TRECHO:
INTRODUÇÃO
Wicca
O que é
A Bruxaria é uma religião de origem Xamânica e forte tradição mágica, mas é bom lembrar que
Xamanismo e Magia são técnicas espirituais, isto é, para ser Bruxa não é preciso fazer magia, ou ter
poderes paranormais. Muito menos ser vidente ou médium. O que diferencia a Bruxa do Mago ou
Xamã é a sua devoção pelos Deuses. Xamanismo e Magia são técnicas utilizadas pelas Bruxas, mas
não têm nada a ver com a parte devocional da Wicca.
É possível ser bruxa fazendo-se somente os rituais de devoção, sem nunca praticar um único feitiço
na vida, mas o contrário não é verdadeiro, pois, se não houver da sua parte um Amor sincero pela
energia dos Deuses e harmonia com a Natureza, você pode fazer feitiços dia e noite, mas nunca será
uma Bruxa. Tradicionalmente, as Bruxas podem (e devem) fazer feitiços recorrendo às energias da
Natureza para resolver os problemas práticos da sua vida, bem como para ajudar ao próximo, mas
nunca devemos nos esquecer de que o mais importante é a comunhão com as energias da Natureza,
e o respeito por todos os seres vivos, e, em especial, pelos nossos semelhantes.
Origens
Falar em origem da bruxaria é o mesmo que retornar aos primórdios da Humanidade, quando os
seres humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da vida e da natureza.
Segundo os estudiosos da Pré-História, as primeiras demonstrações de arte devocional foram as
Madonas Negras, encontradas em cavernas do período Neolítico.
Portanto, as Deusas da Fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos. Da
mesma forma que nossos antepassados se maravilharam ao ver a mulher dando a Luz a uma
criança, todo o Universo deveria ter sido criado por uma Grande Mãe. Entre os povos que
dependiam da caça, surgiu o culto ao Deus dos Animais e da Fertilidade, também conhecido como
Deus de Chifres ou Cornífero. Os chifres sempre representaram a fertilidade, coragem e todos os
atributos positivos da energia masculina, representando também a ligação com as energias
cósmicas.
Hoje a figura do Deus Cornífero é bastante problemática, pois, com o advento do Cristianismo, ele
foi usado para personificar a figura do Diabo, entidade criada pelas religiões judaico-cristãs. Ele não
é reconhecido e muito menos cultuado pelas Bruxas.
A wicca surgiu no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localiza a Irlanda,
Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânia na França.
Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias
crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu
nascimento à Wicca. Com a rápida expansão desse povo, ela foi levada para regiões onde se
encontram Portugal, Espanha e Turquia. Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é
importante lembrar que a bruxaria é anterior a eles. Mas como esse povo foi o mantenedor da
tradição, é importante que conheçamos, pelo menos, o rudimento de seu pensamento e cultura.
O Panteão Celta, ou seja, o conjunto de Deuses e Deusas dessa cultura é hoje o mais utilizado nos
rituais da Wicca, embora possamos trabalhar com qualquer Panteão, desde que conheçamos o
simbolismo correto, e não misturemos os Panteões num mesmo ritual. A sociedade Celta era
Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e
mulheres tinham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e
guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero
predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que
praticamente dizimaram as tribos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominadas pelos
Druidas, que representavam uma introdução ao patriarcalismo.
Porém, em muitos lugares, a religião da Grande Mãe continuou a ser praticada, pois havia certa
tolerância por parte dos romanos, chegando certos ramos da Wicca a incorporar elementos do
Panteão Greco-Romano, especialmente na Bruxaria Italiana. Foi somente na Idade Média que a
Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo
objetivo era eliminar de vez as antigas crenças, que eram uma ameaça a um clero muito mais
preocupado em acumular bens e riquezas do que a propagar a verdadeira mensagem de Jesus.
Muitas das vítimas da Inquisição não eram Bruxas, e sim, pessoas com problemas de Saúde,
doenças mentais, deficiências físicas ou somente o alvo da suspeita e inveja do povo. Também era
comum se acusar pessoas para tomar seus bens, pois esses eram divididos entre os inquisidores.
Durante o tempo das fogueiras, o medo fez com que muitos permanecessem no anonimato para
resguardar as vidas de suas famílias. Muitos dos conhecimentos passaram a ser transmitidos
oralmente, por medida de segurança, e, assim, muito se perdeu.
As Treze Metas da Wicca
o Conhecer a si mesmo
o Saber sua arte
o Aprender
o Usar o que você aprendeu
o Manter o balanço de todas as coisas
o Manter suas palavras verdadeiras
o Manter seus pensamentos verdadeiros
o Celebrar a vida
o Alinhar você mesmo com os ciclos da Terra
o Manter seu corpo correto
o Exercitar seu corpo e sua mente
o Meditar
o Honrar a Deusa e o Deus
Essas metas devem ser seguidas pelos praticantes da Wicca, já que realmente acreditamos nelas. Há
também algumas leis da Wicca, que assim como as metas devem ser seguidas e respeitadas.
Antes de mais nada, é importante citar as quatro palavras do Mago. Antes de começar o estudo da
magia, é básico você saber e seguir essas quatro palavras. Primeiro tente entendê-las, pois sem que
você as entenda, não há como ser um bom praticante de magia.
o Saber;
o Ousar;
o Querer;
o Calar.
São as quatro palavras do Mago. Para ousar, precisamos saber. Para querer, precisamos ousar.
Precisamos querer para possuir império. Para reinar, precisamos manter silêncio.
A Bruxa Solitária
Primeiro, uma dica: reflita bastante antes de virar uma bruxa solitária. A bruxa solitária é aquela que
trabalha sozinha, ou então com seu parceiro(a). Por ser solitária, ela opta por qualquer coisa, e tem o
poder de decisão quanto ao tipo de ritual, vestimenta, etc. É ela que invoca e faz tudo sozinha num
ritual, em spells, etc. Muitas bruxas solitárias são muito ecléticas, dependendo de sua tradição.
Algumas são extremamente radicais, mas isso varia de bruxa pra bruxa.
Praticar bruxaria solitária é um pouco triste, exatamente pelo nome, que dá uma idéia: sozinha. Não
há com quem compartilhar seus conhecimentos, ou mesmo uma ajuda para se fazer um ritual. Você
trabalha sozinha, por si própria e desempenha todos os papéis de um coven completo. Mas nada a
impede de mais tarde, fazer parte de um Coven ou mesmo, criar um coven, o que é muito
interessante.
O que é uma bruxa?
São pessoas que vivem com princípios pagãos e adotam o extraordinário como parte integrante de
suas vidas. São pessoas que optaram por ter uma vida diferente, que reverenciam a natureza e os
elementos e não tem medo de se assumirem como são e nem vergonha de serem como são.
Hoje as pessoas falam muito sobre Bruxaria, mas o real sentido, o verdadeiro significado elas
desconhecem. Infelizmente perdeu-se o verdadeiro significado, e é confundida com satanismo e
Magia Negra.
A natureza é o templo da Bruxa, e neste templo se pratica o grande culto à Deusa, que é
representada pela Lua.
As Bruxas não adoram o diabo e nem praticam o mal, pelo menos as verdadeiras Bruxas!
Ser Bruxa também é ser feminina, afinal quem não gosta de um pouco de sedução? Ser Bruxa é
reconciliar o masculino e o feminino. É encontrar a verdadeira essência que está dentro de nós! É
aceitar o Deus e a Deusa em seu coração, é acreditar, respeitar, amar a Natureza, perdoar e, acima
de tudo, amar...
Deusa-Mãe
O período neolítico não conhecia deuses - vigorava o matriarcado, com a Deusa-Mãe. O conceito de
paterno inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam a mesma esfera. Com a instituição do
patriarcado, o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino. Com o fim
da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia,
o arquétipo da Sabedoria. Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais
visualizavam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre delas que
saímos? De acordo com o mito universal da Criação, tudo teria saído dela.
Entre os egípcios, era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será e o que foi. Para os
gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu. Entretanto, ela não era apenas fonte de
vida, como também senhora da morte. O culto a Grande- Mãe era a religião mais difundida nas
sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a
existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente
Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião. Não há
evidências de armas ou estruturas defensivas, onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica.
Também não há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas
representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino.
Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C. Na sociedade cretense
as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio.
Platão conta que nesta sociedade, a última matrifocal de que se tem notícia, toda a vida era
permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia. Segundo
historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas. Na velha Europa, a sociedade
que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice
foi derrubado pelo poder da Espada. Outro fator decisivo para tal transformação foi o crescimento
da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra". Os homens tinham que
dominar a natureza, para obrigá-la a produzir o que queriam. Com a descoberta de que o sêmen do
homem é que fecunda a mulher(acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o
culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egito, Grécia e Ásia, atingindo o seu ápice na Índia.
Com o advento do monoteísmo, e patriarcado - e a conseqüente dominação da mulher - o culto ao
falo estabeleceu-se em definitivo. "O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de
poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais
forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não-crente."
Jeová, Deus dos Hebreus, em cujos mandamentos assentam-se as raízes da nossa civilização
judaico-cristã - é o melhor exemplo do Deus patriarcal. Ele é um Deus guerreiro, que esmaga os
inimigos do seu povo eleito com toda a sua força poderosa, esperando em troca fidelidade e
obediência aos seus mandamentos. Ele trabalha com o medo. O mito de Lilith mostra bem essa
passagem do matriarcado para o patriarcado. Recusando-se a submeter-se à Adão, tentava igualdade
com ele. "Por que devo deitar-me sob ti?" - ela questiona, e é punida por Jeová, que envia um anjo
para expulsá-la do Paraíso. Blasfemando e criando asas, numa demonstração de liberdade, Lilith
abandona o Paraíso e voa para o Mar Vermelho, onde dá início a uma dinastia de demônios. Mas
Adão fica, e sente-se só. Jeová então cria Eva, a mulher, condenada eternamente à inferioridade.
Como enunciava Santo Agostinho, a mulher não era a imagem de Deus - apenas o homem era. Ela
era, no máximo, a imagem de uma costela. Embora a personagem do Deus cristão seja bem mais
suave do que seu antecessor - o Deus de Jesus é piedoso e compreensivo, enquanto Jeová distribui
medo e castigos, na opinião de muitos a totalidade feminina encontra-se cindida na mitologia cristã:
maternidade e sexualidade. A Virgem e Maria Madalena. Nos Evangelhos Apócrifos, Madalena é
tida como líder ativa no discipulado de Cristo. O Evangelho de Felipe relata a união do homem e da
mulher como símbolo de cura e paz, e estende-se ao relacionamento de Cristo e Madalena, a
companheira do Salvador.
Contrapondo-se à figura de Madalena, a Virgem está associada apenas ao lado maternal do
feminino, estático e protetor. Sempre retratada através da Virgem, de Madalena, Hera, Ísis, Deméter,
Atena, Diana, a Lua, a Natureza, Hécate, Afrodite, Lilith e tantas outras, a figura da Deusa vem
ressurgindo, cada vez mais e com mais força.
Princípios da crença
O Conselho de Bruxos Americanos crê necessário que se defina a Bruxaria Moderna de acordo com
as experiências e necessidades Americanas. Não somos limitados por tradições de outros tempos e
outras culturas, e não devemos lealdade a qualquer pessoa ou poder maior que a Divindade
manifesta através de nós mesmos. Como Bruxos Americanos, aceitamos e respeitamos todos os
ensinamentos e tradições que afirmem a vida, e buscamos aprender de todos eles para dividirmos
nosso aprendizado dentro do Conselho.
1. É em tal espírito de acolhimento e cooperação que nós adotamos estes poucos princípios de
crença Wiccaniana. Buscando ser inclusivos, não desejamos abrir-nos à destruição de nosso
grupo por aqueles que buscam para si o poder, ou a filosofias e práticas contraditórias a tais
princípios. Buscando excluir aqueles cujos caminhos sejam contraditórios ao nosso, não
desejamos negar participação a qualquer pessoa que esteja sinceramente interessada em
nossos conhecimento e crenças, a despeito de raça, cor, sexo, idade, origem cultural ou
nacional, ou preferência sexual.
2. Nós, portanto, pedimos a aqueles que buscam identificar-se conosco que aceitem esses
poucos princípios básicos:
3. Nós praticamos ritos para nos alinharmos ao ritmo natural das forças vitais, marcadas pelas
fases da Lua e aos feriados sazonais.
4. Nós reconhecemos que nossa inteligência nos dá uma responsabilidade única em relação a
nosso meio ambiente. Buscamos viver em harmonia com a Natureza, em equilíbrio
ecológico, oferecendo completa satisfação à vida e à consciência, dentro de um conceito
evolucionário.
5. Nós damos crédito a uma profundidade de poder muito maior que é aparente a uma pessoa
normal. Por ser tão maior que ordinário, é às vezes chamado de "sobrenatural", mas nós o
vemos como algo naturalmente potencial a todos.
6. Nós vemos o Poder Criativo do Universo como algo que se manifesta através da Polaridade
- como masculino e feminino – e que ao mesmo tempo vive dentro de todos nós,
funcionando através da interação das mesmas polaridades masculina e feminina. Não
valorizamos um acima do outro, sabendo serem complementares. Valorizamos a sexualidade
como prazer, como o símbolo e incorporação da Vida, e como uma das fontes de energias
usadas em práticas mágicas e ritos religiosos.
7. Nós reconhecemos ambos os mundos exterior e interior, ou mundos psicológicos - às vezes
conhecidos como Mundo dos Espíritos, Inconsciente Coletivo, Planos Interiores, etc. - e
vemos na interação de tais dimensões a base de fenômenos paranormais e exercício mágico.
Não negligenciamos qualquer das dimensões, vendo ambas como necessárias para nossa
realização.
8. Nós não reconhecemos nenhuma hierarquia autoritária, mas honramos aqueles que ensinam,
respeitamos os que dividem de maior conhecimento e sabedoria, e admiramos os que
corajosamente deram de si em liderança.
9. Nós vemos religião, mágica, e sabedoria como sendo unidas na maneira em que se vê o
mundo e vive nele - uma visão de mundo e filosofia de vida, que identificamos como
Bruxaria ou o Caminho Wiccaniano.
10. Chamar-se "Bruxo" não faz um Bruxo - assim como a hereditariedade, ou a coleção de
títulos, graus e iniciações. Um Bruxo busca controlar as forças interiores, que tornam a vida
possível, de modo a viver sabiamente e bem, sem danos a outros e em harmonia com a
Natureza.
11. Nós reconhecemos que é a afirmação e satisfação da vida, em uma continuação de evolução
e desenvolvimento da consciência, que dá significado ao Universo que conhecemos, e a
nosso papel pessoal dentro do mesmo.
12. Nossa única animosidade acerca da Cristandade, ou de qualquer outra religião ou filosofia,
dá-se pelo fato de suas instituições terem clamado ser "o único verdadeiro e correto
caminho", e lutado para negar liberdade a outros, e reprimido diferentes modos de prática
religiosa e crenças.
13. Como Bruxos Americanos, não nos sentimos ameaçados por debates a respeito da História
da Arte, das origens de vários termos, da legitimidade de vários aspectos de diferentes
tradições. Somos preocupados com nosso presente e com nosso futuro.
14. Nós não aceitamos o conceito de "mal absoluto", nem adoramos qualquer entidade
conhecida como "Satã" ou "o Demônio" como defendido pela Tradição Cristã. Não
buscamos poder através do sofrimento de outros, nem aceitamos o conceito de que
benefícios pessoais só possam ser alcançados através da negação de outros.
15. Trabalhamos dentro da Natureza para aquilo que é positivo para nossa saúde e bem estar.
O Que é Neopaganismo
Um movimento religioso/espiritualista/ecológico que vem crescendo consideravelmente nos últimos
anos por todo o mundo, e principalmente nos Estados Unidos. Com certeza você já tem uma idéia
fundamentada sobre a palavra. Se vieram à sua cabeça expressões como "não batizado", "satanista",
e "anti-Cristo", isto é sinal de que você chegou aqui na hora certa. Esqueça todos esses conceitos da
aula de Crisma...a palavra Pagão vem do latim Paganus, que quer dizer "aquele que vive no
campo", ou "aquele que vive do campo". Chamamos de povos Pagãos, aqueles que na Antigüidade
tinham nos campos e plantações seu sustento, a base de sua vida. A Terra era, portanto, sagrada para
eles. Toda a sua cultura e religião girava em torno da Natureza: a época das colheitas, as estações,
os Solstícios, etc.
Muitos dos povos Pagãos eram politeístas, atribuindo aos deuses, faces da Natureza com que
conviviam. Assim, havia o deus do Sol, a deusa da Lua. o deus da caça, a deusa da fertilidade, etc.
Foram Pagãos os povos Gregos, Romanos e Celtas, por exemplo. Uma característica muito
marcante da religião Pagã é a existência de deuses e deusas, às vezes com igual poder, e muitas
vezes tendo-se a figura feminina como dominante.
