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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

BUDAPESTE

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De um lado está Buda, imponente sobre as colinas desde os tempos medievais, com castelos, igrejas e palácios, namorando o Danúbio lá do cimo da sua elegância altaneira. Do outro lado está Peste, mais moderna, plana e geométrica, desenhada para acolher o comércio, a vida artística, os cafés e os restaurantes mais famosos e concorridos. A uni-las, além da larga estrada fluvial, estão pontes como a das Correntes, a primeira de todas, construída em 1849, mas também a Ponte Elizabeth, a Ponte da Liberdade e a Ponte Margit, que liga a ilha do mesmo nome às duas margens do Danúbio.
Não foi fácil nem pacífica, ao longo dos séculos, a vida desta cidade mágica, que só assumiu definitivamentea unidade das suas duas metades em 1873. Sofreu invasões sangrentas e devastadoras, a destruição causada por guerras e também revoluções que lhe marcaram o rosto e a memória. Mas nunca perdeu o encanto que levou trovadores e cronistas a darem-lhe o justo cognome de "rainha do Danúbio".
Hoje com mais de dois milhões de habitantes, Budapeste orgulha-se da sua diversidade arquitectónica, que vai do românico e do gótico até à Arte Nova, passando por um barroco imponente. Esta concentração de estilos e gostos que coabitam em perfeita harmonia resulta da posição ocupada pela urbe no mapa da Europa Central e a que a transformou numa singular encruzilhada de povos, culturas e vivências, ao longo dos tempos.
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(Extraído do texto de José Jorge Letria para a revista "Tempo Livre", nº 209)

domingo, 2 de agosto de 2009

CIDADE E GOLFO DE LEPANTO

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Situado na Grécia, a curta distância de Delfos, local onde se encontra o santuário de Apolo, o golfo de Lepanto e a cidade (hoje denominada de Naupacte) conquistaram um lugar na História, no dia 7 de Outubro de 1571, quando aí se defrontaram as frotas cristã e otomana.
Na cidade, que se situa a cerca de 170 klm a oeste de Atenas, ergue-se um belo castelo veneziano que se tornou, tal como o importante porto, numa importante atracção turística.
As águas de Lepanto são conhecidas pelo festival desportivo e artístico que ali se realiza.
Construída perto das montanhas, a cidade, além de importante ponto de passagem, tornou-se, como toda a região, importante ponto de lazer, para os amantes da natureza.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

GUERNICA

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Gernika, ou Guernica y Luno, é uma vila situada a nordeste de Bilbau, na província de Biscaia, na Região Autónoma do País Basco. Foi intensamente bombardeada, a 27 de Abril de 1937, pelas esquadrilhas da Legião Condor.
A destruição e a mortandade resultantes do bárbaro bombardeamento - Francisco Franco negou-o e alegou que a vila foi arrasada pelas mãos dos mineiros asturianos e comunistas - foram imortalizadas por Pablo Picasso.
O grande artista espanhol pintou "Guernica", óleo a preto e branco que se tornou um símbolo, para o Pavilhão Espanhol da Exposição Internacional de Paris (1937).
O quadro esteve depositado no Museu Natural de Arte Moderna de Nova Iorque, até 1981, ano em que foi trasladado para Madrid. Inicialmente exposto no Palácio do Bom Retiro, foi transferido, em 1992, para o Centro de Arte Rainha Sofia.
"Guernica" não foi a única obra célebre inspirada na Guerra Civil de Espanha, que mobilizou grandes artistas e intelectuais de todo o Mundo, muitos dos quais pegaram mesmo em armas. A fotografia "Loyalist Soldier" (representa um soldado republicano a ser baleado), de Robert Capa, é outro exemplo, como relevantes são, igualmente, as novelas "A Esperança" (1938, André Malraux), "Homenagem à Catalunha" (1938, George Orwell, também autor de "Recordando a Guerra Espanhola"), "The Adventures of a Young Man" (1939, John dos Passos) e "Por Quem os Sinos Dobram" (1940, Ernest Hemingway, também autor de "A Quinta Coluna").

