quinta-feira, 3 de maio de 2007

A importância da continuidade IV

Ficam agora os resultados do atelier Ver para Crer, realizado no ano passado:
A maioria dos alunos lembrava-se da minha visita. Começavam por recordar o exercício de escrita criativa sobre os sentidos, depois era a vez dos livros. Não se lembravam de muitos títulos, mas sempre nomeavam um ou outro, ou até enunciavam o tema da narrativa.
Dos três grupos, há que destacar o 8º B, com duas alunas que leram dois dos livros apresentados (Uma argola no umbigo; O Diário secreto de Adrian Mole); e outras duas que leram um (Crónicas de Spiderwick; Uma argola no umbigo). Houve ainda quem mostrasse interesse em ler Dentro de mim e Trisavó de Pistola à cinta. Também no 8º A os alunos identificaram os dois livros que também tinha levado no ano passado, e uma aluna tinha lido As crónicas de Spiderwick. Fiquei por isso mais convencida de que a continuidade destas acções é importante para criar memórias sociais em torno dos livros nesta fase de afastamento ou indiferença relativamente à leitura. Mesmo aqueles que são preguiçosos queriam ouvir as histórias do menino Nicolau ou do Sonhador. E têm assim a oportunidade de contactar com outra pessoa, para além da Célia, que todos conhecem da Biblioteca, e dos professores, que trabalha com livros e gosta de ler. Mesmo que ainda não consigamos transformar estes adolescentes em leitores, garantimos que quando chegarem a adultos, e até quando se tornarem mediadores de leitura dos seus filhos, não verão o livro com a mesma indiferença e desprezo que as gerações anteriores. Não ser leitor poderá representar apenas uma opção individual, e não uma recusa quase ideológica, e isso será já um avanço.

Balanço do atelier em Montemor

Os ateliers correram bem, os alunos aderiram aos desafios, e creio que neste momento o Diz-me quem és, dir-te-ei o que lês é um bom sucessor do Ver para Crer. Ontem encontrei três turmas, duas das quais difíceis, de alunos com problemas de comportamento. Foi difícil fazer-me ouvir. Contudo, à medida que relacionava os livros com os objectos, as imagens e os excertos, os grupos iam demonstrando mais curiosidade e participavam no jogo, tentando adivinhar as correspondências. As escolhas não foram totalmente desadequadas. As brincadeiras do menino Nicolau foi o livro mais votado, o que era esperado por ter histórias pequenas, frases curtas e uma ironia próxima deste público menos interessado. Mas houve surpresas, com uma das turmas a votar em grande número em Oliver Twist e outra em A biblioteca mágica.
Hoje, dos quatro grupos, três tinham alunos conhecidos, tal como se esperava. O diálogo foi mais fácil, pelo comportamento geral, mas o interesse não esteve sempre num nível muito alto. A dinâmica do atelier permitiu, apesar disso, que os alunos se envolvessem, alvitrassem hipóteses diegéticas, e tomassem partidos. Creio por isso que este atelier permite dar a conhecer novas obras, e obrigar os adolescentes a confrontarem-se com os seus comportamentos de leitores/ não leitores bem como com as suas preferências individuais relativamente às opiniões maioritárias dos grupos.
Estou satisfeita com os resultados imediatos.

ÉRICO VERISSIMO - O TEMPO E O VENTO - O CONTINENTE - TOMO I - 02/05/07



Érico Verissimo - O Tempo e o Vento - O Continente - Tomo I

A Triologia O tempo e o vento, é a mais famosa saga da literatura brasileira. São 150 anos da história do Rio Grande do Sul e do Brasil que o escritor compôs em três partes - O Continente, O retrato e O arquipélago -, publicadas entre 1949 e 1962. O Continente, segundo o crítico literário Antonio Candido "um dos grandes romances da literatura brasileira", lança o leitor em plena ação, durante o cerco das tropas federalistas ao Sobrado do republicano Licurgo Cambará, em 1895, para em seguida retroceder um século e meio e mostrar as origens míticas e históricas do clã Terra Cambará. Acompanhando a formação dessa família, Erico nos apresenta toda a saga. Em sua galeria de personagens há figuras fascinantes, comparáveis a grandes ícones da literatura nacional como Peri, Capitu e Macunaíma. A forte Ana Terra, o valente capitão Rodrigo Cambará, a sedutora Luzia Silva e o curioso doutor Carl Winter são alguns desses personagens eternamente vivos na imaginação dos leitores. Desfilam no romance as disputas entre famílias pelo poder local, regional e nacional; as guerras de fronteira e as civis; a bravura dos homens e a tenacidade das mulheres; a pobreza de meios e a violência contra os desassistidos. Valores caros ao escritor entram em cena: a sobriedade, a liberdade e a coragem - que muitas vezes não está nos campos de batalha, mas na simplicidade do cotidiano e na resistência capaz de sobreviver aos desmandos políticos.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Iyanla Vanzant - Ontem, Eu Chorei


