quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Liber HHH - Liber CCCXLI: Continet Capitula Tria: MMM, AAA, et SSS.

TRECHO:
"Dois são os métodos de se tornar Deus: o Direito e o Adverso.”

Que a mente se torne como uma chama, ou ainda como uma fonte de água serena."

"De cada método são três principais exemplos dados a eles que estão fora do Umbral."

"Neste primeiro livro estão escritas as Reflexões."

"Há três contemplações como se fossem respirações na mente humana, que é o Abismo do inferno.

“A primeira é chamada de Νεκρος, a segunda Πυραμις e a terceira Φαλλος.

“Essas são as reflexões aquáticas dos três entusiasmos; aqueles de Apolo, Dionísio e Afrodite.

“A Estrela Inteira é Nechesh e Messiach, o nomeא ה י ה com י ה ו ה unido.”

Os Contos de Beedle, o Bardo

Sinopse: Este livro oferece-nos cinco histórias de feitiçaria, cada uma com a sua magia muito própria, que prometem deliciar, divertir e até arrepiar os leitores. Cada conto é acompanhado de notas da autoria do Professor Albus Dumbledore, que agradarão tanto a Muggles como a feiticeiros. O Professor reflecte sobre as questões morais levantadas nos contos, ao mesmo tempo que revela pequenos detalhes sobre a vida em Hogwarts. Este é um livro mágico, único e intemporal, escrito e ilustrado por J. K. Rowling, autora da famosa série Harry Potter.

Aproveitei o fim-de-semana passado para ler este pequeno livro da famosa autora da saga Harry Potter. "Os Contos de Beedle, o Bardo", que é referido no último livro da saga, consiste num conjunto de cinco contos que pretendem ser para o mundo dos feiticeiros criados por J.K. Rowling o que os contos dos Irmãos Grimm, por exemplo, são para o comum dos mortais. No final de cada conto, temos alguns comentários de Dumbledore, que se destinam a esclarecer alguns aspectos relacionados com a sua moral e com a aceitação da história por parte dos feiticeiros.

Foi uma leitura leve e rápida. Foi bom voltar a vislumbrar, ainda que de forma ténue, o mundo criado por J.K. Rownling. E é precisamente essa a maior crítica que faço a este livro: é superficial demais. Os contos pareceram-me muito curtos, bem como os comentários. Para resumir, sabe a muito pouco.

Recomendo este livro apenas a quem seja verdadeiramente fã da série. Quanto aos restantes, parece-me perfeitamente dispensável.

5/10 - Razoável

[Livro n.º 6 do meu Desafio de Leitura]

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O Anti-Cristo: Ensaio de uma Crítica do Cristianismo, de Friedrich Wilhelm Nietzsche

TRECHO:
Prefácio
Este livro pertence aos homens mais raros. Talvez nenhum deles sequer esteja vivo. É possível que se
encontrem entre aqueles que compreendem o meu “Zaratustra”: como eu poderia misturar−me àqueles aos
quais se presta ouvidos atualmente? – Somente os dias vindouros me pertencem. Alguns homens nascem
póstumos.
As condições sob as quais sou compreendido, sob as quais sou necessariamente compreendido –
conheço−as muito bem. Para suportar minha seriedade, minha paixão, é necessário possuir uma integridade
intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas – e ver a imundície
política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou
prejudicial... Possuir uma inclinação – nascida da força – para questões que ninguém possui coragem de
enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões.
Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades
que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo – acumular sua força, seu
entusiasmo... Auto−reverência, amor−próprio, absoluta liberdade para consigo...
Muito bem! Apenas esses são meus leitores, meus verdadeiros leitores, meus leitores predestinados:
que importância tem o resto? – O resto é somente a humanidade. – É preciso tornar−se superior à
humanidade em poder, em grandeza de alma – em desprezo...
Friedrich Nietzsche

Curso de Datilografia Grátis

Datilografia, Curso de DatilografiaO Curso de Datilografia Grátis é ideal para você que tem interesse de "manjar" na hora de digitar, e não mais ter que ficar "procurando as teclas" na hora de usar o computador.
Se você quer realmente ficar craque na digitação, faça também o download do Curso de Digitação Grátis.
Para iniciar o download do Curso de Datilografia Grátis, clique abaixo!(Problemas com o Download? Clique Aqui para ler nosso manual de download)

Se voce gostou de nosso E-Book Gratis, por favor assine nosso RSS Feed e receba nosso material gratuito diariamente!

Faça o Download de outros Cursos Grátis: Curso de Desenho Grátis, Curso de Culinária Grátis, Curso de Guitarra Grátis, Curso de Como Estudar Bem, Apostila Para Concursos: Matemática, Curso de Javascript Grátis, Apostila de Contabilidade para Concursos e Curso de Eletricista Grátis.