domingo, 29 de março de 2009

SEUL - Capital da Coreia do Sul

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A cidade de Seul tem a designação oficial de «Cidade Especial de Seul», o que revela o seu estatuto no país.
Situada na região Noroeste da Coreia do Sul, Seul é atravessada pelo rio Han, distando cerca de 60 klm do Mar Amarelo.
Desde 1394 até à divisão da península da Coreia, só por um curto período (entre 1399 e 1405), Seul não teve o estatuto de capital de todo o país, o que explica o facto de o seu nome significar, em coreano, "capital".
Ao longo dos tempos, apesar da população a designar sempre pelo seu nome actual, teve outras denominações oficiais.
Fundada, em 1394, por Yi Sonh-gy, com o intuito de vir a ser sede administrativa de todo o país, durante a dinastia Yi (1392-1910) chamou-se Hansong e, quando os japoneses ocuparam o país (1910-1945) rebaptizaram-na de Kiongsong.
Só com a criação da República da Coreia (Coreia do Sul) é que a cidade passou a denominar-se oficialmente de Seul.
Até ao final da Guerra da Coreia a cidade cresceu pouco. Em 1429 contava 100.000 habitantes e, quando os japoneses anexaram a península, em 1910, ainda só contava 250.000. Hoje, Seul, ocupando uma área de mais de 600 quilómetros quadrados, conta cerca de 9 milhões de habitantes. Devido ao seu crescimento, Songnam, Suwon e Inchon tornaram-se cidades-satélite.

quinta-feira, 5 de março de 2009

MANCHÚRIA

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A Manchúria, que inclui quase todo o Noroeste da China, é uma região histórica. Nela teve origem a última dinastia de imperadores chineses.
Os manchus invadiram a China em meados do século XVII, criando a dinastia Quing que se manteve no trono até 1912.
A Manchúria, cobiçada pela Rússia e pelo Japão no século XIX, integra actualmente as províncias de Liaoning (ao sul), Kirin (ao centro) e Heilungkiang (ao norte).
Faz fronteira com a Rússia (a norte, nordeste e leste), com a Coreia do Norte (a sul) e com a província de Hopeh.
A quando da guerra civil chinesa, a Manchúria contava cerca de 40 milhões de habitantes, e era, em todo o país, a região onde se concentravam mais indústrias pesadas, dispondo, também, da maior rede ferroviária. Era então, e é ainda hoje, rica em jazidas minerais, com destaque para o carvão e para o ferro.

domingo, 26 de outubro de 2008

ALEXANDRIA

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Porto do Egipto, localizada no delta do rio Nilo, junto ao Mediterrâneo, Alexandria é hoje um importante centro financeiro, industrial e intelectual.
A cidade foi fundada por Alexandre, o Grande, cuja chegada à região significou para os egípcios a libertação do duro domínio persa.
Foi durante uma viagem ao oásis de Siwa, em 332 a.C., que Alexandre decidiu fundar uma sumptuosa cidade, a que daria o seu nome. Tencionava torná-la não só o seu centro de poder, mas também um grande polo cultural. Porém, morreria antes de ver concluído o seu ambicioso projecto.
Já durante o período dos Ptolomeus, entre 305 e 30 a.C., Alexandria foi escolhida para capital do Egipto, tornando-se um dos principais centros da civilização helénica, durante mais de três séculos, e a maior cidade comercial do mundo.
Magnificamente situada, no cruzamento das grandes rotas comerciais, ficou famosa por algumas obras grandiosas, particularmente pelo inigualável farol de mais de 120 metros de altura - uma das Sete Maravilhas do mundo antigo - e pela biblioteca, considerada a maior da Antiguidade.
Erigida a partir do século III a.C., a famosa biblioteca guardava mais de 700.000 obras. Porém, vítima de um incêndio e de vários ataques, acabaria por ser destruída pelos árabes durante o século VII.
Foi recentemente "reconstruída".
Embora não existam certezas, a planificação da cidade é atribuída a Dinócrates de Rodes, que já anteriormente fora responsável pela reconstrução do Artemísion de Éfeso.
Com uma configuração geométrica, Alexandria possuia vastas avenidas, mas, devido ao calor permanente, grande parte das suas ruas eram estreitas, para proporcionarem mais sombra.
Além do majestoso palácio dos Ptolomeus, então chamado de Bruquian, que abarcava grande parte da cidade, existia a Neópolis, ou cidade nova, que possuía grandes obras de arquitectura, entre as quais a Biblioteca, o Museu e o Teatro.
Existiam ainda outros grandes monumentos, como os templos de Poseidon e de Serápis e o magnífico mausoléu de Alexandre.
Nos dias de hoje, apenas restam algumas ruínas da antiga cidade, uma vez que a velha urbe se encontra soterrada debaixo das fundações da metrópole moderna.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