Tomemos os povos Celtas por exemplo. Antes de serem influenciados pelo Cristianismo, sua
cultura era totalmente matriarcal. As cerimônias religiosas eram conduzidas por sacerdotisas, a
medicina era praticada pelas curandeiras, as decisões tomadas pelas Sonhadoras, e o deus não
passava do Consorte da Deusa, a Grande Mãe. Como religião, o Paganismo busca, portanto, o
equilíbrio, o casamento perfeito entre masculino e feminino, tanto no mundo exterior como dentro
de cada indivíduo.
O Neopaganismo busca reviver o modo de vida desses povos. Paganismo porque retoma suas
crenças a práticas, e Neo, porque tem que se adaptar ao novo modo de produção Capitalista, e
muitas vezes à vida urbana. Milhares de pessoas em todo o mundo passam a olhar para a Lua de
uma maneira diferente, e a celebrar as estações mais uma vez. As árvores voltam a ser sagradas, e as
fogueiras da Primavera são reacesas. Ser Neopagão é estar na Terra, e tê-la dentro de si mesmo.
"Let the Truth be Heard"
We are not evil.
We don't harm or seduce people.
We are not dangerous.
We are ordinary people like you.
We have families, jobs, hopes, and dreams.
We are not a cult.
This religion is not a joke.
We are not what you think we are from looking at T.V.
We are real.
We laugh, we cry.
We are serious.
We have a sense of humor.
You don't have to be afraid of us.
We don't want to convert you.
And please don't try to convert us.
Just give us the same right we give you - to live in peace.
We are much more similar to you than you think.
-Margot Adler-
Religiões Neopagãs
Há hoje no mundo um número razoavelmente grande de religiões Neopagãs, sendo uma das
maiores a denominada Wicca. Wicca corresponde a Bruxaria, a Arte dos Sábios, ou simplesmente A
Arte (The Craft). A palavra Wicca vem do Inglês arcaico, e quer dizer Pessoa Sábia (Wise One).
Bruxos e Bruxas no mundo todo tornam-se cada vez mais evidentes, e saem do ‘armário das
vassouras' cada vez com mais freqüência e facilidade.
O principal lema da Bruxaria é 'An it Harms None, Do as You Will, ou seja, desde que não
prejudiques ninguém, faças como quiseres. Nós da bruxaria, praticamos magia, através de feitiços e
rituais, que variam de acordo com a tradição. Algumas tradições da Bruxaria são:
Gardnerian Wicca- Tradição que data de 1954 aproximadamente, fundada por Geral Gardner, um
dos primeiros Wiccanianos a se revelarem no mundo. É uma tradição ortodoxa e secretiva. Seus
rituais são sempre realizados com as pessoas nuas.
Faery Wicca - Tradição relativamente nova, que busca contato com o povo das fadas, e utiliza-se de
familiares nos rituais. É uma tradição muito bela, com alguma influência céltica e vários traços de
Xamanismo.
Stregha - Bruxaria italiana. Não conheço muito sobre esta tradição, contribuições serão bem vindas.
Há uma infinidade de outras tradições (Celtic, Cabot, Alexandrian, Dianic, etc.) e seria impossível
listar todas aqui.
Outras religiões pagãs são: Asatru, Xamanismo, etc.
A Caça às Bruxas - 1450 - 1750
... milhares mortos em nome de Deus. Nunca será esquecido... não pode ser esquecido ... nunca
mais
O tempo das fogueiras
Após a Igreja Católica ter sido formada e haver adquirido poder, os costumes dos Pagãos foram
vistos como uma ameaça ao sistema religioso recentemente estabelecido e a adoração dos Deuses
da religião Antiga, foi banida. Os antigos festivais foram superados pelos novos feriados religiosos
da Igreja, e os antigos Deuses da Natureza e da Fertilidade, transformados em terríveis e maléficos
demônios e diabos. A igreja patriarcal chegou até a transformar várias Deusas pagãs em diabos
masculinos e maus, não somente para corromper deidades da Religião Antiga, como, também para
apagar o fato de o aspecto feminino ter sido objeto de adoração. No ano de 1233, o Papa Gregório
IX, instituiu o Tribunal Católico Romano, conhecido como Inquisição, numa tentativa de terminar
com a heresia. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXIII) declarou oficialmente que a
Bruxaria, e a Antiga Religião dos Pagãos constituíam um movimento e uma "ameaça hostil" ao
Cristianismo.
Os bruxos tornaram-se heréticos e a perseguição contra todos os Pagãos, espalhou-se como fogo
selvagem por toda a Europa. É interessante notar que, antes de uma pessoa ser considerada herética,
ela tem, primeiro, que ser cristã, e os Pagãos nunca foram cristãos. Eles sempre foram Pagãos.Os
Bruxos (junto com um número incalculável de homens, mulheres e crianças inocentes, que não
eram Bruxos), foram perseguidos, brutalmente torturados, por vezes violados sexualmente ou
molestados, e, então, executados pelas autoridades sádicas, sedentas de sangue da Igreja, que
ensinavam que seu Deus era um Deus de amor e compaixão. A Bruxaria na Inglaterra tornou-se
uma ofensa ilegal no ano de 1541, e, em 1604, foi adotada uma Lei que decretou a pena capital para
os Bruxos e Pagãos. Quarenta anos mais tarde, as 13 colônias na América do Norte, decretaram
também a pena de morte para o "crime de bruxaria".
No final do século XVII, os seguidores que permaneciam leais à Religião Antiga, viviam
escondidos, e a Bruxaria tornou-se uma Religião subterrânea secreta após uma estimativa de um
milhão de pessoas ter sido levados à morte na Europa e mais de trinta condenados em Salem,
Massachusetts, em nome do cristianismo.Embora os infames julgamentos das Bruxas de Salem, em
1692, sejam os mais conhecidos e bem documentados na história dos Estados Unidos da América, o
primeiro enforcamento de um Bruxo na Nova Inglaterra realmente aconteceu em Connecticut, em
1647, 45 anos antes que a história contra a Bruxaria se abatesse na Vila de Salem. Ocorreram outras
execuções pré-Salem, em Providence, Rhode Island, em 1622.O método mais popular de extermínio
dos Bruxos na Nova Inglaterra era a forca. Na Europa,, a fogueira. Outros métodos incluíam a
prensagem até a morte, o afogamento, a decapitação e o esquartejamento.Durante 260 anos, após a
última execução de um Bruxo, os seguidores da Religião Antiga mantiveram suas práticas pagãs
ocultas nas sombras do segredo e, somente após as Leis contra a Bruxaria terem sido finalmente
revogadas na Inglaterra, foi que os Bruxos e Pagãos, em 1951, oficialmente saíram do quarto das
vassouras.
A Bruxaria Moderna ou Neo-Paganismo
Muita coisa anda sendo dita sobre o paganismo. Porém, muitas dúvidas começaram a surgir e muita
confusão vem sendo feita. Mas, afinal, o que é Bruxaria?
Bruxaria é uma Religião positiva, que busca o equilíbrio dos opostos e a harmonia entre o Homem e
a Natureza. Para grande surpresa da maioria, não adoramos o diabo - alias, nem se quer acreditamos
nele. O bruxo crê em duas Deidades principais: A Grande Mãe, criadora de todas as coisas,
princípio feminino de poder, representada pela Lua; e o Deus Cornífero, o grande Pai, semeador da
Vida e senhor da Morte, representado pelo Sol, o princípio masculino. Este Deus, foi difamado pela
Igreja Católica, que deu a sua aparência um significado maligno - Os Chifres do Deus não
representam o Mal. Por outro lado, representam o Natural e o animal. Na Natureza, os chifres são
como "coroas": Os animais fortes e viris são dotado com grandes e belos chifres.
Nossos Deuses são carnais, sexuais, puros e sábios. Eles não negam a sexualidade; ao contrário, a
glorificam como Sagrada - pois é graças a ela que tudo de concebe, que tudo se cria. O Sexo na
Bruxaria é sinal é força e magia, não de pecado e sujeira.
Estes Deuses não vivem num Céu distante, ditando regras inflexíveis a serem cumpridas por nós,
"seres inferiores". Eles estão aqui entre nós, junto a nós e (principalmente) dentro de nós. Precisam
de nós para manter o Equilíbrio Natural; não somos subordinados a eles, somos realmente seus
filhos.
Os Rituais
O bruxo tem algumas obrigações, entre elas, comemorar as estações do ano, e os ciclos da Lua. As
comemorações dos ciclos lunares, são chamadas Esbats, e as celebrações do movimento da terra em
volta do Sol - as estações - são chamados sabbaths. Os esbats são festejados a cada primeira noite
de Lua cheia e os Sabbaths são comemorados seguindo a Roda do Ano, que é marcada por oito
datas:
Yule ou Solstício de Inverno - Representa o nascimento do Deus. É a noite mais escura do ano, e
marca o apogeu da escuridão na Terra. Por outro lado, é o primeiro dia de sua decadência, pois a
Criança Sagrada, o Menino Sol nasce trazendo a Luz ao Planeta. Assim, também marca o retorno da
força solar. Em Yule é tempo de celebrar o início de todas as coisas e devemos meditar sobre novos
projetos, novos amores, nova vida. É celebrado a 21 de junho no Sul e 21 de Dezembro no Norte.
É desta data antiga que se originou o Natal Cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, que é
reverenciado como Criança Prometida. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças,
pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos
das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com
sua pureza e alegria. Coloque flores e frutos da época do altar. Se quiser, pode fazer uma árvore
enfeitada, pois está é a antiga tradição "pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham
nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da
Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Da mesma forma, apesar
de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria luz interior.
Imbolc ou Candlemas - Imbolc vem para confirmar Yule. A Deusa retorna ao seu povo em Imbolc,
novamente virgem, trazendo com ela novas esperanças, nova promessa de vida. O Deus agora já
não é mais uma criança, e agora se apresenta como um belo jovem, que com o passar dos dias se
fortifica. Em Imbolc devemos nos livrar de tudo o que é velho e desgastado para darmos lugar ao
novo. É comemorado a 1 de agosto no Sul e 02 de Fevereiro no Norte.
Este Sabá é dedicado à Deusa Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da
Metalurgia, das Artes marciais e do Fogo. Nesta noite, as Bruxas colocam velas cor de laranja ao
redor do círculo, e uma vela acesa dentro do Caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer
tochas e girar ao redor do círculo com elas. A Bruxa mais jovem da Assembléia pode representar
Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a
fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a Inspiração sendo trazida para o círculo pela
Deusa.
Os membros do Coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos,
agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim
do ritual. O Deus está crescendo e se tornando mais forte, para trazer a Luz de volta ao mundo. É
hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família do Coven. Devemos
mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da Saúde, da coragem,
da ousadia e da juventude. O altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou
vermelhas. A consagração deve ser feita pelos membros mais jovens do Coven.
Ostara ou Equinócio de Primavera - Em Ostara, comemoramos o primeiro dia de Primavera. Na
natureza tudo desabrocha: a Deusa cobre a terra com um manto de fertilidade e, juntamente ao
Deus, estimula todos os seres vivos a reprodução. O Deus, agora mais maduro está cada vez mais
forte. É tempo de enfeitar o altar com flores e frutos da época. É comemorada a 21 de setembro no
Sul ou 21 de Março no Norte.
Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho.
Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven usam grinaldas, e o Altar
deve ser enfeitado com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no Altar.
Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados,
ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso, não utilize tintas tóxicas,
pois podem provocar problemas se ingeridas. Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com
cascas de cebola na água, o que dará uma bela cor dourada. Antes de comê-los, os membros do
Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser
decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a sua criatividade. Os pedidos devem ser
voltados à "fertilidade" em todas as áreas.
Beltane - É o período de em que o Deus torna-se sexualmente maduro. Agora, ele é um Homem
que apaixona-se pela Deusa, que juntos fazem Amor pelos campos - A Sagrada União, que tudo
fecunda. O Caldeirão deverá estar cheio d'água em Beltane, com flores boiando dentro. Também
deve-se erguer um pau, tronco ou bambu e amarrar em sua extremidade mais alta fitas de várias
cores. Cada um deve pegar uma ponta da fita, e todos devem girar enrolando-a. O bambu representa
o fallus do Deus - seu órgão genital. Beltane é comemorado a 31 de Outubro no Sul ou 01 de Maio
no Norte.
Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua
fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada
"Rainha de Maio". Em Beltane se comemora esse Amor que deu origem a todas as coisas do
Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na Primavera. Em Beltane se
acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e
energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre
as fogueiras com a mesma finalidade. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas.
Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. Deve-se ter o
maior cuidado para evitar acidentes.
Uma das mais belas tradições de Beltane é o Maypole, ou Mastro de Fitas. Trata-se de um mastro
enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida
ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu
próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos Deuses. É costume em Wicca jamais se casar em
Maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.
Litha ou Solstício de Verão - É comemorado a 21 de dezembro no Sul ou 21 de Junho no Norte.
Agora, toda a Terra encontra-se banhada pela Fertilidade da Deusa e do Deus. Este, está no auge de
sua força, fazendo com que os dias sejam maiores do que as noites. Devemos nos lembrar porém,
que se aproxima o momento dele começar a definhar. Em seu altar, coloque ervas solares e
Girassóis, para representar a potência do Deus. Em Beltane, louvamos a Deusa em seu aspecto de
Gaia, a Mãe Terra, e o Deus em seu aspecto de Deus Sol.
Nesse dia o Sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo
de seu poder. Este é o único Sabá em que às vezes se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é
muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e Saúde. Mas não devemos nos esquecer que,
embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o
último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão.
Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do
Poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o
declínio e a Morte. Nesse dia, costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas.
Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (como a Camomila) juntamente com os pedidos no
Caldeirão.
Lammas ou Lughnasadh - Celebrado a 2 de fevereiro no Sul ou 01 de Agosto no Norte. É o
período da colheita, quando a Natureza mostra seus frutos. O Deus gradativamente enfraquece, e a
Deusa observa a queda de seu amante, sabendo que, dentro dela, ele vive como semente. Aos
poucos as noites começam a ficar mais longas, devido ao enfraquecimento do Sol. No altar,
devemos depositar ramos de trigo e espigas de milho. Na noite de Lammas, deve ser servido pães e
bolos. É tempo de colher o resultado de nossas ações e de agradecer por dádivas alcançadas.
Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano.
Lugh é o Deus Sol. Na Mitologia Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que
exigiam sacrifícios humanos do povo. A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de
milho ou ramos de trigo representando os Deuses, que nesse festival são chamados Senhor e
Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas
boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução.
O outro nome do Sabá é Lammas, que significa "A Massa de Lugh". Isso se deve ao costume de se
colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do Coven
devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro
do círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do
Caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e
grãos de cereais. O boneco representando o Deus do milho também é queimado, para nos lembrar
de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova
vida. O Altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
Mabon ou Equinócio de Outono - Acontece a 21 de março no Sul ou 21 de Setembro no Norte. A
colheita iniciada em Lammas agora atinge seu ponto máximo. Os dias e as noites são de igual
duração, e o Deus prepara-se para partir à Terra da Juventude Eterna, onde irá descansar e recobrar
suas forças. Esse fenecimento pode ser visto também na Natureza, que prepara-se para a chegada do
Inverno. Nesse período, o altar deve conter folhas de plantas da estação, e alguns frutos. O Deus
agora é louvado em seu aspecto de semente e a Grande Mãe em seu aspecto de Provedora.
No Panteão Celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite
devemos pedir harmonia no Amor e proteção para as pessoas que amamos. Está é a segunda
colheita do ano. O Altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão
deve ser forrado com folhas secas. O deus está agonizando e logo morrerá. Este é o Festival em que
devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e
conforto. Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas,
queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
Samhain, Dia das Bruxas ou Halloween - Comemorado a 1 de maio no Sul ou 31 de Outubro no
Norte, marca a ida do Deus ao Reino dos Mortos. É o ponto auge da Roda do Ano e é considerado
o Ano Novo pagão. Nessa data a barreira entre os mundos está mais fraca, facilitando assim, o
contato com entes queridos que já se foram. Métodos Divinatórios devem ser praticados nessa noite
e o altar deve conter folhas de cipreste, abóboras, velas negras e laranjas. Em Samhain é tempo de
reflexão: de olharmos para nossos atos e compreendermos o significado de nossas experiências.
Apesar de ser a noite da partida do Deus, não deve ser encarado com tristeza - Ele ainda vive dentro
da Deusa como seu filho: É a esperança, a promessa de luz, que se concretizará em Yule.
Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o
início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais
tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem
rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do
Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de Amor e
harmonia. A noite do Samhain é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo
período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. A cor do sabá é o
negro, sendo o Altar adornado com maçã, o símbolo da Vida Eterna. O vinho é substituído pela
sidra ou pelo suco de maçã. Deve-se fazer muita brincadeira com dança e música. Os nomes das
pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza.
No Altar e nos Quadrantes não devem faltar as tradicionais Máscaras de Abóbora com velas dentro.
Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os
duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "Sem Luz", pois, nessa noite,
o Deus morreu e mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do
seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse Amor, a semente da luz espera
no Útero da Mãe, para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa.
A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que
perdemos nessa vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada infinita
de evolução.
Há muita divergência quanto à pronúncia da palavra, mas acredito que seja Sal-Uin (Sow-ween).
Essa é a noite em que a barreira entre nosso mundo e o mundo dos espíritos fica mais fina. É
quando o Deus Cornudo se sacrifica para se tornar a semente de seu próprio renascimento em Yule.
É quando os pastores recolhem o gado e o povo esconde-se em casa, fugindo da época mais escura
do inverno. A data marca o fim (e o início) do calendário Celta. É celebrada pelos Cristãos como o
Dia das Bruxas, o famoso Halloween (All hails eve). A noite de Samhain ou Halloween se encontra
no meio exato entre o Ano que se vai e o que vem pela frente, e é, portanto, uma data atemporal.
Um antigo costume de Samhain na Bélgica era o preparo de “Bolos para os Mortos” especiais
(bolos ou bolinhos brancos e pequenos). Comia-se um bolo para cada espírito de acordo com a
crença de que quanto mais bolos alguém comesse, mais os mortos o abençoariam.
Outro costume de Samhain era acender um fogo no forno de casa, que deveria queimar
continuamente, até o primeiro dia da Primavera seguinte. Eram também acesas, ao pôr-do-sol,
grandes fogueiras no cume dos morros em honra aos antigos deuses e deusas, e para guiar as almas
dos mortos aos seus parentes.
As Artes Divinatórias, como observação da bola de cristal e o jogo de runas, na noite mágica de
Samhain, são tradições Wiccans, assim como ficar diante de um espelho e fazer um pedido secreto
Comemorando o Samhain
Deposite sobre o altar maçãs, romãs, abóboras e outros frutos do fim do outono. Flores outonais
como Madressilva e crisântemos também são indicados. Escreva num pedaço de papel um aspecto
de sua vida do qual deseja livrar-se, um sentimento negativo ou um hábito ruim, doenças. O
caldeirão deve estar presente no altar. Um pequeno prato com o símbolo da roda de oito aros
também deve estar presente. Antes do ritual sente-se em silêncio e pense nos amigos e nas pessoas
amadas que não mais estão entre nós. Não se desespere. Saiba que partiram para coisas melhores.
Tenha firme em mente que o plano físico não é a realidade absoluta, e que a alma jamais morre.
Prepare o altar, acenda as velas e o incenso, crie o círculo. invoque a Deusa e o Deus. Erga uma das
romãs e com sua recém lavada faca de cabo branco, perfure a casca da fruta. Remova diversas
sementes e coloque-as no prato com o desenho da roda. erga seu bastão, volte-se para o altar e diga;
o Nesta noite de Samhain assinalo sua passagem,
o Ó rei Sol através do poente ruma à Terra da Juventude.
o Assinalo também a passagem de todos os que já partiram,
o E dos que irão posteriormente. Ó Graciosa Deusa,
o Eterna Mãe, que dá à Luz os caído,
o Ensina-me a saber que nos momentos de maior escuridão
o Surge a mais intensa luz.
Prove as sementes de romã; parta-as com seus dentes e saboreie seu gosto agridoce. Olhe para o
símbolo de oito aros no prato; a roda do ano o ciclo das estações o fim e o início de toda a criação.
A venda um fogo dentro do caldeirão, uma vela serve. Sente-se diante dele, segurando o papel,
observando suas chamas. Diga:
o Ó Sabia Lua,
o Deusa da noite estrelada,
o Criei este fogo dentro de seu caldeirão
o Para transformar o que me vem atormentando.
o Que as energias se revertam:
o Das trevas ,luz!
o Do mal, o bem!
o Da morte, o nascimento!
Ateie fogo ao papel com as chamas do caldeirão e jogue-o em seu interior. Enquanto queima, saiba
que o mal diminui, reduzindo-se e finalmente o abandonando ao ser consumido pelos fogos
universais. Se quiser pode utilizar métodos para adivinhar o futuro e ver o passado. Tente regressar
a vidas passada se quiser. Mas deixe os mortos em paz. Honre-os com suas memórias mas não os
chame até você. Libere quaisquer dores e sentimentos de perda que possa sentir nas chamas do
caldeirão. Trabalhos de magia, se necessários podem-se seguir. Celebre o banquete Simples. O
círculo está desfeito.
Alimentos tradicionais
Maças, romãs,torta de abóbora, avelãs, Bolos para os Mortos, beterrabas, nabos, milho, castanhas,
gengibre, sonhos e bolos de amoras silvestres, cerveja, sidra e chás de ervas.
Incensos
Maça, menta, noz-moscada e sálvia.
Cores das velas
preta e laranja
Pedras preciosas
Todas as pedras negras, especialmente azeviche, obsidiana e ônix.
Anéis dos Desejos de Halloween
Vários dias antes do Halloween, faça três anéis de palha ou feno trançado. Pendure-os nos arbustos
fora de sua janela e faça um desejo a cada anel enquanto o pendura. Após isso, não torne a olhar
para os anéis até a noite de Halloween, ou seus desejos não serão realizados.
História do Dia das Bruxas
O Dia das Bruxas é anualmente celebrado. Mas como e quando este costume peculiar se originou ?
É, como alguma reivindicação, um tipo de adoração de demônio? Ou é isto só um vestígio inocente
de alguma cerimônia pagã antiga? A palavra propriamente, "Dia das Bruxas," tem realmente suas
origens na Igreja católica. Vem de uma corrupção contraída do dia 1 de novembro, "Todo o Dia de
Buracos" (ou "Todo o Dia de Santos"), é um dia católico de observância em honra de santos. Mas,
no século 5 DC, na Irlanda Céltica, o verão oficialmente se concluía em 31 de outubro. O feriado
era Samhain chamado (semeie-en), o Ano novo Céltico.
Uma história diz isto: Naquele dia, todos aquele que houvesse morrido ao longo do ano anterior
voltaria à procura de corpos vivos para possuí-los para o próximo ano. Acreditava-se ser seu para a
vida após a morte, (Panati). Os celtas acreditaram em todas as leis de espaço e tempo, o que
permitia que o mundo dos espíritos se misturassem com o dos vivos, (Gahagan).
Naturalmente, o ainda vivos não queriam ser possuídos. Então na noite de 31 de outubro, os aldeões
extinguiriam os fogos em suas casa. Eles iriam se vestir com fantasias e ruidosamente desfilavam
em torno do bairro, sendo tão destrutivos quanto possível, a fim de assustar os que procuravam
corpos para possuir, (Panati). Provavelmente, uma explicação melhor de por que os celtas
extinguiram o fogo, era para não desencorajar possessão de espírito, mas de forma que todas as
tribos Célticas pudessem reacender seus fogos de uma fonte comum, o Druidic era mantido em
chamas no Meio da Irlanda, em Usinach, (Gahagan).
Os Romanos adotaram as práticas Célticas como suas próprias. Mas no primeiro século DC, eles
abandonaram qualquer prática de sacrifício de humanos a favor de efígies em chamas.
Como convicção em possuir o espírito, a prática de vestir-se bem como fantasmas, e bruxas
empreendia um papel mais cerimonial. O costume de Dia das Bruxas foi trazido para a América na
1840, por imigrantes irlandeses fugindo da escassez de comida do seu país. O costume de doce ou
travessura não foi originado pelos celtas irlandeses, mas com um novo costume do século europeu
chamado Souling. Em 2 de novembro, Dia de Todas as Almas, primeiros cristãos caminhavam de
aldeia em aldeia pedindo "bolos de alma," pedaços quadrados compreendidos de pão com
groselhas. Quanto mais bolos de alma os mendigos recebessem, quanto mais orações, eles
prometiam dizer rezas em nome dos parentes mortos dos doadores. No momento, acreditava-se que
o morto permanecia no limbo por um tempo depois de morte, e aquela oração, até por estranhos,
dava passagem de uma alma para céu.
Os da vela na abóbora provavelmente vem de folclore irlandês. Como o conto é informado, um
homem chamado Jack, que era notório como um bêbedo e malandro, enganara Satã ao subir uma
árvore. Jack então esculpiu uma imagem de uma cruz no tronco da árvore, prendendo o diabo para
cima a árvore. Jack fez um acordo com o diabo, se ele nunca mais o tentasse novamente, ele o
deixaria árvore abaixo. De acordo com o conto de povo, depois de Jack morrer, ele a entrada dele
foi negada no Céu, por causa de seus modos de malvado, mas ele teve acesso também negado ao
Inferno, porque ele enganou o diabo. Ao invés, o diabo deu a ele uma brasa única para iluminar sua
passagem para a escuridão frígida. A brasa era colocada dentro de um nabo para manter por mais
tempo.
Os nabos na Irlanda eram usados como seu "lanternas do Jack" originalmente. Mas quando os
imigrantes vieram para a América, eles acharam que as abóboras eram muito mais abundantes que
nabos. Então os jack-e-Lanterna na América era em uma abóbora, iluminada com uma brasa.
Então, o Dia das Bruxas foi adotado como favorito "feriado" . Cresceu fora das cerimônias de celtas
celebrando um ano novo, e fora de cerimônias de oração Medievais de Européias.
Um Conto de Samhain
Lyla sentou-se no chão e olhou para o céu claro, limpo e estrelado. O reflexo da Lua cheia na água
fez Lyla pensar numa pérola. Redonda e branca... mas logo as crianças chegaram, e sentaram ao seu
redor, interrompendo seus pensamentos. Sorrindo, Lyla olhou para cada uma deles.
- 'Comecemos? Vou contar para vocês a estória de como o Cornudo se sacrifica todos os anos para
garantir força à Grande Mãe, para que esta possa vencer o frio do Inverno. Estão prontos?' As
crianças acalmaram-se para ouvir Lyla.
- 'Não foi a muito tempo que aconteceu. O Sol sumia no Oeste, e as aves noturnas já deixavam seus
ninhos, umas ameaçando cantar. Debaixo das árvores, correndo para suas tocas, os pequenos
animais apressavam-se, fugindo do frio cortante que se faria presente em pouco tempo. Aquela era a
época do Cornudo, e só as criaturas mais fortes sobreviveriam a inverno tão rigoroso. O Sol baixou,
baixou, até que só se via uma fina linha de separação entre céu e Terra no horizonte, e tudo ficou
avermelhado, com um ar mais mágico. E então, a luz se foi. A Lua estava crescente no céu, e um
vento gelado começou a correr por entre os troncos seculares das árvores. Ouve-se, agora, o som de
uma flauta...som tão límpido e cristalino, que a superfície do lago, antes parada, tremulou ao som da
melodia alegre.
Todos os animais da floresta pararam para ouvir o som da flauta, e mesmo as aves noturnas
cessaram seu canto orgulhoso. E por entre as árvores, a flauta se fez ouvida em toda a floresta. E
mais nada, além do som doce da flauta.
Atravessando o lago, um pouco depois do Grande Carvalho, estava a fonte de tal encantamento.
Sentado numa pedra coberta de limo, balançando ao som da flauta de bambu, um ser robusto, com
tronco e cabeça de homem, pernas cobertas de pêlo, cascos de cavalo e grandes chifres pontiagudos.
Observava a donzela que dançava ao som de sua música, logo à sua frente. Tinha longos cabelos
claros, lisos, que escorriam até a altura da cintura. Os fios sedosos acompanhavam os movimentos
da dança, pés habilidosos moviam-se descalços sobre a grama. A Deusa nunca havia estado tão bela
quanto naquela noite.
Os dois brincavam nus, na noite fria da floresta, e alguns animais se juntavam ao redor da clareira.
Cansada, a Donzela sentou-se, e olhando para o Cornudo, esperou que a música acabasse. Quando o
Deus afastou a flauta de seus lábios, as figuras dos animais e da Donzela desapareceram ... meras
lembranças. A Deusa agora recolhia-se grávida no Mundo Subterrâneo, guardada por seus
familiares, pronta para dar à luz dentro de tão pouco tempo.
Era necessário que o Sol Novo nascesse. O Cornudo levantou-se com tristeza e caminhou até o
lago, para observar seu reflexo. Já estava velho e fraco, mas ainda continha grande energia ...
energia necessária para que a Deusa agüentasse o parto que se seguiria em menos de dois meses. Já
não podia continuar a viver ... a Terra precisava de seu sangue, e o Sol Novo de sua energia.
Um grito ecoou em sua mente: a Deusa sofria. Aquele era o momento certo. O Cornudo olhou para
os céus, e olhando para a mata, despediu-se de sua casa. Tambores rufaram quando Ele ergueu suas
mãos e pronunciou as palavras secretas. Houve uma explosão, e Ele desapareceu.
Aqui, numa clareira nas montanhas, já distante da floresta, ouviam-se os tambores de guerra. Uma
música rápida e repetitiva tornava o ar agressivo. Também com uma explosão, o cornudo surge no
centro do círculo, um olhar decidido em seu rosto.
O Velho Cornudo tinha agora em suas mãos uma adaga ritual, e quando Ele a levantou apontada
para seu peito os tambores cessaram. Cernunnos fechou os olhos, e o momento se fez silencioso ...
aqueles segundos duraram milênios ... O Cornudo levou a adaga a seu peito, e os tambores voltaram
a tocar.
Quando a lâmina fria rasgou a carne do Deus, não houve um grito, sequer um sussurro de dor ...
apenas o som do sangue derramando-se sobre a terra. O Cornudo ajoelhou-se, com calma em seu
olhar. Com as próprias mãos, abriu a ferida para que os espíritos recolhessem o sangue.
Quando o círculo tornou-se silencioso novamente, e todos os espíritos partiram, o Deus deitou e
virou-se para as estrelas, e esperou que a paz voltasse a reinar sobre a floresta. Ainda sentia o
sangue escorrendo para fora de seu corpo, e regando o círculo sagrado em que repousaria para
sempre.
E do solo, ou talvez de lugares além das estrelas mais distantes, elevou-se um cântico, murmurado e
pausado ... talvez fossem as pequenas criaturas do subsolo, ou ainda as estrelas, despedindo-se de
seu Deus.
"Hoof and Horn, Hoof and Horn
All that Dies Shall be Reborn.
Corn and Grain, Corn and Grain
All that Falls Shall Rise Again."
O Cornudo morreu sorrindo, sabendo ser a semente de seu próprio renascimento. E Ele pode sentir
sua energia retornando ao útero da Grande Mãe, que agora deixava de sofrer... Os espíritos, então,
romperam a barreira entre os dois mundos, e caminharam por sobre a Terra, espalhando o sangue e
a força do Deus, para que pudéssemos sobreviver através dos tempos difíceis que se aproximavam.'
Lyla limpou uma lágrima que escorria de seu rosto. As crianças ainda ouviam atentas.
'É por isso que os espíritos vêm ao nosso mundo nessa noite tão escura ... Eles trazem consigo um
pouco do sangue do Deus Cornudo, que só renascerá no Solstício de Inverno. Trazem conselhos,
proteção e promessas de que nos irão guiar durante todo o período escuro do ano. Devemos,
portanto, saudar os espíritos, porque, sem eles, a semente do renascimento não seria espalhada.
Agora vão para a Casa Grande, vamos começar o ritual.'
Lyla deixou que as crianças corressem na frente em direção à Casa Grande. Parou no meio do
caminho, e deixou que seus ouvidos escutassem os sons do além. E de algum lugar chegou aos
ouvidos de Lyla um cântico... 'Hoof and Horn, Hoof and Horn...'
E Lyla caminhou para a Casa Grande.
Alguns bruxos ainda insistem em comemorar a Roda do Ano pelo hemisfério Norte. Isso porém
torna-se totalmente sem sentido, já que a Roda marca os ciclos da Natureza. Porém a escolha
depende somente de você.
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domingo, 21 de junho de 2009
quinta-feira, 18 de junho de 2009
A Moderna feitiçaria
TRECHO:
Os paroquianos da respeitável igreja da rua Arlington, em Boston, viram e
ouviram muita coisa ao longo dos anos. Afinal, é em seu altar que o
evangelho unitário de um deus único, e não tríplice, tem sido
transmitido de geração em geração. Foi ali também, numa crise agora
remota, que o abolicionista William Ellery Channing protestou
contra os malefícios da escravatura. E, um século depois , seria nessa
mesma igreja que vários manifestantes externariam seu protesto contra a
intervenção americana no Vietnã.
Contudo, é possível pensar que nem mesmo paroquianos com tanta tradição e audácia
teriam sido capazes de prever a incrível cena que ocorreu nessa igreja numa sexta-feira de
abril, no ano de 1976. Naquela noite, quando as luzes da igreja diminuíram e o som cristalino
de uma flauta se espalhou por entre mais de mil mulheres ali reunidas, quatro feiticeiras,
cada uma delas empunhando uma vela, colocaram-se ao redor do altar. Com elas encontravase
uma alta sacerdotisa da magia, Morgan McFarland, filha de um ministro protestante.
