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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

João Pombeiro | 30 Anos de Mau Futebol

1- De que trata este seu livro «30 Anos de Mau Futebol»?
R- É um anedotário com as frases mais hilariantes do futebol português nos últimos 30 anos. Os protagonistas são os futebolistas, dirigentes, árbitros e empresários. Há de tudo um pouco: metáforas, comparações, bitaites, gaffes, etc. O futebol também foi criado para nos fazer rir. E não é que conseguem?

2- De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Não há uma mensagem especial. O futebol é sobretudo gozo (do bom). Este é mais um. Durante mais de um ano recolhi centenas de frases em jornais e revistas. Escolhi as melhores e agora só espero que os leitores possam gozar bem este anedotário. Vale a pena.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Neste momento, nada. Mas vamos ver o que acontece em 2010.
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João Pombeiro
30 Anos de Mau Futebol
Quetzal Editores

João Pedro Duarte | Uma Espécie de Sentido

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Uma Espécie de Sentido»?
R- Um livro cor-de-rosa. A minha biblioteca estava a precisar de uma corzita. Agora mais a sério: não faço a mínima ideia. Sei que me deu um gozo descomunal e que foi escrito em apenas um mês. Ou numa lua, como diriam os caramelos que gostam de parecer misteriosos. Conclusão: devo ter sido iluminado por uns alienígenas. Ou então alienado por uns iluminadores. Hum... Qual era a pergunta?

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Creio que uma conversa com um amigo sobre a visão redutora da Humanidade no Darwinismo. Atenção que esta visão é culpa de todos, menos do Darwin, uma vez que quando o moço esticou o pernil o Freud ainda andava a pensar o que havia de fazer à vida dele. O que também é normal quando se fazem experiências laboratoriais com cocaína. Mas o Inconsciente, parece que não, tem a sua importância. Assim como o amor, apregoado tanto na literatura de cordel como nas religiões mais ascetas, poderá ter a última palavra no destino da Espécie.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- A lista de compras da mercearia. É um best-seller lá em casa. Vou alternando com ensaios epistemológicos, só para desenjoar. Estou a descansar da ficção, até porque é Natal e cheira-me que o próximo livro mete um serial killer pelo meio. Não sei explicar, mas acho não combina. Podem ser coisas minhas, mas eu cá prefiro manter a ilusão de que vai ser um mascarado simpático a entrar pela chaminé. Bom Natal para todos!
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João Pedro Duarte
Uma Espécie de Sentido
Esfera do Caos, 12,90€

Ana Isabel Queiroz | A Paisagem de Terras do Demo

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «A Paisagem de Terras do Demo»?
R- «A Paisagem de Terras do Demo» é o mais extenso e elaborado dos textos documentais que escrevi até agora. Escrevê-lo, e vê-lo publicado, deu-me uma satisfação muito particular. Nele se combina a minha paixão pela Literatura com a minha paixão pelo Ambiente.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Este livro resulta de um trabalho de investigação que, tratando de paisagem, tem a obra de Aquilino Ribeiro como catalisador. Julgo que fica demonstrado que a Literatura pode ser uma fonte de informação sobre as paisagens do passado e um elemento a ter em conta na gestão do território. Ao mesmo tempo que recoloca nas leituras actuais as sempre modernas obras do escritor, valoriza e evidencia as memórias ecológicas que estes textos encerram.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- O enorme potencial revelado pelo estudo da obra de Aquilino Ribeiro servirá ainda de base para uma publicação sobre a avifauna portuguesa. Através dos seus textos, será possível descobrir mais de seis dezenas de espécies diferentes.
Para além disso, continuo a olhar para as representações da Natureza e do Ambiente em obras de outros escritores dos séculos XIX, XX e XXI. É um trabalho que, em breve, dará outros frutos, mas não sei ainda dizer exactamente quais serão.
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Ana Isabel Queiroz
A Paisagem de Terras do Demo
Esfera do Caos, 14,90€

Pedro Barbosa | Speculations & Trends

1. De que trata este seu livro «Speculations & Trends»?
R- Tendências. Num âmbito global, dos vários mercados, países, economias e sectores. Tendências para os anos 2010-2012.

2.Um livro sem direitos de autor : uma tendência?
R- De facto, a ideia é alinhar o livro com a tendência que está a chegar a todas as áreas criativas, depois da música. Propriedades intelectuais partilhadas geram melhor evolução dos conteúdos. Os leitores – mesmo os que não comprem o livro - podem copiar partes do livro, alterá-las e criar os seus próprios conteúdos, remixá-los com outras obras, podcasts e textos ou vídeo criando novo valor : esta é a lógica mashup. O open source chegará em breve aos livros. Este é apenas o primeiro!

