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sábado, 12 de dezembro de 2009

A Sombra do que Fomos - Luis Sepúlveda

Título: A Sombra do que Fomos

Autor: Luis Sepúlveda

N.º Págs.: 160

P.V.P.: 14.40€



Sinopse:

Num velho armazém de um bairro popular de Santiago do Chile, três sexagenários esperam impacientes pela chegada de um quarto homem. Cacho Salinas, Lolo Garmendia e Lucho Arencibia, antigos militantes de esquerda derrotados pelo golpe de estado de Pinochet e condenados ao exílio, voltam a reunir-se trinta e cinco anos depois, convocados por Pedro Nolasco, um antigo camarada sob cujas ordens vão executar uma arrojada acção revolucionária. Mas quando Nolasco se dirige para o local do encontro é vítima de um golpe cego do destino e morre atingido por um gira-discos que insolitamente é lançado por uma janela, na sequência de uma desavença conjugal.



A minha opinião:

Conheci Luís Sepúlveda há alguns anos quando me ofereceram “Histórias de uma gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar mas, confesso, quando o li não fiquei grande fã da escrita do autor chileno. No entanto, com A sombra do que fomos, fiquei bastante agradada com a temática abordada, assim como a forma como o escritor fala dos problemas políticos do Chile, na década de 1970. Apesar de relatado no presente, A sombra do que fomos remonta ao passado, um passado ditatorial da era de Pinochet, que fez com que muitos chilenos tivessem saído do país, em busca de uma vida melhor e de mais liberdade, sobretudo na Europa. Porém, o tão esperado regresso ao seu país natal não lhes trouxe a felicidade esperada. Após 35 anos, quatro ex-militantes de esquerda encontram-se, recordam os tempos idos, e lutam por um objectivo que poderá mudar para sempre as suas vidas. Um pequeno livro, mas que reúne uma enorme mensagem. Recomendo.



Excerto:

“…do exílio não se regressa, que qualquer intenção de o fazer é um engano, uma tentativa absurda de habitar um país guardado na memória.”


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A avó Dan - Danielle Steel

Título: A avó Dan

Autor: Danielle Steel

Chancela: Bertrand Editora

N.º de Páginas: 148

PVP: 16,90 €



Sinopse:

A história d’ A Avó Dan, mais do que a narrativa de um amor impossível, é também a história da Rússia do início do século passado, revolução, perdas e infortúnios incluídos. No livro, tudo gira em torno de uma caixa. Danina, ou a avó Dan, deixa à neta três objectos: um medalhão com o retrato do homem que amou, umas quantas cartas enlaçadas em fita azul e as suas sapatilhas de bailarina na Rússia czarista. Objectos a contarem a juventude, os sonhos e a fuga da mulher que ela conhecia apenas como a … sua avó. Neste livro extraordinário, da consagrada escritora Danielle Steel, uma simples caixa, cheia de recordações de uma avó, oferece ao leitor uma incrível história de amor, juventude, sonhos e beleza. A Avó Dan tem tudo o que é necessário para ser aquilo que é: um romance clássico.



A minha opinião:

Um livro que me surpreendeu. Primeiro porque já tinha lido um livro da autora há alguns anos e não tinha gostado. Depois porque a história da Rússia no tempo dos czares fascina-me sempre. Tudo começa quando, após a morte de Danina, de 90 anos, a sua neta descobre, no meio dos seus pertences, uma caixa com os segredos mais bem guardados da sua avó. Nela, Danina tinha guardado as coisas mais preciosas para ela: as sapatilhas de ponta que usara enquanto bailarina de uma escola famosa russa, um medalhão com a fotografia do homem que sempre amara e, além de outras coisas, um conjunto de cartas que viriam a revelar a sua vida na Rússia. A protagonista fica então a saber um pouco mais da sua avó, que tinha desconhecido sempre. Danina ficara órfã de mãe muito cedo, com cinco anos, o que fez com que o seu pai tomasse a decisão de a levar para uma escola de bailado, garantindo-lhe uma educação melhor do que um pai e mais quatro irmãos lhe poderia dar. Apesar de ter ficado triste com a atitude do pai, cedo Danina se adaptou, transformando-se na melhor bailarina da escola. Era tão boa bailarina que chegou a dançar para os czares da Rússia, actuação que lhe granjeou uma amizade com os soberanos, sobretudo com o seu filho Alexei, que lhe viria a proporcionar ter férias juntamente com eles. Dessas férias Danina viria a conhecer o homem que viria a amar para o resto da sua vida. O problema é que esse homem era casado e tinha dois filhos, o que tornaria o amor entre ambos proibido. Perante a tentativa falhada de divórcio, Nikolai propôs que saíssem da Rússia e partissem para os Estados Unidos onde tinha um familiar pronto a acolhê-los, mas nem tudo correu como o esperado…

Um livro pequeno, que se lê de uma assentada e bastante interessante.Danielle Steel conseguiu fazer deste romance, um livro não muito lamechas e transportou-nos para a Rússia do início do século passado.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Os Impostores - Harold Robbins

Título: Os Impostores
Autores: Harold Robbins e Junius Podrug
Colecção: Obras de Harold Robbins
Preço: 20.89€
Pp.: 308

