sábado, 22 de março de 2008

Poesia no ensino... por Eduardo Prado Coelho

Cito um excerto de um artigo de Eduardo Prado Coelho sobre o tema «O lugar da poesia». O pensador reflecte sobre as várias perspectivas sociológicas do lugar da poesia, para no último terço do artigo apresentar teoricamente as características literárias do seu lugar: a poesia cria o seu lugar, pelo peso das suas palavras, pelo seu esplendor. Não se trata de uma imposição mas sim de uma criação especial de lugares poéticos, lugares que nascem do esplendor das palavras.
«Qual o lugar da poesia no nosso ensino? Até que ponto os jovens adquirem a noção da importância das palavras, entendem o que vale o uso de uma palavra face a uma outra palavra possível, ou como as palavras têm efeitos, efeitos de riso, de deslumbramento, de poder, de corrupção, de sedução, de envolvimento, de compaixão, de clemência, de beleza pura, de infinito? Porque o uso das palavras, a jubilação da palavra certa por fim encontrada, a modulação do encontro na rede oscilante das palavras, tudo isso se pode aprender, e tudo isso pode alterar uma vida, uma relação, um momento de desânimo, um começo de noite.»
Eduardo Prado Coelho, «Entre uma nuvem negra e uma nuvem branca» in relâmpago nº 2, 4/ 98, Fundação Luís Miguel Nava, p.14

O Simbolismo Astrológico de Mar Portuguêz - Os signos, de Fernando Pessoa

Em 1934, Fernando Pessoa publicou o único livro de sua carreira, Mensagem, para enviar a um concurso de poesias sobre Portugal. O livro é totalmente simbólico e em sua própria introdução Pessoa pede que o interpretemos como símbolo. É fato público e notório que Fernando Pessoa era astrólogo. Seus escritos astrológicos mais antigos são de 1908, quando o poeta tinha 20 anos. Por toda sua vida ele se utilizou da Astrologia, chegando inclusive a fazer as cartas astrológicas de seus heterônimos e a escrever um tratado sobre o assunto, em 1916, sob o heterônimo de Raphael Baldaya.

Além disso, Pessoa foi templário, maçon, teosofista e outros. Em sua biblioteca, além dos grandes filósofos encontramos obras de Blavatsky, Leadbeater, Krishnamurti, Mabel Collins, Alan Leo, Manly Palmer Hall e Rudolf Steiner. Pessoa inclusive traduziu 'A Voz do Silêncio" e "Luz no Caminho". Tudo isso leva a crer que conhecia e trabalhava com astrologia transpessoal. A segunda parte de Mensagem, chamada Mar Portuguêz, é composta de doze poemas que têm uma notável relação com os 12 signos.


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sexta-feira, 21 de março de 2008

LANÇAMENTO DIGITAL SOURCE - Jorge Luis Borges - Ficções


Título: FICÇÕES
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Contos
Editora: Globo


Neste livro singular e extraordinário, o leitor encontrará reunidos os 18 contos que deram fama internacional da Jorge Luis Borges. Primeiro, a estranha marca de originalidade desses escritos inovadores, que renovaram o conto moderno. Depois, o caráter fora do comum de seus temas, abertos para o fantástico e a inesperada dimensão filosófica do tratamento. Por fim, a qualidade ímpar de sua prosa. Pode-se imaginar a felicidade daquele que pela primeira vez se deparará com o universo fantástico de Tlön, a memória de Funes ou com o duelo de arrabalde em que de novo joga a vida de Martín Fierro.

LANÇAMENTO DIGITAL SOURCE - Jorge Luis Borges - O Ouro dos Tigres


Título: O Ouro dos Tigres
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Ficção
Editora: Globo

O Ouro dos Tigres é uma coleção de poemas e textos breves em prosa escritos entre 1969 e 1972, é um dos livros mais delicados e diretos de Borges.

LANÇAMENTO DIGITAL SOURCE - Jorge Luis Borges - Jorge Luis Borges


Título: Jorge Luis Borges
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Poemas
Editora: Editora Tres


No prólogo ao seu livro mais recente - Os Conjurados - datado de 1985, Jorge Luis Borges escreve:
Não professo qualquer estética. Cada obra confia ao seu escritor a forma que procura: o verso, a prosa, o estilo barroco ou chão. As teorias podem ser admissíveis estímulos (recordemos Whitman), mas contudo podem engendrar monstros ou meras peças de museu. Lembremos o monólogo interior de Joyce ou o terrivelmente incómodo Polifemo.
Com o correr dos anos, observei que a beleza, tal como a felicidade, é frequente. Não se passa um dia em que não estejamos, um instante, no paraíso. Não há poeta por medíocre que seja, que não tenha escrito o melhor verso da literatura, mas também os mais infelizes. A beleza não é privilégio de uns quantos homens ilustres. Seria muito estranho que este livro, que abarca umas quarenta composições, não encerrasse uma única linha secreta, digna de te acompanhar até ao fim.

LANÇAMENTO DIGITAL SOURCE - Jorge Luis Borges - O Aleph


Título: OS ALEPH
Autor: Jorge Luis Borges
Gênero: Contos
Editora: Globo

O Aleph é um livro de histórias curtas de Jorge Luis Borges, publicado em 1949 e contendo, entre outros, o conto que dá nome ao livro. Ambos são representativos do estilo de Jorge Luis Borges e da escola literária latino-americana do realismo mágico da qual ele é indicado como uma das manifestações mais originais[1]. Os contos do livro Aleph são: O imortal; O morto; Os teólogos; História do guerreiro e da cativa; Biografia de Tadeo Isidoro Cruz (1829-1874); Emma Zunz; A casa de Astérion; A outra morte; Deutsches Requiem; A busca de Averróis; O Zahir; A escrita de Deus; Abenjacan, o Bokari, morto no seu labirinto; Os dois reis e os dois labirintos; A espera; O homem no umbral; e, finalmente, O Aleph. Quanto ao conto, Aleph, especificamente, o protagonista se depara com a possibilidade de conhecer o ponto do espaço que abarca toda a realidade do universo num local bastante inusitado: no porão de um casarão situado em Buenos Aires, prestes a ser demolido. Este ponto recebe a alcunha de Aleph - a letra inicial do alfabeto hebraico, correspondente ao alfa grego e ao a dos alfabetos romanos. A idéia de unidade na multiplicidade é tema borgiano por excelência e, no conto em apreço, sua exposição literária é primorosa.

Captando Energia Através do Ato Sexual

Existem inúmeros seres hoje que vivem unicamente da energia gerada por atos sexuais sem propósito.

O ato sexual é uma maneira de se captar energia, mas pode ser uma porta aberta para a perda da mesma se não realizado de maneira correta.

A maneira correta é, em primeiro lugar, que se estabeleça um laço de amor profundo entre as pessoas que pretendam captar a energia. Sem este laço, a fonte de amor infinita não se aproximará destas pessoas.
O sexo banal é incitado por seres que desejam a energia trazendo pouco ou nenhum benefício ao homem. Muitos de vós procuram defende-lo, mas saibam que seus parceiros sexuais neste caso não é a pessoa com quem se relaciona e sim os seres que se beneficiam de sua energia. Estes seres podem adquirir esta energia inclusive através de relações sexuais que temos em sonhos, às vezes, com eles mesmos. É necessário controle da energia, pois a mesma energia que vibra no chakra básico, vibra em todos os outros e pode ser responsável pela iluminação do homem. Vamos então à maneira correta de se captar energia através do movimento físico e astral que é o sexo.


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