3. Qual a principal ideia que espera transmitir aos seus leitores?
R- Partilhar com eles o processo de aprendizagem que foi construir estes conteúdos e permitir que se preparem de forma mais eficaz para os próximos anos.

4. Um autor que aconselha as pessoas a não comprarem o livro?
R-Cria mais valor para cada potencial leitor fazer aquilo que eu fiz do que ler este livro. A informação existe em dimensões que podemos considerar infinitas. Quem a quiser procurar, filtrar e discutir vai apreender muito mais. Se não quiser investir esse tempo pode desembolsar um par de euros e uma centena de minutos e fica com uma ideia boa do que aí vem. Mas não é a mesma coisa. Nunca é.
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Pedro Barbosa
Speculations & Trends
Vida Económica

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Paulo da Trindade Ferreira | Fazer do Tempo um Aliado


1-De que trata este seu livro «Fazer do Tempo um Aliado»?
R- Com este livro pretende-se, de uma forma geral, fazer uma abordagem sobre o tempo, não o tempo em si enquanto realidade abstracta, mas o tempo sentido, imaginado, desejado e vivido pelas pessoas. Indefinível em si mesmo, ele, apenas, o cenário onde as pessoas e as coisas se vão transformando no tempo que se aprende a olhar e a entender o mundo de uma forma diferente. Dada a grande proximidade entre o tempo e as pessoas que o vivem, facilmente surgem, entre ambos, diversas afinidades e múltiplas cumplicidades. O tempo vivido jamais poderá reduzir-se a uma sequência de segundos registada pelos ponteiros do relógio que, após uma fugaz duração, acaba por cair no esquecimento. Quantas vezes por se querer ganhar o tempo medido pelo relógio e assinalado pelo calendário, se acaba por perder o tempo vivido?

2-De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Por um lado, considera-se menos aceitável invocar, com frequência, a falta de tempo para, desta forma, justificar a incapacidade de organização pessoal. Por outro lado, responsabilizar o tempo por tudo o que de negativo acontece. O tempo não constitui qualquer problema. Problemático, sim, é o modo menos adequado como este é utilizado pelas pessoas. Daí a importância de fazer do tempo um aliado. Certas formas de lidar com o tempo estão, à partida, minadas de contradição, o que lhes retira sentido, credibilidade e eficácia. Mais importante do que a gestão do tempo é a gestão adequada de si próprio, no tempo, o que implica uma consciência devidamente esclarecida sobre o que se quer e deve realizar. Uma vez atingindo este objectivo, será possível, então, fazer com prazer aquilo que se quer e tornar agradável aquilo que se deve.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- No tempo em que as mudanças, a nível pessoal, grupal e organizacional se concretizam, parece-me ser oportuno elaborar um escrito sobre o tema.
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Paulo da Trindade Ferreira
Fazer do Tempo um Aliado
Presença, 12,80€

Maria José Varandas | Ambiente-Uma Questão de Ética

1-De que trata este seu livro «Ambiente-Uma Questão de Ética»?
R- O livro centra-se no problema fundamental da crise ecológica- a atitude humana na sua dimensão relacional. Defende-se aqui que a evolução tecnocientífica não tem correspondido a um real e efectivo progresso moral. A crise de valores instalada, o gradual empobrecimento da componente relacional da acção, afecta profundamente as relações que o homem mantém consigo próprio e com o seu mundo, nomeadamente, com o seu mundo natural. Daí que o livro veicule a ideia que o problema do Ambiente é, mais do que um problema de engenharia, um problema de ética. O panorama da reflexão ética contemporânea, que o livro dá conta, corrobora esta tese dando pistas para a sua resolução e, sobretudo, propondo um horizonte de salvação do humano que inevitavelmente passará pela reconciliação do Homem com a Natureza.

2-De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- O quão necessário é, hoje em dia, até por uma questão de sobrevivência e saúde, repensar a acção na sua dimensão ética e axiológica. Valores como o respeito e responsabilidade, deveres e obrigações, prudência e precaução devem ser integrados num discurso dirigido para o futuro, que enfrente com sucesso os ideais iluministas e positivistas de progresso sem limites, cujas consequências negativas mais óbvias foram o consumismo desenfreado, a exaltação do individualismo e, em consequência, a exploração abusiva dos recursos naturais. O que a crise ecológica demonstra é que à medida que o mundo das coisas, dos produtos e artefactos da tecnociência, se expande e multiplica, o mundo humano empobrece e corre riscos sérios de vir a ser profundamente afectado. E tal merece ser objecto de reflexão e de decisão que encare com seriedade a urgência de uma mudança de atitude, no sentido do respeito e da responsabilidade pela vida em geral.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Irá ser publicado em breve pelo Centro de Filosofia da FLUL um artigo sobre Estado, Educação e Mercado: qual o futuro do ensino das humanidades no seio da economia global?
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Maria José Varandas
Ambiente-Uma Questão de Ética
Sextante Editora, 13,90€