Sinopse:
Os Impostores prossegue com o legado dos thrillers eróticos de Harold Robbins, tendo por cenário locais exóticos e cenas de sexo escaldantes, enquanto acompanhamos uma especialista em Arte que se envolve com uma série de mortes terríveis, pilhagem de templos e o roubo de antiguidades preciosas.
Ao abrir a porta ao empregado de entregas de um restaurante tailandês, Madison Dupre recebe não um suculento prato de massas mas uma peça de arte rara, originária do magnífico templo de Ankor Wat, nas selvas do Camboja. Madison sabe que é impossível que este artefacto tenha sido adquirido legalmente. Ao baterem à sua porta, estavam a enviá-la para um dos locais
mais perigosos do planeta: Phnom Penh, a capital asiática do sexo, do pecado e das drogas.
Ao envolver-se com assassinos e saqueadores, Madison viaja de Nova Iorque para o Camboja, passando por Hong Kong e pela Tailândia, numa tentativa constante para estar sempre um passo à frente dos salteadores, que matam tão facilmente como roubam. Encontra consolo nos braços de um mercenário; envolve-se com uma modelo russa e o seu «guarda-costas», que a apresentam a uma nova forma de erotismo; e cai nos braços de um príncipe cambojano, cujos
jogos sexuais são desconhecidos até pela já vivida Madison. Mas até que ponto estará disposta a ir em nome de antiguidades insubstituíveis e de valor incalculável?

A Minha Opinião
Madison Dudge era uma curadora de um pequeno, embora riquíssimo, museu até que entrou num negócio fraudulento de uma antiga peça da Babilónia que se veio mais tarde a descobrir ter sido roubada do Museu de Bagdade, aquando da invasão da cidade pelos americanos. Refira-se que Madison nada sabia sobre tal fraude, mas isso não impediu que a sua imagem fosse completamente denegrida pela opinião pública, o que originou a ter perdido o emprego e toda a sua fortuna. Uma mulher de sucesso transformou-s, de um dia para o outro, numa mulher pobre, sem qualquer fonte de rendimento.
Até que Sammy, um rapaz empregado num restaurante tailandês, lhe bate à porta com uma peça de arte: um baixo relevo representando três deusas dançantes, chamadas Apsaras, musas sedutoras da mitologia hindu.
A polícia e um princípe cambojeano suspeitam de que essa peça seja falsificada e fazem uma proposta a Madison: partir para o Camboja e infiltrar-se na rede de tráfico de arte, por forma a descobrir os seus cabecilhas. No entanto, o príncipe cambojeano não se mostra muito interessado na sua partida, tentando dissuadi-la da sua missão. O que terá a esconder?
Madison parte assim em busca de traficantes, ficando a conhecer a realidade do Camboja, da miséria humana, mas também na beleza da arquitectura. Um livro muito interessante que me lvou a conhecer melhor a cultura oriental, sobretudo a cultura do Camboja, que desconhecia ser assim tão rica.
Recomendo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Alex & Eu - Irene M. Pepperberg

Título: Alex & Eu

Autor: Irene M. Pepperberg

Edição/reimpressão: 2009

Páginas: 308

Editor: Caderno

Colecção: Cadernos de Estimação


PVP: 13,50€



Sinopse:

Quando Alex morreu, aos 31 anos, a notícia correu mundo, relatada pelas rádios e televisões, evocada em obituários de publicações tão prestigiadas como a Economist ou o New York Times.




Alex, afinal, era um papagaio muito especial. Falava como gente grande, mais de 150 palavras, conhecia números, cores, formas, pensava pela sua própria cabeça, até fazia contas de somar. Tinha aprendido tudo isso com Irene Pepperberg, uma cientista brilhante que passou trinta anos ao seu lado, a ensiná-lo, a estudar-lhe cada gesto, a registar cada novo progresso.



Em Alex e Eu, Irene conta a história que nunca apareceu nos jornais. Fala da sua relação afectiva com um papagaio extraordinário, recorda um quotidiano feito de saudades, de birras, de momentos de ternura ou de ataques de ciúmes. E do modo como, todas as noites, antes de se deitar, ela perguntava ao seu amigo: "Estarás cá amanhã?" Ao que ele respondia, fielmente: "Sim, amanhã estarei aqui. Porta-te bem. Gosto muito de ti."



A minha opinião:

“Se eu tivesse escolhido um outro Cinzento, naquele dia de 1977, o Alex poderia ter passado a sua vida desconhecido e anónimo, no quarto de hóspedes de uma pessoa qualquer.”

De facto, se não tivesse conhecido Irene, talvez Alex tivesse passado despercebido como passam quase todos os animais. Pelo menos despercebidos para o grande público porque para quem gosta de animais, como é o meu caso, os animais que passaram pela minha vida nunca foram votados ao esquecimento e ainda hoje guardo saudades e boas recordações deles. Mas Alex era de facto excepcional. Não se limitava a falar cerca de 150 letras, mas davas-lhes significado, o que era espantoso. Tão espantoso que até custa a acreditar.

Mas Irene dá-nos bastantes exemplos que nos clarificam todas essas dúvidas. Além disso, Alex produzia sons que, acusticamente, são muito semelhantes aos nossos.

Com isso tornou-se evidente que os animais sabem mais do que aquilo que pensamos, “e pensam mais do que nós sabemos. Foi isso que o Alex nos ensinou.”

Para quem gosta de animais este é, sem dúvida, um livro a ler.


domingo, 22 de novembro de 2009

As Obras-Primas de T. S. Spivet - Reif Larsen

Título: As Obras-Primas de T. S. Spivet

Autor:
Reif Larsen

Título Original: The Selected Words of T. S. Spivet

Tradução: Alice Rocha

Páginas:
396

Colecção: Diversos Literatura N.º 46

Preço:
24,90€



Sinopse:

Este romance de estreia, de características invulgares, apresenta-nos Tecumseh Sparrow Spivet, um rapazinho de 12 anos que tenta submeter os enigmas da vida, às configurações de mapas variados, que vai organizando por temas nas paredes do seu quarto. Este cartógrafo genial consegue mesmo colaborar em publicações científicas, sem revelar a sua idade. Um dia é surpreendido por um telefonema anunciando‑lhe a atribuição de um importante prémio. Spivet terá de partir sem que ninguém saiba, numa longa e solitária travessia da América. O livro reproduz os fascinantes desenhos, nota e mapas, do jovem cientista.



