Mostrando postagens com marcador Mesopotâmia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mesopotâmia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Texto do Cilindro de Ciro, de Ciro II da Pérsia

TRECHO:
O culto de Marduque, o rei dos deuses, ele [o Rei Nabonido] transformou em abominação,
diariamente fazia o mal contra a sua cidade … Atormentou os habitantes com um jugo sem
descanso, arruinou-os a todos.
Às queixas dos seus habitantes, o senhor dos deuses ficou extremamente irritado e foi-se
embora da sua terra, os deuses que habitavam entre eles deixaram as suas moradas, tanto
ele os tinha irritado na Babilónia. Marduque que cuida… uma vez que os santuários de
todos os seus lugares estavam em ruínas e os habitantes da Suméria e Acad tinham ficado
como mortos, voltou a trás, dominou a sua irritação e mostrou-se compadecido. Examinou e
perscrutou todos os países, procurando um governante recto, que estivesse disposto a levar
processionalmente Marduque. Pronunciou o nome de Ciro , Rei de Anshã , proclamou o
seu nome para ser o governante do mundo inteiro. Fez que o país de Guti e todas as hordas
de Manda se inclinassem em submissão aos seus pés. E este sempre se esforçou em tratar
conforme a justiça os cabeça-pretas , que Marduque o levou a conquistar.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Assim Falou Zaratustra, de Friedrich Nietzsche

TRECHO:
Preâmbulo de Zaratustra
Aos trinta anos Zaratustra afastou−se
da sua pátria e do lago da sua pátria, e
dirigiu−se à montanha. Durante dez
anos gozou por lá do seu espírito e da
sua solidão sem se cansar. Variaram,
no entanto, os seus sentimentos, e uma
manhã, erguendo−se com a aurora,
pôs−se em frente do sol e falou−lhe da
seguinte maneira:
"Grande astro! Que seria da tua
felicidade se te faltassem aqueles a
quem iluminas? Faz dez anos que te
apresentas à minha caverna, e, sem
mim, sem a minha águia e a minha
serpente, haver−te−ias cansado da tua
luz e deste caminho.
Nós, porém, te aguardávamos todas as
manhãs, tomávamos−te o supérfluo e
bendizíamos−te.
Pois bem: já estou tão enfastiado da
minha sabedoria, como a abelha
quando acumula demasiado mel.
Necessito mãos que se estendam para
mim. Quisera dar e repartir até que os
sábios tornassem a gozar da sua
loucura e os pobres, da sua riqueza.
Por essa razão devo descer às
profundidades, como tu pela noite, astro
exuberante de riqueza quando
transpôes o mar para levar a tua luz ao
mundo inferior.
Eu devo descer, como tu, segundo
dizem os homens a quem me quero
dirigir.
Abençoa−me, pois, olho afável, que
podes ver sem inveja até uma felicidade
demasiado grande!
Abençoa a taça que quer transbordar,
para que dela jorrem as douradas
águas, levando a todos os lábios o
reflexo da tua alegria!
Olha! Esta taça quer novamente
esvaziar−se, e Zaratustra quer tornar a
ser homem".
Assim principiou o ocaso de Zaratustra.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