Cristina Carvalho | Nocturno

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Nocturno»?
R- Em 2010 celebra-se o bicentenário do nascimento de Fryderyk Chopin e este livro, - Nocturno, o romance de Chopin - é uma homenagem e uma "declaração de amor" a um homem que foi um pianista e compositor de obras sublimes que foram e deverão ser tocados num extraordinário instrumento musical, o piano. Há já muito tempo que tinha pensado escrever sobre Fryderyk, sobre a sua intensa e apaixonada personalidade, sobre a sua vida, sobre os seus amores, sobre a sua morte. No contexto da minha obra é mais uma experiência ficcional uma vez que nunca tinha escrito um romance biográfico ou uma biografia romanceada...

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Exactamente isto: prestar homenagem a um dos compositores da minha vida, personagem com quem "convivo" diariamente ouvindo-o e sentindo-o perto de mim com a sua música.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Tenho um romance pronto. É uma história de mulheres e para mulheres. Claro que, se os homens a quiserem ler...
Estou a escrever mais duas histórias que, por serem totalmente diferentes, podem ser escritas ao mesmo tempo. Ora uma, ora outra. Um dia uma, outro dia, a outra. É bom!
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Cristina Carvalho
Nocturno
Sextante, 15€

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Laurentino Gomes | 1808

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «1808»?
R- Este livro é a investigação jornalística mais longa, profunda e exaustiva que fiz nos meus trinta anos de carreira profissional. Foram dez anos de trabalho, nos quais li ou consultei mais de 150 outros livros e fontes diversas sobre o tema. O objetivo é atingir um público mais amplo e levá-lo a refletir sobre as raizes do Brasil, profundamente plantadas em Portugal. Todas as virtudes e defeitos brasileiros já estavam presentes duzentos anos atrás, quando a corte de D João chegou ao Rio de Janeiro. Já havia naquele tempo muito corrupção, muito nepotismo, muita ineficiência nos negócios públicos e muita desigualdade social, em virtude da escravidão. Mas também estava nascendo ali o Brasil que temos hoje, grande, integrado, de dimensões continentais, com uma uma língua e uma cultura bem definidas e relativamente tolerante do ponto de vista racial, político e religioso. Somos a grande invenção de Portugal no mundo. Portanto, para o bem e para o mal, somos herdeiros diretos desse período. É como se fosse o nosso DNA, nosso código genético.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- O livro nasceu de uma pauta de reportagem que nunca foi publicada na revista Veja. Em 1997, eu era editor-executivo da revista. Tales Alvarenga, o então Diretor de Redação, já falecido, pretendia publicar uma série de especiais históricos, que seriam distribuídos com a edição regular como brinde para seus leitores. O projeto incluiria o Descobrimento, a Inconfidência Mineria, a fuga da Família Real Portuguesa para o Brasil e a Independência. Desses três, apenas o primeiro foi publicado, no ano 2000. Quanto ao especial sobre D João VI, que estava sob minha responsabilidade, a revista decidiu cancelá-lo. O plano mudou, mas eu segui em frente, movido pela paixão que o tema e os personagens me despertaram.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Meu próximo livro será sobre a Independência do Brasil. O título, por razões óbvias, será “1822”, a ano em que nos separamos de Portugal. Já estou bem avançado nas pesquisa e espero lançá-lo em setembro de 2010. Pretendo mostrar que país era este que a corte de D. João deixava para trás ao retornar a Lisboa, em 1821. Em seguida, vou tratar do Grito do Ipiranga propriamente, em 7 de setembro de 182, das enormes dificuldades do Primeiro Reinado, da abdicação de D. Pedro, em 1831, sua volta a Portugal para enfrentar o irmão, D. Miguel, que havia usurpado o trono, e a morte em 1834, no mesmo quarto em que nasceu, no Palácio de Queluz. O planejamento inicial da obra prevê cerca de 25 capítulos que, provavelmente, se desdobrarão em outros seis ou sete até chegar a uma estrutura parecida com a do "1808". O estilo será o mesmo do "1808": capítulos curtos, pequenos perfis dos personagens e linguagem acessível.
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Laurentino Gomes
1808
Livros d´Hoje, 18,85€
Laurentino Gomes na Internet

