TRECHO:
Introdução
A ÍNDIA produziu muitos e grandes instrutores espirituais e homens
santos que são reconhecidos e reverenciados como iluminadores da
Humanidade. Dentre estes, Shri Ramakrishna Paramahamsa é
considerado o maior. Analfabeto, ele falava em rude Bengali, era muito
simples, compreendia toda e qualquer filosofia esotérica e tinha o dom de se
comunicar diretamente com o Brahman (o Absoluto), de acordo com seus
discipulos e a grande legião de fiéis que o veneram como homem-Deus,
muitos deles considerando-o como verdadeiro Avatara da Kaly Yuga (Era de
Kali, atual Era do mundo). Pujari (sacerdote) da Deusa Kali no templo de
Dakshineswar, fundado por uma mulher rica de Calcutá, Rani Rashmoni,
Shri Ramakrishna devotou-se à Mãe do Universo e esta foi o seu guru.
Swami Vivekananda, um dos seus maiores discípulos descreveu
Ramakrishna Paramahamsa da seguinte forma: “Ele que foi Rama, Ele que
foi Krishna, agora é Ramakrishna neste corpo.” (Swami Vivekananda (12 de
janeiro de 1863 - 4 de julho de 1902), nascido Narendranath Dutta, foi um
monge, iogue e filósofo hindu. É considerado um dos mais célebres e
influentes líderes espirituais do hinduísmo moderno, sobretudo da filosofia
Vedanta. Foi pioneiro na divulgação no Ocidente, e inspirador do movimento
do espiritualismo universalista.). Como registrou Swami Abhedananda,
discípulo direto de Sri Ramakrishna, “Sua missão foi estabelecer a harmonia
entre todas as seitas e todos os credos religiosos.” Pela primeira vez, foi
absolutamente demonstrado por Ramakrishna que todas as religiões são
como outros tantos caminhos que levam ao mesmo fim; que a realização da
mesma Existência é o mais elevado ideal das várias religiões Hinduístas, do
Zoroastrismo, da religião Kemetica (Antigo Egito), do Judaísmo, do
Cristianismo, do Islamismo e de todas as demais religiões do mundo. A
missão de Shri Ramakrishna foi proclamar a eterna Verdade de que Deus é
um, porém, com muitos aspectos, e que o mesmo Uno é adorado pelas
diferentes nações debaixo de vários nomes e formas. Que Deus é pessoal e
impessoal e que é mais além de ambos; que Ele é com nome e forma, e,
todavia, sem-nome e sem-forma. Esta Monografia Pública de Illuminates Of
Kemet, Brasil (IOK-BR) apresenta o perfil esotérico e pensamentos
(ensinamentos) de Shri Ramakrishna Paramahansa. Ele vivenciou a
experiência Cristã e foi iniciado no Sufismo (seita esotérica do Islam), tendo
tido uma visão de Allah, o Deus abstrato dos muçulmanos.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Perfeição da Yoga, de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
TRECHO:
1. A Yoga Que Arjuna Rejeitou
Muitos sistemas de têm se tornado populares no mundo ocidental, especialmente neste século, só que nenhum yoga
deles ensina realmente a perfeição da No ®r… K Ša, a Suprema Personalidade de Deus, ensina yoga. Bhagavad-g…t€
diretamente a Arjuna a perfeição da Se quisermos realmente participar na perfeição do sistema de vamos yoga. yoga,
encontrar no as declarações autorizadas da Pessoa Suprema. Bhagavad-g…t€
Certamente, é notável que a perfeição da tenha sido ensinada em meio a um campo de batalha. Arjuna, o yoga
guerreiro, aprendeu-a momentos antes de tomar parte numa batalha fratricida. Por sentimentalismo, Arjuna pensava:
“Por que haveria eu de lutar contra meus próprios parentes?’’ Esta relutância em lutar devia-se à ilusão de Arjuna, de
modo que ®r… K Ša falou-lhe o só para erradicar esta ilusão. Podemos fazer idéia do pouco tempo que Bhagavad-g…t€
deve ter decorrido enquanto o foi falado. Todos os guerreiros em ambos os lados estavam enfileirados Bhagavad-g…t€
para o combate, e, desse modo, restava pouquíssimo tempo, no máximo uma hora. Neste espaço de tempo, discutiu-se
todo o e ®r… K Ša expôs a perfeição de todos os sistemas de a Seu amigo Arjuna. Ao final deste Bhagavad-g…t€ yoga
grande discurso,Arjuna pôs de lado todos os seus receios e lutou.
Contudo, durante o discurso, no qual Arjuna ouviu a explicação do sistema de da meditação - como se yoga
sentar, como manter o corpo ereto, como manter os olhos semicerrados e como olhar fixamente para a ponta do
nariz sem desviar a atenção, tudo isso requerendo prática solitária num lugar afastado - ele respondeu:
yo ‘yaˆ yogas tvay€ proktaƒ
s€myena madhus™dana
etasy€haˆ na pa y€mi
cañcalatv€t sthitiˆ sthir€m
“Ó Madhus™dhana, o sistema de yoga que acabas de resumir parece-me impraticável e insuportável, pois a mente é
inquieta e instável.’’ (Bg. 6.33) Isto é importante. Devemos sempre nos lembrar de que nos encontramos numa
situação material em que, a cada momento, nossa mente está sujeita à agitação. Na realidade, a situação em que
estamos não é muito confortável. Sempre pensamos que, mudando nossa situação, superaremos nossa agitação
mental, e sempre pensamos que, quando chegarmos a um determinado ponto, todas as agitações mentais
desaparecerão. Mas o mundo material é, por natureza, um lugar onde não se pode viver sem ansiedades. Nosso dilema
é que estamos sempre tentando solucionar nossos problemas, mas este Universo foi projetado de tal modo que essas
soluções nunca se apresentam.
Sem querer enganar, de uma forma muito franca e aberta, Arjuna diz a K Ša que não lhe é possível executar o
sistema de descrito por K Ša. É significativo que, ao dirigir-se a K Ša, Arjuna O chame de Madhus™dana, yoga
indicando que o Senhor é o matador do demônio Madhu. Note-se que Deus tem nomes inumeráveis, porque Ele é
freqüentemente designado de acordo com Suas atividades. De fato, Deus tem nomes inumeráveis porque tem
atividades inumeráveis. Somos meras partes de Deus, e nem ao menos conseguimos nos lembrar de todas as atividades
que executamos desde a infância até agora. O Deus eterno é ilimitado; e, como Suas atividades também são ilimitadas,
Ele tem nomes ilimitados, dos quais K Ša é o principal. Por que, então, Arjuna O chama de Madhus™dana, se, como
amigo de K Ša, poderia chamá-lO diretamente de K Ša? A resposta é que Arjuna considera sua mente um grande
demônio, tal como o demônio Madhu. Se fosse possível que K Ša matasse o demônio chamado mente, então Arjuna
seria capaz de atingir a perfeição da “Minha mente é bem mais forte que o demônio Madhu’’, diz Arjuna. “Por yoga.
favor, se pudesses matá-la, eu poderia executar esse sistema de .’’ Até a mente de um homem grandioso como yoga
Arjuna está sempre agitada. Como diz o próprioArjuna:
cañcalaˆ hi manaƒ k Ša
pram€thi balavad d ham
tasy€haˆ nigrahaˆ manye
v€yor iva sudu karam
”Pois a mente, ó K Ša, é inquieta, turbulenta, obstinada e muito forte, e a mim me parece que subjugá-la é mais
difícilque dominar o vento.’’(Bg. 6.34)
É realmente um fato que a mente está sempre nos sugerindo que vamos de um lugar para outro, que façamos isso,
ou aquilo - ela está sempre nos dizendo o que devemos fazer. Assim, a essência do sistema de consiste em yoga
controlar a mente inquieta. No sistema de da meditação controla-se a mente, focando-a na Superalma - nisto se yoga
resume o objetivo da . Porém, Arjuna diz que é mais difícil controlar a mente do que fazer com que o vento pare de yoga
soprar. Imagine só alguém esticando os braços, tentando parar um furacão. Devemos supor, então, que Arjuna
simplesmente não tem as qualificações necessárias de modo a poder controlar sua mente? A verdade é que não
podemos sequer começar a entender as imensas qualificações de Arjuna. Afinal de contas, ele era amigo pessoal da
Suprema Personalidade de Deus. Esta é uma posição muito elevada que não pode ser alcançada por quem não tenha
grandes qualificações. Além disso, Arjuna era conhecido como grande guerreiro e administrador. Ele era um homem
tão inteligente que, no espaço de uma hora, conseguiu compreender o ao passo que atualmente grandes Bhagavad-g…t€
intelectuais não conseguem compreendê-lo nem mesmo no transcurso de uma vida. Contudo, Arjuna estava pensando
que, para ele, controlar a mente era simplesmente impossível. Estaríamos nós na posição de supor que o que foi
impossível para Arjuna numa era mais avançada ser-nos-ia possível nesta era degradada? Não devemos pensar nem
sequer por um momento que estamos na mesma categoria de Arjuna. Somos milhares de vezes inferiores.
Além do mais, não se encontra registro de que Arjuna tenha alguma vez realizado o sistema de . Todavia, yoga
K Ša louvou Arjuna, considerando-o o único homem digno de compreender o Qual era a grande Bhagavad-g…t€.
qualificação de Arjuna? ®r… K Ša diz: “Tu és Meu devoto. És Meu amigo muito querido’’. Apesar desta qualificação,
Arjuna recusou-se a realizar o sistema de da meditação descrito por ®r… K Ša. A que conclusão, então, devemos yoga
chegar? Devemos perder a esperança de que um dia possamos controlar a mente? Não, ela pode ser controlada, sendo
que o processo para tal é a consciência de K Ša. A mente deve estar sempre fixa em K Ša. A mente que está absorta
em K Ša alcança a perfeição da yoga.
Quando consultamos o Décimo Segundo Canto do ®r…mad-Bh€gavatam, encontramos ®ukadeva Gosv€m… dizendo
a Mah€r€ja Par…k it que na Era de Ouro, a Satya-yuga , as pessoas viviam cem mil anos, e que naquela época, em que
( 1 ) ( 2 )
as entidades vivas avançadas tinham uma vida tão longa, este sistema de meditativa era possível de ser yoga
executado. Mas o que na Satya-yuga se alcançava por intermédio deste processo de meditação, e na seguinte, a yuga
Tret€-yuga, por intermédio do oferecimento de grandes sacrifícios, e na próxima a Dv€para-yuga, por yuga,
intermédio da adoração no templo, é alcançado na época atual, nesta Kali-yuga, pelo simples cantar dos nomes de
Deus, Hare K Ša. Assim, aprendemos das fontes autorizadas que este cantar de Hare K Ša, Hare K Ša, hari-k…rtana,
K Ša K Ša, Hare Hare/Hare R€ma, Hare R€ma, R€ma R€ma, Hare Hare é a corporificação da perfeição da para yoga
esta era.
Hoje em dia é muito difícil vivermos cinqüenta ou sessenta anos. Um homem pode viver no máximo oitenta ou cem
anos. Além disso, esses poucos anos são sempre cheios de ansiedade, de dificuldades devido a ocorrências de guerra,
pestilência, fome e tantos outros distúrbios. Também não somos muito inteligentes, e, ao mesmo tempo, somos
desventurados. São estas as características do homem de Kali-yuga, uma era degradada. Assim, propriamente falando,
não podemos de modo algum obter êxito neste sistema de meditativa que K Ša descreveu. Podemos no máximo yoga
satisfazer nossos caprichos pessoais mediante uma pseudo-adaptação desse sistema. Desse modo, há pessoas pagando
dinheiro para assistir a algumas aulas de exercícios de ginástica e de respiração profunda, as quais ficam felizes de
pensar que podem prolongar suas vidas por uns poucos anos ou gozar de uma vida sexual melhor. Temos que entender,
porém, que este não é o verdadeiro sistema de Nesta era não se pode realizar este sistema de meditação yoga.
convenientemente. Por outro lado, todas as perfeições desse sistema podem ser entendidas através da o bhakti-yoga,
processo sublime da consciência de K Ša, a em particular, a glorificação de ®r… K Ša por intermédio do mantra-yoga
cantar de Hare K Ša. Tal processo é recomendado nas escrituras védicas e foi apresentado por autoridades da
grandeza de Caitanya Mah€prabhu . De fato, o declara que os as grandes almas, estão Bhagavad-g…t€ mah€tm€s,
( 1 )
sempre cantando as glórias do Senhor. Quem quer ser um nos termos da literatura védica, nos termos do mah€tm€
e nos termos das grandes autoridades, deve adotar este processo da consciência de K Ša e do cantar de Bhagavad-g…t€
Hare K Ša. Mas se nos contentamos em dar um espetáculo de meditação, sentando-nos bem eretosna posição de lótus
e entrando em transe, como algum tipo de ator, então isso é outra história. Mas devemos entender que tais exibições
baratas nada têm a ver com a verdadeira perfeição da Não se pode curar a doença material com remédios yoga.
artificiais. Temos que aceitar a verdadeira cura diretamente de K Ša.
1. A Yoga Que Arjuna Rejeitou
Muitos sistemas de têm se tornado populares no mundo ocidental, especialmente neste século, só que nenhum yoga
deles ensina realmente a perfeição da No ®r… K Ša, a Suprema Personalidade de Deus, ensina yoga. Bhagavad-g…t€
diretamente a Arjuna a perfeição da Se quisermos realmente participar na perfeição do sistema de vamos yoga. yoga,
encontrar no as declarações autorizadas da Pessoa Suprema. Bhagavad-g…t€
Certamente, é notável que a perfeição da tenha sido ensinada em meio a um campo de batalha. Arjuna, o yoga
guerreiro, aprendeu-a momentos antes de tomar parte numa batalha fratricida. Por sentimentalismo, Arjuna pensava:
“Por que haveria eu de lutar contra meus próprios parentes?’’ Esta relutância em lutar devia-se à ilusão de Arjuna, de
modo que ®r… K Ša falou-lhe o só para erradicar esta ilusão. Podemos fazer idéia do pouco tempo que Bhagavad-g…t€
deve ter decorrido enquanto o foi falado. Todos os guerreiros em ambos os lados estavam enfileirados Bhagavad-g…t€
para o combate, e, desse modo, restava pouquíssimo tempo, no máximo uma hora. Neste espaço de tempo, discutiu-se
todo o e ®r… K Ša expôs a perfeição de todos os sistemas de a Seu amigo Arjuna. Ao final deste Bhagavad-g…t€ yoga
grande discurso,Arjuna pôs de lado todos os seus receios e lutou.
Contudo, durante o discurso, no qual Arjuna ouviu a explicação do sistema de da meditação - como se yoga
sentar, como manter o corpo ereto, como manter os olhos semicerrados e como olhar fixamente para a ponta do
nariz sem desviar a atenção, tudo isso requerendo prática solitária num lugar afastado - ele respondeu:
yo ‘yaˆ yogas tvay€ proktaƒ
s€myena madhus™dana
etasy€haˆ na pa y€mi
cañcalatv€t sthitiˆ sthir€m
“Ó Madhus™dhana, o sistema de yoga que acabas de resumir parece-me impraticável e insuportável, pois a mente é
inquieta e instável.’’ (Bg. 6.33) Isto é importante. Devemos sempre nos lembrar de que nos encontramos numa
situação material em que, a cada momento, nossa mente está sujeita à agitação. Na realidade, a situação em que
estamos não é muito confortável. Sempre pensamos que, mudando nossa situação, superaremos nossa agitação
mental, e sempre pensamos que, quando chegarmos a um determinado ponto, todas as agitações mentais
desaparecerão. Mas o mundo material é, por natureza, um lugar onde não se pode viver sem ansiedades. Nosso dilema
é que estamos sempre tentando solucionar nossos problemas, mas este Universo foi projetado de tal modo que essas
soluções nunca se apresentam.
Sem querer enganar, de uma forma muito franca e aberta, Arjuna diz a K Ša que não lhe é possível executar o
sistema de descrito por K Ša. É significativo que, ao dirigir-se a K Ša, Arjuna O chame de Madhus™dana, yoga
indicando que o Senhor é o matador do demônio Madhu. Note-se que Deus tem nomes inumeráveis, porque Ele é
freqüentemente designado de acordo com Suas atividades. De fato, Deus tem nomes inumeráveis porque tem
atividades inumeráveis. Somos meras partes de Deus, e nem ao menos conseguimos nos lembrar de todas as atividades
que executamos desde a infância até agora. O Deus eterno é ilimitado; e, como Suas atividades também são ilimitadas,
Ele tem nomes ilimitados, dos quais K Ša é o principal. Por que, então, Arjuna O chama de Madhus™dana, se, como
amigo de K Ša, poderia chamá-lO diretamente de K Ša? A resposta é que Arjuna considera sua mente um grande
demônio, tal como o demônio Madhu. Se fosse possível que K Ša matasse o demônio chamado mente, então Arjuna
seria capaz de atingir a perfeição da “Minha mente é bem mais forte que o demônio Madhu’’, diz Arjuna. “Por yoga.
favor, se pudesses matá-la, eu poderia executar esse sistema de .’’ Até a mente de um homem grandioso como yoga
Arjuna está sempre agitada. Como diz o próprioArjuna:
cañcalaˆ hi manaƒ k Ša
pram€thi balavad d ham
tasy€haˆ nigrahaˆ manye
v€yor iva sudu karam
”Pois a mente, ó K Ša, é inquieta, turbulenta, obstinada e muito forte, e a mim me parece que subjugá-la é mais
difícilque dominar o vento.’’(Bg. 6.34)
É realmente um fato que a mente está sempre nos sugerindo que vamos de um lugar para outro, que façamos isso,
ou aquilo - ela está sempre nos dizendo o que devemos fazer. Assim, a essência do sistema de consiste em yoga
controlar a mente inquieta. No sistema de da meditação controla-se a mente, focando-a na Superalma - nisto se yoga
resume o objetivo da . Porém, Arjuna diz que é mais difícil controlar a mente do que fazer com que o vento pare de yoga
soprar. Imagine só alguém esticando os braços, tentando parar um furacão. Devemos supor, então, que Arjuna
simplesmente não tem as qualificações necessárias de modo a poder controlar sua mente? A verdade é que não
podemos sequer começar a entender as imensas qualificações de Arjuna. Afinal de contas, ele era amigo pessoal da
Suprema Personalidade de Deus. Esta é uma posição muito elevada que não pode ser alcançada por quem não tenha
grandes qualificações. Além disso, Arjuna era conhecido como grande guerreiro e administrador. Ele era um homem
tão inteligente que, no espaço de uma hora, conseguiu compreender o ao passo que atualmente grandes Bhagavad-g…t€
intelectuais não conseguem compreendê-lo nem mesmo no transcurso de uma vida. Contudo, Arjuna estava pensando
que, para ele, controlar a mente era simplesmente impossível. Estaríamos nós na posição de supor que o que foi
impossível para Arjuna numa era mais avançada ser-nos-ia possível nesta era degradada? Não devemos pensar nem
sequer por um momento que estamos na mesma categoria de Arjuna. Somos milhares de vezes inferiores.
Além do mais, não se encontra registro de que Arjuna tenha alguma vez realizado o sistema de . Todavia, yoga
K Ša louvou Arjuna, considerando-o o único homem digno de compreender o Qual era a grande Bhagavad-g…t€.
qualificação de Arjuna? ®r… K Ša diz: “Tu és Meu devoto. És Meu amigo muito querido’’. Apesar desta qualificação,
Arjuna recusou-se a realizar o sistema de da meditação descrito por ®r… K Ša. A que conclusão, então, devemos yoga
chegar? Devemos perder a esperança de que um dia possamos controlar a mente? Não, ela pode ser controlada, sendo
que o processo para tal é a consciência de K Ša. A mente deve estar sempre fixa em K Ša. A mente que está absorta
em K Ša alcança a perfeição da yoga.
Quando consultamos o Décimo Segundo Canto do ®r…mad-Bh€gavatam, encontramos ®ukadeva Gosv€m… dizendo
a Mah€r€ja Par…k it que na Era de Ouro, a Satya-yuga , as pessoas viviam cem mil anos, e que naquela época, em que
( 1 ) ( 2 )
as entidades vivas avançadas tinham uma vida tão longa, este sistema de meditativa era possível de ser yoga
executado. Mas o que na Satya-yuga se alcançava por intermédio deste processo de meditação, e na seguinte, a yuga
Tret€-yuga, por intermédio do oferecimento de grandes sacrifícios, e na próxima a Dv€para-yuga, por yuga,
intermédio da adoração no templo, é alcançado na época atual, nesta Kali-yuga, pelo simples cantar dos nomes de
Deus, Hare K Ša. Assim, aprendemos das fontes autorizadas que este cantar de Hare K Ša, Hare K Ša, hari-k…rtana,
K Ša K Ša, Hare Hare/Hare R€ma, Hare R€ma, R€ma R€ma, Hare Hare é a corporificação da perfeição da para yoga
esta era.