Numa voz clara e firme, McFarland proferiu um longo encantamento cujos místicos ecos
pareciam realmente muito distintos da doutrina que os paroquianos unitaristas estavam
habituados a ouvir: "No momento infinito antes do início do Tempo, a Deusa se levantou em
meio ao caos e deu a luz a Si Mesma (...) antes de qualquer nascimento (...) antes de seu
próprio nascer. E quando separou os Céus das Águas e neles dançou, a Deusa, em Seu êxtase,
criou tudo que há. Seus movimentos geraram o vento, o elemento Ar nasceu e respirou."
Enquanto a alta sacerdotisa prosseguia em seu cântico, descrevendo sua própria versão
da criação do mundo, suas companheiras de altar começaram a acender as velas, uma após a
outra — a primeira para o leste, depois para o sul, o oeste e, por fim, para o norte. As
palavras de MacFarland repercutiam, ressoando diante de todos como se fossem ditas pela
voz de uma antiga pitonisa, uma voz que invocava a grande divindade feminina que, segundo
afirmavam as sacerdotisas, havia criado os céus e a terra. No ápice de seu canto, MacFarland
rememorava o dia em que a deusa criara a primeira mulher e lhe ensinara os nomes que
deveriam ser eternamente pronunciados em forma de oração: "Sou Ártemis, a Donzela dos
Animais, a Virgem dos Caçadores. Sou ísis, a Grande Mãe. Sou Ngame, a Deusa ancestral
que sopra a mortalha. E se
rei chamada por milhares de nomes. Invoquem a mim, minhas filhas, e saibam que
sou Nêmesis."
Tudo isso ocorreu durante uma convenção de três dias, cujo tema era a espiritualidade
feminina. Apesar de recorrer a elementos familiares tais como velas, túnicas e música, essa foi
a prece menos ortodoxa que já ecoara pelas paredes de arenito da igreja da rua Arlington. A
cerimônia deve ter sido contagian-te, pois no final a nave da igreja estava repleta de pessoas
dançando e quase mil vozes preenchiam aquele local majestoso e antigo unidas em uma só
cantilena que dizia: "A Deusa vive, há magia no ar. A Deusa vive, há magia no ar."
Os paroquianos da respeitável igreja da rua Arlington, em Boston, viram e
ouviram muita coisa ao longo dos anos. Afinal, é em seu altar que o
evangelho unitário de um deus único, e não tríplice, tem sido
transmitido de geração em geração. Foi ali também, numa crise agora
remota, que o abolicionista William Ellery Channing protestou
contra os malefícios da escravatura. E, um século depois , seria nessa
mesma igreja que vários manifestantes externariam seu protesto contra a
intervenção americana no Vietnã.
Contudo, é possível pensar que nem mesmo paroquianos com tanta tradição e audácia
teriam sido capazes de prever a incrível cena que ocorreu nessa igreja numa sexta-feira de
abril, no ano de 1976. Naquela noite, quando as luzes da igreja diminuíram e o som cristalino
de uma flauta se espalhou por entre mais de mil mulheres ali reunidas, quatro feiticeiras,
cada uma delas empunhando uma vela, colocaram-se ao redor do altar. Com elas encontravase
uma alta sacerdotisa da magia, Morgan McFarland, filha de um ministro protestante.
Numa voz clara e firme, McFarland proferiu um longo encantamento cujos místicos ecos
pareciam realmente muito distintos da doutrina que os paroquianos unitaristas estavam
habituados a ouvir: "No momento infinito antes do início do Tempo, a Deusa se levantou em
meio ao caos e deu a luz a Si Mesma (...) antes de qualquer nascimento (...) antes de seu
próprio nascer. E quando separou os Céus das Águas e neles dançou, a Deusa, em Seu êxtase,
criou tudo que há. Seus movimentos geraram o vento, o elemento Ar nasceu e respirou."
Enquanto a alta sacerdotisa prosseguia em seu cântico, descrevendo sua própria versão
da criação do mundo, suas companheiras de altar começaram a acender as velas, uma após a
outra — a primeira para o leste, depois para o sul, o oeste e, por fim, para o norte. As
palavras de MacFarland repercutiam, ressoando diante de todos como se fossem ditas pela
voz de uma antiga pitonisa, uma voz que invocava a grande divindade feminina que, segundo
afirmavam as sacerdotisas, havia criado os céus e a terra. No ápice de seu canto, MacFarland
rememorava o dia em que a deusa criara a primeira mulher e lhe ensinara os nomes que
deveriam ser eternamente pronunciados em forma de oração: "Sou Ártemis, a Donzela dos
Animais, a Virgem dos Caçadores. Sou ísis, a Grande Mãe. Sou Ngame, a Deusa ancestral
que sopra a mortalha. E se
rei chamada por milhares de nomes. Invoquem a mim, minhas filhas, e saibam que
sou Nêmesis."
Tudo isso ocorreu durante uma convenção de três dias, cujo tema era a espiritualidade
feminina. Apesar de recorrer a elementos familiares tais como velas, túnicas e música, essa foi
a prece menos ortodoxa que já ecoara pelas paredes de arenito da igreja da rua Arlington. A
cerimônia deve ter sido contagian-te, pois no final a nave da igreja estava repleta de pessoas
dançando e quase mil vozes preenchiam aquele local majestoso e antigo unidas em uma só
cantilena que dizia: "A Deusa vive, há magia no ar. A Deusa vive, há magia no ar."
domingo, 26 de abril de 2009
Origens Da Bruxaria Wicca
TRECHO:
Falar em origem da bruxaria é o mesmo que retornar aos primórdios da Humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da vida e da natureza. segundo os estudiosos da Pré-História, a primeira demonstração de arte devocional foram as MADONAS NEGRAS, encontradas em cavernas do período Neolítico. Portanto, as Deusas da Fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos. Da mesma forma que nossos antepassados se maravilharam ao ver a mulher dando a Luz a uma criança, todo o Universo deveria ter sido criado por uma GRANDE MÃE. Entre os povos que dependiam da caça, surgiu o culto ao Deus dos Animais e da Fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero. Os chifres sempre representaram a fertilidade, coragem e todos os atributos positivos da energia masculina, representando também a ligação com as energias cósmicas. Hoje a figura do Deus Cornífero é bastante problemática, pois, com o advento do Cristianismo, ele foi usado para personificar a figura do Diabo, entidade criada pelas religiões judaico-cristãs. Ele não é reconhecido e muito menos cultuado pelas Bruxas. O Diabo é venerado apenas pelo Satanismo, que é um culto Anti-Cristão. Como a nossa religião já existia muitos milhares de anos antes do Cristianismo, não temos nada a ver com o Diabo e os Satanistas.
Existem vários ramos da Bruxaria, em diversas partes do mundo, mas aqui, estamos nos ocupando da Wicca. Ela surgiu no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localiza a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânia na França. Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. Com a rápida expansão desse povo, ela foi levada para regiões onde se encontram Portugal, Espanha e Turquia. Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é importante lembrar que a bruxaria é anterior a eles! Mas como esse povo foi o mantenedor da tradição, é importante que conheçamos, pelo menos, o rudimento de seu pensamento e cultura. O Panteão Celta, ou seja, o conjunto de Deuses e Deusas dessa cultura é hoje o mais utilizado nos rituais da Wicca, embora possamos trabalhar com qualquer Panteão, desde que conheçamos o simbolismo correto, e não misturemos os Panteões num mesmo ritual.
A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tenham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominadas pelos Druidas, que representavam uma introdução ao patriarcalismo.
Falar em origem da bruxaria é o mesmo que retornar aos primórdios da Humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da vida e da natureza. segundo os estudiosos da Pré-História, a primeira demonstração de arte devocional foram as MADONAS NEGRAS, encontradas em cavernas do período Neolítico. Portanto, as Deusas da Fertilidade foram os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos. Da mesma forma que nossos antepassados se maravilharam ao ver a mulher dando a Luz a uma criança, todo o Universo deveria ter sido criado por uma GRANDE MÃE. Entre os povos que dependiam da caça, surgiu o culto ao Deus dos Animais e da Fertilidade, também conhecido como Deus de Chifres ou Cornífero. Os chifres sempre representaram a fertilidade, coragem e todos os atributos positivos da energia masculina, representando também a ligação com as energias cósmicas. Hoje a figura do Deus Cornífero é bastante problemática, pois, com o advento do Cristianismo, ele foi usado para personificar a figura do Diabo, entidade criada pelas religiões judaico-cristãs. Ele não é reconhecido e muito menos cultuado pelas Bruxas. O Diabo é venerado apenas pelo Satanismo, que é um culto Anti-Cristão. Como a nossa religião já existia muitos milhares de anos antes do Cristianismo, não temos nada a ver com o Diabo e os Satanistas.
Existem vários ramos da Bruxaria, em diversas partes do mundo, mas aqui, estamos nos ocupando da Wicca. Ela surgiu no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localiza a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânia na França. Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. Com a rápida expansão desse povo, ela foi levada para regiões onde se encontram Portugal, Espanha e Turquia. Embora a Wicca tenha se firmado entre os Celtas, é importante lembrar que a bruxaria é anterior a eles! Mas como esse povo foi o mantenedor da tradição, é importante que conheçamos, pelo menos, o rudimento de seu pensamento e cultura. O Panteão Celta, ou seja, o conjunto de Deuses e Deusas dessa cultura é hoje o mais utilizado nos rituais da Wicca, embora possamos trabalhar com qualquer Panteão, desde que conheçamos o simbolismo correto, e não misturemos os Panteões num mesmo ritual.
A sociedade Celta era Matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tenham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominadas pelos Druidas, que representavam uma introdução ao patriarcalismo.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Wicca - A Religião da Deusa
TRECHO:
O que é Wicca?
Para entendermos o que é Wicca, é necessário falarmos um pouco da Deusa, e de suas várias faces. Nessa página, você encontrará uma breve história dela, alguns fundamentos e feitiços da Wicca. Divirta-se!
A DEUSA
O período neolítico não conhecia deuses - vigorava o matriarcado, com a Deusa-Mãe. O conceito de paterno inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam a mesma esfera. Com a instituição do patriarcado, o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino. Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria. Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais visualizavam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre delas que saímos? De acordo com o mito universal da Criação, tudo teria saído dela. Entre os egípcios, era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu. Entretanto, ela não era apenas fonte de vida, como também senhora da morte. O culto a Grande- Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião. Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica. Também não há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino. Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C. Na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio. Platão conta que nesta sociedade, a última matrifocal de que se tem notícia, toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia. Segundo historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas. Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice foi derrubado pelo poder da Espada. Outro fator decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra". Os homens tinham que dominar a natureza, para obrigá-la a produzir o que queriam. Com a descoberta de que o sêmen do homem é que fecunda a mulher (acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egito, Grécia e Ásia, atingindo o seu ápice na Índia. Com o advento do monoteísmo, e patriarcado - e a conseqüente dominação da mulher -o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo. "O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não-crente."
Jeová, Deus dos Hebreus, em cujos mandamentos assentam-se as raízes da nossa civilização judaico-cristã - é o melhor exemplo do Deus patriarcal. Ele é um Deus patriarcal. Ele é um Deus guerreiro, que esmaga os inimigos do seu povo eleito com toda a sua força poderosa, esperando em troca fidelidade e obediência aos seus mandamentos. Ele trabalha com o medo. O mito de Lilith mostra bem essa passagem do matriarcado para o patriarcado. Recusando-se a submeter-se à Adão, tentava igualdade com ele. "Por que devo deitar-me sob ti?" -ela questiona, e é punida por Jeová, que envia um anjo para expulsá-la do Paraíso. Blasfemando e criando asas, numa demonstração de liberdade, Lilith abandona o Paraíso e voa para o Mar Vermelho, onde dá início a uma dinastia de demônios. Mas Adão fica, e sente-se só. Jeová então cria Eva, a mulher, condenada eternamente à inferioridade. Como enunciava Santo Agostinho, a mulher não era a imagem de Deus - apenas o homem era. Ela era, no máximo, a imagem de uma costela. Embora a personagem do Deus cristão seja bem mais suave do que seu antecessor - o Deus de Jesus é piedoso e compreensivo, enquanto Jeová distribui medo e castigos, na opinião de muitos a totalidade feminina encontra-se cindida na mitologia cristã: maternidade e sexualidade. A Virgem e Maria Madalena. Nos Evangelhos Apócrifos, Madalena é tida como líder ativa no discipulado de Cristo. O Evangelho de Felipe realça a união do homem e da mulher como símbolo de cura e paz, e estende-se ao relacionamento de Cristo e Madalena, a companheira do Salvador. Contrapondo-se à figura de Madalena, a Virgem está associada apenas ao lado maternal do feminino, estático e protetor.
Sempre retratada através da Virgem, de Madalena, Hera, Ísis, Deméter, Atena, Diana, a Lua,a Natureza, Hécate, Afrodite, Lilith e tantas outras, a figura da Deusa vem ressurgindo, cada vez mais e com mais força. Falemos sobre Wicca.
O que é Wicca?
Para entendermos o que é Wicca, é necessário falarmos um pouco da Deusa, e de suas várias faces. Nessa página, você encontrará uma breve história dela, alguns fundamentos e feitiços da Wicca. Divirta-se!
A DEUSA
O período neolítico não conhecia deuses - vigorava o matriarcado, com a Deusa-Mãe. O conceito de paterno inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam a mesma esfera. Com a instituição do patriarcado, o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino. Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria. Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais visualizavam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre delas que saímos? De acordo com o mito universal da Criação, tudo teria saído dela. Entre os egípcios, era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu. Entretanto, ela não era apenas fonte de vida, como também senhora da morte. O culto a Grande- Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião. Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica. Também não há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino. Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C. Na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio. Platão conta que nesta sociedade, a última matrifocal de que se tem notícia, toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia. Segundo historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas. Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice foi derrubado pelo poder da Espada. Outro fator decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra". Os homens tinham que dominar a natureza, para obrigá-la a produzir o que queriam. Com a descoberta de que o sêmen do homem é que fecunda a mulher (acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egito, Grécia e Ásia, atingindo o seu ápice na Índia. Com o advento do monoteísmo, e patriarcado - e a conseqüente dominação da mulher -o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo. "O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não-crente."
Jeová, Deus dos Hebreus, em cujos mandamentos assentam-se as raízes da nossa civilização judaico-cristã - é o melhor exemplo do Deus patriarcal. Ele é um Deus patriarcal. Ele é um Deus guerreiro, que esmaga os inimigos do seu povo eleito com toda a sua força poderosa, esperando em troca fidelidade e obediência aos seus mandamentos. Ele trabalha com o medo. O mito de Lilith mostra bem essa passagem do matriarcado para o patriarcado. Recusando-se a submeter-se à Adão, tentava igualdade com ele. "Por que devo deitar-me sob ti?" -ela questiona, e é punida por Jeová, que envia um anjo para expulsá-la do Paraíso. Blasfemando e criando asas, numa demonstração de liberdade, Lilith abandona o Paraíso e voa para o Mar Vermelho, onde dá início a uma dinastia de demônios. Mas Adão fica, e sente-se só. Jeová então cria Eva, a mulher, condenada eternamente à inferioridade. Como enunciava Santo Agostinho, a mulher não era a imagem de Deus - apenas o homem era. Ela era, no máximo, a imagem de uma costela. Embora a personagem do Deus cristão seja bem mais suave do que seu antecessor - o Deus de Jesus é piedoso e compreensivo, enquanto Jeová distribui medo e castigos, na opinião de muitos a totalidade feminina encontra-se cindida na mitologia cristã: maternidade e sexualidade. A Virgem e Maria Madalena. Nos Evangelhos Apócrifos, Madalena é tida como líder ativa no discipulado de Cristo. O Evangelho de Felipe realça a união do homem e da mulher como símbolo de cura e paz, e estende-se ao relacionamento de Cristo e Madalena, a companheira do Salvador. Contrapondo-se à figura de Madalena, a Virgem está associada apenas ao lado maternal do feminino, estático e protetor.
Sempre retratada através da Virgem, de Madalena, Hera, Ísis, Deméter, Atena, Diana, a Lua,a Natureza, Hécate, Afrodite, Lilith e tantas outras, a figura da Deusa vem ressurgindo, cada vez mais e com mais força. Falemos sobre Wicca.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
História Do Wicca Em Inglaterra: 1939 - 1991 (Aprox), de Julia Phillips
TRECHO:
(Tradução por Soror Mini Therion)
Da conferência, dada por Julia Phillips, na Wiccan Conference em Camberra, 1991. Principalmente é sobre o inicio do wiccca em Inglaterra, especialmente sobre o que actualmente chamamos de tradições Gardneriana e Alexandrina. O texto permaceçe, como foi dado, e quando o ler por favor lembre-se que não se destinava a ser lido mas dim ouvido e debatido.