Manuel Dias da Silva | A Gola do Tempo

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «A Gola do Tempo»?
R- “A Gola do Tempo” é mais uma etapa no meu percurso literário e, de certo modo, uma mudança de estilo, dentro duma evolução natural na vida de um autor.
Este livro, na essência, não é diferente dos outros, porque um autor escreve sempre o mesmo livro. Simplesmente, cada obra é vestida de forma diferente. Vamos mudando ao longo do tempo e escolhemos outras metáforas, mas, no fundo, é sempre algo de nós, umas vezes mais escondido do que outras, que está subjacente ao que se escreve. Um autor vê o mundo, e aquilo que o rodeia, através da sua personalidade e dos valores em que se apoia e acredita.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- O que me motivou a escrever “A Gola do Tempo” foi o facto de ir vendo a rapidez como o meu pai ia definhando fisicamente. A certa altura, ele, que já era surdo, foi, sucessivamente, deixando de andar e, quase, de falar. E esta evolução começou a pôr-me a questão: o que pensará uma pessoa nestas circunstâncias?
Assim, foram surgindo os poemas, propositadamente datados, sendo o último do dia da sua morte, que formaram “A Gola do Tempo”. Direi que é um livro que radica no nosso interior, onde se alojaram angústias – “enganam-nos as imagens” -, incertezas – “há sombras que nos habitam” -, medos – “do desconhecido … / do silêncio … / de algum deus, / de olhar fulminante” - e se questionam as opções tomadas ao longo da viagem. “E se tudo não fosse mais que inquietação?”
Viagem na procura da utopia, e da perfeição - “Nos limites do espírito, / julgamos possível ainda? / encontrar a chave que abre / a porta obscura dos homens” -, onde deuses e mitos estão presentes, ajudando, ou prejudicando, “mesmo quando o infinito parece indecifrável”.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Neste momento não tenho nenhum projecto em curso. Depois de ter publicado, em 2008, o livro “O Som dos Lagares”, julgo importante parar, o tempo necessário, para libertar o espírito de determinada linha, forma e metáforas. Direi que, neste momento, estou num período de pausa, que poderá durar meses, anos, ou sempre.
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Manuel Dias da Silva
A Gola do Tempo

Cor. Sousa e Castro | Capitão de Abril, Capitão de Novembro

1- De que trata este seu livro «Capitão de Abril, Capitão de Novembro»?
R – O livro "Capitão de Abril, Capitão de Novembro" é a narrativa do percurso pessoal de um jovem capitão que, por razões geracionais e outras fortuitas, se vê envolvido, ora como participante activo, ora como observador previligiado, num conjunto de acontecimentos político-militares que marcaram a história de Portugal no ùltimo cartel do século XX.

2- De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R – Gostaria que a partir da leitura do meu livro pudesse ficar clara a noção das dificuldades que se apresentaram nessa época , quer no plano pessoal, quer no plano institucional, a quem a todo o custo queria manter uma linha de coerência ético-política.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R – Por agora não estou a escrever, mas tenho em mente publicar no próximo ano um livro de ficção.
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Cor. Sousa e Castro
Capitão de Abril, Capitão de Novembro
Guerra e Paz

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Pedro Camargo | Neuromarketing


1- De que trata este seu livro «Neuromarketing»?
R- Trata-se de uma visão diferente da pesquisa de mercado e de algumas premissas de marketing, aconselhando o leitor a levar em conta os processos cerebrais para entender os gatilhos do comportamento de consumo do ser humano, mediante o uso de técnicas de imageamento cerebral. É um livro que questiona a utilização somente dos métodos ortodoxos na pesquisa de marketing (métodos behavioristas de observação do comportamento), questiona as premissas da racionalidade humana, questiona a profundidade das informações obtidas por estes métodos tradicionais, questiona o peso dado para as influências sociais e culturais no comportamento do consumidor, questiona fundamentalmente a nossa visão antropocêntrica de tal comportamento. Traz para o conhecimento do leitor, as novas perspectivas das ciências econômicas, como a economia comportamental, a neuroeconomia e o próprio neuromarketing. Mostra também as universidades, as pesquisas, as empresas e os pesquisadores que estão trabalhando com neuromarketing e por fim trata igualmente do aspecto ético no uso deste tipo de pesquisa.