BABILÓNIA

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Cidade situada na Baixa Mesopotâmia, de onde se destacam as ruínas ao lado do rio Eufrates, a sua criação é atribuída aos acádios. Foi, durante muito tempo, a capital intelectual e religiosa da Mesopotâmia.
Foi também o local onde se construiu uma das afamadas "Sete Maravilhas" do mundo antigo, os Jardins Suspensos, mandados erigir por Nabucodonosor II. Foi precisamente durante o seu reinado que foram constrídos os mais importantes monumentos babilónicos.
Julga-se também que a torre, em degraus, que Nabucodonosor II mandou construir, terá tido inspiração no episódio bíblico que alude à edificação, pelos descendentes de Noé, de uma torre para chegarem ao céu.
As lendas asseguram que a tentativa dos habitantes de Babel falhou por estes se não entenderem devido à diversidade de línguas que passaram a falar.
Sobre o esplendor da Babilónia de outrora, muitos vultos da História universal, nomeadamente Camões, escreveram.
Foi em Babilónia que Alexandre, o Grande, encontrou a morte.

sábado, 6 de setembro de 2008

CASSINO

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A meio caminho entre Roma e Nápoles, a cerca de 140 klms a sudeste da capital italiana, numa planície banhada pelos rios Liri e Rapido, encontra-se a cidade de Cassino, localizada no sopé da montanha sobre a qual se ergue a célebre Abadia de Monte Cassino, berço da Ordem dos Beneditinos.
Fundada em tempos remotos, precisamente no ano 310 a.C., Casinum foi ocupada pelos romanos e, durante a Idade Média, foi destruída pelos lombardos, sendo depois reconstruída e fortificada.
Em 1799, durante a retirada das tropas de Napoleão, foi devastada pelo general Championnet e, durante a II Guerra Mundial, em virtude da sua posição estratégica, foi palco de violentíssimos e repetidos combates, que resultaram em mais uma destruição da cidade.
Cassino, actualmente uma metrópole industrial que alberga cerca de 32.500 habitantes, tornou-se famosa desde a época romana pelas propriedades termais das suas águas e ainda recorda o seu rico passado histórico, quando foi um importante centro militar e comercial, concretamente durante as épocas republicana e imperial.
Testemunha do seu passado é a zona arqueológica, a sudoeste da cidade, onde se pode encontrar um anfiteatro de planta circular, conhecido como "Coliseu", resto de uma ampla e importante construção erguida no século I a.C..
Fazem ainda parte do complexo o monumental Mausoléu de Ummidia Quadratilla, transformado em igreja durante o século X, o Teatro romano, da época de Augusto, e as Termas romanas, um local não só rico em águas, mas também em vegetação.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

INDEPENDÊNCIA AMERICANA

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A aprovação, em Londres, da "Lei do Chá" - que conferia o monopólio do comércio desse produto à Companhia Britânica das Índias Orientais - foi a faísca que fez explodir a revolta da colónia norte-americana . Num par de anos, a próspera colónia britânica transformar-se-ia num novo país, os Estados Unidos da América.
Os norte-americanos, que começaram por reivindicar igualdade de direitos com os britânicos, tiveram que travar uma dura guerra de independência, face a um adversário que era, ao tempo, «o senhor dos mares».
Desencadeada a partir da Batalha de Lexington, em 1775, a luta arrastou-se para além da proclamação da Declaração de Independência. feita em Filadélfia, a 4 de Julho de 1776. Na verdade, apenas pelo Tratado de Versalhes, assinado em 1783, a guerra terminou oficialmente e a Inglaterra reconheceu como país as suas antigas 13 colónias.
Elevadas à condição de estados da União, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Connecticut, Delaware, Geórgia, Maryland, Massachussetts, New Hampshire, New Jersey, New York, Pensilvânia, Rhode Island e Virgínia ratificaram em 1789 a sua primeira Constituição e elegeram George Washington como seu primeiro presidente.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Os IBO

