TRECHO:
Prólogo
O ambiente confuso em que se encontra mergulhada a humanidade, no qual as
ambições e paixões descomedidas, os vícios, se entrechocam violentamente, há de
produzir, embora paradoxalmente, o despertar inteligente da criatura, quanto à sua
própria razão de existir, à sua composição astral e física, quanto enfim, ao seu contínuo
caminhar evolutivo, tendente a elevá-la, em último estágio, à Inteligência Máxima, à
Inteligência Universal.
Os obstáculos e dificuldades que se contrapõem à marcha livre e desimpedida da
criatura humana produzem-lhe tais lutas, tantos sofrimentos, tamanha quantidade de
desilusões, que as conseqüências imediatas são de molde, já, a fazê-la duvidar da
veracidade e da eficácia dos falsos dogmas e preconceitos religiosos, assim como de
certas afirmativas absurdas e materialistas da Ciência.
E esta fuga do raciocínio humano ao domínio político e sectário das religiões, será
função direta das lutas e sofrimentos por que passarão os seres na ânsia instintiva de
afirmarem sua existência.
Pelo sofrimento acordará o homem e se libertará de sua tremenda tendência
adoratória aos falsos ídolos religiosos, de sua inexaurível capacidade de imploração das
graças divinas; chegará à conclusão de que de nada vale implorar, de nada vale adorar;
aprenderá que é, ele próprio, o verdadeiro construtor de sua felicidade espiritual, agindo,
que esteja, perfeitamente de acordo com as leis naturais e imutáveis que regem as
ligações, as relações mútuas existentes entre os dois únicos Princípios reais do
Universo: o Princípio Força e o Princípio Matéria.
Por isso reafirmamos, convictamente, que, embora paradoxo, o tremendo
ambiente confuso que asfixia a humanidade será o instrumento seguro para a sua
liberdade mental, espiritual, porque a forte densidade de entrechoques de paixões nele
existentes vai resultar-lhe em lutas cada vez mais rudes.
E desde que o homem se liberte do domínio sectário, religioso, compreenderá sua
própria composição astral e física, saberá utilizar-se dos dois princípios existentes no
Universo – Forca e Matéria – e aprenderá, sobretudo a utilizar o Pensamento para
adquirir os elementos que lhe permitirão caminhar seguramente pela estrada evolutiva,
cuja estação final é de compreensão demasiado transcendente, ainda, para o curto
campo de lucidez intelectual que possuímos.
Estamos, ainda, nas primeiras estações, nos primeiros estágios da viagem
evolutiva e ininterrupta, cujo ponto terminal será a reunião em uma massa única final de
Inteligência de todas as partículas de Inteligências esparsas.
Esta noção de intensidade do campo de lucidez intelectual é muito fácil de
compreender.
Evidentemente não se pode conversar com uma criança do “jardim da infância” a
respeito, mesmo, das primeiras noções de álgebra elementar, e, no entanto, esse assunto é considerado, geralmente, fácil, entre os alunos do curso ginasial. Paralelamente, o
ginasiano não compreenderá as transcendências matemáticas próprias dos técnicos, dos
engenheiros. – Deverá a criança do “jardim da infância” chorar porque não consegue
compreender a álgebra elementar? É claro que não: ela deverá continuar a estudar,
segundo um método racional e próprio para sua idade, a fim de que, anos após, possa
compreender o que inicialmente lhe surgia como insolúvel a misterioso: a álgebra
elementar. – E deverá, por outro lado, desesperar-se o ginasiano, considerar-se um inútil
intelectual, por não ser capaz de assimilar a matemática própria dos engenheiros? Seria,
também, absurdo, e isto realmente não acontece na prática. O ginasiano limita-se a
estudar os assuntos constantes dos programas previamente preparados pelos professores,
que, práticos e experimentados, dosam os conhecimentos a ministrar, de modo a tornálo
apto a aprender, futuramente, os mais elevados e difíceis problemas técnicos.
Cada um deve, somente, de acordo com as suas possibilidades mentais, tentar
compreender o que realmente estiver dentro da zona de ação do seu campo de lucidez
intelectual.
O homem, em geral, é vaidoso, e se julga, já, possuidor de uma considerável
bagagem intelectual. Entretanto, atentemos ao seguinte: a velocidade da luz é de
300.000 quilômetros por segundo, isto é, a luz, ante a diminuta precisão dos sentidos
físicos, se nos apresenta como de propagação instantânea; por outro lado, os raios
cósmicos que alcançam o planeta Terra provêm de pontos tão distantes que, viajando
com a velocidade da luz, gastam anos para até nós chegarem. Por aí podemos aquilatar
da pequenez, da humildade do planeta Terra. – Ora, sendo tão humilde o nosso planeta, por que não considerarmos no mesmo
plano a Inteligência nele contida?
Assim, pois, seguros de não conseguirmos compreender, materialmente, aquilo
que só nosso futuro progresso espiritual nos permitirá apreender, tratemos de pôr em
prática os ensinamentos que dilatarão o nosso campo de lucidez espiritual, saibamos
obedecer às relações que unem os dois únicos Princípios existentes no Universo – o
Princípio-Força e o Princípio-Matéria – estabeleçamos, finalmente, um equilíbrio
harmônico entre o plano espiritual e o plano material.
Para isso libertemo-nos, antes de tudo, do domínio das seitas e religiões, que
apenas têm tornado o homem um fraco, um medroso, um escravo.
A finalidade deste trabalho é tentar atrair a atenção do leitor para o conhecimento
de si próprio e de seu papel no Universo.
Nos dois capítulos iniciais é feito um estudo rápido sobre a matéria e a energia, tal
como no-las apresentam cientistas e filósofos.
As noções científicas utilizadas estão expostas em caráter bastante elementar de
modo a poderem ser apreendidas facilmente.
Uma vez estudadas, matéria e energia, como elas se nos apresentam apoiadas nos
cálculos físicos e químicos, solicita, insistentemente , o nosso raciocínio, a existência de
um outro princípio, que não o princípio matéria e energia, para, em conjunto, ambos
transformarem a complicada heterogeneidade de funções de nosso corpo na perfeita
homogeneidade fisiológica com que elas maravilhosamente surgem ante as minuciosas
pesquisas dos cientistas.
Afirmam, entretanto, em geral, os fisiologistas, que as manifestações de vida, e
mesmo de inteligência, nada mais são que propriedades da matéria, embora concordem
que a matéria componente do corpo humano é exatamente a mesma matéria inanimada
conhecida.
Mas a verdade é que devem eles próprios, os fisiologistas, sentir-se hesitantes e
confusos ao afirmarem serem os movimentos executados pelo homem, o equilíbrio e o
funcionamento de seu complexo corpo, as vibrações da matéria cerebral nada mais que
propriedades da matéria. – Então, as maravilhosas concepções humanas, as Artes, as Ciências em geral,
serão apenas emanações, propriedades da matéria? Desaparecerá, portanto, a
personalidade humana, com a morte do corpo, uma vez que a matéria desagregada deste
corpo volte a outros estados, tomando novas formas?
Evidentemente há um outro princípio, o Princípio-Inteligência, que animando e
excitando a matéria inanimada, nos apresenta a solução para problemas considerados,
anteriormente, insolúveis e misteriosos.
O capítulo 3 apresenta, condensadamente, a doutrina Racionalista Cristã.
Os capítulos 5, 6 e 7 estudam a ação vibratória nos fenômenos físicos e químicos,
noções ligeiras sobre sintonia, o homem como um aparelho receptor-transmissor de
fluidos espirituais, a ação do pensamento, o médium, como ele age, a obsessão etc.
Também nestes capítulos as noções científicas estão apresentadas
elementarmente.
Finalmente, o trabalho é concluído com considerações gerais sobre o que foi
exposto.
As citações extraídas de obras de outros autores estão colocadas entre aspas com
as respectivas indicações de suas origens.
Se o que o leitor vai ler despertar sua curiosidade, poderá encontrar nas obras
básicas Racionalismo Cristão e A vida fora da matéria conhecimentos mais amplos, que
lhe servirão como um guia seguro na sua trajetória pelo planeta Terra.
Felino Alves de Jesus
Rio de Janeiro, 1947
Mostrando postagens com marcador Racionalismo Cristão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Racionalismo Cristão. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 20 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Admirável jubileu - Comemoração dos 25 anos da posse de Dr. Humberto Machado Rodrigues na Presidência do Racionalismo Cristão
TRECHO:
Prezados leitores:
Em 14 de junho de 1983, assumiu a presidência internacional do
Racionalismo Cristão o Dr Humberto Machado Rodrigues. Racionalista
cristão de berço, nasceu em 23 de maio de 1929, na cidade
do Rio de Janeiro, Brasil. Filho de Manoel Machado Rodrigues
e D. Delphina Cottas Rodrigues, casou -se !em 1968 com a senhora
Marluce de Oliveira Rodrigues. O ilustre casal tem um fi lho, o
médico Humberto Cottas Rodrigues.
Humberto Machado Rodrigues é sobrinho de Antonio Cottas.
Ações e exemplos dignifi cantes do nosso presidente retratam os ensinamentos
que absorveu do querido mestre, seu educador e conselheiro,
conforme suas próprias palavras.
Seus setenta e nove anos de existência mostram a brilhante
trajetória de vida de uma pessoa extremamente sensível às diferenças
do gênero humano, sabendo compreendê-lo em suas idiossincrasias.
Daí resulta o admirável temperamento conciliador,
marca indelével de sua atuação na presidência da Doutrina em
todo o planeta.
Poucos se deram conta do legado que este bravo homem recebeu:
o de suceder um dos três grandes mestres, o consolidador Antonio
Cottas, que permaneceu à frente do Racionalismo Cristão por
cinqüenta e sete anos.
Os vinte e cinco anos da gestão de Humberto Machado Rodrigues
como presidente mostram grandes realizações, materializadas
em seu ideal ao assumir a presidência: expandir a Doutrina, para
levar seus ensinamentos a todos os cantos do mundo.
Nesse longo e profícuo período de realizações, autorizou a abertura
de 71 casas racionalistas cristãs, destacando e enaltecendo que
o grande mérito das inaugurações ocorridas se devia não a ele, Humberto
Machado Rodrigues, mas aos presidentes e militantes locais.
Tão logo assumiu a presidência do Racionalismo Cristão, Humberto
Machado Rodrigues, observador atento à realidade da vida,
percebeu que a competitividade no trabalho e os obstáculos de ordem
material presentes no dia-a-dia das pessoas, como transporte e
segurança nas grandes cidades, difi cultavam o comparecimento de
assistentes e militantes em nossas Casas. Por isso, tomou decisão
corajosa e sábia para contornar esses contratempos: em dezembro
de 1983, reduziu de 13 para 5 o número de sessões espiritualistas
realizadas na semana, o que impulsionou a expansão da Doutrina
em todo o mundo, haja vista o signifi cativo aumento de novas Casas
durante sua gestão na presidência.
Sobressai em sua administração a implantação das normas internas
do Racionalismo Cristão, para que a gestão e a coordenação
das casas racionalistas cristãs, assim como o relacionamento delas
com o poder público e com terceiros, ocorram ao abrigo da lei e do
bom relacionamento entre si, de modo a divulgarem e praticarem a
Doutrina de forma correta e coesa.
Quanto à difusão dos princípios doutrinários, são vários os feitos,
desde a publicação de novos livros e a revisão de boa parte deles
até o aprimoramento do conteúdo do jornal A Razão, passando pela
internet, o revolucionário veículo eletrônico de informação, consulta
e difusão dos mais variados temas de interesse humano.
Ao autorizar o uso da internet como meio de divulgação da
Doutrina, Humberto Machado Rodrigues mostrou sua perspicácia,
sua agudeza de espírito, vislumbrando no sistema eletrônico que
tornou o mundo pequeno a maneira mais rápida de difundir pela
humanidade nossos princípios espiritualistas. Recentemente, ainda
com sua concordância e entusiasmo, foram inauguradas as web
Rádio e TV A Razão, transmitindo palestras, mesas redondas e debates
de interesse da Doutrina e da sociedade, bem como reuniões
públicas seguidas de festividades cívico-espiritualistas realizadas
em casas racionalistas cristãs.