Hoje em dia é muito difícil vivermos cinqüenta ou sessenta anos. Um homem pode viver no máximo oitenta ou cem
anos. Além disso, esses poucos anos são sempre cheios de ansiedade, de dificuldades devido a ocorrências de guerra,
pestilência, fome e tantos outros distúrbios. Também não somos muito inteligentes, e, ao mesmo tempo, somos
desventurados. São estas as características do homem de Kali-yuga, uma era degradada. Assim, propriamente falando,
não podemos de modo algum obter êxito neste sistema de meditativa que K Ša descreveu. Podemos no máximo yoga
satisfazer nossos caprichos pessoais mediante uma pseudo-adaptação desse sistema. Desse modo, há pessoas pagando
dinheiro para assistir a algumas aulas de exercícios de ginástica e de respiração profunda, as quais ficam felizes de
pensar que podem prolongar suas vidas por uns poucos anos ou gozar de uma vida sexual melhor. Temos que entender,
porém, que este não é o verdadeiro sistema de Nesta era não se pode realizar este sistema de meditação yoga.
convenientemente. Por outro lado, todas as perfeições desse sistema podem ser entendidas através da o bhakti-yoga,
processo sublime da consciência de K Ša, a em particular, a glorificação de ®r… K Ša por intermédio do mantra-yoga
cantar de Hare K Ša. Tal processo é recomendado nas escrituras védicas e foi apresentado por autoridades da
grandeza de Caitanya Mah€prabhu . De fato, o declara que os as grandes almas, estão Bhagavad-g…t€ mah€tm€s,
( 1 )
sempre cantando as glórias do Senhor. Quem quer ser um nos termos da literatura védica, nos termos do mah€tm€
e nos termos das grandes autoridades, deve adotar este processo da consciência de K Ša e do cantar de Bhagavad-g…t€
Hare K Ša. Mas se nos contentamos em dar um espetáculo de meditação, sentando-nos bem eretosna posição de lótus
e entrando em transe, como algum tipo de ator, então isso é outra história. Mas devemos entender que tais exibições
baratas nada têm a ver com a verdadeira perfeição da Não se pode curar a doença material com remédios yoga.
artificiais. Temos que aceitar a verdadeira cura diretamente de K Ša.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Biografia de Sri Lahiri Mahasaya, de Swami Bydiananda Giri
TRECHO:
INTRODUÇÃO
O LILA (Jogo Divino sobre a terra) de YOGIRAJ SRI LAHIRI MAHASAYA é tão infinito e
variado que seria impossível para um homem, descrevê-lo detalhadamente. A sua encarnação é
algo que deve ser meditado e sentido no coração. O verdadeiro livro sobre YOGIRAJI é
preciso procurá-lo nos grandes discípulos e descendentes espirituais que, com a sua graça,
colocam em prática os seus ensinamentos. A associação com os grandes santos elevará os
buscadores espirituais mais do que qualquer biografia. Todavia, na falta deste contato direto,
se a narração da vida do Mestre criar no devoto um ardente desejo de seguir os ideais de
perfeição e santidade vividos por ele, então esta biografia terá cumprido a sua finalidade.
As principais fontes escritas para conhecer a vida do YOGIRAJ são: “SRI SRI
SHYAMACHARAN LAHIRI”, escrita por Srimat Anandamohan Lahiri , neto de YOGIRAJ;
“VIDA DO AMADO YOGIRAJ SRI SRI SHYAMACHARAN LAHIRI MARASAYA”, escrita por
Sri Abhoycharan Lahiri , neto de YOGIRAJ; A introdução ao “PRANAVA – GITA”, escrita por
Srimat Swami Paranavananda Paramahansa, discípulo do YOGIRAJ. “SRI SRI
SHYAMACHARAN LAHIRI MAHASAYA ,” escrito por Srimat Swami Satyananda Giri,
discípulo de Sri YUKTESHWAR, “ATMA KATHA”, do Yogishwar Sri Motilal Thakur , discípulo
de Sri Yukteswar. E naturalmente a celebrada “Autobiografia de um Iogue”, de Paramahansa
Yogananda, discípulo de Sri Yukteswar. Há alguns anos atrás um bisneto do YOGIRAJ, Sri
Satyacharan Lahiri, publicou uma interessante autobiografia que continha inúmeros fatos
inéditos extraídos dos diários do Yogavatar.
O primeiro biografo de YOGIRAJ, Acharya Anandamohan Lahiri, era filho de Sri Dukari Lahiri,
segundo filho do Mestre. Sri Abhoycharan Lahiri era filho de Sri Tinkari Lahiri, filho mais
velho do YOGIRAJ. Há leves diferenças entre as varias autobiografias, porém as linhas
principais da vida de YOGIRAJ são sempre as mesmas, embora sejam mais ou menos coloridas
pela pena do autor. Todas as biografias de Lahiri Mahasaya foram escritas em hindi ou em
bengalês; a única autêntica exceção é o livro de Paramahansa Yogananda, que foi escrito em
inglês e encontra-se traduzido também em italiano. À “Autobiografia” de Yogananda,
remetemos o leitor que queira completar a visão da vida do Yogavatar e aprofundar os seus
ensinamentos.
O maior presente de Lahiri Mahasaya ao mundo foi que, seguindo as instruções do seu grande
Guru, ele simplificou a infinita multiplicidade dos métodos da Yoga em poucos estados
facilmente accessíveis a todas as pessoas. Exatamente pela sua simplicidade, a Kriya –Yoga de
Lahiri Mahasaya foi chamado, também, “Sahaja Kriya- Yoga”, isto é , a ação (Kriya) torna-se
fácil e natural para as pessoas. A naturalidade da Kriya liberta-as dos perigos que
freqüentemente acompanham a prática errônea de outras formas de Yoga. Na prática da Kriya
–Yoga não há perigo nem mesmo quando se comete erro. Naturalmente a Kriya é Sahaja
(literalmente: natural, isto é, que dá origem ao nosso próprio nascimento, também no sentido
que é um método no qual recorremos ao controle da respiração, ao processo de inalação e
exalação enraizado profundamente no homem desde o nascimento.) Para um chefe de família,
que vive no mundo, é quase impossível seguir as rígidas regras da Raja-Yoga de Pantanjali.
Somente quem estava pronto para dedicar completamente sua vida à procura do Divino podia
ser iniciado na Yoga. A grande maioria das pessoas não tinha a possibilidade de seguir o
caminho da Yoga, mesmo que desejasse muitíssimo. Mas a chegada do Yogiraj e a difusão
gradual da Kriya -Yoga marcaram o início de uma grande revolução espiritual. O método
ensinado por Lahiri Baba torna - nos gradualmente dignos de nos abrirmos para o divino dentro
de nós com muito menos esforço e mais naturalidade.
Yogiraj Lahiri Mahasaya nasceu em um período de grande transição, pois veio ensinar um tipo
particular de Sadhana (disciplina espiritual) adequada à nova era que estamos vivendo. As
sagradas Escrituras nos dizem que a Yoga apropriada para esta era de descobertas e
revoluções científicas (Dwapara Yuga) é a Raja ou Kriya – Yoga. No século passado Sri
Ramakrishna e Yogiraj Lahiri Mahasaya preparam o campo para a revolução religiosa que viria.
Em tempos mais recentes, os seus discípulos Swami Vivekananda e Paramahansa Yogananda
semearam abundantemente, no mundo, os seus ensinamentos de irmandade na paternidade do
único Deus, que deve ser praticada diretamente no próprio coração. Alguém acusou o Yogiraj
de dar a iniciação em Kriya-Yoga à pessoas indignas: “Bem – respondeu o Yogavatar –se não
tivesse lhes dados, teria sido pior”:
O Yogiraj geralmente instruía os seus devotos para que não se descuidassem dos normais
deveres sociais e religiosos. Era uma pessoa de grande visão e, até onde era possível, não
queria alterar o normal modo de viver, pelo menos até quando ele não se opusesse ao progresso
espiritual. Quem já havia sido iniciado por um Guru de família podia continuar a praticar a sua
Sadhana particular juntamente com a Kriya – Yoga. Mesmo pessoas pertencentes a outros
cultos religiosos podiam ser ou foram iniciadas em Kriya-yoga, sem que lhes fosse pedido para
que renunciassem à fé original.
A iniciação era dada a quem tivesse verdadeiramente sede de Deus, independente da casta, do
credo religioso ou do país de origem. Entre os discípulos mais avançados do Yogiraj havia
também mulçumanos e ocidentais. Swami Bhaskaranda Saraswati e Srimat Bholananda
Brahmachari foram dois grandes santos indianos pertencentes a outros cultos religiosos que,
porém, receberam a Kriya dada por Lahiri Mahasaya.
A Kriya-Yoga de Lahiri Baba baseia-se em profundos ensinamentos expostos no Srimad
Bhagavad Gita e no Yoga-Sutra de Patanjali. O Gita era considerado pelo Mestre a sagrada
Escritura mais importante, um tratado completo e exaustivo sobre todos os vários aspectos da
vida espiritual. Em torno dele se reuniu um núcleo de discípulos que formaram uma associação
chamada “Gita Sabha”, dedicada ao estudo e à difusão dos ensinamentos do Gita. A profunda
interpretação Yogue dada pelo Yogiraj era anotada por alguns dos seus discípulos (sobretudo
Srimat Panchanon Bhattachar) que depois publicaram tais explicações. Recordemos aqui o
“Paranava Gita” de Swami Pranavananda, o Gita publicada por Panchanon e o elaborado por
Bhupendranath Sanyal. Também Sri Yukteswar havia começado a comentar o Gita seguindo a
interpretação de Lahiri-Baba, mas infelizmente não conseguiu completar a obra (havia já
recebido a aprovação do Mestre sobre a explicação dos primeiros capítulos elaborados).
Naturalmente, também explicações de Paramahansa Yogananda sobre o Gita seguem
interpretações yogues do Yogiraj transmitida pelos seus discípulos espirituais. Mas, além da
profunda interpretação do Bhagavad-Gita, é preciso lembrar um grande ato simbólico do
Yogavatar da nova era. A ele cabe o mérito de ter liberado o Gita do labirinto no qual o tinham
jogado os estudiosos, colocando - o pela primeira vez diante dos olhos de todos.
Significativamente ele mandou imprimir alguns milhares de cópias do Bhagavad-Gita (somente a
original, sem as explicações) em bangalês e em hindi e os distribuiu gratuitamente.
A Yoga é a ciência do espírito que por meio do gradual desenvolvimento do corpo, mente e alma
leva à superação de todos os obstáculos que dificultam a união com o Divino, realizando
exatamente a União (Yoga). No sentido mais amplo a Yoga inclui em si todos os tipos de
Sadhana. Como disse o grande Yogue da antiga Índia, Yajnavalkya: “Yoga é a união Jivatman
com o Paramatman (isto é, a união da Alma individual com a Alma Suprema, o Deus)”. O Yogue
postula que o microcosmo contém tudo aquilo que há no macrocosmo.
Um provérbio indiano diz que o que não se encontra no nosso corpo não existe nem no universo.
Por isso o Yogue considera seu corpo como o verdadeiro templo para adorar Deus. A
consciência limitada do homem se expande gradualmente na infinita e eterna consciência
cósmica. A Kriya-Yoga ensina que Deus deve ser experimentado antes de tudo dentro de nós,
concentrando o olhar entre as sobrancelhas. O corpo é o templo no qual o Yogue adora o Prana,
a energia vital que controla a maquina corpórea. O Prana é uma manifestação da consciência
divina que cria e sustenta o universo e todos os homens. Experimentando o mistério do Prana, o
homem experimenta o mistério de Deus dentro de si e, conseqüentemente, o experimenta em
todos os homens e no cosmo.
A Kriya-Yoga é uma ciência universal que não está em contraste com nenhuma fé, religião ou
filosofia. Um muçulmano, um cristão, um hindu, um budista, dualista, monista ou ateu, todos
podem servir-se da chave da Kriya (como técnica prática de libertação) para experimentar a
Divindade ou a Meta pré – escolhida. “A divina união – dizia Lahiri-Baba – se alcança mediante o
próprio esforço, e não depende de crenças ideológicas ou da vontade arbitrária de um ditador
cósmico”.
Exatamente por causa de sua cientificidade e porque se encontra além de qualquer barreira ou
limitação, a disciplina Yoga pode ser seguida por pessoas de todas as idades, país ou cultura. A
natural inquietação da mente humana é o que impede os homens de terem a visão da realidade.
Maharishi Patanjali - autor de um respeitável texto de Yoga – dá esta definição: “Yoga Citta
Vritti Nirodha (Yoga é o deter das modificações da substância mental)”. Isto é: Yoga implica
no perfeito controle da respiração, do Prana (energia ou essência vital universal) e da mente, e
conduz à consciência cósmica.
O procedimento definido por Patanjali no Yoga-Sutra compõe-se de oito passos:
1 – Yama: Não violência, não roubar, castidade, veracidade e não aceitar presentes (donativos).
2 – Niyama: Pureza, contentamento, autodisciplina, estudo de si mesmo e devoção a Deus e ao
Guru
3 – Asana: Conquista de uma posição cômoda e estável (na qual a coluna vertebral permanece
bem reta) para a meditação
4 – Paranayana: controle do Prana e conseqüentemente controle da respiração
5 – Pratyahara: Afastamento dos sentidos dos objetos externos
6 – Dharana: Concentração
7 – Dhyana: Meditação
8 – Samadhi: Êxtase superconsciente, união.
Desde os tempos imemoráveis, os Yogues da antiga Índia tomaram conhecimento da relação
matemática existente entre a respiração e o controle da mente. A respiração, como forma
grosseira de Prana psíquico, está intimamente ligada aos estados de consciência. Todos nós,
em nossas experiências, podemos constatar como a diversos estados mentais correspondem
diferentes ritmos respiratórios. A respiração é o que prende a alma ao corpo. Quanto mais
lento e profundo é o ritmo da respiração, mais a mente fica calma e cheia de paz. Os
benefícios restauradores do sono derivam do desaceleramento do ritmo respiratório, que
produz a perda temporária da consciência corpórea e, portanto, um beatífico repouso mental.
Libertar-se da respiração significa libertar-se de Maya, da ilusão cósmica, do dualismo e da
morte. O absoluto mora no estado além da vibração cósmica (Prana universal, Aum), e eis
porque a Alma feita à Sua imagem toma consciência de si, no estado de cessação da respiração.
Yogues e místicos de todos os tempos e países experimentaram este estado de liberdade da
respiração durante o qual perceberam as suas almas e, portanto, Deus. A Kriya-Yoga satura e
alimenta todas as células do corpo de luz imortal, magnetizando-as espiritualmente; assim a
respiração torna-se cientificamente inútil.
Deste modo, a natural evolução humana pode ser notavelmente apressada. Assim como o homem
encontra a libertação após tantas grandes dissoluções (nascimentos e mortes), do mesmo modo
pode obter a realização praticando Kriya, experimentando conscientemente a morte durante o
estado sem respiração e renascendo durante a inalação no estado superconsciente. Se o Yogue
puder ficar concentrado na beatitude absoluta, sem apego aos prazeres materiais, durante um
certo número de mortes e renascimentos esotéricos (exalação e inalação) então tornar-se-á
livre. Segundo as Escrituras hindus, é necessário um milhão de anos de normal evolução antes
que o cérebro do homem esteja em condição de conter e exprimir toda a potência da
consciência cósmica. Kriya-Yoga agindo diretamente sobre o eixo cérebro-espinhal (eixo de
existência e da evolução humana) acelera a evolução física, mental e espiritual do homem; e tal
é o seu poder que o resultado alcançado em um milhão de anos de evolução natural pode ser
potencialmente conseguido em três anos de intensa meditação. Movendo para cima e para baixo
a corrente Pranica pela espinha dorsal, o Kriya - Yogue converte - a em um imã que retira as
correntes nervosas dos sentidos e as concentra no olho espiritual. Um movimento completo da
corrente, para cima e para baixo da espinha dorsal, corresponde a uma Kriya e produz no
cérebro e no corpo uma mudança que, normalmente só é possível após um ano de natural
existência, sem doenças graves. Assim, teoricamente, praticando mil Kriya por dia, em três
anos, é possível se obter a realização. Mas na prática só poucos indivíduos, espiritualmente
muito evoluídos, estão aptos a fazer um esforço tão tremendo; o corpo de uma pessoa normal
não está em grau de sustentar a imensa energia gerada por uma excessiva prática de Kriya,
nem a sua vontade é bastante forte para queimar rapidamente o Karma que o liga aos desejos.
Dias após dia, com constância e devoção, o Kriya-Yogue avança regularmente, alargando a
própria consciência até o infinito.
O gradual controle do Prana e da respiração é conseguido graças ao Pranayana, que é
completamente experimentado quando inalação e exalação cessam naturalmente as suas
funções. Do ponto de vista médico, o corpo físico do Yogue aparenta estar morto; mas,
realmente isto representa o início da vida espiritual, pois a Kundalini (a energia cósmica latente
no homem, na base da coluna vertebral) desperta e começa a subir ao longo da coluna. Durante
o sono o homem dá repouso aos músculos voluntários e assim, a cada manhã, encontra-os
revigorados e frescos. Mas os músculos involuntários não obedecem à vontade humana e
trabalham continuamente do nascimento até a morte; esta última acontece, justamente, quando
os músculos involuntários, já cansados, cessam de funcionar. Transcorrido o grande sono da
morte, o homem, juntamente com os seus desejos, acorda em um outro corpo e continua a sua
evolução. Contudo, pode-se controlar estes músculos involuntários por meio de Pranayana. O
homem pode parar a natural decadência do corpo material colocando periodicamente em
repouso os órgãos involuntários do coração, pulmão e de outros órgãos vitais. Se um homem
pode “morrer”, isto é, colocar, todo dia, em repouso todo o sistema voluntário e involuntário,
graças à prática do Pranayana , todo o sistema físico trabalhará com grande vigor. Vida e
morte ficam sob o controle do Yogue que persevera na prática do Pranayana.
Deste modo ele preserva o corpo da prematura decadência que surpreende todos os homens e
pode ficar, até quando desejar, na sua presente forma física. Assim tem tempo para esgotar o
seu Karma em um corpo e para libertar-se de todos os desejos do seu coração. Finalmente
purificado, não está mais obrigado a retornar a este mundo sob influência de Maya.
KRIYA – YOGA pode ser considerada o néctar da Raja-Yoga de Patanjali e, ao mesmo tempo, o
processo mais sistemático e científico, síntese e essência de todas as Yogas e de todas as
religiões.
Kriya é a arte suprema que permite dar o salto final para o absoluto. Assim disse Mahavatar
Babaji a Lahiri Baba no momento de licenciá-lo para mandá-lo entre os homens: “Dê a chave do
Kriya só a Chela (discípulos) qualificados. Quem fez voto de sacrificar tudo em busca do Divino
é idôneo para resolver os últimos mistérios da vida”.
Para concluir esta introdução queremos lembrar que a biografia do Yogiraj escrita por Swami
Bioyananda Giiri baseia-se nas mais confiáveis fontes biográficas das quais já falamos
anteriormente. Onde nos pareceu oportuno, acrescentamos ao texto, notas, para completar a
informação ou para dar a conhecer a versão , ligeiramente diferente, do mesmo fato.
INTRODUÇÃO
O LILA (Jogo Divino sobre a terra) de YOGIRAJ SRI LAHIRI MAHASAYA é tão infinito e
variado que seria impossível para um homem, descrevê-lo detalhadamente. A sua encarnação é
algo que deve ser meditado e sentido no coração. O verdadeiro livro sobre YOGIRAJI é
preciso procurá-lo nos grandes discípulos e descendentes espirituais que, com a sua graça,
colocam em prática os seus ensinamentos. A associação com os grandes santos elevará os
buscadores espirituais mais do que qualquer biografia. Todavia, na falta deste contato direto,
se a narração da vida do Mestre criar no devoto um ardente desejo de seguir os ideais de
perfeição e santidade vividos por ele, então esta biografia terá cumprido a sua finalidade.
As principais fontes escritas para conhecer a vida do YOGIRAJ são: “SRI SRI
SHYAMACHARAN LAHIRI”, escrita por Srimat Anandamohan Lahiri , neto de YOGIRAJ;
“VIDA DO AMADO YOGIRAJ SRI SRI SHYAMACHARAN LAHIRI MARASAYA”, escrita por
Sri Abhoycharan Lahiri , neto de YOGIRAJ; A introdução ao “PRANAVA – GITA”, escrita por
Srimat Swami Paranavananda Paramahansa, discípulo do YOGIRAJ. “SRI SRI
SHYAMACHARAN LAHIRI MAHASAYA ,” escrito por Srimat Swami Satyananda Giri,
discípulo de Sri YUKTESHWAR, “ATMA KATHA”, do Yogishwar Sri Motilal Thakur , discípulo
de Sri Yukteswar. E naturalmente a celebrada “Autobiografia de um Iogue”, de Paramahansa
Yogananda, discípulo de Sri Yukteswar. Há alguns anos atrás um bisneto do YOGIRAJ, Sri
Satyacharan Lahiri, publicou uma interessante autobiografia que continha inúmeros fatos
inéditos extraídos dos diários do Yogavatar.
O primeiro biografo de YOGIRAJ, Acharya Anandamohan Lahiri, era filho de Sri Dukari Lahiri,
segundo filho do Mestre. Sri Abhoycharan Lahiri era filho de Sri Tinkari Lahiri, filho mais
velho do YOGIRAJ. Há leves diferenças entre as varias autobiografias, porém as linhas
principais da vida de YOGIRAJ são sempre as mesmas, embora sejam mais ou menos coloridas
pela pena do autor. Todas as biografias de Lahiri Mahasaya foram escritas em hindi ou em
bengalês; a única autêntica exceção é o livro de Paramahansa Yogananda, que foi escrito em
inglês e encontra-se traduzido também em italiano. À “Autobiografia” de Yogananda,
remetemos o leitor que queira completar a visão da vida do Yogavatar e aprofundar os seus
ensinamentos.
O maior presente de Lahiri Mahasaya ao mundo foi que, seguindo as instruções do seu grande
Guru, ele simplificou a infinita multiplicidade dos métodos da Yoga em poucos estados
facilmente accessíveis a todas as pessoas. Exatamente pela sua simplicidade, a Kriya –Yoga de
Lahiri Mahasaya foi chamado, também, “Sahaja Kriya- Yoga”, isto é , a ação (Kriya) torna-se
fácil e natural para as pessoas. A naturalidade da Kriya liberta-as dos perigos que
freqüentemente acompanham a prática errônea de outras formas de Yoga. Na prática da Kriya
–Yoga não há perigo nem mesmo quando se comete erro. Naturalmente a Kriya é Sahaja
(literalmente: natural, isto é, que dá origem ao nosso próprio nascimento, também no sentido
que é um método no qual recorremos ao controle da respiração, ao processo de inalação e
exalação enraizado profundamente no homem desde o nascimento.) Para um chefe de família,
que vive no mundo, é quase impossível seguir as rígidas regras da Raja-Yoga de Pantanjali.
Somente quem estava pronto para dedicar completamente sua vida à procura do Divino podia
ser iniciado na Yoga. A grande maioria das pessoas não tinha a possibilidade de seguir o
caminho da Yoga, mesmo que desejasse muitíssimo. Mas a chegada do Yogiraj e a difusão
gradual da Kriya -Yoga marcaram o início de uma grande revolução espiritual. O método
ensinado por Lahiri Baba torna - nos gradualmente dignos de nos abrirmos para o divino dentro
de nós com muito menos esforço e mais naturalidade.