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Os IBO tornaram-se famosos devido à sangrenta guerra do Biafra (1967-1970), quando, com este nome, pretenderam formar uma república independente, desmembrando-se do território nigeriano. As imagens daquele confronto distorceram a realidade IBO, dando a imagem de um povo faminto e sem recursos.
Nada mais falso. Os IBO são empreendedores e dinâmicos, cheios de iniciativa e capacidade gestora, que os levou a praticar um imaginativo e amplo comércio e a desempenhar funções administrativas de alta responsabilidade. Isso suscitou a inveja de outros grupos étnicos, fazendo graves acusações verbais e praticando violências físicas contra eles.
Os mais de dez milhões de indivíduos que compõem esta etnia, com trinta ramos diferentes, concentram-se, na maioria, no Sudoeste da Nigéria, embora haja importantes comunidades noutros locais, dedicando-se, prevalentemente, a actividades comerciais.
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A unidade política e social dos IBO, era a aldeia. A casa é sempre rectangular, rodeada por um muro de barro e possui uma entrada principal, com uma grande porta decorada com motivos geométricos, que formam triângulos, losangos, linhas rectas e onduladas.
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A luta pela sobrevivência exigia uma rigorosa divisão do trabalho. Os homens caçavam, pescavam e desbravavam a terra para cultivo. As mulheres assumiam a responsabilidade das culturas, das colheitas e da venda e dos excedentes no mercado.
(Texto de José Luis Cotés - Leo Salvador)

domingo, 6 de abril de 2008

INCHON

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A cidade de Inchon ganhou importância como porto pesqueiro durante cerca de seis séculos em que prevalecu a dinastia Yi. Concretamente, desde finais de séc. XIV até princípios do séc. XX.
Na parte final desse período, em 1883, já Inchon era um dos três principais centros comerciais de todo o país e essa posição de destaque só veio a trminar quando os japoneses ocuparam a província, o que ocorreu entre 1910 e 1945. Os nipónicos, cientes da localização estratégica da cidade, desenvolveram o seu porto e industrializaram toda a região.
Durante a guerra da Coreia, Inchon ganhou um papel histórico, pois foi aí que desembarcaram as tropas da ONU, que libertaram a Coreia do Sul. Por esse motivo foi colocada uma estátua de grandes proporções do general Douglas MacArtur no principal parque da cidade.
Depois de terminado o conflito, Inchon continuou a receber grandes investimentos em vários sectores industriais, recebeu a Universidade de Inha e viu o seu porto sofrer enormes melhoramentos e ampliações, o que o tornou no local de tráfico marítimo ptivilegiado para todos os negócios em que a capital Seul está envolvida. Facto assente numa ligação em auto-estrada entre as duas cidades.
Com uma revisão administrativa de 1981 que lhe concedeu um estatuto semelhante ao de província, Inchon conta, actualmente, com cerca de dois milhões de habitantes e as suas ilhas e praias constituem um dos principais locais de lazer em toda a Coreia do Sul.

sábado, 12 de janeiro de 2008

ORLEÃES

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Situada a oeste de Paris, Orleães conseguiu manter, até hoje, as características medievais dos seus edifícios, pois, apesar de muitos terem sido destruídos durante a II Guerra Mundial, acabariam por ser recuperados.
A cidade ficaria marcada na história pela investida de Joana d'Arc, na altura com apenas 17 anos, que a recuperou da posse dos ingleses. Uma conquista que tornou aquela combatente conhecida como a donzela de Orleães.
O cerco, desta cidade francesa pelos ingleses, viria a ser crucial no conflito travado por britânicos e gauleses, na Guerra dos Cem Anos.
A invasão foi iniciada por Thomas de Montacute, após a conquista do Maine, uma fronteira entre duas regiões: a que reconhecia Henrique VI da Inglaterra como soberano da França e a que defendia as pretensões do príncipe herdeiro Carlos VII.
Numa tentativa de resgatar a cidade, Joana d' Arc convenceu Carlos VII a enviar um exército.
Como resultado, um dos principais fortes ocupados pelos britânicos foi tomado de assalto e os ingleses abandonaram o cerco.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