Mas nada melhor para destacar a índole humanista do nosso
presidente do que relembrar sua feliz decisão de autorizar a criação
das “Salas das Crianças”, celeiro de racionalistas cristãos que
irão crescer convivendo nas “Salas dos Jovens” até chegarem à idade
adulta, quando, então, já providos do embasamento espiritual conquistado,
estarão preparados para serem pessoas corretas, trabalhadoras,
cidadãos conscientes dos deveres e obrigações.
Para comemorar o Jubileu de Prata de Humberto Machado
Rodrigues na presidência do Racionalismo Cristão, editamos
este folheto, que contém doutrinações de Luiz de Mattos e Antonio
Cottas em reunião pública realizada na Casa-Chefe no dia 1º
de julho de 1983, sendo que a de Luiz de Mattos foi a derradeira
do grande mestre no plano físico. Nosso presidente nunca se interessou
em divulgá-las, mas julgamos oportuno fazê-lo agora. A
publicação contempla ainda quatro magnífi cos e signifi cativos
discursos por ele proferidos de improviso em reuniões cívico-espiritualistas,
a saber:
em 21 de junho de 1987, na comemoração dos 75 anos de inauguração
da sede da Filial Santos do Racionalismo Cristão – em
que destaca trecho do discurso proferido pelo mestre Luiz de
Mattos naquela data histórica;
em 7 de maio de 1988, na inauguração da sede da Filial Jersey
City do Racionalismo Cristão – mostrando a importância de divulgar
a Doutrina na língua do país em que é explanada e praticada.
Nessa oportunidade conheceu várias casas racionalistas
cristãs localizadas nos Estados Unidos da América do Norte;
em 31 de agosto de 1990, na comemoração dos 60 anos de fundação
da Filial Porto do Racionalismo Cristão – em que pronuncia
uma aula sobre o que é ser racionalista cristão. Fez esse
pronunciamento por ocasião da ida a Portugal, quando visitou
casas racionalistas cristãs erguidas na pátria dos fundadores
e do consolidador do Racionalismo Cristão; e
4. em 27 de novembro de 1993, na inauguração da Filial Taubaté
do Racionalismo Cristão – em que destaca e enaltece a participação
das mulheres no meio racionalista cristão.
Em nome dos militantes, colaboradores, amigos e seguidores
dos princípios racionalistas cristãos, esperamos com esta publicação
– signifi cativa pelo que representa seu conteúdo – prestar justa
homenagem a Humberto Machado Rodrigues, ainda que singela, em
razão da magnitude d’alma do homenageado.
Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008.
Gilberto Silva
Presidente em exercício do Racionalismo Cristão
Prezados leitores:
Em 14 de junho de 1983, assumiu a presidência internacional do
Racionalismo Cristão o Dr Humberto Machado Rodrigues. Racionalista
cristão de berço, nasceu em 23 de maio de 1929, na cidade
do Rio de Janeiro, Brasil. Filho de Manoel Machado Rodrigues
e D. Delphina Cottas Rodrigues, casou -se !em 1968 com a senhora
Marluce de Oliveira Rodrigues. O ilustre casal tem um fi lho, o
médico Humberto Cottas Rodrigues.
Humberto Machado Rodrigues é sobrinho de Antonio Cottas.
Ações e exemplos dignifi cantes do nosso presidente retratam os ensinamentos
que absorveu do querido mestre, seu educador e conselheiro,
conforme suas próprias palavras.
Seus setenta e nove anos de existência mostram a brilhante
trajetória de vida de uma pessoa extremamente sensível às diferenças
do gênero humano, sabendo compreendê-lo em suas idiossincrasias.
Daí resulta o admirável temperamento conciliador,
marca indelével de sua atuação na presidência da Doutrina em
todo o planeta.
Poucos se deram conta do legado que este bravo homem recebeu:
o de suceder um dos três grandes mestres, o consolidador Antonio
Cottas, que permaneceu à frente do Racionalismo Cristão por
cinqüenta e sete anos.
Os vinte e cinco anos da gestão de Humberto Machado Rodrigues
como presidente mostram grandes realizações, materializadas
em seu ideal ao assumir a presidência: expandir a Doutrina, para
levar seus ensinamentos a todos os cantos do mundo.
Nesse longo e profícuo período de realizações, autorizou a abertura
de 71 casas racionalistas cristãs, destacando e enaltecendo que
o grande mérito das inaugurações ocorridas se devia não a ele, Humberto
Machado Rodrigues, mas aos presidentes e militantes locais.
Tão logo assumiu a presidência do Racionalismo Cristão, Humberto
Machado Rodrigues, observador atento à realidade da vida,
percebeu que a competitividade no trabalho e os obstáculos de ordem
material presentes no dia-a-dia das pessoas, como transporte e
segurança nas grandes cidades, difi cultavam o comparecimento de
assistentes e militantes em nossas Casas. Por isso, tomou decisão
corajosa e sábia para contornar esses contratempos: em dezembro
de 1983, reduziu de 13 para 5 o número de sessões espiritualistas
realizadas na semana, o que impulsionou a expansão da Doutrina
em todo o mundo, haja vista o signifi cativo aumento de novas Casas
durante sua gestão na presidência.
Sobressai em sua administração a implantação das normas internas
do Racionalismo Cristão, para que a gestão e a coordenação
das casas racionalistas cristãs, assim como o relacionamento delas
com o poder público e com terceiros, ocorram ao abrigo da lei e do
bom relacionamento entre si, de modo a divulgarem e praticarem a
Doutrina de forma correta e coesa.
Quanto à difusão dos princípios doutrinários, são vários os feitos,
desde a publicação de novos livros e a revisão de boa parte deles
até o aprimoramento do conteúdo do jornal A Razão, passando pela
internet, o revolucionário veículo eletrônico de informação, consulta
e difusão dos mais variados temas de interesse humano.
Ao autorizar o uso da internet como meio de divulgação da
Doutrina, Humberto Machado Rodrigues mostrou sua perspicácia,
sua agudeza de espírito, vislumbrando no sistema eletrônico que
tornou o mundo pequeno a maneira mais rápida de difundir pela
humanidade nossos princípios espiritualistas. Recentemente, ainda
com sua concordância e entusiasmo, foram inauguradas as web
Rádio e TV A Razão, transmitindo palestras, mesas redondas e debates
de interesse da Doutrina e da sociedade, bem como reuniões
públicas seguidas de festividades cívico-espiritualistas realizadas
em casas racionalistas cristãs.
Mas nada melhor para destacar a índole humanista do nosso
presidente do que relembrar sua feliz decisão de autorizar a criação
das “Salas das Crianças”, celeiro de racionalistas cristãos que
irão crescer convivendo nas “Salas dos Jovens” até chegarem à idade
adulta, quando, então, já providos do embasamento espiritual conquistado,
estarão preparados para serem pessoas corretas, trabalhadoras,
cidadãos conscientes dos deveres e obrigações.
Para comemorar o Jubileu de Prata de Humberto Machado
Rodrigues na presidência do Racionalismo Cristão, editamos
este folheto, que contém doutrinações de Luiz de Mattos e Antonio
Cottas em reunião pública realizada na Casa-Chefe no dia 1º
de julho de 1983, sendo que a de Luiz de Mattos foi a derradeira
do grande mestre no plano físico. Nosso presidente nunca se interessou
em divulgá-las, mas julgamos oportuno fazê-lo agora. A
publicação contempla ainda quatro magnífi cos e signifi cativos
discursos por ele proferidos de improviso em reuniões cívico-espiritualistas,
a saber:
em 21 de junho de 1987, na comemoração dos 75 anos de inauguração
da sede da Filial Santos do Racionalismo Cristão – em
que destaca trecho do discurso proferido pelo mestre Luiz de
Mattos naquela data histórica;
em 7 de maio de 1988, na inauguração da sede da Filial Jersey
City do Racionalismo Cristão – mostrando a importância de divulgar
a Doutrina na língua do país em que é explanada e praticada.
Nessa oportunidade conheceu várias casas racionalistas
cristãs localizadas nos Estados Unidos da América do Norte;
em 31 de agosto de 1990, na comemoração dos 60 anos de fundação
da Filial Porto do Racionalismo Cristão – em que pronuncia
uma aula sobre o que é ser racionalista cristão. Fez esse
pronunciamento por ocasião da ida a Portugal, quando visitou
casas racionalistas cristãs erguidas na pátria dos fundadores
e do consolidador do Racionalismo Cristão; e
4. em 27 de novembro de 1993, na inauguração da Filial Taubaté
do Racionalismo Cristão – em que destaca e enaltece a participação
das mulheres no meio racionalista cristão.
Em nome dos militantes, colaboradores, amigos e seguidores
dos princípios racionalistas cristãos, esperamos com esta publicação
– signifi cativa pelo que representa seu conteúdo – prestar justa
homenagem a Humberto Machado Rodrigues, ainda que singela, em
razão da magnitude d’alma do homenageado.
Rio de Janeiro, 14 de junho de 2008.
Gilberto Silva
Presidente em exercício do Racionalismo Cristão
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Saber Viver - Lições de uma longa vida, de Pompeu Lustosa de Aquino Cantarelli
TRECHO:
PREFÁCIO
O autor deste livro, nosso estimado Pompeu Lustosa de Aquino Cantarelli, foi alvo de
merecida homenagem prestada pelos companheiros da Filial do Racionalismo Cristão de São
Paulo em comemoração ao seu aniversário, transcorrido em 31 de agosto de 1994, quando
completou noventa anos!
Linda e admirável idade! Façamos por seguir as pegadas dessa existência.
Essas palavras, entre aspas, são de Antonio Cottas, referindo-se a um grande amigo de
Pompeu Cantarelli, Dr. Joaquim Crispiniano Coelho Brandão, quando este completou, em 30
de agosto de 1975, cem anos de idade! O elogio de Antonio Cottas ao então centenário Dr.
Coelho Brandão cabe agora, com inteira justiça, ao nosso querido nonagenário Pompeu
Cantarelli. Estimulado pelas palavras de Antonio Cottas, que sempre foi seu maior amigo e
incentivador, nosso venerando companheiro há de prolongar por muito tempo ainda sua
existência física, para alegria de seus familiares, de seus amigos, dos militantes da Casa
Racionalista Cristã de São Paulo e dos racionalistas cristãos em geral. Disso temos certeza, tal
a disposição física e a fortaleza de ânimo desse jovem aos noventa anos, sempre ativo, lúcido
e disposto no exercício de suas funções de Diretor-Secretário da Filial de São Paulo.
Este prefácio, focalizando a personalidade de Pompeu Cantarelli, foi concebido, diga-se,
a bem da verdade, à revelia do autor do livro, por conhecermos sua índole avessa, por natural
modéstia, a homenagens e elogios. Sentimo-nos, porém, no dever de fazê-lo, levando em
conta que os exemplos edificantes precisam ser registrados e assinalados, para que sirvam de
modelo e de estímulo à geração presente e aos vindouros, seus e nossos continuadores, e
estes, seguindo as pegadas dessa existência dedicada à família, aos bons costumes e à Causa
racionalista cristã, aprendam, mais que uma lição, uma filosofia de vida.
* * *
Às vinte e três horas do dia 31 de agosto de 1904, no sítio Santa Maria, que dista apenas
um quilômetro da cidade de Parnamirim, na época denominada Leopoldina, Estado de
Pernambuco, nascia uma criança a quem deram o nome de Pompeu, em homenagem ao avô
paterno, que se chamava Pompeu Cantarelli, sendo os pais do menino Antônio Lustosa
Cantarelli e Ascendina Aquino. Desde garoto encarava a vida com seriedade e sensatez,
motivo por que era chamado de menino-homem. Ainda bem jovem tornou-se livre-pensador,
amigo da verdade, da justiça e da razão.1
Eis aí, em rápidas palavras, um retrato significativo da meninice e da juventude de
Pompeu Cantarelli.
Em 1920, transferiu-se para a vizinha cidade de Cabrobó e, em 1924, com vinte anos de
idade, estava residindo no Recife. Aí viveu quatro anos trabalhando na Drogaria e Farmácia
Conceição e, depois, na Farmácia dos Pobres. À noite, estudava, após o expediente de
trabalho, que se estendia até as vinte horas.
Em sua estada na capital pernambucana, freqüentava a casa do ex-governador do Estado,
Dr. Manuel Pereira Borba, e a do então deputado federal Dr. Agamenom Magalhães, que
1 Extraído do folheto impresso por ocasião da homenagem prestada no aniversário do autor.
posteriormente viria a ser também governador. Nesse período, travou conhecimento, ainda,
com vários chefes políticos do sertão.