Yogiraj Lahiri Mahasaya nasceu em um período de grande transição, pois veio ensinar um tipo
particular de Sadhana (disciplina espiritual) adequada à nova era que estamos vivendo. As
sagradas Escrituras nos dizem que a Yoga apropriada para esta era de descobertas e
revoluções científicas (Dwapara Yuga) é a Raja ou Kriya – Yoga. No século passado Sri
Ramakrishna e Yogiraj Lahiri Mahasaya preparam o campo para a revolução religiosa que viria.
Em tempos mais recentes, os seus discípulos Swami Vivekananda e Paramahansa Yogananda
semearam abundantemente, no mundo, os seus ensinamentos de irmandade na paternidade do
único Deus, que deve ser praticada diretamente no próprio coração. Alguém acusou o Yogiraj
de dar a iniciação em Kriya-Yoga à pessoas indignas: “Bem – respondeu o Yogavatar –se não
tivesse lhes dados, teria sido pior”:
O Yogiraj geralmente instruía os seus devotos para que não se descuidassem dos normais
deveres sociais e religiosos. Era uma pessoa de grande visão e, até onde era possível, não
queria alterar o normal modo de viver, pelo menos até quando ele não se opusesse ao progresso
espiritual. Quem já havia sido iniciado por um Guru de família podia continuar a praticar a sua
Sadhana particular juntamente com a Kriya – Yoga. Mesmo pessoas pertencentes a outros
cultos religiosos podiam ser ou foram iniciadas em Kriya-yoga, sem que lhes fosse pedido para
que renunciassem à fé original.
A iniciação era dada a quem tivesse verdadeiramente sede de Deus, independente da casta, do
credo religioso ou do país de origem. Entre os discípulos mais avançados do Yogiraj havia
também mulçumanos e ocidentais. Swami Bhaskaranda Saraswati e Srimat Bholananda
Brahmachari foram dois grandes santos indianos pertencentes a outros cultos religiosos que,
porém, receberam a Kriya dada por Lahiri Mahasaya.
A Kriya-Yoga de Lahiri Baba baseia-se em profundos ensinamentos expostos no Srimad
Bhagavad Gita e no Yoga-Sutra de Patanjali. O Gita era considerado pelo Mestre a sagrada
Escritura mais importante, um tratado completo e exaustivo sobre todos os vários aspectos da
vida espiritual. Em torno dele se reuniu um núcleo de discípulos que formaram uma associação
chamada “Gita Sabha”, dedicada ao estudo e à difusão dos ensinamentos do Gita. A profunda
interpretação Yogue dada pelo Yogiraj era anotada por alguns dos seus discípulos (sobretudo
Srimat Panchanon Bhattachar) que depois publicaram tais explicações. Recordemos aqui o
“Paranava Gita” de Swami Pranavananda, o Gita publicada por Panchanon e o elaborado por
Bhupendranath Sanyal. Também Sri Yukteswar havia começado a comentar o Gita seguindo a
interpretação de Lahiri-Baba, mas infelizmente não conseguiu completar a obra (havia já
recebido a aprovação do Mestre sobre a explicação dos primeiros capítulos elaborados).
Naturalmente, também explicações de Paramahansa Yogananda sobre o Gita seguem
interpretações yogues do Yogiraj transmitida pelos seus discípulos espirituais. Mas, além da
profunda interpretação do Bhagavad-Gita, é preciso lembrar um grande ato simbólico do
Yogavatar da nova era. A ele cabe o mérito de ter liberado o Gita do labirinto no qual o tinham
jogado os estudiosos, colocando - o pela primeira vez diante dos olhos de todos.
Significativamente ele mandou imprimir alguns milhares de cópias do Bhagavad-Gita (somente a
original, sem as explicações) em bangalês e em hindi e os distribuiu gratuitamente.
A Yoga é a ciência do espírito que por meio do gradual desenvolvimento do corpo, mente e alma
leva à superação de todos os obstáculos que dificultam a união com o Divino, realizando
exatamente a União (Yoga). No sentido mais amplo a Yoga inclui em si todos os tipos de
Sadhana. Como disse o grande Yogue da antiga Índia, Yajnavalkya: “Yoga é a união Jivatman
com o Paramatman (isto é, a união da Alma individual com a Alma Suprema, o Deus)”. O Yogue
postula que o microcosmo contém tudo aquilo que há no macrocosmo.
Um provérbio indiano diz que o que não se encontra no nosso corpo não existe nem no universo.
Por isso o Yogue considera seu corpo como o verdadeiro templo para adorar Deus. A
consciência limitada do homem se expande gradualmente na infinita e eterna consciência
cósmica. A Kriya-Yoga ensina que Deus deve ser experimentado antes de tudo dentro de nós,
concentrando o olhar entre as sobrancelhas. O corpo é o templo no qual o Yogue adora o Prana,
a energia vital que controla a maquina corpórea. O Prana é uma manifestação da consciência
divina que cria e sustenta o universo e todos os homens. Experimentando o mistério do Prana, o
homem experimenta o mistério de Deus dentro de si e, conseqüentemente, o experimenta em
todos os homens e no cosmo.
A Kriya-Yoga é uma ciência universal que não está em contraste com nenhuma fé, religião ou
filosofia. Um muçulmano, um cristão, um hindu, um budista, dualista, monista ou ateu, todos
podem servir-se da chave da Kriya (como técnica prática de libertação) para experimentar a
Divindade ou a Meta pré – escolhida. “A divina união – dizia Lahiri-Baba – se alcança mediante o
próprio esforço, e não depende de crenças ideológicas ou da vontade arbitrária de um ditador
cósmico”.
Exatamente por causa de sua cientificidade e porque se encontra além de qualquer barreira ou
limitação, a disciplina Yoga pode ser seguida por pessoas de todas as idades, país ou cultura. A
natural inquietação da mente humana é o que impede os homens de terem a visão da realidade.
Maharishi Patanjali - autor de um respeitável texto de Yoga – dá esta definição: “Yoga Citta
Vritti Nirodha (Yoga é o deter das modificações da substância mental)”. Isto é: Yoga implica
no perfeito controle da respiração, do Prana (energia ou essência vital universal) e da mente, e
conduz à consciência cósmica.
O procedimento definido por Patanjali no Yoga-Sutra compõe-se de oito passos:
1 – Yama: Não violência, não roubar, castidade, veracidade e não aceitar presentes (donativos).
2 – Niyama: Pureza, contentamento, autodisciplina, estudo de si mesmo e devoção a Deus e ao
Guru
3 – Asana: Conquista de uma posição cômoda e estável (na qual a coluna vertebral permanece
bem reta) para a meditação
4 – Paranayana: controle do Prana e conseqüentemente controle da respiração
5 – Pratyahara: Afastamento dos sentidos dos objetos externos
6 – Dharana: Concentração
7 – Dhyana: Meditação
8 – Samadhi: Êxtase superconsciente, união.
Desde os tempos imemoráveis, os Yogues da antiga Índia tomaram conhecimento da relação
matemática existente entre a respiração e o controle da mente. A respiração, como forma
grosseira de Prana psíquico, está intimamente ligada aos estados de consciência. Todos nós,
em nossas experiências, podemos constatar como a diversos estados mentais correspondem
diferentes ritmos respiratórios. A respiração é o que prende a alma ao corpo. Quanto mais
lento e profundo é o ritmo da respiração, mais a mente fica calma e cheia de paz. Os
benefícios restauradores do sono derivam do desaceleramento do ritmo respiratório, que
produz a perda temporária da consciência corpórea e, portanto, um beatífico repouso mental.
Libertar-se da respiração significa libertar-se de Maya, da ilusão cósmica, do dualismo e da
morte. O absoluto mora no estado além da vibração cósmica (Prana universal, Aum), e eis
porque a Alma feita à Sua imagem toma consciência de si, no estado de cessação da respiração.
Yogues e místicos de todos os tempos e países experimentaram este estado de liberdade da
respiração durante o qual perceberam as suas almas e, portanto, Deus. A Kriya-Yoga satura e
alimenta todas as células do corpo de luz imortal, magnetizando-as espiritualmente; assim a
respiração torna-se cientificamente inútil.
Deste modo, a natural evolução humana pode ser notavelmente apressada. Assim como o homem
encontra a libertação após tantas grandes dissoluções (nascimentos e mortes), do mesmo modo
pode obter a realização praticando Kriya, experimentando conscientemente a morte durante o
estado sem respiração e renascendo durante a inalação no estado superconsciente. Se o Yogue
puder ficar concentrado na beatitude absoluta, sem apego aos prazeres materiais, durante um
certo número de mortes e renascimentos esotéricos (exalação e inalação) então tornar-se-á
livre. Segundo as Escrituras hindus, é necessário um milhão de anos de normal evolução antes
que o cérebro do homem esteja em condição de conter e exprimir toda a potência da
consciência cósmica. Kriya-Yoga agindo diretamente sobre o eixo cérebro-espinhal (eixo de
existência e da evolução humana) acelera a evolução física, mental e espiritual do homem; e tal
é o seu poder que o resultado alcançado em um milhão de anos de evolução natural pode ser
potencialmente conseguido em três anos de intensa meditação. Movendo para cima e para baixo
a corrente Pranica pela espinha dorsal, o Kriya - Yogue converte - a em um imã que retira as
correntes nervosas dos sentidos e as concentra no olho espiritual. Um movimento completo da
corrente, para cima e para baixo da espinha dorsal, corresponde a uma Kriya e produz no
cérebro e no corpo uma mudança que, normalmente só é possível após um ano de natural
existência, sem doenças graves. Assim, teoricamente, praticando mil Kriya por dia, em três
anos, é possível se obter a realização. Mas na prática só poucos indivíduos, espiritualmente
muito evoluídos, estão aptos a fazer um esforço tão tremendo; o corpo de uma pessoa normal
não está em grau de sustentar a imensa energia gerada por uma excessiva prática de Kriya,
nem a sua vontade é bastante forte para queimar rapidamente o Karma que o liga aos desejos.
Dias após dia, com constância e devoção, o Kriya-Yogue avança regularmente, alargando a
própria consciência até o infinito.
O gradual controle do Prana e da respiração é conseguido graças ao Pranayana, que é
completamente experimentado quando inalação e exalação cessam naturalmente as suas
funções. Do ponto de vista médico, o corpo físico do Yogue aparenta estar morto; mas,
realmente isto representa o início da vida espiritual, pois a Kundalini (a energia cósmica latente
no homem, na base da coluna vertebral) desperta e começa a subir ao longo da coluna. Durante
o sono o homem dá repouso aos músculos voluntários e assim, a cada manhã, encontra-os
revigorados e frescos. Mas os músculos involuntários não obedecem à vontade humana e
trabalham continuamente do nascimento até a morte; esta última acontece, justamente, quando
os músculos involuntários, já cansados, cessam de funcionar. Transcorrido o grande sono da
morte, o homem, juntamente com os seus desejos, acorda em um outro corpo e continua a sua
evolução. Contudo, pode-se controlar estes músculos involuntários por meio de Pranayana. O
homem pode parar a natural decadência do corpo material colocando periodicamente em
repouso os órgãos involuntários do coração, pulmão e de outros órgãos vitais. Se um homem
pode “morrer”, isto é, colocar, todo dia, em repouso todo o sistema voluntário e involuntário,
graças à prática do Pranayana , todo o sistema físico trabalhará com grande vigor. Vida e
morte ficam sob o controle do Yogue que persevera na prática do Pranayana.
Deste modo ele preserva o corpo da prematura decadência que surpreende todos os homens e
pode ficar, até quando desejar, na sua presente forma física. Assim tem tempo para esgotar o
seu Karma em um corpo e para libertar-se de todos os desejos do seu coração. Finalmente
purificado, não está mais obrigado a retornar a este mundo sob influência de Maya.
KRIYA – YOGA pode ser considerada o néctar da Raja-Yoga de Patanjali e, ao mesmo tempo, o
processo mais sistemático e científico, síntese e essência de todas as Yogas e de todas as
religiões.
Kriya é a arte suprema que permite dar o salto final para o absoluto. Assim disse Mahavatar
Babaji a Lahiri Baba no momento de licenciá-lo para mandá-lo entre os homens: “Dê a chave do
Kriya só a Chela (discípulos) qualificados. Quem fez voto de sacrificar tudo em busca do Divino
é idôneo para resolver os últimos mistérios da vida”.
Para concluir esta introdução queremos lembrar que a biografia do Yogiraj escrita por Swami
Bioyananda Giiri baseia-se nas mais confiáveis fontes biográficas das quais já falamos
anteriormente. Onde nos pareceu oportuno, acrescentamos ao texto, notas, para completar a
informação ou para dar a conhecer a versão , ligeiramente diferente, do mesmo fato.
domingo, 20 de setembro de 2009
Vidya Vahini - Torrente de Conhecimento, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
ESTE LIVRO
Baba esclareceu que a palavra Vidya usada neste Vahini (Torrente
de pensamentos) significa “aquilo que” (Ya) “ilumina” (Vid). Esse é o
sentido destacado em expressões como Atma Vidya, Brahma Vidya1,
etc., ou mesmo do nome Vidyagiri2, dado ao campus de Prashanti
Nilayam que compreende o Instituto Superior de Aprendizado.
De forma comparativa, Baba nos faz cientes do menor benefício do
aprendizado de nível inferior, que lida com teorias, inferências, con-
ceitos, conjecturas e construções. O Aprendizado Superior3 acelera e
expande a necessidade universal de conhecer e converter-se em Ver-
dade, Bondade e Beleza, ou seja, Sathyam, Sivam, Sundaram. Baba veio
como Homem entre os homens, em missão auto-imposta, para corri-
gir os erros impostos à humanidade pela busca fanaticamente cega do
aprendizado de nível inferior. A raça humana deve seguir seu caminho
em equilíbrio. Ela está se inclinando de forma alarmante em direção ao
seu túmulo; o aprendizado de nível inferior a está mergulhando em um
poço sem fundo. Somente a Sabedoria Suprema (Vidya) é o remédio.
Desde Sua infância, Baba destacou-se como um educador, um
Mestre (Guru), como os aldeões adoravam chamá-lo. Ele advertiu,
sem hesitação, os anciãos em Puttaparthi4, professores nas escolas e
líderes de castas contra a crueldade para com os animais, a exploração
da mão-de-obra, a agiotagem e o jogo, a arrogância e a ignorância, a
hipocrisia e a ostentação. Por intermédio de trocadilhos e pilhérias,
paródias e sátiras, canções e peças de teatro, o jovem Mestre ridicula-
1. Atma Vidya – é a sabedoria que ilumina (revela) o Eu Superior. Brahma Vidya – é
a sabedoria que revela Deus.
2. Vidyagiri – montanha da sabedoria.
3. Superior, aqui, tem o sentido de mais elevado, Supremo.
4. Pequena aldeia onde Baba nasceu e reside até hoje.
rizou e reformou a sociedade que honrava ou tolerava tais males. Por
meio de cantos devocionais (bhajans), entoados em coro por grupos
de homens e mulheres, Ele os lembrou, ainda em 1943, quando mal
tinha 17anos, dos Valores Humanos universais da Verdade, Retidão,
Paz, Amor e Não-violência. Estas são conquistas básicas que a mais
elevada Sabedoria (Vidya) pode conferir aos que lhe são devotados.
Na forma do Senhor Krishna5, Baba disse a Arjuna: “Dentre todas
as Sabedorias (Vidyas), Eu sou Atma Vidya, a procura da Verdade
Atmica6” (Adhyatma Vidya, Vidyanam). O mundo só pode se salvar
do suicídio através dessa Sabedoria Suprema. A procura da Verdade
e da Totalidade, da Unidade e da Pureza é o meio; a Consciência
do Uno é a consumação do processo. Esta Mensagem é a soma e a
substância de cada Discurso Dele durante as últimas cinco décadas.
Este precioso livro nos confere a oportunidade de examinar dezenove
ensaios que Ele escreveu em resposta aos apelos pela elucidação dos
princípios que devem nos guiar na reabilitação da Educação, como instru-
mento efetivo para estabelecer a paz e a liberdade em nós e na Terra.
Prashanti Nilayam, 14 de janeiro de 1984
N. Kasturi
(Editor da revista Sanathana Sarathi e biógrafo de Baba)
5. O Senhor Krishna foi uma Encarnação Divina (avatar) que veio ao mundo há
cerca de 5 mil anos e ensinou a Verdade Suprema a seu discípulo Arjuna. Esses
ensinamentos foram preservados na Bhagavad Gita, uma das mais importantes es-
crituras hindus, na qual está inserida a frase citada. O hinduísmo considera que
todas as Encarnações Divinas são manifestações da mesma essência, portanto, Sai
Baba não é diferente de Krishna, Rama, etc. todos são Um e o mesmo.
6. Atma quer dizer “Eu Superior”, ou seja, a centelha divina em cada ser humano. O conhecimento de que Deus habita em cada ser é a “Verdade Átmica”, a Sabedoria Suprema.
ESTE LIVRO
Baba esclareceu que a palavra Vidya usada neste Vahini (Torrente
de pensamentos) significa “aquilo que” (Ya) “ilumina” (Vid). Esse é o
sentido destacado em expressões como Atma Vidya, Brahma Vidya1,
etc., ou mesmo do nome Vidyagiri2, dado ao campus de Prashanti
Nilayam que compreende o Instituto Superior de Aprendizado.
De forma comparativa, Baba nos faz cientes do menor benefício do
aprendizado de nível inferior, que lida com teorias, inferências, con-
ceitos, conjecturas e construções. O Aprendizado Superior3 acelera e
expande a necessidade universal de conhecer e converter-se em Ver-
dade, Bondade e Beleza, ou seja, Sathyam, Sivam, Sundaram. Baba veio
como Homem entre os homens, em missão auto-imposta, para corri-
gir os erros impostos à humanidade pela busca fanaticamente cega do
aprendizado de nível inferior. A raça humana deve seguir seu caminho
em equilíbrio. Ela está se inclinando de forma alarmante em direção ao
seu túmulo; o aprendizado de nível inferior a está mergulhando em um
poço sem fundo. Somente a Sabedoria Suprema (Vidya) é o remédio.
Desde Sua infância, Baba destacou-se como um educador, um
Mestre (Guru), como os aldeões adoravam chamá-lo. Ele advertiu,
sem hesitação, os anciãos em Puttaparthi4, professores nas escolas e
líderes de castas contra a crueldade para com os animais, a exploração
da mão-de-obra, a agiotagem e o jogo, a arrogância e a ignorância, a
hipocrisia e a ostentação. Por intermédio de trocadilhos e pilhérias,
paródias e sátiras, canções e peças de teatro, o jovem Mestre ridicula-
1. Atma Vidya – é a sabedoria que ilumina (revela) o Eu Superior. Brahma Vidya – é
a sabedoria que revela Deus.
2. Vidyagiri – montanha da sabedoria.
3. Superior, aqui, tem o sentido de mais elevado, Supremo.
4. Pequena aldeia onde Baba nasceu e reside até hoje.
rizou e reformou a sociedade que honrava ou tolerava tais males. Por
meio de cantos devocionais (bhajans), entoados em coro por grupos
de homens e mulheres, Ele os lembrou, ainda em 1943, quando mal
tinha 17anos, dos Valores Humanos universais da Verdade, Retidão,
Paz, Amor e Não-violência. Estas são conquistas básicas que a mais
elevada Sabedoria (Vidya) pode conferir aos que lhe são devotados.
Na forma do Senhor Krishna5, Baba disse a Arjuna: “Dentre todas
as Sabedorias (Vidyas), Eu sou Atma Vidya, a procura da Verdade
Atmica6” (Adhyatma Vidya, Vidyanam). O mundo só pode se salvar
do suicídio através dessa Sabedoria Suprema. A procura da Verdade
e da Totalidade, da Unidade e da Pureza é o meio; a Consciência
do Uno é a consumação do processo. Esta Mensagem é a soma e a
substância de cada Discurso Dele durante as últimas cinco décadas.
Este precioso livro nos confere a oportunidade de examinar dezenove
ensaios que Ele escreveu em resposta aos apelos pela elucidação dos
princípios que devem nos guiar na reabilitação da Educação, como instru-
mento efetivo para estabelecer a paz e a liberdade em nós e na Terra.
Prashanti Nilayam, 14 de janeiro de 1984
N. Kasturi
(Editor da revista Sanathana Sarathi e biógrafo de Baba)
5. O Senhor Krishna foi uma Encarnação Divina (avatar) que veio ao mundo há
cerca de 5 mil anos e ensinou a Verdade Suprema a seu discípulo Arjuna. Esses
ensinamentos foram preservados na Bhagavad Gita, uma das mais importantes es-
crituras hindus, na qual está inserida a frase citada. O hinduísmo considera que
todas as Encarnações Divinas são manifestações da mesma essência, portanto, Sai
Baba não é diferente de Krishna, Rama, etc. todos são Um e o mesmo.
6. Atma quer dizer “Eu Superior”, ou seja, a centelha divina em cada ser humano. O conhecimento de que Deus habita em cada ser é a “Verdade Átmica”, a Sabedoria Suprema.
sábado, 19 de setembro de 2009
Upanishad Vahini - A Essência do Conhecimento Védico, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
CARO LEITOR
Bhagavan1 Sri Sathya Sai Baba nasceu entre os homens e está con-
cedendo orientação e apoio espiritual a fim de restabelecer a Ver-
dade, a Justiça, a Paz e o Amor como os principais motivadores da
vida individual, social e nacional. Para essa grande tarefa, ele utiliza
instrumentos antigos e modernos como o Sanathana Dharma2 e a
ciência. Seus livros, discursos e conversas que corrigem, comunicam
e convencem, estão cheios de citações e comentários sobre as des-
cobertas das ciências físicas e metafísicas.
Este livro que traz, em inglês, Seus artigos (primeiramente publi-
cados em télugo, na revista Sanathana Sarathi3) sobre as dez Upa-
nishads4 (inestimáveis livros de estudo acerca da disciplina espiritual
e dos gloriosos frutos da aventura espiritual) irá lhes revelar a vasta e
ilimitada misericórdia que O impele a nos salvar da vulgaridade e O
estimula a nos guiar até atingirmos o Objetivo da Vida.
1. Glorioso, Divino, Venerável, Sagrado. Título conferido ao Senhor Supremo no
hinduísmo.
2. Religião Eterna. É o nome que os indianos dão ao sistema de crenças e disciplinas
espirituais que os ocidentais chamam de “Hinduísmo”.