(Nota de Tradutora: também não se esqueçam que o texto foi traduzido, não sou uma tradutora profissional, mas fiz o melhor que pude. Sei que deve estar cheio de erros de gramática e ortográficos, se conhecerem o texto original, ou se quiserem corrigir algo e-mail ecce_homo23@yahoo.com)
(Tradução por Soror Mini Therion)
Da conferência, dada por Julia Phillips, na Wiccan Conference em Camberra, 1991. Principalmente é sobre o inicio do wiccca em Inglaterra, especialmente sobre o que actualmente chamamos de tradições Gardneriana e Alexandrina. O texto permaceçe, como foi dado, e quando o ler por favor lembre-se que não se destinava a ser lido mas dim ouvido e debatido.
(Nota de Tradutora: também não se esqueçam que o texto foi traduzido, não sou uma tradutora profissional, mas fiz o melhor que pude. Sei que deve estar cheio de erros de gramática e ortográficos, se conhecerem o texto original, ou se quiserem corrigir algo e-mail ecce_homo23@yahoo.com)
terça-feira, 17 de junho de 2008
O Livro da Sabedoria
IMPORTANTE:
Neste, está contido a tradução do Livro da Sabedoria da Tradição Céltica Wiccana.
É importante deixar claro que ele não deriva do povo celta, e foi criado por uma das tradições da wicca. A wicca é uma religião contemporânea, tem apenas 60 anos, o povo celta, por sua vez, viveu nas antiguidades e tinha como religião, o Druidismo. Dentro da wicca contemporânea se encontram facções, grupos ou tradições, que seguem a religião com seus próprios conceitos e idéias.
Uma dessas tradições é a Tradição Céltica.
Portanto, nesta brochura, está traduzido o Livro das Sombras que contém as verdades e idéias difundidas pela Tradição Céltica. É uma tradução do livro original desta Tradição, em Galês (de Galês próximo à Grã-Betanha).
Não deve ser confundido com O Livro das Sombras que diz-se existir desde a Antigüidade, no qual estariam escritas as grandes verdades da Arte e teria sido escrito por Druidas. Este livro, na realidade, não existe, uma vez que os druidas não escreviam seus ensinamentos e leis, que eram passados oralmente à pessoas.
É importante não confundi-lo também com o Livro das Sombras pessoal, que cada bruxo possui para fazer anotações e registrar feitiços. O texto traduzido aqui se intitula, também, O Livro das Sombras, mas só possui leis aceitas e difundidas pela Tradição Céltica. Não existe, nesta brochura, nenhum feitiço ou rito correspondentes a esta Tradição, ou, qualquer de seus membros. Aqui está traduzida, unicamente, as leis difundidas por ela.
BAIXAR PDF
Neste, está contido a tradução do Livro da Sabedoria da Tradição Céltica Wiccana.
É importante deixar claro que ele não deriva do povo celta, e foi criado por uma das tradições da wicca. A wicca é uma religião contemporânea, tem apenas 60 anos, o povo celta, por sua vez, viveu nas antiguidades e tinha como religião, o Druidismo. Dentro da wicca contemporânea se encontram facções, grupos ou tradições, que seguem a religião com seus próprios conceitos e idéias.
Uma dessas tradições é a Tradição Céltica.
Portanto, nesta brochura, está traduzido o Livro das Sombras que contém as verdades e idéias difundidas pela Tradição Céltica. É uma tradução do livro original desta Tradição, em Galês (de Galês próximo à Grã-Betanha).
Não deve ser confundido com O Livro das Sombras que diz-se existir desde a Antigüidade, no qual estariam escritas as grandes verdades da Arte e teria sido escrito por Druidas. Este livro, na realidade, não existe, uma vez que os druidas não escreviam seus ensinamentos e leis, que eram passados oralmente à pessoas.
É importante não confundi-lo também com o Livro das Sombras pessoal, que cada bruxo possui para fazer anotações e registrar feitiços. O texto traduzido aqui se intitula, também, O Livro das Sombras, mas só possui leis aceitas e difundidas pela Tradição Céltica. Não existe, nesta brochura, nenhum feitiço ou rito correspondentes a esta Tradição, ou, qualquer de seus membros. Aqui está traduzida, unicamente, as leis difundidas por ela.
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segunda-feira, 9 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Glossário – Palavras referentes à Magia, de Wanderley Mayhé Jr
O Glossário de palavras referentes à Magia aqui apresentado é citado no
Caminho de Wicca:
http://www.caminhodewicca.com.br
visando apresentar de forma clara algumas palavras comumente utilizadas
em diversas filosofias mágicas, de forma que os estudantes de Wicca não
confundam estes termos com a filosofia da Grande Arte.
Exemplificamos aqui, portanto, que conceitos referentes a Literaturas de
outros livros sagrados não necessariamente possuem correspondentes no
Neopaganismo.
O objetivo deste texto é apresentar outros conceitos com relação a deus ou
deuses, bem como os que se referem às ciências que estão de certa forma
ligadas à magia.
Glossário
A (Sânscrito) - Elemento de composição, prefixo, usado antes de palavras
em sânscrito para negar o seu significado. Ex: Mrith: Morte, Amrith:
Imortalidade, Jñana: Conhecimento, Ajñana: Ignorância.
Advaita (sâscrito) - Filosofia monista hindu, quase arreligiosa e/ou
agnóstica, onde não há separação entre criador e criatura, e a única
realidade é Brahman (O Todo, o Absoluto).
Ágape (grego) - 1) Nome dado, na tradição cristã e mística, a um estado de
êxtase similar ao samadhi e expansão da consciência (saída parcial da
consciência para o plano mental). 2) Uma das três palavras em grego para
designar amor (eros para o carnal, romântico e/ou sexual; philos para o
amigo e fraterno; e ágape - a mais usada em textos bíblicos originais - para
o trascendental e/ou divino).
Ajña (sânscrito: Comando) - Chakra Frontal, cujo bija-mantra é OM.
Akasha (akâza) - a sutil, supersensível essencia espiritual, que preenche e
penetra todo o espaço
Amparador (projeciologia) - 1) Espírito, geralmente desencarnado, que
auxilia um projetor a sair do corpo. Pode ser um mentor espiritual, ou
apenas alguém especializado em projeção. 2) Por metáfora, às vezes se usa
amparador como sinônimo de mentor, protetor, anjo-guardião, espírito
amigo, guia, professor espiritual, etc.
Ananda (sânscrito) - Bem aventurança, felicidade, ou quem a traz. Ex:
Yogananda: Aquele que traz a bem aventurança (ananda) através da União
(Yoga) com o Todo.
Animismo (espiritismo) - Fenômenos ou energias oriundas do corpo físico,
ectoplasma, consciência encarnada e/ou bio-energias, ou ato de manipulálas.
De certo modo, um oposto à mediunidade, que é a operação através das
energias espirituais ou de terceiros.
Apometria (espiritismo) - Técnica espírita de tratamento espiritual baseada
na projeção consciente de médiuns defronte ao paciente.
Anahata (sânscrito: O Inviolável) - Chakra Cardíaco, cujo bija-mantra é
YAM.
André Luiz (espiritismo) - Pseudônimo do espírito de Carlos Chagas.
Espírito curioso, com formação médica e excelente repórter extra-físico, foi
importante e pioneiro descritor da realidade dos planos espirituais, em sua
série de livros Nosso Lar (Os Mensageiros, Obreiros da Vida Eterna, No
Mundo Maior, etc).
Arundhati (sânscrito) - O planeta vênus, a estrela da manhã.
Iniciaticamente, é o nome de um dos aspectos da Deusa, àquela que inspira
boas ações. Excelente mantra de calma e tranquilidade, a ser vibrado no
cardíaco, com mãos na frente do peito em postura de anjali.
Arjuna - Guerreiro e arqueiro, discípulo de Krishna e personagem do
Baghavad Gita, a quem Krishna se revela e lembra da importância do
dharma. Conhecido iniciaticamente como Narananda (aquele que traz bem
aventurança através do conhecimento).
Ashtar Sheran - Comandante das missões de auxílio espiritual extraterrestres
na Terra.
Assediador - Espírito menos esclarecido que faça qualquer tipo de assédio
espiritual. Nem todos são obsessores, no sentido de terem ligações antigas
com o assediado. Assim como você pode se encontrar com um assaltante ou
bêbado no corpo, sem ter ligações anteriores com ele.
Atman (sânscrito) - Espírito, Centelha Divina, Parte suprema da
consciência.
AUM - Outra transliteração para a sílaba OM. A pronúncia é a mesma,
porém alguns autores fazem diferenças entre AUM e OM - muitas das quais
só se aplicariam se sânscrito fosse escrito em letras latinas, o que não é o
que ocorre. Entretanto, OM possui seu próprio caracter, enquanto é
possível se escrever AUM em sânscrito com caracteres do A e U - porém, a
junção de A e U em sânscrito possui som de O.
Avatar - Encarnação divina na Terra, em maior ou menor grau. Espírito
encarnado em plena consciência de estar UNO com a divindade, a ponto de
poder se oferecer como vórtice energético para que seus devotos cheguem
ao mesmo, e/ou ser expressão e caminho de Sua verdade. Potencialmente,
todos poderiamos ser avatares, pois todos somos divinos. Entretanto,
poucos possuem consciência e domínio desta missão e ligação. Ex: Krishna,
Jesus Cristo, Buda...
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Caminho de Wicca:
http://www.caminhodewicca.com.br
visando apresentar de forma clara algumas palavras comumente utilizadas
em diversas filosofias mágicas, de forma que os estudantes de Wicca não
confundam estes termos com a filosofia da Grande Arte.
Exemplificamos aqui, portanto, que conceitos referentes a Literaturas de
outros livros sagrados não necessariamente possuem correspondentes no
Neopaganismo.
O objetivo deste texto é apresentar outros conceitos com relação a deus ou
deuses, bem como os que se referem às ciências que estão de certa forma
ligadas à magia.
Glossário
A (Sânscrito) - Elemento de composição, prefixo, usado antes de palavras
em sânscrito para negar o seu significado. Ex: Mrith: Morte, Amrith:
Imortalidade, Jñana: Conhecimento, Ajñana: Ignorância.
Advaita (sâscrito) - Filosofia monista hindu, quase arreligiosa e/ou
agnóstica, onde não há separação entre criador e criatura, e a única
realidade é Brahman (O Todo, o Absoluto).
Ágape (grego) - 1) Nome dado, na tradição cristã e mística, a um estado de
êxtase similar ao samadhi e expansão da consciência (saída parcial da
consciência para o plano mental). 2) Uma das três palavras em grego para
designar amor (eros para o carnal, romântico e/ou sexual; philos para o
amigo e fraterno; e ágape - a mais usada em textos bíblicos originais - para
o trascendental e/ou divino).
Ajña (sânscrito: Comando) - Chakra Frontal, cujo bija-mantra é OM.
Akasha (akâza) - a sutil, supersensível essencia espiritual, que preenche e
penetra todo o espaço
Amparador (projeciologia) - 1) Espírito, geralmente desencarnado, que
auxilia um projetor a sair do corpo. Pode ser um mentor espiritual, ou
apenas alguém especializado em projeção. 2) Por metáfora, às vezes se usa
amparador como sinônimo de mentor, protetor, anjo-guardião, espírito
amigo, guia, professor espiritual, etc.
Ananda (sânscrito) - Bem aventurança, felicidade, ou quem a traz. Ex:
Yogananda: Aquele que traz a bem aventurança (ananda) através da União
(Yoga) com o Todo.
Animismo (espiritismo) - Fenômenos ou energias oriundas do corpo físico,
ectoplasma, consciência encarnada e/ou bio-energias, ou ato de manipulálas.
De certo modo, um oposto à mediunidade, que é a operação através das
energias espirituais ou de terceiros.
Apometria (espiritismo) - Técnica espírita de tratamento espiritual baseada
na projeção consciente de médiuns defronte ao paciente.
Anahata (sânscrito: O Inviolável) - Chakra Cardíaco, cujo bija-mantra é
YAM.
André Luiz (espiritismo) - Pseudônimo do espírito de Carlos Chagas.
Espírito curioso, com formação médica e excelente repórter extra-físico, foi
importante e pioneiro descritor da realidade dos planos espirituais, em sua
série de livros Nosso Lar (Os Mensageiros, Obreiros da Vida Eterna, No
Mundo Maior, etc).
Arundhati (sânscrito) - O planeta vênus, a estrela da manhã.
Iniciaticamente, é o nome de um dos aspectos da Deusa, àquela que inspira
boas ações. Excelente mantra de calma e tranquilidade, a ser vibrado no
cardíaco, com mãos na frente do peito em postura de anjali.
Arjuna - Guerreiro e arqueiro, discípulo de Krishna e personagem do
Baghavad Gita, a quem Krishna se revela e lembra da importância do
dharma. Conhecido iniciaticamente como Narananda (aquele que traz bem
aventurança através do conhecimento).
Ashtar Sheran - Comandante das missões de auxílio espiritual extraterrestres
na Terra.
Assediador - Espírito menos esclarecido que faça qualquer tipo de assédio
espiritual. Nem todos são obsessores, no sentido de terem ligações antigas
com o assediado. Assim como você pode se encontrar com um assaltante ou
bêbado no corpo, sem ter ligações anteriores com ele.
Atman (sânscrito) - Espírito, Centelha Divina, Parte suprema da
consciência.
AUM - Outra transliteração para a sílaba OM. A pronúncia é a mesma,
porém alguns autores fazem diferenças entre AUM e OM - muitas das quais
só se aplicariam se sânscrito fosse escrito em letras latinas, o que não é o
que ocorre. Entretanto, OM possui seu próprio caracter, enquanto é
possível se escrever AUM em sânscrito com caracteres do A e U - porém, a
junção de A e U em sânscrito possui som de O.
Avatar - Encarnação divina na Terra, em maior ou menor grau. Espírito
encarnado em plena consciência de estar UNO com a divindade, a ponto de
poder se oferecer como vórtice energético para que seus devotos cheguem
ao mesmo, e/ou ser expressão e caminho de Sua verdade. Potencialmente,
todos poderiamos ser avatares, pois todos somos divinos. Entretanto,
poucos possuem consciência e domínio desta missão e ligação. Ex: Krishna,
Jesus Cristo, Buda...
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domingo, 1 de junho de 2008
Leis Wiccans - Texto Completo e Tradicional das Ordenações Célticas: O Livros das Sombras, de Wanderley Mayhé Jr
O Livro das Sombras é apresentado exclusivamente no Caminho de Wicca:
http://www.caminhodewicca.com.br
como uma adaptação do livro original em Galês (de Gales próximo à Grã-
Bretanha), intitulado Llyfr y Doethineb (o Livro da Sabedoria).
Existem diversas variações deste livro, porém as interpretações da verdade
Wiccaniana conduzem ao mesmo princípio fundamental.
Por ser um compêndio Celta extremamente antigo, tomei a liberdade de
adaptar o texto para a linguagem de nossos dias - sem mudar seu contéudo
e idéia central -, de forma que todos possamos entender claramente as Leis
da Arte tão confundidas e às vezes desconhecidas.
O Livro das Sombras nada mais é do que um álbum de anotações dos
bruxos e feiticeiras, contendo registros do regulamento secreto das
Ordenações Célticas. Este registro é composto por textos especiais, aceitos
e que transcendem a antigüidade até os dias de hoje.
O texto a seguir disposto aqui revelará a própria lei dos bruxos e não se
deve confundi-lo com pactos diabólicos dos satanistas ou de magos negros.
As Leis aqui mencionadas nos ajudarão a edificar o espírito e renovar
nossas vidas através do bem comum.
Será enfatizada uma relação pacífica de amor a todas as formas de vida e
ao mundo em que residimos, a saber nas Leis dos Bruxos e Feiticeiras.
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http://www.caminhodewicca.com.br
como uma adaptação do livro original em Galês (de Gales próximo à Grã-
Bretanha), intitulado Llyfr y Doethineb (o Livro da Sabedoria).
Existem diversas variações deste livro, porém as interpretações da verdade
Wiccaniana conduzem ao mesmo princípio fundamental.
Por ser um compêndio Celta extremamente antigo, tomei a liberdade de
adaptar o texto para a linguagem de nossos dias - sem mudar seu contéudo
e idéia central -, de forma que todos possamos entender claramente as Leis
da Arte tão confundidas e às vezes desconhecidas.
O Livro das Sombras nada mais é do que um álbum de anotações dos
bruxos e feiticeiras, contendo registros do regulamento secreto das
Ordenações Célticas. Este registro é composto por textos especiais, aceitos
e que transcendem a antigüidade até os dias de hoje.
O texto a seguir disposto aqui revelará a própria lei dos bruxos e não se
deve confundi-lo com pactos diabólicos dos satanistas ou de magos negros.
As Leis aqui mencionadas nos ajudarão a edificar o espírito e renovar
nossas vidas através do bem comum.
Será enfatizada uma relação pacífica de amor a todas as formas de vida e
ao mundo em que residimos, a saber nas Leis dos Bruxos e Feiticeiras.