2- De forma resumida, qual a principal idéia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Quero transmitir que somos seres humanos, homo sapiens e não homo economicus, isto significa que temos comportamentos de consumo muitas vezes nada racionais, desde a escolha até a tomada de decisão. Portanto não há como entender o real comportamento do consumidor usando somente métodos de pesquisa de mercado tradicionais, com entrevistas e questionários ou mesmo focus group e a partir deste viés, ter a certeza de que chegou ao âmago ou ao cerne da questão. É preciso mais! Faz-se necessário buscar as informações anteriores ao próprio comportamento, subjacentes a ele, pois já se sabe, desde as pesquisas de Benjamin Libet que o cérebro decide milésimo de segundos antes que tenhamos consciência disso. Estas informações anteriores ao comportamento observável, são processadas nas várias áreas do cérebro e por isso o diagnóstico por imagem pode nos ser muito útil na busca pela verdade. O ser humano não sabe o que o levou a tal comportamento por motivos vários que alego no livro (escurecimento verbal, auto-engano, instinto, processos automáticos, memória) e, portanto, se responder a uma pesquisa, estará dizendo algo que seja condizente com seu modelo mental e não a verdade ou o real motivo do comportamento. Uma pesquisa quantitativa pode ser feita, sem dúvida alguma, na forma de observação (como prega teoria behaviorista), basta contar quantos compraram, já pesquisa que se diz ser qualitativa, não pode ser feita somente com uso dos métodos ortodoxos, pois o que se descobrirá, certamente não será o real motivo de compra.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R - Estou escrevendo um novo livro que deve estar pronto ainda este ano, no máximo no começo de 2010, que leva o título “Biologia do Comportamento do Consumidor”. Este tema que criei e registrei, é inédito nos estudo de marketing e de comportamento do consumidor e também muito interessante na medida em que levanta todos os aspectos biológicos subjacentes ao comportamento de consumo. Neste novo livro, vou além do neuromarketing, que é um método de pesquisa de marketing feita mediante o uso de equipamentos de diagnóstico por imagem e levanto outras questões físico-químicas corporais, que influenciam direta e indiretamente o comportamento de consumo, ligadas à genética, a biologia, a neuroquímica, a endocrinologia, ao sistema nervoso entérico e até à filogenia. É um livro que complementa o primeiro, no sentido de que trará ainda mais informações biológicas do comportamento de consumo do ser humano e muito curioso porque levanta informações ainda não pensadas pelo marketing, que tem o viés apenas das ciências sociais, esquecendo-se de que somos, antes de seres sociais e culturais, seres biológicos, imperfeitos em nossas escolhas e decisões e nem sempre conscientes de nossos atos. É uma visão diferente que leva em conta a etologia, a zoologia a biologia comportamental, a genética comportamental, a psicologia evolucionista e várias outras áreas. Para tanto tenho recebido a colaboração e o apoio de vários cientistas consagrados que me ajudam enviando informações fantásticas como: Frans de Wall, Bonie Blesser, Marco Iacoboni e alguns outros.
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Pedro Camargo
Neuromarketing
Edições IPAM

José Rodrigues dos Santos | Fúria Divina

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Fúria Divina»?
R-É uma nova aventura do Tomás Noronha, que desta vez nos leva numa viagem ao fundamentalismo islâmico e ao terrorismo nuclear.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Há duas ideias. A primeira é: e se a Al-Qaeda tem a bomba atómica? E a segunda é: e se o islão dos fundamentalistas for o verdadeiro islão? A resposta a estas duas perguntas é, como calcula, aterradora.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Estou a escrever outras coisas.
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José Rodrigues dos Santos
Fúria Divina
Gradiva-23€
José Rodrigues dos Santos na Internet

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Mário Zambujal | Uma Noite Não São Dias

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Uma Noite Não São Dias»?
R- Na sequência dos meus livros anteriores, "Uma Noite não são Dias" pretende, antes do mais, divertir um pouco e proporcionar prazer da leitura. Isto já não é ambição pequena. Desta vez procurei parodiar as evoluções da sociedade a partir de tendências que podemos já hoje observar.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Imaginar alguém que, repimpado no "esquisito ano de 2044", olha em volta , para a surpreendente vida desse seu tempo, mas observa também, com risonha crítica, os "atrasados" costumes da época que vivemos agora.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- De momento apenas vou escrevendo contos que talvez venham a ser reunidos em livro.Quanto a outros objectivos, um romance ou uma novela nascem e vão crecendo antes de se passar à escrita. Nesse sentido, comecei a magicar num tema que, por enquanto, se resume a algumas ideias ainda vagas.
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Mário Zambujal
Uma Noite Não São Dias
Planeta, 13,85€

António Alves Seara | Um Rio Chamado Ilusão


1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Um Rio Chamado Ilusão»?
R– Fora da minha principal actividade profissional (professor do 1ºciclo do Ensino Básico), fui director do quinzenário “A Voz do Mar” de Peniche durante mais de quatro décadas. Ao longo da vida fazia poemas de longe em longe quase sempre a propósito de qualquer coisa que tocava a sensibilidade. De vez em quando, publicava um no jornal que dirigia assinado sempre com pseudónimo. Jamais pensava vir a publicar um livro de poesia. Mas, um dia, vendo a minha neta, ainda só com oito anos, a tentar fazer um poema dedicado ao pai, achei piada e disse-lhe: -Olha o avô tem p’raí coisas dessas, vai procurá-las para, quando fores maiorzinha, tu leres. Verificando que tinha um conjunto razoável, por simples curiosidade, mostrei esses poemas a um grande amigo meu professor do Ensino Superior, historiador e poeta e a outros amigos professores do ensino secundário. Todos me “ordenaram” a publicação desses poemas. Assim nasceu o livro “Fragmentos de Silêncio”. Anos mais tarde quando, a pedido, procedia n’A Voz do Mar” a vários textos relativos a eventos do clube rotário de Peniche de que sou um dos fundadores fui encontrando algum desse material poético que outrora ia publicando assinado com pseudónimo. Fotocopiei-o e com outros poemas que fiz a seguir assim nasceu “Um Rio chamado Ilusão”. Esse “rio” mais não é do que a minha própria imaginação na qual, naturalmente, também nasceram os poemas que compõem o livro.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R– Pensei fazer apenas uma edição de autor para deixar como herança a familiares meus e alguns amigos. Todavia, a “Caminho das Águas Editora” de Caldas da Rainha mostrando-se interessada em conhecer esses meus poemas, aceitou assumir a edição dos mesmos em determinadas condições

