TRECHO:
INTRODUÇÃO
A adorável Mãe Kundalini é o fogo abrasador do Espírito Santo.
Ela é Ísis, Maria, Maya, Adonia, Insoberta, Rea, Cibele, etc., etc.
Ela tem milhares de nomes adoráveis. Ela é Amor.
A eletricidade, o magnetismo universal, a força cósmica, as leis de coesão e gravidade
planetárias, foram criadas pela Mãe de toda adoração.
Todos os planetas que brilham, cintilam e palpitam no inalterável infinito, repousam
no seio delicioso da Bendita Deusa Mãe do Mundo.
A Senhora da suprema adoração conduz suas crianças pela mão na perigosa Senda do
Fio da Navalha.
A Divina Mãe permanece enroscada três vezes e meia na Igreja coccígea.
A Senhora de toda adoração abre as sete Igrejas do Apocalipse da medula espinhal.
Devemos buscar a Mãe Divina no Templo−Coração.
A cruz da iniciação se recebe no Templo−Coração.
Só a adorável Senhora do Amor tem o poder de despertar as suas crianças, no seio
profundo do Espírito Universal de Vida.
A mente deve converter−se num lago sereno e sem tempestades, onde possa se refletir
todo o panorama do céu estrelado.
Quando a mente está quieta e em silêncio, então a Divina Mãe se alegra em nós. Essa
é a bem−aventurança.
A paz só se consegue com o controle da mente.
A pureza do pensamento conduz à perfeição do Yogue.
Devemos venerar os Mestres. Devemos fazer nossas práticas esotéricas cheios de
ardente fé.
Aqueles que têm fé convertem−se em seres inefáveis.
A sabedoria e o amor resplandecem na mente daqueles que alcançam o Samádhi, o
êxtase dos Santos.
Com este livro de fogo ardente, todos os nossos bem amados discípulos poderão
converter−se em verdadeiros Mestres do Samádhi.
Amadíssimos, subi pela senda da iniciação com suma prudência. Recordai que esse
caminho está cheio de perigos por dentro e por fora. Esta é a Senda do Fio da Navalha.
Bebei o néctar da imortalidade na puríssima fonte do êxtase. Trilhai a senda da
perfeita santidade.
A Divina Mãe tem o poder de abrir todos os chacras do corpo astral. Ela é a Senhora
de toda perfeição.
A Senhora de Perfeição mora nos elétrons.
Os sábios gnósticos meditam nela, os místicos a adoram, os enamorados a levantam
pelo canal medular.
Cuidai do vosso licor seminal. Evitai as poluções noturnas com o Arcano AZF.
Relaxai vossos músculos para a meditação, mantende flexível vossa coluna espinhal.
Bebei água pura. Levantai−vos na aurora. Recordai que o mel de abelhas é o alimento
da Fraternidade Branca Universal.
Comei frutas, grãos e plantas. Praticai a Meditação diariamente. Recordai que a
Meditação é o pão diário do Sábio.
O Livro Amarelo é um livro de Ocultismo transcendental e absolutamente prático.
Tendes aqui, amadíssimos, a yoga que se necessita na Nova Era Aquária. Sede
amáveis para escutar e bondosos para julgar.
Que vosso Pai que está em segredo e vossa Divina Mãe Kundalini vos bendigam
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
O que é a Uni-Yôga, de Thiago Massi
TRECHO:
RESUMO
Neste trabalho pretende-se realizar um estudo de caso sobre a Uni-
Yôga, uma empresa que utiliza como método de distribuição do seu
serviço um sistema denominado Credenciamento. São abordados
nesta investigação as diferenças entre o Credenciamento e o
franchising. O meio pelo qual o sistema de Credenciamento da Uni-
Yôga proporciona a rentabilidade e faz girar seu capital também são
analisados aqui. Conclui-se com esta investigação que o sistema de
unidades de negócio proposto pela Uni-Yôga traz inovações em
termos de estratégias de distribuição, de vendas e de crescimento
sustentável. Utilizou-se como metodologia, a pesquisa bibliográfica, a
observação participante e individual.
RESUMO
Neste trabalho pretende-se realizar um estudo de caso sobre a Uni-
Yôga, uma empresa que utiliza como método de distribuição do seu
serviço um sistema denominado Credenciamento. São abordados
nesta investigação as diferenças entre o Credenciamento e o
franchising. O meio pelo qual o sistema de Credenciamento da Uni-
Yôga proporciona a rentabilidade e faz girar seu capital também são
analisados aqui. Conclui-se com esta investigação que o sistema de
unidades de negócio proposto pela Uni-Yôga traz inovações em
termos de estratégias de distribuição, de vendas e de crescimento
sustentável. Utilizou-se como metodologia, a pesquisa bibliográfica, a
observação participante e individual.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Meditação e autoconhecimento, de Mestre DeRose
TRECHO:
A VERDADE DESVENDADA A RESPEITO DESSA TÉCNICA
ADOTADA POR MILHÕES DE PESSOAS NO OCIDENTE E POR
MAIS DE UM BILHÃO NO ORIENTE.
A VERDADE DESVENDADA A RESPEITO DESSA TÉCNICA
ADOTADA POR MILHÕES DE PESSOAS NO OCIDENTE E POR
MAIS DE UM BILHÃO NO ORIENTE.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Alimentação vegetariana: chega de abobrinha!, de Mestre DeRose
TRECHO:
INTRODUÇÃO
Este livro pertence à coleção Curso Básico da Uni-Yôga.
Alguns livros do DeRose são obras de fôlego, com 600 a 900 páginas.
Por esse motivo, em atenção ao leitor interessado num tema
específico, decidimos lançar uma coleção de livros menores, em que
cada volume aborde um tema em particular, pertinente ao Curso de
Formação de Instrutores, que este educador ministra desde a década
de 1970 nas Universidades Federais, Estaduais e Católicas de vários
estados do Brasil, bem como em Universidades da Europa. Isso nos
permitirá editar livros mais acessíveis, que possibilitarão ao público
travar contato com o Yôga Antigo mais facilmente.
Este opúsculo tratará de mais um tema que desperta muito interesse e
que as pessoas, geralmente, interpretam de uma forma um tanto
limitada, deixando que suas crenças ou sua cultura regional
interfiram na visão mais clara do assunto. Como sempre, o escritor
abordará a matéria sob um prisma diferente, novo e mais abrangente.
Comissão Editorial
INTRODUÇÃO
Este livro pertence à coleção Curso Básico da Uni-Yôga.
Alguns livros do DeRose são obras de fôlego, com 600 a 900 páginas.
Por esse motivo, em atenção ao leitor interessado num tema
específico, decidimos lançar uma coleção de livros menores, em que
cada volume aborde um tema em particular, pertinente ao Curso de
Formação de Instrutores, que este educador ministra desde a década
de 1970 nas Universidades Federais, Estaduais e Católicas de vários
estados do Brasil, bem como em Universidades da Europa. Isso nos
permitirá editar livros mais acessíveis, que possibilitarão ao público
travar contato com o Yôga Antigo mais facilmente.
Este opúsculo tratará de mais um tema que desperta muito interesse e
que as pessoas, geralmente, interpretam de uma forma um tanto
limitada, deixando que suas crenças ou sua cultura regional
interfiram na visão mais clara do assunto. Como sempre, o escritor
abordará a matéria sob um prisma diferente, novo e mais abrangente.
Comissão Editorial
domingo, 4 de outubro de 2009
Yôga, Sámkhya e Tantra, de Sérgio Santos
TRECHO:
Esta obra foi adotada como livro-texto dos cursos
de Formação de Instrutores de Yôga das
Universidades Federais, Estaduais e Católicas, e é
recomendado pela Confederação Nacional de
Federações de Yôga do Brasil.
Esta obra foi adotada como livro-texto dos cursos
de Formação de Instrutores de Yôga das
Universidades Federais, Estaduais e Católicas, e é
recomendado pela Confederação Nacional de
Federações de Yôga do Brasil.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Perfeição da Yoga, de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
TRECHO:
1. A Yoga Que Arjuna Rejeitou
Muitos sistemas de têm se tornado populares no mundo ocidental, especialmente neste século, só que nenhum yoga
deles ensina realmente a perfeição da No ®r… K Ša, a Suprema Personalidade de Deus, ensina yoga. Bhagavad-g…t€
diretamente a Arjuna a perfeição da Se quisermos realmente participar na perfeição do sistema de vamos yoga. yoga,
encontrar no as declarações autorizadas da Pessoa Suprema. Bhagavad-g…t€
Certamente, é notável que a perfeição da tenha sido ensinada em meio a um campo de batalha. Arjuna, o yoga
guerreiro, aprendeu-a momentos antes de tomar parte numa batalha fratricida. Por sentimentalismo, Arjuna pensava:
“Por que haveria eu de lutar contra meus próprios parentes?’’ Esta relutância em lutar devia-se à ilusão de Arjuna, de
modo que ®r… K Ša falou-lhe o só para erradicar esta ilusão. Podemos fazer idéia do pouco tempo que Bhagavad-g…t€
deve ter decorrido enquanto o foi falado. Todos os guerreiros em ambos os lados estavam enfileirados Bhagavad-g…t€
para o combate, e, desse modo, restava pouquíssimo tempo, no máximo uma hora. Neste espaço de tempo, discutiu-se
todo o e ®r… K Ša expôs a perfeição de todos os sistemas de a Seu amigo Arjuna. Ao final deste Bhagavad-g…t€ yoga
grande discurso,Arjuna pôs de lado todos os seus receios e lutou.
Contudo, durante o discurso, no qual Arjuna ouviu a explicação do sistema de da meditação - como se yoga
sentar, como manter o corpo ereto, como manter os olhos semicerrados e como olhar fixamente para a ponta do
nariz sem desviar a atenção, tudo isso requerendo prática solitária num lugar afastado - ele respondeu:
yo ‘yaˆ yogas tvay€ proktaƒ
s€myena madhus™dana
etasy€haˆ na pa y€mi
cañcalatv€t sthitiˆ sthir€m
“Ó Madhus™dhana, o sistema de yoga que acabas de resumir parece-me impraticável e insuportável, pois a mente é
inquieta e instável.’’ (Bg. 6.33) Isto é importante. Devemos sempre nos lembrar de que nos encontramos numa
situação material em que, a cada momento, nossa mente está sujeita à agitação. Na realidade, a situação em que
estamos não é muito confortável. Sempre pensamos que, mudando nossa situação, superaremos nossa agitação
mental, e sempre pensamos que, quando chegarmos a um determinado ponto, todas as agitações mentais
desaparecerão. Mas o mundo material é, por natureza, um lugar onde não se pode viver sem ansiedades. Nosso dilema
é que estamos sempre tentando solucionar nossos problemas, mas este Universo foi projetado de tal modo que essas
soluções nunca se apresentam.
Sem querer enganar, de uma forma muito franca e aberta, Arjuna diz a K Ša que não lhe é possível executar o
sistema de descrito por K Ša. É significativo que, ao dirigir-se a K Ša, Arjuna O chame de Madhus™dana, yoga
indicando que o Senhor é o matador do demônio Madhu. Note-se que Deus tem nomes inumeráveis, porque Ele é
freqüentemente designado de acordo com Suas atividades. De fato, Deus tem nomes inumeráveis porque tem
atividades inumeráveis. Somos meras partes de Deus, e nem ao menos conseguimos nos lembrar de todas as atividades
que executamos desde a infância até agora. O Deus eterno é ilimitado; e, como Suas atividades também são ilimitadas,
Ele tem nomes ilimitados, dos quais K Ša é o principal. Por que, então, Arjuna O chama de Madhus™dana, se, como
amigo de K Ša, poderia chamá-lO diretamente de K Ša? A resposta é que Arjuna considera sua mente um grande
demônio, tal como o demônio Madhu. Se fosse possível que K Ša matasse o demônio chamado mente, então Arjuna
seria capaz de atingir a perfeição da “Minha mente é bem mais forte que o demônio Madhu’’, diz Arjuna. “Por yoga.
favor, se pudesses matá-la, eu poderia executar esse sistema de .’’ Até a mente de um homem grandioso como yoga
Arjuna está sempre agitada. Como diz o próprioArjuna:
cañcalaˆ hi manaƒ k Ša
pram€thi balavad d ham
tasy€haˆ nigrahaˆ manye
v€yor iva sudu karam
”Pois a mente, ó K Ša, é inquieta, turbulenta, obstinada e muito forte, e a mim me parece que subjugá-la é mais
difícilque dominar o vento.’’(Bg. 6.34)
É realmente um fato que a mente está sempre nos sugerindo que vamos de um lugar para outro, que façamos isso,
ou aquilo - ela está sempre nos dizendo o que devemos fazer. Assim, a essência do sistema de consiste em yoga
controlar a mente inquieta. No sistema de da meditação controla-se a mente, focando-a na Superalma - nisto se yoga
resume o objetivo da . Porém, Arjuna diz que é mais difícil controlar a mente do que fazer com que o vento pare de yoga
soprar. Imagine só alguém esticando os braços, tentando parar um furacão. Devemos supor, então, que Arjuna
simplesmente não tem as qualificações necessárias de modo a poder controlar sua mente? A verdade é que não
podemos sequer começar a entender as imensas qualificações de Arjuna. Afinal de contas, ele era amigo pessoal da
Suprema Personalidade de Deus. Esta é uma posição muito elevada que não pode ser alcançada por quem não tenha
grandes qualificações. Além disso, Arjuna era conhecido como grande guerreiro e administrador. Ele era um homem
tão inteligente que, no espaço de uma hora, conseguiu compreender o ao passo que atualmente grandes Bhagavad-g…t€
intelectuais não conseguem compreendê-lo nem mesmo no transcurso de uma vida. Contudo, Arjuna estava pensando
que, para ele, controlar a mente era simplesmente impossível. Estaríamos nós na posição de supor que o que foi
impossível para Arjuna numa era mais avançada ser-nos-ia possível nesta era degradada? Não devemos pensar nem
sequer por um momento que estamos na mesma categoria de Arjuna. Somos milhares de vezes inferiores.
Além do mais, não se encontra registro de que Arjuna tenha alguma vez realizado o sistema de . Todavia, yoga
K Ša louvou Arjuna, considerando-o o único homem digno de compreender o Qual era a grande Bhagavad-g…t€.
qualificação de Arjuna? ®r… K Ša diz: “Tu és Meu devoto. És Meu amigo muito querido’’. Apesar desta qualificação,
Arjuna recusou-se a realizar o sistema de da meditação descrito por ®r… K Ša. A que conclusão, então, devemos yoga
chegar? Devemos perder a esperança de que um dia possamos controlar a mente? Não, ela pode ser controlada, sendo
que o processo para tal é a consciência de K Ša. A mente deve estar sempre fixa em K Ša. A mente que está absorta
em K Ša alcança a perfeição da yoga.
Quando consultamos o Décimo Segundo Canto do ®r…mad-Bh€gavatam, encontramos ®ukadeva Gosv€m… dizendo
a Mah€r€ja Par…k it que na Era de Ouro, a Satya-yuga , as pessoas viviam cem mil anos, e que naquela época, em que
( 1 ) ( 2 )
as entidades vivas avançadas tinham uma vida tão longa, este sistema de meditativa era possível de ser yoga
executado. Mas o que na Satya-yuga se alcançava por intermédio deste processo de meditação, e na seguinte, a yuga
Tret€-yuga, por intermédio do oferecimento de grandes sacrifícios, e na próxima a Dv€para-yuga, por yuga,
intermédio da adoração no templo, é alcançado na época atual, nesta Kali-yuga, pelo simples cantar dos nomes de
Deus, Hare K Ša. Assim, aprendemos das fontes autorizadas que este cantar de Hare K Ša, Hare K Ša, hari-k…rtana,
K Ša K Ša, Hare Hare/Hare R€ma, Hare R€ma, R€ma R€ma, Hare Hare é a corporificação da perfeição da para yoga
esta era.
Hoje em dia é muito difícil vivermos cinqüenta ou sessenta anos. Um homem pode viver no máximo oitenta ou cem
anos. Além disso, esses poucos anos são sempre cheios de ansiedade, de dificuldades devido a ocorrências de guerra,
pestilência, fome e tantos outros distúrbios. Também não somos muito inteligentes, e, ao mesmo tempo, somos
desventurados. São estas as características do homem de Kali-yuga, uma era degradada. Assim, propriamente falando,
não podemos de modo algum obter êxito neste sistema de meditativa que K Ša descreveu. Podemos no máximo yoga
satisfazer nossos caprichos pessoais mediante uma pseudo-adaptação desse sistema. Desse modo, há pessoas pagando
dinheiro para assistir a algumas aulas de exercícios de ginástica e de respiração profunda, as quais ficam felizes de
pensar que podem prolongar suas vidas por uns poucos anos ou gozar de uma vida sexual melhor. Temos que entender,
porém, que este não é o verdadeiro sistema de Nesta era não se pode realizar este sistema de meditação yoga.
convenientemente. Por outro lado, todas as perfeições desse sistema podem ser entendidas através da o bhakti-yoga,
processo sublime da consciência de K Ša, a em particular, a glorificação de ®r… K Ša por intermédio do mantra-yoga
cantar de Hare K Ša. Tal processo é recomendado nas escrituras védicas e foi apresentado por autoridades da
grandeza de Caitanya Mah€prabhu . De fato, o declara que os as grandes almas, estão Bhagavad-g…t€ mah€tm€s,
( 1 )
sempre cantando as glórias do Senhor. Quem quer ser um nos termos da literatura védica, nos termos do mah€tm€
e nos termos das grandes autoridades, deve adotar este processo da consciência de K Ša e do cantar de Bhagavad-g…t€
Hare K Ša. Mas se nos contentamos em dar um espetáculo de meditação, sentando-nos bem eretosna posição de lótus
e entrando em transe, como algum tipo de ator, então isso é outra história. Mas devemos entender que tais exibições
baratas nada têm a ver com a verdadeira perfeição da Não se pode curar a doença material com remédios yoga.
artificiais. Temos que aceitar a verdadeira cura diretamente de K Ša.
1. A Yoga Que Arjuna Rejeitou
Muitos sistemas de têm se tornado populares no mundo ocidental, especialmente neste século, só que nenhum yoga
deles ensina realmente a perfeição da No ®r… K Ša, a Suprema Personalidade de Deus, ensina yoga. Bhagavad-g…t€
diretamente a Arjuna a perfeição da Se quisermos realmente participar na perfeição do sistema de vamos yoga. yoga,
encontrar no as declarações autorizadas da Pessoa Suprema. Bhagavad-g…t€
Certamente, é notável que a perfeição da tenha sido ensinada em meio a um campo de batalha. Arjuna, o yoga
guerreiro, aprendeu-a momentos antes de tomar parte numa batalha fratricida. Por sentimentalismo, Arjuna pensava:
“Por que haveria eu de lutar contra meus próprios parentes?’’ Esta relutância em lutar devia-se à ilusão de Arjuna, de
modo que ®r… K Ša falou-lhe o só para erradicar esta ilusão. Podemos fazer idéia do pouco tempo que Bhagavad-g…t€
deve ter decorrido enquanto o foi falado. Todos os guerreiros em ambos os lados estavam enfileirados Bhagavad-g…t€
para o combate, e, desse modo, restava pouquíssimo tempo, no máximo uma hora. Neste espaço de tempo, discutiu-se
todo o e ®r… K Ša expôs a perfeição de todos os sistemas de a Seu amigo Arjuna. Ao final deste Bhagavad-g…t€ yoga
grande discurso,Arjuna pôs de lado todos os seus receios e lutou.
Contudo, durante o discurso, no qual Arjuna ouviu a explicação do sistema de da meditação - como se yoga
sentar, como manter o corpo ereto, como manter os olhos semicerrados e como olhar fixamente para a ponta do
nariz sem desviar a atenção, tudo isso requerendo prática solitária num lugar afastado - ele respondeu:
yo ‘yaˆ yogas tvay€ proktaƒ
s€myena madhus™dana
etasy€haˆ na pa y€mi
cañcalatv€t sthitiˆ sthir€m
“Ó Madhus™dhana, o sistema de yoga que acabas de resumir parece-me impraticável e insuportável, pois a mente é
inquieta e instável.’’ (Bg. 6.33) Isto é importante. Devemos sempre nos lembrar de que nos encontramos numa
situação material em que, a cada momento, nossa mente está sujeita à agitação. Na realidade, a situação em que
estamos não é muito confortável. Sempre pensamos que, mudando nossa situação, superaremos nossa agitação
mental, e sempre pensamos que, quando chegarmos a um determinado ponto, todas as agitações mentais
desaparecerão. Mas o mundo material é, por natureza, um lugar onde não se pode viver sem ansiedades. Nosso dilema
é que estamos sempre tentando solucionar nossos problemas, mas este Universo foi projetado de tal modo que essas
soluções nunca se apresentam.
