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domingo, 13 de dezembro de 2009

sugestões natalícias ii...

Para todos os que têm ou tiveram amigos imaginários.

Aldo, John Burningham, Caminho, colecção Borboletras

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Sugestões natalícias...

...para os nostálgicos dos desenhos animados.

(Prescreve-se igualmente a todos os que precisam de se sentir bem com a vida, maiores ou menores.)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

AMOR DE PERDIÇÃO

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Simão Botelho e Teresa Albuquerque pertencem a famílias rivais de Viseu.
Quando iniciam um amor proibido, Tadeu de Albuquerque, pai de Teresa, após recorrentes tentativas de casar a sua filha com um primo, Baltasar, manda enclausurá-la num convento.
Depois de travar uma luta com os criados do primo de Teresa, Simão permanece em casa de um ferreiro, cuja filha, Mariana, acaba por se apaixonar por ele. Numa tentativa de resgatar a amada do convento, acaba por disparar sobre Baltasar, sendo condenado ao degredo, na Índia. Mas, no momento da partida, o inesperado acontece.
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AUTOR: CAMILO CASTELO BRANCO
Título: AMOR DE PERDIÇÃO
Editoa: Oficina do Livro

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Morte há muito anunciada

Desde Abril que a Buchholz não abria as portas. Depois da falência e da venda em asta-pública este espaço fechou as portas mas agora, e porque o novo proprietário quer vender todo o recheio, está aberta até ao final do mês e tem mais de 125.000 pechinchas à espera dos leitores que por lá queiram passar. Aos que não conhecem o espaço nem a sua história deixo alguns elementos (que colhi aqui) que podem ser interessantes.
"Foi fundada em 1943 pelo livreiro alemão Karl Buchholz,que deixou Berlim depois da sua galeria de arte e livraria terem sido destruídas pelos bombardeamentos. A actividade de Buchholz era incompatível com o regime de Berlim, nomeadamente a venda de autores considerados proscritos, como Thomas Mann.
No entanto, a relação de Buchholz com o regime era algo dúbia pois tanto compactuava em manobras de propaganda alemã como salvava da fogueira obras de Picasso e Braque, condenadas pela fúria nazi.
No início, a livraria estava situada em Lisboa na Av. da Liberdade e só em 1965 se instalou na R. Duque de Palmela. O interior foi projectado pelo próprio livreiro ao estilo das livrarias da sua terra natal. O espaço estende-se por três andares unidos por uma escada de caracol, com recantos e sofás que proporcionam uma intimidade dos leitores com os livros.
(...)
A selecção dos títulos é vasta e inclui várias áreas: artes, ciência, humanidades, literatura portuguesa e estrangeira, livros técnicos e infantis, na cave funciona uma secção de música clássica e etnográfica. Apesar de não ser especializada em nenhuma área, a secção dedicada à ciência política é frequentada por muitos políticos da nossa praça. "
Podem então visitar este espaço até ao final do mês na Rua Duque de Palmela, 4 (junto ao Marquês de Pombal).

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O Tubarão na banheira

O Tubarão na Banheira, David Machado (texto), Paulo Galindro (ilustração), Presença