A minha opinião

Começando por explorar tudo o que havia na pequena comunidade de Divide, com o seu irmão Layton, desde o caminho-de-ferro até ao rio Big Hole, Spivet é um rapazinho invulgar. Mas invulgar é praticamente toda a sua família. A mãe, cientista, raramente está com os filhos, isolando-se no seu mundo de investigação de pequenos animais. O seu pai vive para o campo, para as plantações. De Layton, seu companheiro de aventuras, pouco se sabe, apenas que morreu jovem, e Gracie, a sua irmã mais velha, que sonha em ser actriz (talvez a mais “normal” e vulgar da família). Quando, com 12 anos, é-lhe transmitido, via telefone, a atribuição de um importante prémio criado por adultos e para adultos, Spivet fica surpreendido. Tudo começara por um envio de uma primeira ilustração ao Smithsonian, tornando-se o total das suas pesquisas num projecto de obra científica inovador. Resta dizer que ninguém da parte do Smithsonian sabia que ele era apenas um jovem com 12 anos. Com o convite começa também a sua aventura para Washington, partindo, sem ninguém saber, para receber o prémio, num comboio de mercadorias. Tão inteligente e tão solitário, T.S. mostra, na maior parte das vezes o seu lado infantil. Exemplo disso é o Happy Meal que pede no McDonald’s e, apesar de estar faminto, a primeira coisa que vê é o brinde. Nesta viagem, descobre também algo que não sabia sobre a sua família. Sem querer, leva consigo para a sua jornada um caderno de apontamentos da sua mãe, a quem chama constantemente de Dr.ª Clair, que incidia sobre a vida de Emma Osterville (bisavó da sua mãe) a primeira mulher a casar-se com um Spivet e também a primeira cientista da família.


Mas nem tudo em Washington corre como o esperado e, no fim, T.S. é salvo pelo pai, que o leva de novo para o seu mundo, mais sossegado e menos competitivo.

Um livro que se lê de um trago e é importante salientar a encadernação assim como as anotações e mapas que T.S. vai fazendo ao longo do seu percurso na história.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Fúria Divina - José Rodrigues dos Santos

Título: Fúria Divina

Autor:
José Rodrigues dos Santos

Edição/reimpressão: 2009

Páginas: 608

Editor: Gradiva Publicações




Sinopse


Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra: 6AYHAS1HA8RU.
Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo. Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre dos grandes temas contemporâneos. Mais do que um empolgante romance, Fúria Divina é um impressionante guia que nos orienta pelo labirinto do mundo e nos revela os tempos em que vivemos. Este romance foi revisto por um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda.



A minha opinião

“O valor de um livro está no gosto que nós temos de o ler”, disse José Rodrigues dos Santos numa entrevista recentemente.

E foi com muito gosto que li o seu novo romance, desta vez centrado na Al-Qaeda.

Desta vez Tomás de Noronha, que o autor confessou ter a cara de Paulo Pires, terá de desvendar um estranho código que apareceu num email enviado por fundamentalistas islâmicos, interceptado em Lisboa.

Ao contrário de outros romances, neste não é a CIA que o procura, mas o NEST (Nuclear Emergency Search Team), unidade de resposta rápida, criada pelos EUA em meados da década de 1970 para lidar com contingências especiais.

O que o NEST teme é que surja um outro tipo de terrorismo: o terrorismo nuclear.



Ao mesmo tempo, é-nos dada a conhecer a história de Ahmed, natural do Egipto, que desde os 7 anos começa a aprender aprofundadamente o Alcorão, o que vai fazer dele um fundamentalista, trazendo-o para o nosso país, para tirar o curso de engenharia. Sem que saiba, o destino de Tomás vai cruzar-se com Ahmed na Universidade Nova de Lisboa, a quem dá aulas de Línguas Antigas. No entanto, e como bom crente que é, Ahmed cedo é destacado para o Afeganistão onde conhece Bin Laden, aos 32 anos, e depois do ataque às Torres Gémeas, a 11 de Setembro de 2001. É nessa altura que Bin Laden lhe faz um estranho pedido…



Este romance explica de forma bastante explícita o que são as leis do Alcorão, e que o projecto principal do Islão é conquistar o Planeta. José Rodrigues dos Santos relata ainda como é a comunidade islâmica em Portugal, a maioria vinda das antigas colónias portuguesas, e que vive de forma pacífica no nosso país.

Mais um bom livro a destacar aos que li este ano.



Excertos:

“Todos os estudos mostram que os terroristas em geram são pessoas com uma educação acima da média, a maior parte das vezes de nível universitário. O perfil do terrorista islâmico não é excepção. É verdade que alguns são pobres e incultos, mas a maioria frequentou ou tirou cursos superiores e há até vários casos de pessoas ricas. Bin Laden, por exemplo, é milionário!”



“Os muçulmanos ocuparam grande parte da Península Ibérica entre 711 e 1492. Quando eu estava na Universidade de Al-Azhar, no Cairo, ouvi alguns fundamentalistas falarem nostalgicamente no Al-Andalus e na necessidade de o Islão recuperar a Península Ibérica.”



“A Al-Qaeda acredita que toda a terra que foi muçulmana tem de voltar a ser muçulmana.”



Sobre a comunidade islâmica em Portugal - “A maior parte veio de Moçambique, é gente que ocupa lugares de relevo na sociedade portuguesa e, quando falamos entre nós, a questão da religião nem sequer se põe.”