Sem querer enganar, de uma forma muito franca e aberta, Arjuna diz a K Ša que não lhe é possível executar o
sistema de descrito por K Ša. É significativo que, ao dirigir-se a K Ša, Arjuna O chame de Madhus™dana, yoga
indicando que o Senhor é o matador do demônio Madhu. Note-se que Deus tem nomes inumeráveis, porque Ele é
freqüentemente designado de acordo com Suas atividades. De fato, Deus tem nomes inumeráveis porque tem
atividades inumeráveis. Somos meras partes de Deus, e nem ao menos conseguimos nos lembrar de todas as atividades
que executamos desde a infância até agora. O Deus eterno é ilimitado; e, como Suas atividades também são ilimitadas,
Ele tem nomes ilimitados, dos quais K Ša é o principal. Por que, então, Arjuna O chama de Madhus™dana, se, como
amigo de K Ša, poderia chamá-lO diretamente de K Ša? A resposta é que Arjuna considera sua mente um grande
demônio, tal como o demônio Madhu. Se fosse possível que K Ša matasse o demônio chamado mente, então Arjuna
seria capaz de atingir a perfeição da “Minha mente é bem mais forte que o demônio Madhu’’, diz Arjuna. “Por yoga.
favor, se pudesses matá-la, eu poderia executar esse sistema de .’’ Até a mente de um homem grandioso como yoga
Arjuna está sempre agitada. Como diz o próprioArjuna:
cañcalaˆ hi manaƒ k Ša
pram€thi balavad d ham
tasy€haˆ nigrahaˆ manye
v€yor iva sudu karam
”Pois a mente, ó K Ša, é inquieta, turbulenta, obstinada e muito forte, e a mim me parece que subjugá-la é mais
difícilque dominar o vento.’’(Bg. 6.34)
É realmente um fato que a mente está sempre nos sugerindo que vamos de um lugar para outro, que façamos isso,
ou aquilo - ela está sempre nos dizendo o que devemos fazer. Assim, a essência do sistema de consiste em yoga
controlar a mente inquieta. No sistema de da meditação controla-se a mente, focando-a na Superalma - nisto se yoga
resume o objetivo da . Porém, Arjuna diz que é mais difícil controlar a mente do que fazer com que o vento pare de yoga
soprar. Imagine só alguém esticando os braços, tentando parar um furacão. Devemos supor, então, que Arjuna
simplesmente não tem as qualificações necessárias de modo a poder controlar sua mente? A verdade é que não
podemos sequer começar a entender as imensas qualificações de Arjuna. Afinal de contas, ele era amigo pessoal da
Suprema Personalidade de Deus. Esta é uma posição muito elevada que não pode ser alcançada por quem não tenha
grandes qualificações. Além disso, Arjuna era conhecido como grande guerreiro e administrador. Ele era um homem
tão inteligente que, no espaço de uma hora, conseguiu compreender o ao passo que atualmente grandes Bhagavad-g…t€
intelectuais não conseguem compreendê-lo nem mesmo no transcurso de uma vida. Contudo, Arjuna estava pensando
que, para ele, controlar a mente era simplesmente impossível. Estaríamos nós na posição de supor que o que foi
impossível para Arjuna numa era mais avançada ser-nos-ia possível nesta era degradada? Não devemos pensar nem
sequer por um momento que estamos na mesma categoria de Arjuna. Somos milhares de vezes inferiores.
Além do mais, não se encontra registro de que Arjuna tenha alguma vez realizado o sistema de . Todavia, yoga
K Ša louvou Arjuna, considerando-o o único homem digno de compreender o Qual era a grande Bhagavad-g…t€.
qualificação de Arjuna? ®r… K Ša diz: “Tu és Meu devoto. És Meu amigo muito querido’’. Apesar desta qualificação,
Arjuna recusou-se a realizar o sistema de da meditação descrito por ®r… K Ša. A que conclusão, então, devemos yoga
chegar? Devemos perder a esperança de que um dia possamos controlar a mente? Não, ela pode ser controlada, sendo
que o processo para tal é a consciência de K Ša. A mente deve estar sempre fixa em K Ša. A mente que está absorta
em K Ša alcança a perfeição da yoga.
Quando consultamos o Décimo Segundo Canto do ®r…mad-Bh€gavatam, encontramos ®ukadeva Gosv€m… dizendo
a Mah€r€ja Par…k it que na Era de Ouro, a Satya-yuga , as pessoas viviam cem mil anos, e que naquela época, em que
( 1 ) ( 2 )
as entidades vivas avançadas tinham uma vida tão longa, este sistema de meditativa era possível de ser yoga
executado. Mas o que na Satya-yuga se alcançava por intermédio deste processo de meditação, e na seguinte, a yuga
Tret€-yuga, por intermédio do oferecimento de grandes sacrifícios, e na próxima a Dv€para-yuga, por yuga,
intermédio da adoração no templo, é alcançado na época atual, nesta Kali-yuga, pelo simples cantar dos nomes de
Deus, Hare K Ša. Assim, aprendemos das fontes autorizadas que este cantar de Hare K Ša, Hare K Ša, hari-k…rtana,
K Ša K Ša, Hare Hare/Hare R€ma, Hare R€ma, R€ma R€ma, Hare Hare é a corporificação da perfeição da para yoga
esta era.
Hoje em dia é muito difícil vivermos cinqüenta ou sessenta anos. Um homem pode viver no máximo oitenta ou cem
anos. Além disso, esses poucos anos são sempre cheios de ansiedade, de dificuldades devido a ocorrências de guerra,
pestilência, fome e tantos outros distúrbios. Também não somos muito inteligentes, e, ao mesmo tempo, somos
desventurados. São estas as características do homem de Kali-yuga, uma era degradada. Assim, propriamente falando,
não podemos de modo algum obter êxito neste sistema de meditativa que K Ša descreveu. Podemos no máximo yoga
satisfazer nossos caprichos pessoais mediante uma pseudo-adaptação desse sistema. Desse modo, há pessoas pagando
dinheiro para assistir a algumas aulas de exercícios de ginástica e de respiração profunda, as quais ficam felizes de
pensar que podem prolongar suas vidas por uns poucos anos ou gozar de uma vida sexual melhor. Temos que entender,
porém, que este não é o verdadeiro sistema de Nesta era não se pode realizar este sistema de meditação yoga.
convenientemente. Por outro lado, todas as perfeições desse sistema podem ser entendidas através da o bhakti-yoga,
processo sublime da consciência de K Ša, a em particular, a glorificação de ®r… K Ša por intermédio do mantra-yoga
cantar de Hare K Ša. Tal processo é recomendado nas escrituras védicas e foi apresentado por autoridades da
grandeza de Caitanya Mah€prabhu . De fato, o declara que os as grandes almas, estão Bhagavad-g…t€ mah€tm€s,
( 1 )
sempre cantando as glórias do Senhor. Quem quer ser um nos termos da literatura védica, nos termos do mah€tm€
e nos termos das grandes autoridades, deve adotar este processo da consciência de K Ša e do cantar de Bhagavad-g…t€
Hare K Ša. Mas se nos contentamos em dar um espetáculo de meditação, sentando-nos bem eretosna posição de lótus
e entrando em transe, como algum tipo de ator, então isso é outra história. Mas devemos entender que tais exibições
baratas nada têm a ver com a verdadeira perfeição da Não se pode curar a doença material com remédios yoga.
artificiais. Temos que aceitar a verdadeira cura diretamente de K Ša.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Biografia de Sri Lahiri Mahasaya, de Swami Bydiananda Giri
TRECHO:
INTRODUÇÃO
O LILA (Jogo Divino sobre a terra) de YOGIRAJ SRI LAHIRI MAHASAYA é tão infinito e
variado que seria impossível para um homem, descrevê-lo detalhadamente. A sua encarnação é
algo que deve ser meditado e sentido no coração. O verdadeiro livro sobre YOGIRAJI é
preciso procurá-lo nos grandes discípulos e descendentes espirituais que, com a sua graça,
colocam em prática os seus ensinamentos. A associação com os grandes santos elevará os
buscadores espirituais mais do que qualquer biografia. Todavia, na falta deste contato direto,
se a narração da vida do Mestre criar no devoto um ardente desejo de seguir os ideais de
perfeição e santidade vividos por ele, então esta biografia terá cumprido a sua finalidade.
As principais fontes escritas para conhecer a vida do YOGIRAJ são: “SRI SRI
SHYAMACHARAN LAHIRI”, escrita por Srimat Anandamohan Lahiri , neto de YOGIRAJ;
“VIDA DO AMADO YOGIRAJ SRI SRI SHYAMACHARAN LAHIRI MARASAYA”, escrita por
Sri Abhoycharan Lahiri , neto de YOGIRAJ; A introdução ao “PRANAVA – GITA”, escrita por
Srimat Swami Paranavananda Paramahansa, discípulo do YOGIRAJ. “SRI SRI
SHYAMACHARAN LAHIRI MAHASAYA ,” escrito por Srimat Swami Satyananda Giri,
discípulo de Sri YUKTESHWAR, “ATMA KATHA”, do Yogishwar Sri Motilal Thakur , discípulo
de Sri Yukteswar. E naturalmente a celebrada “Autobiografia de um Iogue”, de Paramahansa
Yogananda, discípulo de Sri Yukteswar. Há alguns anos atrás um bisneto do YOGIRAJ, Sri
Satyacharan Lahiri, publicou uma interessante autobiografia que continha inúmeros fatos
inéditos extraídos dos diários do Yogavatar.
O primeiro biografo de YOGIRAJ, Acharya Anandamohan Lahiri, era filho de Sri Dukari Lahiri,
segundo filho do Mestre. Sri Abhoycharan Lahiri era filho de Sri Tinkari Lahiri, filho mais
velho do YOGIRAJ. Há leves diferenças entre as varias autobiografias, porém as linhas
principais da vida de YOGIRAJ são sempre as mesmas, embora sejam mais ou menos coloridas
pela pena do autor. Todas as biografias de Lahiri Mahasaya foram escritas em hindi ou em
bengalês; a única autêntica exceção é o livro de Paramahansa Yogananda, que foi escrito em
inglês e encontra-se traduzido também em italiano. À “Autobiografia” de Yogananda,
remetemos o leitor que queira completar a visão da vida do Yogavatar e aprofundar os seus
ensinamentos.
O maior presente de Lahiri Mahasaya ao mundo foi que, seguindo as instruções do seu grande
Guru, ele simplificou a infinita multiplicidade dos métodos da Yoga em poucos estados
facilmente accessíveis a todas as pessoas. Exatamente pela sua simplicidade, a Kriya –Yoga de
Lahiri Mahasaya foi chamado, também, “Sahaja Kriya- Yoga”, isto é , a ação (Kriya) torna-se
fácil e natural para as pessoas. A naturalidade da Kriya liberta-as dos perigos que
freqüentemente acompanham a prática errônea de outras formas de Yoga. Na prática da Kriya
–Yoga não há perigo nem mesmo quando se comete erro. Naturalmente a Kriya é Sahaja
(literalmente: natural, isto é, que dá origem ao nosso próprio nascimento, também no sentido
que é um método no qual recorremos ao controle da respiração, ao processo de inalação e
exalação enraizado profundamente no homem desde o nascimento.) Para um chefe de família,
que vive no mundo, é quase impossível seguir as rígidas regras da Raja-Yoga de Pantanjali.
Somente quem estava pronto para dedicar completamente sua vida à procura do Divino podia
ser iniciado na Yoga. A grande maioria das pessoas não tinha a possibilidade de seguir o
caminho da Yoga, mesmo que desejasse muitíssimo. Mas a chegada do Yogiraj e a difusão
gradual da Kriya -Yoga marcaram o início de uma grande revolução espiritual. O método
ensinado por Lahiri Baba torna - nos gradualmente dignos de nos abrirmos para o divino dentro
de nós com muito menos esforço e mais naturalidade.
Yogiraj Lahiri Mahasaya nasceu em um período de grande transição, pois veio ensinar um tipo
particular de Sadhana (disciplina espiritual) adequada à nova era que estamos vivendo. As
sagradas Escrituras nos dizem que a Yoga apropriada para esta era de descobertas e
revoluções científicas (Dwapara Yuga) é a Raja ou Kriya – Yoga. No século passado Sri
Ramakrishna e Yogiraj Lahiri Mahasaya preparam o campo para a revolução religiosa que viria.
Em tempos mais recentes, os seus discípulos Swami Vivekananda e Paramahansa Yogananda
semearam abundantemente, no mundo, os seus ensinamentos de irmandade na paternidade do
único Deus, que deve ser praticada diretamente no próprio coração. Alguém acusou o Yogiraj
de dar a iniciação em Kriya-Yoga à pessoas indignas: “Bem – respondeu o Yogavatar –se não
tivesse lhes dados, teria sido pior”:
O Yogiraj geralmente instruía os seus devotos para que não se descuidassem dos normais
deveres sociais e religiosos. Era uma pessoa de grande visão e, até onde era possível, não
queria alterar o normal modo de viver, pelo menos até quando ele não se opusesse ao progresso
espiritual. Quem já havia sido iniciado por um Guru de família podia continuar a praticar a sua
Sadhana particular juntamente com a Kriya – Yoga. Mesmo pessoas pertencentes a outros
cultos religiosos podiam ser ou foram iniciadas em Kriya-yoga, sem que lhes fosse pedido para
que renunciassem à fé original.
A iniciação era dada a quem tivesse verdadeiramente sede de Deus, independente da casta, do
credo religioso ou do país de origem. Entre os discípulos mais avançados do Yogiraj havia
também mulçumanos e ocidentais. Swami Bhaskaranda Saraswati e Srimat Bholananda
Brahmachari foram dois grandes santos indianos pertencentes a outros cultos religiosos que,
porém, receberam a Kriya dada por Lahiri Mahasaya.
A Kriya-Yoga de Lahiri Baba baseia-se em profundos ensinamentos expostos no Srimad
Bhagavad Gita e no Yoga-Sutra de Patanjali. O Gita era considerado pelo Mestre a sagrada
Escritura mais importante, um tratado completo e exaustivo sobre todos os vários aspectos da
vida espiritual. Em torno dele se reuniu um núcleo de discípulos que formaram uma associação
chamada “Gita Sabha”, dedicada ao estudo e à difusão dos ensinamentos do Gita. A profunda
interpretação Yogue dada pelo Yogiraj era anotada por alguns dos seus discípulos (sobretudo
Srimat Panchanon Bhattachar) que depois publicaram tais explicações. Recordemos aqui o
“Paranava Gita” de Swami Pranavananda, o Gita publicada por Panchanon e o elaborado por
Bhupendranath Sanyal. Também Sri Yukteswar havia começado a comentar o Gita seguindo a
interpretação de Lahiri-Baba, mas infelizmente não conseguiu completar a obra (havia já
recebido a aprovação do Mestre sobre a explicação dos primeiros capítulos elaborados).
Naturalmente, também explicações de Paramahansa Yogananda sobre o Gita seguem
interpretações yogues do Yogiraj transmitida pelos seus discípulos espirituais. Mas, além da
profunda interpretação do Bhagavad-Gita, é preciso lembrar um grande ato simbólico do
Yogavatar da nova era. A ele cabe o mérito de ter liberado o Gita do labirinto no qual o tinham
jogado os estudiosos, colocando - o pela primeira vez diante dos olhos de todos.
Significativamente ele mandou imprimir alguns milhares de cópias do Bhagavad-Gita (somente a
original, sem as explicações) em bangalês e em hindi e os distribuiu gratuitamente.
A Yoga é a ciência do espírito que por meio do gradual desenvolvimento do corpo, mente e alma
leva à superação de todos os obstáculos que dificultam a união com o Divino, realizando
exatamente a União (Yoga). No sentido mais amplo a Yoga inclui em si todos os tipos de
Sadhana. Como disse o grande Yogue da antiga Índia, Yajnavalkya: “Yoga é a união Jivatman
com o Paramatman (isto é, a união da Alma individual com a Alma Suprema, o Deus)”. O Yogue
postula que o microcosmo contém tudo aquilo que há no macrocosmo.
Um provérbio indiano diz que o que não se encontra no nosso corpo não existe nem no universo.
Por isso o Yogue considera seu corpo como o verdadeiro templo para adorar Deus. A
consciência limitada do homem se expande gradualmente na infinita e eterna consciência
cósmica. A Kriya-Yoga ensina que Deus deve ser experimentado antes de tudo dentro de nós,
concentrando o olhar entre as sobrancelhas. O corpo é o templo no qual o Yogue adora o Prana,
a energia vital que controla a maquina corpórea. O Prana é uma manifestação da consciência
divina que cria e sustenta o universo e todos os homens. Experimentando o mistério do Prana, o
homem experimenta o mistério de Deus dentro de si e, conseqüentemente, o experimenta em
todos os homens e no cosmo.
A Kriya-Yoga é uma ciência universal que não está em contraste com nenhuma fé, religião ou
filosofia. Um muçulmano, um cristão, um hindu, um budista, dualista, monista ou ateu, todos
podem servir-se da chave da Kriya (como técnica prática de libertação) para experimentar a
Divindade ou a Meta pré – escolhida. “A divina união – dizia Lahiri-Baba – se alcança mediante o
próprio esforço, e não depende de crenças ideológicas ou da vontade arbitrária de um ditador
cósmico”.
Exatamente por causa de sua cientificidade e porque se encontra além de qualquer barreira ou
limitação, a disciplina Yoga pode ser seguida por pessoas de todas as idades, país ou cultura. A
natural inquietação da mente humana é o que impede os homens de terem a visão da realidade.
Maharishi Patanjali - autor de um respeitável texto de Yoga – dá esta definição: “Yoga Citta
Vritti Nirodha (Yoga é o deter das modificações da substância mental)”. Isto é: Yoga implica
no perfeito controle da respiração, do Prana (energia ou essência vital universal) e da mente, e
conduz à consciência cósmica.
O procedimento definido por Patanjali no Yoga-Sutra compõe-se de oito passos:
1 – Yama: Não violência, não roubar, castidade, veracidade e não aceitar presentes (donativos).
2 – Niyama: Pureza, contentamento, autodisciplina, estudo de si mesmo e devoção a Deus e ao
Guru
3 – Asana: Conquista de uma posição cômoda e estável (na qual a coluna vertebral permanece
bem reta) para a meditação
4 – Paranayana: controle do Prana e conseqüentemente controle da respiração
5 – Pratyahara: Afastamento dos sentidos dos objetos externos
6 – Dharana: Concentração
7 – Dhyana: Meditação
8 – Samadhi: Êxtase superconsciente, união.
Desde os tempos imemoráveis, os Yogues da antiga Índia tomaram conhecimento da relação
matemática existente entre a respiração e o controle da mente. A respiração, como forma
grosseira de Prana psíquico, está intimamente ligada aos estados de consciência. Todos nós,
em nossas experiências, podemos constatar como a diversos estados mentais correspondem
diferentes ritmos respiratórios. A respiração é o que prende a alma ao corpo. Quanto mais
lento e profundo é o ritmo da respiração, mais a mente fica calma e cheia de paz. Os
benefícios restauradores do sono derivam do desaceleramento do ritmo respiratório, que
produz a perda temporária da consciência corpórea e, portanto, um beatífico repouso mental.
Libertar-se da respiração significa libertar-se de Maya, da ilusão cósmica, do dualismo e da
morte. O absoluto mora no estado além da vibração cósmica (Prana universal, Aum), e eis
porque a Alma feita à Sua imagem toma consciência de si, no estado de cessação da respiração.
Yogues e místicos de todos os tempos e países experimentaram este estado de liberdade da
respiração durante o qual perceberam as suas almas e, portanto, Deus. A Kriya-Yoga satura e
alimenta todas as células do corpo de luz imortal, magnetizando-as espiritualmente; assim a
respiração torna-se cientificamente inútil.