Se David Machado habituou os seus pequenos leitores a um imaginário onírico, em que as personagens falam a língua dos sonhos, espantem-se agora todos com esta nova narrativa. Espantem-se mas não se enfadem.
O Tubarão na Banheira narra uma aventura cómica de um rapaz, auxiliado pelo avô, em busca da felicidade do seu peixinho de aquário.
No início, o protagonista relata o que desencadeou toda a peripécia: «Ao contrário do que poderia pensar-se, a história do tubarão não começou na manhã em que o pescámos.» Não há mistério: esta é mesmo uma história sobre um tubarão que foi pescado e colocado numa banheira. Mas como?
Ora, como todas as boas histórias, esta também aconteceu um pouco por acaso. Um acidente inesperado proporciona uma descoberta que desencadeará uma aventura inverosímil e exagerada, e por isso divertida. O avô é a personagem inusitada que personifica ao extremo o comportamento da maioria dos avós: compreensivos e permissivos, são eles quem muitas vezes acompanha os netos em tropelias, confiando neles e distorcendo as fronteiras entre o que lhes é e não é permitido fazer.
Este avô começa por sentar-se em cima dos seus óculos, partindo-os de imediato. A certeza de ter um par suplementar algures leva-o ao sótão na companhia do neto, que alegremente se disponibiliza para o guiar, na sua quase cegueira temporária. As limitações físicas do mais velho não são um entrave para a criança que pelo contrário assume a sua nova condição como um agradável desafio. No sótão não encontram os óculos mas em contrapartida descobrem um aquário vazio que o rapaz deseja ver cheio de água com um peixinho dentro. Deparam-se então com o primeiro problema: encontrar um peixe para o aquário. O avô sugere que o vão pescar, no dia seguinte. E a partir daqui os momentos sucedem-se numa lógica causal que demonstra ao protagonista que as suas melhores intenções não se concretizarão. Em primeiro lugar a criança assume, pelo semblante do peixe, que este se sente sozinho. Depois convence o avô a pescar um amigo, que lhe faça companhia. É então que pescam o tubarão. A coexistência com o tubarão torna-se cada vez menos pacífica, até ao clímax narrativo: o menino acede ao conselho do avô e decide devolver o tubarão ao mar. Mas a história não acaba aqui. Uma surpresa inviesa definitivamente todos os planos da criança que, no auge da sua determinação, decide, com a cumplicidade do avô, recomeçar tudo de novo. O desenlace acontece quando o avô encontra finalmente o par de óculos. Aqui o leitor confirma que tudo foi possível devido à distorção óptica de que o idoso sofrera, e que não lhe permitira ter noção da realidade: «Bom, resta contar que, alguns dias mais tarde, o meu avô encontrou o par de óculos suplentes dentro de uma lata de bolachas na cozinha. Colocou-os na cara e de repente voltou a ver o mundo como o mundo é.(…)» O avô nunca se apercebera de que tinha ajudado a transportar e a cuidar de um tubarão, que para si se apresentava apenas como um peixe grande.
A narrativa está muito bem tecida, conjugando um discurso essencialmente prático, por parte do protagonista narrador, com uma ideia impraticável, só possível devido a uma particular relação com a realidade, quer por parte do neto, quer por parte do avô. Elogia-se o encontro de gerações, com a restante família a figurar passivamente, não se atrevendo a contrariar tal relação. A criança descreve cada momento com o máximo detalhe, tentando uma objectividade quase científica sustentada no seu caderno de palavras difíceis, que assim o protege da inevitável subjectividade dos juízos afectivos.
O grafismo e as ilustrações de Paulo Galindro captam e transmitem a mesma mensagem do texto com subtileza. O jogo entre a capa e a contracapa deixa antever, mesmo antes da leitura, que a passagem do tubarão pela banheira deixará marcas, que não serão sérias, a atentar na grande mancha branca onde se distingue a banheira azul clara e o cortinado semi-transparente com corações vermelhos, ou a resistência sem mácula do pato de borracha amarelo, de cuja função essencial nos apercebemos através das ilustrações. Também as guardas, com o padrão da toalha de piquenique e o caderno das palavras difíceis, inicialmente fechado e depois aberto, encaminham-nos para um universo familiar, doméstico, e confortável.
No interior do livro, as ilustrações são comedidas, destacando episódios ou apontamentos significativos. A cara do avô nunca aparece, apenas os óculos partidos ou as suas pernas, na praia, enquanto dorme. Esta presença ausente reforça a relação de confiança entre ambos.
As expressões dos peixes acentuam o sentido cómico, expondo o quão desconfortável estava a ser, para ambos tal experiência de amizade forçada. Já o menino, descontraído com os seus phones e os seus ténis, nem sempre percebe as reacções de quem o rodeia, seja o peixe Osvaldo, o tubarão ou mesmo os amigos da escola.
Nada asfixia a leitura, ao longo das páginas, nem a mancha de texto, nem a ilustração, mesmo quando ocupa uma parte mais significativa do corpo da folha. Não há sobrecarga de informação. Por isso não constam as escadas na página dupla em que os corpos dos vizinhos fogem do tubarão, já que tal efeito é-nos dado com a mancha do texto. Por isso também apenas aparecem os corpos dos amigos do menino no ar, entre algumas folhas, quando caem da árvore por causa da força do embate da cauda do tubarão. Linhas e tracejados acompanham o texto, e desse minimalismo nascem padrões que conferem densidade às figuras e as aproximam de um contexto real (como no caso das roupas ou do táxi). A última página dupla que corresponde ao final da história surpreende pela volumetria da imagem, enfatizando assim o desenlace.
Uma última nota para a referência ao homem verde e ao homem vermelho: «(…) O semáforo tombou no alcatrão e o homem vermelho e o homem verde caíram das suas casas às cambalhotas.(…)» que são personagens do livro anterior de David Machado, Um homem verde num buraco muito fundo (com ilustrações de Carla Pott, Presença). Os imaginários podem sempre cruzar-se e este pequeno apontamento traz consigo, para quem lê, uma questão, uma descoberta, uma recordação. O imaginário, como a memória, vão-se tecendo e enriquecendo juntos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Monsieur René