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
Magia Sexual
A Bruxaria não deve desculpas por envolver magia sexual. São as outras religiões que devem desculpas pela miséria da repressão puritana que impingiram à humanidade.
Doreen Valiente, Witchcraft for Tomorrow
Imagine por um momento um casal sentando à mesa para um íntimo jantar a dois. Sobre a mesa, velas acesas e um pequeno vaso como adorno para a cena. Ouve-se música ao fundo e o vinho é derramado em taças. Esses são elementos familiares que associamos ao amor e à sexualidade. É interessante observar que eles também são elementos associados aos rituais Wiccanos. Vemos aqui que ambas as cenas são, na verdade, atos de reverência ao Feminino. O vinho e as flores são oferenda tradicionais à Deusa. A luz de velas revela que a cena é especial e mágica, não é dia nem noite, claro ou escuro. O momento é sagrado, isolado das preocupações da vida cotidiana.
Para compreendermos a função da sexualidade na Antiga Religião, devemos nos afastar de nossa visão moderna e de nossos preceitos pessoais por alguns momentos. Devemos retornar a um período no qual a comunidade via o sexo como saudável, natural e desejável. Era uma época na qual os homens não eram menosprezados por seus impulsos sexuais ou por sua sensualidade; o conceito moral judaico-cristão da prostituta ainda não havia se desenvolvido. Prostitutas sagradas serviam aos deuses em templos sagrados, o homossexualismo e o heterossexualismo nada mais eram do que definições de preferência sexual (como evidenciado na Grécia Antiga).
A Antiga Religião da Europa pré-cristã baseava-se em ritos de fertilidade para assegurar a proliferação de animais, plantas e humanos. Um dos aspectos mais controversos da Wicca atualmente gira em torno do tema da utilização de atividades sexuais em rituais ou magia. Algumas Tradições Wiccanas não incorporam elementos sexuais em suas práticas (ou crenças) em parte por causa de abordagens pessoais, inibições e diversas preocupações com a saúde. A pressão social de viver numa cultura judaico-cristã também fez com que algumas tradições omitissem elementos sexuais para negar as alegações de muitas igrejas cristãs de que as bruxas participavam de orgias e práticas sexuais pervertidas. Para não ofender a sensibilidade judaico-cristã, muitos Wiccanos se comprometem com o Antigo Caminho ao criar representações simbólicas dos antigos aspectos da fertilidade na Bruxaria.
Em tempos remotos, a energia sexual era a mais poderosa energia que os humanos podiam experimentar através de seus próprios sentidos físicos. A habilidade aparentemente mágica dessa energia de criar outros humanos deve ter tido um efeito profundo sobre a psique dos antigos. Na Tradição Misteriosa, esse aspecto da magia envolve o uso de energia sexual como fonte de poder. O conceito pagão da atividade sexual é totalmente diferente do conceito judaico-cristão. O sexo é visto como uma experiência natural e prazerosa. Pode ser parte da expressão amorosa de um indivíduo ou simplesmente o compartilhar de prazer e desejo com outra pessoa. Com fins rituais e de magia, ele pode simplesmente ser a fonte de energia que fortalece os ritos.
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Doreen Valiente, Witchcraft for Tomorrow
Imagine por um momento um casal sentando à mesa para um íntimo jantar a dois. Sobre a mesa, velas acesas e um pequeno vaso como adorno para a cena. Ouve-se música ao fundo e o vinho é derramado em taças. Esses são elementos familiares que associamos ao amor e à sexualidade. É interessante observar que eles também são elementos associados aos rituais Wiccanos. Vemos aqui que ambas as cenas são, na verdade, atos de reverência ao Feminino. O vinho e as flores são oferenda tradicionais à Deusa. A luz de velas revela que a cena é especial e mágica, não é dia nem noite, claro ou escuro. O momento é sagrado, isolado das preocupações da vida cotidiana.
Para compreendermos a função da sexualidade na Antiga Religião, devemos nos afastar de nossa visão moderna e de nossos preceitos pessoais por alguns momentos. Devemos retornar a um período no qual a comunidade via o sexo como saudável, natural e desejável. Era uma época na qual os homens não eram menosprezados por seus impulsos sexuais ou por sua sensualidade; o conceito moral judaico-cristão da prostituta ainda não havia se desenvolvido. Prostitutas sagradas serviam aos deuses em templos sagrados, o homossexualismo e o heterossexualismo nada mais eram do que definições de preferência sexual (como evidenciado na Grécia Antiga).
A Antiga Religião da Europa pré-cristã baseava-se em ritos de fertilidade para assegurar a proliferação de animais, plantas e humanos. Um dos aspectos mais controversos da Wicca atualmente gira em torno do tema da utilização de atividades sexuais em rituais ou magia. Algumas Tradições Wiccanas não incorporam elementos sexuais em suas práticas (ou crenças) em parte por causa de abordagens pessoais, inibições e diversas preocupações com a saúde. A pressão social de viver numa cultura judaico-cristã também fez com que algumas tradições omitissem elementos sexuais para negar as alegações de muitas igrejas cristãs de que as bruxas participavam de orgias e práticas sexuais pervertidas. Para não ofender a sensibilidade judaico-cristã, muitos Wiccanos se comprometem com o Antigo Caminho ao criar representações simbólicas dos antigos aspectos da fertilidade na Bruxaria.
Em tempos remotos, a energia sexual era a mais poderosa energia que os humanos podiam experimentar através de seus próprios sentidos físicos. A habilidade aparentemente mágica dessa energia de criar outros humanos deve ter tido um efeito profundo sobre a psique dos antigos. Na Tradição Misteriosa, esse aspecto da magia envolve o uso de energia sexual como fonte de poder. O conceito pagão da atividade sexual é totalmente diferente do conceito judaico-cristão. O sexo é visto como uma experiência natural e prazerosa. Pode ser parte da expressão amorosa de um indivíduo ou simplesmente o compartilhar de prazer e desejo com outra pessoa. Com fins rituais e de magia, ele pode simplesmente ser a fonte de energia que fortalece os ritos.
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segunda-feira, 7 de abril de 2008
Frutas Ciganas, de Albino Granada
Encantamentos ciganos com frutas
Maçã da Prosperidade
Espete numa maçã cravos-da-índia. Tem de cobrir todo a superfície da fruta. Enquanto se procede, visualize os seus pedidos de prosperidade, fertilidade e riquezas. Essa maçã tem poder atrativo. Deve-se, porém, retirar a “pimentinha” da cabeça do cravo.
Uma curiosidade sobre a maçã: quando a cortamos para encantamentos/simpatias, o sentido do corte é de extrema importância para o resultado: horizontal, para prosperidade; vertical, para sentimentos.
Coco calmante
O coco verde é usado para acalmar pessoas de temperamento forte. Abre-se uma tampa nele e serve-se a água – não toda – para a pessoa que está agitada ou de humor “complicado”. A água restante fica dentro do coco, no qual colocamos um pedaço de papel com o nome da pessoa e selamos a tampa com cera de vela. O coco deve ser pendurado pela casa.
Limão Neutralizador
Para neutralizar energias negativas/ desarmônicas, cruza-se dois pregos em um limão e pendura-se na casa. Se o problema for pessoas com energias negativas ou pessoas que precisam ser neutralizadas por quaisquer razões, escreva o nome da pessoa e finque o papel com os pregos dentro do limão e pendure. Esse limão tende a apodrecer muito rápido. Dispense o limão ruim e troque sempre que necessário.
Melão da Riqueza
Pegue um melão e abra-o, tirando uma tampa. Limpe-o, enterrando as sementes. Dentro da fruta oca (só com a polpa), colocamos um papel com todos os pedidos de prosperidade e riqueza. Junto, colocamos 21 moedas. Para terminar, preencha o resto da fruta com açúcar cristal. Feche a tampa do melão, selando com cera de vela. Num local ligado à Natureza, acenda 6 velas coloridas (não use vela preta!) em forma de um hexagrama - o melão no meio . Quando as velas se consumirem, leve o melão para uma árvore e antes de deixa-lo, coloque um pano verde sob ele.
Obs: uma questão a se ter atenção é que sempre que preparamos esses encantamentos, devemos respeito à Natureza que nos proporcionou esses frutos e aos próprios. Então, sempre converse com a fruta, explicando para ela que será parte de uma transformação (transformação do mana – liberação de energia) e deixe clara sua gratidão. Outra coisa é em relação com a dispensa das frutas já usadas: sempre as deixe na Natureza: perto de árvores, em rios ou enterre-as. Durante a execução de um encantamento, é sempre recomendável que se morda ou coma um pedaço da fruta (ou frutas) usada e também que a passe embaixo da língua, pois lá se encontra um ponto de energia. Não podemos esquecer que somos parte do mesmo Organismo e devemos respeitá-lo e preservá-lo. Manter o nosso meio em equilíbrio é um grande trabalho mágicko!
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Maçã da Prosperidade
Espete numa maçã cravos-da-índia. Tem de cobrir todo a superfície da fruta. Enquanto se procede, visualize os seus pedidos de prosperidade, fertilidade e riquezas. Essa maçã tem poder atrativo. Deve-se, porém, retirar a “pimentinha” da cabeça do cravo.
Uma curiosidade sobre a maçã: quando a cortamos para encantamentos/simpatias, o sentido do corte é de extrema importância para o resultado: horizontal, para prosperidade; vertical, para sentimentos.
Coco calmante
O coco verde é usado para acalmar pessoas de temperamento forte. Abre-se uma tampa nele e serve-se a água – não toda – para a pessoa que está agitada ou de humor “complicado”. A água restante fica dentro do coco, no qual colocamos um pedaço de papel com o nome da pessoa e selamos a tampa com cera de vela. O coco deve ser pendurado pela casa.
Limão Neutralizador
Para neutralizar energias negativas/ desarmônicas, cruza-se dois pregos em um limão e pendura-se na casa. Se o problema for pessoas com energias negativas ou pessoas que precisam ser neutralizadas por quaisquer razões, escreva o nome da pessoa e finque o papel com os pregos dentro do limão e pendure. Esse limão tende a apodrecer muito rápido. Dispense o limão ruim e troque sempre que necessário.
Melão da Riqueza
Pegue um melão e abra-o, tirando uma tampa. Limpe-o, enterrando as sementes. Dentro da fruta oca (só com a polpa), colocamos um papel com todos os pedidos de prosperidade e riqueza. Junto, colocamos 21 moedas. Para terminar, preencha o resto da fruta com açúcar cristal. Feche a tampa do melão, selando com cera de vela. Num local ligado à Natureza, acenda 6 velas coloridas (não use vela preta!) em forma de um hexagrama - o melão no meio . Quando as velas se consumirem, leve o melão para uma árvore e antes de deixa-lo, coloque um pano verde sob ele.
Obs: uma questão a se ter atenção é que sempre que preparamos esses encantamentos, devemos respeito à Natureza que nos proporcionou esses frutos e aos próprios. Então, sempre converse com a fruta, explicando para ela que será parte de uma transformação (transformação do mana – liberação de energia) e deixe clara sua gratidão. Outra coisa é em relação com a dispensa das frutas já usadas: sempre as deixe na Natureza: perto de árvores, em rios ou enterre-as. Durante a execução de um encantamento, é sempre recomendável que se morda ou coma um pedaço da fruta (ou frutas) usada e também que a passe embaixo da língua, pois lá se encontra um ponto de energia. Não podemos esquecer que somos parte do mesmo Organismo e devemos respeitá-lo e preservá-lo. Manter o nosso meio em equilíbrio é um grande trabalho mágicko!
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terça-feira, 25 de março de 2008
O Que é Wicca? - Curso de Wicca para brasileiros, de Micaela Engel
Para entendermos o que é Wicca, é necessário falarmos um pouco da Deusa, e de suas várias faces. Nessa página, você encontrará uma breve história dela, alguns fundamentos e feitiços da Wicca. Divirta-se!
A Deusa
O período neolítico não conhecia deuses - vigorava o matriarcado, com a Deusa-Mãe. O conceito de paterno inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam a mesma esfera. Com a instituição do patriarcado, o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino. Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria. Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais visualizavam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre delas que saimos? De acordo com o mito universal da Criação, tudo teria saído dela. Entre os egípcios, era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu. Entretanto, ela não era apenas fonte de vida, como também senhora da morte. O culto a Grande- Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião. Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica. Também nã há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino. Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C. Na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio. Platão conta que nesta sociedade, a última matrifocal de que se tem notícia, toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia. Segundo historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas. Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice foi derrubado pelo poder da Espada. Outro fator decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra". Os homens tinham que dominar a natureza, para obrigá-la a produzir o que queriam. Com a descoberta de que o sêmen do homem é que fecunda a mulher(acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egito, Grécia e Ásia, atingindo o seu ápice na Índia. Com o advento do monoteísmo, e patriarcado - e a consequente dominação da mulher -o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo. "O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não-crente."
Jeová, Deus dos Hebreus, em cujos mandamentos assentam-se as raízes da nossa civilização judaico-cristã - é o melhor exemplo do Deus patriarcal. Ele é um Deus guerreiro, que esmaga os inimigos do seu povo eleito com toda a sua força poderosa, esperando em troca fidelidade e obediência aos seus mandamentos. Ele trabalha com o medo. O mito de Lilith mostra bem essa passagem do matriarcado para o patriarcado. Recusando-se a submeter-se à Adão, tentava igualdade com ele. "Por que devo deitar-me sob ti?" -ela questiona, e é punida por Jeová, que envia um anjo para expulsá-la do Paraíso. Blasfemando e criando asas, numa demonstração de liberdade, Lilith abandona o Paraíso e voa para o Mar Vermelho, onde dá início a uma dinastia de demônios. Mas Adão fica, e sente-se só. Jeová então cria Eva, a mulher, condenada eternamente à inferioridade. Como enunciava Santo Agostinho, a mulher não era a imagem de Deus - apenas o homem era. Ela era, no máximo, a imagem de uma costela. Embora apersonagem do Deus cristão seja bem mais suave do que seu antecessor - o Deus de Jesus é piedoso e compreensivo, enquanto Jeová distribui medo e castigos, na opinião de muitos a totalidade feminina encontra-se cindida na mitologia cristã: maternidade e sexualidade. A Virgem e Maria Madalena. Nos Evangelhos Apócrifos, Madalena é tida como líder ativa no discipulado de Cristo. O Evangelho de Felipe realta a união do homem e da mulher como símbolo de cura e paz, e estende-se ao relacionamento de Cristo e Madalena, a companheira do Salvador. Contrapondo-se à figura de Madalena, a Virgem está associada apenas ao lado maternal do feminino, estático e protetor.
Sempre retratada através da Virgem, de Madalena, Hera, Ísis, Deméter, Atena, Diana, a Lua,a Natureza, Hécate, Afrodite, Lilith e tantas outras, a figura da Deusa vem ressurgindo, cada vez mais e com mais força. Falemos sobre Wicca.
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A Deusa
O período neolítico não conhecia deuses - vigorava o matriarcado, com a Deusa-Mãe. O conceito de paterno inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam a mesma esfera. Com a instituição do patriarcado, o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino. Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria. Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais visualizavam o Universo como uma generosa Mãe. Nada mais natural: não é do ventre delas que saimos? De acordo com o mito universal da Criação, tudo teria saído dela. Entre os egípcios, era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu. Entretanto, ela não era apenas fonte de vida, como também senhora da morte. O culto a Grande- Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião. Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica. Também nã há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino. Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C. Na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio. Platão conta que nesta sociedade, a última matrifocal de que se tem notícia, toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia. Segundo historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas. Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice foi derrubado pelo poder da Espada. Outro fator decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra". Os homens tinham que dominar a natureza, para obrigá-la a produzir o que queriam. Com a descoberta de que o sêmen do homem é que fecunda a mulher(acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egito, Grécia e Ásia, atingindo o seu ápice na Índia. Com o advento do monoteísmo, e patriarcado - e a consequente dominação da mulher -o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo. "O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não-crente."
Jeová, Deus dos Hebreus, em cujos mandamentos assentam-se as raízes da nossa civilização judaico-cristã - é o melhor exemplo do Deus patriarcal. Ele é um Deus guerreiro, que esmaga os inimigos do seu povo eleito com toda a sua força poderosa, esperando em troca fidelidade e obediência aos seus mandamentos. Ele trabalha com o medo. O mito de Lilith mostra bem essa passagem do matriarcado para o patriarcado. Recusando-se a submeter-se à Adão, tentava igualdade com ele. "Por que devo deitar-me sob ti?" -ela questiona, e é punida por Jeová, que envia um anjo para expulsá-la do Paraíso. Blasfemando e criando asas, numa demonstração de liberdade, Lilith abandona o Paraíso e voa para o Mar Vermelho, onde dá início a uma dinastia de demônios. Mas Adão fica, e sente-se só. Jeová então cria Eva, a mulher, condenada eternamente à inferioridade. Como enunciava Santo Agostinho, a mulher não era a imagem de Deus - apenas o homem era. Ela era, no máximo, a imagem de uma costela. Embora apersonagem do Deus cristão seja bem mais suave do que seu antecessor - o Deus de Jesus é piedoso e compreensivo, enquanto Jeová distribui medo e castigos, na opinião de muitos a totalidade feminina encontra-se cindida na mitologia cristã: maternidade e sexualidade. A Virgem e Maria Madalena. Nos Evangelhos Apócrifos, Madalena é tida como líder ativa no discipulado de Cristo. O Evangelho de Felipe realta a união do homem e da mulher como símbolo de cura e paz, e estende-se ao relacionamento de Cristo e Madalena, a companheira do Salvador. Contrapondo-se à figura de Madalena, a Virgem está associada apenas ao lado maternal do feminino, estático e protetor.