Deste modo, a natural evolução humana pode ser notavelmente apressada. Assim como o homem
encontra a libertação após tantas grandes dissoluções (nascimentos e mortes), do mesmo modo
pode obter a realização praticando Kriya, experimentando conscientemente a morte durante o
estado sem respiração e renascendo durante a inalação no estado superconsciente. Se o Yogue
puder ficar concentrado na beatitude absoluta, sem apego aos prazeres materiais, durante um
certo número de mortes e renascimentos esotéricos (exalação e inalação) então tornar-se-á
livre. Segundo as Escrituras hindus, é necessário um milhão de anos de normal evolução antes
que o cérebro do homem esteja em condição de conter e exprimir toda a potência da
consciência cósmica. Kriya-Yoga agindo diretamente sobre o eixo cérebro-espinhal (eixo de
existência e da evolução humana) acelera a evolução física, mental e espiritual do homem; e tal
é o seu poder que o resultado alcançado em um milhão de anos de evolução natural pode ser
potencialmente conseguido em três anos de intensa meditação. Movendo para cima e para baixo
a corrente Pranica pela espinha dorsal, o Kriya - Yogue converte - a em um imã que retira as
correntes nervosas dos sentidos e as concentra no olho espiritual. Um movimento completo da
corrente, para cima e para baixo da espinha dorsal, corresponde a uma Kriya e produz no
cérebro e no corpo uma mudança que, normalmente só é possível após um ano de natural
existência, sem doenças graves. Assim, teoricamente, praticando mil Kriya por dia, em três
anos, é possível se obter a realização. Mas na prática só poucos indivíduos, espiritualmente
muito evoluídos, estão aptos a fazer um esforço tão tremendo; o corpo de uma pessoa normal
não está em grau de sustentar a imensa energia gerada por uma excessiva prática de Kriya,
nem a sua vontade é bastante forte para queimar rapidamente o Karma que o liga aos desejos.
Dias após dia, com constância e devoção, o Kriya-Yogue avança regularmente, alargando a
própria consciência até o infinito.
O gradual controle do Prana e da respiração é conseguido graças ao Pranayana, que é
completamente experimentado quando inalação e exalação cessam naturalmente as suas
funções. Do ponto de vista médico, o corpo físico do Yogue aparenta estar morto; mas,
realmente isto representa o início da vida espiritual, pois a Kundalini (a energia cósmica latente
no homem, na base da coluna vertebral) desperta e começa a subir ao longo da coluna. Durante
o sono o homem dá repouso aos músculos voluntários e assim, a cada manhã, encontra-os
revigorados e frescos. Mas os músculos involuntários não obedecem à vontade humana e
trabalham continuamente do nascimento até a morte; esta última acontece, justamente, quando
os músculos involuntários, já cansados, cessam de funcionar. Transcorrido o grande sono da
morte, o homem, juntamente com os seus desejos, acorda em um outro corpo e continua a sua
evolução. Contudo, pode-se controlar estes músculos involuntários por meio de Pranayana. O
homem pode parar a natural decadência do corpo material colocando periodicamente em
repouso os órgãos involuntários do coração, pulmão e de outros órgãos vitais. Se um homem
pode “morrer”, isto é, colocar, todo dia, em repouso todo o sistema voluntário e involuntário,
graças à prática do Pranayana , todo o sistema físico trabalhará com grande vigor. Vida e
morte ficam sob o controle do Yogue que persevera na prática do Pranayana.
Deste modo ele preserva o corpo da prematura decadência que surpreende todos os homens e
pode ficar, até quando desejar, na sua presente forma física. Assim tem tempo para esgotar o
seu Karma em um corpo e para libertar-se de todos os desejos do seu coração. Finalmente
purificado, não está mais obrigado a retornar a este mundo sob influência de Maya.
KRIYA – YOGA pode ser considerada o néctar da Raja-Yoga de Patanjali e, ao mesmo tempo, o
processo mais sistemático e científico, síntese e essência de todas as Yogas e de todas as
religiões.
Kriya é a arte suprema que permite dar o salto final para o absoluto. Assim disse Mahavatar
Babaji a Lahiri Baba no momento de licenciá-lo para mandá-lo entre os homens: “Dê a chave do
Kriya só a Chela (discípulos) qualificados. Quem fez voto de sacrificar tudo em busca do Divino
é idôneo para resolver os últimos mistérios da vida”.
Para concluir esta introdução queremos lembrar que a biografia do Yogiraj escrita por Swami
Bioyananda Giiri baseia-se nas mais confiáveis fontes biográficas das quais já falamos
anteriormente. Onde nos pareceu oportuno, acrescentamos ao texto, notas, para completar a
informação ou para dar a conhecer a versão , ligeiramente diferente, do mesmo fato.
INTRODUÇÃO
O LILA (Jogo Divino sobre a terra) de YOGIRAJ SRI LAHIRI MAHASAYA é tão infinito e
variado que seria impossível para um homem, descrevê-lo detalhadamente. A sua encarnação é
algo que deve ser meditado e sentido no coração. O verdadeiro livro sobre YOGIRAJI é
preciso procurá-lo nos grandes discípulos e descendentes espirituais que, com a sua graça,
colocam em prática os seus ensinamentos. A associação com os grandes santos elevará os
buscadores espirituais mais do que qualquer biografia. Todavia, na falta deste contato direto,
se a narração da vida do Mestre criar no devoto um ardente desejo de seguir os ideais de
perfeição e santidade vividos por ele, então esta biografia terá cumprido a sua finalidade.
As principais fontes escritas para conhecer a vida do YOGIRAJ são: “SRI SRI
SHYAMACHARAN LAHIRI”, escrita por Srimat Anandamohan Lahiri , neto de YOGIRAJ;
“VIDA DO AMADO YOGIRAJ SRI SRI SHYAMACHARAN LAHIRI MARASAYA”, escrita por
Sri Abhoycharan Lahiri , neto de YOGIRAJ; A introdução ao “PRANAVA – GITA”, escrita por
Srimat Swami Paranavananda Paramahansa, discípulo do YOGIRAJ. “SRI SRI
SHYAMACHARAN LAHIRI MAHASAYA ,” escrito por Srimat Swami Satyananda Giri,
discípulo de Sri YUKTESHWAR, “ATMA KATHA”, do Yogishwar Sri Motilal Thakur , discípulo
de Sri Yukteswar. E naturalmente a celebrada “Autobiografia de um Iogue”, de Paramahansa
Yogananda, discípulo de Sri Yukteswar. Há alguns anos atrás um bisneto do YOGIRAJ, Sri
Satyacharan Lahiri, publicou uma interessante autobiografia que continha inúmeros fatos
inéditos extraídos dos diários do Yogavatar.
O primeiro biografo de YOGIRAJ, Acharya Anandamohan Lahiri, era filho de Sri Dukari Lahiri,
segundo filho do Mestre. Sri Abhoycharan Lahiri era filho de Sri Tinkari Lahiri, filho mais
velho do YOGIRAJ. Há leves diferenças entre as varias autobiografias, porém as linhas
principais da vida de YOGIRAJ são sempre as mesmas, embora sejam mais ou menos coloridas
pela pena do autor. Todas as biografias de Lahiri Mahasaya foram escritas em hindi ou em
bengalês; a única autêntica exceção é o livro de Paramahansa Yogananda, que foi escrito em
inglês e encontra-se traduzido também em italiano. À “Autobiografia” de Yogananda,
remetemos o leitor que queira completar a visão da vida do Yogavatar e aprofundar os seus
ensinamentos.
O maior presente de Lahiri Mahasaya ao mundo foi que, seguindo as instruções do seu grande
Guru, ele simplificou a infinita multiplicidade dos métodos da Yoga em poucos estados
facilmente accessíveis a todas as pessoas. Exatamente pela sua simplicidade, a Kriya –Yoga de
Lahiri Mahasaya foi chamado, também, “Sahaja Kriya- Yoga”, isto é , a ação (Kriya) torna-se
fácil e natural para as pessoas. A naturalidade da Kriya liberta-as dos perigos que
freqüentemente acompanham a prática errônea de outras formas de Yoga. Na prática da Kriya
–Yoga não há perigo nem mesmo quando se comete erro. Naturalmente a Kriya é Sahaja
(literalmente: natural, isto é, que dá origem ao nosso próprio nascimento, também no sentido
que é um método no qual recorremos ao controle da respiração, ao processo de inalação e
exalação enraizado profundamente no homem desde o nascimento.) Para um chefe de família,
que vive no mundo, é quase impossível seguir as rígidas regras da Raja-Yoga de Pantanjali.
Somente quem estava pronto para dedicar completamente sua vida à procura do Divino podia
ser iniciado na Yoga. A grande maioria das pessoas não tinha a possibilidade de seguir o
caminho da Yoga, mesmo que desejasse muitíssimo. Mas a chegada do Yogiraj e a difusão
gradual da Kriya -Yoga marcaram o início de uma grande revolução espiritual. O método
ensinado por Lahiri Baba torna - nos gradualmente dignos de nos abrirmos para o divino dentro
de nós com muito menos esforço e mais naturalidade.
Yogiraj Lahiri Mahasaya nasceu em um período de grande transição, pois veio ensinar um tipo
particular de Sadhana (disciplina espiritual) adequada à nova era que estamos vivendo. As
sagradas Escrituras nos dizem que a Yoga apropriada para esta era de descobertas e
revoluções científicas (Dwapara Yuga) é a Raja ou Kriya – Yoga. No século passado Sri
Ramakrishna e Yogiraj Lahiri Mahasaya preparam o campo para a revolução religiosa que viria.
Em tempos mais recentes, os seus discípulos Swami Vivekananda e Paramahansa Yogananda
semearam abundantemente, no mundo, os seus ensinamentos de irmandade na paternidade do
único Deus, que deve ser praticada diretamente no próprio coração. Alguém acusou o Yogiraj
de dar a iniciação em Kriya-Yoga à pessoas indignas: “Bem – respondeu o Yogavatar –se não
tivesse lhes dados, teria sido pior”:
O Yogiraj geralmente instruía os seus devotos para que não se descuidassem dos normais
deveres sociais e religiosos. Era uma pessoa de grande visão e, até onde era possível, não
queria alterar o normal modo de viver, pelo menos até quando ele não se opusesse ao progresso
espiritual. Quem já havia sido iniciado por um Guru de família podia continuar a praticar a sua
Sadhana particular juntamente com a Kriya – Yoga. Mesmo pessoas pertencentes a outros
cultos religiosos podiam ser ou foram iniciadas em Kriya-yoga, sem que lhes fosse pedido para
que renunciassem à fé original.
A iniciação era dada a quem tivesse verdadeiramente sede de Deus, independente da casta, do
credo religioso ou do país de origem. Entre os discípulos mais avançados do Yogiraj havia
também mulçumanos e ocidentais. Swami Bhaskaranda Saraswati e Srimat Bholananda
Brahmachari foram dois grandes santos indianos pertencentes a outros cultos religiosos que,
porém, receberam a Kriya dada por Lahiri Mahasaya.
A Kriya-Yoga de Lahiri Baba baseia-se em profundos ensinamentos expostos no Srimad
Bhagavad Gita e no Yoga-Sutra de Patanjali. O Gita era considerado pelo Mestre a sagrada
Escritura mais importante, um tratado completo e exaustivo sobre todos os vários aspectos da
vida espiritual. Em torno dele se reuniu um núcleo de discípulos que formaram uma associação
chamada “Gita Sabha”, dedicada ao estudo e à difusão dos ensinamentos do Gita. A profunda
interpretação Yogue dada pelo Yogiraj era anotada por alguns dos seus discípulos (sobretudo
Srimat Panchanon Bhattachar) que depois publicaram tais explicações. Recordemos aqui o
“Paranava Gita” de Swami Pranavananda, o Gita publicada por Panchanon e o elaborado por
Bhupendranath Sanyal. Também Sri Yukteswar havia começado a comentar o Gita seguindo a
interpretação de Lahiri-Baba, mas infelizmente não conseguiu completar a obra (havia já
recebido a aprovação do Mestre sobre a explicação dos primeiros capítulos elaborados).
Naturalmente, também explicações de Paramahansa Yogananda sobre o Gita seguem
interpretações yogues do Yogiraj transmitida pelos seus discípulos espirituais. Mas, além da
profunda interpretação do Bhagavad-Gita, é preciso lembrar um grande ato simbólico do
Yogavatar da nova era. A ele cabe o mérito de ter liberado o Gita do labirinto no qual o tinham
jogado os estudiosos, colocando - o pela primeira vez diante dos olhos de todos.
Significativamente ele mandou imprimir alguns milhares de cópias do Bhagavad-Gita (somente a
original, sem as explicações) em bangalês e em hindi e os distribuiu gratuitamente.
A Yoga é a ciência do espírito que por meio do gradual desenvolvimento do corpo, mente e alma
leva à superação de todos os obstáculos que dificultam a união com o Divino, realizando
exatamente a União (Yoga). No sentido mais amplo a Yoga inclui em si todos os tipos de
Sadhana. Como disse o grande Yogue da antiga Índia, Yajnavalkya: “Yoga é a união Jivatman
com o Paramatman (isto é, a união da Alma individual com a Alma Suprema, o Deus)”. O Yogue
postula que o microcosmo contém tudo aquilo que há no macrocosmo.
Um provérbio indiano diz que o que não se encontra no nosso corpo não existe nem no universo.
Por isso o Yogue considera seu corpo como o verdadeiro templo para adorar Deus. A
consciência limitada do homem se expande gradualmente na infinita e eterna consciência
cósmica. A Kriya-Yoga ensina que Deus deve ser experimentado antes de tudo dentro de nós,
concentrando o olhar entre as sobrancelhas. O corpo é o templo no qual o Yogue adora o Prana,
a energia vital que controla a maquina corpórea. O Prana é uma manifestação da consciência
divina que cria e sustenta o universo e todos os homens. Experimentando o mistério do Prana, o
homem experimenta o mistério de Deus dentro de si e, conseqüentemente, o experimenta em
todos os homens e no cosmo.
A Kriya-Yoga é uma ciência universal que não está em contraste com nenhuma fé, religião ou
filosofia. Um muçulmano, um cristão, um hindu, um budista, dualista, monista ou ateu, todos
podem servir-se da chave da Kriya (como técnica prática de libertação) para experimentar a
Divindade ou a Meta pré – escolhida. “A divina união – dizia Lahiri-Baba – se alcança mediante o
próprio esforço, e não depende de crenças ideológicas ou da vontade arbitrária de um ditador
cósmico”.
Exatamente por causa de sua cientificidade e porque se encontra além de qualquer barreira ou
limitação, a disciplina Yoga pode ser seguida por pessoas de todas as idades, país ou cultura. A
natural inquietação da mente humana é o que impede os homens de terem a visão da realidade.
Maharishi Patanjali - autor de um respeitável texto de Yoga – dá esta definição: “Yoga Citta
Vritti Nirodha (Yoga é o deter das modificações da substância mental)”. Isto é: Yoga implica
no perfeito controle da respiração, do Prana (energia ou essência vital universal) e da mente, e
conduz à consciência cósmica.
O procedimento definido por Patanjali no Yoga-Sutra compõe-se de oito passos:
1 – Yama: Não violência, não roubar, castidade, veracidade e não aceitar presentes (donativos).
2 – Niyama: Pureza, contentamento, autodisciplina, estudo de si mesmo e devoção a Deus e ao
Guru
3 – Asana: Conquista de uma posição cômoda e estável (na qual a coluna vertebral permanece
bem reta) para a meditação
4 – Paranayana: controle do Prana e conseqüentemente controle da respiração
5 – Pratyahara: Afastamento dos sentidos dos objetos externos
6 – Dharana: Concentração
7 – Dhyana: Meditação
8 – Samadhi: Êxtase superconsciente, união.
Desde os tempos imemoráveis, os Yogues da antiga Índia tomaram conhecimento da relação
matemática existente entre a respiração e o controle da mente. A respiração, como forma
grosseira de Prana psíquico, está intimamente ligada aos estados de consciência. Todos nós,
em nossas experiências, podemos constatar como a diversos estados mentais correspondem
diferentes ritmos respiratórios. A respiração é o que prende a alma ao corpo. Quanto mais
lento e profundo é o ritmo da respiração, mais a mente fica calma e cheia de paz. Os
benefícios restauradores do sono derivam do desaceleramento do ritmo respiratório, que
produz a perda temporária da consciência corpórea e, portanto, um beatífico repouso mental.
Libertar-se da respiração significa libertar-se de Maya, da ilusão cósmica, do dualismo e da
morte. O absoluto mora no estado além da vibração cósmica (Prana universal, Aum), e eis
porque a Alma feita à Sua imagem toma consciência de si, no estado de cessação da respiração.
Yogues e místicos de todos os tempos e países experimentaram este estado de liberdade da
respiração durante o qual perceberam as suas almas e, portanto, Deus. A Kriya-Yoga satura e
alimenta todas as células do corpo de luz imortal, magnetizando-as espiritualmente; assim a
respiração torna-se cientificamente inútil.
Deste modo, a natural evolução humana pode ser notavelmente apressada. Assim como o homem
encontra a libertação após tantas grandes dissoluções (nascimentos e mortes), do mesmo modo
pode obter a realização praticando Kriya, experimentando conscientemente a morte durante o
estado sem respiração e renascendo durante a inalação no estado superconsciente. Se o Yogue
puder ficar concentrado na beatitude absoluta, sem apego aos prazeres materiais, durante um
certo número de mortes e renascimentos esotéricos (exalação e inalação) então tornar-se-á
livre. Segundo as Escrituras hindus, é necessário um milhão de anos de normal evolução antes
que o cérebro do homem esteja em condição de conter e exprimir toda a potência da
consciência cósmica. Kriya-Yoga agindo diretamente sobre o eixo cérebro-espinhal (eixo de
existência e da evolução humana) acelera a evolução física, mental e espiritual do homem; e tal
é o seu poder que o resultado alcançado em um milhão de anos de evolução natural pode ser
potencialmente conseguido em três anos de intensa meditação. Movendo para cima e para baixo
a corrente Pranica pela espinha dorsal, o Kriya - Yogue converte - a em um imã que retira as
correntes nervosas dos sentidos e as concentra no olho espiritual. Um movimento completo da
corrente, para cima e para baixo da espinha dorsal, corresponde a uma Kriya e produz no
cérebro e no corpo uma mudança que, normalmente só é possível após um ano de natural
existência, sem doenças graves. Assim, teoricamente, praticando mil Kriya por dia, em três
anos, é possível se obter a realização. Mas na prática só poucos indivíduos, espiritualmente
muito evoluídos, estão aptos a fazer um esforço tão tremendo; o corpo de uma pessoa normal
não está em grau de sustentar a imensa energia gerada por uma excessiva prática de Kriya,
nem a sua vontade é bastante forte para queimar rapidamente o Karma que o liga aos desejos.
Dias após dia, com constância e devoção, o Kriya-Yogue avança regularmente, alargando a
própria consciência até o infinito.
O gradual controle do Prana e da respiração é conseguido graças ao Pranayana, que é
completamente experimentado quando inalação e exalação cessam naturalmente as suas
funções. Do ponto de vista médico, o corpo físico do Yogue aparenta estar morto; mas,
realmente isto representa o início da vida espiritual, pois a Kundalini (a energia cósmica latente
no homem, na base da coluna vertebral) desperta e começa a subir ao longo da coluna. Durante
o sono o homem dá repouso aos músculos voluntários e assim, a cada manhã, encontra-os
revigorados e frescos. Mas os músculos involuntários não obedecem à vontade humana e
trabalham continuamente do nascimento até a morte; esta última acontece, justamente, quando
os músculos involuntários, já cansados, cessam de funcionar. Transcorrido o grande sono da
morte, o homem, juntamente com os seus desejos, acorda em um outro corpo e continua a sua
evolução. Contudo, pode-se controlar estes músculos involuntários por meio de Pranayana. O
homem pode parar a natural decadência do corpo material colocando periodicamente em
repouso os órgãos involuntários do coração, pulmão e de outros órgãos vitais. Se um homem
pode “morrer”, isto é, colocar, todo dia, em repouso todo o sistema voluntário e involuntário,
graças à prática do Pranayana , todo o sistema físico trabalhará com grande vigor. Vida e
morte ficam sob o controle do Yogue que persevera na prática do Pranayana.
Deste modo ele preserva o corpo da prematura decadência que surpreende todos os homens e
pode ficar, até quando desejar, na sua presente forma física. Assim tem tempo para esgotar o
seu Karma em um corpo e para libertar-se de todos os desejos do seu coração. Finalmente
purificado, não está mais obrigado a retornar a este mundo sob influência de Maya.
KRIYA – YOGA pode ser considerada o néctar da Raja-Yoga de Patanjali e, ao mesmo tempo, o
processo mais sistemático e científico, síntese e essência de todas as Yogas e de todas as
religiões.
Kriya é a arte suprema que permite dar o salto final para o absoluto. Assim disse Mahavatar
Babaji a Lahiri Baba no momento de licenciá-lo para mandá-lo entre os homens: “Dê a chave do
Kriya só a Chela (discípulos) qualificados. Quem fez voto de sacrificar tudo em busca do Divino
é idôneo para resolver os últimos mistérios da vida”.