Desejando conhecer as plagas mais ao sul do país, chegou, em janeiro de 1929, a São
Paulo. Dois meses depois, ingressava na Farmácia do Hospital Militar da Força Pública do
Estado (hoje Polícia Militar), como civil contratado. Em janeiro de 1930, tirou o título de
oficial de farmácia, mediante exames de habilitação, sendo, dois anos depois, militarizado
com a graduação de sargento-ajudante. Tendo servido essa instituição durante vinte e cinco
anos, passou, em 1954, para a reserva, no posto de capitão.
Já em 1929, ano de sua chegada a São Paulo, Pompeu Cantarelli passou a freqüentar a
teosofia, tornando-se também vegetariano, por indução dessa sociedade espiritualista e
filosófica.
Casou-se em 1934 com dona Alzira de Vecchia. Desse consórcio nasceram três filhas:
Guiomar, Ascendina (ambas falecidas) e Amália, casada com o Dr. Lecy Ribas Camargo.
Em 1937, conheceu o Racionalismo Cristão, desligando-se, conseqüentemente, da
Sociedade Teosófica e passando a freqüentar as sessões públicas de limpeza psíquica da Casa
Racionalista Cristã de São Paulo, que na época funcionava na Rua Francisca Júlia, Alto de
Santana. Em 1954, aposentado na Polícia Militar, pôde inscrever-se como militante da
Doutrina, na Filial de São Paulo.
O ano de 1955 também marcou a vida do autor. Foi quando conheceu o Presidente
Perpétuo do Racionalismo Cristão, Antonio do Nascimento Cottas, de quem se tornou amigo
e pessoa de sua confiança.
Conhecedor do Racionalismo Cristão há quase sessenta anos e militante há mais de
quarenta, Pompeu Cantarelli integrou-se de corpo e alma nessa Doutrina. Uma vez inscrito na
militância do Racionalismo Cristão, distinguiu-se sempre pela constância e pela assiduidade,
comparecendo às sessões públicas de limpeza psíquica e às sessões particulares.
A partir de l962 passou a ocupar o cargo de Diretor-Tesoureiro da Filial de São Paulo,
por indicação de Antonio Cottas e de acordo com os saudosos amigos Antônio de Ornellas
Flor e Humberto Romanelli, então Presidente e Diretor-Secretário, respectivamente.
Caracterizou-se, no desempenho desse cargo, por sua austeridade e rigor na administração das
finanças e do patrimônio do Racionalismo Cristão.
Com a desencarnação imprevista do inesquecível amigo Humberto Romanelli, em 1982,
assumiu as funções de Diretor-Secretário, também por indicação de Antonio Cottas. Quando
ainda Diretor-Tesoureiro, chegou a acumular as atividades de Diretor-Procurador e
Encarregado de Salão, nas sessões públicas de limpeza psíquica. Acrescente-se que, desde a
época em que conheceu Antonio Cottas, este passou a convidar Pompeu Cantarelli para
auxiliá-lo nas inaugurações de Casas Racionalistas Cristãs em várias partes do Brasil,
nomeando-o também repórter e representante do jornal A Razão nessas solenidades
inaugurativas.
Como jornalista, tornou-se assíduo colaborador desse órgão de comunicação da
Doutrina, constituindo muitas das colaborações boa parte do conteúdo deste livro.
Pompeu Cantarelli e Humberto Romanelli foram dois dos diretores da Filial de São
Paulo de mais destacada atuação com que pôde contar o Presidente Antônio Flor,
principalmente na construção da monumental sede própria do Racionalismo Cristão em São
Paulo. Foi, como se sabe, uma etapa de grandes lutas e sofrimento. Mas que, afinal, valeram a
pena, pois culminaram com o pleno sucesso do empreendimento, concretizado na
inesquecível festa da inauguração do edifício, em 25 de novembro de 1973, presidida por
Antonio Cottas.
Em sua vida relacionada com a Doutrina, uma das maiores alegrias de Pompeu
Cantarelli, segundo ele, foi ter merecido a inteira confiança e a amizade de Antonio Cottas, e
disso o Presidente Perpétuo deu provas cabais durante a construção do novo edifício-sede do
Racionalismo Cristão no bairro de Santana da capital paulista. O autor lembra com saudade as
inaugurações de Casas Racionalistas Cristãs. Antonio Cottas lhe escrevia, então, dizendo:
Você está convocado, em nome da Casa Chefe, para ir a tal lugar, a fim de fazer a
reportagem para o jornal A Razão e organizar a cerimônia inaugurativa.
Tenho em meu arquivo inúmeras cartas que me enviou o Presidente Cottas, e as guardo
como num relicário do grande homem que consolidou o Racionalismo Cristão, confidencia
Pompeu Cantarelli.
É também com saudade que o autor evoca as figuras de Antônio Flor e Humberto
Romanelli, pela grande amizade e o ótimo relacionamento que sempre houve entre eles.
Antônio Flor costumava dizer que Humberto e Pompeu eram os seus braços na Filial de São
Paulo. Mas nunca falava quem era o braço direito...
Na qualidade de amigos de Pompeu Cantarelli, os companheiros das Filiais de Santana e
do Butantã, na capital paulista, tomaram a iniciativa de reunir neste livro sua produção
literária esparsa em artigos no jornal A Razão e, mais recentemente, na revista A Razão, de
Portugal. Sua produção não se limita apenas ao jornalismo. Há diversos trabalhos do autor
fazendo parte de livros editados pelo Racionalismo Cristão. Além do mais, Pompeu
Cantarelli, como é do conhecimento de muitos, é também poeta de generosa inspiração.
Tendo em conta a excelência dos seus escritos, versando variados assuntos, de cunho
moral, educativo e cultural, achamos que deveríamos dar a esses trabalhos uma difusão mais
ampla, com a publicação da presente obra, consignando nesta iniciativa a homenagem afetiva
e sincera dos seus amigos e admiradores.
Homem de cultura e brilhantes dotes de inteligência, teve o nosso Pompeu Cantarelli a
ventura de privar da amizade do “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, Guilherme de Almeida,
conhecido e amado por paulistas e tantos brasileiros mais, pela simpatia irradiante de sua
personalidade e pelo incomparável lirismo que sua alma de artista deixou extravasar em sua
obra poética.
Foi no convívio com esse imortal da Academia Brasileira de Letras que Pompeu
Cantarelli recebeu valiosas lições na arte de versejar, em que, aliás, se tornou exímio, como se
verifica pela leitura de suas castigadas e fluentes estrofes.
Há quase trinta anos, o escriba que está alinhavando este prefácio teve seu primeiro
contato com a poesia do mestre Cantarelli, antes de ter o prazer de conhecê-lo pessoalmente.
Esse primeiro contato deu-se em 1970, em Campinas, interior do Estado de São Paulo, num
modesto barracão nos fundos da residência do Dr. Augusto Gomes, de saudosa memória.
Funcionava ali o Filiado local do Racionalismo Cristão, presidido pelo Dr. Augusto. Foi ele
quem me proporcionou a oportunidade de ler um poema de Pompeu Cantarelli que definia,
em linhas gerais, a Doutrina Racionalista Cristã e sua nobre finalidade. Naquele ano estava
iniciando-me nessa Doutrina, sob a orientação amiga do Dr. Augusto. Assim, esse poema faz
parte das gratas recordações que guardo daqueles dias particularmente felizes da minha vida.
José Alves Martins, Jornalista, São Paulo/1975
PREFÁCIO
O autor deste livro, nosso estimado Pompeu Lustosa de Aquino Cantarelli, foi alvo de
merecida homenagem prestada pelos companheiros da Filial do Racionalismo Cristão de São
Paulo em comemoração ao seu aniversário, transcorrido em 31 de agosto de 1994, quando
completou noventa anos!
Linda e admirável idade! Façamos por seguir as pegadas dessa existência.
Essas palavras, entre aspas, são de Antonio Cottas, referindo-se a um grande amigo de
Pompeu Cantarelli, Dr. Joaquim Crispiniano Coelho Brandão, quando este completou, em 30
de agosto de 1975, cem anos de idade! O elogio de Antonio Cottas ao então centenário Dr.
Coelho Brandão cabe agora, com inteira justiça, ao nosso querido nonagenário Pompeu
Cantarelli. Estimulado pelas palavras de Antonio Cottas, que sempre foi seu maior amigo e
incentivador, nosso venerando companheiro há de prolongar por muito tempo ainda sua
existência física, para alegria de seus familiares, de seus amigos, dos militantes da Casa
Racionalista Cristã de São Paulo e dos racionalistas cristãos em geral. Disso temos certeza, tal
a disposição física e a fortaleza de ânimo desse jovem aos noventa anos, sempre ativo, lúcido
e disposto no exercício de suas funções de Diretor-Secretário da Filial de São Paulo.
Este prefácio, focalizando a personalidade de Pompeu Cantarelli, foi concebido, diga-se,
a bem da verdade, à revelia do autor do livro, por conhecermos sua índole avessa, por natural
modéstia, a homenagens e elogios. Sentimo-nos, porém, no dever de fazê-lo, levando em
conta que os exemplos edificantes precisam ser registrados e assinalados, para que sirvam de
modelo e de estímulo à geração presente e aos vindouros, seus e nossos continuadores, e
estes, seguindo as pegadas dessa existência dedicada à família, aos bons costumes e à Causa
racionalista cristã, aprendam, mais que uma lição, uma filosofia de vida.
* * *
Às vinte e três horas do dia 31 de agosto de 1904, no sítio Santa Maria, que dista apenas
um quilômetro da cidade de Parnamirim, na época denominada Leopoldina, Estado de
Pernambuco, nascia uma criança a quem deram o nome de Pompeu, em homenagem ao avô
paterno, que se chamava Pompeu Cantarelli, sendo os pais do menino Antônio Lustosa
Cantarelli e Ascendina Aquino. Desde garoto encarava a vida com seriedade e sensatez,
motivo por que era chamado de menino-homem. Ainda bem jovem tornou-se livre-pensador,
amigo da verdade, da justiça e da razão.1
Eis aí, em rápidas palavras, um retrato significativo da meninice e da juventude de
Pompeu Cantarelli.
Em 1920, transferiu-se para a vizinha cidade de Cabrobó e, em 1924, com vinte anos de
idade, estava residindo no Recife. Aí viveu quatro anos trabalhando na Drogaria e Farmácia
Conceição e, depois, na Farmácia dos Pobres. À noite, estudava, após o expediente de
trabalho, que se estendia até as vinte horas.
Em sua estada na capital pernambucana, freqüentava a casa do ex-governador do Estado,
Dr. Manuel Pereira Borba, e a do então deputado federal Dr. Agamenom Magalhães, que
1 Extraído do folheto impresso por ocasião da homenagem prestada no aniversário do autor.
posteriormente viria a ser também governador. Nesse período, travou conhecimento, ainda,
com vários chefes políticos do sertão.
Desejando conhecer as plagas mais ao sul do país, chegou, em janeiro de 1929, a São
Paulo. Dois meses depois, ingressava na Farmácia do Hospital Militar da Força Pública do
Estado (hoje Polícia Militar), como civil contratado. Em janeiro de 1930, tirou o título de
oficial de farmácia, mediante exames de habilitação, sendo, dois anos depois, militarizado
com a graduação de sargento-ajudante. Tendo servido essa instituição durante vinte e cinco
anos, passou, em 1954, para a reserva, no posto de capitão.
Já em 1929, ano de sua chegada a São Paulo, Pompeu Cantarelli passou a freqüentar a
teosofia, tornando-se também vegetariano, por indução dessa sociedade espiritualista e
filosófica.
Casou-se em 1934 com dona Alzira de Vecchia. Desse consórcio nasceram três filhas:
Guiomar, Ascendina (ambas falecidas) e Amália, casada com o Dr. Lecy Ribas Camargo.
Em 1937, conheceu o Racionalismo Cristão, desligando-se, conseqüentemente, da
Sociedade Teosófica e passando a freqüentar as sessões públicas de limpeza psíquica da Casa
Racionalista Cristã de São Paulo, que na época funcionava na Rua Francisca Júlia, Alto de
Santana. Em 1954, aposentado na Polícia Militar, pôde inscrever-se como militante da
Doutrina, na Filial de São Paulo.