3. O Eterno Condutor, título dado a Krishna. Também é o nome da revista mensal
oficial da Organização Sri Sathya Sai, publicada desde 1957, disponível em inglês
no site internacional da Índia e também disponível em português no site da Orga-
nização Sai do Brasil (alguns números).
4. Literalmente, “sentar-se perto e ouvir”; antigos textos Védicos, transmitidos por
sábios e videntes, contendo suas experiências e ensinamentos sobre a realidade
última. São a essência dos Vedas.
Faz-nos trilhar o caminho descoberto pelos Sábios do passado, nos
induz a reverenciar a Luz e a Mensagem deles, acende em nós a
Chama do Conhecimento que dissipa a ilusão – é isso o que Bhaga-
van, com Seu Supremo Amor, faz por nós neste livro.
Leiamos este livro com cuidado, recapitulando-o com seriedade
no silêncio dos nossos corações e praticando com humildade e fé
em cada mudança do pensamento, em cada movimento da língua,
em cada fragmento da ação.
N. Kasturi
Prasanthi Nilayam, 21 de abril de 1968.
CARO LEITOR
Bhagavan1 Sri Sathya Sai Baba nasceu entre os homens e está con-
cedendo orientação e apoio espiritual a fim de restabelecer a Ver-
dade, a Justiça, a Paz e o Amor como os principais motivadores da
vida individual, social e nacional. Para essa grande tarefa, ele utiliza
instrumentos antigos e modernos como o Sanathana Dharma2 e a
ciência. Seus livros, discursos e conversas que corrigem, comunicam
e convencem, estão cheios de citações e comentários sobre as des-
cobertas das ciências físicas e metafísicas.
Este livro que traz, em inglês, Seus artigos (primeiramente publi-
cados em télugo, na revista Sanathana Sarathi3) sobre as dez Upa-
nishads4 (inestimáveis livros de estudo acerca da disciplina espiritual
e dos gloriosos frutos da aventura espiritual) irá lhes revelar a vasta e
ilimitada misericórdia que O impele a nos salvar da vulgaridade e O
estimula a nos guiar até atingirmos o Objetivo da Vida.
1. Glorioso, Divino, Venerável, Sagrado. Título conferido ao Senhor Supremo no
hinduísmo.
2. Religião Eterna. É o nome que os indianos dão ao sistema de crenças e disciplinas
espirituais que os ocidentais chamam de “Hinduísmo”.
3. O Eterno Condutor, título dado a Krishna. Também é o nome da revista mensal
oficial da Organização Sri Sathya Sai, publicada desde 1957, disponível em inglês
no site internacional da Índia e também disponível em português no site da Orga-
nização Sai do Brasil (alguns números).
4. Literalmente, “sentar-se perto e ouvir”; antigos textos Védicos, transmitidos por
sábios e videntes, contendo suas experiências e ensinamentos sobre a realidade
última. São a essência dos Vedas.
Faz-nos trilhar o caminho descoberto pelos Sábios do passado, nos
induz a reverenciar a Luz e a Mensagem deles, acende em nós a
Chama do Conhecimento que dissipa a ilusão – é isso o que Bhaga-
van, com Seu Supremo Amor, faz por nós neste livro.
Leiamos este livro com cuidado, recapitulando-o com seriedade
no silêncio dos nossos corações e praticando com humildade e fé
em cada mudança do pensamento, em cada movimento da língua,
em cada fragmento da ação.
N. Kasturi
Prasanthi Nilayam, 21 de abril de 1968.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Sutra Vahini, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
INTRODUÇÃO À VERSÃO BRASILEIRA
Sathya Sai Baba escreveu diversos artigos para as primeiras edições
da revista mensal editada pela Sua Organização: Sanathana Sarathi – O
Eterno Condutor. Esse material foi, mais tarde, publicado em volumes
denominados Vahini – termo que significa córrego, fluxo, torrente.
O nome é bem apropriado, como o leitor verá, porque as palavras
que fluem da escrita de Swami Sathya Sai derramam sabedoria e clareza
numa linguagem simples, permeada de imagens do dia-a-dia, capazes
de transmitir o significado profundo das Escrituras Sagradas da Índia.
Neste Vahini – Sutra Vahini – Baba discorre sobre o livro denominado
Brahma Sutra. Ele compõe, juntamente com as Upanishads e a Bhaga-
vad Gita, a trilogia que forma a base da filosofia Vedanta. A tradição
indiana aponta o Rishi Badrayana como autor do Brahma Sutra, ao lado
de Vyasa, que foi o compilador dos outros dois textos citados.
Enquanto que as Upanishads e a Gita são textos classificados
como Revelações Divinas, o Brahma Sutra cumpre o papel de es-
truturar de forma lógica e sistemática os conhecimentos contidos
nos outros dois volumes.
As sutras são frases sintéticas - máximas – que transmitem signifi-
cados profundos e abrangentes. O Brahma Sutra consiste de 555 *1
sutras divididas em quarto capítulos. Cada capítulo, por sua vez, é
subdividido em quatro seções. O primeiro capítulo se denomina Sa-
manvaya, que significa Harmonia. Esclarece que todos os textos de
Vedanta falam sobre Brahman, a realidade última, a meta da vida.
O segundo capítulo, denominado Avirodha (Ausência de Conflito)
*1. Algumas referências identificam 564 sutras, outras 449, como o próprio Baba
destaca mais adiante, no texto.
discute e refuta as possíveis objeções contra a filosofia Vedanta. O
terceiro capítulo: Sadhana (O Método) descreve o processo através
do qual a emancipação final pode ser alcançada. O quarto capítulo:
Phala (O Fruto) fala a respeito do estado que se alcança nessa eman-
cipação final.
Diversos expoentes do Saber Espiritual teceram comentários so-
bre o Brahma Sutra, os quais contribuem para diversas escolas de
pensamento filosófico. Aqui temos nas mãos o tesouro das divinas
palavras de Sri Sathya Sai Baba, esclarecendo diversos aspectos des-
sa importante escritura e estimulando o leitor a meditar sobre seu
significado, aprofundando-se cada vez mais no conhecimento de
Brahman, a mais preciosa das sabedorias, pois aquele que conhece
o Absoluto torna-se o próprio Absoluto.
Este é o segundo livro que chega ao leitor brasileiro pelas mãos
dedicadas de Lakshmi Sunitha, uma devota indiana de Sathya Sai Baba
que desenvolveu um software tradutor inglês-português para auxiliar
na divulgação dos ensinamentos de Swami em nosso idioma.
INTRODUÇÃO À VERSÃO BRASILEIRA
Sathya Sai Baba escreveu diversos artigos para as primeiras edições
da revista mensal editada pela Sua Organização: Sanathana Sarathi – O
Eterno Condutor. Esse material foi, mais tarde, publicado em volumes
denominados Vahini – termo que significa córrego, fluxo, torrente.
O nome é bem apropriado, como o leitor verá, porque as palavras
que fluem da escrita de Swami Sathya Sai derramam sabedoria e clareza
numa linguagem simples, permeada de imagens do dia-a-dia, capazes
de transmitir o significado profundo das Escrituras Sagradas da Índia.
Neste Vahini – Sutra Vahini – Baba discorre sobre o livro denominado
Brahma Sutra. Ele compõe, juntamente com as Upanishads e a Bhaga-
vad Gita, a trilogia que forma a base da filosofia Vedanta. A tradição
indiana aponta o Rishi Badrayana como autor do Brahma Sutra, ao lado
de Vyasa, que foi o compilador dos outros dois textos citados.
Enquanto que as Upanishads e a Gita são textos classificados
como Revelações Divinas, o Brahma Sutra cumpre o papel de es-
truturar de forma lógica e sistemática os conhecimentos contidos
nos outros dois volumes.
As sutras são frases sintéticas - máximas – que transmitem signifi-
cados profundos e abrangentes. O Brahma Sutra consiste de 555 *1
sutras divididas em quarto capítulos. Cada capítulo, por sua vez, é
subdividido em quatro seções. O primeiro capítulo se denomina Sa-
manvaya, que significa Harmonia. Esclarece que todos os textos de
Vedanta falam sobre Brahman, a realidade última, a meta da vida.
O segundo capítulo, denominado Avirodha (Ausência de Conflito)
*1. Algumas referências identificam 564 sutras, outras 449, como o próprio Baba
destaca mais adiante, no texto.
discute e refuta as possíveis objeções contra a filosofia Vedanta. O
terceiro capítulo: Sadhana (O Método) descreve o processo através
do qual a emancipação final pode ser alcançada. O quarto capítulo:
Phala (O Fruto) fala a respeito do estado que se alcança nessa eman-
cipação final.
Diversos expoentes do Saber Espiritual teceram comentários so-
bre o Brahma Sutra, os quais contribuem para diversas escolas de
pensamento filosófico. Aqui temos nas mãos o tesouro das divinas
palavras de Sri Sathya Sai Baba, esclarecendo diversos aspectos des-
sa importante escritura e estimulando o leitor a meditar sobre seu
significado, aprofundando-se cada vez mais no conhecimento de
Brahman, a mais preciosa das sabedorias, pois aquele que conhece
o Absoluto torna-se o próprio Absoluto.
Este é o segundo livro que chega ao leitor brasileiro pelas mãos
dedicadas de Lakshmi Sunitha, uma devota indiana de Sathya Sai Baba
que desenvolveu um software tradutor inglês-português para auxiliar
na divulgação dos ensinamentos de Swami em nosso idioma.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Sathya Sai Vahini - O Fluir da Divina Graça de Sathya Sai, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
QUERIDO BUSCADOR!
Bhagavan anunciou a Si mesmo como o Divino Professor da Ver-
dade, da Beleza e da Bondade. Pelo ensinamento e pelo exemplo,
através de Seus escritos e discursos, cartas e conversações, Ele está
incutindo a suprema sabedoria e instruindo toda a humanidade
para a vida correta, a paz interior e o amor universal. Quando o
Ramakatha Rasa Vahini, o autêntico e singularmente doce fluir da
história de Rama, foi relatado na íntegra, em capítulos, na Sanathana
Sarathi1, Bhagavan abençoou os leitores com uma nova série que Ele
chamou de Bharatiya Paramartha Vahini — O Fluir dos Valores Espiri-
tuais Indianos. Enquanto esses preciosos ensaios a respeito das ver-
dades básicas, que promovem e alimentam a cultura indiana, desde
tempos anteriores à própria história, estavam sendo publicados,
Bhagavan decidiu continuar com o fluir da iluminação e instrução
sob um nome mais abrangente e significativo, Sathya Sai Vahini — o
Rio Ganges dos Pés de Lótus do Senhor — “O Fluir da Divina Graça
de Sathya Sai”. Este livro, portanto, contém os dois Vahinis que se
fundiram em uma única corrente principal.
Inaugurando esta série, Bhagavan escreveu, para publicação na
Sanathana Sarathi: “Movido pelo anseio de esfriar o ardor do con-
flito e mitigar a sede agonizante por ‘conhecimento a respeito de si
mesmo’ que os aflige, vejam, chega agora O Fluir da Divina Graça de
Sathya Sai — Sathya Sai Vahini, onda após onda, tendo a Sanathana
Sarathi como o meio entre vocês e Eu.” Com infinita compaixão, esta
1. O Eterno Condutor, revista a mensal publicada em Prasanthi, desde 1957. No
Brasil, a partir de fevereiro de 2007, ela está sendo publicada no site da Organiza-
ção Sai do Brasil. (Organização Sri Sathya Sai do Brasil www.sathyasai.org.br)
encarnação Sathya Sai da Vontade Suprema está dando, a milhões
de pessoas em todos os lugares, a libertação da doença, do aban-
dono e do desespero, dos narcóticos, do narcisismo e do niilismo.
Está encorajando aos que sofrem de depressão por voluntária ceg-
ueira a acender a Lâmpada do Amor para verem o mundo e a Lâm-
pada da Sabedoria para verem a si mesmos. “Este é um mundo tan-
talizante verdadeiro-falso; sua aparente diversidade é uma ilusão; ele
é UNO, mas é visto pela visão múltipla e deformada dos humanos
como Muitos”, diz Bhagavan. O livro é a Lâmpada gêmea que Ele
criou para nós.
O Senhor Krishna retirou Arjuna da depressão para onde ele levou
sua mente, no exato momento em que o dever o chamou a ser ele
mesmo — o famoso guerreiro, preparado e ansioso por lutar a favor
do correto e contra o mal. Krishna efetuou a cura lembrando-o do
Atma (a Alma) que era sua realidade e do fato de Ele e Arjuna serem
o mesmo Atma. Bhagavan diz que também temos a tendência de
sermos muito facilmente capturados “nas espirais da inteligência e
nas malhas da lógica dialética. A chave do sucesso no empreendi-
mento espiritual (e o que vale a vida se ela não é dedicada a esse
elevado empreendimento?) é a investigação filosófica e o progresso
moral, ambos culminando na consciência do Atma, a fonte e a soma
de toda a energia e atividade que existem.” Todos nós somos motiva-
dos pelo medo, dúvida e apego como Arjuna o foi. Todos hesitam na
encruzilhada entre isto e Aquilo, a onda e o oceano.
Mas, criados à Sua Imagem, somos “o milagre dos milagres”. Bhaga-
van diz, “O que não estiver no homem não estará em nenhum lugar
fora dele. O que estiver visível fora dele nada mais é do que um re-
flexo grosseiro do que realmente está dentro dele”. “O Atma é livre;
ele é Pureza; ele é Plenitude; ele é ilimitado; seu centro é o corpo, mas
sua circunferência está além do além”. “Ao homem foi concedido um
super-intelecto que pode reconhecer a existência do Atma, que pode
lutar para trazê-lo à consciência e ter sucesso nisto”.
Todavia, pouquíssimos são suficientemente humanos para pro-
curar saber quem são, por que estão aqui, de onde vieram e para
onde irão a partir daqui. Eles se movem com nomes temporários,
envoltos em corpos transitórios, em permanente mutação. Assim,
Bhagavan nos conclama: “Ouçam! Filhos da Imortalidade! Ouçam!
Ouçam a mensagem dos rishis (sábios) que possuíam a Visão da Mais
Majestática Pessoa, o Purushottama, o Principal e o Primeiro que está
além dos reinos da Ilusão e da Desilusão. Oh, seres humanos! Vocês
são, por natureza, eternamente plenos. Vocês são, em verdade, Deus
se movendo na Terra. Há maior pecado do que serem chamados
‘pecadores’? Quando aceitam esta designação, estão se difamando.
Ergam-se! Abandonem o sentimento humilhante de que são ovelhas.
Não se conformem com tal idéia. Vocês são o Atma. Vocês são gotas
Divinas e Imortais de Néctar da Verdade Imortal (amrita), da Beleza,
da Bondade. Vocês não têm nem princípio nem fim. Todas as coisas
materiais são suas escravas; vocês não são escravos delas, como imag-
inam agora.”
Bhagavan diz, “Através da prática incessante da Verdade, da Ação
Correta e da Firmeza, a Divindade adormecida no indivíduo deve ser
induzida a se manifestar na vida diária, transformando-a na alegria do
verdadeiro amor”. “Conheçam a Realidade Suprema; respirem-Na,
banhem-se Nela, vivam Nela, assim Ela se tornará inteiramente vocês e
vocês se tornarão plenamente Ela”. Um objeto material não se exprime
por si próprio ou svatah prakasha. Ele depende completamente da
capacidade de conhecimento ou chit-shakti do Atma individualizado
para sua manifestação ou prakasha. O mundo relativo dos objetos é
dependente da consciência relativa do Jivi ou Atma individualizado.
Quando o objeto é escrutinado e a verdadeira base da pluralidade é
compreendida, Brahman, o Ser Supremo, como o Primeiro Princípio,
é aceito como uma necessidade lógica. Posteriormente, quando o
controle dos sentidos, a limpeza da mente, a concentração e o silên-
cio interno são obtidos, o que surgiu como uma necessidade lógica
aparece na consciência purificada como a Vontade Impessoal Positiva
Permanente (Prajñanam Brahma), cuja expressão é tudo isto.
O Fluir da Divina Graça de Sathya Sai — Sathya Sai Vahini nos revela,
em termos inconfundíveis, que o ser no homem “não é outro senão o
Ser Supremo ou Deus”. Afirma para nós que isto é verdadeiro, não so-
mente para a humanidade como também para todos os seres, em todo
e qualquer lugar! De fato, “A Vontade causa esta multiplicidade irreal do
Cosmos no Uno que Ele é. Ele pode, pela mesma Vontade, acabar com
o fenômeno.” “O Ser (Deus) está por trás do vir-a-ser e o vir-a-ser se funde
no Ser. Esse é o Jogo eterno”, diz Bhagavan.
Como Bhagavan escreve, “o objetivo supremo da educação, o mais
elevado propósito da instrução, é nos ajudar a nos tornarmos con-
scientes do imanente Impessoal Universal.” Sathya Sai, em Seu papel
como o Professor dos Professores, está nos instruindo aqui para esta
suprema aventura da alma. Buscadores trilhando este caminho têm
Nele um guia e guardião compassivo, pois Ele é a personificação da
própria Vontade que planejou o Jogo.
Enquanto somos levados, através do vale deste raio de luz – vahini,
pelas mãos de Bhagavan, Ele nos exorta a admirar, apreciar e adorar
os videntes e sábios de muitas terras que foram pioneiros neste cam-
po e estabeleceram limites e fronteiras, disciplinas e práticas pre-
paratórias para suavizar a senda e acelerar a descoberta da Verdade. Ele
escreve sobre os Vedas e textos espirituais posteriores, sobre as Formas
de Veneração que sobreviveram ao teste de séculos de leal aceitação
e sobre os Códigos Disciplinares estabelecidos para os quatro estágios
da vida humana e para os seres humanos com pronunciadas caracterís-
ticas congênitas – aqueles de ascensão vertical pura (sátvico), aqueles
de expansão horizontal ativa (rajásico) e os de inércia e decadência
(tamásico). Esclarece o papel do karma (ação) e sua conseqüência.
“Como uma frágil embarcação em um mar bravio, o homem galga uma
onda gigantesca e alcança sua crista espumante. No próximo instante, ele
é arremessado ao fundo, só para subir novamente. Subida e descida são
ambas as conseqüências de seus próprios atos. Eles criam o palácio e a
prisão para o homem. Alegria ou tristeza são o eco, reflexo ou reação de
suas próprias ações. O Jivi pode escapar de ambas cultivando a atitude
de testemunha, não envolvido nas atividades que deve fazer.” Bhagavan
escreve sobre Yoga como o processo da “união do Jivatma e Paramatma,
o Ser e o Ser Supremo” e aperfeiçoa a senda do amor (bhakti), da ativi-
dade inegoísta (karma), do domínio sobre a mente (raja), da sublimação
da consciência (jñana). Bhagavan analisa os direitos e responsabilidades
do indivíduo e da sociedade e nos revela que seu único e fundamental
propósito é a realização espiritual.
Resumindo, O Fluir da Divina Graça de Sathya Sai é a Gita dada a
nós pela Pessoa que, como Sanathana Sarathi (o Eterno Condutor),
está ansiosa e pronta a segurar as rédeas de nossos sentidos, mente,
consciência, ego e intelecto, e nos guiar com segurança a Prasanthi
Nilayam, a Morada da Paz Suprema, a meta de toda a humanidade.
Possamos todos ser abençoados por Seu Amor e Graça.
N. Kasturi
QUERIDO BUSCADOR!
Bhagavan anunciou a Si mesmo como o Divino Professor da Ver-
dade, da Beleza e da Bondade. Pelo ensinamento e pelo exemplo,
através de Seus escritos e discursos, cartas e conversações, Ele está
incutindo a suprema sabedoria e instruindo toda a humanidade
para a vida correta, a paz interior e o amor universal. Quando o
Ramakatha Rasa Vahini, o autêntico e singularmente doce fluir da
história de Rama, foi relatado na íntegra, em capítulos, na Sanathana
Sarathi1, Bhagavan abençoou os leitores com uma nova série que Ele
chamou de Bharatiya Paramartha Vahini — O Fluir dos Valores Espiri-
tuais Indianos. Enquanto esses preciosos ensaios a respeito das ver-
dades básicas, que promovem e alimentam a cultura indiana, desde
tempos anteriores à própria história, estavam sendo publicados,
Bhagavan decidiu continuar com o fluir da iluminação e instrução
sob um nome mais abrangente e significativo, Sathya Sai Vahini — o
Rio Ganges dos Pés de Lótus do Senhor — “O Fluir da Divina Graça
de Sathya Sai”. Este livro, portanto, contém os dois Vahinis que se
fundiram em uma única corrente principal.
Inaugurando esta série, Bhagavan escreveu, para publicação na
Sanathana Sarathi: “Movido pelo anseio de esfriar o ardor do con-
flito e mitigar a sede agonizante por ‘conhecimento a respeito de si
mesmo’ que os aflige, vejam, chega agora O Fluir da Divina Graça de
Sathya Sai — Sathya Sai Vahini, onda após onda, tendo a Sanathana
Sarathi como o meio entre vocês e Eu.” Com infinita compaixão, esta
1. O Eterno Condutor, revista a mensal publicada em Prasanthi, desde 1957. No
Brasil, a partir de fevereiro de 2007, ela está sendo publicada no site da Organiza-
ção Sai do Brasil. (Organização Sri Sathya Sai do Brasil www.sathyasai.org.br)
encarnação Sathya Sai da Vontade Suprema está dando, a milhões
de pessoas em todos os lugares, a libertação da doença, do aban-
dono e do desespero, dos narcóticos, do narcisismo e do niilismo.
Está encorajando aos que sofrem de depressão por voluntária ceg-
ueira a acender a Lâmpada do Amor para verem o mundo e a Lâm-
pada da Sabedoria para verem a si mesmos. “Este é um mundo tan-
talizante verdadeiro-falso; sua aparente diversidade é uma ilusão; ele
é UNO, mas é visto pela visão múltipla e deformada dos humanos
como Muitos”, diz Bhagavan. O livro é a Lâmpada gêmea que Ele
criou para nós.