Para concluir esta introdução queremos lembrar que a biografia do Yogiraj escrita por Swami
Bioyananda Giiri baseia-se nas mais confiáveis fontes biográficas das quais já falamos
anteriormente. Onde nos pareceu oportuno, acrescentamos ao texto, notas, para completar a
informação ou para dar a conhecer a versão , ligeiramente diferente, do mesmo fato.
domingo, 30 de agosto de 2009
Ensinamentos De Uma Mulher Santa: Ananda Moyi Ma (Considerada Manifestação De Kali), de Prof. Dr. R. D. Pizzinga
TRECHO:
Abstract
Esta Monografia Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil (IOK-BR)
apresenta ensinamentos de Shri Ananda Moyi Ma, mulher santa da India a
quem Paramahansa Yogananda dedicou o capítulo 45 de seu famoso livro
"Autobiografia de um Yogi".
Abstract
Esta Monografia Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil (IOK-BR)
apresenta ensinamentos de Shri Ananda Moyi Ma, mulher santa da India a
quem Paramahansa Yogananda dedicou o capítulo 45 de seu famoso livro
"Autobiografia de um Yogi".
Marcadores:
Hinduísmo,
Rosa-Cruz / Rosacruz,
Yoga / ioga
terça-feira, 23 de junho de 2009
Hatha Yoga Pradipika / Hatha yoga Pradika, de Swami Swatmarama
TRECHO:
Sobre os āsanas.
1. Saudação ao Âdinātha (Siva) que expôs o conhecimento do Hatha Yoga, que como
um escada leva o aspirante ao pináculo do Rāja Yoga.
2. O Yogin Swātmārāma, após saudar seu Gurû Srinātha explica o Hatha Yoga para os
praticantes do Rāja Yoga.
3. É próprio da escuridão erguendo-se das mais diversas opiniões das pessoas
incapazes de compreender o Rāja Yoga. Cheio de Compaixão Swātmārāma compôs o
Hatha Yoga Pradipikā como uma tocha para iluminar esta escuridão.
4. Matsyendra, Goraksa, etc., compreenderam o Hatha Vidyā, e por sua graça Yogi
Swātmārāma também aprendeu com eles.
5. Dos seguintes Siddhas (mestres) é dito terem existido na forma material em
determinado tempo:- Sri Adinātha (Siva), Matsyendra, Nātha, Sābar, Anand, Bhairava,
Chaurangi, Mina Nātha, Goraksanātha, Virupāksa, Bilesaya.
6. Manthāna, Bhairava, Siddhi Buddha, Kanthadi, Karantaka, Surānanda, Siddhipāda,
Charapati.
7. Kāneri, Pujyapāda, Nityanātha, Niranjana, Kapāli, Vindunātha, Kāka Chandiswara.
8. Allāma, Prabhudeva, Ghodā, Choli, Tintini, Bhānuki, Nardevā, Khanda Kāpālika, etc.
9. Estes Mahāsiddhas (grandes mestres), afugentaram o espectro da morte, é regem o
universo.
10. Como uma casa nos protege do calor do sol, Hatha Yoga protege seus praticantes
do calor incendiário dos três Tāpas; e, igualmente, como um casco de tartaruga,
protegem aqueles que constantemente se devotaram a pratica do yoga.
11. Um yogi desejoso de sucesso deve manter o conhecimento do Hatha Yoga em
segredo; pois ele torna-se potente quando oculto, e impotente quando exposto.
12. O Yogi deve praticar o Hatha Yoga numa sala pequena, situada em um local ermo,
de todo tipo de coisas, e em um local onde a justiça seja administrada de forma
correta, onde vivam pessoas bondosas, e o alimento possa ser obtido facilmente e
fartamente.
13. A sala deve ter um porta pequena, livre de buracos, espaços ocos, comum porta
nem muito alta nem muito baixa, bem aplanada com esterco de vaca e livre de sujeira,
imundices e insetos. no lado de fora deve ter um caramanchão, um plataforma elevada
(chabootrā), um espelho dágua, e um patio cercado. Estas caracteristicas da sala para
os Hatha Yogis é comum de ser descrito pelos adeptos da Hatha.
14. Tendo se sentado na sala e livre de todas as ansiedades, ele deve praticar o Yoga,
como instruiu seu gurû .
15. Yoga pode ser destroido pelas seis causas:-- Comer em demasia, exertion,
falatorios, adhering to rules, i.e., banho de manhã, comer a noite, ou comer apenas
frutas, compania de homens, e incropreenção.
16. A seguintes seis orientações trazem um rapido sucesso:-- Coragem, daring,
perseverança, conhecimento descriminativo, faith, aloofness de compania.
17. As dez regras de conduta são: ahimsâ (não-violência), verdade, não roubar,
continence, forgiveness, endurance, compaixão, meekness, sparing diet, e limpeza.
18. Os dez niyamas mencionados por aqueles que conhecem profundamente o yoga
são: Tapa, paciencia, fé em Deus, caridade, adoração a Deus, ouvir discursos sobre os
principios da religião, vergonha, inteligencia, Tapa e Yajna.
Sobre os āsanas.
1. Saudação ao Âdinātha (Siva) que expôs o conhecimento do Hatha Yoga, que como
um escada leva o aspirante ao pináculo do Rāja Yoga.
2. O Yogin Swātmārāma, após saudar seu Gurû Srinātha explica o Hatha Yoga para os
praticantes do Rāja Yoga.
3. É próprio da escuridão erguendo-se das mais diversas opiniões das pessoas
incapazes de compreender o Rāja Yoga. Cheio de Compaixão Swātmārāma compôs o
Hatha Yoga Pradipikā como uma tocha para iluminar esta escuridão.
4. Matsyendra, Goraksa, etc., compreenderam o Hatha Vidyā, e por sua graça Yogi
Swātmārāma também aprendeu com eles.
5. Dos seguintes Siddhas (mestres) é dito terem existido na forma material em
determinado tempo:- Sri Adinātha (Siva), Matsyendra, Nātha, Sābar, Anand, Bhairava,
Chaurangi, Mina Nātha, Goraksanātha, Virupāksa, Bilesaya.
6. Manthāna, Bhairava, Siddhi Buddha, Kanthadi, Karantaka, Surānanda, Siddhipāda,
Charapati.
7. Kāneri, Pujyapāda, Nityanātha, Niranjana, Kapāli, Vindunātha, Kāka Chandiswara.
8. Allāma, Prabhudeva, Ghodā, Choli, Tintini, Bhānuki, Nardevā, Khanda Kāpālika, etc.
9. Estes Mahāsiddhas (grandes mestres), afugentaram o espectro da morte, é regem o
universo.
10. Como uma casa nos protege do calor do sol, Hatha Yoga protege seus praticantes
do calor incendiário dos três Tāpas; e, igualmente, como um casco de tartaruga,
protegem aqueles que constantemente se devotaram a pratica do yoga.
11. Um yogi desejoso de sucesso deve manter o conhecimento do Hatha Yoga em
segredo; pois ele torna-se potente quando oculto, e impotente quando exposto.
12. O Yogi deve praticar o Hatha Yoga numa sala pequena, situada em um local ermo,
de todo tipo de coisas, e em um local onde a justiça seja administrada de forma
correta, onde vivam pessoas bondosas, e o alimento possa ser obtido facilmente e
fartamente.
13. A sala deve ter um porta pequena, livre de buracos, espaços ocos, comum porta
nem muito alta nem muito baixa, bem aplanada com esterco de vaca e livre de sujeira,
imundices e insetos. no lado de fora deve ter um caramanchão, um plataforma elevada
(chabootrā), um espelho dágua, e um patio cercado. Estas caracteristicas da sala para
os Hatha Yogis é comum de ser descrito pelos adeptos da Hatha.
14. Tendo se sentado na sala e livre de todas as ansiedades, ele deve praticar o Yoga,
como instruiu seu gurû .
15. Yoga pode ser destroido pelas seis causas:-- Comer em demasia, exertion,
falatorios, adhering to rules, i.e., banho de manhã, comer a noite, ou comer apenas
frutas, compania de homens, e incropreenção.
16. A seguintes seis orientações trazem um rapido sucesso:-- Coragem, daring,
perseverança, conhecimento descriminativo, faith, aloofness de compania.
17. As dez regras de conduta são: ahimsâ (não-violência), verdade, não roubar,
continence, forgiveness, endurance, compaixão, meekness, sparing diet, e limpeza.
18. Os dez niyamas mencionados por aqueles que conhecem profundamente o yoga
são: Tapa, paciencia, fé em Deus, caridade, adoração a Deus, ouvir discursos sobre os
principios da religião, vergonha, inteligencia, Tapa e Yajna.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
A Essência da Yoga, de Sri Swami Sivananda
TRECHO:
A Yoga
A Yoga é sistema prático perfeito de auto-conhecimento. A Yoga é uma ciência exata. Seu objetivo é o desenvolvimento harmônico do corpo, da mente e da alma. A Yoga é o afastamento dos sentidos da realidade objetiva e a concentração na mente em si. A Yoga é a vida eterna na alma ou no espírito. A Yoga objetiva o controle da mente e sua modificação. A caminho da Yoga é um caminho interior cujo ponto de partida é o coração. A Yoga é a disciplina da mente, dos sentido e do corpo físico. A Yoga ajuda na coordenação e no controle das forças sutis inerentes ao corpo. A Yoga leva à perfeição, à paz e à felicidade infinita. A Yoga pode ajudá-lo no seu dia-dia e no trabalho. Você sempre terá paz de espírito através da prática da Yoga. Com ela você terá um sono reparador. Você experimentará um aumento de energia, vigor, vitalidade, longevidade e ótimas condições de saúde. A Yoga transforma a natureza animal em natureza divina e o eleva ao cume da glória e do esplendor divinos. A prática da Yoga vai ajudá-lo a controlar as emoções e as paixões dando-lhe forças para resistir às tentações e removendo os elementos perturbadores da mente. Ela o deixará capaz de manter a mente equilibrada e de remover a fadiga. Ela lhe conferirá serenidade, calma e maravilhosa concentração. Você entrará em comunhão com o Senhor e alcançará assim, o summum bonum da existência.
Se você quer conseguir sucesso com a Yoga, você terá que abandonar todos os prazeres mundanos e praticar o Tapas e a Brahmacharya. Você terá que controlar a mente com habilidade e tática. Você terá que usar de métodos inteligentes e sensatos para controlá-la. Se usar a força, as coisas podem ficar mais turbulentas e prejudiciais. Ela não pode ser controlada a força. Ela fugirá ainda mais ao seu controle. Aqueles que tentam controlar a mente pela força são como aqueles que se atrevem a amarrar um elefante furioso com um cordão de seda fina.
Um guru ou preceptor é indispensável para a prática da Yoga. O aspirante ao caminho da Yoga deve ser humilde, simples, pacífico, refinado, tolerante, clemente e gentil. Se você apenas tem a curiosidade de obter poderes físicos, você não terá sucesso na Yoga. A Yoga não consiste em sentar-se com as pernas cruzadas por seis horas seguidas ou parar o pulso ou batimentos cardíacos, ou enterrar-se debaixo da terra por uma semana ou um mês. A auto-suficiência, a impertinência, o orgulho, a luxuria, a reputação, a fama, a natureza auto-afirmativa, a obstinação, a idéia de superioridade, os desejos sexuais, as más companias, a preguiça, a gula, o excesso de trabalho, a falação e a mistura excessivas são alguns dos obstáculos no caminho da Yoga. Admita plenamente suas faltas. Quando você se livrar de todos estas más qualidades, o Samadhi ou a união virá por si.
Pratique o Yama ou o Niyama. Sente-se confortavelmente em Padma ou Siddhasana. Segure a respiração. Esqueça os sentidos. Controle os pensamentos. Concentre-se. Medite e atinja o Asmprajnata ou Nirvikalpa Samadhi (união com o Eu Supremo). Que você se ilumine como um brilhante yogi através da pratica da Yoga! Que você goze a glória do Eterno!
A Yoga
A Yoga é sistema prático perfeito de auto-conhecimento. A Yoga é uma ciência exata. Seu objetivo é o desenvolvimento harmônico do corpo, da mente e da alma. A Yoga é o afastamento dos sentidos da realidade objetiva e a concentração na mente em si. A Yoga é a vida eterna na alma ou no espírito. A Yoga objetiva o controle da mente e sua modificação. A caminho da Yoga é um caminho interior cujo ponto de partida é o coração. A Yoga é a disciplina da mente, dos sentido e do corpo físico. A Yoga ajuda na coordenação e no controle das forças sutis inerentes ao corpo. A Yoga leva à perfeição, à paz e à felicidade infinita. A Yoga pode ajudá-lo no seu dia-dia e no trabalho. Você sempre terá paz de espírito através da prática da Yoga. Com ela você terá um sono reparador. Você experimentará um aumento de energia, vigor, vitalidade, longevidade e ótimas condições de saúde. A Yoga transforma a natureza animal em natureza divina e o eleva ao cume da glória e do esplendor divinos. A prática da Yoga vai ajudá-lo a controlar as emoções e as paixões dando-lhe forças para resistir às tentações e removendo os elementos perturbadores da mente. Ela o deixará capaz de manter a mente equilibrada e de remover a fadiga. Ela lhe conferirá serenidade, calma e maravilhosa concentração. Você entrará em comunhão com o Senhor e alcançará assim, o summum bonum da existência.
Se você quer conseguir sucesso com a Yoga, você terá que abandonar todos os prazeres mundanos e praticar o Tapas e a Brahmacharya. Você terá que controlar a mente com habilidade e tática. Você terá que usar de métodos inteligentes e sensatos para controlá-la. Se usar a força, as coisas podem ficar mais turbulentas e prejudiciais. Ela não pode ser controlada a força. Ela fugirá ainda mais ao seu controle. Aqueles que tentam controlar a mente pela força são como aqueles que se atrevem a amarrar um elefante furioso com um cordão de seda fina.
Um guru ou preceptor é indispensável para a prática da Yoga. O aspirante ao caminho da Yoga deve ser humilde, simples, pacífico, refinado, tolerante, clemente e gentil. Se você apenas tem a curiosidade de obter poderes físicos, você não terá sucesso na Yoga. A Yoga não consiste em sentar-se com as pernas cruzadas por seis horas seguidas ou parar o pulso ou batimentos cardíacos, ou enterrar-se debaixo da terra por uma semana ou um mês. A auto-suficiência, a impertinência, o orgulho, a luxuria, a reputação, a fama, a natureza auto-afirmativa, a obstinação, a idéia de superioridade, os desejos sexuais, as más companias, a preguiça, a gula, o excesso de trabalho, a falação e a mistura excessivas são alguns dos obstáculos no caminho da Yoga. Admita plenamente suas faltas. Quando você se livrar de todos estas más qualidades, o Samadhi ou a união virá por si.
Pratique o Yama ou o Niyama. Sente-se confortavelmente em Padma ou Siddhasana. Segure a respiração. Esqueça os sentidos. Controle os pensamentos. Concentre-se. Medite e atinja o Asmprajnata ou Nirvikalpa Samadhi (união com o Eu Supremo). Que você se ilumine como um brilhante yogi através da pratica da Yoga! Que você goze a glória do Eterno!
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Pranayama - Controle Básico Da Respiração
Compilação e tradução - Pássaro da Noite
1 - Introdução
Prana tem sido traduzido como "respiração". Na atualidade, a palavra sânscrito 'Prana' significa 'força vital' ou 'energia vital'. De fato, Pranayama clássico com o ciclo de inalação/retenção/expiração ensina que durante a fase de retenção, o praticante deve conscientemente reter o prana, e então soltar o oxigênio descarregadode prana durante a exalação, armazenando o pranano chakra do plexo solar.
Pranayama é a 'ciência do prana', sendo base da Hatha Yoga e deve ser estudado por qualquer um no caminho espiritual, ocidental ou oriental, mas pelo fato de termos inúmeros livros e vasta informação sobre esta arte, iremos nos reter no aspecto prático de alguns exercícios básicos.
Reflitam sobre alguns ditos hindus:
Sobre a Imobilidade do Corpo:
"O corpo deve ser treinado para se manter em estado inerte, por um tempo prolongado sem desconforto ou dor."
- Nadabindu Upanishad 3.3.1
"No samadhi todos os sentidos param de funcionar, e o corpo permanece sem movimentos, como um pedaço de madeira. "
- Nadabindu Upanishad 3.3.1
"A asana, quando dominada, pode destruir todos as doenças e até assimilar venenos. Se não for possível dominar todas, domine somente uma e sinta-se à vontade com ela."
- Shadilyopanishad 1.3.12-13
Sobre o Controle da Respiração:
"Respiração é Vida. Aquele que controla a respiração controla a vida."
"Quando o Pranayama é alcançado e conquistado, o praticante ganha ascendência sobre a morte".
"Prana, o sopro vital, é nascido no Ser. Como uma pessoa e sua sombra, o Ser e o Prana são inseparáveis. Prana entra no corpo no nascimento, mas não morre com o corpo"
- Prana Upanishad.
"O sábio fala não pelos sensos da fala, visão, audição e tato, mas por um grupo de Pranas, pois todos estes sensos são manifestações do Prana.'
- Charakha Samhita
"Primeiro assuma uma postura Yoga (asana); mantenha o corpo ereto, fixe os olhos e deixe as mandíbulas relaxadas de modo que os dentes superiores não toquem os inferiores. Abaixe a língua. Use o segurador de queixo (jallunderbandha) e a sua mão direita para respirar através da narina que escolher; mantenha o corpo imóvel e a mente à vontade. Então pratique o Pranayama."
Sobre os reflexos do controle da Imobilidade e da Respiração sobre o controle da Mente:
"A postura ajuda a manter a mente calma"
- Tantrarajatantra 27, 59.
"Quando a respiração está controlada, a mente está controlada".
- Charakha Samhita
"Há duas causas da divagação da mente: (1) Vasanas - desejos produzidos por impressões latentes das sensações, e (2) - respiração. Se houver controle de uma, a outra automaticamente será controlada. Das duas, a respiração deve ser controlada primeiro"
- Yogakundlyupanishad 1.1-2
O processo de respiração cria imagens na mente. Quando é calma, a mente também torna-se calma." - Yogakundlyupanishad 89
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1 - Introdução
Prana tem sido traduzido como "respiração". Na atualidade, a palavra sânscrito 'Prana' significa 'força vital' ou 'energia vital'. De fato, Pranayama clássico com o ciclo de inalação/retenção/expiração ensina que durante a fase de retenção, o praticante deve conscientemente reter o prana, e então soltar o oxigênio descarregadode prana durante a exalação, armazenando o pranano chakra do plexo solar.
Pranayama é a 'ciência do prana', sendo base da Hatha Yoga e deve ser estudado por qualquer um no caminho espiritual, ocidental ou oriental, mas pelo fato de termos inúmeros livros e vasta informação sobre esta arte, iremos nos reter no aspecto prático de alguns exercícios básicos.
Reflitam sobre alguns ditos hindus:
Sobre a Imobilidade do Corpo:
"O corpo deve ser treinado para se manter em estado inerte, por um tempo prolongado sem desconforto ou dor."
- Nadabindu Upanishad 3.3.1
"No samadhi todos os sentidos param de funcionar, e o corpo permanece sem movimentos, como um pedaço de madeira. "
- Nadabindu Upanishad 3.3.1
"A asana, quando dominada, pode destruir todos as doenças e até assimilar venenos. Se não for possível dominar todas, domine somente uma e sinta-se à vontade com ela."
- Shadilyopanishad 1.3.12-13
Sobre o Controle da Respiração:
"Respiração é Vida. Aquele que controla a respiração controla a vida."
"Quando o Pranayama é alcançado e conquistado, o praticante ganha ascendência sobre a morte".
"Prana, o sopro vital, é nascido no Ser. Como uma pessoa e sua sombra, o Ser e o Prana são inseparáveis. Prana entra no corpo no nascimento, mas não morre com o corpo"
- Prana Upanishad.
"O sábio fala não pelos sensos da fala, visão, audição e tato, mas por um grupo de Pranas, pois todos estes sensos são manifestações do Prana.'
- Charakha Samhita
"Primeiro assuma uma postura Yoga (asana); mantenha o corpo ereto, fixe os olhos e deixe as mandíbulas relaxadas de modo que os dentes superiores não toquem os inferiores. Abaixe a língua. Use o segurador de queixo (jallunderbandha) e a sua mão direita para respirar através da narina que escolher; mantenha o corpo imóvel e a mente à vontade. Então pratique o Pranayama."
Sobre os reflexos do controle da Imobilidade e da Respiração sobre o controle da Mente:
"A postura ajuda a manter a mente calma"
- Tantrarajatantra 27, 59.
"Quando a respiração está controlada, a mente está controlada".