“No Ocidente é apenas apresentada uma versão cristianizada do Islão, havendo sempre o cuidado de eliminar todos estes pormenores que nos poderão chocar e alienar. Está a ver Jesus mandar cortar as cabeças de pessoas e a dizer a condenados que quem vai tratar dos seus filhos será o Inferno e a vangloriar-se perante a cabeça decepada de um inimigo? Isto é chocante para nós e é por isso que estes pormenores não nos são revelados!”

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O Recife - Nora Roberts

Título: O Recife

Autor: Nora Roberts

Género: Literatura Romântica

Tradutor: Eduardo Fernandes

Páginas: 368

PVP: 18,85 €



Sinopse:

A arqueóloga marinha, Tate Beaumont, é apaixonada pela caça ao tesouro. Ao longo da vida, ela e o pai descobriram muitas riquezas fabulosas, mas há um tesouro que nunca conseguiram encontrar: a Maldição de Angelique – um amuleto com pedras preciosas, obscurecido pela lenda e manchado de sangue. Para encontrarem este artefacto precioso, os Beaumonts aceitam, hesitantemente, uma parceria com os mergulhadores Buck e Matthew Lassiter.


Tate não fica feliz por partilhar o seu sonho, mas não tem alternativa.

E, à medida que os Beaumonts e os Lassiters disponibilizam recursos para localizar a Maldição de Angelique, as águas das Caraíbas adensam-se com desilusões sombrias e ameaças escondidas. A parceria entre as famílias é posta em causa quando Matthew se recusa a partilhar informação – incluindo a verdade sobre a morte misteriosa do seu pai, alguns anos antes. E conforme Tate e Matthew avançam com a sua desconfortável aliança… o perigo e o desejo ameaçam emergir.



A minha opinião

Confesso que a leitura dos últimos livros de Nora Roberts me têm surpreendido pela positiva. Apesar de continuar a serem obras viradas mais para o público feminino, em que as personagens principais são sempre mulheres estóicas, cativam-me cada vez mais pela temática de mistério que lhes impõe. Neste “O Recife”, Nora Roberts coloca a protagonista, Tate Beaumont, uma doutorada em arqueologia marinha, à descoberta de tesouros deixados no mar pelo naufrágio de vários barcos, ao longo dos séculos. A primeira descoberta é um barco espanhol, o Santa Marguerite, que deixa Tate, família e os parceiros Buck e Matthew Lassiter (por quem se vai apaixonar perdidamente) extasiados com tamanha descoberta. No entanto, algo vai ensombrar toda a descoberta dos fabulosos tesouros que se encontravam no mar. Buck é atacado por um tubarão e quando regressam ao barco, depois de estarem no hospital a acompanharem-no descobrem que foram assaltados. Este acontecimento vai fazer com que as coisas se esfriem entre sócios e a trama só se desenvolve oito anos depois, para nova aventura. A vontade de encontrar o navio Isabelle, também ele espanhol, e localizar a Maldição de Angelique, faz com que a família Beaumont se volte a juntar aos Lassiter. Será que Tate vai conseguir superar o ódio que tem por Matthew? Será que o tão esperado tesouro vai ser encontrado? E Silas VanDyke, milionário que os roubou pela primeira vez, será que vai conseguir fazê-lo no caso do Isabelle? Um livro cheio de suspense e, claro, amor.




quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Um Grito de Ajuda - Steve Mosby

Título: Um Grito de Ajuda

Autor: Steve Mosby

Colecção: Crime Perfeito

Preço: 17.90€

Pp.: 272



Sinopse:

Quando viu os seus amigos pela última vez?


Dave Lewis é um homem assombrado pelo seu passado. Entre a morte do irmão, o desgosto dos pais e o afastamento de Tori, a sua ex-namorada, Dave tenta convencer-se de que não tem contas a ajustar com o seu passado. Quando um assassino persegue várias mulheres, as rapta e se faz passar por elas, enviando mensagens e e-mails a familiares e amigos das vítimas, Dave Lewis é o principal suspeito depois de Tori aparecer morta. Mas Sam Currie, o agente responsável, parece acreditar na sua inocência. Resta-lhes descobrir o perigoso assassino e o que fariam para salvar os seus entes queridos.



A minha opinião

Primeiro Julie, depois Emma, agora Tori. As ex-namoradas de Dave Lewis estavam a ser brutalmente assassinadas, sem que Dave soubesse o porquê de tal massacre. Como não podia deixar de ser, Dave acaba por ser o principal suspeito. O protagonista da história, mágico e também jornalista, tenta a todo o custo salvar a sua última namorada Tori, que foi sequestrada pelo assassino das outras duas, obedecendo a tudo o que ele lhe pede para fazer. Escusado será dizer que Dave não sabe a identidade do assassino e começa a desconfiar do seu melhor amigo, única pessoa que sabe do seu passado e das suas namoradas. Será Rob o assassino? Um policial emocionante que tem o condão de prender o leitor a toda a trama em volta de Dave e dos assassinatos de forma brutal de Julie, Emma e outras mulheres.




terça-feira, 3 de novembro de 2009

Errar é Divino - Marie Phillips

Título: Errar é Divino

Autor:
Marie Phillips

Título Original: Gods Behaving Badly

Tradução: Ana Mendes Lopes

Páginas: 284

Colecção: Lado B, N.º 5

PVP: 16,50€

Data de Publicação: 3 de Novembro



Os Desuses devem estar loucos

Traduzido em 22 línguas.