O Senhor Krishna retirou Arjuna da depressão para onde ele levou
sua mente, no exato momento em que o dever o chamou a ser ele
mesmo — o famoso guerreiro, preparado e ansioso por lutar a favor
do correto e contra o mal. Krishna efetuou a cura lembrando-o do
Atma (a Alma) que era sua realidade e do fato de Ele e Arjuna serem
o mesmo Atma. Bhagavan diz que também temos a tendência de
sermos muito facilmente capturados “nas espirais da inteligência e
nas malhas da lógica dialética. A chave do sucesso no empreendi-
mento espiritual (e o que vale a vida se ela não é dedicada a esse
elevado empreendimento?) é a investigação filosófica e o progresso
moral, ambos culminando na consciência do Atma, a fonte e a soma
de toda a energia e atividade que existem.” Todos nós somos motiva-
dos pelo medo, dúvida e apego como Arjuna o foi. Todos hesitam na
encruzilhada entre isto e Aquilo, a onda e o oceano.
Mas, criados à Sua Imagem, somos “o milagre dos milagres”. Bhaga-
van diz, “O que não estiver no homem não estará em nenhum lugar
fora dele. O que estiver visível fora dele nada mais é do que um re-
flexo grosseiro do que realmente está dentro dele”. “O Atma é livre;
ele é Pureza; ele é Plenitude; ele é ilimitado; seu centro é o corpo, mas
sua circunferência está além do além”. “Ao homem foi concedido um
super-intelecto que pode reconhecer a existência do Atma, que pode
lutar para trazê-lo à consciência e ter sucesso nisto”.
Todavia, pouquíssimos são suficientemente humanos para pro-
curar saber quem são, por que estão aqui, de onde vieram e para
onde irão a partir daqui. Eles se movem com nomes temporários,
envoltos em corpos transitórios, em permanente mutação. Assim,
Bhagavan nos conclama: “Ouçam! Filhos da Imortalidade! Ouçam!
Ouçam a mensagem dos rishis (sábios) que possuíam a Visão da Mais
Majestática Pessoa, o Purushottama, o Principal e o Primeiro que está
além dos reinos da Ilusão e da Desilusão. Oh, seres humanos! Vocês
são, por natureza, eternamente plenos. Vocês são, em verdade, Deus
se movendo na Terra. Há maior pecado do que serem chamados
‘pecadores’? Quando aceitam esta designação, estão se difamando.
Ergam-se! Abandonem o sentimento humilhante de que são ovelhas.
Não se conformem com tal idéia. Vocês são o Atma. Vocês são gotas
Divinas e Imortais de Néctar da Verdade Imortal (amrita), da Beleza,
da Bondade. Vocês não têm nem princípio nem fim. Todas as coisas
materiais são suas escravas; vocês não são escravos delas, como imag-
inam agora.”
Bhagavan diz, “Através da prática incessante da Verdade, da Ação
Correta e da Firmeza, a Divindade adormecida no indivíduo deve ser
induzida a se manifestar na vida diária, transformando-a na alegria do
verdadeiro amor”. “Conheçam a Realidade Suprema; respirem-Na,
banhem-se Nela, vivam Nela, assim Ela se tornará inteiramente vocês e
vocês se tornarão plenamente Ela”. Um objeto material não se exprime
por si próprio ou svatah prakasha. Ele depende completamente da
capacidade de conhecimento ou chit-shakti do Atma individualizado
para sua manifestação ou prakasha. O mundo relativo dos objetos é
dependente da consciência relativa do Jivi ou Atma individualizado.
Quando o objeto é escrutinado e a verdadeira base da pluralidade é
compreendida, Brahman, o Ser Supremo, como o Primeiro Princípio,
é aceito como uma necessidade lógica. Posteriormente, quando o
controle dos sentidos, a limpeza da mente, a concentração e o silên-
cio interno são obtidos, o que surgiu como uma necessidade lógica
aparece na consciência purificada como a Vontade Impessoal Positiva
Permanente (Prajñanam Brahma), cuja expressão é tudo isto.
O Fluir da Divina Graça de Sathya Sai — Sathya Sai Vahini nos revela,
em termos inconfundíveis, que o ser no homem “não é outro senão o
Ser Supremo ou Deus”. Afirma para nós que isto é verdadeiro, não so-
mente para a humanidade como também para todos os seres, em todo
e qualquer lugar! De fato, “A Vontade causa esta multiplicidade irreal do
Cosmos no Uno que Ele é. Ele pode, pela mesma Vontade, acabar com
o fenômeno.” “O Ser (Deus) está por trás do vir-a-ser e o vir-a-ser se funde
no Ser. Esse é o Jogo eterno”, diz Bhagavan.
Como Bhagavan escreve, “o objetivo supremo da educação, o mais
elevado propósito da instrução, é nos ajudar a nos tornarmos con-
scientes do imanente Impessoal Universal.” Sathya Sai, em Seu papel
como o Professor dos Professores, está nos instruindo aqui para esta
suprema aventura da alma. Buscadores trilhando este caminho têm
Nele um guia e guardião compassivo, pois Ele é a personificação da
própria Vontade que planejou o Jogo.
Enquanto somos levados, através do vale deste raio de luz – vahini,
pelas mãos de Bhagavan, Ele nos exorta a admirar, apreciar e adorar
os videntes e sábios de muitas terras que foram pioneiros neste cam-
po e estabeleceram limites e fronteiras, disciplinas e práticas pre-
paratórias para suavizar a senda e acelerar a descoberta da Verdade. Ele
escreve sobre os Vedas e textos espirituais posteriores, sobre as Formas
de Veneração que sobreviveram ao teste de séculos de leal aceitação
e sobre os Códigos Disciplinares estabelecidos para os quatro estágios
da vida humana e para os seres humanos com pronunciadas caracterís-
ticas congênitas – aqueles de ascensão vertical pura (sátvico), aqueles
de expansão horizontal ativa (rajásico) e os de inércia e decadência
(tamásico). Esclarece o papel do karma (ação) e sua conseqüência.
“Como uma frágil embarcação em um mar bravio, o homem galga uma
onda gigantesca e alcança sua crista espumante. No próximo instante, ele
é arremessado ao fundo, só para subir novamente. Subida e descida são
ambas as conseqüências de seus próprios atos. Eles criam o palácio e a
prisão para o homem. Alegria ou tristeza são o eco, reflexo ou reação de
suas próprias ações. O Jivi pode escapar de ambas cultivando a atitude
de testemunha, não envolvido nas atividades que deve fazer.” Bhagavan
escreve sobre Yoga como o processo da “união do Jivatma e Paramatma,
o Ser e o Ser Supremo” e aperfeiçoa a senda do amor (bhakti), da ativi-
dade inegoísta (karma), do domínio sobre a mente (raja), da sublimação
da consciência (jñana). Bhagavan analisa os direitos e responsabilidades
do indivíduo e da sociedade e nos revela que seu único e fundamental
propósito é a realização espiritual.
Resumindo, O Fluir da Divina Graça de Sathya Sai é a Gita dada a
nós pela Pessoa que, como Sanathana Sarathi (o Eterno Condutor),
está ansiosa e pronta a segurar as rédeas de nossos sentidos, mente,
consciência, ego e intelecto, e nos guiar com segurança a Prasanthi
Nilayam, a Morada da Paz Suprema, a meta de toda a humanidade.
Possamos todos ser abençoados por Seu Amor e Graça.
N. Kasturi
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Prema Vahini - O Fluir do Amor, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
PREFÁCIO
Prezado leitor, Dirigindo-se a uma colossal assembléia em Gudur al-
guns anos atrás, Bhagavan Sri Sathya Sai Baba disse: “Vocês não estarão
errados se Me chamarem de Premasvarupa (Personificação do Amor)”.
De fato, Baba derrama amor (prema), busca amor e estabelece amor
no coração do indivíduo, na estrutura da sociedade e no complexo das
nações. A humanidade, que perdeu seu caminho e está tremendo de
pavor, incapaz de controlar o mal que foi gerado por suas brincadeiras
insanas, necessita da Graça e do Amor de Baba para aliviar sua neurose
e trazê-la de volta à Luz. Baba disse, há vinte e dois anos, que Ele inau-
guraria Sua tarefa de recriar e reformar o homem na verdadeira base do
dharma (ação correta), quando completasse trinta e dois anos de per-
manência sobre a Terra. Em 1958, quando alcançou esse momento, Ele
abençoou a iniciativa de uma revista mensal, que chamou de Sanathana
Sarathi (Eterno Condutor), um nome repleto da fragrância da Gita e do
papel do Senhor como o Cocheiro daqueles que O selecionam como
Guia. É significativo o fato de que justo a primeira série de artigos que
Baba escreveu para a Sanathana Sarathi tenha sido “O Fluir do Amor -
Prema Vahini”. Esses discursos estão reunidos neste livro, da maneira
que foram apresentados pela primeira vez em tradução inglesa. Sathya
(Verdade), Dharma (Ação Correta), Shanti (Paz) e Prema (Amor) são as
Quatro Colunas do Novo Mundo da Era Sai e, sob a direção de Baba, a
humanidade precisa descobrir shanti, através de prema. Para essa tarefa,
este livro será de imenso auxílio. Enquanto o lê, fica-se em contato com
a própria fonte de prema. Ao verter sua mensagem para a ação, você
será visivelmente guiado pela Graça do próprio Senhor. Ao desfrutar da
emoção da disciplina espiritual (sadhana) aqui prescrita, responderá à
majestade do próprio Oceano da Compaixão.
N. Kasturi - Editor da Sanathana Sarathi
PREFÁCIO
Prezado leitor, Dirigindo-se a uma colossal assembléia em Gudur al-
guns anos atrás, Bhagavan Sri Sathya Sai Baba disse: “Vocês não estarão
errados se Me chamarem de Premasvarupa (Personificação do Amor)”.
De fato, Baba derrama amor (prema), busca amor e estabelece amor
no coração do indivíduo, na estrutura da sociedade e no complexo das
nações. A humanidade, que perdeu seu caminho e está tremendo de
pavor, incapaz de controlar o mal que foi gerado por suas brincadeiras
insanas, necessita da Graça e do Amor de Baba para aliviar sua neurose
e trazê-la de volta à Luz. Baba disse, há vinte e dois anos, que Ele inau-
guraria Sua tarefa de recriar e reformar o homem na verdadeira base do
dharma (ação correta), quando completasse trinta e dois anos de per-
manência sobre a Terra. Em 1958, quando alcançou esse momento, Ele
abençoou a iniciativa de uma revista mensal, que chamou de Sanathana
Sarathi (Eterno Condutor), um nome repleto da fragrância da Gita e do
papel do Senhor como o Cocheiro daqueles que O selecionam como
Guia. É significativo o fato de que justo a primeira série de artigos que
Baba escreveu para a Sanathana Sarathi tenha sido “O Fluir do Amor -
Prema Vahini”. Esses discursos estão reunidos neste livro, da maneira
que foram apresentados pela primeira vez em tradução inglesa. Sathya
(Verdade), Dharma (Ação Correta), Shanti (Paz) e Prema (Amor) são as
Quatro Colunas do Novo Mundo da Era Sai e, sob a direção de Baba, a
humanidade precisa descobrir shanti, através de prema. Para essa tarefa,
este livro será de imenso auxílio. Enquanto o lê, fica-se em contato com
a própria fonte de prema. Ao verter sua mensagem para a ação, você
será visivelmente guiado pela Graça do próprio Senhor. Ao desfrutar da
emoção da disciplina espiritual (sadhana) aqui prescrita, responderá à
majestade do próprio Oceano da Compaixão.
N. Kasturi - Editor da Sanathana Sarathi
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Prashanti Vahini - A Suprema Paz Celestial, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
AO LEITOR
Estamos, hoje em dia, no turbilhão de uma crise na história hu-
mana. O medo espalha-se pela humanidade, por todos os cantos
do mundo. A ansiedade domina o coração do homem e priva-o,
em todos os lugares, do sono e do descanso, da alegria e do riso. A
virtude tornou-se rara e a perversidade veste-se de respeitabilidade.
Na família, na sociedade, na nação e na comunidade humana, há um
patético apelo por paz, Shanti! Mas não precisamos nos desesperar:
temos uma Prashanthi Nilayam, a Morada da Paz Suprema, onde
Bhagavan Sri Sathya Sai Baba inaugurou o processo de restabeleci-
mento da mais elevada paz espiritual (Prashanthi)! Seus Miraculosos
Poderes proclamam que Ele é Deus; Sua Onisciência assombra os
luminares da ciência; Sua Onipresença é sentida, mesmo através dos
sete mares; Sua Graça está disponível para todos que purificam seus
corações com as lágrimas do arrependimento. Ele está, agora, com
trinta e seis anos de idade, e prometeu usar essa vestimenta humana
por uns bons sessenta anos mais. Ensina-nos o segredo de Prashanthi1
NT: (1) Para a transcrição de termos sânscrito, télugo e híndi, adotou-se a mesma
forma como foi aplicada a transliteração para o original em inglês – de onde foi
traduzido este livro. Fica esclarecido que estão corretas as grafias seguintes usadas
nesta e em outras publicações: “PRASHANTHI = PRASANTHI = PRASHANTI =
PRASANTI”. São pronúncias diferentes de região para região na Índia.
em conversas, em discursos e por meio de cartas e artigos escri-
tos. Esses últimos são encontrados na revista mensal publicada em
Prashanthi Nilayam, e este livro é uma tradução, para o inglês, de
uma série de artigos que Ele escreveu sobre o assunto ‘Prashanthi’.
Estude-o com devoção, caro leitor, e pratique suas lições, pois elas
são do próprio Avatar do Senhor, que veio para relembrar a antiga
sabedoria aos homens que perderam o rumo.
N. Kasturi (1962)
AO LEITOR
Estamos, hoje em dia, no turbilhão de uma crise na história hu-
mana. O medo espalha-se pela humanidade, por todos os cantos
do mundo. A ansiedade domina o coração do homem e priva-o,
em todos os lugares, do sono e do descanso, da alegria e do riso. A
virtude tornou-se rara e a perversidade veste-se de respeitabilidade.
Na família, na sociedade, na nação e na comunidade humana, há um
patético apelo por paz, Shanti! Mas não precisamos nos desesperar:
temos uma Prashanthi Nilayam, a Morada da Paz Suprema, onde
Bhagavan Sri Sathya Sai Baba inaugurou o processo de restabeleci-
mento da mais elevada paz espiritual (Prashanthi)! Seus Miraculosos
Poderes proclamam que Ele é Deus; Sua Onisciência assombra os
luminares da ciência; Sua Onipresença é sentida, mesmo através dos
sete mares; Sua Graça está disponível para todos que purificam seus
corações com as lágrimas do arrependimento. Ele está, agora, com
trinta e seis anos de idade, e prometeu usar essa vestimenta humana
por uns bons sessenta anos mais. Ensina-nos o segredo de Prashanthi1
NT: (1) Para a transcrição de termos sânscrito, télugo e híndi, adotou-se a mesma
forma como foi aplicada a transliteração para o original em inglês – de onde foi
traduzido este livro. Fica esclarecido que estão corretas as grafias seguintes usadas
nesta e em outras publicações: “PRASHANTHI = PRASANTHI = PRASHANTI =
PRASANTI”. São pronúncias diferentes de região para região na Índia.
em conversas, em discursos e por meio de cartas e artigos escri-
tos. Esses últimos são encontrados na revista mensal publicada em
Prashanthi Nilayam, e este livro é uma tradução, para o inglês, de
uma série de artigos que Ele escreveu sobre o assunto ‘Prashanthi’.
Estude-o com devoção, caro leitor, e pratique suas lições, pois elas
são do próprio Avatar do Senhor, que veio para relembrar a antiga
sabedoria aos homens que perderam o rumo.
N. Kasturi (1962)
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Lila Kaivalya Vahini - O Milagroso Rio do Divino Jogo Cósmico, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
PREFÁCIO
Os Vedas se originaram da respiração de Deus; cada sílaba é
sagrada. Cada palavra é um mantra. Exorta todos os homens
a perseguir o mesmo desejo sagrado. Todos os corações devem
ser carregados com o mesmo impulso bom; todos os pensamentos
devem ser dirigidos por motivos nobres, para finalidades sagradas.
Todos os homens devem trilhar o caminho único da verdade, pois
todos são manifestações do Absoluto.
O mundo é encantador, porque é perturbador na aparência, em-
bora seja fundamentalmente irreal. É um fenômeno que se desva-
nece. Quando essa verdade é reconhecida, o indivíduo se torna
ciente do Jogo Cósmico de Deus e do Ser Universal Eterno.
Lila Kaivalya Vahini (publicado originalmente na revista Sanathana
Sarathi) é um córrego livre e cristalino que flui da pena divina de
Bhagavan Sri Sathya Sai Baba para dissolver todos os obstáculos,
como dúvidas e dogmas, argumentos sem propósito e fantasias
frágeis do aspirante espiritual.
Nós consideramos mais um sinal de Sua benigna graça que esses
periódicos pudessem ser transformados em livro e ofertados aos Pés
de Lótus na ocasião auspiciosa de seu 65º aniversário, que coincide
com o 50º ano da proclamação do advento do Avatar.
Possa este Vahini conduzir todos os aspirantes no trajeto do progres-
so espiritual e encher-nos todos com Ananda, a Felicidade Absoluta.
PREFÁCIO
Os Vedas se originaram da respiração de Deus; cada sílaba é
sagrada. Cada palavra é um mantra. Exorta todos os homens
a perseguir o mesmo desejo sagrado. Todos os corações devem
ser carregados com o mesmo impulso bom; todos os pensamentos
devem ser dirigidos por motivos nobres, para finalidades sagradas.
Todos os homens devem trilhar o caminho único da verdade, pois
todos são manifestações do Absoluto.
O mundo é encantador, porque é perturbador na aparência, em-
bora seja fundamentalmente irreal. É um fenômeno que se desva-
nece. Quando essa verdade é reconhecida, o indivíduo se torna
ciente do Jogo Cósmico de Deus e do Ser Universal Eterno.
Lila Kaivalya Vahini (publicado originalmente na revista Sanathana
Sarathi) é um córrego livre e cristalino que flui da pena divina de
Bhagavan Sri Sathya Sai Baba para dissolver todos os obstáculos,
como dúvidas e dogmas, argumentos sem propósito e fantasias
frágeis do aspirante espiritual.
Nós consideramos mais um sinal de Sua benigna graça que esses
periódicos pudessem ser transformados em livro e ofertados aos Pés
de Lótus na ocasião auspiciosa de seu 65º aniversário, que coincide
com o 50º ano da proclamação do advento do Avatar.
Possa este Vahini conduzir todos os aspirantes no trajeto do progres-
so espiritual e encher-nos todos com Ananda, a Felicidade Absoluta.
domingo, 13 de setembro de 2009
Dhyana Vahini - O Fluir da Meditação, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
PREFÁCIO
Viver como contemporâneo de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba é
uma oportunidade única, já que a sua voz é a autêntica voz do
próprio Senhor. Ele é facilmente acessível, e está disposto a receber
as almas piedosas e pessoas que sofrem de males físicos ou con-
fusão espiritual. O seu advento é para restaurar o dharma (retidão)
nos relacionamentos humanos e instilar a coragem nos corações dos
sadhakas (aspirantes espirituais) e a pureza entre os sadhus (homens
santos). Sathya Sai Baba começou a sua missão na tenra idade de
quatorze anos, quando anunciou a Si Mesmo como o Santo de Shirdi,
encarnado novamente como Sri Sai Baba, conforme a promessa que
o Santo havia feito de que Ele reapareceria oito anos após o Seu
Mahasamadhi (morte física) para completar o Seu Trabalho.
Bhagavan Sri Sathya Sai Baba proclama sem nenhuma ostentação
a Sua Divindade mediante uma contínua manifestação de milagres
que estão além do alcance das leis da ciência. Ele aconselha, consola
e confere dádivas e, acima de tudo, encoraja os aspirantes que vac-
ilam a marcharem adiante em Sua direção; porque Ele é o Absoluto,
a Meta. Cada palavra Sua, falada ou escrita, é uma Mahavakya (Ver-
dade Universal); pois Ele tem a autoridade de assim fazer.
Este livro é uma tradução do Seu Conselho Valioso a todos os sad-
hakas (aspirantes espirituais), foi publicado pela primeira vez na revista
“Sanathana Sarathi” como uma série de artigos escritos por Ele em
télugo. O idioma télugo de Baba é doce e simples e vai diretamente
ao coração. Traduzi-lo ao inglês é, na verdade, remover dele muito do
seu doce sabor nativo, porém, para os que não conhecem télugo, essa
é a melhor maneira de ouvir Suas Orientações e, com esse propósito,
este livro é apresentado a todos os aspirantes. Que o sucesso chegue
a todos os que leiam e sigam os ensinamentos de Baba e que sejam
eles conduzidos pela Sua Graça à Sua Divina Presença.
N. Kasturi
PREFÁCIO
Viver como contemporâneo de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba é
uma oportunidade única, já que a sua voz é a autêntica voz do
próprio Senhor. Ele é facilmente acessível, e está disposto a receber
as almas piedosas e pessoas que sofrem de males físicos ou con-
fusão espiritual. O seu advento é para restaurar o dharma (retidão)
nos relacionamentos humanos e instilar a coragem nos corações dos
sadhakas (aspirantes espirituais) e a pureza entre os sadhus (homens
santos). Sathya Sai Baba começou a sua missão na tenra idade de
quatorze anos, quando anunciou a Si Mesmo como o Santo de Shirdi,
encarnado novamente como Sri Sai Baba, conforme a promessa que
o Santo havia feito de que Ele reapareceria oito anos após o Seu
Mahasamadhi (morte física) para completar o Seu Trabalho.
Bhagavan Sri Sathya Sai Baba proclama sem nenhuma ostentação
a Sua Divindade mediante uma contínua manifestação de milagres
que estão além do alcance das leis da ciência. Ele aconselha, consola
e confere dádivas e, acima de tudo, encoraja os aspirantes que vac-
ilam a marcharem adiante em Sua direção; porque Ele é o Absoluto,
a Meta. Cada palavra Sua, falada ou escrita, é uma Mahavakya (Ver-
dade Universal); pois Ele tem a autoridade de assim fazer.
Este livro é uma tradução do Seu Conselho Valioso a todos os sad-
hakas (aspirantes espirituais), foi publicado pela primeira vez na revista
“Sanathana Sarathi” como uma série de artigos escritos por Ele em
télugo. O idioma télugo de Baba é doce e simples e vai diretamente
ao coração. Traduzi-lo ao inglês é, na verdade, remover dele muito do
seu doce sabor nativo, porém, para os que não conhecem télugo, essa
é a melhor maneira de ouvir Suas Orientações e, com esse propósito,
este livro é apresentado a todos os aspirantes. Que o sucesso chegue
a todos os que leiam e sigam os ensinamentos de Baba e que sejam
eles conduzidos pela Sua Graça à Sua Divina Presença.