- Charakha Samhita
"Há duas causas da divagação da mente: (1) Vasanas - desejos produzidos por impressões latentes das sensações, e (2) - respiração. Se houver controle de uma, a outra automaticamente será controlada. Das duas, a respiração deve ser controlada primeiro"
- Yogakundlyupanishad 1.1-2
O processo de respiração cria imagens na mente. Quando é calma, a mente também torna-se calma." - Yogakundlyupanishad 89
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quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Avadhut Gita - A Canção do Asceta, de Mahatma Dattatreya
O Bhagavad Gita, "O cântico do Senhor", é o mais famoso texto hindu conhecido no Ocidente, porém, na índia outros Gitas são igualmente famosos e respeitados. O Avadhut é um deles.
Ele é um dos poucos livros que os Yogues preservam quando da proximidade da realização espiritual e mesmo após...
Ele é, como o nome diz, "A Canção do Asceta", as palavras de um Mestre; Dattatreya, que ouviu a Voz do Silêncio, transcendeu o tempo e nos traz a sabedoria da Idade do Ouro até a nossa Idade do Ferro, Kaly Yuga.
Ele é um clássico de Vedanta, um livro imperdível para toda e qualquer pessoa que se interesse por filosofia oriental e Yoga.
Ele é um, dos "livros de cabeceira" da humanidade, é a Sabedoria Antiga Viva.
O Ocidente parece finalmente estar se abrindo para uma perspectiva não-materialista, não-fragmentada do homem e da natureza. Termos como Holístico, Totalidade, Transpessoal, já fazem parte do cotidiano.
Na tentativa de aprofundar o conhecimento da filosofia Oriental e ao mesmo tempo de mostrar os mitos formadores do Ocidente moderno, apresentamos ao leitor brasileiro clássicos medievais com fundo místico, esotérico e também jóias Vedantinas como o Avadhut Gita, e pinçadas de realidade como O Zen e a Arte do Pastoreio do Touro.
O Avadhut Gita do Mahatma Dattatreya é um daqueles livros cuja origem histórica está submersa no tempo.
O seu autor teria vivido na Idade do Ouro (Satyuga) e desde a mais tenra idade demonstrava pendores de asceta e reiterada tendência religiosa.
Sua família era nobre, seu pai o Rei Atri e sua Mãe Anasuya, mulher piedosa tal como o marido. A Rainha teve três filhos: o primeiro foi Dattatreya, o segundo Durvasa e o terceiro Chandrama.
Os três Irmãos tinham características das três Gunas (qualidades da matéria, na filosofia hindu). Chandrama era dominado pela qualidade de Raja (brilho, força, atividade), Durvasa era influenciado pela qualidade de Tamas (trevas, inatividade, lentidão) mas Dattatreya era a personificação de Satva (pureza, sabedoria, luz).
Dattatreya reinou após a morte de seu pai e seu governo foi o mais benigno que o seu país teve; porém ele renunciou a tudo e se tomou monge errante (tal qual Buda) ensinando, a todos os que estivessem preparados, o caminho da libertação.
A palavra "Gita" quer dizer "canção" e "Avadhut" significa "asceta, renunciante, grande alma" (mahatma). Existem muitos Gitas na tradição indiana, sendo no Ocidente o mais conhecido o "Bhagavad Gita", mas na índia outros Gitas são também muito conhecidos e apreciados; entre eles podemos citar o "Shiva Gita", o "Rama Gita", e o "Devi Gita".
O Avadhut é texto clássico vedantino destinado aos yogues mais avançados; a Vedanta é um dos seis principais Darshanas, pontos de vista da filosofia Hindu. A palavra "Vedanta" quer dizer "final dos Vedas" e o expoente maior da Vedanta foi, sem sombra de dúvidas, Sankacharya, discípulo de Govinda, que viveu por volta de 788-820 AC.
A filosofia Vedanta está calcada na afirmação “Tat Vam Asi"... Ou seja "Tu és Aquilo". Segundo esta filosofia, o Atma é a única realidade, o resto seria Maya (ilusão) ou Avidhya (ignorância).
Somente a Vidya (sabedoria) pode levar o homem a Moksha (libertação), e essa sabedoria já está presente no homem. Ela não se manifesta, apenas, porque os véus sobre a consciência não permitem.
A meditação e a concentração intensa são os principais meios de remover os véus. O Avadhut, embora destinado àqueles que já atingiram um estado avançado na Senda, pode ainda assim ser de ajuda mesmo àqueles que não chegaram a um estágio tão alto de consciência.
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Ele é um dos poucos livros que os Yogues preservam quando da proximidade da realização espiritual e mesmo após...
Ele é, como o nome diz, "A Canção do Asceta", as palavras de um Mestre; Dattatreya, que ouviu a Voz do Silêncio, transcendeu o tempo e nos traz a sabedoria da Idade do Ouro até a nossa Idade do Ferro, Kaly Yuga.
Ele é um clássico de Vedanta, um livro imperdível para toda e qualquer pessoa que se interesse por filosofia oriental e Yoga.
Ele é um, dos "livros de cabeceira" da humanidade, é a Sabedoria Antiga Viva.
O Ocidente parece finalmente estar se abrindo para uma perspectiva não-materialista, não-fragmentada do homem e da natureza. Termos como Holístico, Totalidade, Transpessoal, já fazem parte do cotidiano.
Na tentativa de aprofundar o conhecimento da filosofia Oriental e ao mesmo tempo de mostrar os mitos formadores do Ocidente moderno, apresentamos ao leitor brasileiro clássicos medievais com fundo místico, esotérico e também jóias Vedantinas como o Avadhut Gita, e pinçadas de realidade como O Zen e a Arte do Pastoreio do Touro.
O Avadhut Gita do Mahatma Dattatreya é um daqueles livros cuja origem histórica está submersa no tempo.
O seu autor teria vivido na Idade do Ouro (Satyuga) e desde a mais tenra idade demonstrava pendores de asceta e reiterada tendência religiosa.
Sua família era nobre, seu pai o Rei Atri e sua Mãe Anasuya, mulher piedosa tal como o marido. A Rainha teve três filhos: o primeiro foi Dattatreya, o segundo Durvasa e o terceiro Chandrama.
Os três Irmãos tinham características das três Gunas (qualidades da matéria, na filosofia hindu). Chandrama era dominado pela qualidade de Raja (brilho, força, atividade), Durvasa era influenciado pela qualidade de Tamas (trevas, inatividade, lentidão) mas Dattatreya era a personificação de Satva (pureza, sabedoria, luz).
Dattatreya reinou após a morte de seu pai e seu governo foi o mais benigno que o seu país teve; porém ele renunciou a tudo e se tomou monge errante (tal qual Buda) ensinando, a todos os que estivessem preparados, o caminho da libertação.
A palavra "Gita" quer dizer "canção" e "Avadhut" significa "asceta, renunciante, grande alma" (mahatma). Existem muitos Gitas na tradição indiana, sendo no Ocidente o mais conhecido o "Bhagavad Gita", mas na índia outros Gitas são também muito conhecidos e apreciados; entre eles podemos citar o "Shiva Gita", o "Rama Gita", e o "Devi Gita".
O Avadhut é texto clássico vedantino destinado aos yogues mais avançados; a Vedanta é um dos seis principais Darshanas, pontos de vista da filosofia Hindu. A palavra "Vedanta" quer dizer "final dos Vedas" e o expoente maior da Vedanta foi, sem sombra de dúvidas, Sankacharya, discípulo de Govinda, que viveu por volta de 788-820 AC.
A filosofia Vedanta está calcada na afirmação “Tat Vam Asi"... Ou seja "Tu és Aquilo". Segundo esta filosofia, o Atma é a única realidade, o resto seria Maya (ilusão) ou Avidhya (ignorância).
Somente a Vidya (sabedoria) pode levar o homem a Moksha (libertação), e essa sabedoria já está presente no homem. Ela não se manifesta, apenas, porque os véus sobre a consciência não permitem.
A meditação e a concentração intensa são os principais meios de remover os véus. O Avadhut, embora destinado àqueles que já atingiram um estado avançado na Senda, pode ainda assim ser de ajuda mesmo àqueles que não chegaram a um estágio tão alto de consciência.
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quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Aqui e Agora - Sobre a Morte, o morrer e as Vidas anteriores, de Osho / Bhagwan Shree Rajneesh
AMADOS:
Quando o homem conheceu algo, libera-se disso. E quando o homem chegou a conhecer
algo, é capaz de triunfar sobre isso. Nosso fracasso e nossa derrota só se devem a
nossa ignorância. A derrota se deve à escuridão: quando há luz, a derrota é impossível:
a luz se converte em vitória.
O primeiro que queria lhes dizer da morte é que não há maior mentira que a
morte. Mas, contudo, a morte parece verdadeira. Não só parece verdadeira, mas
também parece, inclusive, que é a verdade cardeal da vida: parece que toda a vida está
ordenada pela morte. Embora a esqueçamos, ou embora não a tenhamos em conta, a
morte segue estando perto de nós por toda parte. A morte está até mais perto de nós
que nossa sombra.
estruturamos nossas mesmas vistas a partir de nosso medo à morte. O medo à
morte criou a sociedade, a nação, a família e os amigos. O medo à morte tem feito
perseguir o dinheiro e nos tem feito ambicionar posições sociais mais elevadas. E o mais
surpreendente é que nossos deuses e nossos templos também surgiram que medo à
morte. Por medo à morte, há pessoas que rezam de joelhos. Por medo à morte, há
pessoas que rezam a Deus com as mãos unidas e elevadas para o céu. E nada mais
falso que a morte. Por isso, qualquer sistema de vida que tenhamos criado acreditando
que a morte é verdadeira se converteu em falso.
Como conhecemos a falsidade da morte? Como podemos saber que não há
morte? Enquanto não saibamos, não perderemos o medo à morte, nossas vidas seguirão
sendo falsas. Enquanto exista o medo à morte, não poderá haver vida autêntica.
Enquanto tremamos de medo para a morte, não poderemos aprovisionar a capacidade de
viver nossas vidas. Só podem viver aqueles para os que a sombra da morte desapareceu
para sempre. Como poderá viver uma mente assustada e tremente? E Como é possível
viver quando parece que a morte se aproxima de cada instante? Como podemos viver?
Por muito que deixemos de ter em conta a morte, nunca a esquecemos de tudo.
Não importa que levemos o cemitério aos subúrbios da cidade: a morte segue nos
mostrando seu rosto. Todos os dias morre alguém; todos os dias se apresenta em
alguma parte a morte e faz tremer os alicerces mesmos de nossas vidas.
Quando vemos que se produz a morte, somos conscientes de nossa própria
morte. Quando choramos a morte de alguém, não só nos faz chorar a morte dessa
pessoa, mas também também a lembrança renovada da nossa própria. Não só sentimos
dor e pena pela morte de outra pessoa, mas sim pela possibilidade aparente da nossa
própria. Toda morte que acontece é, ao mesmo tempo, nossa própria morte. E Como
podemos viver, enquanto sigamos rodeados da morte? Viver desta forma é impossível.
Assim não podemos conhecer o que é a vida: nem sua alegria, nem sua beleza, nem sua
bênção. Assim não podemos alcançar o templo de Deus, a verdade suprema da vida.
Os templos que se criaram por medo à morte não são os templos de Deus. As
orações que se composto por medo à morte tampouco são orações dirigidas a Deus. Só
o que está cheio da alegria da vida alcança o templo de Deus. O reino de Deus está
cheio de alegria e de beleza, e os sinos do templo de Deus só repicam para os que estão
liberados dos temores de todo tipo, para os que se tiraram de cima todos os medos.
Isto faz parecer difícil, dado que nós gostamos de viver com medo. Mas isto não
é possível: só pode ser verdadeira uma das duas coisas. Recordem: se a vida for
verdadeira, então a morte não pode ser verdadeira; e se a morte é verdadeira, então a
vida não será mais que um sonho, uma mentira: então a vida não pode ser verdadeira.
As duas coisas não podem existir simultaneamente. Mas aferramos às duas coisas de
uma vez. Temos a sensação de que estamos vivos e temos além disso a sensação de
que estamos mortos. ouvi falar de um faquir que vivia em um vale longínquo. Muita
gente ia visitar o para lhe fazer perguntas. Uma vez, um homem chegou ante ele e lhe
pediu que lhe explicasse algo a respeito da vida e da morte. O faquir disse:
-Convido-te a aprender sobre a vida: minha porta está aberta. Mas se quer
aprender sobre a morte deve ir a outra parte, porque eu não morri nem morrerei nunca.
Não tenho experiência com a morte. Se quer aprender sobre a morte, pergunta aos que
morreram, pergunta aos que já estão mortos.
O faquir riu e seguiu dizendo:
-Mas como poderá perguntar aos que já estão mortos? E se me pede a direção de
um morto, não lhe posso dar isso Pois desde que cheguei ou seja que não posso morrer,
também sei que ninguém morre, que ninguém morreu jamais.
Mas como podemos acreditar neste faquir? Todos os dias vêem morrer a alguém;
a morte se apresenta diariamente. A morte é a verdade suprema; faz-se visível
penetrando até o centro de nosso ser. Podemos fechar os olhos, mas, por longe que
dela estejamos, segue visível. Por muito que nos dela separemos, por muito que dela
fujamos, segue nos rodeando. Como podemos demonstrar a falsidade desta verdade?
É obvio, algumas pessoas tentam demonstrar sua falsidade. Solo por seu medo à
morte, a gente acredita na imortalidade da alma: por puro medo. Não sabem: limitamse
a acreditar. Todas as manhãs, algumas pessoas se sintam em um templo ou em uma
mesquita e repetem: “Ninguém morre: a alma é imortal.” equivocam-se ao acreditar
que a alma se fará imortal pelo mero feito de repetir as palavras “a alma é imortal”. A
morte nunca se volta falsa por estas repetições: só conhecendo a morte é possível
demonstrar sua falsidade.
Recordemos que isto é muito estranho: sempre aceitamos o oposto ao que não
deixamos de repetir. Quando alguém diz que é imortal, que a alma é imortal; quando
repete isto, não faz mais que indicar que sabe, muito dentro de si, que morrerá, que terá
que morrer. Se soubesse que não tem que morrer, não teria que falar tanto da
imortalidade; só os que têm medo seguem repetindo-o. E verão que a gente teme à
morte naqueles países, naquelas sociedades que mais falam da imortalidade. Em nosso
país se fala incansavelmente da imortalidade da alma; mas há alguém na Terra que tema
à morte mais que nós? Ninguém teme à morte mais que nós! Como podemos
reconciliar estes dois extremos?
É possível que um povo que acredita na imortalidade da alma caia na escravidão?
Preferiria a morte; estaria disposto a morrer, pois saberia que não há morte. Os que
sabem que a vida é eterna, que a alma é imortal, seriam os primeiros que chegariam à
Lua! Seriam os primeiros que escalariam o Everest! Seriam os primeiros que
explorariam as profundidades do oceano Pacífico! Mas não: nós não somos desses. Nem
escalamos o Everest, nem chegamos à Lua nem exploramos as profundidades do oceano
Índico. E nós somos o povo que acredita na imortalidade da alma! Em realidade, dá-nos
tanto medo a morte que, por medo a ela, não deixamos de repetir: “A alma é imortal”. E
nos fazemos a ilusão de que, à força de repeti-lo, possivelmente se faça realidade. Nada
se faz realidade à força de repeti-lo.
Não é possível negar a morte a apóie de repetir que a morte não existe. Teremos
que conhecer a morte, teremos que nos encontrar com ela, teremos que vivê-la. Terão
que lhes familiarizar com ela. Mas, em vez disso, não deixamos de fugir da morte.
Como podemos vê-la? Quando vemos a morte, fechamos os olhos.
Quando passa um funeral pela rua, a mãe encerra em casa a seu filho e lhe diz:
“Não saia: morreu alguém”. Incineramos os cadáveres nos subúrbios dos povos para
que ninguém o veja, para que não tenhamos a morte ali mesmo, ante nossos olhos. E
se falarmos com alguém da morte, a outra pessoa nos prohíbe que toquemos esse tema.
Uma vez convivi com um sannyasin. Ele falava todos os dias da imortalidade da
alma. Eu lhe perguntei:
-Dá-te conta de que te está aproximando da morte?
Ele me respondeu:
-Não diga coisas de mau agouro. Não é bom falar dessas coisas.
Eu lhe disse:
-Se uma pessoa disser, por uma parte, que a alma é imortal, mas por outro lado
lhe parece de mau agouro falar da morte, então está confundindo-o tudo. Não deve
encontrar nada temível, nenhum mau augúrio, nada mau, em falar da morte: pois, para
ele, não há morte.
-Embora a alma é imortal, eu prefiro não falar da morte para nada –me disse ele-.
Não devemos falar de coisas tão carentes de significado e tão ameaçadoras.
Todos fazemos o mesmo: damos as costas à morte e fugimos dela.
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Quando o homem conheceu algo, libera-se disso. E quando o homem chegou a conhecer
algo, é capaz de triunfar sobre isso. Nosso fracasso e nossa derrota só se devem a
nossa ignorância. A derrota se deve à escuridão: quando há luz, a derrota é impossível:
a luz se converte em vitória.
O primeiro que queria lhes dizer da morte é que não há maior mentira que a
morte. Mas, contudo, a morte parece verdadeira. Não só parece verdadeira, mas
também parece, inclusive, que é a verdade cardeal da vida: parece que toda a vida está
ordenada pela morte. Embora a esqueçamos, ou embora não a tenhamos em conta, a
morte segue estando perto de nós por toda parte. A morte está até mais perto de nós
que nossa sombra.
estruturamos nossas mesmas vistas a partir de nosso medo à morte. O medo à
morte criou a sociedade, a nação, a família e os amigos. O medo à morte tem feito
perseguir o dinheiro e nos tem feito ambicionar posições sociais mais elevadas. E o mais
surpreendente é que nossos deuses e nossos templos também surgiram que medo à
morte. Por medo à morte, há pessoas que rezam de joelhos. Por medo à morte, há
pessoas que rezam a Deus com as mãos unidas e elevadas para o céu. E nada mais
falso que a morte. Por isso, qualquer sistema de vida que tenhamos criado acreditando
que a morte é verdadeira se converteu em falso.
Como conhecemos a falsidade da morte? Como podemos saber que não há
morte? Enquanto não saibamos, não perderemos o medo à morte, nossas vidas seguirão
sendo falsas. Enquanto exista o medo à morte, não poderá haver vida autêntica.
Enquanto tremamos de medo para a morte, não poderemos aprovisionar a capacidade de
viver nossas vidas. Só podem viver aqueles para os que a sombra da morte desapareceu
para sempre. Como poderá viver uma mente assustada e tremente? E Como é possível
viver quando parece que a morte se aproxima de cada instante? Como podemos viver?
Por muito que deixemos de ter em conta a morte, nunca a esquecemos de tudo.
Não importa que levemos o cemitério aos subúrbios da cidade: a morte segue nos
mostrando seu rosto. Todos os dias morre alguém; todos os dias se apresenta em
alguma parte a morte e faz tremer os alicerces mesmos de nossas vidas.
Quando vemos que se produz a morte, somos conscientes de nossa própria
morte. Quando choramos a morte de alguém, não só nos faz chorar a morte dessa
pessoa, mas também também a lembrança renovada da nossa própria. Não só sentimos
dor e pena pela morte de outra pessoa, mas sim pela possibilidade aparente da nossa
própria. Toda morte que acontece é, ao mesmo tempo, nossa própria morte. E Como
podemos viver, enquanto sigamos rodeados da morte? Viver desta forma é impossível.
Assim não podemos conhecer o que é a vida: nem sua alegria, nem sua beleza, nem sua
bênção. Assim não podemos alcançar o templo de Deus, a verdade suprema da vida.
Os templos que se criaram por medo à morte não são os templos de Deus. As
orações que se composto por medo à morte tampouco são orações dirigidas a Deus. Só
o que está cheio da alegria da vida alcança o templo de Deus. O reino de Deus está
cheio de alegria e de beleza, e os sinos do templo de Deus só repicam para os que estão
liberados dos temores de todo tipo, para os que se tiraram de cima todos os medos.
Isto faz parecer difícil, dado que nós gostamos de viver com medo. Mas isto não
é possível: só pode ser verdadeira uma das duas coisas. Recordem: se a vida for
verdadeira, então a morte não pode ser verdadeira; e se a morte é verdadeira, então a
vida não será mais que um sonho, uma mentira: então a vida não pode ser verdadeira.
As duas coisas não podem existir simultaneamente. Mas aferramos às duas coisas de
uma vez. Temos a sensação de que estamos vivos e temos além disso a sensação de
que estamos mortos. ouvi falar de um faquir que vivia em um vale longínquo. Muita
gente ia visitar o para lhe fazer perguntas. Uma vez, um homem chegou ante ele e lhe
pediu que lhe explicasse algo a respeito da vida e da morte. O faquir disse:
-Convido-te a aprender sobre a vida: minha porta está aberta. Mas se quer
aprender sobre a morte deve ir a outra parte, porque eu não morri nem morrerei nunca.