Sinopse:

Se os deuses são imortais, onde será que vivem e o que será que fazem em pleno século XXI? A resposta poderá surpreendê-lo. Sim, os deuses do Olimpo estão vivos, mas, como os seus poderes já não são o que eram porque já ninguém os venera, o seu dia-a-dia é muito pouco agitado. Um dia, porém, uma seta disparada por Eros vai instalar o caos entre deuses e meros mortais, com consequências hilariantes. Errar É Divino é um romance encantador e inteligente que lhe proporcionará inúmeros momentos de boa disposição.



Sobre a autora:

Marie Phillips nasceu em Londres em 1976. Estudou antropologia e trabalhou como investigadora para a televisão durante vários anos. Decidida a escrever, tornou-se livreira independente e foi durante esse tempo que criou Errar É Divino, que desde então já foi traduzido em 22 línguas. Actualmente dedica-se por inteiro à escrita.

Citações de Imprensa Estrangeira

«Habilmente imaginado e bastante consistente.» The Guardian

«A autora fez um excelente trabalho – divertido e despretensioso, engenhoso e fácil de ler.» The Observer

«Absolutamente delicioso.» Scotland on Sunday



A minha opinião

Se os deuses são imortais onde estarão neste momento? Com uma imaginação surpreendente Marie Phillips coloca os deuses gregos a viver numa casa decrépita de Londres, passando uma vida em muito semelhante ao comum dos mortais. Apesar de não precisarem de dinheiro para sobreviverem (os deuses não se alimentam, por exemplo), alguns dos deuses têm profissões e gostos comuns a algumas pessoas. Afrodite (deusa grega da beleza e do amor), por exemplo, atende chamadas de cariz erótico, Artemisa, (deusa ligada à vida selvagem e caça) passeia cães, Apolo (deus da luz e do sol) estreia-se num programa televisivo que foi um fracasso e Eros tornou-se cristão. Em pleno século XXI, os deuses vivem numa casa decrépita e perderam toda a importância que tinham na antiga Grécia ou Roma. Nessa altura toda a gente sabia quem eles eram, adulavam-nos, eram bastante famosos e viviam em bonitos palácios. Apolo, Afrodite, Artemisa, Eros, Hermes, Ares, Hefesto, Dionísio, Atena e Deméter vivem todos na mesma casa e uma briga entre Apolo e Afrodite vai despoletar uma série de acontecimentos que coloca em causa a continuação da existência do planeta Terra. Apolo, com o seu desejo de vingança, apaga o sol, colocando a Terra com poucas possibilidades de continuar a existir. Apolo acaba por perder os seus poderes e entra em coma, só havendo uma única forma de salvar o planeta. Artemisa, juntamente com um mortal, vai ao submundo, local onde estão todos os mortos do planeta, com o intuito de convencer Hades e Perséfone em restituir a vida a Alice, uma outra mortal que vai convencer todas pessoas do mundo de que os deuses ainda existem. Um livro que me entusiasmou pela sua temática, embora, na minha opinião, pudesse estar mais bem explorado.



Excerto

«Acho que as pessoas já não estão assim tão dispostas para o amor; o amor verdadeiro, complicado. Gostam de romance e sexo, desculpa, as quando isso acaba e as coisas exigem um pouco mais de responsabilidade, eles simplesmente desistem.»




Podem ainda ver o booktrailer aqui

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Jogo da Verdade - Sveva Casati Modignani


Título: O Jogo da Verdade
Autor: Sveva Casati Modignani
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 416
Editor: Porto Editora


Sinopse:
Roberta, uma jovem livreira em plena crise existencial e conjugal - e Oscar, o marido, com quem casou contra a opinião de toda a gente, que se revela incapaz de responder às suas necessidades e de assumir as responsabilidades de uma família.
Uma dolorosa reflexão leva Roberta a percorrer o passado e a descobrir as raízes do seu mal-estar, que remontam à infância, passada no meio dos afectos envolventes da família paterna, onde a mãe, Malvina, brilhava pela ausência. Feminista convicta no período turbulento de 68, Malvina escolhera viver de acordo com os seus princípios e confia a filha ao companheiro. Desta situação vão nascer, ao longo do tempo, dramas, mal-entendidos, conflitos mal resolvidos e também segredos há muito guardados. E é apenas ao dissipar estas sombras que Roberta vai conseguir superar a crise e reconciliar-se consigo mesma.
Uma história de ligações profundas e paixões intensas em que Sveva Casati Modignani, através do confronto entre duas gerações de mulheres, nos conta como éramos antes e como somos agora.

A minha opinião
Em muito semelhante aos seus antecessores, O Jogo da Verdade relata a história de Roberta, uma mulher que, de um momento para o outro, se vê infeliz num casamento monótono, com dois filhos que sentem a falta de um pai, muitas vezes ausente. Desde que se tinha casado, Roberta dedicava-se inteiramente ao seu marido, Oscar, como se o casamento tivesse cortado completamente com o seu passado. O seu refúgio era a livraria, propriedade sua, onde passava grande parte do tempo.
«Onde teriam ido parar os anos da infância, da adolescência, e os seus sonhos de rapariga? Porque os tinha esquecido?»
Mas O Jogo da Verdade não é só Roberta. Existe também a mãe Malvina, uma feminista que viveu o Maio de 68, que lutou por igualdade entre homens e mulheres. No fundo, uma rebelde, mas que sabia muito bem o que queria. No entanto, para alcançar as suas ambições deixou a maternidade um pouco de lado, deixando Roberta aos cuidados da avô paterna e das duas tias solteiras, muito diferentes entre si, mas com muitos segredos de família que foram contando à jovem sobrinha.
Sveva também nos leva a conhecer a vida de Oscar anterior ao seu casamento. Um menino órfão, que foi criado por uma tia e pela sua irmã mais velha. Um homem solitário que se vê, sem que disso se aperceba, subjugado por uma mulher calculista, que tudo faz para viver às suas custas. Até que conhece Roberta, ainda adolescente, e se apaixona por aquela jovem figurinha. Anos mais tarde declara-se e acabam por se casar.
Um livro que gostei muito, à semelhança de todos os outros que já li da autora italiana e que nos leva a reflectir nas várias decisões que tomámos ao longo da nossa vida. Um livro que fala da importância da educação, do fanatismo religioso, da opressão e que, apesar de se passar em Itália, podia muito bem transportar-se para a realidade do nosso país, antes e depois do 25 de Abril.