N. Kasturi
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Dharma Vahini - O Fluir da Virtude e da Retidão, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
Prefácio
Este pequeno livro contém os artigos escritos por Bhagavan Sri Sathya Sai Baba para a série
Dharma Vahini
1
, da revista mensal Sanathana Sarathi, publicada em Prasanthi Nilayam. Apesar de
estarem aqui traduzidos do inglês, é importante salientar que o original foi escrito em télugo, mais
simples e mais doce. É difícil exprimir em inglês (NT: e, portanto, em português) as idéias fundamentais
da cultura indiana, já que o idioma inglês é estranho ao tradutor e talvez a muitos leitores, uma vez que o
inglês não possui vocabulário equivalente satisfatório para muitas palavras de uso corrente nas línguas
indianas. Portanto, o leitor irá me perdoar pelo provável obscurecimento da clareza do texto original de
Baba em télugo.
Sobre este livro, deve-se dizer que ele é a autêntica Voz do Fenômeno Divino, que corretamente
estabelece hoje o comportamento e os códigos morais de milhões de homens e mulheres, merecendo
conseqüentemente um estudo cuidadoso e devotado. O Senhor declarou que, quando os padrões éticos
caem e o homem esquece ou ignora o seu glorioso destino, Ele pessoalmente se colocará entre os
homens e guiará a humanidade ao longo do caminho reto e sagrado. O Senhor já veio; Ele guia aqueles
que aceitam Sua Direção; Ele chama todos os que se extraviaram para refazerem seus passos. O Amor
e a Sabedoria de Baba não conhecem limites, Sua Graça não conhece obstáculos. Ele não é um feitor
rígido, Sua solicitude visa nosso bem-estar e progresso verdadeiro, e é irresistível.
Possa este livro revelar a você o amor de mãe que fez Baba escrevê-lo, a autoridade do pai que
sustenta qualquer diretriz a respeito, a iluminação do professor que esclarece qualquer afirmação, e a
sublime Universalidade do Senhor, que o convida a expandir a sua personalidade num grande
instrumento de serviço.
N. Kasturi
Editor da Sanathana Sarathi
1 Vahini significa curso d´água, ou fluxo, e constitui uma série de 16 livros, com textos escritos por Sathya
Sai Baba ( vários estão já disponíveis no site da Organização Sri Sathya Sai do Brasil, no endereço:
http://vahinis.sathyasai.org.br).
Prefácio
Este pequeno livro contém os artigos escritos por Bhagavan Sri Sathya Sai Baba para a série
Dharma Vahini
1
, da revista mensal Sanathana Sarathi, publicada em Prasanthi Nilayam. Apesar de
estarem aqui traduzidos do inglês, é importante salientar que o original foi escrito em télugo, mais
simples e mais doce. É difícil exprimir em inglês (NT: e, portanto, em português) as idéias fundamentais
da cultura indiana, já que o idioma inglês é estranho ao tradutor e talvez a muitos leitores, uma vez que o
inglês não possui vocabulário equivalente satisfatório para muitas palavras de uso corrente nas línguas
indianas. Portanto, o leitor irá me perdoar pelo provável obscurecimento da clareza do texto original de
Baba em télugo.
Sobre este livro, deve-se dizer que ele é a autêntica Voz do Fenômeno Divino, que corretamente
estabelece hoje o comportamento e os códigos morais de milhões de homens e mulheres, merecendo
conseqüentemente um estudo cuidadoso e devotado. O Senhor declarou que, quando os padrões éticos
caem e o homem esquece ou ignora o seu glorioso destino, Ele pessoalmente se colocará entre os
homens e guiará a humanidade ao longo do caminho reto e sagrado. O Senhor já veio; Ele guia aqueles
que aceitam Sua Direção; Ele chama todos os que se extraviaram para refazerem seus passos. O Amor
e a Sabedoria de Baba não conhecem limites, Sua Graça não conhece obstáculos. Ele não é um feitor
rígido, Sua solicitude visa nosso bem-estar e progresso verdadeiro, e é irresistível.
Possa este livro revelar a você o amor de mãe que fez Baba escrevê-lo, a autoridade do pai que
sustenta qualquer diretriz a respeito, a iluminação do professor que esclarece qualquer afirmação, e a
sublime Universalidade do Senhor, que o convida a expandir a sua personalidade num grande
instrumento de serviço.
N. Kasturi
Editor da Sanathana Sarathi
1 Vahini significa curso d´água, ou fluxo, e constitui uma série de 16 livros, com textos escritos por Sathya
Sai Baba ( vários estão já disponíveis no site da Organização Sri Sathya Sai do Brasil, no endereço:
http://vahinis.sathyasai.org.br).
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Bhagavata Vahini, de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
TRECHO:
BHAGAVATA VAHINI
Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
Querido Leitor!
O Bhagavata é um diálogo entre uma pessoa sob sentença de
morte e um grande santo que o prepara para esse encontro. Estamos
todos sob uma sentença de morte; nossos corações, como tambo-
res amortecidos, estão marcando o ritmo da marcha fúnebre para a
tumba. Alguns a atingem mais cedo, outros, mais tarde. Pedimos o
conselho de um grande santo para nos prepararmos para o encontro
com a Morte e testemunhar o horizonte além Dela.
O Bhagavata é um Ganges, que vem do Senhor e se funde Nele
após uma longa viagem através de descrições geográficas, anais
históricos, dissertações filosóficas, narrativas, pesquisas epistemológi-
cas e posterior fertilização dos vastos vales das mentes humanas com
as águas puras e transparentes dos episódios de Krishna.
Bhagavan retornou novamente como Sathya Sai Baba para res-
taurar o dharma (retidão) entre os homens. Um dos aspectos im-
portantes desse retorno é o restabelecimento da reverência aos an-
tigos textos espirituais como a Bíblia, o Corão, o Zend Avesta1
, o
Tripitaka2
, os Vedas e o Bhagavata. Nos tempos atuais, a reverência
pode surgir somente quando o significado interno das frases e da
história for explicado de forma clara e simples, no estilo encantador
da própria Pessoa que inspirou a Escritura original.
1 Zend Avesta - Os escritos da religião dos Parsis, ainda utilizada por eles como a
base de sua fé.
2 Literalmente “os três cestos”, é o conjunto fundamental das escrituras budistas,
divididas em: Vinaya Pitaka, Sutta Pitaka e Abhidhamma Pitaka.
Aqui, neste livro, temos a Sua versão do volumoso texto de de-
voção (bhakti) que Vyasa compôs, por sugestão do sábio Narada,
para que pudesse alcançar a paz e a equanimidade.
Este não é somente um livro, caro leitor. É um bálsamo, uma chave,
um mantra -para acalmar, esclarecer e resgatar, para diminuir os
apegos, libertar da tristeza e da dor, da sede e da dependência.
Abra-o com humildade, leia-o com diligência, reverencie-o com
devoção, observe suas lições com firmeza e atinja o Objetivo que
Vyasa atingiu e Narada obteve, que Suka ensinou e Parikshith apren-
deu. Que maior recompensa o homem pode esperar?
N. Kasturi
Prasanthi Nilayam,
Guru Purnima, 18-07-1970
BHAGAVATA VAHINI
Bhagavan Sri Sathya Sai Baba
Querido Leitor!
O Bhagavata é um diálogo entre uma pessoa sob sentença de
morte e um grande santo que o prepara para esse encontro. Estamos
todos sob uma sentença de morte; nossos corações, como tambo-
res amortecidos, estão marcando o ritmo da marcha fúnebre para a
tumba. Alguns a atingem mais cedo, outros, mais tarde. Pedimos o
conselho de um grande santo para nos prepararmos para o encontro
com a Morte e testemunhar o horizonte além Dela.
O Bhagavata é um Ganges, que vem do Senhor e se funde Nele
após uma longa viagem através de descrições geográficas, anais
históricos, dissertações filosóficas, narrativas, pesquisas epistemológi-
cas e posterior fertilização dos vastos vales das mentes humanas com
as águas puras e transparentes dos episódios de Krishna.
Bhagavan retornou novamente como Sathya Sai Baba para res-
taurar o dharma (retidão) entre os homens. Um dos aspectos im-
portantes desse retorno é o restabelecimento da reverência aos an-
tigos textos espirituais como a Bíblia, o Corão, o Zend Avesta1
, o
Tripitaka2
, os Vedas e o Bhagavata. Nos tempos atuais, a reverência
pode surgir somente quando o significado interno das frases e da
história for explicado de forma clara e simples, no estilo encantador
da própria Pessoa que inspirou a Escritura original.
1 Zend Avesta - Os escritos da religião dos Parsis, ainda utilizada por eles como a
base de sua fé.
2 Literalmente “os três cestos”, é o conjunto fundamental das escrituras budistas,
divididas em: Vinaya Pitaka, Sutta Pitaka e Abhidhamma Pitaka.
Aqui, neste livro, temos a Sua versão do volumoso texto de de-
voção (bhakti) que Vyasa compôs, por sugestão do sábio Narada,
para que pudesse alcançar a paz e a equanimidade.
Este não é somente um livro, caro leitor. É um bálsamo, uma chave,
um mantra -para acalmar, esclarecer e resgatar, para diminuir os
apegos, libertar da tristeza e da dor, da sede e da dependência.
Abra-o com humildade, leia-o com diligência, reverencie-o com
devoção, observe suas lições com firmeza e atinja o Objetivo que
Vyasa atingiu e Narada obteve, que Suka ensinou e Parikshith apren-
deu. Que maior recompensa o homem pode esperar?
N. Kasturi
Prasanthi Nilayam,
Guru Purnima, 18-07-1970
domingo, 30 de agosto de 2009
Ensinamentos De Uma Mulher Santa: Ananda Moyi Ma (Considerada Manifestação De Kali), de Prof. Dr. R. D. Pizzinga
TRECHO:
Abstract
Esta Monografia Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil (IOK-BR)
apresenta ensinamentos de Shri Ananda Moyi Ma, mulher santa da India a
quem Paramahansa Yogananda dedicou o capítulo 45 de seu famoso livro
"Autobiografia de um Yogi".
Abstract
Esta Monografia Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil (IOK-BR)
apresenta ensinamentos de Shri Ananda Moyi Ma, mulher santa da India a
quem Paramahansa Yogananda dedicou o capítulo 45 de seu famoso livro
"Autobiografia de um Yogi".
Marcadores:
Hinduísmo,
Rosa-Cruz / Rosacruz,
Yoga / ioga
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Vida Simples, Pensamento Elevado, de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
TRECHO:
Após alguns séculos, a Revolução Industrial deixou um legado de insatisfação, conflitos e poluição. ®r…la
Prabhup€da aqui aconselha-nos a deixarmos as fábricas, vivermos em harmonia com a Terra e tornarmos
nossas metas espirituais, e não materiais.
Após alguns séculos, a Revolução Industrial deixou um legado de insatisfação, conflitos e poluição. ®r…la
Prabhup€da aqui aconselha-nos a deixarmos as fábricas, vivermos em harmonia com a Terra e tornarmos
nossas metas espirituais, e não materiais.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Civilização & Transcendência, de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
TRECHO:
Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhup€da responde a um questionário do Bhavan’s Journal,
em 28 de junho de 1976
Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhup€da responde a um questionário do Bhavan’s Journal,
em 28 de junho de 1976
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Raja-vidya: O Rei do Conhecimento, de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
TRECHO:
“O Senhor Supremo disse: Meu querido Arjuna, como jamais tiveste inveja de Mim, transmitir-te-ei esta
secretíssima sabedoria, conhecendo a qual aliviar-te-ás das misérias da existência material” (
9.1).
Bhagavad-g…t€
As palavras iniciais do Nono Capítulo do indicam que é a Divindade Suprema quem está
Bhagavad-g…t€
falando. Neste verso, ®r… K Ša é chamado de Bhagav€n. significa opulências e aquele que possui.
Nós imaginamos o que seja Deus, porém, recorrendo à literatura védica, encontraremos descrições e
definições categóricas do que Deus possa ser, e tudo isso pode ser resumido com uma só palavra — Bhagav€n.
Bhagav€n possui todas as opulências, a totalidade do conhecimento, da riqueza, do poder, da beleza, da fama e
da renúncia. Ao encontrarmos alguém que possui essas opulências na sua plenitude, com certeza teremos
encontrado Deus. Muitos homens são ricos, sábios, famosos, belos e poderosos, mas ninguém pode afirmar
possuir todas essas opulências. Apenas K Ša pode afirmar tal coisa.
Bhaga
v€n,
“Sabendo que Eu sou o objetivo último de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os
planetas e semideuses e o benfeitor e benquerente de todas as entidades vivas, os sábios libertam-se das dores
das misérias materiais” ( 5.29).
Bhagavad-g…t€
Neste verso, K Ša proclama ser o desfrutador de todas as atividadeseoproprietário de todos os planetas
Pode ser que determinado indivíduo possua uma grande extensãode terra, e talvez
(sarva-loka-mahe varam).
ele se orgulhe disso, mas K Ša afirma ser proprietário de todos os sistemas planetários. K Ša também diz ser o
amigo de todas as entidades vivas (
Quem compreende que Deus é proprietário
suh daˆ sarva-bh™t€n€m).
de tudo, o amigo de todos e o desfrutador de tudo torna-se muito pacífico. Esta é a verdadeira fórmula da paz.
Ninguém poderá ter paz enquanto pensar: “Eu sou o proprietário”. Quem pode afirmar possuir alguma coisa?
Há apenas cem anos, os índios eram considerados os proprietários dos Estados Unidos. Hoje em dia, são os
brancos que estão reivindicando tal propriedade, porém, dentro de quatrocentos ou mil anos, talvez outra raça
reivindique a mesma coisa. A terra está aí, mas nós a ocupamos e alegamos falsamente que ela nos pertence.
Esta filosofia do falso proprietário não é compatível com os preceitos védicos. O declara que
“todas as coisas animadas ou inanimadas existentes no universo estão sob o controle do Senhor e Lhe
pertencem (
®r… Ÿ opani ad
)”. Esta declaração apresenta uma verdade insofismável, porém, iludidos,
… €v€syam idaˆ sarvam
nós achamos que possuímos algo. Na realidade, tudo pertence a Deus, e por isso Ele é conhecido como o mais
rico.
É claro que muitos homens afirmam ser Deus. Na Índia, por exemplo, em qualquer época, não é difícil
encontrar pelo menos uma dúzia de pessoas afirmando ser Deus. Contudo, se lhes perguntamos se tudo lhes
pertence, elas têm dificuldade em responder-nos. Este critério nos ajuda a entender quem é Deus. Deus é o
proprietário de tudo, e, sendo assim, Ele é necessariamente mais poderoso do que qualquer outra pessoa ou
qualquer outra coisa. Quando o próprio K Ša esteve presente na Terra, ninguém conseguia vencê-lO. A
história não tem registro de alguma batalha que Ele tenha perdido. Ele pertencia a uma família de
(guerreiros), cuja função é proteger os mais fracos. Quanto à Sua opulência, Ele casou-Se com 16.108 rainhas e
cada uma delas teve seu próprio palácio. E, comose isso não bastasse, K Ša expandiu-Se 16.108 vezes a fim de
divertir-Se com todas elas. Talvez seja difícil acreditarmos nisso, mas isso encontra-se registrado no
k atriyas
®r…mad-
uma escritura reconhecida por todos os grandes sábios da Índia, os quais também reconhecem
Bh€gavatam,
que K Ša é Deus.
“O Senhor Supremo disse: Meu querido Arjuna, como jamais tiveste inveja de Mim, transmitir-te-ei esta
secretíssima sabedoria, conhecendo a qual aliviar-te-ás das misérias da existência material” (
9.1).
Bhagavad-g…t€
As palavras iniciais do Nono Capítulo do indicam que é a Divindade Suprema quem está
Bhagavad-g…t€
falando. Neste verso, ®r… K Ša é chamado de Bhagav€n. significa opulências e aquele que possui.
Nós imaginamos o que seja Deus, porém, recorrendo à literatura védica, encontraremos descrições e
definições categóricas do que Deus possa ser, e tudo isso pode ser resumido com uma só palavra — Bhagav€n.
Bhagav€n possui todas as opulências, a totalidade do conhecimento, da riqueza, do poder, da beleza, da fama e
da renúncia. Ao encontrarmos alguém que possui essas opulências na sua plenitude, com certeza teremos
encontrado Deus. Muitos homens são ricos, sábios, famosos, belos e poderosos, mas ninguém pode afirmar
possuir todas essas opulências. Apenas K Ša pode afirmar tal coisa.
Bhaga
v€n,
“Sabendo que Eu sou o objetivo último de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os
planetas e semideuses e o benfeitor e benquerente de todas as entidades vivas, os sábios libertam-se das dores
das misérias materiais” ( 5.29).
Bhagavad-g…t€
Neste verso, K Ša proclama ser o desfrutador de todas as atividadeseoproprietário de todos os planetas
Pode ser que determinado indivíduo possua uma grande extensãode terra, e talvez
(sarva-loka-mahe varam).
ele se orgulhe disso, mas K Ša afirma ser proprietário de todos os sistemas planetários. K Ša também diz ser o
amigo de todas as entidades vivas (
Quem compreende que Deus é proprietário
suh daˆ sarva-bh™t€n€m).
de tudo, o amigo de todos e o desfrutador de tudo torna-se muito pacífico. Esta é a verdadeira fórmula da paz.
Ninguém poderá ter paz enquanto pensar: “Eu sou o proprietário”. Quem pode afirmar possuir alguma coisa?
Há apenas cem anos, os índios eram considerados os proprietários dos Estados Unidos. Hoje em dia, são os
brancos que estão reivindicando tal propriedade, porém, dentro de quatrocentos ou mil anos, talvez outra raça
reivindique a mesma coisa. A terra está aí, mas nós a ocupamos e alegamos falsamente que ela nos pertence.
Esta filosofia do falso proprietário não é compatível com os preceitos védicos. O declara que
“todas as coisas animadas ou inanimadas existentes no universo estão sob o controle do Senhor e Lhe
pertencem (
®r… Ÿ opani ad
)”. Esta declaração apresenta uma verdade insofismável, porém, iludidos,
… €v€syam idaˆ sarvam
nós achamos que possuímos algo. Na realidade, tudo pertence a Deus, e por isso Ele é conhecido como o mais
rico.
É claro que muitos homens afirmam ser Deus. Na Índia, por exemplo, em qualquer época, não é difícil
encontrar pelo menos uma dúzia de pessoas afirmando ser Deus. Contudo, se lhes perguntamos se tudo lhes
pertence, elas têm dificuldade em responder-nos. Este critério nos ajuda a entender quem é Deus. Deus é o
proprietário de tudo, e, sendo assim, Ele é necessariamente mais poderoso do que qualquer outra pessoa ou
qualquer outra coisa. Quando o próprio K Ša esteve presente na Terra, ninguém conseguia vencê-lO. A
história não tem registro de alguma batalha que Ele tenha perdido. Ele pertencia a uma família de
(guerreiros), cuja função é proteger os mais fracos. Quanto à Sua opulência, Ele casou-Se com 16.108 rainhas e
cada uma delas teve seu próprio palácio. E, comose isso não bastasse, K Ša expandiu-Se 16.108 vezes a fim de
divertir-Se com todas elas. Talvez seja difícil acreditarmos nisso, mas isso encontra-se registrado no
k atriyas
®r…mad-
uma escritura reconhecida por todos os grandes sábios da Índia, os quais também reconhecem
Bh€gavatam,
que K Ša é Deus.
terça-feira, 21 de julho de 2009
A Caminho de Krishna, de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
TRECHO:
1. Em busca da felicidade
Todos nós estamos à procura da felicidade, mas não sabemos o que é a verdadeira felicidade. Vemos tanta
propaganda sobre a felicidade mas, na prática, vemos tão poucas pessoas felizes. Isto porque poucos sabem
que a verdadeira felicidade está além das coisas temporárias. E é esta verdadeira felicidade que o Senhor K Ša
explica para Arjuna no
Bhagavad-g…t€
De modo geral, podemos perceber a felicidade através de nossos sentidos. Uma pedra, por exemplo, não
tem sentidos e, portanto, não consegue compreender o que é felicidade ou miséria. Uma consciência
desenvolvida pode perceber a felicidade e a miséria com mais intensidade do que uma consciência que ainda
não está desenvolvida. Por exemplo, as árvores têm consciência, mas esta ainda não está desenvolvida. Elas
vivem por muito tempo, sob todos os tipos de clima, mas lhes é impossível entender o que é a miséria. Se um ser
humano tivesse que ficar como uma árvore por apenas três dias, ou até menos, ele não seria capaz de tolerar. A
conclusão é que cada ser vivo sente felicidade ou miséria de acordo com o grau de desenvolvimento de sua
consciência.
A felicidade que experimentamos neste mundo material não é verdadeira felicidade. Se pudéssemos
perguntar a uma árvore se ela está se sentindo feliz, ela talvez respondesse: “Sim, sou muito feliz,
permanecendo aqui o tempo inteiro. Gosto muito do vento, da neve, etc”. Talvez a árvore goste disto, mas
considera-se um padrão muito baixo de prazer para umser humano. Existem diferentes classes e graus de seres
vivos, e seus conceitos e percepções sobre felicidade também são de diferentes classes e graus. Talvez um
animal veja outro animal sendo abatido, ainda assim ele continuará pastando, pois ele não tem inteligência
para compreender que ele pode ser o próximo. Ele continua achando que é feliz, apesar dele poder ser morto
nomomento seguinte.
Existem diferentes graus de felicidade. E de todos, qual é o mais elevado? ®r… K Ša diz a Arjuna:
sukham €tyantikaˆ yat tad / buddhi-gr€hyam at…ndriyam
vetti yatra na caiv€yaˆ / sthita calati tattvataƒ
“Nesse estado de bem-aventurança ( ), a pessoa se situa em ilimitada felicidade espiritual e desfruta
sam€dhi
através de seus sentidos transcendentais. Nesse estado, ele nunca se afasta da verdade” ( 6.21).