Sempre retratada através da Virgem, de Madalena, Hera, Ísis, Deméter, Atena, Diana, a Lua,a Natureza, Hécate, Afrodite, Lilith e tantas outras, a figura da Deusa vem ressurgindo, cada vez mais e com mais força. Falemos sobre Wicca.
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sexta-feira, 21 de março de 2008
Captando Energia Através do Ato Sexual
Existem inúmeros seres hoje que vivem unicamente da energia gerada por atos sexuais sem propósito.
O ato sexual é uma maneira de se captar energia, mas pode ser uma porta aberta para a perda da mesma se não realizado de maneira correta.
A maneira correta é, em primeiro lugar, que se estabeleça um laço de amor profundo entre as pessoas que pretendam captar a energia. Sem este laço, a fonte de amor infinita não se aproximará destas pessoas.
O sexo banal é incitado por seres que desejam a energia trazendo pouco ou nenhum benefício ao homem. Muitos de vós procuram defende-lo, mas saibam que seus parceiros sexuais neste caso não é a pessoa com quem se relaciona e sim os seres que se beneficiam de sua energia. Estes seres podem adquirir esta energia inclusive através de relações sexuais que temos em sonhos, às vezes, com eles mesmos. É necessário controle da energia, pois a mesma energia que vibra no chakra básico, vibra em todos os outros e pode ser responsável pela iluminação do homem. Vamos então à maneira correta de se captar energia através do movimento físico e astral que é o sexo.
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O ato sexual é uma maneira de se captar energia, mas pode ser uma porta aberta para a perda da mesma se não realizado de maneira correta.
A maneira correta é, em primeiro lugar, que se estabeleça um laço de amor profundo entre as pessoas que pretendam captar a energia. Sem este laço, a fonte de amor infinita não se aproximará destas pessoas.
O sexo banal é incitado por seres que desejam a energia trazendo pouco ou nenhum benefício ao homem. Muitos de vós procuram defende-lo, mas saibam que seus parceiros sexuais neste caso não é a pessoa com quem se relaciona e sim os seres que se beneficiam de sua energia. Estes seres podem adquirir esta energia inclusive através de relações sexuais que temos em sonhos, às vezes, com eles mesmos. É necessário controle da energia, pois a mesma energia que vibra no chakra básico, vibra em todos os outros e pode ser responsável pela iluminação do homem. Vamos então à maneira correta de se captar energia através do movimento físico e astral que é o sexo.
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Bruxas de Nascença?, de Débora Miller
Essa questão de sobre ser ou não bruxa é muito comum entre as pessoas. E tentarei ser muito simples ao responder indagações muito comuns:
- Como uma pessoa vira bruxa ou wiccan? Como começa a prática?
- Uma pessoa nasce bruxa? A bruxa tem poderes especiais?
- Qualquer um pode ser bruxa/o?
Meus amigos , não existe tal coisa como alguém nascer ou não bruxa.
Simplesmente porque a bruxaria é - como qualquer outra - uma religião e ao nascermos não me consta que haja alguma marca, determinação biológica, fator genético ou pares cromossômicos que produzam o interesse pela bruxaria ou habilidade nela...Por favor!!!!!! Alguém nasce católico, budista ou espírita? É claro que não, então o que justificaria alguém "nascer" bruxa?
Aliás, esse papo me lembra a Inquisição, na parte que o manual dos inquisidores mandava procurar "marcas de nascença" da bruxaria, como verrugas ou manchas na pele... Enfim , um papo eletrizante, cheio de preconceitos.
Uma religião nos é transmitida por nossa família ou é fruto de uma escolha pessoal nossa quando crescemos. Seus modos de culto, preceitos , rituais são aprendidos como qualquer outra coisa que seja cultural em nossas vidas. Vamos traçar um paralelo com a religião praticada pela maioria dos brasileiros: a católica. Uma criança é apresentada pelos pais a sua fé e igreja no ato do batismo, mas ainda não é um membro ativo da mesma. Quando tem por volta de 8 ou 9 anos ela aprende catecismo , ou seja, é treinada nos costumes, rituais e práticas dessa religião e se torna um membro ativo no culto quando toma sua primeira comunhão.
Antes que alguém diga algo isso não tem nada a ver com religiões patriarcais - em todas as culturas da Deusa as sacerdotisas passavam por períodos de aprendizado.
Não há outro modo de alguém ser desta ou daquela religião.
Olha, falando bem claramente, esse tipo de papo de "bruxa só é quem nasce bruxa", só pode ter duas intenções:
- "glamourizar" a bruxaria, dar a ela um charme especial, dizendo que é uma prática de "poucos escolhidos", o que valoriza a posição "privilegiada" da pessoa que a emite e dá a esta a sensação de poder de discriminar, ou seja, essa pessoa quer se dar ao direito de dizer batendo seu carimbinho : "esta é bruxa" , "esta não é bruxa"....
- essa pessoa não tem paciência, nem saco, nem o dom de ensinar alguém ou compartilhar seus conhecimentos e inventou um belo meio de excluir as pessoas que a procuram. Lindo né? Ou seja: por hipótese, um músico aprendiz procura alguém mais experiente em dado setor e pede conselhos, ajuda, orientação. Daí a pessoa, de saco cheio e com má vontade fala:" Ihhhhhhhhh nem dá para te ajudar, porque você nasce ou não nasce sabendo tocar violão!" Bem, o absurdo é claro e patente.
E dá na mesma, porque se podem ensinar todas as técnicas de violão para alguém e ele absolutamente não ter nada a ver com aquilo e nunca mais dedilhar as cordas... Se vc aprende sobre bruxaria e não sente o chamado, vai partir em sua busca espiritual para outros caminhos....e esquecer a bruxaria, mas por um ato de julgamento e vontade, não por não ter heranças de nascimento!
A única hipótese de essa afirmação de que alguém, "já nasceu bruxa" ser levada a sério é se ela for entendida de forma metafórica, ou seja, se quer significar que a pessoa se sente conectada à natureza, se tem dons que a aproximam da bruxaria, se tem um interesse e um chamado natural pelo tema. Mas esta afirmação jamais pode servir para , utilitariamente, afastar pessoas da bruxaria.
E fico muito preocupada quando vejo pessoas começarem a julgar outras por esses padrões deturpados, mais ainda quando vejo iniciantes como preocupados com uma questão dessas, quando deviam estar preocupados em saber se vocês QUEREM ou não ser bruxos, não se vovó fulana ou tia fulaninha fazia ou não chazinhos e xarope de eucalipto (como se só isso revelasse uma bruxa.)
Digo e repito sem o menor medo de errar: É BRUXA/O QUEM QUISER ADOTAR A BRUXARIA COMO RELIGIÃO, ou seja, pode ser qualquer pessoa.
É BRUXA QUEM SINCERAMENTE ESTIVER RESPONDENDO AO CHAMADO DA DEUSA E SEU CONSORTE É BRUXA QUEM QUISER, DE CORAÇÃO ABERTO E SEM LIMITAÇÕES MENTAIS E ESPIRITUAIS, COLOCAR-SE A SERVIÇO DA DEUSA TRÍPLICE
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- Como uma pessoa vira bruxa ou wiccan? Como começa a prática?
- Uma pessoa nasce bruxa? A bruxa tem poderes especiais?
- Qualquer um pode ser bruxa/o?
Meus amigos , não existe tal coisa como alguém nascer ou não bruxa.
Simplesmente porque a bruxaria é - como qualquer outra - uma religião e ao nascermos não me consta que haja alguma marca, determinação biológica, fator genético ou pares cromossômicos que produzam o interesse pela bruxaria ou habilidade nela...Por favor!!!!!! Alguém nasce católico, budista ou espírita? É claro que não, então o que justificaria alguém "nascer" bruxa?
Aliás, esse papo me lembra a Inquisição, na parte que o manual dos inquisidores mandava procurar "marcas de nascença" da bruxaria, como verrugas ou manchas na pele... Enfim , um papo eletrizante, cheio de preconceitos.
Uma religião nos é transmitida por nossa família ou é fruto de uma escolha pessoal nossa quando crescemos. Seus modos de culto, preceitos , rituais são aprendidos como qualquer outra coisa que seja cultural em nossas vidas. Vamos traçar um paralelo com a religião praticada pela maioria dos brasileiros: a católica. Uma criança é apresentada pelos pais a sua fé e igreja no ato do batismo, mas ainda não é um membro ativo da mesma. Quando tem por volta de 8 ou 9 anos ela aprende catecismo , ou seja, é treinada nos costumes, rituais e práticas dessa religião e se torna um membro ativo no culto quando toma sua primeira comunhão.
Antes que alguém diga algo isso não tem nada a ver com religiões patriarcais - em todas as culturas da Deusa as sacerdotisas passavam por períodos de aprendizado.
Não há outro modo de alguém ser desta ou daquela religião.
Olha, falando bem claramente, esse tipo de papo de "bruxa só é quem nasce bruxa", só pode ter duas intenções:
- "glamourizar" a bruxaria, dar a ela um charme especial, dizendo que é uma prática de "poucos escolhidos", o que valoriza a posição "privilegiada" da pessoa que a emite e dá a esta a sensação de poder de discriminar, ou seja, essa pessoa quer se dar ao direito de dizer batendo seu carimbinho : "esta é bruxa" , "esta não é bruxa"....
- essa pessoa não tem paciência, nem saco, nem o dom de ensinar alguém ou compartilhar seus conhecimentos e inventou um belo meio de excluir as pessoas que a procuram. Lindo né? Ou seja: por hipótese, um músico aprendiz procura alguém mais experiente em dado setor e pede conselhos, ajuda, orientação. Daí a pessoa, de saco cheio e com má vontade fala:" Ihhhhhhhhh nem dá para te ajudar, porque você nasce ou não nasce sabendo tocar violão!" Bem, o absurdo é claro e patente.
E dá na mesma, porque se podem ensinar todas as técnicas de violão para alguém e ele absolutamente não ter nada a ver com aquilo e nunca mais dedilhar as cordas... Se vc aprende sobre bruxaria e não sente o chamado, vai partir em sua busca espiritual para outros caminhos....e esquecer a bruxaria, mas por um ato de julgamento e vontade, não por não ter heranças de nascimento!
A única hipótese de essa afirmação de que alguém, "já nasceu bruxa" ser levada a sério é se ela for entendida de forma metafórica, ou seja, se quer significar que a pessoa se sente conectada à natureza, se tem dons que a aproximam da bruxaria, se tem um interesse e um chamado natural pelo tema. Mas esta afirmação jamais pode servir para , utilitariamente, afastar pessoas da bruxaria.
E fico muito preocupada quando vejo pessoas começarem a julgar outras por esses padrões deturpados, mais ainda quando vejo iniciantes como preocupados com uma questão dessas, quando deviam estar preocupados em saber se vocês QUEREM ou não ser bruxos, não se vovó fulana ou tia fulaninha fazia ou não chazinhos e xarope de eucalipto (como se só isso revelasse uma bruxa.)
Digo e repito sem o menor medo de errar: É BRUXA/O QUEM QUISER ADOTAR A BRUXARIA COMO RELIGIÃO, ou seja, pode ser qualquer pessoa.
É BRUXA QUEM SINCERAMENTE ESTIVER RESPONDENDO AO CHAMADO DA DEUSA E SEU CONSORTE É BRUXA QUEM QUISER, DE CORAÇÃO ABERTO E SEM LIMITAÇÕES MENTAIS E ESPIRITUAIS, COLOCAR-SE A SERVIÇO DA DEUSA TRÍPLICE
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Apostila sobre Stregheria (Bruxaria Italiana), de Tathy Morselli
INTRODUÇÃO
Iniciaremos com um pouco de História. A Itália passou a ser o país como o conhecemos a pouco mais de 100 anos. Antes disso, era apenas a península Itálica, dividida em diversos reinos. Voltando um pouco mais no tempo, mais ou menos a 1000 ac, vemos esta região populada por diferentes povos: dos etruscos, altamente desenvolvidos tecnologicamente para a época, passando pelos Latinos e terminando nos Villanovanos, que são considerados os indo-europeus do local. Neste momento histórico, os romanos ainda não são donos de um império e os gregos mostram muita influência sobre estes povos. A religião etrusca é influenciada pelos gregos e as práticas dos neolíticos – passando sua influencia, agora, para os romanos – que nunca foram detentores de uma cultura própria. Este caldeirão de culturas deu origem à Itália e sua Vecchia Religione.
A Vecchia Religione ou Stregaria é a velha religião ligada a Natureza (como a Wicca), é a bruxaria italiana. Em italiano temos palavras para designar bruxa e bruxo que seriam, strega e stregone, respectivamente. Há também uma palavra para coven, boschetto.
Na Itália central, as bruxas adoravam a deusa Diana e seu consorte, o deus Dianus. Fora de Roma, na região dos Montes Albanos, elas se reuniam nas ruínas de um templo de Diana, às margens do Lago Nemi.
No século XIV, uma mulher muito sábia que se “intitulava” Aradia, renasceu a Velha Religião. Deste esforço, se formaram três tradições, que em origem, eram uma só. As tradições são conhecidas como Fanarra, Janarra e Tanarra. Coletivamente, são conhecidas como a Tríade de Tradições.
A Fanarra é original do norte da Itália e são conhecidos como Guardiões dos Mistérios da Terra; a Janarra e Tanarra são do centro da Itália. A Janarra é conhecida como Guardiões dos Mistérios da Lua e a Tanarra dos Mistérios das Estrelas. Cada tradição tem um “líder” chamado Grimas. Ele deve ter conhecimento das outras duas tradições e sua função é fazer com que a sua tradição continue. \
Existe também a tradição Aridiana , proveniente da vila de Arida – dizem que as maiores parte dos discípulos de Aradia vieram desta localidade no centro da Itália. As maiorias dos praticantes modernas da Stregaria seguem essa tradição. A maioria dos ritos desta apostila são Aridianos.
Como uma religião baseada na natureza, os Aridianos reconhecem a polaridade de gênero dentro da Ordem Natural, e personificam isso como A Deusa e o Deus. O ano é dividido em meses do Deus (outubro a fevereiro) e meses da Deusa (março a setembro). Ambos, Deusa e Deus, são reverenciados e são iguais em importância. Um detalhe é que durante os meses do Deus, os rituais são feitos com robes/ túnicas e nos meses da Deusa, sem roupa alguma. Outra coisa é que durante os meses do Deus, o sacerdote se ocupa de mais “incumbências” nos esbaths.
Os grupos/ covens da tradição Aridiana possuem diversos cargos. Estes são de Sacerdotessa e Sacerdote; em seguida vem a Dama D’onore e La Guardiã, que são respectivamente, a Donzela que auxilia a Sacerdotisa nos rituais, e o Guardião que é responsável pela segurança da Sacerdotisa (o que de fato é interessante, pois não vivemos mais em uma época de perseguição, ou não deveríamos :)). É interessante também ressaltar a similaridade com o sistema gardeniano e alexandrino . Os sacerdotes são a representação dos Deuses nas encenações dos rituais...
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Iniciaremos com um pouco de História. A Itália passou a ser o país como o conhecemos a pouco mais de 100 anos. Antes disso, era apenas a península Itálica, dividida em diversos reinos. Voltando um pouco mais no tempo, mais ou menos a 1000 ac, vemos esta região populada por diferentes povos: dos etruscos, altamente desenvolvidos tecnologicamente para a época, passando pelos Latinos e terminando nos Villanovanos, que são considerados os indo-europeus do local. Neste momento histórico, os romanos ainda não são donos de um império e os gregos mostram muita influência sobre estes povos. A religião etrusca é influenciada pelos gregos e as práticas dos neolíticos – passando sua influencia, agora, para os romanos – que nunca foram detentores de uma cultura própria. Este caldeirão de culturas deu origem à Itália e sua Vecchia Religione.
A Vecchia Religione ou Stregaria é a velha religião ligada a Natureza (como a Wicca), é a bruxaria italiana. Em italiano temos palavras para designar bruxa e bruxo que seriam, strega e stregone, respectivamente. Há também uma palavra para coven, boschetto.