domingo, 25 de outubro de 2009

O Espião de D. João II - Deana Barroqueiro

Título: O Espião de D. João II

Autor: Deana Barroqueiro

P. V. P.: 19,50 euros

Páginas: 528

Formato: 16x23 cm



Sinopse:

O formidável Espião de D. João II possuía qualidades e talentos comparáveis aos de um James Bond e Indiana Jones, reunidos num só homem. A memória fotográfica, uma capacidade espantosa para aprender línguas, a arte do disfarce para assumir as mais diversas identidades, a mestria no manejo de todas as armas do seu tempo e, sobretudo, uma imensa coragem e espírito de sacrifício, aliados ao culto cavaleiresco da mulher e do amor que o fascinavam, fazem dele uma personagem histórica única e inspiradora.

El-rei D. João II escolhia-o para as missões mais secretas, certo que qualquer outro falharia. Talvez esse secretismo seja a razão do seu nome de família e do seu rosto terem ficado, para sempre, na penumbra.

Em 1487, Pêro da Covilhã foi enviado de Portugal, ao mesmo tempo que Bartolomeu Dias, a descobrir por terra, aquilo que o navegador ia demandar por mar: uma rota para as especiarias da Índia e notícias do encoberto Preste João.

Ao espião esperava-o uma longa peregrinação de cerca de seis anos pelas regiões do Mar Vermelho e costas do Índico até Calecut e, também, pela Pérsia, África Oriental, Arábia e Etiópia, descobrindo povos e culturas em lugares hostis, cujos costumes lhe eram completamente estranhos. Na pele de um enigmático mercador do Al-Andalus, o Escudeiro-guerreiro do Príncipe Perfeito realizou proezas admiráveis que causaram espanto no mundo do seu tempo.

Neste romance fascinante, Deana Barroqueiro convida-nos a seguir o trilho de Pêro da Covilhã na sua fabulosa odisseia recheada de aventuras, amores, conquistas e descobertas inolvidáveis…



A minha opinião

O Espião de D. João II relata as aventuras de Pêro da Covilhã, ou Ali Moumen, um dos nomes que adoptou para se disfarçar de muçulmano aquando a sua viagem por via terrestre até à Índia, com o intuito de descobrir a rota das especiarias. Pelo caminho depara-se com inúmeras aventuras, conseguindo escapar sempre à morte. A convivência com diversas culturas também é aqui relatada, como é o caso das mulheres indianas ou de algumas facções muçulmanas que espantam Pêro da Covilhã, pelas disparidades tão grandes com a cultura portuguesa da época.

Na cultura indiana, por exemplo, Pêro espanta-se ao saber que as mulheres brâmanes e naires, as duas castas mais nobres, vivem em lugares próprios, sempre fora das cidades, com o intuito de não se cruzarem com castas inferiores às suas. Quando uma rapariga está na altura de receber um homem, a mãe começa a procurar imediatamente alguns brâmanes ou naires para lhe manterem a filha e assim dormirem, três ou quatro com ela, cada um deles dando-lhe uma certa quantia de dinheiro por dia para o seu mantimento. Em suma, quanto mais amantes tiver a mulher, mais honrada fica.

«Cada um dos seus maridos está com ela em dia certo, desde o meio-dia até ao outro meio-dia e assi vão passando sua vida sem haver entre eles quaisquer cumprimentos e, se algum a quiser deixar, larga-a e toma outra e ela também quando se aborrece de algum diz-lhe para se ir embora e ele não tem outro remédio senão obedecer-lhe.»

E é aí, na Índia, que descobre um mundo diferente do que estava habituado. «De uma única palmeira, se pode achar não só madeira como tecido para vestes, papel de carta ou fio para fazer cordas, leite, óleo e açucar ou, ainda, vinho e aguardente para o prazer e o esquecimento». Descobre a canela, o fulgor do ouro, o brilho das safiras, os rubis.

E descobre, também, aquilo que julga serem as antigas Minas de Salomão, mas é envenenado por uma víbora que o deixa momentaneamente cego.

Quando é enviado, por D. João II, para a descoberta terrestre da rota das Índias, Afonso Paiva, seu colega em aventuras também o acompanha na viagem até África, mas com uma missão diferente: descobrir Preste João. Só que, anos mais tarde, quando Pêro decide encontrar-se com ele, descobre que o seu amigo havia sido assassinado e não tinha conseguido cumprir a sua missão. Decide então encetar novas aventuras para cumprir a missão do amigo.

É interessante a incursão de Pêro da Covilhã a Fez, logo no início da sua viagem, descrita como uma cidade com mais de 785 mesquitas, 80 fontes e chafarizes, 93 banhos públicos (…) uma urbe maior que muitas capitais europeias, incluindo Lisboa, dando a demonstrar que os mouros eram bastante avançados em relação aos europeus.