O ano de 1955 também marcou a vida do autor. Foi quando conheceu o Presidente
Perpétuo do Racionalismo Cristão, Antonio do Nascimento Cottas, de quem se tornou amigo
e pessoa de sua confiança.
Conhecedor do Racionalismo Cristão há quase sessenta anos e militante há mais de
quarenta, Pompeu Cantarelli integrou-se de corpo e alma nessa Doutrina. Uma vez inscrito na
militância do Racionalismo Cristão, distinguiu-se sempre pela constância e pela assiduidade,
comparecendo às sessões públicas de limpeza psíquica e às sessões particulares.
A partir de l962 passou a ocupar o cargo de Diretor-Tesoureiro da Filial de São Paulo,
por indicação de Antonio Cottas e de acordo com os saudosos amigos Antônio de Ornellas
Flor e Humberto Romanelli, então Presidente e Diretor-Secretário, respectivamente.
Caracterizou-se, no desempenho desse cargo, por sua austeridade e rigor na administração das
finanças e do patrimônio do Racionalismo Cristão.
Com a desencarnação imprevista do inesquecível amigo Humberto Romanelli, em 1982,
assumiu as funções de Diretor-Secretário, também por indicação de Antonio Cottas. Quando
ainda Diretor-Tesoureiro, chegou a acumular as atividades de Diretor-Procurador e
Encarregado de Salão, nas sessões públicas de limpeza psíquica. Acrescente-se que, desde a
época em que conheceu Antonio Cottas, este passou a convidar Pompeu Cantarelli para
auxiliá-lo nas inaugurações de Casas Racionalistas Cristãs em várias partes do Brasil,
nomeando-o também repórter e representante do jornal A Razão nessas solenidades
inaugurativas.
Como jornalista, tornou-se assíduo colaborador desse órgão de comunicação da
Doutrina, constituindo muitas das colaborações boa parte do conteúdo deste livro.
Pompeu Cantarelli e Humberto Romanelli foram dois dos diretores da Filial de São
Paulo de mais destacada atuação com que pôde contar o Presidente Antônio Flor,
principalmente na construção da monumental sede própria do Racionalismo Cristão em São
Paulo. Foi, como se sabe, uma etapa de grandes lutas e sofrimento. Mas que, afinal, valeram a
pena, pois culminaram com o pleno sucesso do empreendimento, concretizado na
inesquecível festa da inauguração do edifício, em 25 de novembro de 1973, presidida por
Antonio Cottas.
Em sua vida relacionada com a Doutrina, uma das maiores alegrias de Pompeu
Cantarelli, segundo ele, foi ter merecido a inteira confiança e a amizade de Antonio Cottas, e
disso o Presidente Perpétuo deu provas cabais durante a construção do novo edifício-sede do
Racionalismo Cristão no bairro de Santana da capital paulista. O autor lembra com saudade as
inaugurações de Casas Racionalistas Cristãs. Antonio Cottas lhe escrevia, então, dizendo:
Você está convocado, em nome da Casa Chefe, para ir a tal lugar, a fim de fazer a
reportagem para o jornal A Razão e organizar a cerimônia inaugurativa.
Tenho em meu arquivo inúmeras cartas que me enviou o Presidente Cottas, e as guardo
como num relicário do grande homem que consolidou o Racionalismo Cristão, confidencia
Pompeu Cantarelli.
É também com saudade que o autor evoca as figuras de Antônio Flor e Humberto
Romanelli, pela grande amizade e o ótimo relacionamento que sempre houve entre eles.
Antônio Flor costumava dizer que Humberto e Pompeu eram os seus braços na Filial de São
Paulo. Mas nunca falava quem era o braço direito...
Na qualidade de amigos de Pompeu Cantarelli, os companheiros das Filiais de Santana e
do Butantã, na capital paulista, tomaram a iniciativa de reunir neste livro sua produção
literária esparsa em artigos no jornal A Razão e, mais recentemente, na revista A Razão, de
Portugal. Sua produção não se limita apenas ao jornalismo. Há diversos trabalhos do autor
fazendo parte de livros editados pelo Racionalismo Cristão. Além do mais, Pompeu
Cantarelli, como é do conhecimento de muitos, é também poeta de generosa inspiração.
Tendo em conta a excelência dos seus escritos, versando variados assuntos, de cunho
moral, educativo e cultural, achamos que deveríamos dar a esses trabalhos uma difusão mais
ampla, com a publicação da presente obra, consignando nesta iniciativa a homenagem afetiva
e sincera dos seus amigos e admiradores.
Homem de cultura e brilhantes dotes de inteligência, teve o nosso Pompeu Cantarelli a
ventura de privar da amizade do “Príncipe dos Poetas Brasileiros”, Guilherme de Almeida,
conhecido e amado por paulistas e tantos brasileiros mais, pela simpatia irradiante de sua
personalidade e pelo incomparável lirismo que sua alma de artista deixou extravasar em sua
obra poética.
Foi no convívio com esse imortal da Academia Brasileira de Letras que Pompeu
Cantarelli recebeu valiosas lições na arte de versejar, em que, aliás, se tornou exímio, como se
verifica pela leitura de suas castigadas e fluentes estrofes.
Há quase trinta anos, o escriba que está alinhavando este prefácio teve seu primeiro
contato com a poesia do mestre Cantarelli, antes de ter o prazer de conhecê-lo pessoalmente.
Esse primeiro contato deu-se em 1970, em Campinas, interior do Estado de São Paulo, num
modesto barracão nos fundos da residência do Dr. Augusto Gomes, de saudosa memória.
Funcionava ali o Filiado local do Racionalismo Cristão, presidido pelo Dr. Augusto. Foi ele
quem me proporcionou a oportunidade de ler um poema de Pompeu Cantarelli que definia,
em linhas gerais, a Doutrina Racionalista Cristã e sua nobre finalidade. Naquele ano estava
iniciando-me nessa Doutrina, sob a orientação amiga do Dr. Augusto. Assim, esse poema faz
parte das gratas recordações que guardo daqueles dias particularmente felizes da minha vida.
José Alves Martins, Jornalista, São Paulo/1975
quinta-feira, 2 de abril de 2009
O meu depoimento sobre o Todo, de Henrique Carlos Sequeira
TRECHO:
Do autor: "O conhecimento não é uma ilha. É ,sim, bela, luminosa e iluminante visão panorâmica do Todo que o 'arquipélago dos saberes' oferece a quem, armado com espiritualidade e intelectualidade, vai subindo as suas escarpas e, nele, vai penetrando, procurando aí instalar-se."
Do autor: "O conhecimento não é uma ilha. É ,sim, bela, luminosa e iluminante visão panorâmica do Todo que o 'arquipélago dos saberes' oferece a quem, armado com espiritualidade e intelectualidade, vai subindo as suas escarpas e, nele, vai penetrando, procurando aí instalar-se."
domingo, 15 de março de 2009
O Racionalismo Cristão em Marcha em São Paulo, de Humberto Antônio Romanelli
TRECHO:
Apresentação
As Casas Racionalistas, em sua maioria, devem ter motivos extraordinários que
concorreram para a sua fundação. É certo que as iniciativas para esse fim estiveram
sempre revestidas de altruísmo, de amor ao próximo e sobretudo de tenacidade, por
parte de seus autores, na confirmação de que Querer é Poder!
Vamos narrar algo sobre a fundação da Casa Racionalista da cidade de São
Paulo, sintetizando dados que a secretaria pôde reunir.
Deixamos de expor nosso breve relato à prévia apreciação do Sr. Antônio de
Ornellas Flor, o fundador, pois ele, por natural modéstia, poderia restringir a nossa
intenção, que é a de informar e levar incentivo.
Homem simples, nunca quis sobressair entre os demais. Desprendido de vaidade
e sem pretensões à popularidade, procurou, durante sua longa jornada, cumprir o seu
dever, animando os que de si se aproximavam, advertindo, por vezes, os que tentavam
transgredir o código de disciplina que prometeram respeitar. Almas desse elevado
proceder não buscam elogios, dispensam homenagens.
Nosso intuito principal é destacar a realização, porém não podemos, ao tratar dos
acontecimentos, deixar de citar o realizador.
Neste particular, ele se distinguiu pela perseverança, o querer, o espírito de
lutador intemerato, de vencedor de obstáculos: o bom exemplo.
Para esta narrativa, reportemo-nos ao mês de julho de 1976, quando fizemos
ligeira alusão ao assunto, de forma improvisada.
Naquela ocasião, dizíamos que o ano de 1976 vinha sendo para os Racionalistas
Cristãos, principalmente para os de São Paulo, de marcante emoção.
Isso porque, além de se contar com a inauguração de novas sedes próprias da
Doutrina, como a de Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul; a de Fernandópolis,
no Estado de São Paulo; de estar prevista a de Nilópolis, Estado do Rio; de reabrir-se o
Filiado do Porto, Portugal, e de funcionarem as Casas Racionalistas das Ilhas e do
continente africano, constrói-se o Solar Luiz de Mattos, no Rio de Janeiro, para abrigar
abnegados colaboradores que não tenham mais família. Tudo isto vem atestar a marcha
progressista da Doutrina.
Estas notícias nos proporcionam grande júbilo espiritual. Assim também ocorre
quando das visitas que recebemos de companheiros de Doutrina de outros setores,
notadamente do exterior, oportunidades que se oferecem para conhecermos a expansão
da espiritualização pelo mundo, abrangendo grande parte dessa humanidade, na maioria
ainda tão empedernida e aferrada ao materialismo.
Também nos dá muita alegria o registro de mais alguns imóveis para o
patrimônio, o que nos permitirá, no futuro, cooperar na construção de outras Casas
Racionalistas. E, ainda, a dedicação e desvelo de alguns elementos da Doutrina, em
verdadeiro e discreto serviço de assistência social perante terceiros. Outras ocorrências,
bastante significativas, serão adiante apreciadas. Ao mesmo tempo, verificamos a cada
aniversário da nossa nova sede, cuja construção traduz o empenho dos Amigos do
Racionalismo Cristão, uma renovação de entusiasmo, com novos companheiros
inscrevendo-se para prestar seu concurso pessoal à Doutrina, e nova aragem de estímulo
espiritual invadindo a todos para o cumprimento do dever.
Em resumo: O Racionalismo Cristão caminha para a frente.
Apresentação
As Casas Racionalistas, em sua maioria, devem ter motivos extraordinários que
concorreram para a sua fundação. É certo que as iniciativas para esse fim estiveram
sempre revestidas de altruísmo, de amor ao próximo e sobretudo de tenacidade, por
parte de seus autores, na confirmação de que Querer é Poder!
Vamos narrar algo sobre a fundação da Casa Racionalista da cidade de São
Paulo, sintetizando dados que a secretaria pôde reunir.
Deixamos de expor nosso breve relato à prévia apreciação do Sr. Antônio de
Ornellas Flor, o fundador, pois ele, por natural modéstia, poderia restringir a nossa
intenção, que é a de informar e levar incentivo.
Homem simples, nunca quis sobressair entre os demais. Desprendido de vaidade
e sem pretensões à popularidade, procurou, durante sua longa jornada, cumprir o seu
dever, animando os que de si se aproximavam, advertindo, por vezes, os que tentavam
transgredir o código de disciplina que prometeram respeitar. Almas desse elevado
proceder não buscam elogios, dispensam homenagens.
Nosso intuito principal é destacar a realização, porém não podemos, ao tratar dos
acontecimentos, deixar de citar o realizador.
Neste particular, ele se distinguiu pela perseverança, o querer, o espírito de
lutador intemerato, de vencedor de obstáculos: o bom exemplo.
Para esta narrativa, reportemo-nos ao mês de julho de 1976, quando fizemos
ligeira alusão ao assunto, de forma improvisada.
Naquela ocasião, dizíamos que o ano de 1976 vinha sendo para os Racionalistas
Cristãos, principalmente para os de São Paulo, de marcante emoção.
Isso porque, além de se contar com a inauguração de novas sedes próprias da
Doutrina, como a de Palmeira das Missões, no Rio Grande do Sul; a de Fernandópolis,
no Estado de São Paulo; de estar prevista a de Nilópolis, Estado do Rio; de reabrir-se o
Filiado do Porto, Portugal, e de funcionarem as Casas Racionalistas das Ilhas e do
continente africano, constrói-se o Solar Luiz de Mattos, no Rio de Janeiro, para abrigar
abnegados colaboradores que não tenham mais família. Tudo isto vem atestar a marcha
progressista da Doutrina.