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R– Ainda vou fazendo alguns poemas na perspectiva de fazer mais um livro o que já será muito difícil. É que já entrei na casa dos 80! De qualquer modo, continuo bastante ocupado: jornalismo, movimento rotário, fotografia (exposições), etc.
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António Alves Seara
Um Rio Chamado Ilusão
Caminho das Águas, 15,20€

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Carlos Santos | E Agora, Obama?

1- De que trata este seu livro «E Agora, Obama?»?
R- É uma visão prospectiva do que são os 4 primeiros anos da Presidência Obama. Incidindo sobre 4 vectores: política internacional, economia, energia & ambiente, e assuntos internos (educação e saúde nos EUA). Na vertente de Política Internacional, precisamente a que foi agora base do Nobel concedido a Barack Obama, é salientada a sua visão multiralista e o regresso dos EUA à comunidade das nações depois da Administração Bush. É também previsto e analisado o seu esforço de não proliferação de armamento: tanto a nível do escudo anti-missil que efectivamente suspendeu, como a nível do relacionamento com o Médio e Extremo Oriente.

2- De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Procuro no essencial transmitir a materialização da mensagem de esperança do candidato Obama na constituição de uma equipa governativa, a sua Administração, e numa sequência efectiva de políticas (a nível externo, de segurança, de ambiente, etc.) que a traduzissem em algo de concreto. Aparentemente, a Academia Sueca terá julgado que essa nova abordagem à política internacional, com a reinserção dos EUA numa perspectiva multilateralista e do respeito pelo diálogo internacional, seria merecedora de uma recompensa imediata. Mesmo que os frutos das políticas perspectivadas no livro e que Obama tem arrojadamente vindo a cumprir não se traduza no curto prazo. O processo negocial com a Síria para condicionar o Irão, por exemplo, exige a espessura histórica do tempo.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- A figura de Lula da Silva, o Presidente cessante do Brasil exerce sobre mim particular fascínio. Tenho praticamente concluído um livro sobre a sua Presidência e a forma como apesar das extraordinárias dificuldades do tecido económico e social brasileiro foi capaz de repensar o lugar do Brasil no mundo, tornando-o numa das mais dinâmicas economias emergentes. Em poucas palavras, não só foram reduzidas as condições extremas de pobreza de parte da sociedade Brasileira como o Brasil se transformou de devedor em credor do FMI. Foi uma aventura de 8 anos fantástica.
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Carlos Santos
E Agora, Obama?
Esfera do Caos, 16,80€

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Alice Duarte | Experiências de Consumo


1-De que trata este seu livro?
R- Contrariando uma tendência existente e, até, ainda possivelmente dominante de olhar o consumo como mera resultante da produção capitalista e de perceber a mercadoria como algo intrinsecamente negativo, neste meu livro o processo de consumo é abordado enquanto processo de produção de identidades sem que também estas surjam reduzidas às das categorias sociais de classe ou status. As opções e actividades de consumo de 24 famílias da “classe média”, considerando não apenas os meros actos de compra mas abrangendo todas as suas decisões e actos anteriores e posteriores à compra propriamente dita, são analisadas enquanto meios de expressão e comunicação de construções de valor e do sentido do que cada um é em termos emocionais, morais, ideológicos.
Descortinando e compreendendo a diversidade de possibilidades de re-socialização das mercadorias levadas a cabo pelas respectivas apropriações criativas de consumidores concretos, evidencio o papel instrumental que o consumo pode ter na vida das pessoas. Trata-se de uma abordagem do consumo enquanto actividade prática, contextual e moral, cuja análise foi possível através de um dispositivo qualitativo de pesquisa assente num esquema intensivo de entrevistas e etnografia.

2-De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos leitores?
R- a) Evidenciar como o consumo pode ser um meio precioso de expressão dos actores sociais, enriquecendo a visão simplista da questão normalmente veiculada pelos mass media e correspondente senso comum;
b) Fornecer uma caracterização qualitativa razoavelmente penetrante dos contornos culturais (sociais, mas também morais, ideológicos) orientadores das opções de vida das “novas classes médias” portuguesas.