É bastante curiosa a vida de Pêro da Covilhã, que confesso sabia muito pouco (ou quase nada). A forma como Deana Barroqueiro conta e relata a História é também de louvar, uma vez que, com a sua escrita tão fluida, nos faz viajar no tempo, de uma forma nada maçadora, e nos faz viver também as aventuras deste jovem beirão, que muito fez pelo nosso país.



Podem ainda saber mais sobre o livro e as viagens da autora após a conclusão do romance: http://conversacomleitores.blogspot.com/2009/10/no-rasto-de-pero-da-covilha.html

Os interessados podem ainda visitar o blogue da escritora: http://deanabarroqueiro.blogspot.com/




quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O Mar em Casablanca - Francisco José Viegas

Título: O Mar em Casablanca

Autor: Francisco José Viegas

Nº Págs.: 240

P.V.P.: 15,50€



Sinopse

O Mar em Casablanca devolve-nos a personagem principal dos anteriores romances do
autor, o inspector Jaime Ramos, da Polícia Judiciária do Porto, numa história sobre vingança, sobre o tempo que regressa para se vingar e sobre os portugueses que viajam pelo mundo em segredo para se esconderem de si próprios.

O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de Maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos, o detective, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonial – e um personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século. História de uma melancolia e de uma perdição, O Mar em Casablanca retoma o modelo das histórias policiais para nos inquietar com uma das personagens mais emblemáticas do romance português de hoje.



A minha opinião

O Mar em Casablanca é um policial, mas não é um policial qualquer. Seguindo os passos do inspector Jaime Ramos, que já me habituei a seguir em romances como Morte no Estádio, Um Crime na Exposição, Crime em Ponta Delgada e Um Crime Capital. Confesso que conheci a escrita de Francisco José Viegas um pouco por acaso. Numa qualquer feira do livro de um hipermercado, vi um livro baratíssimo que me chamou a atenção: Um Crime na Exposição. Adquiri-o e gostei tanto que tive de continuar a ler a histórias do inspector Jaime Ramos e seus companheiros de ofício. Em O Mar em Casablanca deparamo-nos com dois assassinatos. O primeiro ocorre durante a festa de encerramento temporário do Palace Hotel do Vidago, quando um jornalista de economia aparece morto, junto a um lago. Mais tarde, ocorre o segundo homicídio numa quinta do Douro, do empresário angolano, Benigno Mendonça. Enquanto anda no encalço do assassino, vivemos, juntamente com Jaime Ramos, dos seus sonhos e as suas recordações do tempo da guerra colonial e do pós-25 de Abril, em que a revolução tomou conta das ex-colónias também. Apesar de os anos não perdoarem (Jaime Ramos teve um princípio de AVC), o inspector mostra-se forte, um autêntico polícia do norte, mas mostrando a sua fragilidade no seu íntimo. Fragilidade de corpo e alma. Um romance excelente de um autor de excelência.



Podem ainda visitar o blogue www.omaremcasablanca.blogs.sapo.pt, onde se encontra disponível o vídeo de apresentação do livro, imagens do início do século XX do Vidago Palace Hotel (cenário fundamental no romance), uma das receitas preferidas do inspector Jaime Ramos, o primeiro olhar de Francisco José Viegas sobre Casablanca, entrevistas com o autor e informação essencial acerca de O Mar em Casablanca.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Nona Vida de Louis Drax - Liz Jensen

Título: A Nona Vida de Louis Drax

Autor: Liz Jensen

Título Original: The Ninth Life of Louis Drax

Tradução: Ana Saldanha

Páginas: 240

Colecção: Lado B n.º 4

PVP: 14,90€

Disponível a partir de 7 de Outubro





«Um daqueles livros que não conseguimos parar de ler.» New York Post



Sinopse:

Louis Drax é um miúdo de nove anos, precoce, inteligente, problemático e muito dado a acidentes. Em cada ano da sua curta vida, sofreu pelo menos um episódio de maior gravidade, acidente ou doença, mas sobrevive sempre como o gato que cai sobre as quatro patas. No seu nono aniversário, durante o piquenique familiar, o pequeno Louis cai de uma falésia e afoga-se num rio permanecendo num coma profundo de onde poderá não regressar… Uma história brilhante, contada a duas vozes: a do próprio Louis, dentro do seu inacessível subconsciente, e a do neurologista, ao cuidado de quem o jovem fica após o misterioso desaparecimento do seu pai.



A minha opinião

A Nona Vida de Louis Drax de Liz Jensen foi uma grande surpresa. Uma história bem escrita e com um desenrolar surpreendente. É um livro interessantíssimo sobre a psique humana e até que ponto ela tem influência activa na nossa vida. Louis tinha uma imaginação vívida e excêntrica, dizia a mãe. Um problema com a realidade, dizia o psicólogo, Marcel Perez. O certo é que o jovem Louis era um sonhador, um solitário. Tinha dificuldade em distinguir entre realidade e ficção. Tal como as crianças altamente inteligentes e com grande capacidade de verbalização, tinha maus resultados escolares, porque se aborrecia de morte. Quando tem um grave acidente, em que foi, inclusive, dado como morto, Louis é levado para a clínica onde trabalhava o neurologista Pascal Dannachet, que nunca iria adivinhar que estaria tão próximo do seu jovem paciente, e que este iria mudar a sua vida. Retomando uma doença antiga que já não se manifestava há anos, Pascal Dannachet começa a fazer tudo o que subconsciente de Louis mandava, inclusive escrever uma carta a si próprio e duas a Natalie Drax, mãe de Louis. Isto porque apesar de estar em coma, o jovem Louis consegue comunicar através do seu subsconsciente. A misteriosa Natalie Drax também tem um papel fundamental na trama. O leitor chega a um ponto de pensar se aquilo que ela conta é realmente a verdade, ou a verdade que ela gostaria que fosse. O livro retrata a Síndrome de Münchausen, uma doença psiquiátrica, se calhar não tão rara quanto isso. É uma doença em que o paciente, de forma compulsiva, deliberada e contínua, provoca ou simula sintomas de doenças em si próprio. Também existe a Síndrome de Münchausen por procuração, quando um parente, quase sempre a mãe, de forma persistentemente e intencional, provoca sintomas no filho, fazendo com que este seja considerado doente, colocando-o muitas vezes em risco de vida.