Estas notícias nos proporcionam grande júbilo espiritual. Assim também ocorre
quando das visitas que recebemos de companheiros de Doutrina de outros setores,
notadamente do exterior, oportunidades que se oferecem para conhecermos a expansão
da espiritualização pelo mundo, abrangendo grande parte dessa humanidade, na maioria
ainda tão empedernida e aferrada ao materialismo.
Também nos dá muita alegria o registro de mais alguns imóveis para o
patrimônio, o que nos permitirá, no futuro, cooperar na construção de outras Casas
Racionalistas. E, ainda, a dedicação e desvelo de alguns elementos da Doutrina, em
verdadeiro e discreto serviço de assistência social perante terceiros. Outras ocorrências,
bastante significativas, serão adiante apreciadas. Ao mesmo tempo, verificamos a cada
aniversário da nossa nova sede, cuja construção traduz o empenho dos Amigos do
Racionalismo Cristão, uma renovação de entusiasmo, com novos companheiros
inscrevendo-se para prestar seu concurso pessoal à Doutrina, e nova aragem de estímulo
espiritual invadindo a todos para o cumprimento do dever.
Em resumo: O Racionalismo Cristão caminha para a frente.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Para quando os reveses chegarem, de Fernando Faria
TRECHO:
Introdução
Este livro é composto de parágrafos selecionados das doutrinações do Astral Superior, dadas na
Casa Chefe do Racionalismo Cristão, no Rio de Janeiro, que são enviadas a todas as filiais para serem
lidas nas reuniões mensais, exclusivamente para os militantes da Doutrina, com a permissão do
Presidente Internacional do Racionalismo Cristão, Dr. Humberto Machado Rodrigues.
Esses parágrafos devem ser estudados, pois contêm verdades racionalistas cristãs que explicam os
reveses e os sofrimentos da vida, engendrados pela necessidade de depuração, pela necessidade de
resgate dos débitos morais ocasionados, muitas vezes, pela falta de disciplina, de renúncia, pelo
desconhecimento da cosmovisão Força e Matéria e pela má aplicação do livre-arbítrio, isto porque a
grande maioria dos espíritos encarnados no planeta Terra não sabe livrar-se das intuições do astral
inferior, porque desconhece o controle da mente. Não sabe pensar.
O sofrimento, tal qual o conhecemos na Terra, não é castigo. São importantes lições de vida
regadas a lágrimas de dor. É assim este mundo. O sofrimento é necessário nesse nosso estágio evolutivo,
para acender a nossa luz interna.
Portanto, as flores que compõem este buquê não pertencem ao autor. Somente é dele o laço que as
amarra.
FERNANDO FARIA
Introdução
Este livro é composto de parágrafos selecionados das doutrinações do Astral Superior, dadas na
Casa Chefe do Racionalismo Cristão, no Rio de Janeiro, que são enviadas a todas as filiais para serem
lidas nas reuniões mensais, exclusivamente para os militantes da Doutrina, com a permissão do
Presidente Internacional do Racionalismo Cristão, Dr. Humberto Machado Rodrigues.
Esses parágrafos devem ser estudados, pois contêm verdades racionalistas cristãs que explicam os
reveses e os sofrimentos da vida, engendrados pela necessidade de depuração, pela necessidade de
resgate dos débitos morais ocasionados, muitas vezes, pela falta de disciplina, de renúncia, pelo
desconhecimento da cosmovisão Força e Matéria e pela má aplicação do livre-arbítrio, isto porque a
grande maioria dos espíritos encarnados no planeta Terra não sabe livrar-se das intuições do astral
inferior, porque desconhece o controle da mente. Não sabe pensar.
O sofrimento, tal qual o conhecemos na Terra, não é castigo. São importantes lições de vida
regadas a lágrimas de dor. É assim este mundo. O sofrimento é necessário nesse nosso estágio evolutivo,
para acender a nossa luz interna.
Portanto, as flores que compõem este buquê não pertencem ao autor. Somente é dele o laço que as
amarra.
FERNANDO FARIA
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Reflexões sobre os sentimentos, de Caruso Samel
TRECHO:
INTRODUÇÃO
“Todo nosso conhecimento tem princípio nos sentimentos.”
Leonardo Da Vinci
Para tratar dos sentimentos, expressão da sensibilidade e da afetividade humana,
foi idealizado o presente livro. Nele procuramos dar uma ampla abrangência ao estudo
de um dos estados da consciência que mais tem a ver com a sensibilidade humana, isto
é, com os fenômenos afetivos, também conhecidos como sentimentos, emoções e
paixões. Procuramos exprimir com palavras, de modo convincente, os sentimentos
humanos, nos seus diversos matizes, apresentados em mais de setenta temas.
Não vamos entrar em divagações filosóficas ou comparar conceitos defendidos
por muitos autores e diferentes escolas filosóficas ao longo da História. Nem tampouco
vamos nos fixar em conceitos religiosos pregados por seitas e religiões de todo o
mundo. Mas, isso não nos impede de fazer citações apropriadas de grandes autores e
mestres de todas as épocas para enriquecer nossas próprias idéias.
Ao longo dos tempos muitos autores estudaram os sentimentos e prepararam
várias classificações, mas nenhuma delas nos satisfaz completamente, por serem
incompletas ou por não se ajustarem aos aspectos mais modernos da filosofia e da
psicologia. Dessa forma, este livro não se apegará a qualquer classificação ou escola
filosófica. O título sugere um tratamento mais amplo do que específico, sem perder em
profundidade. De regra, mergulhamos fundo na essência dos sentimentos, procurando
identificar suas causas e efeitos, mas preservamos a leveza de cada tema tratado de
forma livre e intuitiva.
Quando se procura compreender o processo de formação das causas conscientes e
inconscientes geradoras dos sentimentos, das emoções e das paixões e os seus efeitos no
dia-a-dia das pessoas, enfrentamos dificuldades. Não se trata de avaliar e medir coisas e
suas formas para as quais se dispõe de metodologia e instrumentos apropriados, como
medir a distância entre dois pontos ou pesar um determinado produto, mas de
“experimentar” e “avaliar” sensações que são sentidas de forma e graus diferentes por
nós, individualmente.
Ao contrário, aqui procuramos empregar métodos de investigação diferentes, tais
como a analogia e a associação de estados internos da mente com o meio ambiente, o
relacionamento das pessoas entre si, o conteúdo moral e psíquico dos indivíduos, a
natureza e a manifestação de seus pensamentos, enfim, temos que “ver” e
“experimentar” com a ótica da Razão e da Moral, procurando, de forma mais sensível e
concreta, captar atitudes e atos voluntários e involuntários presentes na vida de cada
criatura.
Termos que penetrar fundo nas mentes, avaliar e interpretar sentimentos, emoções
e paixões, sem nos envolvermos de forma particular com a nossa própria experiência de
vida, é tarefa quase sobrenatural. A isso nos propusemos neste despretensioso livro,
acreditando poder colaborar para o deleite, o progresso e a evolução de nossos leitores,
procurando oferecer-lhes, em cada parágrafo, um ponto de apoio para reflexão e
meditação sobre os temas tratados.
Os sentimentos, no seu sentido mais amplo, constituem o conjunto das qualidades
morais do indivíduo. Embora o autor não pretenda adotar um esquema rígido de
classificação dos sentimentos, podemos agrupá-los em simples e complexos. Os simples
são diretos e independentes, tais como, a alegria, o ódio, a dor. Já os complexos são de
natureza mais emotiva e são comumente conhecidos como emoções, tais como a
esperança, o ciúme, a saudade. As emoções resultam de reações mentais das criaturas
em resposta a uma situação inesperada provocada por outras pessoas, modificando o
estado afetivo de uma forma penosa ou agradável, conforme a emoção estimulada.
Quando os sentimentos ou as emoções são levados a um alto grau de intensidade,
sobrepondo-se à lucidez e à razão, estaremos lidando com as paixões, como no caso do
amor, na sua concepção meramente materialista. Nesta obra, trataremos tanto dos
sentimentos positivos como dos negativos, realçando os seus efeitos na conduta e nas
atitudes das pessoas. Estas constituem uma forma de ação consciente, inconsciente e
emocional, resultante ou não de uma provocação. O leitor encontrará um tema especial
sob o título “A ATITUDE”. Além disso, dada a sua importância na vida espiritual dos
seres, foram incluídos os principais temas voltados aos atributos espirituais.
Como pode ser observado, o título Reflexões sobre os sentimentos sugere um
conjunto de temas que levarão o leitor à reflexão criadora. Lembramos que a palavra
emoções é usada aqui de forma genérica e abrangente. Algumas emoções, dada a sua
importância, serão apresentadas independentemente de seus contrários, como amor e
ódio, mas outras, devido às sutilezas de entrelaçamento, serão tratadas conjuntamente
num mesmo contexto, como esperança e desesperança.
No desenvolvimento deste livro, foram tomados como fundamentais os princípios
cristãos e espiritualistas mais essenciais, já que a criatura, desde o seu nascimento até a
morte, possui todos os recursos espirituais e mentais de que precisa para o seu
desenvolvimento e evolução. Alguns desses recursos são:
1) A faculdade do pensamento, que é tudo na vida da criatura.
2) A faculdade da vontade, para pôr o pensamento e o livre-arbítrio em ação.
3) A faculdade do livre-arbítrio, que é a liberdade de pensar e agir livremente.
4) A faculdade do raciocínio, que analisa o que é moralmente certo ou errado.
5) A consciência, que censura, critica e aprova ou não as ações empreendidas.
6) A reunião do pensamento com a vontade para criar e recriar o que desejar.
7) A percepção criadora para poder compreender a vida em sua real totalidade.
8) A intuição para perceber que a vida não termina com a morte do corpo físico.
9) A autodisciplina para ser comedido e bem cumprir os princípios cristãos.
Assim, o autor acredita que os fundamentos desses princípios poderão servir de
ponto de apoio para todos aqueles que se dedicarem a pensar e refletir sobre os temas
dos sentimentos, das emoções e das paixões aqui apresentados.
Este livro pode ser lido de diferentes maneiras, do começo para o fim ou
escolhendo o tema que se desejar, aleatoriamente. O importante é criar uma relação
individual com cada tema e seu conteúdo e, dele, tirar as idéias para construir suas
próprias reflexões. Os frutos que cada um dos leitores colherá da reflexão e meditação
suscitadas em cada um dos temas tratados compensarão, de longe, os esforços do autor,
cuja única motivação é poder abrir novos horizontes para uma melhor compreensão de
si mesmo e de seus semelhantes pelos caminhos da Vida.
Possa este livro despertar em cada um dos leitores o hábito salutar do raciocínio e
da meditação e o autor sentirá que seu esforço não foi em vão.
INTRODUÇÃO
“Todo nosso conhecimento tem princípio nos sentimentos.”
Leonardo Da Vinci
Para tratar dos sentimentos, expressão da sensibilidade e da afetividade humana,
foi idealizado o presente livro. Nele procuramos dar uma ampla abrangência ao estudo
de um dos estados da consciência que mais tem a ver com a sensibilidade humana, isto
é, com os fenômenos afetivos, também conhecidos como sentimentos, emoções e
paixões. Procuramos exprimir com palavras, de modo convincente, os sentimentos
humanos, nos seus diversos matizes, apresentados em mais de setenta temas.
Não vamos entrar em divagações filosóficas ou comparar conceitos defendidos
por muitos autores e diferentes escolas filosóficas ao longo da História. Nem tampouco
vamos nos fixar em conceitos religiosos pregados por seitas e religiões de todo o
mundo. Mas, isso não nos impede de fazer citações apropriadas de grandes autores e
mestres de todas as épocas para enriquecer nossas próprias idéias.
Ao longo dos tempos muitos autores estudaram os sentimentos e prepararam
várias classificações, mas nenhuma delas nos satisfaz completamente, por serem
incompletas ou por não se ajustarem aos aspectos mais modernos da filosofia e da
psicologia. Dessa forma, este livro não se apegará a qualquer classificação ou escola
filosófica. O título sugere um tratamento mais amplo do que específico, sem perder em
profundidade. De regra, mergulhamos fundo na essência dos sentimentos, procurando
identificar suas causas e efeitos, mas preservamos a leveza de cada tema tratado de
forma livre e intuitiva.