Não tenho experiência com a morte. Se quer aprender sobre a morte, pergunta aos que
morreram, pergunta aos que já estão mortos.
O faquir riu e seguiu dizendo:
-Mas como poderá perguntar aos que já estão mortos? E se me pede a direção de
um morto, não lhe posso dar isso Pois desde que cheguei ou seja que não posso morrer,
também sei que ninguém morre, que ninguém morreu jamais.
Mas como podemos acreditar neste faquir? Todos os dias vêem morrer a alguém;
a morte se apresenta diariamente. A morte é a verdade suprema; faz-se visível
penetrando até o centro de nosso ser. Podemos fechar os olhos, mas, por longe que
dela estejamos, segue visível. Por muito que nos dela separemos, por muito que dela
fujamos, segue nos rodeando. Como podemos demonstrar a falsidade desta verdade?
É obvio, algumas pessoas tentam demonstrar sua falsidade. Solo por seu medo à
morte, a gente acredita na imortalidade da alma: por puro medo. Não sabem: limitamse
a acreditar. Todas as manhãs, algumas pessoas se sintam em um templo ou em uma
mesquita e repetem: “Ninguém morre: a alma é imortal.” equivocam-se ao acreditar
que a alma se fará imortal pelo mero feito de repetir as palavras “a alma é imortal”. A
morte nunca se volta falsa por estas repetições: só conhecendo a morte é possível
demonstrar sua falsidade.
Recordemos que isto é muito estranho: sempre aceitamos o oposto ao que não
deixamos de repetir. Quando alguém diz que é imortal, que a alma é imortal; quando
repete isto, não faz mais que indicar que sabe, muito dentro de si, que morrerá, que terá
que morrer. Se soubesse que não tem que morrer, não teria que falar tanto da
imortalidade; só os que têm medo seguem repetindo-o. E verão que a gente teme à
morte naqueles países, naquelas sociedades que mais falam da imortalidade. Em nosso
país se fala incansavelmente da imortalidade da alma; mas há alguém na Terra que tema
à morte mais que nós? Ninguém teme à morte mais que nós! Como podemos
reconciliar estes dois extremos?
É possível que um povo que acredita na imortalidade da alma caia na escravidão?
Preferiria a morte; estaria disposto a morrer, pois saberia que não há morte. Os que
sabem que a vida é eterna, que a alma é imortal, seriam os primeiros que chegariam à
Lua! Seriam os primeiros que escalariam o Everest! Seriam os primeiros que
explorariam as profundidades do oceano Pacífico! Mas não: nós não somos desses. Nem
escalamos o Everest, nem chegamos à Lua nem exploramos as profundidades do oceano
Índico. E nós somos o povo que acredita na imortalidade da alma! Em realidade, dá-nos
tanto medo a morte que, por medo a ela, não deixamos de repetir: “A alma é imortal”. E
nos fazemos a ilusão de que, à força de repeti-lo, possivelmente se faça realidade. Nada
se faz realidade à força de repeti-lo.
Não é possível negar a morte a apóie de repetir que a morte não existe. Teremos
que conhecer a morte, teremos que nos encontrar com ela, teremos que vivê-la. Terão
que lhes familiarizar com ela. Mas, em vez disso, não deixamos de fugir da morte.
Como podemos vê-la? Quando vemos a morte, fechamos os olhos.
Quando passa um funeral pela rua, a mãe encerra em casa a seu filho e lhe diz:
“Não saia: morreu alguém”. Incineramos os cadáveres nos subúrbios dos povos para
que ninguém o veja, para que não tenhamos a morte ali mesmo, ante nossos olhos. E
se falarmos com alguém da morte, a outra pessoa nos prohíbe que toquemos esse tema.
Uma vez convivi com um sannyasin. Ele falava todos os dias da imortalidade da
alma. Eu lhe perguntei:
-Dá-te conta de que te está aproximando da morte?
Ele me respondeu:
-Não diga coisas de mau agouro. Não é bom falar dessas coisas.
Eu lhe disse:
-Se uma pessoa disser, por uma parte, que a alma é imortal, mas por outro lado
lhe parece de mau agouro falar da morte, então está confundindo-o tudo. Não deve
encontrar nada temível, nenhum mau augúrio, nada mau, em falar da morte: pois, para
ele, não há morte.
-Embora a alma é imortal, eu prefiro não falar da morte para nada –me disse ele-.
Não devemos falar de coisas tão carentes de significado e tão ameaçadoras.
Todos fazemos o mesmo: damos as costas à morte e fugimos dela.
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segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Êxtase : A linguagem esquecida (discursos sobre as canções de kabir), de Osho / Bhagwan Shree Rajneesh
Um brinde a nós, amigos!
Um brinde à vida, à alegria, ao êxtase que escondemos em nossas próprias cabeças! Um
brinde que nos arranque de nosso sono cheio de sonhos, de ambição e desses truques do mundo que
substituíram a vida real. Bebamos da taça de um louco que nos permite abandonar todo o nosso
controle, as nossas tensões, as nossas restrições, que durante tanto tempo nos impediram de abraçar
Deus, a alegria e o êxtase!
Um brinde ao calor daquilo que derreterá nossos corações congelados, e pela primeira vez
nos permitirá fluir e sentir com todo o nosso ser.
Encontrem Bhagwan Shree Rajneesh, um bêbado, um louco que está aqui, vivo,
oferecendo-lhes o sabor de um outro louco de uma outra época — Kabir — um louco que através de
sua inocência, através de sua ignorância, através de sua admiração, canta uma canção onde a poesia
floresce", uma poesia que pode ser entendida por qualquer um que seja suficientemente inocente!
Bhagwan facilita-nos um desaprendizado, uma mudança de foco, um relaxamento — um mover-se
da cabeça para o coração e sua inocência, um tornar-se extraordinário sendo comum exactamente
como aconteceu a Kabir. ..e cada momento torna-se tão absolutamente precioso, traz tanta alegria e
recompensa em si mesmo, que nada mais resta a não ser desfrutá-lo, perder-se nele, embriagar-se de
vida!
Através desses novos olhos tem-se a sensação de que a vida é Deus e que Deus é a vida;
não importa o quanto possamos correr ou quão esperta possa ser a mente nas suas tentativas de
adiar,' não há possibilidade de escapar — não há outra maneira de existir. Como diz Bhagwan:
"Vivemos no oceano de Deus. .. Ele o circunda, Ele circunda tudo."
As velhas escrituras da Índia dizem que a existência vem quando Deus expira — você
nasce e a não-existência, quando Ele inspira — você desaparece na morte... mas você nunca deixa
Deus! Pode-se dizer: «Procurado — vivo ou morto. ..por Deus... pela vida... pela existência!»
Temos apenas que nos sacudir e nos despertar para esta grande bênção da vida. ..despertar a
memória desta linguagem esquecida do êxtase que repousa como que hibernada em nossos corações
adormecidos.
No Ocidente, a nossa memória tem sido entorpecida pela nossa ambição, pela nossa
entrega aos prazeres, pela nossa pressa em .satisfazer certas condições que, uma vez satisfeitas, nos
recompensarão com a felicidade que nos espera no final de algum arco-íris mítico. No Oriente, o
mundo, os negócios, são coisas para serem renunciadas, algo contra o qual se deve criar um
antagonismo.
Kabir, entretanto, não pertence a nenhum dos dois. É um homem de real compreensão —
sabe que não se trata de entrega aos prazeres ou de renúncia, mas sim, de consciência. Ou como diz
Bhagwan: "Esteja no mundo, mas conscientemente. Não vá a nenhum lugar, não crie qualquer
atitude antagónica em relação à vida. Deus nada mais é do que um profundo 'sim' à existência". No
caso de Kabir, conta-se que ele nasceu como muçulmano e foi educado por um hindu, ficando então
aberto para as riquezas das duas tradições — não ficou limitado pela escolha de uma e rejeição da
outra. ..disse SIM a ambas.
Desta maneira Bhagwan também reivindica toda a herança da humanidade, dizendo um
'sim' eternamente amoroso a todos: aos cristãos, aos hindus, aos parses, aos sikhs, aos muçulmanos,
aos judeus, aos ateus, aos teístas, ad infinitum.
Este 'sim' é a chave do reaprendizado desta linguagem esquecida. Este 'sim' é o que nos dá
coragem para continuar. Este 'sim' é o ingrediente que está faltando, é o elo perdido para a
recuperação, a reivindicação desse êxtase. Não é da cabeça — é do coração... não é do pensamento,
mas do sentimento.
E o coração é a nossa totalidade. Sempre que dizemos 'sim' a alguma coisa, sempre que
respondemos com nossos corações, estamos respondendo com nossa totalidade. Sempre que somos
totais em qualquer coisa, ficamos extasiados. Bhagwan diz: "Sim, alegria é loucura. E só os loucos
podem suportá-la. Abandone-se e seja um bêbado!. ..Deus é selvagem e a alegria é o primeiro passo
em direcção a Ele. O êxtase é selvagem. Você tem que se perder nele, no seu próprio abismo".
E como a alegria é loucura e abandono, então é preciso estar pronto para saltar, para
mover-se livre e perigosamente, sem os condicionamentos e limites da sociedade, da religião, do
país, da tradição ou dos rituais que acumulamos — esses limites do nosso passado que nos
impedem de viver Deus, de viver a vida, de viver. ..agora mesmo. ..de viver esta linguagem do
êxtase. .. neste exacto momento!
Bhagwan e Kabir concordam que se Deus não puder ser encontrado nesta vida, não será
encontrado em lugar algum... que sempre que você for total, Ele estará presente. ..ser total é a porta!
Então, será que você está pronto para beber comigo, para beber da taça destes loucos —
Bhagwan Shree Rajneesh e o poeta-místico Kabir — e abandonar os seus controles e misérias?... e
mais uma vez, através da sua natureza, através da felicidade... falar a linguagem do êxtase?
Se você não puder controlar a sua alegria, não poderá controlar o seu êxtase... você tem
que se embeber dele na vida: ". ..e a vida jamais grita, apenas sussurra. A menos que você esteja
muito atento, sintonizado e ligado a ela, não será capaz de entender a vozinha silenciosa de Deus".
Tenha, através dos olhos deste Mestre iluminado, Bhagwan Shree Rajneesh, uma nova
visão do divino, a jornada infinita para dentro do amor, e aceite o seu brinde à nossa divindade, ao
gosto pela vida e à coragem para explorar:
"Convido-o a vir comigo aos domínios mais profundos deste louco, Kabir. Sim, ele era
um louco — todas as pessoas religiosas o são. Loucas, porque não confiam na razão. Loucas,
porque amam a vida. Loucas, porque podem dançar e cantar. Loucas, porque para elas a vida não é
uma questão, um problema para ser resolvido, mas um mistério no qual temos que nos dissolver".
Tudo o que você precisa é alegrar-se, meu amigo, e divertir-se! Leia este livro como se
entrasse pela porta que leva à terra da linguagem esquecida... abra seus braços e permita que a
confiança na vida e no amor afaste a sua cabeça, e com um grande oooouuhhh encha-se da
excitação, do êxtase desta aventura, da exploração desta linguagem esquecida. ..do êxtase: a
linguagem esquecida.
MA YOGA PREM
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Um brinde à vida, à alegria, ao êxtase que escondemos em nossas próprias cabeças! Um
brinde que nos arranque de nosso sono cheio de sonhos, de ambição e desses truques do mundo que
substituíram a vida real. Bebamos da taça de um louco que nos permite abandonar todo o nosso
controle, as nossas tensões, as nossas restrições, que durante tanto tempo nos impediram de abraçar
Deus, a alegria e o êxtase!
Um brinde ao calor daquilo que derreterá nossos corações congelados, e pela primeira vez
nos permitirá fluir e sentir com todo o nosso ser.
Encontrem Bhagwan Shree Rajneesh, um bêbado, um louco que está aqui, vivo,
oferecendo-lhes o sabor de um outro louco de uma outra época — Kabir — um louco que através de
sua inocência, através de sua ignorância, através de sua admiração, canta uma canção onde a poesia
floresce", uma poesia que pode ser entendida por qualquer um que seja suficientemente inocente!
Bhagwan facilita-nos um desaprendizado, uma mudança de foco, um relaxamento — um mover-se
da cabeça para o coração e sua inocência, um tornar-se extraordinário sendo comum exactamente
como aconteceu a Kabir. ..e cada momento torna-se tão absolutamente precioso, traz tanta alegria e
recompensa em si mesmo, que nada mais resta a não ser desfrutá-lo, perder-se nele, embriagar-se de
vida!
Através desses novos olhos tem-se a sensação de que a vida é Deus e que Deus é a vida;
não importa o quanto possamos correr ou quão esperta possa ser a mente nas suas tentativas de
adiar,' não há possibilidade de escapar — não há outra maneira de existir. Como diz Bhagwan:
"Vivemos no oceano de Deus. .. Ele o circunda, Ele circunda tudo."
As velhas escrituras da Índia dizem que a existência vem quando Deus expira — você
nasce e a não-existência, quando Ele inspira — você desaparece na morte... mas você nunca deixa
Deus! Pode-se dizer: «Procurado — vivo ou morto. ..por Deus... pela vida... pela existência!»
Temos apenas que nos sacudir e nos despertar para esta grande bênção da vida. ..despertar a
memória desta linguagem esquecida do êxtase que repousa como que hibernada em nossos corações
adormecidos.
No Ocidente, a nossa memória tem sido entorpecida pela nossa ambição, pela nossa
entrega aos prazeres, pela nossa pressa em .satisfazer certas condições que, uma vez satisfeitas, nos
recompensarão com a felicidade que nos espera no final de algum arco-íris mítico. No Oriente, o
mundo, os negócios, são coisas para serem renunciadas, algo contra o qual se deve criar um
antagonismo.
Kabir, entretanto, não pertence a nenhum dos dois. É um homem de real compreensão —
sabe que não se trata de entrega aos prazeres ou de renúncia, mas sim, de consciência. Ou como diz
Bhagwan: "Esteja no mundo, mas conscientemente. Não vá a nenhum lugar, não crie qualquer
atitude antagónica em relação à vida. Deus nada mais é do que um profundo 'sim' à existência". No
caso de Kabir, conta-se que ele nasceu como muçulmano e foi educado por um hindu, ficando então
aberto para as riquezas das duas tradições — não ficou limitado pela escolha de uma e rejeição da
outra. ..disse SIM a ambas.
Desta maneira Bhagwan também reivindica toda a herança da humanidade, dizendo um
'sim' eternamente amoroso a todos: aos cristãos, aos hindus, aos parses, aos sikhs, aos muçulmanos,
aos judeus, aos ateus, aos teístas, ad infinitum.
Este 'sim' é a chave do reaprendizado desta linguagem esquecida. Este 'sim' é o que nos dá
coragem para continuar. Este 'sim' é o ingrediente que está faltando, é o elo perdido para a
recuperação, a reivindicação desse êxtase. Não é da cabeça — é do coração... não é do pensamento,
mas do sentimento.
E o coração é a nossa totalidade. Sempre que dizemos 'sim' a alguma coisa, sempre que
respondemos com nossos corações, estamos respondendo com nossa totalidade. Sempre que somos
totais em qualquer coisa, ficamos extasiados. Bhagwan diz: "Sim, alegria é loucura. E só os loucos
podem suportá-la. Abandone-se e seja um bêbado!. ..Deus é selvagem e a alegria é o primeiro passo
em direcção a Ele. O êxtase é selvagem. Você tem que se perder nele, no seu próprio abismo".
E como a alegria é loucura e abandono, então é preciso estar pronto para saltar, para
mover-se livre e perigosamente, sem os condicionamentos e limites da sociedade, da religião, do
país, da tradição ou dos rituais que acumulamos — esses limites do nosso passado que nos
impedem de viver Deus, de viver a vida, de viver. ..agora mesmo. ..de viver esta linguagem do
êxtase. .. neste exacto momento!
Bhagwan e Kabir concordam que se Deus não puder ser encontrado nesta vida, não será
encontrado em lugar algum... que sempre que você for total, Ele estará presente. ..ser total é a porta!
Então, será que você está pronto para beber comigo, para beber da taça destes loucos —
Bhagwan Shree Rajneesh e o poeta-místico Kabir — e abandonar os seus controles e misérias?... e
mais uma vez, através da sua natureza, através da felicidade... falar a linguagem do êxtase?
Se você não puder controlar a sua alegria, não poderá controlar o seu êxtase... você tem
que se embeber dele na vida: ". ..e a vida jamais grita, apenas sussurra. A menos que você esteja
muito atento, sintonizado e ligado a ela, não será capaz de entender a vozinha silenciosa de Deus".
Tenha, através dos olhos deste Mestre iluminado, Bhagwan Shree Rajneesh, uma nova
visão do divino, a jornada infinita para dentro do amor, e aceite o seu brinde à nossa divindade, ao
gosto pela vida e à coragem para explorar:
"Convido-o a vir comigo aos domínios mais profundos deste louco, Kabir. Sim, ele era
um louco — todas as pessoas religiosas o são. Loucas, porque não confiam na razão. Loucas,
porque amam a vida. Loucas, porque podem dançar e cantar. Loucas, porque para elas a vida não é
uma questão, um problema para ser resolvido, mas um mistério no qual temos que nos dissolver".
Tudo o que você precisa é alegrar-se, meu amigo, e divertir-se! Leia este livro como se
entrasse pela porta que leva à terra da linguagem esquecida... abra seus braços e permita que a
confiança na vida e no amor afaste a sua cabeça, e com um grande oooouuhhh encha-se da
excitação, do êxtase desta aventura, da exploração desta linguagem esquecida. ..do êxtase: a
linguagem esquecida.
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domingo, 2 de setembro de 2007
Jesus: um Cristo do Oriente e do Ocidente, de Paramahansa Yogananda
Jesus Cristo é um vínculo entre o Oriente e o Ocidente. O grande Mestre se
ergue ante meus olhos, dizendo ao Oriente e ao Ocidente: "Uni-los. Meu corpo
nasceu no Oriente, porém meu espírito e minha mensagem viajaram ao Ocidente".
Tem um significado especial o fato de que Cristo tenha nascido no continente
asiático e sido aceito pelos ocidentais como seu Guru; é da vontade divina que
o Oriente e o Ocidente se unam, intercambiando seus mais nobres exemplos
distintivos. No drama de Deus, o Ocidente estava destinado a dispor do poder
material, enquanto que ao Oriente seria dado o poder espiritual, de modo que
ambos pudessem cultivar amizade através do intercâmbio de suas qualidades
características. Devido à liberdade espiritual existente no Oriente, é possível
à sua gente elevar-se sobre o sofrimento material. No Ocidente, em troca,
existe uma grande necessidade deste tipo de liberdade espiritual; os filhos
ocidentais do Senhor, mesmo quando mais afortunados tanto física como
materialmente, precisam desenvolver-se espiritualmente e receber a iluminação
divina do Oriente. E a este último, por outro lado, é indispensável conquistar
o desenvolvimento material do Ocidente. É por isso que os filhos orientais
de Deus deveriam acolher a ajuda ocidental, mediante a qual ser-lhes-ia possível
industrializar a Ásia e capacitar aquele continente a fazer pleno uso de
seus próprios recursos. Se combinasse o progressista modo de vida americano
com a espiritualidade da Índia, tal combinação seria insuperável. Índia é a caldeira
onde se fundem todas as religiões; América é a caldeira onde se fundem
todas as nações. A América alcançou um grande desenvolvimento devido ao seu
amor à liberdade e também porque acolheu em suas praias todas as raças, absorvendo
o melhor de cada nação. Nenhum outro país se fundou e cresceu sobre
a base de tão maravilhosos ideais; jamais deveriam perder-se a liberdade e
o excepcional modo de vida que surgiu na América, graças a estes ideais.
Muitos ocidentais crêem que os orientais são materialmente pobres porque
dispõem de uma riqueza espiritual; mas não é assim. De outro lado, muitos orientais
consideram que os ocidentais são espiritualmente pobres devido à sua
riqueza material, o que também é falso. A verdade é que nós, seres humanos,
tendemos a nos desenvolver unilateralmente; por isso, é necessário buscar o
equilíbrio adotando o melhor de cada continente. Jesus é um colosso divino que
se ergue entre Oriente e Ocidente, estimulando a ambos intercambiar suas
melhores qualidades. Podeis vê-lo nesta posição? Assim eu o vejo. Ele impele o
Ocidente a crescer espiritualmente e ao Oriente a industrializar-se; pede ao
Oriente que aceite os missionários ocidentais da ciência e da indústria e ao Ocidente
que aceite os missionários orientais do Espírito. Ao Ocidente diz: "Amai
vosso irmãos orientais; eu vim do Oriente". e aos Oriente diz: "Amai vossos
irmão ocidentais; eles me receberam e me amaram, a mim, um oriental." Não é
este um formoso ideal? Tal enfoque conduziria a uma magnífica unidade.
