja um tipo de livro que escolheriam. Garanto-vos que vale a pena!

9/10

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A Guerra dos Tronos

Parti com expectativas elevadas para a leitura de A Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin. As críticas que tinha ouvido eram bastante boas e, a juntar a isso, tinha lido, há algum tempo, um excerto do prólogo que me tinha entusiasmado. Hoje, posso dizer que estou totalmente rendida à saga das Crónicas de Gelo e Fogo.

A história começa com suspense e logo aí nos faz ficar com a respiração presa. O ambiente pesado e silencioso parece rodear-nos e é impossível não sentirmos receio pelo que possa vir a seguir. Estabelece-se de imediato uma ligação entre personagens e leitor que perdura por todo o livro. Para além do mais, o autor tem a particularidade de atribuir cada capítulo a uma personagem específica. Tal permite-nos conhecer a história, no seu todo, segundo diferentes perspectivas que vão concedendo novos elementos à acção.

É verdade que, de início, somos confrontados com uma quantidade de nomes de personagens e dados sobre as mesmas que parecem excessivos. Porém, pouco a pouco, vamos compreendendo as ligações entre as personagens e quem é quem e a leitura, simples e realista, flui. Depois, o autor simplesmente acrescenta alguns episódios de intrigas, amor, alegria, tristeza e sangue que cativam o leitor.

Recomendo vivamente a leitura e só lamento não ter o segundo volume da saga para eu própria continuar embrenhada nas aventuras deste mundo fantasista...

9/10