Quando se procura compreender o processo de formação das causas conscientes e
inconscientes geradoras dos sentimentos, das emoções e das paixões e os seus efeitos no
dia-a-dia das pessoas, enfrentamos dificuldades. Não se trata de avaliar e medir coisas e
suas formas para as quais se dispõe de metodologia e instrumentos apropriados, como
medir a distância entre dois pontos ou pesar um determinado produto, mas de
“experimentar” e “avaliar” sensações que são sentidas de forma e graus diferentes por
nós, individualmente.
Ao contrário, aqui procuramos empregar métodos de investigação diferentes, tais
como a analogia e a associação de estados internos da mente com o meio ambiente, o
relacionamento das pessoas entre si, o conteúdo moral e psíquico dos indivíduos, a
natureza e a manifestação de seus pensamentos, enfim, temos que “ver” e
“experimentar” com a ótica da Razão e da Moral, procurando, de forma mais sensível e
concreta, captar atitudes e atos voluntários e involuntários presentes na vida de cada
criatura.
Termos que penetrar fundo nas mentes, avaliar e interpretar sentimentos, emoções
e paixões, sem nos envolvermos de forma particular com a nossa própria experiência de
vida, é tarefa quase sobrenatural. A isso nos propusemos neste despretensioso livro,
acreditando poder colaborar para o deleite, o progresso e a evolução de nossos leitores,
procurando oferecer-lhes, em cada parágrafo, um ponto de apoio para reflexão e
meditação sobre os temas tratados.
Os sentimentos, no seu sentido mais amplo, constituem o conjunto das qualidades
morais do indivíduo. Embora o autor não pretenda adotar um esquema rígido de
classificação dos sentimentos, podemos agrupá-los em simples e complexos. Os simples
são diretos e independentes, tais como, a alegria, o ódio, a dor. Já os complexos são de
natureza mais emotiva e são comumente conhecidos como emoções, tais como a
esperança, o ciúme, a saudade. As emoções resultam de reações mentais das criaturas
em resposta a uma situação inesperada provocada por outras pessoas, modificando o
estado afetivo de uma forma penosa ou agradável, conforme a emoção estimulada.
Quando os sentimentos ou as emoções são levados a um alto grau de intensidade,
sobrepondo-se à lucidez e à razão, estaremos lidando com as paixões, como no caso do
amor, na sua concepção meramente materialista. Nesta obra, trataremos tanto dos
sentimentos positivos como dos negativos, realçando os seus efeitos na conduta e nas
atitudes das pessoas. Estas constituem uma forma de ação consciente, inconsciente e
emocional, resultante ou não de uma provocação. O leitor encontrará um tema especial
sob o título “A ATITUDE”. Além disso, dada a sua importância na vida espiritual dos
seres, foram incluídos os principais temas voltados aos atributos espirituais.
Como pode ser observado, o título Reflexões sobre os sentimentos sugere um
conjunto de temas que levarão o leitor à reflexão criadora. Lembramos que a palavra
emoções é usada aqui de forma genérica e abrangente. Algumas emoções, dada a sua
importância, serão apresentadas independentemente de seus contrários, como amor e
ódio, mas outras, devido às sutilezas de entrelaçamento, serão tratadas conjuntamente
num mesmo contexto, como esperança e desesperança.
No desenvolvimento deste livro, foram tomados como fundamentais os princípios
cristãos e espiritualistas mais essenciais, já que a criatura, desde o seu nascimento até a
morte, possui todos os recursos espirituais e mentais de que precisa para o seu
desenvolvimento e evolução. Alguns desses recursos são:
1) A faculdade do pensamento, que é tudo na vida da criatura.
2) A faculdade da vontade, para pôr o pensamento e o livre-arbítrio em ação.
3) A faculdade do livre-arbítrio, que é a liberdade de pensar e agir livremente.
4) A faculdade do raciocínio, que analisa o que é moralmente certo ou errado.
5) A consciência, que censura, critica e aprova ou não as ações empreendidas.
6) A reunião do pensamento com a vontade para criar e recriar o que desejar.
7) A percepção criadora para poder compreender a vida em sua real totalidade.
8) A intuição para perceber que a vida não termina com a morte do corpo físico.
9) A autodisciplina para ser comedido e bem cumprir os princípios cristãos.
Assim, o autor acredita que os fundamentos desses princípios poderão servir de
ponto de apoio para todos aqueles que se dedicarem a pensar e refletir sobre os temas
dos sentimentos, das emoções e das paixões aqui apresentados.
Este livro pode ser lido de diferentes maneiras, do começo para o fim ou
escolhendo o tema que se desejar, aleatoriamente. O importante é criar uma relação
individual com cada tema e seu conteúdo e, dele, tirar as idéias para construir suas
próprias reflexões. Os frutos que cada um dos leitores colherá da reflexão e meditação
suscitadas em cada um dos temas tratados compensarão, de longe, os esforços do autor,
cuja única motivação é poder abrir novos horizontes para uma melhor compreensão de
si mesmo e de seus semelhantes pelos caminhos da Vida.
Possa este livro despertar em cada um dos leitores o hábito salutar do raciocínio e
da meditação e o autor sentirá que seu esforço não foi em vão.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Páginas soltas, de Maria Cottas
TRECHO:
Prefácio
Realizaram, há tempos, uma enquete entre escritores e literatos para que respondessem "se a vida valia a pena ser vivida" e se eles próprios se consideravam realizados. Não se tratava do velho objetivo, até então perseguido, de considerar-se realizado quem "tivesse um filho, construísse uma casa e plantasse uma árvore", de tão prosaico que se apresenta, mas de saber através de pessoas de pensamento, de vida interior intensa, de observadores do comportamento dos indivíduos no meio em que trabalham e lutam, se depois de tanta labuta se consideravam recompensados pela obra realizada. Não se indagava de vantagens pecuniárias, de posições de destaque conquistadas, de recompensas monetárias adquiridas, mas pura e simplesmente de saber se estavam satisfeitos com a obra apresentada, fruto do esforço realizador empreendido, e, assim, se tinha valido a pena a existência decorrida. Na maioria, os consultados eram homens vividos, autores de livros aplaudidos nos meios social e cultural do país, quase todos membros da Academia Brasileira de Letras, nomes festejados no jornalismo, na cátedra, na literatura, escritores que tinham passado grande parte de suas existências debruçados sobre papéis e livros, no afã de gravar em palavras escritas ou pelas bocas de seus personagens em romances ou peças teatrais, os anseios e desencantos da vida das criaturas, responderam afirmativamente. Sim, a vida valia a pena ser vivida, concluíram eles - numa altura da vida em que a experiência adquirida no longo caminhar da justeza e equilíbrio aos julgamentos - mesmo com suas frustrações e desesperos, pelos quais todos passamos. Eles, principalmente, portadores de tão alta sensibilidade, que padecem da necessidade irreprimível de exteriorizar seus sentimentos, com a sofreguidão do náufrago que tentasse agarrar uma tábua atirada ao embate das ondas no mar revolto da vida. Todos responderam que sim. Bem que tinham eles seus sofreres, suas queixas, desilusões e desenganos, que transbordavam - de tantos que eram - para as páginas que
escreviam, para os versos que alinhavam, para as falas que marcavam as atitudes de seus personagens interpretando os fatos da vida. Mas, apesar de tudo que tinham sofrido, a beleza da vida os seduzira e seus encantos sobrepujaram as dores e ingratidões curtidas, cicatrizando mágoas e desesperanças. E transportavam para suas páginas a magnificência das madrugadas frescas ou a tristeza dos poentes sangüíneos, os exemplos de afetividade e amar das aves e dos animais, o desprendimento das flores, que desabrocham à beira dos caminhos para a glória de um dia de esplendor, para fenecerem sem que alguém reparasse nelas. Colaborando num periódico da Guanabara, a Sra. Maria Cottas, autora de dois livros, com várias edições, reaparece com esta coletânea de crônicas de épocas diferentes e sobre assuntos os mais díspares. Dotada de alta espiritualidade e dum poder de expressar com singeleza o brilho das idéias, a escritora não se restringe a exteriorizar seus sentimentos em face dos acontecimentos cotidianos, porque seus escritos são uma constante exaltação à Mulher, numa auto-defesa extremada, às vezes heróica, sempre enternecedora, a vislumbrar-se nas entrelinhas a sutileza feminina. Sob este aspecto a autora de Páginas Soltas excede a si mesma e suas crônicas, tão cheias de calor humano, tão impregnadas de sensibilidade da alma feminina, bem mereciam ser reunidas num volume, retiradas da vida efêmera dos periódicos, para a glória das bibliotecas. E como são crônicas escritas ao sabor dos acontecimentos, no desenrolar do cotidiano, nada mais são do que - Páginas Soltas. Setembro, 66. Othon Ewaldo
Prefácio
Realizaram, há tempos, uma enquete entre escritores e literatos para que respondessem "se a vida valia a pena ser vivida" e se eles próprios se consideravam realizados. Não se tratava do velho objetivo, até então perseguido, de considerar-se realizado quem "tivesse um filho, construísse uma casa e plantasse uma árvore", de tão prosaico que se apresenta, mas de saber através de pessoas de pensamento, de vida interior intensa, de observadores do comportamento dos indivíduos no meio em que trabalham e lutam, se depois de tanta labuta se consideravam recompensados pela obra realizada. Não se indagava de vantagens pecuniárias, de posições de destaque conquistadas, de recompensas monetárias adquiridas, mas pura e simplesmente de saber se estavam satisfeitos com a obra apresentada, fruto do esforço realizador empreendido, e, assim, se tinha valido a pena a existência decorrida. Na maioria, os consultados eram homens vividos, autores de livros aplaudidos nos meios social e cultural do país, quase todos membros da Academia Brasileira de Letras, nomes festejados no jornalismo, na cátedra, na literatura, escritores que tinham passado grande parte de suas existências debruçados sobre papéis e livros, no afã de gravar em palavras escritas ou pelas bocas de seus personagens em romances ou peças teatrais, os anseios e desencantos da vida das criaturas, responderam afirmativamente. Sim, a vida valia a pena ser vivida, concluíram eles - numa altura da vida em que a experiência adquirida no longo caminhar da justeza e equilíbrio aos julgamentos - mesmo com suas frustrações e desesperos, pelos quais todos passamos. Eles, principalmente, portadores de tão alta sensibilidade, que padecem da necessidade irreprimível de exteriorizar seus sentimentos, com a sofreguidão do náufrago que tentasse agarrar uma tábua atirada ao embate das ondas no mar revolto da vida. Todos responderam que sim. Bem que tinham eles seus sofreres, suas queixas, desilusões e desenganos, que transbordavam - de tantos que eram - para as páginas que
escreviam, para os versos que alinhavam, para as falas que marcavam as atitudes de seus personagens interpretando os fatos da vida. Mas, apesar de tudo que tinham sofrido, a beleza da vida os seduzira e seus encantos sobrepujaram as dores e ingratidões curtidas, cicatrizando mágoas e desesperanças. E transportavam para suas páginas a magnificência das madrugadas frescas ou a tristeza dos poentes sangüíneos, os exemplos de afetividade e amar das aves e dos animais, o desprendimento das flores, que desabrocham à beira dos caminhos para a glória de um dia de esplendor, para fenecerem sem que alguém reparasse nelas. Colaborando num periódico da Guanabara, a Sra. Maria Cottas, autora de dois livros, com várias edições, reaparece com esta coletânea de crônicas de épocas diferentes e sobre assuntos os mais díspares. Dotada de alta espiritualidade e dum poder de expressar com singeleza o brilho das idéias, a escritora não se restringe a exteriorizar seus sentimentos em face dos acontecimentos cotidianos, porque seus escritos são uma constante exaltação à Mulher, numa auto-defesa extremada, às vezes heróica, sempre enternecedora, a vislumbrar-se nas entrelinhas a sutileza feminina. Sob este aspecto a autora de Páginas Soltas excede a si mesma e suas crônicas, tão cheias de calor humano, tão impregnadas de sensibilidade da alma feminina, bem mereciam ser reunidas num volume, retiradas da vida efêmera dos periódicos, para a glória das bibliotecas. E como são crônicas escritas ao sabor dos acontecimentos, no desenrolar do cotidiano, nada mais são do que - Páginas Soltas. Setembro, 66. Othon Ewaldo
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Pela Verdade - A ação do Espírito sobre a Matéria, de Luiz de Mattos
TRECHO:
Prefácio
PELA VERDADE vem a público como obra de luta, mas de luta construtiva, como foi
toda a vida de seu imortal autor.