Cristo não pertence nem ao Oriente nem ao Ocidente; em sua vida se fundem o
Este e o Oeste, e ele é propriedade de ambos e do mundo inteiro. É a
universalidade de Jesus o que o torna tão atraente. Ele adotou o corpo de um
oriental de modo que,ao ser aceito como guru pelos ocidentais, pudesse servir
simbolicamente como vínculo entre Oriente e Ocidente.
Os ocidentais que consideram que Cristo lhes pertence deveriam lembrar-se
que ele era um oriental e, motivados por este fato, deveriam procurar expandir
o amor e afinidade que sentem por Jesus, para incluir nestes sentimentos todos
os orientais e o mundo inteiro. Deus não tem preferências com respeito a
orientais e a ocidentais. Ele ama a todos aqueles que manifestam as divinas
qualidades do Espírito. Por que, pois, foi ordenado por Deus que Cristo, um
grande salvador da humanidade, viesse do Oriente? Porque Deus desejava demonstrar
a superioridade do Espírito sobre a matéria, manifestando-se entre
aqueles que se encontravam oprimidos. Não obstante, não é por isso que deveríamos
concluir que é necessário ser pobres para nos assemelharmos a Cristo.
Se Jesus houvesse nascido em um país próspero, seria igualmente falso raciocinar
que é possível alcançar a Consciência do Cristo através da abundância material,
ou que Deus favorece de forma especial aos que são materialmente ricos.
O que se necessita é o equilíbrio entre a espiritualidade e o desenvolvimento
material.
Os ideais de Cristo coincidem com os das escrituras da Índia. Seus preceitos
são análogos aos dos mais elevados ensinamentos védicos, os quais existiam
com grande anterioridade à vinda de Jesus. Entretanto, este fato não diminui
de forma alguma a grandeza de Cristo; somente demonstra a eterna natureza
da verdade e é uma prova do fato de que Cristo encarnou na terra para oferecer
ao mundo uma nova expressão do Sanatan Dharma (a religião eterna, os
eternos princípios da retitude). No livro de Gêneses, pode-se apreciar um paralelismo
exato com o conceito hindu da gênese do universo, sendo este último
um conceito muito mais antigo. Os Dez Mandamentos de Moisés e muitas das
lenda, personagens e rituais bíblicos, como também os milagres realizados por
Cristo e os mesmo princípios básicos da doutrina cristã, têem todos uma concomitância
com a literatura védica da Índia, a qual lhes antecede cronologica
mente. As lições de Cristo no Novo Testamento e as de Krishna no Bagavad Gita
têem uma correspondência exata.
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ergue ante meus olhos, dizendo ao Oriente e ao Ocidente: "Uni-los. Meu corpo
nasceu no Oriente, porém meu espírito e minha mensagem viajaram ao Ocidente".
Tem um significado especial o fato de que Cristo tenha nascido no continente
asiático e sido aceito pelos ocidentais como seu Guru; é da vontade divina que
o Oriente e o Ocidente se unam, intercambiando seus mais nobres exemplos
distintivos. No drama de Deus, o Ocidente estava destinado a dispor do poder
material, enquanto que ao Oriente seria dado o poder espiritual, de modo que
ambos pudessem cultivar amizade através do intercâmbio de suas qualidades
características. Devido à liberdade espiritual existente no Oriente, é possível
à sua gente elevar-se sobre o sofrimento material. No Ocidente, em troca,
existe uma grande necessidade deste tipo de liberdade espiritual; os filhos
ocidentais do Senhor, mesmo quando mais afortunados tanto física como
materialmente, precisam desenvolver-se espiritualmente e receber a iluminação
divina do Oriente. E a este último, por outro lado, é indispensável conquistar
o desenvolvimento material do Ocidente. É por isso que os filhos orientais
de Deus deveriam acolher a ajuda ocidental, mediante a qual ser-lhes-ia possível
industrializar a Ásia e capacitar aquele continente a fazer pleno uso de
seus próprios recursos. Se combinasse o progressista modo de vida americano
com a espiritualidade da Índia, tal combinação seria insuperável. Índia é a caldeira
onde se fundem todas as religiões; América é a caldeira onde se fundem
todas as nações. A América alcançou um grande desenvolvimento devido ao seu
amor à liberdade e também porque acolheu em suas praias todas as raças, absorvendo
o melhor de cada nação. Nenhum outro país se fundou e cresceu sobre
a base de tão maravilhosos ideais; jamais deveriam perder-se a liberdade e
o excepcional modo de vida que surgiu na América, graças a estes ideais.
Muitos ocidentais crêem que os orientais são materialmente pobres porque
dispõem de uma riqueza espiritual; mas não é assim. De outro lado, muitos orientais
consideram que os ocidentais são espiritualmente pobres devido à sua
riqueza material, o que também é falso. A verdade é que nós, seres humanos,
tendemos a nos desenvolver unilateralmente; por isso, é necessário buscar o
equilíbrio adotando o melhor de cada continente. Jesus é um colosso divino que
se ergue entre Oriente e Ocidente, estimulando a ambos intercambiar suas
melhores qualidades. Podeis vê-lo nesta posição? Assim eu o vejo. Ele impele o
Ocidente a crescer espiritualmente e ao Oriente a industrializar-se; pede ao
Oriente que aceite os missionários ocidentais da ciência e da indústria e ao Ocidente
que aceite os missionários orientais do Espírito. Ao Ocidente diz: "Amai
vosso irmãos orientais; eu vim do Oriente". e aos Oriente diz: "Amai vossos
irmão ocidentais; eles me receberam e me amaram, a mim, um oriental." Não é
este um formoso ideal? Tal enfoque conduziria a uma magnífica unidade.
Cristo não pertence nem ao Oriente nem ao Ocidente; em sua vida se fundem o
Este e o Oeste, e ele é propriedade de ambos e do mundo inteiro. É a
universalidade de Jesus o que o torna tão atraente. Ele adotou o corpo de um
oriental de modo que,ao ser aceito como guru pelos ocidentais, pudesse servir
simbolicamente como vínculo entre Oriente e Ocidente.
Os ocidentais que consideram que Cristo lhes pertence deveriam lembrar-se
que ele era um oriental e, motivados por este fato, deveriam procurar expandir
o amor e afinidade que sentem por Jesus, para incluir nestes sentimentos todos
os orientais e o mundo inteiro. Deus não tem preferências com respeito a
orientais e a ocidentais. Ele ama a todos aqueles que manifestam as divinas
qualidades do Espírito. Por que, pois, foi ordenado por Deus que Cristo, um
grande salvador da humanidade, viesse do Oriente? Porque Deus desejava demonstrar
a superioridade do Espírito sobre a matéria, manifestando-se entre
aqueles que se encontravam oprimidos. Não obstante, não é por isso que deveríamos
concluir que é necessário ser pobres para nos assemelharmos a Cristo.
Se Jesus houvesse nascido em um país próspero, seria igualmente falso raciocinar
que é possível alcançar a Consciência do Cristo através da abundância material,
ou que Deus favorece de forma especial aos que são materialmente ricos.
O que se necessita é o equilíbrio entre a espiritualidade e o desenvolvimento
material.
Os ideais de Cristo coincidem com os das escrituras da Índia. Seus preceitos
são análogos aos dos mais elevados ensinamentos védicos, os quais existiam
com grande anterioridade à vinda de Jesus. Entretanto, este fato não diminui
de forma alguma a grandeza de Cristo; somente demonstra a eterna natureza
da verdade e é uma prova do fato de que Cristo encarnou na terra para oferecer
ao mundo uma nova expressão do Sanatan Dharma (a religião eterna, os
eternos princípios da retitude). No livro de Gêneses, pode-se apreciar um paralelismo
exato com o conceito hindu da gênese do universo, sendo este último
um conceito muito mais antigo. Os Dez Mandamentos de Moisés e muitas das
lenda, personagens e rituais bíblicos, como também os milagres realizados por
Cristo e os mesmo princípios básicos da doutrina cristã, têem todos uma concomitância
com a literatura védica da Índia, a qual lhes antecede cronologica
mente. As lições de Cristo no Novo Testamento e as de Krishna no Bagavad Gita
têem uma correspondência exata.
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Cura, de Paramahansa Yogananda
Descrição da obra "Afirmações Científicas De Cura"
Quando Paramahansa Yogananda apresentou pela primeira vez, mais de setenta anos atrás, os princípios e técnicas expostos em Afirmações Científicas de Cura, haveriam de transcorrer décadas antes que se descobrisse que estava evidenciada a conexão entre o corpo e a mente no processo de cura. Ao longo destes anos, esta obra precursora ensinou a milhares de leitores
os conhecimentos básicos que permitem utilizar e aplicar diretamente os extraordinários poderes curativos ocultos em cada ser humano. Tais conhecimentos estão agora abrindo caminho na medicina tradicional graças à visão convergente da física, da psicologia, da neurociência e da espiritualidade.
Foi durante um ciclo de conferências efetuado em 1924 na cidade de Portland, Oregon, que Paramahansa Yogananda apresentou ao público, pela primeira vez, seus ensinamentos sobre a ciência da afirmação e da cura divina. Desde então, as preces expressadas como afirmações - unidas à fascinante explicação dos princípios científicos e espirituais que as tornam eficazes - se converteram no tema principal de muitas de suas conferências e série de aulas sobre a filosofia e a meditação yogue, as quais contava com uma platéia que lotava os auditórios das cidades mais importantes dos Estados Unidos da América. Um artigo publicado no diário Washington Post, em 17 de janeiro de 1927, descreve uma dessas ocasiões da seguinte forma:
" À noite, no Washington Auditorium, mais de 5.000 pessoas - entre as quais se contavam várias personalidades locais - uniram suas vozes entoando o lento, ressonante rito dos ofícios curativos científicos dirigidos pelo Swami Yogananda, instrutor, metafísico e psicólogo hindu, que é também fundador de vários centros de Yogoda em seu país.
"O lento cântico terminou com várias repetições prolongadas da afirmação: " Estou saudável porque Tu estás em mim", e a palavra OM pronunciada até o final da mesma, se estendeu por mais de um minuto.
"O Swami explicou que - mediante sua concentração, devoção e fé na afirmação - ele atraía o poder de cura do Espírito Cósmico ou Deus, e em seguida o transmitia à platéia por meio do som vibratório. Este, afirmou ele, produz uma troca química nas células do corpo e uma nova ordenação das células cerebrais, sempre que, certamente, o receptor das ondas vibratórias se encontre devidamente concentrado e imbuído de devoção".
Em 16 de outubro de 1926, o diário Cincinnati Enquirer citou das próprias palavras do autor acerca do poder de cura do cântico e da afirmação:
"No Carnegie Hall de Nova York, ante um público de 3.000 pessoas que não possuíam treinamento algum, e frente a uma multidão quase similar no Soldiers' Memorial Hall, de Pittsburgh, sem prévio ensaio comecei a cantar e pedi à platéia que me seguisse. Geralmente, durante os cânticos ou afirmações, solicito ao meu auditório que relaxe e que repita afirmações de saúde, prosperidade e realização espiritual, com entendimento de seu significado.
"Os santos da Índia, desde tempos imemoriais conheciam a arte de fazer vibrar certas notas no éter, entoando seus cantos védicos de uma forma específica; tais cantos estimulavam o despertar do silencioso poder curativo de Deus e da energia cósmica, a fim de que atuassem rapidamente, dissipando a enfermidade, a dor ou a pobreza".
Pouco tempo depois que Paramahansa Yogananda começou as apresentações públicas antes descritas, a sociedade que ele havia fundado publicou seu livro Afirmações Científicas de Cura, e o tem mantido constantemente em circulação desde então. Através dos anos, Self Realization Fellowship ampliou o livro em várias edições consecutivas, com o fim de publicar no mesmo afirmações adicionais que Sri Yogananda havia incluído em conferências e aulas que deu posteriormente. Nas décadas dos anos 30 e 40, o grande mestre quase sempre começava ou concluía os ofícios que celebrava nos templos de Self Realization Fellowship que havia fundado, dirigindo os presentes na prática de uma afirmação para a cura ou de uma afirmação para despertar o poder da vontade, da devoção ou da percepção da presença de Deus.
Este livro - como todas as demais obras de Paramahansa Yogananda - constitui um estranho fenômeno no mundo das publicações; com efeito, é uma obra cuja popularidade não alcançou um ponto culminante para logo declinar ao cabo de alguns anos de sua aparição, mas sim que tem persistido. Por certo, o interesse que ela desperta num vasto setor do público cresce constantemente, década após década. No presente, uma nova geração está descobrindo esta obra, verdadeiro manual básico de instruções para a cura mediante o uso do poder milagroso da energia vital. Prana, a força vital, é não somente a energia das ciências de cura das civilizações antigas, mas também da medicina do futuro na qual a conexão entre corpo e mente será um fator fundamental.
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Quando Paramahansa Yogananda apresentou pela primeira vez, mais de setenta anos atrás, os princípios e técnicas expostos em Afirmações Científicas de Cura, haveriam de transcorrer décadas antes que se descobrisse que estava evidenciada a conexão entre o corpo e a mente no processo de cura. Ao longo destes anos, esta obra precursora ensinou a milhares de leitores
os conhecimentos básicos que permitem utilizar e aplicar diretamente os extraordinários poderes curativos ocultos em cada ser humano. Tais conhecimentos estão agora abrindo caminho na medicina tradicional graças à visão convergente da física, da psicologia, da neurociência e da espiritualidade.
Foi durante um ciclo de conferências efetuado em 1924 na cidade de Portland, Oregon, que Paramahansa Yogananda apresentou ao público, pela primeira vez, seus ensinamentos sobre a ciência da afirmação e da cura divina. Desde então, as preces expressadas como afirmações - unidas à fascinante explicação dos princípios científicos e espirituais que as tornam eficazes - se converteram no tema principal de muitas de suas conferências e série de aulas sobre a filosofia e a meditação yogue, as quais contava com uma platéia que lotava os auditórios das cidades mais importantes dos Estados Unidos da América. Um artigo publicado no diário Washington Post, em 17 de janeiro de 1927, descreve uma dessas ocasiões da seguinte forma:
" À noite, no Washington Auditorium, mais de 5.000 pessoas - entre as quais se contavam várias personalidades locais - uniram suas vozes entoando o lento, ressonante rito dos ofícios curativos científicos dirigidos pelo Swami Yogananda, instrutor, metafísico e psicólogo hindu, que é também fundador de vários centros de Yogoda em seu país.
"O lento cântico terminou com várias repetições prolongadas da afirmação: " Estou saudável porque Tu estás em mim", e a palavra OM pronunciada até o final da mesma, se estendeu por mais de um minuto.
"O Swami explicou que - mediante sua concentração, devoção e fé na afirmação - ele atraía o poder de cura do Espírito Cósmico ou Deus, e em seguida o transmitia à platéia por meio do som vibratório. Este, afirmou ele, produz uma troca química nas células do corpo e uma nova ordenação das células cerebrais, sempre que, certamente, o receptor das ondas vibratórias se encontre devidamente concentrado e imbuído de devoção".
Em 16 de outubro de 1926, o diário Cincinnati Enquirer citou das próprias palavras do autor acerca do poder de cura do cântico e da afirmação:
"No Carnegie Hall de Nova York, ante um público de 3.000 pessoas que não possuíam treinamento algum, e frente a uma multidão quase similar no Soldiers' Memorial Hall, de Pittsburgh, sem prévio ensaio comecei a cantar e pedi à platéia que me seguisse. Geralmente, durante os cânticos ou afirmações, solicito ao meu auditório que relaxe e que repita afirmações de saúde, prosperidade e realização espiritual, com entendimento de seu significado.
"Os santos da Índia, desde tempos imemoriais conheciam a arte de fazer vibrar certas notas no éter, entoando seus cantos védicos de uma forma específica; tais cantos estimulavam o despertar do silencioso poder curativo de Deus e da energia cósmica, a fim de que atuassem rapidamente, dissipando a enfermidade, a dor ou a pobreza".
Pouco tempo depois que Paramahansa Yogananda começou as apresentações públicas antes descritas, a sociedade que ele havia fundado publicou seu livro Afirmações Científicas de Cura, e o tem mantido constantemente em circulação desde então. Através dos anos, Self Realization Fellowship ampliou o livro em várias edições consecutivas, com o fim de publicar no mesmo afirmações adicionais que Sri Yogananda havia incluído em conferências e aulas que deu posteriormente. Nas décadas dos anos 30 e 40, o grande mestre quase sempre começava ou concluía os ofícios que celebrava nos templos de Self Realization Fellowship que havia fundado, dirigindo os presentes na prática de uma afirmação para a cura ou de uma afirmação para despertar o poder da vontade, da devoção ou da percepção da presença de Deus.
Este livro - como todas as demais obras de Paramahansa Yogananda - constitui um estranho fenômeno no mundo das publicações; com efeito, é uma obra cuja popularidade não alcançou um ponto culminante para logo declinar ao cabo de alguns anos de sua aparição, mas sim que tem persistido. Por certo, o interesse que ela desperta num vasto setor do público cresce constantemente, década após década. No presente, uma nova geração está descobrindo esta obra, verdadeiro manual básico de instruções para a cura mediante o uso do poder milagroso da energia vital. Prana, a força vital, é não somente a energia das ciências de cura das civilizações antigas, mas também da medicina do futuro na qual a conexão entre corpo e mente será um fator fundamental.
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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Buscar Deus Juntos, de Paramahansa Yogananda
Paramahansa Yogananda fundou a Self-Realization Fellowship, em 1920, com o
objetivo de disseminar entre as nações a antiga ciência da Kriya Yoga, um sistema
avançado de meditação que leva à experiência pessoal e direta de Deus. Atualmente
há centros e grupos de meditação da SRF em seis continentes, proporcionando aos
seus estudantes em todo o mundo a oportunidade de se reunirem para a prática das
técnicas de meditação da Self-Realization e para ouvir a palavra de nosso Guru divinamente
iluminado. O propósito deste livre te é tornar disponíveis aos devotos os conselhos
de Yogananda sobre o valor da meditação em grupo.
Não hesite em escrever para a Self-Realization Fellowship a fim de obter informações
sobre o centro ou grupo de meditação da SRF mais próximo de você. Se não
houver nenhum centro ou grupo em sua área, talvez você queira informar-se da possibilidade
de ajudar a formar um grupo de meditação.
BUSCAR DEUS JUNTOS
A Self-Realization Fellowship foi criada para atrair almas para Deus pela expansão
de sua própria Auto-realização. A SRF traz uma escada gradual de Auto-realização,
que é universalmente verdadeira, científica e capaz de levar a humanidade pelo caminho
mais rápido ao objetivo da felicidade eterna. A prática dos ensinamentos da SRF
revela, bem dentro de nosso próprio ser, a estrada espinhal da Auto-realização para
onde convergem todos as veredas das crenças religiosas; o método régio de meditação
iogue que conduz diretamente ao castelo da Bem-aventurança Infinita.
Os que conhecem a técnica da comunhão com Deus também podem encontrá-
Lo na companhia de outras pessoas, devotadas e de disposição espiritual, que conheçam
o segredo da meditação. Muitas pessoas que se acreditam seguidoras de uma
religião são incapazes de comungar com Deus. O relacionamento com tais religiosos
limita-se a desenvolver crenças sobre Deus e sobre a vida espiritual que não foram
experimentadas, resultando, às vezes, em conflitos teológicos. Mas quando o devoto
que já descobriu o caminho universal para a liberdade comunga com Deus por meio de
métodos científicos progressivos de meditação, na companhia de outros devotos que
meditam profundamente, ele expande a Auto-realização por intermédio da ajuda mútua.
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objetivo de disseminar entre as nações a antiga ciência da Kriya Yoga, um sistema
avançado de meditação que leva à experiência pessoal e direta de Deus. Atualmente
há centros e grupos de meditação da SRF em seis continentes, proporcionando aos
seus estudantes em todo o mundo a oportunidade de se reunirem para a prática das
técnicas de meditação da Self-Realization e para ouvir a palavra de nosso Guru divinamente
iluminado. O propósito deste livre te é tornar disponíveis aos devotos os conselhos
de Yogananda sobre o valor da meditação em grupo.
Não hesite em escrever para a Self-Realization Fellowship a fim de obter informações
sobre o centro ou grupo de meditação da SRF mais próximo de você. Se não
houver nenhum centro ou grupo em sua área, talvez você queira informar-se da possibilidade
de ajudar a formar um grupo de meditação.