3-Pensando no Futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Estou a escrever outro livro igualmente sobre o consumo, mas em que o tópico central se desloca da identidade para as sociabilidades. Pela consideração do “consumo para os Outros” na forma de presentes, analiso o consumo enquanto canal de estabelecimento e manutenção de relacionamentos entre os actores sociais.
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Alice Duarte
Experiências de Consumo - Estudos de Caso no Interior da Classe Média
U.Porto Editorial

Deana Barroqueiro | O Espião de D. João II

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «O Espião de D. João II – Na Demanda dos Segredos do Oriente e do Misterioso Reino do Preste João»?
R- Este romance fecha um ciclo narrativo sobre o reinado de D. João II (e começos do de D. Manuel), com as grandes viagens dos Descobrimentos, concretizadas por Diogo Cão, Bartolomeu Dias, Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral e Pêro da Covilhã. N’O Navegador da Passagem, como pano de fundo das recordações de Bartolomeu Dias, está o reinado do Príncipe Perfeito e a luta contra todos os que representam um obstáculo ao seu grande projecto político para Portugal. N’O Espião de D. João II, com as missões de Pêro da Covilhã e a sua extraordinária peregrinação de seis anos, por três continentes, procurei mostrar o imenso sonho desse mesmo rei.
Este romance foi também fruto do desejo de fazer algo diferente dos dois livros anteriores, criando uma narrativa à semelhança de um romance de cavalaria, dado que a personalidade de Pêro da Covilhã – um herói solar, misto de Indiana Jones e James Bond quatrocentista – se prestava às mil maravilhas para essa construção.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Há em mim o síndrome de Joana d’Arc, que me leva a defender causas perdidas ou esquecidas, neste caso dar a conhecer figuras da nossa História e Cultura que são de há muito ignoradas, apesar da sua grandeza e do enorme contributo que deram, no seu tempo, para o avanço do nosso país e mesmo da civilização a um nível global.
Assim, em 2008, quando finalizava O Navegador da Passagem, sobre o injustamente ignorado Bartolomeu Dias (um grande Homem espoliado do seu sonho), já não consegui afastar do pensamento essa outra espantosa personagem que aí aparecia, embora fugazmente. Pêro da Covilhã era enviado, em 1487, com o albicastrense Afonso de Paiva, a descobrir por terra aquilo que o navegador Bartolomeu Dias iria demandar pelo mar: uma derrota para as especiarias da Índia e notícias do encoberto Preste João, o mítico imperador cristão do Oriente, cujo paradeiro a Europa buscava, em vão, há mais de duzentos anos. Apesar de tão espantoso feito, Pêro da Covilhã, o espião preferido de D. João II para as missões mais perigosas e secretas, não teve sequer o direito de ser conhecido pelo nome de família, mas apenas pelo do lugar que o viu nascer, sendo igualmente ignorado pela maioria dos portugueses.
Quis torná-los vivos, reais e próximos aos meus leitores, para que não os esqueçam.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Mudei de período histórico para dar continuidade ao projecto de D. Sebastião e o Vidente (2006), pois gosto de ter obras a conversarem ou a discutirem umas com as outras. Terminei esse livro com os prenúncios da anexação de Portugal pela Espanha, assim, no novo romance – que já vai adiantado, embora não esteja segura de o poder terminar em 2010 por ter um tema e também um estilo mais complexos – o poeta guerreiro, seu protagonista, dá a conhecer as consequências dos desastrosos reinados dos dois últimos Filipes para o reino de Portugal e os seus senhorios do Brasil, África e Oriente – sujeitos à cobiça e depredação das nações estrangeiras – que levam, por fim, à Restauração e subida ao trono de D. João IV.
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Deana Barroqueiro
O Espião de D. João II – Na Demanda dos Segredos do Oriente e do Misterioso Reino do Preste João
Ésquilo Editora

domingo, 13 de setembro de 2009

Beja Santos | Quem Mexeu no Meu Comprimido


1- De que trata este seu livro «Quem mexeu no Meu Comprimido»?
R– O medicamento tem um desempenho fundamental na prevenção da doença e no seu tratamento. Não se entende o paradigma da saúde (auto-cuidados, culto da forma, adopção de estilos de vida saudáveis, etc.) sem o bom uso do medicamento. Vivemos um tempo que exalta a autonomia do indivíduo e a sua co-responsabilização na área da saúde. Para haver sucesso, a cultura do medicamento deverá fazer parte da educação e das escolhas criteriosas dos doentes crónicos e dos utentes de saúde em geral. Este livro procura preencher essa lacuna nas seguintes dimensões: propiciar noções elementares sobre o papel do medicamento na nossa saúde e no universo do consumo; procurar inserir o bom uso do medicamento num contexto amplo dos auto-cuidados, da literacia em saúde e dos direitos dos doentes e dos consumidores, especialmente no que toca à informação e à educação; ensinar o doente e o utente de saúde a tirar partido de todas as potencialidades que são devidas ao aconselhamento farmacêutico; reflectir sobre os novos desafios nas relações entre o doente e o farmacêutico, com o objectivo de melhorar a qualidade de vida e obter mais ganhos em saúde; convidar os formadores a usar o medicamento nas aulas de saúde e em todos os currículos orientados para a aprendizagem da cidadania. É um livro de divulgação, faço votos para que outros desenvolvam e aperfeiçoem estas temáticas, espero que outros pensem no aconselhamento do médico e do enfermeiro.