Há aqui a demonstração eloqüente da capacidade e brilho com que Luiz de Mattos
tecia as suas campanhas, afirmando sempre a sua personalidade invulgar de construtor
sadio, que lança os lampejos da sua inteligência sobre a multivariedade dos assuntos que
mais diretamente a solicitam, para desbravá-los, com a sua indiscutível boa vontade de
esclarecer seu semelhante.
Abrangendo, na sua pesquisa, campos de outros mais conhecidos, ainda assim o seu
talento polimorfo se afirmou como um colaborador sensato e honesto, rasgando caminhos
novos em setores científicos ainda ignorados.
No terreno do psiquismo, abandonado pelo materialismo ortodoxo aos planos
secundários e desprezíveis do misticismo e da superstição, Luiz de Mattos traçou, com
pulso firme de Mestre, um vasto programa de estudos, que culminaram numa melhor
compreensão do homem, da vida e do Universo.
Sem estudos médicos que !he outorgaram uma bagagem desses conhecimentos, pôde,
ainda assim, à maneira de Pasteur, tornar-se o descobridor de causas novas de doenças,
desbravando um terreno inculto pela desídia dos homens de ciência, e proclamando, com
dados objetivos, que a atividade mental do individuo influi, poderosamente, tanto na sua
saúde, quanto na doença. É bem verdade que há muitos séculos se fala, discute e afirma em obras médicas, que
o psiquismo individual pode, por si só, ocasionar distúrbios da mais variada natureza.
Verificamos, porém, que as vozes que se têm erguido nesse sentido, pela
unilateralidade dos seus conceitos, foram postas à margem, por não terem encontrado a
acústica precisa para assertivas de tão alto teor.
Vencer sempre aquele outro ponto-de-vista, também unilateral, de encarar o lado
psíquico do homem, como subalterno da matéria, e assim mais acentuadamente se vinculou
o espírito ao corpo, ou a alma à matéria.
Com Luiz de Mattos, começamos a ter uma visão de conjunto, uma idéia mais
harmônica e precisa das correlações existentes entre a alma e o corpo. Tudo isso, bem
interpretado, nos leva àquela unidade do ser que os nossos tempos, de mais liberdade de
raciocínio, deixam antever.
Assim, começamos a dar, por uma medida de reconhecida justiça, o devido valor aos
estudos admiráveis que nos levaram ao conhecimento completo da matéria, e senhores de
outros dados, avançamos, resolutos e decididos, no estudo sistematizado e científico
daquela parte invisível do homem.
No terreno da saúde, já sabemos quais as causas físicas, microbianas, químicas e
tantas outras das inúmeras doenças que a Medicina estuda. Mas, a estas, podemos
acrescentar, dada a sua importância capital, a força psíquica, ainda hoje discutível, mas
absolutamente impossível de ser negada. Foi exatamente visando essa demonstração, que
Luiz de Mattos escreveu estas páginas, convidando os homens da ciência ao estudo
criterioso da psique humana.
Criaturas pouco afeitas à ponderação e ao justo raciocínio, não compreenderam bem
a obra do grande lidador, estigmatizando-a, logo, como malsã, por verem na crítica
altamente construtiva que ele fazia à medicina materialista, na parte em que esta se
sobrepunha à transcendência dos assuntos atinentes à Força, o ataque ao médico.
Os princípios do Racionalismo Cristão, fundado por Luiz de Mattos, têm, como
origem, o estudo científico do homem, como base, a cultura e, como fim, a espiritualidade
dos seres.
Podemos ainda, em breves palavras, definir essa obra grandiosa como tendo o estudo
individual por princípio, o enobrecimento da família como base e a espiritualização dos
povos como fim.
Os seus princípios basilares demonstram o desejo de que as criaturas esclarecidas e
fortes abram caminho na vida, construindo existências úteis, sadias e valorosas,
sobreexcedendo-se a si mesmas, dando, cada vez mais, o melhor de si próprias, alargando
o raciocínio, cultivando a inteligência e enobrecendo a existência humana.
Luiz de Mattos não regateia aplausos e elogios á obra de muitos médicos e à ação
salutar e meritória da Medicina, que a Humanidade beneficiada reconhece. Seu objetivo é
dizer que a obra da Ciência é infindável e como processo contínuo não pode estacionar
nem anatematizar aquilo que ignora, pelo simples fato de não querer pesquisá-lo.
Os redutos acadêmicos, em matéria de estudos psíquicos, têm agido, em regra, de
maneira anticientífica, prelecionando sobre fatos que não estudam, achando mais cômodo
condená-los, do que entendê-los.
Esses mentores do saber organizado e inatacável são prejudiciais à humanidade,
porque sem a sua indolência, não haveria tanta superstição e tanta religiosidade malsã a
arruinar almas e corpos.
Cabe à Ciência tudo estudar. Não lhe é permitido, em nosso século, dogmatizar,
porque as Academias não são Concílios onde os guardiões dos dogmas revelados se
reúnem para decretar, como puros e certos, os sofismas esdrúxulos da fé.
Ciência significa estudo, pesquisa e Verdade. Sendo assim, não admite atitudes
defensivas, porque ela se alteia aos interesses de classes.
Luiz de Mattos, em toda a sua vida, nada mais pediu aos homens de Ciência que não
fosse o estudo daquilo que ele lhes apresentava.
Lutou, valentemente, mas não logrou ser compreendido. Não teve, como Pasteur, a
glória de ver os redutos acadêmicos aplaudi-lo e homenageá-lo, mas aqueles que lhe
secundam a obra, esperam vê-la um dia no seio das próprias Academias, compreendida e
acatada como merece.
Introdução
As novas gerações ouvem ou lêem que Luiz de Mattos foi jornalista destemido em sua época, que suas campanhas e polêmicas despertavam grande interesse a tinham larga
repercussão no seio do povo. Entretanto, a não ser que procurem nas bibliotecas os jornais
daquele tempo, num trabalho interessante, mas exaustivo, ou nas coleções do seu jornal A
RAZÃO, atualmente mui pouco encontrariam sobre tais assuntos. É que livros de sua autoria que reuniam seus escritos sobre as campanhas que
realizou, como Cartas ao Chefe do Protestantismo no Brasil, Cartas ao Cardeal Arcoverde,
Cientistas Sem Ciência e outros, estão com suas edições esgotadas e não mais serão
reeditados.
A época é outra, tudo evoluiu, e até a singular linguagem usada por Luiz de Mattos
hoje seria diferente, segundo alegam os seus editores.
Mas a sua campanha sobre o aparecimento da obra A Cura dos Nervosos, de autoria
do Prof. Austregésilo, também nome de grande evidência naquela ocasião, recebe, agora,
nova edição, por ser o motivo da polêmica, embora antigo, sempre novo, e continuará
ainda a sê-lo por muito tempo, até que a Ciência, reconhecendo a existência da Força e
sua predominância sobre a Matéria, aceite a tese defendida pelo grande doutrinador, há
mais de cinqüenta anos, de que existem enfermidades nervosas provocadas por um agente
que atua sobre o espírito do enfermo, cujo afastamento será bastante para promover a sua
normalização.
Na verdade, a ciência e o espiritualismo não chegaram ainda a um acordo sobre as
controvertidas questões da imortalidade da alma e da lei das reencarnações e, por isso,
pensam os editores que esta reedição ainda vem "sanar uma lacuna", como é de hábito
escrever-se, nessas circunstâncias.
Outro ponto que também contribuiu para o lançamento agora de PELA VERDADE
foi o de tornar conhecida a linguagem característica do Autor que, embora escrevendo
diariamente – sua seção diária intitulava-se NOTA e saía sempre no mesmo lugar do
jornal – atraia a atenção dos leitores doutrora, como há de despertar os de hoje, movidos
pela curiosidade de conhecer os velhos adágios, os antigos provérbios, as expressões da época, que entremeiam a contestação dum livro árido de medicina, como que amenizando
assunto tão sério para ser tratado num diário. ¾ Viria daí a simpatia, a popularidade, a razão do sucesso do escritor?
A Verdade é que ele como que polarizou o jornalismo da época com suas tão
discutidas e controvertidas alegações, e sua fundação – o Racionalismo Cristão – persiste,
até hoje, na defesa e explanação dos princípios por ele disseminados há sessenta e cinco
anos, cada vez mais atuante, numa ascensão vitoriosa de seus propósitos.
Rio, 1977.
Prefácio
PELA VERDADE vem a público como obra de luta, mas de luta construtiva, como foi
toda a vida de seu imortal autor.
Há aqui a demonstração eloqüente da capacidade e brilho com que Luiz de Mattos
tecia as suas campanhas, afirmando sempre a sua personalidade invulgar de construtor
sadio, que lança os lampejos da sua inteligência sobre a multivariedade dos assuntos que
mais diretamente a solicitam, para desbravá-los, com a sua indiscutível boa vontade de
esclarecer seu semelhante.
Abrangendo, na sua pesquisa, campos de outros mais conhecidos, ainda assim o seu
talento polimorfo se afirmou como um colaborador sensato e honesto, rasgando caminhos
novos em setores científicos ainda ignorados.
No terreno do psiquismo, abandonado pelo materialismo ortodoxo aos planos
secundários e desprezíveis do misticismo e da superstição, Luiz de Mattos traçou, com
pulso firme de Mestre, um vasto programa de estudos, que culminaram numa melhor
compreensão do homem, da vida e do Universo.
Sem estudos médicos que !he outorgaram uma bagagem desses conhecimentos, pôde,
ainda assim, à maneira de Pasteur, tornar-se o descobridor de causas novas de doenças,
desbravando um terreno inculto pela desídia dos homens de ciência, e proclamando, com
dados objetivos, que a atividade mental do individuo influi, poderosamente, tanto na sua
saúde, quanto na doença. É bem verdade que há muitos séculos se fala, discute e afirma em obras médicas, que
o psiquismo individual pode, por si só, ocasionar distúrbios da mais variada natureza.
Verificamos, porém, que as vozes que se têm erguido nesse sentido, pela
unilateralidade dos seus conceitos, foram postas à margem, por não terem encontrado a
acústica precisa para assertivas de tão alto teor.
Vencer sempre aquele outro ponto-de-vista, também unilateral, de encarar o lado
psíquico do homem, como subalterno da matéria, e assim mais acentuadamente se vinculou
o espírito ao corpo, ou a alma à matéria.
Com Luiz de Mattos, começamos a ter uma visão de conjunto, uma idéia mais
harmônica e precisa das correlações existentes entre a alma e o corpo. Tudo isso, bem
interpretado, nos leva àquela unidade do ser que os nossos tempos, de mais liberdade de
raciocínio, deixam antever.
Assim, começamos a dar, por uma medida de reconhecida justiça, o devido valor aos
estudos admiráveis que nos levaram ao conhecimento completo da matéria, e senhores de
outros dados, avançamos, resolutos e decididos, no estudo sistematizado e científico
daquela parte invisível do homem.
No terreno da saúde, já sabemos quais as causas físicas, microbianas, químicas e
tantas outras das inúmeras doenças que a Medicina estuda. Mas, a estas, podemos
acrescentar, dada a sua importância capital, a força psíquica, ainda hoje discutível, mas
absolutamente impossível de ser negada. Foi exatamente visando essa demonstração, que
Luiz de Mattos escreveu estas páginas, convidando os homens da ciência ao estudo
criterioso da psique humana.
Criaturas pouco afeitas à ponderação e ao justo raciocínio, não compreenderam bem
a obra do grande lidador, estigmatizando-a, logo, como malsã, por verem na crítica
altamente construtiva que ele fazia à medicina materialista, na parte em que esta se
sobrepunha à transcendência dos assuntos atinentes à Força, o ataque ao médico.
Os princípios do Racionalismo Cristão, fundado por Luiz de Mattos, têm, como
origem, o estudo científico do homem, como base, a cultura e, como fim, a espiritualidade
dos seres.
Podemos ainda, em breves palavras, definir essa obra grandiosa como tendo o estudo
individual por princípio, o enobrecimento da família como base e a espiritualização dos
povos como fim.