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Monsieur René era um viúvo que considerava a sua solidão como um facto inevitável pois, como tinha passado toda a vida a entrar e a sair de hotéis, a morte da mulher adquirira sobretudo o significado de um quarto que ficara livre.
Mas o melhor será darmos a palavra ao próprio M. René:«Bom, eu já passei dos 70. É o fim da vida conforme descrito nas Escrituras. É a altura em que se começa a viver de tempo emprestado. Percorri o meu caminho a partir de ajudante de cozinha, passando em seguida por paquete de escritório e ascensorista numa altura em que os elevadores ainda precisavam de seres humanos para os manobrar. Terminei como recepcionista, em seguida chefe de recepção, até que fui eleito presidente vitalício da International Brotherhood of Concierges and Hall Porters.»
Mas quantas mentiras existirão para além dos limites desta carreira de sucesso? A resposta é-nos dada envolta na ironia sagaz característica do escritor Peter Ustinov, que satiriza implacavelmente diversas situações vividas com naturalidade por muito boa gente.
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AUTOR: PETER USTINOV
Título Original: MONSIEUR RENÉ
Tradução: Joaquim Nogueira Gil
Edição «Livros do Brasil» Lisboa

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

SEM SANGUE

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Quando os seus inimigos finalmente o encontraram, Manuel Roca obriga Nina, a sua filha pequena, a meter-se num esconderijo, debaixo de um alçapão na dispensa, a partir do qual testemunhará o assassinato do seu pai e do seu irmão.
Após a matança, Tito, um dos assassinoa, encontra o esconderijo de Nina, mas, apiedado da inocência da criança, não diz nada aos seus cúmplices.
Décadas mais tarde, Nina é uma intrigante mulher que passeia pela rua quando encontra um já idoso Tito a vender lotaria.
Este encontro revelará até que ponto a traumática experiência da sua infância marcou ambas as personalidades, e se serão alguma vez capazes de a superar.
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AUTOR: ALESSANDRO BARRICCO
TÍTULO: SEM SANGUE
Título Original: SENZA SANGUE
Editora: Publicações Dom Quixote

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lançamento de O Elefante Diferente


É hoje, na Escola Superior de Educação de Lisboa. O Elefante Diferente foi escrito por Manuela Castro Neves e ilustrado por Madalena Matoso; com a chancela da Caminho.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Que amor na saga Twilight?

A crónica de Inês Pedrosa na Ler de Novembro dá aos leitores incrédulos uma possível explicação para o sucesso do Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Amanhecer, os quatro volumes da tetralogia de Stephenie Meyer, que se transforItálicomou num retumbante fenómeno de vendas.
Deixo um breve excerto:
«(...)O segredo do sucesso de Luz e Escuridão está na recuperação da ideia de Amor. Um Amor maior do que a Vida, sem medo nem razão. Um Amor sem o qual tudo esmorece, e que nos torna invencíveis. O Amor que se descobre na adolescência, e que, em geral, matamos, pescoço a pescoço, na chamada idade adulta. O Amor que nos faz distinguir o Bem do Mal, e ter coragem para lutar contra todos os perigos e maldades. (...)»
Aconselha-se a leitura integral da crónica, porque vale mesmo a pena.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Onde está o Frederico? - Arte da Leitura em Carnaxide