Na Itália central, as bruxas adoravam a deusa Diana e seu consorte, o deus Dianus. Fora de Roma, na região dos Montes Albanos, elas se reuniam nas ruínas de um templo de Diana, às margens do Lago Nemi.
No século XIV, uma mulher muito sábia que se “intitulava” Aradia, renasceu a Velha Religião. Deste esforço, se formaram três tradições, que em origem, eram uma só. As tradições são conhecidas como Fanarra, Janarra e Tanarra. Coletivamente, são conhecidas como a Tríade de Tradições.
A Fanarra é original do norte da Itália e são conhecidos como Guardiões dos Mistérios da Terra; a Janarra e Tanarra são do centro da Itália. A Janarra é conhecida como Guardiões dos Mistérios da Lua e a Tanarra dos Mistérios das Estrelas. Cada tradição tem um “líder” chamado Grimas. Ele deve ter conhecimento das outras duas tradições e sua função é fazer com que a sua tradição continue. \
Existe também a tradição Aridiana , proveniente da vila de Arida – dizem que as maiores parte dos discípulos de Aradia vieram desta localidade no centro da Itália. As maiorias dos praticantes modernas da Stregaria seguem essa tradição. A maioria dos ritos desta apostila são Aridianos.
Como uma religião baseada na natureza, os Aridianos reconhecem a polaridade de gênero dentro da Ordem Natural, e personificam isso como A Deusa e o Deus. O ano é dividido em meses do Deus (outubro a fevereiro) e meses da Deusa (março a setembro). Ambos, Deusa e Deus, são reverenciados e são iguais em importância. Um detalhe é que durante os meses do Deus, os rituais são feitos com robes/ túnicas e nos meses da Deusa, sem roupa alguma. Outra coisa é que durante os meses do Deus, o sacerdote se ocupa de mais “incumbências” nos esbaths.
Os grupos/ covens da tradição Aridiana possuem diversos cargos. Estes são de Sacerdotessa e Sacerdote; em seguida vem a Dama D’onore e La Guardiã, que são respectivamente, a Donzela que auxilia a Sacerdotisa nos rituais, e o Guardião que é responsável pela segurança da Sacerdotisa (o que de fato é interessante, pois não vivemos mais em uma época de perseguição, ou não deveríamos :)). É interessante também ressaltar a similaridade com o sistema gardeniano e alexandrino . Os sacerdotes são a representação dos Deuses nas encenações dos rituais...
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Requiem...O Ritual De Morte Wiccano (Texto Extraído do livro Oito Sabás para Bruxas, de Janet & Stewart Farrar)
PREPARAÇÃO
A decoração do círculo e do altar para um Requiem será, neste caso, uma questão de gosto pessoal, dependendo das circunstâncias, da época do ano e do caráter do amigo que está sendo lembrado, bem como das associações com ele feitas.
Deposita-se ao lado do altar uma pequena tigela de louça (um caneco ou xícara com asa é o mais adequado) com um cordel prateado a ela atado; é preciso dispor também de um martelo para quebrar o pequeno recipiente e um pano para embrulhá-lo.
Para a Lenda da Descida da Deusa deve-se deixar à disposição, próximos do altar, jóias e um véu, bem como uma coroa para o Senhor do Mundo Subterrâneo. Também à disposição sobre o altar deve haver um colar.
O RITUAL
O Ritual de abertura deve ser realizado como sempre até o fim da invocação do Deus Cernunnos. A Grã Sacerdotisa e o Sacerdote, em seguida, encaram os membros do coven de diante do altar.
A sacerdotisa diz:
NÓS NOS REUNIMOS HOJE EM MEIO À TRISTEZA E ALEGRIA. ESTAMOS TRISTES PORQUE UM CAPÍTULO SE ENCERROU E, NO ENTANTO, ESTAMOS JUBIOLOSOS PORQUE, COM O ENCERRAMENTO, UM NOVO CAPÍTULO PODE COMEÇAR.
NÓS NOS REUNIMOS PARA MARCAR O PASSAMENTO DE NOSSA AMADA IRMÃ ..................... PARA QUEM ESTA ENCARNAÇÃO FINDOU. ESTAMOS REUNIDOS PARA CONFIÁ-LA AO ZELO DA BENÇÃO DO DEUS E DA DEUSA, PARA QUE ELA POSSA REPOUSAR, ISENTA DE ILUSÃO OU TRISTEZA ATÉ QUE ADVENHA O TEMPO DE SEU RENASCIMENTO NESTE MUNDO. E SABENDO QUE ISSO SERÁ, SABEMOS TAMBÉM QUE A TRISTEZA NÃO É NADA E QUE O JUBILO É TUDO.
O Sacerdote permanece em seu lugar e a Sacerdotisa conduz o coven numa dança em espiral, lentamente fechando o círculo num sentido anti-horário, mas não o fechando de maneira demasiada.
O Sacerdote diz:
NÓS TE CONVOCAMOS, MÃE SOMBRIA E ESTÉRIL, TU PARA QUE TODA A VIDA MANIFESTA CUMPRE RETORNAR ADVINDO SEU TEMPO; MÃE SOMBRIA DA TRANQUILIDADE E DO REPOUSO, ANTE QUEM OS HOMENS TREMEM PORQUE FALTA-LHES A COMPREENSÃO DE TI. NÓS TE CONVOCAMOS, QUE É TAMBÉM HÉCATE DA LUA MINGUANTE, SENHORA SOMBRIA DA SABEDORIA, QUE OS HOMENS TEMEM PORQUE TUA SABEDORIA SE ELEVA ACIMA DA DELES. NÓS, OS FILHOS OCULTOS DA DEUSA, SABEMOS QUE NADA HÁ A TEMER EM TEU ABRAÇO, DO QUAL NINGUÉM ESCAPA; QUE QUANDO ENTRAMOS EM TUA ESCURIDÃO, COMO DEVEM TODOS, SERÁ COMO ENTRAR NOVAMENTE NA LUZ. ASSIM, COM AMOR E SEM TEMOR, CONFIAMOS A TI ...................... NOSSA IRMÃ. TOMA-A, PROTEGE-A, NORTEIA-A, ADMITA-A À PAZ DE SUMMERLAND, QUE SE ENCONTRAM ENTRE A VIDA E A VIDA. E SABE, COMO SABES TODAS AS COISAS, QUE NOSSO AMOR COM ELA VAI".
O sacerdote apanha a tigela, o cordel, o martelo e o pano. A dança cessa e os membros se afastam a fim de admitir a Sacerdote ao centro da espiral, onde ele deposita o pano sobre o chão e a tigela sobre o pano. Em seguida, a extremidade livre do cordel à Donzela.
A sacerdotisa diz:
SOLTE-SE O CORDEL PRATEADO, OU SE QUEBRE A TIGELA DOURADA, OU SE QUEBRE O CÂNTARO NA FONTE, OU SE QUEBRE NA CISTERNA E ENTÃO O PÓ RETORNARÁ À TERRA COMO ERA, E O ESPÍRITO RETORNARÁ À DEUSA QUE O CONCEDEU.
O sacerdote desata o cordel prateado e a Donzela o colhe. O Sacerdote embrulha então a tigela com o pano e a quebra com o martelo. A seguir recoloca o pano dobrado com os fragmentos da tigela e o martelo ao lado do altar. O Coven retorna, fechando novamente o círculo.
A Donzela carrega o cordel prateado e durante a invocação que se segue, movendo-se em sentido horário em torno do círculo, o oferece primeiramente aos senhores das Atalaias do Oeste (Senhores da Morte e da Iniciação), depois aos Senhores das Atalaias do Leste (senhores do Renascimento). Em seguida, ela deposita o cordel no chão diante da vela do leste e se reúne ao Sacerdote, junto ao altar (movendo-se sempre em sentido horário). Enquanto isso, a Sacerdotisa dirige-se novamente a dança, repetindo o movimento de volta em sentido horário, a fim de desfazer a espiral até que se torne mais uma vez um círculo completo, continuando a se mover em sentido horário.
Logo depois de recolocar o pano e o martelo ao lado do altar, o Sacerdote encara o coven e diz:
NÓS TE CONVOCAMOS, AIMA, MÃE LUMINOSA E FÉRTIL, TU ÉS O ÚTERO DO RENASCIMENTO, DE QUEM TODA VIDA MANIFESTA PROCEDE E EM CUJO SEIO QUE JORRA TODOS SÃO NUTRIDOS. NÓS TE CONVOCAMOS, QUE É TAMBÉM PERSÉFONE DA LUA CRESCENTE, SENHORA DA PRIMAVERA E DE TODAS AS COISA NOVAS. A TI CONFIAMOS .............., NOSSA IRMÃ. TOMA-A, PROTEGE-A, NORTEIA-A; A CONDUZ NA PLENITUDE DO TEMPO A UM NOVO NASCIMENTO E UMA NOVA VIDA. E CONCEDE QUE, NESSA NOVA VIDA, ELA POSSA SER AMADA NOVAMENTE, COMO NÓS, SEUS IRMÃOS E IRMÃOS, A AMAMOS.
O Sacerdote e a Donzela juntam-se novamente ao coven, que desenvolve um movimento circular e a sacerdotisa inicia a Runa das feiticeiras, os demais se unindo a ela. Finda a Runa, a Sacerdotisa ordena:
AO CHÃO!
Os membros se sentam, formando um círculo olhando para o interior deste. A Sacerdotisa atribui papéis para a Lenda da Descida da Deusa ao Mundo Subterrâneo: o Narrador, A Deusa, O senho do Mundo Subterrâneo, e o Guardião dos Portais.
A Deusa é adornada com jóias, coberta com véu e fica na borda do círculo ao sudeste. O senhor do Mundo Subterrâneo coloca sua coroa, toma a espada e permanece com suas costas para o altar. O Guardião dos Portais toma seu athame e o cordel vermelho e fica de pé encarando a Deusa.
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A decoração do círculo e do altar para um Requiem será, neste caso, uma questão de gosto pessoal, dependendo das circunstâncias, da época do ano e do caráter do amigo que está sendo lembrado, bem como das associações com ele feitas.
Deposita-se ao lado do altar uma pequena tigela de louça (um caneco ou xícara com asa é o mais adequado) com um cordel prateado a ela atado; é preciso dispor também de um martelo para quebrar o pequeno recipiente e um pano para embrulhá-lo.
Para a Lenda da Descida da Deusa deve-se deixar à disposição, próximos do altar, jóias e um véu, bem como uma coroa para o Senhor do Mundo Subterrâneo. Também à disposição sobre o altar deve haver um colar.
O RITUAL
O Ritual de abertura deve ser realizado como sempre até o fim da invocação do Deus Cernunnos. A Grã Sacerdotisa e o Sacerdote, em seguida, encaram os membros do coven de diante do altar.
A sacerdotisa diz:
NÓS NOS REUNIMOS HOJE EM MEIO À TRISTEZA E ALEGRIA. ESTAMOS TRISTES PORQUE UM CAPÍTULO SE ENCERROU E, NO ENTANTO, ESTAMOS JUBIOLOSOS PORQUE, COM O ENCERRAMENTO, UM NOVO CAPÍTULO PODE COMEÇAR.
NÓS NOS REUNIMOS PARA MARCAR O PASSAMENTO DE NOSSA AMADA IRMÃ ..................... PARA QUEM ESTA ENCARNAÇÃO FINDOU. ESTAMOS REUNIDOS PARA CONFIÁ-LA AO ZELO DA BENÇÃO DO DEUS E DA DEUSA, PARA QUE ELA POSSA REPOUSAR, ISENTA DE ILUSÃO OU TRISTEZA ATÉ QUE ADVENHA O TEMPO DE SEU RENASCIMENTO NESTE MUNDO. E SABENDO QUE ISSO SERÁ, SABEMOS TAMBÉM QUE A TRISTEZA NÃO É NADA E QUE O JUBILO É TUDO.
O Sacerdote permanece em seu lugar e a Sacerdotisa conduz o coven numa dança em espiral, lentamente fechando o círculo num sentido anti-horário, mas não o fechando de maneira demasiada.
O Sacerdote diz:
NÓS TE CONVOCAMOS, MÃE SOMBRIA E ESTÉRIL, TU PARA QUE TODA A VIDA MANIFESTA CUMPRE RETORNAR ADVINDO SEU TEMPO; MÃE SOMBRIA DA TRANQUILIDADE E DO REPOUSO, ANTE QUEM OS HOMENS TREMEM PORQUE FALTA-LHES A COMPREENSÃO DE TI. NÓS TE CONVOCAMOS, QUE É TAMBÉM HÉCATE DA LUA MINGUANTE, SENHORA SOMBRIA DA SABEDORIA, QUE OS HOMENS TEMEM PORQUE TUA SABEDORIA SE ELEVA ACIMA DA DELES. NÓS, OS FILHOS OCULTOS DA DEUSA, SABEMOS QUE NADA HÁ A TEMER EM TEU ABRAÇO, DO QUAL NINGUÉM ESCAPA; QUE QUANDO ENTRAMOS EM TUA ESCURIDÃO, COMO DEVEM TODOS, SERÁ COMO ENTRAR NOVAMENTE NA LUZ. ASSIM, COM AMOR E SEM TEMOR, CONFIAMOS A TI ...................... NOSSA IRMÃ. TOMA-A, PROTEGE-A, NORTEIA-A, ADMITA-A À PAZ DE SUMMERLAND, QUE SE ENCONTRAM ENTRE A VIDA E A VIDA. E SABE, COMO SABES TODAS AS COISAS, QUE NOSSO AMOR COM ELA VAI".
O sacerdote apanha a tigela, o cordel, o martelo e o pano. A dança cessa e os membros se afastam a fim de admitir a Sacerdote ao centro da espiral, onde ele deposita o pano sobre o chão e a tigela sobre o pano. Em seguida, a extremidade livre do cordel à Donzela.
A sacerdotisa diz:
SOLTE-SE O CORDEL PRATEADO, OU SE QUEBRE A TIGELA DOURADA, OU SE QUEBRE O CÂNTARO NA FONTE, OU SE QUEBRE NA CISTERNA E ENTÃO O PÓ RETORNARÁ À TERRA COMO ERA, E O ESPÍRITO RETORNARÁ À DEUSA QUE O CONCEDEU.
O sacerdote desata o cordel prateado e a Donzela o colhe. O Sacerdote embrulha então a tigela com o pano e a quebra com o martelo. A seguir recoloca o pano dobrado com os fragmentos da tigela e o martelo ao lado do altar. O Coven retorna, fechando novamente o círculo.
A Donzela carrega o cordel prateado e durante a invocação que se segue, movendo-se em sentido horário em torno do círculo, o oferece primeiramente aos senhores das Atalaias do Oeste (Senhores da Morte e da Iniciação), depois aos Senhores das Atalaias do Leste (senhores do Renascimento). Em seguida, ela deposita o cordel no chão diante da vela do leste e se reúne ao Sacerdote, junto ao altar (movendo-se sempre em sentido horário). Enquanto isso, a Sacerdotisa dirige-se novamente a dança, repetindo o movimento de volta em sentido horário, a fim de desfazer a espiral até que se torne mais uma vez um círculo completo, continuando a se mover em sentido horário.
Logo depois de recolocar o pano e o martelo ao lado do altar, o Sacerdote encara o coven e diz:
NÓS TE CONVOCAMOS, AIMA, MÃE LUMINOSA E FÉRTIL, TU ÉS O ÚTERO DO RENASCIMENTO, DE QUEM TODA VIDA MANIFESTA PROCEDE E EM CUJO SEIO QUE JORRA TODOS SÃO NUTRIDOS. NÓS TE CONVOCAMOS, QUE É TAMBÉM PERSÉFONE DA LUA CRESCENTE, SENHORA DA PRIMAVERA E DE TODAS AS COISA NOVAS. A TI CONFIAMOS .............., NOSSA IRMÃ. TOMA-A, PROTEGE-A, NORTEIA-A; A CONDUZ NA PLENITUDE DO TEMPO A UM NOVO NASCIMENTO E UMA NOVA VIDA. E CONCEDE QUE, NESSA NOVA VIDA, ELA POSSA SER AMADA NOVAMENTE, COMO NÓS, SEUS IRMÃOS E IRMÃOS, A AMAMOS.
O Sacerdote e a Donzela juntam-se novamente ao coven, que desenvolve um movimento circular e a sacerdotisa inicia a Runa das feiticeiras, os demais se unindo a ela. Finda a Runa, a Sacerdotisa ordena:
AO CHÃO!
Os membros se sentam, formando um círculo olhando para o interior deste. A Sacerdotisa atribui papéis para a Lenda da Descida da Deusa ao Mundo Subterrâneo: o Narrador, A Deusa, O senho do Mundo Subterrâneo, e o Guardião dos Portais.
A Deusa é adornada com jóias, coberta com véu e fica na borda do círculo ao sudeste. O senhor do Mundo Subterrâneo coloca sua coroa, toma a espada e permanece com suas costas para o altar. O Guardião dos Portais toma seu athame e o cordel vermelho e fica de pé encarando a Deusa.
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