Obrigado pelo Download!
Luizeba, Editor do E-Book Gratuito!

Estantes (XXIV)

A Estefânia enviou-nos as fotos das suas estantes. É sempre óptimo ver tantos livros juntinhos :)
Obrigado, Estefânia!
















Para o caso de quererem enviar imagens das vossas estantes, o nosso email está sempre disponível: estante@estantedelivros.com.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Como se convencem adolescentes a participar numa Comunidade de Leitores?-II

Hoje tive a triste notícia de que a nossa ida à EB 2/3 no Sobral de Monte Agraço, para convidar os alunos das turmas do 3º ciclo a participarem na comunidade não tinha surtido efeito. Contamos com mais uma inscrição apenas, e todos os que se inscreveram fizeram-no devido à informação recebida em casa. De acrescentar que são mais novos, têm onze anos, quase doze. Regressámos à escola, para concluir as visitas. Há sempre uns semblantes mais entusiasmados, mas ainda não se materializaram. A primeira sessão é já na 4ª feira, vamos ver se entretanto alguém mais se junta aos mais novos.
O que complica a situação é que neste momento esgotaram-se as estratégias. Se a ida à escola tivesse sucesso, poderia repetir o processo noutras ocasiões e locais, com algumas garantias. Questiono-me se devemos continuar a apostar nestes projectos, desbravando terreno, insistindo até que se consolidem. No íntimo, acho que sim, que devemos continuar, mais não seja para que os adolescentes saibam que existe uma iniciativa chamada comunidade de leitores, que há quem a possa frequentar. Disse às várias turmas que quem gostasse de conversar e de ler, gostaria da comunidade. Não acredito que não haja adolescentes que não gostassem desta partilha. Consigo enumerar as razões para não quererem participar, mas não sei como alterá-las, nem percebo porque não há uma minoria que pense de outra forma.

A Fúria dos Reis

"Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate.
No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.
O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...
O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!"
Dos três livros desta saga que li até agora este foi o mais "parado" isto é, foi aquele em que notei que a acção se desenvolve mais lentamente. O desenvolvimento da história faz-se mais à custa da intriga da corte, das negociações e das alianças. Também me pareceu existir um pouco mais de descrição e um aumento da narrativa relativa a tempos anteriores à história em si, o autor conta-nos mais daquilo que foi antigamente para que possamos perceber melhor o agora e o que está para vir. As personagens mantém uma linha mais constante (ao nível do comportamento) que nos volumes anteriores, não nos brindando com acções demasiadamente inesperadas. Ainda assim, já nos capítulos finais, Arya conseguiu surpreender-me.
Não me parece que já o tenha dito aqui mas os meus personagens preferidos são Arya, Tyrion e Jon Snow. Não conheço a opinião de mais ninguém que tenha lido os livros mas para mim, por enquanto, estes são os meus predilectos.
Contudo, "nem tudo são rosas" e apesar de muito me custar, hoje tenho um reparo a fazer. Já tinha dado por isto nos volumes anteriores mas desta vez dei por mim a ficar realmente irritada com a coisa (acho que vai ser melhor tomar uns calmantes quando pensar em ler "O Crepúsculo"...!!!). A tradução no geral está bastante boa, não há erros de ortografia e não notei que houvesse falhas na adaptação de expressões idiomáticas nem nada desse género mas... Será que hoje já ninguém sabe conjugar verbos? Será assim tão complicado usar o presente do conjuntivo? Numa época em que, vá-se lá saber porquê, as pessoas falam cada vez pior, ouvem os outros a fazê-lo constantemente e escrevem ainda pior do que falam custa-me ver que os livros começam a espelhar essa realidade (nem é pelo dinheiro gasto, é mesmo porque um livro é fonte de informação e saber). Principalmente quando a tradução de uma forma geral é boa, como é o caso... Não percebo mesmo como pode acontecer. Para que percebam do que falo deixo aqui alguns exemplos (não todos os que encontrei...infelizmente).
  • Página 213 - "Bran via que o ponto calvo no topo da cabeça do Meistre tinha-se tornado vermelho". - Não será mais correcto se tinha?;
  • Página 308 - "...agradeço que não contais histórias..." - e aqui a forma correcta do presente do conjuntivo do verbo contar é conteis;
  • Página 412 - "Deuses, sede bons, não permiti que seja o Regicida." - mais uma vez o conjuntivo do qual a forma correcta é permitais;
  • Página 414 - "Não lhe tocai no rosto." - outra vez o mesmo tempo verbal, desta feita deveria ler-se toqueis.
8/10