BUSCAR DEUS JUNTOS
A Self-Realization Fellowship foi criada para atrair almas para Deus pela expansão
de sua própria Auto-realização. A SRF traz uma escada gradual de Auto-realização,
que é universalmente verdadeira, científica e capaz de levar a humanidade pelo caminho
mais rápido ao objetivo da felicidade eterna. A prática dos ensinamentos da SRF
revela, bem dentro de nosso próprio ser, a estrada espinhal da Auto-realização para
onde convergem todos as veredas das crenças religiosas; o método régio de meditação
iogue que conduz diretamente ao castelo da Bem-aventurança Infinita.
Os que conhecem a técnica da comunhão com Deus também podem encontrá-
Lo na companhia de outras pessoas, devotadas e de disposição espiritual, que conheçam
o segredo da meditação. Muitas pessoas que se acreditam seguidoras de uma
religião são incapazes de comungar com Deus. O relacionamento com tais religiosos
limita-se a desenvolver crenças sobre Deus e sobre a vida espiritual que não foram
experimentadas, resultando, às vezes, em conflitos teológicos. Mas quando o devoto
que já descobriu o caminho universal para a liberdade comunga com Deus por meio de
métodos científicos progressivos de meditação, na companhia de outros devotos que
meditam profundamente, ele expande a Auto-realização por intermédio da ajuda mútua.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Quatro Yogas de Auto-Realização / Quatro Yogas da Auto-Realização / 4 Yogas de Auto-Realização / 4 Yogas da Auto-Realização, de Swami Vivekananda
O Hinduísmo, que é a religião mais completa do mundo, pela universalidade de sua estrutura ético-filosófica e amplitude de seu estrito de união e tolerância, oferece a seus adeptos quatro caminhos (Margas) fundamentais de libertação individual, mais conhecida entre os cristãos como salvação. São denominados Karma-marga, a caminho da ação ou das obras; Jnana-marga, o caminho do conhecimento; Bhakfi-marga, o caminho da devoção ou amor a Deus, e Dhyana-marga, o caminho da meditação, Marga também se aplica como sinônimo de Yoga, termo mais em voga no Ocidente, e mais generalizado na Índia para designar uma de suas seis escolas filosófica4 fundada peio famoso Rishi Patanjali.
Uma das características notáveis do Hinduísmo, e que geralmente se considera uma das principais responsáveis pela longa sobrevivência dessa religião milenar, é a ampla liberdade intelectual que outorga a seus adeptos em matéria de crença ou mesmo descrença numa Divindade Suprema, que todavia ali se considera imanente' em toda a natureza. Nessa conformidade, o hinduísta tem plena liberdade de pensar, contanto que sua conduta seja ortodoxamente hinduísta em seus princípios fundamentais. Da; as suas seis escolas filosóficas, das quais três baseadas no Espírito e três na Matéria, porém todas visando o aperfeiçoamento individual através da auto-realização. Daí os seus quatro Margas ou métodos individuais de auto-aperfeiçoamento. Daí também o seu sistema de castas, hoje anacrônico e quase obsoleto ali, porém que em passado remoto leve sua motivação, para efeito de educação, preparação e integração social. São as castas dos Brâmanes, os sacerdotes e instrutores; dos Kshatriyas, os militares e estadistas; os Vaishyas, os comerciantes e agricultores; e os Rudras, os servidores ou artesãos. Essa divisão ainda hoje subsiste em todo o mundo e em toda a sociedade, porém sem a rigidez de outrora.
Swami VivekananJa, brilhante expoente da escola filosófica Vedanta, uma das seis e a mais elevada do sistema hindu, é um magnífico expositor da cultura hinduísta. E sabe fazê-lo com extraordinária maestria de quem vive e domina perfeitamente o assunto, e num estilo elegante, claro e enriquecido de ilustrações com exemplos os mais oportunos e sugestivos. Nesta obra ele expõe sinteticamente esses famosos quatro caminhos ou métodos de auto-aperfeiçoamento, numa linguagem ao alcance de todos, de sorte que iodos possam estudá-los, e uns poucos, os mais práticos ou decididos, possam experimentá-los e adotar aquele que melhor lhes convenha, consoante sua natureza e tempo disponível.
Por certo os métodos não são iguais entre si, pois visam sobretudo a natureza do indivíduo, e suas necessidades e possibilidades. Os métodos do conhecimento e domínio da mente exigem mais estudos e meditação, ao passo que os métodos do serviço altruísta e amor a Deus requerem mais prática do que teoria. Os exercícios específicos de cada um deles variam, porém é a mesma a finalidade de todos eles: levar o estudante e o praticante a um estado de libertação que se lhe traduz em paz e felicidade como também o preparam e fortalecem para enfrentar os momentos mais cruciais de sua vida.
Um ponto, porém, o autor procura tornar bem claro: é que se os métodos diferem, não divergem entre si, mas, antes, completam-se e auxiliam-se em alguns pontos e circunstâncias da vida E isso é muito lógico, pois não pode haver teoria eficaz sem a colaboração e comprovação da prática, nem prática inteligente se divorciada de estudos o meditação. Há, portanto, uma mútua interdependência, e se houver uma conjugação da teoria com a prática, os meios se tornarão mais fáceis e os resultados mais rápidos e seguros.
Tal é o escopo desta síntese, que é um real compêndio de auto-realização místico-filosófica posto a serviço dos que aspiram aprofundar a solução de seus problemas internos, e assim experimentar e estabelecer em si aquela "paz que ultrapassa o entendimento"", de que tanto nos têm falado os místicos e yogues.
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Uma das características notáveis do Hinduísmo, e que geralmente se considera uma das principais responsáveis pela longa sobrevivência dessa religião milenar, é a ampla liberdade intelectual que outorga a seus adeptos em matéria de crença ou mesmo descrença numa Divindade Suprema, que todavia ali se considera imanente' em toda a natureza. Nessa conformidade, o hinduísta tem plena liberdade de pensar, contanto que sua conduta seja ortodoxamente hinduísta em seus princípios fundamentais. Da; as suas seis escolas filosóficas, das quais três baseadas no Espírito e três na Matéria, porém todas visando o aperfeiçoamento individual através da auto-realização. Daí os seus quatro Margas ou métodos individuais de auto-aperfeiçoamento. Daí também o seu sistema de castas, hoje anacrônico e quase obsoleto ali, porém que em passado remoto leve sua motivação, para efeito de educação, preparação e integração social. São as castas dos Brâmanes, os sacerdotes e instrutores; dos Kshatriyas, os militares e estadistas; os Vaishyas, os comerciantes e agricultores; e os Rudras, os servidores ou artesãos. Essa divisão ainda hoje subsiste em todo o mundo e em toda a sociedade, porém sem a rigidez de outrora.
Swami VivekananJa, brilhante expoente da escola filosófica Vedanta, uma das seis e a mais elevada do sistema hindu, é um magnífico expositor da cultura hinduísta. E sabe fazê-lo com extraordinária maestria de quem vive e domina perfeitamente o assunto, e num estilo elegante, claro e enriquecido de ilustrações com exemplos os mais oportunos e sugestivos. Nesta obra ele expõe sinteticamente esses famosos quatro caminhos ou métodos de auto-aperfeiçoamento, numa linguagem ao alcance de todos, de sorte que iodos possam estudá-los, e uns poucos, os mais práticos ou decididos, possam experimentá-los e adotar aquele que melhor lhes convenha, consoante sua natureza e tempo disponível.
Por certo os métodos não são iguais entre si, pois visam sobretudo a natureza do indivíduo, e suas necessidades e possibilidades. Os métodos do conhecimento e domínio da mente exigem mais estudos e meditação, ao passo que os métodos do serviço altruísta e amor a Deus requerem mais prática do que teoria. Os exercícios específicos de cada um deles variam, porém é a mesma a finalidade de todos eles: levar o estudante e o praticante a um estado de libertação que se lhe traduz em paz e felicidade como também o preparam e fortalecem para enfrentar os momentos mais cruciais de sua vida.
Um ponto, porém, o autor procura tornar bem claro: é que se os métodos diferem, não divergem entre si, mas, antes, completam-se e auxiliam-se em alguns pontos e circunstâncias da vida E isso é muito lógico, pois não pode haver teoria eficaz sem a colaboração e comprovação da prática, nem prática inteligente se divorciada de estudos o meditação. Há, portanto, uma mútua interdependência, e se houver uma conjugação da teoria com a prática, os meios se tornarão mais fáceis e os resultados mais rápidos e seguros.
Tal é o escopo desta síntese, que é um real compêndio de auto-realização místico-filosófica posto a serviço dos que aspiram aprofundar a solução de seus problemas internos, e assim experimentar e estabelecer em si aquela "paz que ultrapassa o entendimento"", de que tanto nos têm falado os místicos e yogues.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Sabedoria de Sri Aurobindo (Seleção de seus escritos)
O ensinamento de Sri Aurobindo origina-se daquele dos antigos sábios da índia, no qual, por trás das aparências do universo, existe a Realidade de um Ser e Consciência, um Eu de todas as coisas, uno e eterno. Todos os seres estão unidos àquele único Eu e Espírito, mas divididos por uma certa separatividade de consciência, uma ignorância de seu verdadeiro Eu e Realidade na mente, vida e corpo. É possível, por uma certa disciplina psicológica, remover este véu de consciência separativa e tornar-se consciente do verdadeiro Eu, a Divindade dentro de nós. O ensinamento de Sri Aurobindo declara que este único Ser e Consciência está envolvido aqui na Matéria. Evolução é o método pelo qual Ele se liberta; a consciência surge no que parece inconsciente, e uma vez tendo aparecido, é auto impelida para se elevar cada vez mais alto e ao mesmo tempo ampliar-se e desenvolver-se para atingir uma perfeição cada vez maior. A vida é o primeiro passo desta libertação de consciência; a mente é o segundo. Mas a evolução não termina com a mente; ela espera uma libertação em algo maior, uma consciência que é espiritual e supramental. O próximo passo da evolução deve ser em direção ao desenvolvimento da Supermente e Espírito como o poder dominante do ser consciente. Só então a Divindade envolvida nas coisas libertar-se-á inteiramente e será possível à vida manifestar perfeição.
Mas enquanto os passos precedentes na vida vegetal e animal eram tomados pela Natureza sem a vontade consciente, no homem, a Natureza torna-se capaz de evolver por uma vontade consciente no instrumento. Não é, contudo, pela vontade mental no homem que isso pode ser inteiramente feito, porque a mente só alcança um certo ponto e depois disso pode apenas se mover em círculos. Deve ser feita uma conversão, uma mudança de direção de consciência, peIa qual a mente tenha que se transformar no princípio mais alto. Este método é para ser encontrado através da antiga disciplina e prática psicológica de Yoga. No passado, isso foi tentado por um afastamento do mundo e um desaparecimento nas alturas do Eu ou Espírito. Sri Aurobindo ensina que é possível uma descida do princípio mais alto, que não meramente libertará o Eu espiritual além do mundo, mas o libertará no mundo, substituindo a ignorância da mente, ou seu mui limitado conhecimento, pela Verdade-Consciência supramental, que será um instrumento adequado do Eu interior e possibilitará ao ser humano se encontrar, tanto dinâmica como interiormente e excedendo sua humanidade ainda animal, florescer em uma raça mais divina. A disciplina psicológica do Yoga pode ser usada para este fim, pela abertura de todas as partes do ser a uma conversão ou transformação, através da descida e trabalho do mais alto princípio supramental ainda veIado.
Isso, contudo, não pode ser feito de uma vez ou em pouco tempo ou por qualquer transformação rápida ou miraculosa. Muitos passos devem ser dados por aquele que busca, antes que a descida supramental seja possível. O homem vive a maior parte do tempo em sua mente, vida e corpo de superfície, mas existe um ser interior dentro dele com maiores possibilidades, para o qual ele tem que despertar - porque é apenas uma influência muito restrita deste ser interior que ele recebe agora e é ela que o impele a uma constante busca de beleza, poder e conhecimento. O primeiro processo do Yoga é, portanto, abrir as dimensões deste ser interior e viver de lá para fora, governando sua vida exterior por uma luz e força interiores. Assim fazendo, ele descobre em si sua verdadeira alma, que não é esta mistura exterior de elementos mentais, vitais e físicos, mas algo da Realidade por trás deles, uma faísca do único Fogo Divino. Ele tem que aprender a viver em sua alma e purificar e orientar, por seu impulso em direção à Verdade, o resto da natureza. Pode-se seguir posteriormente uma abertura para cima e uma descida do princípio mais alto do Ser. Mas mesmo então, não é imediatamente a plena Luz e Força supramentais. Pois há várias gradações de consciência entre a mente humana comum e a Verdade-Consciência supramental. Estas gradações interferentes têm que ser abertas e seu poder trazido para baixo, para dentro da mente, vida e corpo. Somente depois é que o pleno poder da Verdade-Consciência pode trabalhar na natureza. O processo desta auto-disciplina ou Sadhana é portanto longo e difícil, mas mesmo um pouco disso significa ganhar muito, porque torna mais possível a libertação e perfeição últimas.
Há muitas coisas pertencentes a sistemas mais antigos que são necessárias no caminho: uma abertura da mente para uma ampliação maior e em direção ao sentido do Eu e do Infinito, uma emergência para dentro do que foi chamado a consciência cósmica, domínio dos desejos e paixões. Um ascetismo exterior não é essencial, mas a conquista do desejo, apego e um controle sobre o corpo e suas necessidades, ambições e instintos são indispensáveis. Há uma combinação dos princípios de antigos sistemas: o caminho do conhecimento através do discernimento entre a Realidade e a aparência, o caminho da devoção, amor e entrega e o caminho dos trabalhos, desviando a vontade de motivos de interesse próprio, voltando-se para a Verdade e o serviço de uma Realidade maior que o ego. Pois o ser inteiro tem que ser treinado para que possa responder e ser transformado quando a estas Luz e Força maiores for possível trabalhar na natureza.
Nesta disciplina, a inspiração do Mestre, e nos estágios difíceis, seu controle e sua presença, são indispensáveis - pois, de outro modo, seria impossível atravessá-la sem muito tropeço e erro, que impediriam toda chance de sucesso. O Mestre é aquele que se elevou a uma consciência e ser mais altos e é freqüentemente considerado como sua manifestação ou representante. Ele não apenas ajuda por seu ensinamento e, mais ainda, por sua influência e exemplo, como também por um poder de comunicar sua própria experiência aos outros.
Este é o ensinamento e método de prática de Sri Aurobindo. Não é seu objetivo desenvolver nenhuma religião ou amalgamar religiões mais antigas ou fundar alguma nova religião - pois qualquer destas coisas desviariam de seu propósito central. O único objetivo do seu Yoga é um autodesenvolvimento interior pelo qual cada um que o seguir possa, com o tempo, descobrir o único Eu em tudo e evolver uma consciência mais alta que a mental, uma consciência espiritual e supramental, que transformará e divinizará a natureza humana.
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Mas enquanto os passos precedentes na vida vegetal e animal eram tomados pela Natureza sem a vontade consciente, no homem, a Natureza torna-se capaz de evolver por uma vontade consciente no instrumento. Não é, contudo, pela vontade mental no homem que isso pode ser inteiramente feito, porque a mente só alcança um certo ponto e depois disso pode apenas se mover em círculos. Deve ser feita uma conversão, uma mudança de direção de consciência, peIa qual a mente tenha que se transformar no princípio mais alto. Este método é para ser encontrado através da antiga disciplina e prática psicológica de Yoga. No passado, isso foi tentado por um afastamento do mundo e um desaparecimento nas alturas do Eu ou Espírito. Sri Aurobindo ensina que é possível uma descida do princípio mais alto, que não meramente libertará o Eu espiritual além do mundo, mas o libertará no mundo, substituindo a ignorância da mente, ou seu mui limitado conhecimento, pela Verdade-Consciência supramental, que será um instrumento adequado do Eu interior e possibilitará ao ser humano se encontrar, tanto dinâmica como interiormente e excedendo sua humanidade ainda animal, florescer em uma raça mais divina. A disciplina psicológica do Yoga pode ser usada para este fim, pela abertura de todas as partes do ser a uma conversão ou transformação, através da descida e trabalho do mais alto princípio supramental ainda veIado.
Isso, contudo, não pode ser feito de uma vez ou em pouco tempo ou por qualquer transformação rápida ou miraculosa. Muitos passos devem ser dados por aquele que busca, antes que a descida supramental seja possível. O homem vive a maior parte do tempo em sua mente, vida e corpo de superfície, mas existe um ser interior dentro dele com maiores possibilidades, para o qual ele tem que despertar - porque é apenas uma influência muito restrita deste ser interior que ele recebe agora e é ela que o impele a uma constante busca de beleza, poder e conhecimento. O primeiro processo do Yoga é, portanto, abrir as dimensões deste ser interior e viver de lá para fora, governando sua vida exterior por uma luz e força interiores. Assim fazendo, ele descobre em si sua verdadeira alma, que não é esta mistura exterior de elementos mentais, vitais e físicos, mas algo da Realidade por trás deles, uma faísca do único Fogo Divino. Ele tem que aprender a viver em sua alma e purificar e orientar, por seu impulso em direção à Verdade, o resto da natureza. Pode-se seguir posteriormente uma abertura para cima e uma descida do princípio mais alto do Ser. Mas mesmo então, não é imediatamente a plena Luz e Força supramentais. Pois há várias gradações de consciência entre a mente humana comum e a Verdade-Consciência supramental. Estas gradações interferentes têm que ser abertas e seu poder trazido para baixo, para dentro da mente, vida e corpo. Somente depois é que o pleno poder da Verdade-Consciência pode trabalhar na natureza. O processo desta auto-disciplina ou Sadhana é portanto longo e difícil, mas mesmo um pouco disso significa ganhar muito, porque torna mais possível a libertação e perfeição últimas.
Há muitas coisas pertencentes a sistemas mais antigos que são necessárias no caminho: uma abertura da mente para uma ampliação maior e em direção ao sentido do Eu e do Infinito, uma emergência para dentro do que foi chamado a consciência cósmica, domínio dos desejos e paixões. Um ascetismo exterior não é essencial, mas a conquista do desejo, apego e um controle sobre o corpo e suas necessidades, ambições e instintos são indispensáveis. Há uma combinação dos princípios de antigos sistemas: o caminho do conhecimento através do discernimento entre a Realidade e a aparência, o caminho da devoção, amor e entrega e o caminho dos trabalhos, desviando a vontade de motivos de interesse próprio, voltando-se para a Verdade e o serviço de uma Realidade maior que o ego. Pois o ser inteiro tem que ser treinado para que possa responder e ser transformado quando a estas Luz e Força maiores for possível trabalhar na natureza.
Nesta disciplina, a inspiração do Mestre, e nos estágios difíceis, seu controle e sua presença, são indispensáveis - pois, de outro modo, seria impossível atravessá-la sem muito tropeço e erro, que impediriam toda chance de sucesso. O Mestre é aquele que se elevou a uma consciência e ser mais altos e é freqüentemente considerado como sua manifestação ou representante. Ele não apenas ajuda por seu ensinamento e, mais ainda, por sua influência e exemplo, como também por um poder de comunicar sua própria experiência aos outros.
Este é o ensinamento e método de prática de Sri Aurobindo. Não é seu objetivo desenvolver nenhuma religião ou amalgamar religiões mais antigas ou fundar alguma nova religião - pois qualquer destas coisas desviariam de seu propósito central. O único objetivo do seu Yoga é um autodesenvolvimento interior pelo qual cada um que o seguir possa, com o tempo, descobrir o único Eu em tudo e evolver uma consciência mais alta que a mental, uma consciência espiritual e supramental, que transformará e divinizará a natureza humana.
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quinta-feira, 28 de junho de 2007
Manual Completo de Tantra, de Houzan Suzuki
O sexo é a atividade mais natural e comum para o ser humano. Mas resultará em perversão de todos os aspectos da vida caso fique assombrado pelos pensamentos eróticos, que transbordam das frustrações.
A ênfase não está em entregar-se aos prazeres sexuais, mas a abstinência não irá ajudar também. Se a necessidade sexual não puder ser satisfeita da forma correta, será como se tivesse um distúrbio alimentar.
Primeiramente, tanto para os homens quanto para as mulheres, o desejo sexual deveria ser totalmete satisfeito com um bom parceiro, antes de mergulhar na prazeirosa religião, indo a um aconselhamento ou meditando. Esse é um importante artifício.
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A ênfase não está em entregar-se aos prazeres sexuais, mas a abstinência não irá ajudar também. Se a necessidade sexual não puder ser satisfeita da forma correta, será como se tivesse um distúrbio alimentar.
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