Excertos

“A mente é mais do que a soma das suas partes” “Acho que é uma espécie de anjo”




terça-feira, 29 de setembro de 2009

A Arte de Amar - Elisabeth Edmondson



Título: A Arte de Amar
Autora: Elisabeth Edmondson

Págs.: 400

Preço: 15,00 €



Sinopse

Escândalo, romance e intrigas familiares pela mão da autora do bestseller Uma Villa em Itália.Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida e até o seu próprio nome não está correcto.A sua “fuga” para o sol da estimulante da Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada. O pai de Oliver foi forçado a abandonar a Inglaterra no meio de um escândalo e, apesar do sofisticado e cosmopolita grupo de amigos que o rodeia, está prestes a ser apanhado pelo seu passado. E, embora Polly se encontre no centro de uma teia de mentiras, o seu próprio futuro começa a tomar um novo e fascinante rumo…




A minha opinião

Início do Século XX. Duas mulheres distintas encontram-se a braços com um possível casamento que não sabem se devem aceitar. Por um lado temos Polly, que se vê dividida entre uma vida de maior liberdade, voltada para a grande paixão, a pintura, ou uma vida mais confortável como esposa do jovem médico Roger, uma pessoa possessiva e autoritária. Cynthia, uma mulher que se acaba de divorciar (mal visto na altura e que é alvo de diversas críticas por parte da sociedade), com uma filha na adolescência que hesita em casar com Walter, um homem muito rico que a presenteia a toda a hora. Mas será que o ama?

A maior parte da trama do livro passa-se com as frequentes indecisões destas duas mulheres e sobretudo do dia-a-dia de Polly, uma jovem artista que descobre não ser quem realmente julga que é. Quando precisa de tirar o passaporte, descobre que o nome Polly Smith não consta na lista de cidadãos londrinos, o que a faz descobrir que a pessoa que julga ser sua mãe é na verdade sua tia.

Sem que saiba, toda a sua vida vai mudar com esta revelação.

A dificuldade porque passavam os artistas no início do séc. XX, e os traumas dos combatentes da I Guerra Mundial, é retratada fielmente pela autora.

Dificilmente um pintor poderia viver apenas do seu talento ou do seu trabalho, tendo de se “sujeitar” a fazer outros tipos de trabalho menos “meritórios”, mas mais vendáveis. Exemplo disso é a pintura erótica para uma revista ou falsificação de quadros para uma galeria.

Em Paris, Polly descobre também outros estilos que começam a florescer na época como o cubismo e o mestre Picasso ou o surrealismo de Dali. Aí vive momentos de liberdade e êxtase onde se entrega totalmente à arte de pintar.


Excerto

«Quando uma pessoa não se conhece a si própria, como pode sequer compreender os outros?»

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A cabana - Wm. Paul Young

Título: A Cabana

Autor:
Wm. Paul Young

Ano de edição ou reimpressão: 2009

Editor: Porto Editora

Idioma: Português

Dimensões: 153 x 235 x 18 mm

Encadernação: Capa mole

Páginas: 248

Classificação: Ficção, Desenvolvimento Pessoal



Sinopse:

E se Deus marcasse um encontro consigo?


As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada.

Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana.

Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.



A minha opinião

“Julgar não é destruir, mas antes repor as coisas nos lugares certos”.

Quando a Grande Tristeza entrou na vida de Mack, ele quase deixou de falar. A sua revolta e sentido de culpa era tão grande, que este pai de cinco filhos só conseguia descarregar contra o criador do Universo: o Papá como tratava Deus, Nan, a sua esposa.

A Grande Tristeza surgiu num fatídico fim-de-semana quando Mack decidiu levar três filhos a acampar no lago Wallowa, no Nordeste do Oregon. Tudo aconteceu quando Josh e Kate manifestaram a vontade de andar de canoa no lago. Mack acedeu ao pedido, mas quando a canoa se virou colocando em perigo os dois jovens, Mack perdeu o rasto da sua filha mais nova, Missy.

A partir daí, Mack questiona tudo, sobretudo a existência de Deus, que permitiu que acontecesse algo de atroz à sua filhota. Até que recebe um bilhete marcando encontro na cabana, local onde foi encontrado o vestido ensanguentado de Missy, assinado por Papá.

Mack decide ir ao encontro de Papá e aí encontra Deus, Jesus e o Espírito Santo. Reecontra a filha Missy e reconcilia-se com o seu pai. E esta é a génese de A Cabana. Todas as perguntas que diariamente nos questionamos sobre a existência de Deus são colocadas por Mack. O porquê de sacrificar uma vida inocente, o porquê de não penalizar quem faz mal há humanidade, o porquê das coisas acontecerem de uma forma e não de outra.

No fundo, um hino ao perdão.



Excertos

«Então, onde estás? Pensei que querias encontrar-te comigo. Pois bem, estou aqui. Deus. E tu? Não estás em lugar nenhum! Nunca estiveste quando precisei de ti, nem quando eu era pequeno, nem quando perdi Missy. Nem agora! Que grande “Papá” me saíste!»

«Sem sabedoria, a imaginação é uma professora cruel.»