«- Frederico! Desce da árvore, já!
Vamos brincar às escondidas.
- És tu a contar. - disse o Frederico.
- Eu vou-me esconder no sapato...
- Está bem, vou contar até 10.
E então contou: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10...
Onde é que tu estás? - resmungou a Kika.
Agora estou-te a ver!
- Não vale! Eu ia-me esconder agora!
- Vou para casa comer. Já volto. Depois vamos voltar a jogar às escondidas novamente.
Desta vez estás bem escondido! - resmungou a Kika. Como é que conseguiste entrar?»
Esta foi a história que a Vanda e a Sofia, de 7 anos, inventaram para o álbum sem texto Onde? (Leo Lionni, Kalandraka). A qualidade do álbum é inequívoca e as imagens, na sua simplicidade, são polissémicas, o que se pode comprovar pela visão criativa desta dupla familiar.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O QUARTO PROTOCOLO

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O Quarto Protocolo era um acordo secreto, entre os dois grandes blocos, que proibia a utilização de armas nucleares de modos não convencionais.
Alguém do KGB decide quebrar este acordo detonando uma pequena bomba atómica numa base norte-americana na Inglaterra, simulando um acidente.
Se o plano tivesse êxito, colocaria o povo britânico contra os aliados, fracturando a unidade da OTAN... No entanto, este maquiavélico plano é apenas uma parte de outro projecto ainda mais inquietante...
Com este grande clássico da literatura de espionagem Forsyth conseguiu mostrar, como nenhum outro escritor, as engrenagens que moviam o mundo da "guerra-fria", um cenário muito mais próximo da realidade actual do que se pensava até bem recentemente.
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AUTOR: FREDERICK FORSYTH
TÍTULO: O QUARTO PROTOCOLO
Título Original: The Fourth Protocolo
Tradução de: Eduardo Saló
Editora: Livros do Brasil,
Para: Biblioteca Sábado

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

As bodas de ouro de Astérix & Óbelix

Astérix faz cinquenta anos. A criação de Uderzo e Gosciny, que apaixonou e continua a apaixonar leitores por todo o mundo, faz cinquenta anos.
Por isso, será amanhã apresentado o álbum comemorativo da efeméride, na embaixada de França, em Lisboa.

O aniversário de Astérix e Óbelix - o livro de ouro (Asa) já está nos tops de vendas das livrarias. Imperdível, para todos os fãs. Também para eles, vale a pena uma visita à página oficial dos dois inseparáveis gauleses, que pode ser lida em francês, inglês, alemão e espanhol.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Mini Biblioteca Essencial

Um guia de livros para a infância e juventude será lançado em Novembro pela FNAC em colaboração com a Casa da Leitura, que promete mais informações em breve.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Entre o Longe e o Distante

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Para os amantes da Poesia, um livro de emoções e sentimentos, onde a beleza e a musicalidade se misturam em cada poema.
Para os leigos, uma viagem fascinante a um mundo, que a sensibilidade do poeta, nos sabe desvendar, no seu modo único de olhar a vida.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Comboios de Livros na Biblioteca Nacional

Uma exposição com fotografias de Duarte Belo está patente na Biblioteca Nacional, no âmbito das comemorações dos 40 anos da instituição. No site podemos encontrar um excerto do texto que acompanha as fotos na edição da Assírio e Alvim, e que explica o significado metafórico de comboio, associado às bibliotecas.
Inspirador...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Livros infantis e juvenis de 2007-2008, pela Fundación Germán Sánchez Ruipérez

A Fundação Sánchez Ruipérez disponibiliza em pdf a publicação que resulta da escolha, pela Red de Selección de Libros Infantiles e Juveniles, dos melhores livros infantis e juvenis editados em Espanha entre Setembro de 2007 e Agosto de 2008. Nascida pela mão da própria Fundação, em 2004, a rede conta com representantes de associações, revistas e seminários sobre literatura infantil e juvenil (na lista encontram-se, entre outras, a revista Peonza e a Clij). Todas as regiões estão representadas, tanto na rede, como nos próprios livros apresentados, cujas resenhas se encontram escritas em castelhano, galego, catalão e basco, em função das edições existentes no mercado.
A lista tem como principal objectivo facilitar a escolha de qualidade ao mediador não especializado, tendo em conta critérios estéticos, gráficos, temáticos e de recepção por parte do público alvo (crianças entre os 3 e os 15 anos). A apresentação está dividida por faixas etárias e abarca vários géneros literários.
Alguns dos álbuns apresentados não são novidades para o público português, graças à Kalandraka, mas não só. A porquinha Olívia, O Ganso Gastão (que sairá em Portugal pela mão da Caminho, na colecção Borboletras) ou Adivinha quanto eu gosto de ti!, também da Caminho, são apenas alguns dos álbuns eleitos para crianças entre os 3 e os 5 anos. Mas há muito mais, não só traduzido para português como outros álbuns e livros de autores e/ou ilustradores de referência, que podem servir de apoio aos nossos mediadores e até aos editores mais atentos. Também não seria de desprezar, neste contexto, a apresentação à Fundação Sánchez Ruipérez o trabalho de autores e ilustradores portugueses, já editados por cá.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Arte da Leitura em Angra do Heroísmo - as escolhas das crianças ii