2- De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- A principal mensagem deste livro de divulgação é a seguinte: tens tudo a ganhar em seres exigente, em termos de promoção de saúde, e saberes mais sobre o medicamento, usá-lo para tirar o melhor proveito, saberes questionar e pedir conselho ao teu farmacêutico, ele não está no balcão da farmácia para te dispensar mecanicamente medicamentos, ele é um técnico do medicamento, os medicamentos devem ser dispensados com conselho, a educação do consumidor e dos direitos dos doentes exigem uma ampla e persistente discussão sobre o uso do medicamento e o aconselhamento farmacêutico.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Estou a meio da redacção da “Mulher Grande” (MINDJER GARANDI), narrativa de uma heroína anónima com incidências familiares. Trata-se das recordações de uma nonagenária, desde a I República à actualidade. Teve uma existência de privilégio, soube ultrapassar todos os vagalhões do sofrimento e da contrariedade, é a portuguesa típica da adaptação (à vida tropical, às novas profissões, aos imperativos da solidariedade). Era a história de amor que me faltava para agradecer as coisas boas que a vida me deu nas três mulheres que, na infância e adolescência, me ajudaram a ser quem sou.
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Beja Santos
Quem mexeu no meu Comprimido?
Temas e Debates

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Pedro Quedas | Escolhas


1 – O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Escolhas»?
R – Bem, é o meu primeiro livro a ser publicado, pelo que espero que, no contexto da minha obra, seja apenas um entre muitos. Nunca quis fazer mais nada na minha vida que ser escritor e gostava de continuar a viver o meu sonho só mais algum tempinho. Tematicamente, este livro representa o nascimento de algo que eu penso vir a tornar-se uma marca inevitável na minha obra – a minha transferência diária de traumas pessoais recalcados para uma escrita que oscila entre amor ardente, sarcasmo latente e tristeza omnipresente.

2 – Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R – A origem deste livro é tanto cultural como pessoal. Cultural, porque o meu estilo se apoia em doses generosas de Stephen King e Raymond Chandler, tanto na abordagem de temas como o conflito interior transcrito para o papel como no fascínio pelo conceito do “serial killer” e pelo acto de matar. Pessoal, porque a personagem principal sou eu, e porque, apesar de toda a sua mentira factual, o meu livro não deixa de ser um diário bem preciso dos meus sentimentos. Pelo menos aqueles mais negros e menos socialmente aceites...

3 – Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R – Neste preciso momento estou envolvido num trabalho que me liga à minha segunda grande paixão – o cinema. Depois de ter escrito duas curtas-metragens para amigos envolvidos na área, estou agora a meio de uma longa-metragem que será filmada pelo meu irmão mais novo, Paulo Quedas. Também estou a co-escrever, com o meu amigo e companheiro de escrita Pedro Silva, uma série de comédia que se chama “A Porra do Deserto”, na qual também participo como actor (se alargarmos essa definição a qualquer pessoa que fale em frente a uma câmara...). Aparte estes “desvios” criativos, estou com cerca de 40 páginas escritas naquele que será a sequela do “Escolhas” e estou também em fase de pesquisa e “pré-produção mental” da minha primeira incursão no mundo da ficção científica. Isto se descontarmos os contos de invasões extra-terrestres que eu escrevia durante as aulas de gramática na primária.
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Pedro Quedas
Escolhas
Livros do Brasil

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ribeirinho Leal | Motivos Alentejanos


1- De que trata este seu livro «Motivos Alentejanos»?
R- Este livro procura dar a conhecer usos e costumes alentejanos, muitos já desaparecidos e outros em vias de extinção.

2- De forma resumida, qual a principal ideia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Procure fazer passar a mensagem de que um Povo só poderá construir um futuro melhor se o alicerçar no passado e o consolidar no presente.
É preciso conhecermos as nossas raízes, o que foi o viver das gerações que nos precederam no encadeado das gerações.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R- Tenho pronto para um dia reeditar as “Histórias do Arco da Velha”, colectânea de historietas por mim vividas e partilhadas durante 50 anos.
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Ribeirinho leal
Motivos Alentejanos
Colibri