Bhagavad-g…t€
quer dizer inteligência. Temos de ser inteligentes se queremos desfrutar. Os animais não têm
Buddhi
inteligência desenvolvida o bastante para poderem desfrutar a vida como os seres humanos. Todas os
membros do corpo e órgãos dos sentidos, tais como as mãos, o nariz e os olhos, podem estar presentes num
defunto, porém, ele não pode desfrutar. E por que não? A energia de desfrute, a centelha espiritual, partiu e,
portanto, o corpo não tem mais poder. Se pesquisamos melhor o assunto com um pouco de inteligência,
podemos compreender que não era o corpo que desfrutava mas sim a diminuta centelha espiritual que estava
dentro dele. Embora alguém pense que está desfrutando através de seus órgãos sensoriais, o verdadeiro
desfrutador é esta centelha espiritual. Essa centelha possui sempre a potência do prazer, mas isto não se
manifesta sempre por ela estar coberta pelo tabernáculo material. Talvez não estejamos cientes deste fato, mas
não é possível fazer o corpo experimentar o prazer sem a presença dessa centelha espiritual. Se oferecessem a
um homem o cadáver de uma bela mulher, será que ele iria aceitá-lo? Não, porque a centelha espiritual deixou
aquele corpo. Não só essa centelha desfrutava dentro do corpo, como também o mantinha. Quando tal
centelha vai-se embora, o corpo simplesmente começa a se deteriorar.
Podemos entender, então, que, se o espírito desfruta, ele deve ter seus próprios sentidos, caso contrário
como poderia desfrutar? Os confirmam que a alma espiritual, embora atômica em tamanho, é o
verdadeiro agente desfrutador. Não é possível medir a alma, mas isto não quer dizer que ela não tenha
tamanho. Pode nos parecer que certo objeto não seja maior que um simples ponto, que talvez não tenha
comprimento nem largura, mas quando o observamos em um microscópio, podemos ver o seu tamanho. Da
mesma forma, a alma tem suas dimensões, mas não conseguimos percebê-las. Um terno ou vestido são feitos
especialmente para se ajustarem ao corpo. A centelha espiritual tem de possuir forma, caso contrário, como é
que o corpo material cresce para acomodá-la? A conclusão é que a centelha espiritual não é impessoal. Ela é de
fato uma pessoa. Deus é realmente uma pessoa, e a centelha espiritual, sendo parte fragmentária dEle, também
é uma pessoa. Se o pai tem personalidade e individualidade, o filho também as tem. Assim, se o filho as tem,
Vedas
podemos concluir que o pai também deve tê-las. Portanto, como podemos nós, filhos de Deus, afirmar
nossas personalidade e individualidade e ao mesmo tempo negá-las em nosso Pai, o Senhor Supremo?
quer dizer que temos de transcender esses sentidos materiais antes que possamos apreciar a
At…ndriyam
verdadeira felicidade.
Os que aspiram pela vida
Ramante yogino ‘nante saty€nanda-cid-€tmani: yog…s
espiritual também desfrutam, concentrando-se na Superalma interior. Se não existisse prazer, se não
existisse desfrute, por que, então, eles se submeteriam a tantos problemas para controlar os sentidos? Que
espécie de prazer os saboreiam se eles têm de se submeter a tantos problemas? Esse prazer é
— ilimitado. Como é isto? A alma espiritual é eterna, e o Senhor Supremo também é eterno. Portanto, a
reciprocidade de seus intercâmbios amorosos também deve ser eterna. Quem for deveras inteligente vai se
restringir do oscilante desfrute dos sentidos deste corpo material e fixar seu objeto de prazer na vida
espiritual. Sua participação com o Senhor Supremo na vida espiritual chama-se .
yog…s
ananta
r€sa-l…l€
Sempre ouvimos falar da de K Ša com as vaqueirinhas em V nd€vana. Não é como os casos
r€sa-l…l€
amorosos comuns que acontecem entre esses corpos materiais. Ao contrário, é uma troca de sentimentos
através dos corpos espirituais. Devemos ser inteligentes o bastante para compreender isto, pois um tolo,
que não consegue compreender o que é verdadeira felicidade, vai buscá-la neste mundo material. Na Índia,
conta-se a história de um homem que não conhecia cana-de-açúcar e disseram-lhe que ela era muito doce
quando mascada. “Oh! como ela é?” perguntou ele, então. “Parece com um bambu”, respondeu alguém. O
tolo começou a mascar todos os tipos de bambu. Como poderia ele experimentar assim a doçura da cana-
de-açúcar? Da mesma forma, estamos tentando obter felicidade e prazer, mas estamos à busca disto
mascando este corpo material.
Por isso, não conseguimos nem felicidade nem prazer. No presente pode ser que possamos sentir um
pouco de prazer, mas este não é o verdadeiro prazer, pois é temporário. É como se fosse o clarão de
relâmpagos no céu que pode parecer como raio, mas o verdadeiro raio está além disto. Porque não conhece
o que é felicidade, a pessoa se afasta da verdadeira felicidade.
O processo pelo qual podemos nos estabelecer em verdadeira felicidade chama-se consciência de
K Ša. Através da consciência de K Ša podemos desenvolver pouco a pouco nossa verdadeira inteligência
e saborear a felicidade espiritual à medida que progredimos espiritualmente. À medida que começamos a
desfrutar esta felicidade espiritual, abandonamos a felicidade material. Quando avançamos na
compreensão da Verdade Absoluta, naturalmente nos desapegamos desta felicidade falsa. Qual será o
resultadoquando somos promovidos a este estado de consciência de K Ša?
yaˆ labdhv€ c€paraˆ l€bhaˆ / manyate n€dhikaˆ tataƒ
yasmin sthito na duƒkhena / guruŠ€pi vic€lyate
“Quando alcança semelhante etapa, ele pensa que não há ganho maior. Situando-se nessa posição, ele
não oscila, mesmo em meio a maior dificuldade” ( 6.22).
Bhagavad-g…t€
Todas as outras conquistas parecerão insignificantes quando se alcança essa etapa. Tentamos obter
tantas coisas neste mundo material — riquezas, mulheres, fama, beleza, conhecimento, etc. — mas assim
que nos situarmos em consciência de K Ša, concluiremos que não há nada melhor. A consciência de K Ša
é tão potente que o pouco que provarmos dela poderá nos salvar do maior dos perigos. Quando
começamos a saborear o gosto da consciência de K Ša, passamos a ver os outros supostos desfrutes e
conquistas como insípidos e monótonos. E o maior dos perigos não poderá nos assolar se nos situarmos em
firme consciência de K Ša. Existem muitos perigos na vida, pois este mundo material é um local perigoso.
Temos a tendência de fechar os olhos para isto e, porque somos tão tolos, tentamos nos acomodar a estes
perigos. Podemos ter muitos momentos perigosos na vida, mas não nos importaremos com isto, se
treinarmos nossa consciência de K Ša e prepararmo-nos para voltar ao lar, voltar ao Supremo. Nossa
atitude será então: “Perigos surgem e desaparecem — deixe que aconteçam”. Será muito difícil pensarmos
assim se estivermos na plataforma materialista e nos identificarmos com o corpo grosseiro, que é
constituído de elementos perecíveis. Porém, quanto mais avançamos em consciência de K Ša, mais nos
livramos das designações corpóreas e deste enredamento material.
O
compara este mundo material a um grande oceano. Dentro deste universo
®r…mad-Bh€gavatam
material existem milhões e bilhões de planetas flutuando no espaço, e podemos imaginar quantos oceanos
Pacíficos e Atlânticos existem. De fato, todo o universo material é comparado a um grande oceano de
miséria, um oceano de nascimentos e mortes. Para cruzarmos este grande oceano de ignorância,
precisamos de um forte barco. Este barco forte é os pés de lótus de K Ša, no qual devemos embarcar
imediatamente. Não devemos hesitar, pensando que os pés de K Ša são muito pequenos. O Universo
inteiro simplesmente repousa em Suas pernas. Diz-se que, para aquele que se refugia aos pés de K Ša, o
universo material se torna mais insignificante que a poça dágua contida na impressão da pegada de um
bezerro. Por certo que não há dificuldade em atravessar poça tão pequena.
taˆ vidy€d duƒkha-saˆyoga-viyogaˆ yoga-saˆjñitam
“De fato esta é a verdadeira liberdade de todas as misérias que surgem do contato material” (
Bhagavad-
6.23). Estamos enredados neste mundo material devido a nossos sentidos descontrolados. O processo
g…t€
da destina-se a controlar esses sentidos. Se conseguirmos controlar os sentidos, poderemos nos voltar
para a verdadeira felicidade espiritual e fazer de nossas vidas um sucesso.
yoga
“A pessoa deve praticar com determinação e fé inabaláveis. Ela deve abandonar, sem exceção,
yoga
todos os desejos materiais que surgem do falso ego e controlar assim, através da mente, todos os sentidos,
sob todos os aspectos. Com plena convicção, a pessoa deve situar-se pouco a pouco em transe por meio da
inteligência, e assim a mente deve se fixar apenas no Eu e não deve pensar em nada mais. Por onde quer que
a mente divague, devido à sua natureza oscilante, a pessoa deve retraí-la e trazê-la de volta ao controle do
Eu” ( 6.24-26).
Bhagavad-g…t€
A mente está sempre perturbada. Ora vai por este caminho, ora por aquele. Através da prática da
yoga
podemos, literalmente, trazer a mente à consciência de K Ša. A mente se diverge da consciência de K Ša
para tantos objetos materiais por ser essa a nossa prática desde tempos imemoriais, vida após vida. É devido
a este fato que talvez haja muita dificuldade no começo, quando se tenta fixar a mente em consciência de
K Ša. Porém, podemos superar todas essas dificuldades.
A mente corre de um pensamento a outro porque está agitada e não se fixa em K Ša. Por exemplo,
podemos estar fazendo qualquer coisa, porém, lembranças de eventos que aconteceram há dez, vinte, trinta
ou quarenta anos podem surgir repentinamente sem qualquer razão aparente. Estes pensamentos surgem
de nosso subconsciente, e a mente se agita pois eles estão sempre aparecendo. Se agitarmos um lago ou
poça dágua, toda a lama depositada no fundo virá à tona. De forma semelhante, ao agitarmos a mente,
inúmeros pensamentos surgirão do subconsciente, pensamentos estes que estiveram guardados lá por
muitos anos. Se não agitarmos a água de um lago, a lama ficará no fundo. Este processo de é o meio de
acalmar a mente e fazer com que todos esses pensamentos repousem. Por esta razão existem tantas regras e
regulações que devemos seguir para evitar que a mente se perturbe. Se seguirmos todas essas regras, com o
passar do tempo a mente estará sob controle. Há tantos faças e não-faças, e teremos de segui-los se formos
realmente sérios em treinar a mente. Qual será a possibilidade de controlarmos a mente se agirmos por
capricho? Por fim, quando estiver adestrada a ponto de não pensar em nada mais além de K Ša, a mente
alcançará a paz e ficará tranqüila.
yoga
pra €nta-manasaˆ hy enaˆ / yoginaˆ sukham uttamam
upaiti €nta-rajasaˆ / brahma-bh™tam akalma am
“O yog cuja mente se fixou em Mim com certeza alcança a felicidade mais elevada. Em virtude de sua
…
identidade com o Brahman, ele se libera. Sua mente se tranqüiliza, suas paixões se acalmam e ele se livra do
pecado” ( 6.27).
Bhagavad-g…t€
Amente está sempre inventando objetos para obter a felicidade. Estou sempre pensando que isto me fará
feliz ou que aquilo me fará feliz, que a felicidade está aqui ou que a felicidade está ali. É deste modo que a
mente nos leva para toda parte: como se estivéssemos andando de charrete puxada por um cavalo sem
rédeas. Não temos o poder de dizer aonde queremos ir e somente podemos ficar horrorizados sem obter
ajuda alguma. Porém, tão logo a mente se ocupa no processo da consciência de K Ša — especificamente
através do cantar de Hare K Ša, Hare K Ša, K Ša K Ša, Hare Hare / Hare R€ma, Hare R€ma, R€ma R€ma,
Hare Hare — os cavalos selvagens da mente pouco a pouco se submeterão ao nosso controle. Para
evitarmos que a mente, turbulenta e inquieta, nos jogue de um objeto a outro em uma busca inútil pela
felicidade neste mundo material temporário, devemos nos ocupar no serviço a K Ša a cada momento de
nossas vidas.
yuñjann evaˆ sad€tm€naˆ / yog… vigata-kalma aƒ
sukhena brahma-saˆspar am / atyantaˆ sukham a nute
“Fixando-se no Eu e livrando-se de toda a contaminação material, o alcança o nível perfectivo
yog…
supremoda felicidade, em contato com a consciência suprema” ( 6.28).
Bhagavad-g…t€
K Ša age como um protetor para quem se devota a Ele. O protetor o salva sempre que ele estiver em
dificuldades. Como se afirma no K Ša é o verdadeiro amigo de todos os seres vivos, e
temos de reviver nossa amizade com Ele. O método para revivermos essa amizadeéoprocesso da
consciência de K Ša. Acabaremos com os anseios, apaixonados e mundanos, através da prática da
consciência de K Ša. Esses anseios apaixonados nos mantêm separados de K Ša. K Ša está dentro de nós
e espera o momento de nos voltarmos a Ele. Porém, estamos tão atarefados, apaixonadamente comendo os
frutos da árvore do desejo material. Temos de parar com esta coerção apaixonada, que nos impele a
gozarmos esses frutos e devemos nos situar em nossa verdadeira identidade como Brahman — espírito
puro.
1. Em busca da felicidade
Todos nós estamos à procura da felicidade, mas não sabemos o que é a verdadeira felicidade. Vemos tanta
propaganda sobre a felicidade mas, na prática, vemos tão poucas pessoas felizes. Isto porque poucos sabem
que a verdadeira felicidade está além das coisas temporárias. E é esta verdadeira felicidade que o Senhor K Ša
explica para Arjuna no
Bhagavad-g…t€
De modo geral, podemos perceber a felicidade através de nossos sentidos. Uma pedra, por exemplo, não
tem sentidos e, portanto, não consegue compreender o que é felicidade ou miséria. Uma consciência
desenvolvida pode perceber a felicidade e a miséria com mais intensidade do que uma consciência que ainda
não está desenvolvida. Por exemplo, as árvores têm consciência, mas esta ainda não está desenvolvida. Elas
vivem por muito tempo, sob todos os tipos de clima, mas lhes é impossível entender o que é a miséria. Se um ser
humano tivesse que ficar como uma árvore por apenas três dias, ou até menos, ele não seria capaz de tolerar. A
conclusão é que cada ser vivo sente felicidade ou miséria de acordo com o grau de desenvolvimento de sua
consciência.
A felicidade que experimentamos neste mundo material não é verdadeira felicidade. Se pudéssemos
perguntar a uma árvore se ela está se sentindo feliz, ela talvez respondesse: “Sim, sou muito feliz,
permanecendo aqui o tempo inteiro. Gosto muito do vento, da neve, etc”. Talvez a árvore goste disto, mas
considera-se um padrão muito baixo de prazer para umser humano. Existem diferentes classes e graus de seres
vivos, e seus conceitos e percepções sobre felicidade também são de diferentes classes e graus. Talvez um
animal veja outro animal sendo abatido, ainda assim ele continuará pastando, pois ele não tem inteligência
para compreender que ele pode ser o próximo. Ele continua achando que é feliz, apesar dele poder ser morto
nomomento seguinte.
Existem diferentes graus de felicidade. E de todos, qual é o mais elevado? ®r… K Ša diz a Arjuna:
sukham €tyantikaˆ yat tad / buddhi-gr€hyam at…ndriyam
vetti yatra na caiv€yaˆ / sthita calati tattvataƒ
“Nesse estado de bem-aventurança ( ), a pessoa se situa em ilimitada felicidade espiritual e desfruta
sam€dhi
através de seus sentidos transcendentais. Nesse estado, ele nunca se afasta da verdade” ( 6.21).
Bhagavad-g…t€
quer dizer inteligência. Temos de ser inteligentes se queremos desfrutar. Os animais não têm
Buddhi
inteligência desenvolvida o bastante para poderem desfrutar a vida como os seres humanos. Todas os
membros do corpo e órgãos dos sentidos, tais como as mãos, o nariz e os olhos, podem estar presentes num
defunto, porém, ele não pode desfrutar. E por que não? A energia de desfrute, a centelha espiritual, partiu e,
portanto, o corpo não tem mais poder. Se pesquisamos melhor o assunto com um pouco de inteligência,
podemos compreender que não era o corpo que desfrutava mas sim a diminuta centelha espiritual que estava
dentro dele. Embora alguém pense que está desfrutando através de seus órgãos sensoriais, o verdadeiro
desfrutador é esta centelha espiritual. Essa centelha possui sempre a potência do prazer, mas isto não se
manifesta sempre por ela estar coberta pelo tabernáculo material. Talvez não estejamos cientes deste fato, mas
não é possível fazer o corpo experimentar o prazer sem a presença dessa centelha espiritual. Se oferecessem a
um homem o cadáver de uma bela mulher, será que ele iria aceitá-lo? Não, porque a centelha espiritual deixou
aquele corpo. Não só essa centelha desfrutava dentro do corpo, como também o mantinha. Quando tal
centelha vai-se embora, o corpo simplesmente começa a se deteriorar.
Podemos entender, então, que, se o espírito desfruta, ele deve ter seus próprios sentidos, caso contrário
como poderia desfrutar? Os confirmam que a alma espiritual, embora atômica em tamanho, é o
verdadeiro agente desfrutador. Não é possível medir a alma, mas isto não quer dizer que ela não tenha
tamanho. Pode nos parecer que certo objeto não seja maior que um simples ponto, que talvez não tenha
comprimento nem largura, mas quando o observamos em um microscópio, podemos ver o seu tamanho. Da
mesma forma, a alma tem suas dimensões, mas não conseguimos percebê-las. Um terno ou vestido são feitos
especialmente para se ajustarem ao corpo. A centelha espiritual tem de possuir forma, caso contrário, como é
que o corpo material cresce para acomodá-la? A conclusão é que a centelha espiritual não é impessoal. Ela é de
fato uma pessoa. Deus é realmente uma pessoa, e a centelha espiritual, sendo parte fragmentária dEle, também
é uma pessoa. Se o pai tem personalidade e individualidade, o filho também as tem. Assim, se o filho as tem,
Vedas
podemos concluir que o pai também deve tê-las. Portanto, como podemos nós, filhos de Deus, afirmar
nossas personalidade e individualidade e ao mesmo tempo negá-las em nosso Pai, o Senhor Supremo?
quer dizer que temos de transcender esses sentidos materiais antes que possamos apreciar a
At…ndriyam
verdadeira felicidade.
Os que aspiram pela vida
Ramante yogino ‘nante saty€nanda-cid-€tmani: yog…s
espiritual também desfrutam, concentrando-se na Superalma interior. Se não existisse prazer, se não
existisse desfrute, por que, então, eles se submeteriam a tantos problemas para controlar os sentidos? Que
espécie de prazer os saboreiam se eles têm de se submeter a tantos problemas? Esse prazer é
— ilimitado. Como é isto? A alma espiritual é eterna, e o Senhor Supremo também é eterno. Portanto, a
reciprocidade de seus intercâmbios amorosos também deve ser eterna. Quem for deveras inteligente vai se
restringir do oscilante desfrute dos sentidos deste corpo material e fixar seu objeto de prazer na vida
espiritual. Sua participação com o Senhor Supremo na vida espiritual chama-se .
yog…s
ananta
r€sa-l…l€
Sempre ouvimos falar da de K Ša com as vaqueirinhas em V nd€vana. Não é como os casos
r€sa-l…l€
amorosos comuns que acontecem entre esses corpos materiais. Ao contrário, é uma troca de sentimentos
através dos corpos espirituais. Devemos ser inteligentes o bastante para compreender isto, pois um tolo,
que não consegue compreender o que é verdadeira felicidade, vai buscá-la neste mundo material. Na Índia,
conta-se a história de um homem que não conhecia cana-de-açúcar e disseram-lhe que ela era muito doce
quando mascada. “Oh! como ela é?” perguntou ele, então. “Parece com um bambu”, respondeu alguém. O
tolo começou a mascar todos os tipos de bambu. Como poderia ele experimentar assim a doçura da cana-
de-açúcar? Da mesma forma, estamos tentando obter felicidade e prazer, mas estamos à busca disto
mascando este corpo material.
Por isso, não conseguimos nem felicidade nem prazer. No presente pode ser que possamos sentir um
pouco de prazer, mas este não é o verdadeiro prazer, pois é temporário. É como se fosse o clarão de
relâmpagos no céu que pode parecer como raio, mas o verdadeiro raio está além disto. Porque não conhece
o que é felicidade, a pessoa se afasta da verdadeira felicidade.
O processo pelo qual podemos nos estabelecer em verdadeira felicidade chama-se consciência de
K Ša. Através da consciência de K Ša podemos desenvolver pouco a pouco nossa verdadeira inteligência
e saborear a felicidade espiritual à medida que progredimos espiritualmente. À medida que começamos a
desfrutar esta felicidade espiritual, abandonamos a felicidade material. Quando avançamos na
compreensão da Verdade Absoluta, naturalmente nos desapegamos desta felicidade falsa. Qual será o
resultadoquando somos promovidos a este estado de consciência de K Ša?
yaˆ labdhv€ c€paraˆ l€bhaˆ / manyate n€dhikaˆ tataƒ
yasmin sthito na duƒkhena / guruŠ€pi vic€lyate
“Quando alcança semelhante etapa, ele pensa que não há ganho maior. Situando-se nessa posição, ele
não oscila, mesmo em meio a maior dificuldade” ( 6.22).
Bhagavad-g…t€
Todas as outras conquistas parecerão insignificantes quando se alcança essa etapa. Tentamos obter
tantas coisas neste mundo material — riquezas, mulheres, fama, beleza, conhecimento, etc. — mas assim
que nos situarmos em consciência de K Ša, concluiremos que não há nada melhor. A consciência de K Ša
é tão potente que o pouco que provarmos dela poderá nos salvar do maior dos perigos. Quando
começamos a saborear o gosto da consciência de K Ša, passamos a ver os outros supostos desfrutes e
conquistas como insípidos e monótonos. E o maior dos perigos não poderá nos assolar se nos situarmos em
firme consciência de K Ša. Existem muitos perigos na vida, pois este mundo material é um local perigoso.