A Epopéia de Gilgamesh

Introdução
1. A história da Epopéia
A Epopéia de Gilgamesh, o famoso rei de Uruk, na Mesopotâmia, provém de uma era totalmente esquecida até o século passado, quando os arqueólogos começaram a escavar as cidades soterradas do Oriente Médio. Até então, toda a história relativa ao longo período que separa Noé de Abraão estava contida em dois dos livros menos atraentes, por serem de cunho genealógico, do Livro do Gênesis. Destes capítulos, apenas dois nomes são lembrados até hoje no linguajar cotidiano: o do caçador Nimrod e o da torre de Babel. O ciclo de poemas reunidos em torno de Gilgamesh nos leva, contudo, de volta ao meio daquele período.
Estes poemas têm direito a um lugar na literatura mundial, não apenas por precederem às epopéias homéricas em pelo menos mil e quinhentos anos, mas principalmente pela qualidade e originalidade da história que narram. Trata-se de uma mistura de pura aventura, moralidade e tragédia. Por meio da ação estes poemas nos revelam uma preocupação bastante humana com a mortalidade, a busca do conhecimento e a tentativa de escapar ao destino do homem comum. Os deuses não podem ser trágicos, pois não morrem. Se Gilgamesh não é o primeiro herói humano, é o primeiro herói trágico sobre o qual conhecemos alguma coisa. É aquele com quem mais nos identificamos e que melhor representa o homem em busca da vida e do conhecimento, uma busca que não pode conduzi-lo senão à tragédia. Pode talvez causar alguma surpresa o fato de que algo tão antigo quanto uma história do terceiro milênio a.C. tenha ainda algum poder para comover e continuar atraindo leitores no século XX; isto no entanto acontece. A narrativa está incompleta e pode ser que continue assim; ela é, porém, o mais admirável poema épico que nos chegou de todo o
período anterior ao aparecimento da Ilíada de Homero; e é também incomparavelmente mais antigo.
Temos boas razões para crer que a maior parte dos poemas de Gilgamesh já haviam sido escritos nos primeiros séculos do segundo milênio a.C. e que provavelmente já existiam numa forma bastante semelhante muitos séculos antes disso, ao passo que o texto definitivo e a edição mais completa da epopéia vêm do século VII, da biblioteca de Assurbanipal, antiquário e último dos grandes reis do Império Assírio. Assurbanipal foi um grande general, o saqueador do Egito e de Susa; mas foi também o compilador de uma notável biblioteca, composta por documentos relativos à história contemporânea e por hinos, poemas e textos científicos e religiosos muito mais antigos. Ele nos conta que enviou seus servos aos antigos centros de saber de Babilônia, Uruk e Nippur para que pesquisassem seus arquivos e copiassem e traduzissem para o semítico acadiano da época os textos escritos na antiga língua suméria da Mesopotâmia. Entre esses textos, "Copiados segundo o original e cotejados no palácio de Assurbanipal, Rei do Mundo, Rei da Assíria", estava o poema que chamamos a Epopéia de Gilgamesh.
Não muito depois de este trabalho de cotejo ter sido concluído, a epopéia virtualmente perdeu-se e o nome do herói foi esquecido, deturpado ou desfigurado até se tornar praticamente irreconhecível — até ser redescoberto no século passado. Esta descoberta deveu-se, em primeiro lugar, à curiosidade de dois ingleses, e depois ao trabalho de muitos estudiosos em diferentes partes do mundo, que juntaram, copiaram e traduziram as tábuas de argila onde o poema foi escrito. Esta é uma obra ainda em andamento, e a cada ano que se passa mais lacunas são preenchidas; mas o corpo principal da epopéia assíria não tem sido alterado em seus aspectos essenciais desde a monumental publicação do texto, Com transliteração e comentários, por Campbell Thompson, em 1928 e 1930. Mais recentemente, contudo, atingiu-se um novo estágio, e uma nova onda de interesse surgiu em torno do trabalho do Professor Samuel Kramer, da Pensilvânia, cujo cotejo e tradução dos
textos sumérios leva a história da epopéia
de volta ao terceiro milênio antes de Cristo. Já é possível agora combinar e comparar um corpo de escritos bem maior e bem mais antigo do que o que tínhamos até então.

BAIXAR PDF

sábado, 1 de setembro de 2007

Código de Hamurábi

PRÓLOGO _ "Quando o alto Anu, Rei de Anunaki e Bel, Senhor da Terra e dos Céus, determinador dos destinos do mundo, entregou o governo de toda humanidade a Marduk... quando foi pronunciado o alto nome da Babilônia; quando ele a fez famosa no mundo e nela estabeleceu um duradouro reino cujos alicerces tinham a firmeza do céu e da terra - por esse tempo de Anu e Bel me chamaram, a mim, Hamurabi, o excelso príncipe, o adorador dos deuses, para implantar a justiça na terra, para destruir os maus e o mal, para prevenir a opressão do fraco pelo forte... para iluminar o mundo e propiciar o bem-estar do povo. Hamurabi, governador escolhido por Bel, sou eu, eu o que trouxe a abundância à terra; o que fez obra completa para Nippur e Durilu; o que deu vida à cidade de Uruk; o que supriu água com abundância aos seus habitantes;... o que tornou bela a cidade de Borsippa;... o que enceleirou grãos para a poderosa Urash;... o que ajudou o povo em tempo de necessidade; o que estabeleceu a segurança na Babilônia; o governador do povo, o servo cujos feitos são agradáveis a Anunit".

BAIXAR PDF