Iyanla Vanzant - Ontem, Eu Chorei


Sinopse:

Todos passamos, no correr da vida, por momentos dolorosos, experiências sofridas que deixam em nós suas marcas. Ainda que não tenhamos consciência delas, essas marcas ficam presentes, determinando a visão que temos de nós mesmos, a nossa auto-estima, a forma como nos relacionamos e como nos deixamos tratar pelos outros.

Elas determinam nossa capacidade de dar e receber amor. Determinam nossa felicidade. Fazê-las vir à tona, examiná-las, tentar descobrir as lições que elas contêm é tomar posse de nós mesmos para sermos donos das nossas escolhas. É libertar-se de amarras para celebrar o dom da vida e do ser único e especial que cada um de nós é.

Quais são as lições que o sofrimento nos ensina?

Neste livro, ela nos conta suas experiências pessoais para mostrar-nos as lições que cada uma continha e que a levaram a desenvolver seus dons maravilhosos e atingir a sabedoria. Que a tornaram capaz de amar-se e fazer do amor um instrumento de construção da felicidade.

O sofrimento do passado não precisa ser a realidade do presente.

Iyanla Vanzant é um exemplo de como as lágrimas de ontem se tornam as sementes da esperança, da renovação e da força de hoje.

A BRUXA E A ARTE DO SONHAR

Florinda Donner-Grau - A Bruxa e a Arte do Sonhar

Esoterismo - Magia


A autora foi introduzida ao mundo da cura espiritual como antropóloga. Mas seu envolvimento logo se transformou e se aprofundou na direção de algo bem mais pessoal. Este livro é o relato extraordinário de suas experiências com Dona Mercedes, uma xamã idosa de uma remota cidade venezuelana conhecida por sua população de espiritualistas, feiticeiros e médiuns. Trabalhando como aprendiz de Dona Mercedes, Florinda testemunhou em primeira mão o poder e a beleza da verdadeira cura espiritual. Florinda conta a sua história e como sua autodescoberta foi gratificante, ao saber como era importante sua presença na vida da velha curandeira.

Aventuras na História - Edição 70 (Maio/2009)


Aventuras na História - Edição 70 (Maio/2009)

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Escravidão
Uma impressionante viagem pelo cotidiano do negro brasileiro antes e depois da Lei Áurea..
Após 350 anos de trabalhos forçados, eles tiveram que se adaptar á vida com liberdade - e sem emprego.
Laurentino Gomes revela a Conspiração para fazer de Napoleão imperador do Brasil
A Lista de Aristides
O português que salvou 10 mil judeus na Segunda Guerra
Um incrível mergulho nas Termas de Trajano, a casa de banho romana

terça-feira, 1 de maio de 2007

Diz-me quem és, dir-te-ei o que lês em Montemor

Amanhã e depois estarei em Montemor-o-Novo com o atelier Diz-me quem és, dir-te-ei o que lês. Amanhã é a vez dos alunos da Escola Secundária, com três turmas do 7º ano. Na quinta-feira, reencontrarei alguns velhos conhecidos do ano passado, agora alunos do 8º ano, na EB 2/3 S. João de Deus. Perante esta possibilidade, oscilei entre a escolha de sete novos livros e manter alguns daqueles que apresentei no ano transacto. Decidi-me pela segunda hipótese e levarei dois livros que constam do atelier Ver para Crer. A intenção é perceber se haverá alunos a reconhecê-los, se os leram, ou se vão escolher os indícios certos para algum dos livros que conhecem. Se, por um lado, é importante dar a conhecer ao público adolescente a maior diversidade de livros possível, creio ser igualmente relevante voltar a promover obras que na altura podem ter chamado mais ou menos a atenção dos alunos, e hoje poderão surtir efeitos diferentes. Tenho por isso algumas expectativas sobre as reacções das turmas repetentes, e espero poder explorar esta situação.