Temos a tendência de fechar os olhos para isto e, porque somos tão tolos, tentamos nos acomodar a estes
perigos. Podemos ter muitos momentos perigosos na vida, mas não nos importaremos com isto, se
treinarmos nossa consciência de K Ša e prepararmo-nos para voltar ao lar, voltar ao Supremo. Nossa
atitude será então: “Perigos surgem e desaparecem — deixe que aconteçam”. Será muito difícil pensarmos
assim se estivermos na plataforma materialista e nos identificarmos com o corpo grosseiro, que é
constituído de elementos perecíveis. Porém, quanto mais avançamos em consciência de K Ša, mais nos
livramos das designações corpóreas e deste enredamento material.
O
compara este mundo material a um grande oceano. Dentro deste universo
®r…mad-Bh€gavatam
material existem milhões e bilhões de planetas flutuando no espaço, e podemos imaginar quantos oceanos
Pacíficos e Atlânticos existem. De fato, todo o universo material é comparado a um grande oceano de
miséria, um oceano de nascimentos e mortes. Para cruzarmos este grande oceano de ignorância,
precisamos de um forte barco. Este barco forte é os pés de lótus de K Ša, no qual devemos embarcar
imediatamente. Não devemos hesitar, pensando que os pés de K Ša são muito pequenos. O Universo
inteiro simplesmente repousa em Suas pernas. Diz-se que, para aquele que se refugia aos pés de K Ša, o
universo material se torna mais insignificante que a poça dágua contida na impressão da pegada de um
bezerro. Por certo que não há dificuldade em atravessar poça tão pequena.
taˆ vidy€d duƒkha-saˆyoga-viyogaˆ yoga-saˆjñitam
“De fato esta é a verdadeira liberdade de todas as misérias que surgem do contato material” (
Bhagavad-
6.23). Estamos enredados neste mundo material devido a nossos sentidos descontrolados. O processo
g…t€
da destina-se a controlar esses sentidos. Se conseguirmos controlar os sentidos, poderemos nos voltar
para a verdadeira felicidade espiritual e fazer de nossas vidas um sucesso.
yoga
“A pessoa deve praticar com determinação e fé inabaláveis. Ela deve abandonar, sem exceção,
yoga
todos os desejos materiais que surgem do falso ego e controlar assim, através da mente, todos os sentidos,
sob todos os aspectos. Com plena convicção, a pessoa deve situar-se pouco a pouco em transe por meio da
inteligência, e assim a mente deve se fixar apenas no Eu e não deve pensar em nada mais. Por onde quer que
a mente divague, devido à sua natureza oscilante, a pessoa deve retraí-la e trazê-la de volta ao controle do
Eu” ( 6.24-26).
Bhagavad-g…t€
A mente está sempre perturbada. Ora vai por este caminho, ora por aquele. Através da prática da
yoga
podemos, literalmente, trazer a mente à consciência de K Ša. A mente se diverge da consciência de K Ša
para tantos objetos materiais por ser essa a nossa prática desde tempos imemoriais, vida após vida. É devido
a este fato que talvez haja muita dificuldade no começo, quando se tenta fixar a mente em consciência de
K Ša. Porém, podemos superar todas essas dificuldades.
A mente corre de um pensamento a outro porque está agitada e não se fixa em K Ša. Por exemplo,
podemos estar fazendo qualquer coisa, porém, lembranças de eventos que aconteceram há dez, vinte, trinta
ou quarenta anos podem surgir repentinamente sem qualquer razão aparente. Estes pensamentos surgem
de nosso subconsciente, e a mente se agita pois eles estão sempre aparecendo. Se agitarmos um lago ou
poça dágua, toda a lama depositada no fundo virá à tona. De forma semelhante, ao agitarmos a mente,
inúmeros pensamentos surgirão do subconsciente, pensamentos estes que estiveram guardados lá por
muitos anos. Se não agitarmos a água de um lago, a lama ficará no fundo. Este processo de é o meio de
acalmar a mente e fazer com que todos esses pensamentos repousem. Por esta razão existem tantas regras e
regulações que devemos seguir para evitar que a mente se perturbe. Se seguirmos todas essas regras, com o
passar do tempo a mente estará sob controle. Há tantos faças e não-faças, e teremos de segui-los se formos
realmente sérios em treinar a mente. Qual será a possibilidade de controlarmos a mente se agirmos por
capricho? Por fim, quando estiver adestrada a ponto de não pensar em nada mais além de K Ša, a mente
alcançará a paz e ficará tranqüila.
yoga
pra €nta-manasaˆ hy enaˆ / yoginaˆ sukham uttamam
upaiti €nta-rajasaˆ / brahma-bh™tam akalma am
“O yog cuja mente se fixou em Mim com certeza alcança a felicidade mais elevada. Em virtude de sua
…
identidade com o Brahman, ele se libera. Sua mente se tranqüiliza, suas paixões se acalmam e ele se livra do
pecado” ( 6.27).
Bhagavad-g…t€
Amente está sempre inventando objetos para obter a felicidade. Estou sempre pensando que isto me fará
feliz ou que aquilo me fará feliz, que a felicidade está aqui ou que a felicidade está ali. É deste modo que a
mente nos leva para toda parte: como se estivéssemos andando de charrete puxada por um cavalo sem
rédeas. Não temos o poder de dizer aonde queremos ir e somente podemos ficar horrorizados sem obter
ajuda alguma. Porém, tão logo a mente se ocupa no processo da consciência de K Ša — especificamente
através do cantar de Hare K Ša, Hare K Ša, K Ša K Ša, Hare Hare / Hare R€ma, Hare R€ma, R€ma R€ma,
Hare Hare — os cavalos selvagens da mente pouco a pouco se submeterão ao nosso controle. Para
evitarmos que a mente, turbulenta e inquieta, nos jogue de um objeto a outro em uma busca inútil pela
felicidade neste mundo material temporário, devemos nos ocupar no serviço a K Ša a cada momento de
nossas vidas.
yuñjann evaˆ sad€tm€naˆ / yog… vigata-kalma aƒ
sukhena brahma-saˆspar am / atyantaˆ sukham a nute
“Fixando-se no Eu e livrando-se de toda a contaminação material, o alcança o nível perfectivo
yog…
supremoda felicidade, em contato com a consciência suprema” ( 6.28).
Bhagavad-g…t€
K Ša age como um protetor para quem se devota a Ele. O protetor o salva sempre que ele estiver em
dificuldades. Como se afirma no K Ša é o verdadeiro amigo de todos os seres vivos, e
temos de reviver nossa amizade com Ele. O método para revivermos essa amizadeéoprocesso da
consciência de K Ša. Acabaremos com os anseios, apaixonados e mundanos, através da prática da
consciência de K Ša. Esses anseios apaixonados nos mantêm separados de K Ša. K Ša está dentro de nós
e espera o momento de nos voltarmos a Ele. Porém, estamos tão atarefados, apaixonadamente comendo os
frutos da árvore do desejo material. Temos de parar com esta coerção apaixonada, que nos impele a
gozarmos esses frutos e devemos nos situar em nossa verdadeira identidade como Brahman — espírito
puro.
domingo, 19 de julho de 2009
Uma Introdução Aos Vedas Em Telugu: Iniciação à Satya Yuga, por Sri M.N. Venkata Sastry
TRECHO:
Introdução
DESDE o alvorecer da Era Preparatória para a Satya Yuga (a Nova
Era Mental que a Organização SVMMVM vem anunciando) e que
coincide com o início do Terceiro Milênio Cristão), temos colocado
na Internet Monografias Públicas de Illuminates Of Kemet (IOK) destinadas
a propiciar, gratuitamente, uma base metafísica a todos os interessados na
ascensão da consciência com vistas ao Dia da Transformação, que ocorrerá
a 15 de Fevereiro de 2034 CE, quando aqueles que estiverem preparados
serão ascensionados mentalmente a um novo planeta espiritual, na Quarta
Dimensão, o qual ocupará o lugar do atual Uranus 2, que, por sua vez, será
ascensionado à Quinta Dimensão. Esse trabalho espiritual vem sendo
realizado neste planeta fisico por 60 Missionários (provenientes de planetas
espirituais, conforme é explicado em “A Missão (e os Missionários) Para o
Dia da Transformação” publicação em .pdf (Adobe Acrobat) online em:
http://svmmvmbonvm.org/entresvmmvm.pdf
Para conhecer algo sobre o Iniciador da Satya Yuga, e que é a Décima
Encarnação do Senhor Vishnu, recomenda-se a leitura da Monografia Pública
intitulada “O Décimo Avatar”, também em .pdf, e que está online no
endereço: http://svmmvmbonvm.org/kalki.pdf
Nossa Organização é dirigida pelo Mestre Cósmico Svmmvm Bonvm Amen
Re, responsável pelo encaminhamento da evolução espiritual na Terra e em
outros planetas semelhantes da Terceira Dimensão com vistas ao próximo
Dia da Transformação, que abrirá o Portal da Nova Era Mental. Esta não é a
primeira nem a última vez que este evento cósmico se processa, pois essa
transformação obedece a um ciclo sideral que se processa em quatro grandes
ondas de Energia se manifestando e que a Ciência Védica chama de Kalpas,
ou Yugas. Na Monografia Pública “O Segredo dos Mantras” é mostrado que
tanto a Ciência Védica (da Antiga India) como a Ciência Kemetica (do
Antigo Egito) têm um Instrutor comum e este é Svmmvm Bonvm Amen Re
que, com seus Associados, vem conduzindo a Transformação Planetária
através das Eras. Esta Monografia Pública encontra-se online em:
http://svmmvmbonvm.org/mantraons.htm Trata-se de uma Monografia
introdutória ao poder dos mantras, destinada a esclarecer os internautas sobre
este tema, que presentemente encontra-se comercializado dentro da
Sociedade de Consumo, que é parte integrante Kali Yuga, Era de
perversidade, degradação, violência, hipocrisia, degeneração e de todo tipo
de negatividade produzida pela implacável Lei da Entropia, que é explicada e
estudada em várias Monografias Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil
(IOK-BR), todas disponíveis no Site Oficial dos Discursos dos Iluminados de
Khem (os Iniciados do Sétimo Grau do Faraó), que fica em:
http://svmmvmbonvm.org/aum_muh.html
A Organização SVMMVM vem difundindo gratuitamente pela Internet
conhecimento espiritual básico Kemetico, Védico e Cristão (proveniente do
Cristianismo primitivo, que nada tem a ver com a atual deturpada
“Cristandade” e seu dejeto, a Sociedade de Consumo, tendo realizado em 5
de Fevereiro de 2002 a Iniciação CRC (pública), que foi uma etapa
preparatória à Iniciação do Sétimo Grau do Faraó (restrita a Iniciados de
Ordens e Fraternidades Esotéricas e Iniciáticas e a Altos Sacerdotes da
Religião Kemetica). A Iniciação CRC (1) é referida na página-mestra da
Ordo Svmmvm Bonvm, na coluna do lado direito, neste endereço:
http://svmmvmbonvm.org/index.html e a Iniciação ao Sétimo Grau do Faraó
tem página Web oline em: http://svmmvmbonvm.org/index.html
Agora, em 2008, nossa Organização disponibiliza a uma terceira Iniciação
(pública), que é descrita e apresentada nesta Monografia, conforme se segue.
Introdução
DESDE o alvorecer da Era Preparatória para a Satya Yuga (a Nova
Era Mental que a Organização SVMMVM vem anunciando) e que
coincide com o início do Terceiro Milênio Cristão), temos colocado
na Internet Monografias Públicas de Illuminates Of Kemet (IOK) destinadas
a propiciar, gratuitamente, uma base metafísica a todos os interessados na
ascensão da consciência com vistas ao Dia da Transformação, que ocorrerá
a 15 de Fevereiro de 2034 CE, quando aqueles que estiverem preparados
serão ascensionados mentalmente a um novo planeta espiritual, na Quarta
Dimensão, o qual ocupará o lugar do atual Uranus 2, que, por sua vez, será
ascensionado à Quinta Dimensão. Esse trabalho espiritual vem sendo
realizado neste planeta fisico por 60 Missionários (provenientes de planetas
espirituais, conforme é explicado em “A Missão (e os Missionários) Para o
Dia da Transformação” publicação em .pdf (Adobe Acrobat) online em:
http://svmmvmbonvm.org/entresvmmvm.pdf
Para conhecer algo sobre o Iniciador da Satya Yuga, e que é a Décima
Encarnação do Senhor Vishnu, recomenda-se a leitura da Monografia Pública
intitulada “O Décimo Avatar”, também em .pdf, e que está online no
endereço: http://svmmvmbonvm.org/kalki.pdf
Nossa Organização é dirigida pelo Mestre Cósmico Svmmvm Bonvm Amen
Re, responsável pelo encaminhamento da evolução espiritual na Terra e em
outros planetas semelhantes da Terceira Dimensão com vistas ao próximo
Dia da Transformação, que abrirá o Portal da Nova Era Mental. Esta não é a
primeira nem a última vez que este evento cósmico se processa, pois essa
transformação obedece a um ciclo sideral que se processa em quatro grandes
ondas de Energia se manifestando e que a Ciência Védica chama de Kalpas,
ou Yugas. Na Monografia Pública “O Segredo dos Mantras” é mostrado que
tanto a Ciência Védica (da Antiga India) como a Ciência Kemetica (do
Antigo Egito) têm um Instrutor comum e este é Svmmvm Bonvm Amen Re
que, com seus Associados, vem conduzindo a Transformação Planetária
através das Eras. Esta Monografia Pública encontra-se online em:
http://svmmvmbonvm.org/mantraons.htm Trata-se de uma Monografia
introdutória ao poder dos mantras, destinada a esclarecer os internautas sobre
este tema, que presentemente encontra-se comercializado dentro da
Sociedade de Consumo, que é parte integrante Kali Yuga, Era de
perversidade, degradação, violência, hipocrisia, degeneração e de todo tipo
de negatividade produzida pela implacável Lei da Entropia, que é explicada e
estudada em várias Monografias Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil
(IOK-BR), todas disponíveis no Site Oficial dos Discursos dos Iluminados de
Khem (os Iniciados do Sétimo Grau do Faraó), que fica em:
http://svmmvmbonvm.org/aum_muh.html
A Organização SVMMVM vem difundindo gratuitamente pela Internet
conhecimento espiritual básico Kemetico, Védico e Cristão (proveniente do
Cristianismo primitivo, que nada tem a ver com a atual deturpada
“Cristandade” e seu dejeto, a Sociedade de Consumo, tendo realizado em 5
de Fevereiro de 2002 a Iniciação CRC (pública), que foi uma etapa
preparatória à Iniciação do Sétimo Grau do Faraó (restrita a Iniciados de
Ordens e Fraternidades Esotéricas e Iniciáticas e a Altos Sacerdotes da
Religião Kemetica). A Iniciação CRC (1) é referida na página-mestra da
Ordo Svmmvm Bonvm, na coluna do lado direito, neste endereço:
http://svmmvmbonvm.org/index.html e a Iniciação ao Sétimo Grau do Faraó
tem página Web oline em: http://svmmvmbonvm.org/index.html
Agora, em 2008, nossa Organização disponibiliza a uma terceira Iniciação
(pública), que é descrita e apresentada nesta Monografia, conforme se segue.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Hatha Yoga Pradipika / Hatha yoga Pradika, de Swami Swatmarama
TRECHO:
Sobre os āsanas.
1. Saudação ao Âdinātha (Siva) que expôs o conhecimento do Hatha Yoga, que como
um escada leva o aspirante ao pináculo do Rāja Yoga.
2. O Yogin Swātmārāma, após saudar seu Gurû Srinātha explica o Hatha Yoga para os
praticantes do Rāja Yoga.
3. É próprio da escuridão erguendo-se das mais diversas opiniões das pessoas
incapazes de compreender o Rāja Yoga. Cheio de Compaixão Swātmārāma compôs o
Hatha Yoga Pradipikā como uma tocha para iluminar esta escuridão.
4. Matsyendra, Goraksa, etc., compreenderam o Hatha Vidyā, e por sua graça Yogi
Swātmārāma também aprendeu com eles.
5. Dos seguintes Siddhas (mestres) é dito terem existido na forma material em
determinado tempo:- Sri Adinātha (Siva), Matsyendra, Nātha, Sābar, Anand, Bhairava,
Chaurangi, Mina Nātha, Goraksanātha, Virupāksa, Bilesaya.
6. Manthāna, Bhairava, Siddhi Buddha, Kanthadi, Karantaka, Surānanda, Siddhipāda,
Charapati.
7. Kāneri, Pujyapāda, Nityanātha, Niranjana, Kapāli, Vindunātha, Kāka Chandiswara.
8. Allāma, Prabhudeva, Ghodā, Choli, Tintini, Bhānuki, Nardevā, Khanda Kāpālika, etc.
9. Estes Mahāsiddhas (grandes mestres), afugentaram o espectro da morte, é regem o
universo.
10. Como uma casa nos protege do calor do sol, Hatha Yoga protege seus praticantes
do calor incendiário dos três Tāpas; e, igualmente, como um casco de tartaruga,
protegem aqueles que constantemente se devotaram a pratica do yoga.
11. Um yogi desejoso de sucesso deve manter o conhecimento do Hatha Yoga em
segredo; pois ele torna-se potente quando oculto, e impotente quando exposto.
12. O Yogi deve praticar o Hatha Yoga numa sala pequena, situada em um local ermo,
de todo tipo de coisas, e em um local onde a justiça seja administrada de forma
correta, onde vivam pessoas bondosas, e o alimento possa ser obtido facilmente e
fartamente.
13. A sala deve ter um porta pequena, livre de buracos, espaços ocos, comum porta
nem muito alta nem muito baixa, bem aplanada com esterco de vaca e livre de sujeira,
imundices e insetos. no lado de fora deve ter um caramanchão, um plataforma elevada
(chabootrā), um espelho dágua, e um patio cercado. Estas caracteristicas da sala para
os Hatha Yogis é comum de ser descrito pelos adeptos da Hatha.
14. Tendo se sentado na sala e livre de todas as ansiedades, ele deve praticar o Yoga,
como instruiu seu gurû .
15. Yoga pode ser destroido pelas seis causas:-- Comer em demasia, exertion,
falatorios, adhering to rules, i.e., banho de manhã, comer a noite, ou comer apenas
frutas, compania de homens, e incropreenção.
16. A seguintes seis orientações trazem um rapido sucesso:-- Coragem, daring,
perseverança, conhecimento descriminativo, faith, aloofness de compania.
17. As dez regras de conduta são: ahimsâ (não-violência), verdade, não roubar,
continence, forgiveness, endurance, compaixão, meekness, sparing diet, e limpeza.
18. Os dez niyamas mencionados por aqueles que conhecem profundamente o yoga
são: Tapa, paciencia, fé em Deus, caridade, adoração a Deus, ouvir discursos sobre os
principios da religião, vergonha, inteligencia, Tapa e Yajna.
Sobre os āsanas.
1. Saudação ao Âdinātha (Siva) que expôs o conhecimento do Hatha Yoga, que como
um escada leva o aspirante ao pináculo do Rāja Yoga.
2. O Yogin Swātmārāma, após saudar seu Gurû Srinātha explica o Hatha Yoga para os
praticantes do Rāja Yoga.
3. É próprio da escuridão erguendo-se das mais diversas opiniões das pessoas
incapazes de compreender o Rāja Yoga. Cheio de Compaixão Swātmārāma compôs o
Hatha Yoga Pradipikā como uma tocha para iluminar esta escuridão.
4. Matsyendra, Goraksa, etc., compreenderam o Hatha Vidyā, e por sua graça Yogi
Swātmārāma também aprendeu com eles.
5. Dos seguintes Siddhas (mestres) é dito terem existido na forma material em
determinado tempo:- Sri Adinātha (Siva), Matsyendra, Nātha, Sābar, Anand, Bhairava,
Chaurangi, Mina Nātha, Goraksanātha, Virupāksa, Bilesaya.
6. Manthāna, Bhairava, Siddhi Buddha, Kanthadi, Karantaka, Surānanda, Siddhipāda,
Charapati.
7. Kāneri, Pujyapāda, Nityanātha, Niranjana, Kapāli, Vindunātha, Kāka Chandiswara.
8. Allāma, Prabhudeva, Ghodā, Choli, Tintini, Bhānuki, Nardevā, Khanda Kāpālika, etc.
9. Estes Mahāsiddhas (grandes mestres), afugentaram o espectro da morte, é regem o
universo.
10. Como uma casa nos protege do calor do sol, Hatha Yoga protege seus praticantes
do calor incendiário dos três Tāpas; e, igualmente, como um casco de tartaruga,
protegem aqueles que constantemente se devotaram a pratica do yoga.
11. Um yogi desejoso de sucesso deve manter o conhecimento do Hatha Yoga em
segredo; pois ele torna-se potente quando oculto, e impotente quando exposto.
12. O Yogi deve praticar o Hatha Yoga numa sala pequena, situada em um local ermo,
de todo tipo de coisas, e em um local onde a justiça seja administrada de forma
correta, onde vivam pessoas bondosas, e o alimento possa ser obtido facilmente e
fartamente.
13. A sala deve ter um porta pequena, livre de buracos, espaços ocos, comum porta
nem muito alta nem muito baixa, bem aplanada com esterco de vaca e livre de sujeira,
imundices e insetos. no lado de fora deve ter um caramanchão, um plataforma elevada
(chabootrā), um espelho dágua, e um patio cercado. Estas caracteristicas da sala para
os Hatha Yogis é comum de ser descrito pelos adeptos da Hatha.
14. Tendo se sentado na sala e livre de todas as ansiedades, ele deve praticar o Yoga,
como instruiu seu gurû .
15. Yoga pode ser destroido pelas seis causas:-- Comer em demasia, exertion,
falatorios, adhering to rules, i.e., banho de manhã, comer a noite, ou comer apenas
frutas, compania de homens, e incropreenção.
16. A seguintes seis orientações trazem um rapido sucesso:-- Coragem, daring,
perseverança, conhecimento descriminativo, faith, aloofness de compania.
17. As dez regras de conduta são: ahimsâ (não-violência), verdade, não roubar,
continence, forgiveness, endurance, compaixão, meekness, sparing diet, e limpeza.
18. Os dez niyamas mencionados por aqueles que conhecem profundamente o yoga
são: Tapa, paciencia, fé em Deus, caridade, adoração a Deus, ouvir discursos sobre os
principios da religião, vergonha, inteligencia, Tapa e Yajna.
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