O pai João levou a Inês (5 anos) e o Martim (11 anos) à sessão conjunta. Não tinha podido estar presente na véspera, pelo que não assistiu aos diálogos nem sabia de antemão que tipo de actividades se iriam realizar. Foi por isso apanhado de surpresa ao ter de adivinhar as escolhas de cada um dos seus filhos. Sem combinarem, e apesar da diferença de idades, ambos escolheram o mesmo álbum. Perante tal constatação, o pai resolveu desafiar os filhos e, quando chegou a sua vez, escolheu em segredo o mesmo livro. Os filhos ficaram espantados e questionaram o pai, que respondeu, com toda a propriedade, que estava muito curioso em conhecer o livro, dado o interesse que despertava nos filhos.
Não foi por isso difícil escolher o álbum para encabeçar a lista dos cinco livros mais interessantes, entre os que estavam em cima das mesas. Como o Martim já conhecia o álbum, decidiram então continuar a narrativa um pouco mais, com cumplicidade e sentido de humor. O livro merecia-o:
Quando a mãe grita...

Arte da Leitura em Angra do - as escolhas das crianças i

Numa sala do Conto a transbordar de crianças e energia, houve surpresas e confirmações na hora das escolhas.
A Helena, mãe da Raquel, já tinha partilhado com o grupo, na sessão dos pais, a sua simpatia por álbuns sem texto, que constatava serem muito apreciados em casa, quer pela Raquel, com 6 anos como pela sua irmã mais nova.
No momento em que pode escolher entre a diversidade de livros que estavam em cima da mesa, a Raquel não hesitou e escolheu Onde está o bolo?. Não terá sido por acaso.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Livros no Pico ii

No restaurante e café do Espaço Talassa, nas Lajes do Pico, há um armário com livros à disposição de quem os quiser explorar.





Cestos com livros, especialmente em inglês, estão igualmente disponíveis quer no Espaço Talassa, quer nos Apartamentos Bela Vista. Para além de informações sobre cetáceos e a vida no mar, há romances para quem quiser. As escolhas não são muitas, mas os visitantes podem contribuir, deixando lá mais livros, por troca (ou não) com aqueles que levam.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Arte da Leitura no Pico - escolhas negociadas

Os pais levaram muito a sério a ideia de que a escolha dos livros em família deve ser negociada. Reagiram muito bem ao desafio da lista dos livros que lhes propusemos que fizessem com os seus pequenos (alguns não tão pequenos assim!) na 2ª sessão. Na família da mãe Teresa, foi o António, com 12 anos, que foi obrigado a convencer os outros elementos de que o livro mais interessante aos seus olhos (O Capitão Cuecas e a malta do WC escarlate, Dav Pilkey, Gradiva) deveria ficar em primeiro lugar na lista. Já o pai José não conseguia convencer a Marta (de apenas 4 anos) do interesse do livro Ah! (Josse Goffin, Kalandraka). Ela só tinha olhos para Onde? (Leo Lionni, Kalandraka)! O mais engraçado é que eu própria já tinha tentado chamar-lhe a atenção para Ah! e ela não lhe tinha encontrado qualquer interesse. Não havia nada a fazer, os seus gostos estavam perfeitamente definidos. A partir da segunda escolha, já foi possível o diálogo. Com a família Costa, foi o filho mais velho, António, que cedeu a primazia da escolha ao irmão Pedro que estava apaixonado pelo Bebedor de Tinta (Éric Sanvoisin, Dinalivro). Foi bom de ver as conversações e os argumentos: os mais novos estavam empenhados em fazer valer a sua posição e os mais velhos defenderam os seus gostos, abandonando aquela postura de simples intermediário que não contribui em nada para a partilha afectiva da leitura.