RICHMOND

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Actual capital da Virgínia, Richmond situa-se no coração do estado, na margem do rio James.
O tabaco é a base da economia da cidade, mas as indústrias química e farmacêutica, os têxteis e a produção de artigos de metal, papel e madeira, são também actividades significativas.
Actualmente com uma população com uma população a chegar a 1.000.000 de habitantes, Richmond é uma cidade cuja história teve um importante papel no desenvolvimento dos Estados Unidos.
Foi palco da Convenção de Virgínia, em 1774, que consolidou o sentimento antibritânico, e durante a Revolução Americana, em 1779, substituiu Williamsburg como capital.
Em 1840 foi ligada a Lynchburg pelo rio James e o canal Kanawka e, vinte anos mais tarde, passou a ser servida por várias linhas de caminho de ferro.
Com o eclodir da Guerra Civil Americana, a capital dos confederados passou de Montgomery, no Alabama, para Richmond o que, naturalmente, a tornou no principal alvo militar da União.
Em 1862 o exército do Potomac levou a cabo uma primeira aproximação à cidade, mas a verdadeira prova de fogo surgiu no verão de 1864, com o cerco a Richmond e Petersburg.
Em 1865, no início de Abril, as tropas do general Grant furaram as já enfraquecidas defesas da cidade que, durante a evacuação, acabaria por ser parcialmente destruída.

domingo, 4 de novembro de 2007

TOBRUK

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Durante a II Guerra Mundial a cidade de Tobruk, na Líbia, esteve sob o comando das diferentes forças em conflito e foi palco de algumas das mais ferozes e prolongadas batalhas do norte de África.
Mas Tobruk era alvo de atenções já desde 1911, devido ao seu porto, o único natural da Líbia. Por esse motivo foi ocupada pelos italianos antes da I Guerra Mundial e usada frequentemente como base naval e área para as operações militares desenroladas na região.
Em Janeiro de 1941, os britânicos tomaram a cidade aos italianos e fizeram 25 mil prisioneiros, mas, depois, foram obrigados a retirar para leste, deixando em Tobruk apenas um pequeno contingente militar, que, entre Março de 1941 e Junho de 1942, esteve periodicamente sob fogo alemão.
Quando capturaram a cidade, os alemães detiveram cerca de 35 mil soldados britânicos e deitaram a mão, ainda, a uma grande quantidade de armamento.
Mais tarde, a 13 de Novembro de 1942, já depois do triunfo na decisiva batalha de El-Alamein, os britânicos reconquistaram Tobruk.
Após o final da II Guerra Mundial, a cidade foi reconstruída e tronou-se a residência do rei da Líbia, conhecendo grande expansão nos anos 60, devido à construção do Marsa el-Hariga, um porto terminal com ligação por oleoduto até ao campo de petróleo de Sarir, situado cerca de 500 klms a sul.

domingo, 21 de outubro de 2007

KADESH

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Hoje chamada de Tall an-Nabi Mind, situada no vale do rio Orontes, na Síria, Kadesh foi, em tempos remotos, a cidade sagrada da civilização hitita.
A cidade foi, pela primeira vez, mencionada pelos egípcios quando Tutmósis III (que viveu entre 1505 a.C. e 1450 a.C.) esmagou uma insurreição síria, liderada pelo príncipe de Kadesh.
No século XIII a.C. a cidade ocupava uma importante posição estratégica para a expansão dos egípcios na Síria.
Foi neste contexto, aliás, que ali se travou a mais célebre batalha da Antiguidade, que opôs uma grande aliança de estados e províncias encabeçada pelos hititas e comandada por Mutwatalli e os egípcios de Ramsés II.
Já nos tempos de Ramsés III, com a invasão dos povos bárbaros, vindos do Mar Egeu, Kadesh seria destrída, perdendo grande parte da sua importância.