Os seus princípios basilares demonstram o desejo de que as criaturas esclarecidas e
fortes abram caminho na vida, construindo existências úteis, sadias e valorosas,
sobreexcedendo-se a si mesmas, dando, cada vez mais, o melhor de si próprias, alargando
o raciocínio, cultivando a inteligência e enobrecendo a existência humana.
Luiz de Mattos não regateia aplausos e elogios á obra de muitos médicos e à ação
salutar e meritória da Medicina, que a Humanidade beneficiada reconhece. Seu objetivo é
dizer que a obra da Ciência é infindável e como processo contínuo não pode estacionar
nem anatematizar aquilo que ignora, pelo simples fato de não querer pesquisá-lo.
Os redutos acadêmicos, em matéria de estudos psíquicos, têm agido, em regra, de
maneira anticientífica, prelecionando sobre fatos que não estudam, achando mais cômodo
condená-los, do que entendê-los.
Esses mentores do saber organizado e inatacável são prejudiciais à humanidade,
porque sem a sua indolência, não haveria tanta superstição e tanta religiosidade malsã a
arruinar almas e corpos.
Cabe à Ciência tudo estudar. Não lhe é permitido, em nosso século, dogmatizar,
porque as Academias não são Concílios onde os guardiões dos dogmas revelados se
reúnem para decretar, como puros e certos, os sofismas esdrúxulos da fé.
Ciência significa estudo, pesquisa e Verdade. Sendo assim, não admite atitudes
defensivas, porque ela se alteia aos interesses de classes.
Luiz de Mattos, em toda a sua vida, nada mais pediu aos homens de Ciência que não
fosse o estudo daquilo que ele lhes apresentava.
Lutou, valentemente, mas não logrou ser compreendido. Não teve, como Pasteur, a
glória de ver os redutos acadêmicos aplaudi-lo e homenageá-lo, mas aqueles que lhe
secundam a obra, esperam vê-la um dia no seio das próprias Academias, compreendida e
acatada como merece.
Introdução
As novas gerações ouvem ou lêem que Luiz de Mattos foi jornalista destemido em sua época, que suas campanhas e polêmicas despertavam grande interesse a tinham larga
repercussão no seio do povo. Entretanto, a não ser que procurem nas bibliotecas os jornais
daquele tempo, num trabalho interessante, mas exaustivo, ou nas coleções do seu jornal A
RAZÃO, atualmente mui pouco encontrariam sobre tais assuntos. É que livros de sua autoria que reuniam seus escritos sobre as campanhas que
realizou, como Cartas ao Chefe do Protestantismo no Brasil, Cartas ao Cardeal Arcoverde,
Cientistas Sem Ciência e outros, estão com suas edições esgotadas e não mais serão
reeditados.
A época é outra, tudo evoluiu, e até a singular linguagem usada por Luiz de Mattos
hoje seria diferente, segundo alegam os seus editores.
Mas a sua campanha sobre o aparecimento da obra A Cura dos Nervosos, de autoria
do Prof. Austregésilo, também nome de grande evidência naquela ocasião, recebe, agora,
nova edição, por ser o motivo da polêmica, embora antigo, sempre novo, e continuará
ainda a sê-lo por muito tempo, até que a Ciência, reconhecendo a existência da Força e
sua predominância sobre a Matéria, aceite a tese defendida pelo grande doutrinador, há
mais de cinqüenta anos, de que existem enfermidades nervosas provocadas por um agente
que atua sobre o espírito do enfermo, cujo afastamento será bastante para promover a sua
normalização.
Na verdade, a ciência e o espiritualismo não chegaram ainda a um acordo sobre as
controvertidas questões da imortalidade da alma e da lei das reencarnações e, por isso,
pensam os editores que esta reedição ainda vem "sanar uma lacuna", como é de hábito
escrever-se, nessas circunstâncias.
Outro ponto que também contribuiu para o lançamento agora de PELA VERDADE
foi o de tornar conhecida a linguagem característica do Autor que, embora escrevendo
diariamente – sua seção diária intitulava-se NOTA e saía sempre no mesmo lugar do
jornal – atraia a atenção dos leitores doutrora, como há de despertar os de hoje, movidos
pela curiosidade de conhecer os velhos adágios, os antigos provérbios, as expressões da época, que entremeiam a contestação dum livro árido de medicina, como que amenizando
assunto tão sério para ser tratado num diário. ¾ Viria daí a simpatia, a popularidade, a razão do sucesso do escritor?
A Verdade é que ele como que polarizou o jornalismo da época com suas tão
discutidas e controvertidas alegações, e sua fundação – o Racionalismo Cristão – persiste,
até hoje, na defesa e explanação dos princípios por ele disseminados há sessenta e cinco
anos, cada vez mais atuante, numa ascensão vitoriosa de seus propósitos.
Rio, 1977.
domingo, 25 de janeiro de 2009
Reflexões Racionalistas Cristãs, de Luiz Hamilton Menossi
TRECHO:
1. Um grande campo experimental
O livro Racionalismo Cristão nos ensina que o planeta terra não é habitação permanente de
nenhum espírito, mas sim um grande campo experimental de aprendizado e realização material e
espiritual. Portanto, devemos encarar a vida como um campo experimental de aprendizado onde
viemos buscar evolução, e principalmente a evolução espiritual. E evolução espiritual
caracteriza-se pelo esforço continuado na busca do conhecimento e a conseqüente ampliação da
consciência. E aí está o Astral Superior, através das Casas Racionalistas Cristãs, ensinando a
aprender a pensar e apresentando soluções luminosas para os problemas individuais e coletivos
em que vive a humanidade de hoje. Verdadeiras escolas de evolução espiritual à disposição de
todos que querem ampliar a consciência e crescer espiritualmente. Através das diversas
experiências que o planeta Terra nos oferece nas mais variadas circunstâncias do dia a dia,
somadas aos ensinamentos do Astral Superior, nós ficamos conscientes daquilo que já vivemos e
podemos elaborar um plano para a vida futura; passamos a ter domínio próprio e a ter um
objetivo sintonizado com a principal meta do Racionalismo Cristão que é o aperfeiçoamento
individual e coletivo da espécie humana.
Aproveitemos então a grande e valiosa oportunidade!
2. Um novo conceito do Universo e da Vida
No estado de consciência normal e comum a todos (consciência de si mesmo), sentimos
existir dentro dos limites do nosso corpo carnal. Nossa percepção é limitada ao alcance dos
nossos cinco sentidos básicos. Nossa percepção interna e a externa estão presas aos limites do
tempo e do espaço.
Alguns estudantes do Racionalismo Cristão e praticantes de seus princípios parecem
superar uma ou várias dessas limitações, experimentando em alguns casos uma espécie de
"afrouxamento" nos limites normalmente usuais, e a consciência parece expandir-se de modo a
incluir outros indivíduos e objetos do mundo exterior. Inclusive expandindo a um tempo
diferente, a um lugar diferente, num contexto diferente. Tal experiência certamente ocorreu com
Luiz de Mattos ao codificar o Racionalismo Cristão e está claramente relatada nas páginas de seu
livro Vibrações da Inteligência Universal e muitos outros de seus escritos.
Trata-se de uma outra dimensão da realidade, um novo conceito do Universo e da Vida,
uma consciência procurada por todas as escolas espiritualistas, já que permitiria, a quem a
experimenta, compreender o Grande Foco como uma unidade viva, onde desaparece o
sentimento de dualidade, e onde presente, passado e futuro deixam de existir.
3. Vibrações da Inteligência Universal
Ler o livro Vibrações da Inteligência Universal, de autoria do Mestre Luiz de Mattos, é
praticar um agradável exercício de contemplação que nos transmite a unidade fundamental de
tudo o que existe.
Nos ensina também que não há matéria morta ou inanimada no universo.Tudo está em
movimento, tudo tem vida. As leis naturais e a Inteligência Universal (Grande Foco) estão
presentes no movimento de cada átomo e, cada ser humano é uma miniatura do universo e está
em relação dinâmica com todo ele. Nos ensina que olhar o mundo é a mesma coisa que ler a
natureza.
Luiz de Mattos nos esclarece que podemos estar em contato consciente com o universo
enquanto agimos nas diversas situações da vida. Todas as coisas estão nos ensinando algo a cada
momento. Um livro para se ler em profundidade e meditativamente, testando em nossa vida
diária as verdades que ele traz e renovando nossa experiência concreta com os esclarecimentos
que ele contém. Livro que expandiu a minha consciência provocando experiências
esclarecedoras.
Excelente livro, uma verdadeira obra prima do Mestre Luiz de Mattos.
DOWNLOAD PDF / BAIXAR PDF:
1. Um grande campo experimental
O livro Racionalismo Cristão nos ensina que o planeta terra não é habitação permanente de
nenhum espírito, mas sim um grande campo experimental de aprendizado e realização material e
espiritual. Portanto, devemos encarar a vida como um campo experimental de aprendizado onde
viemos buscar evolução, e principalmente a evolução espiritual. E evolução espiritual
caracteriza-se pelo esforço continuado na busca do conhecimento e a conseqüente ampliação da
consciência. E aí está o Astral Superior, através das Casas Racionalistas Cristãs, ensinando a
aprender a pensar e apresentando soluções luminosas para os problemas individuais e coletivos
em que vive a humanidade de hoje. Verdadeiras escolas de evolução espiritual à disposição de
todos que querem ampliar a consciência e crescer espiritualmente. Através das diversas
experiências que o planeta Terra nos oferece nas mais variadas circunstâncias do dia a dia,
somadas aos ensinamentos do Astral Superior, nós ficamos conscientes daquilo que já vivemos e
podemos elaborar um plano para a vida futura; passamos a ter domínio próprio e a ter um
objetivo sintonizado com a principal meta do Racionalismo Cristão que é o aperfeiçoamento
individual e coletivo da espécie humana.
Aproveitemos então a grande e valiosa oportunidade!
2. Um novo conceito do Universo e da Vida
No estado de consciência normal e comum a todos (consciência de si mesmo), sentimos
existir dentro dos limites do nosso corpo carnal. Nossa percepção é limitada ao alcance dos
nossos cinco sentidos básicos. Nossa percepção interna e a externa estão presas aos limites do
tempo e do espaço.
Alguns estudantes do Racionalismo Cristão e praticantes de seus princípios parecem
superar uma ou várias dessas limitações, experimentando em alguns casos uma espécie de
"afrouxamento" nos limites normalmente usuais, e a consciência parece expandir-se de modo a
incluir outros indivíduos e objetos do mundo exterior. Inclusive expandindo a um tempo
diferente, a um lugar diferente, num contexto diferente. Tal experiência certamente ocorreu com
Luiz de Mattos ao codificar o Racionalismo Cristão e está claramente relatada nas páginas de seu
livro Vibrações da Inteligência Universal e muitos outros de seus escritos.
Trata-se de uma outra dimensão da realidade, um novo conceito do Universo e da Vida,
uma consciência procurada por todas as escolas espiritualistas, já que permitiria, a quem a
experimenta, compreender o Grande Foco como uma unidade viva, onde desaparece o
sentimento de dualidade, e onde presente, passado e futuro deixam de existir.
3. Vibrações da Inteligência Universal
Ler o livro Vibrações da Inteligência Universal, de autoria do Mestre Luiz de Mattos, é
praticar um agradável exercício de contemplação que nos transmite a unidade fundamental de
tudo o que existe.
Nos ensina também que não há matéria morta ou inanimada no universo.Tudo está em
movimento, tudo tem vida. As leis naturais e a Inteligência Universal (Grande Foco) estão
presentes no movimento de cada átomo e, cada ser humano é uma miniatura do universo e está
em relação dinâmica com todo ele. Nos ensina que olhar o mundo é a mesma coisa que ler a
natureza.
Luiz de Mattos nos esclarece que podemos estar em contato consciente com o universo
enquanto agimos nas diversas situações da vida. Todas as coisas estão nos ensinando algo a cada
momento. Um livro para se ler em profundidade e meditativamente, testando em nossa vida
diária as verdades que ele traz e renovando nossa experiência concreta com os esclarecimentos
que ele contém. Livro que expandiu a minha consciência provocando experiências
esclarecedoras.
Excelente livro, uma verdadeira obra prima do Mestre Luiz de Mattos.
DOWNLOAD PDF / BAIXAR PDF:
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Racionalismo Cristão para Crianças, de Profa. Helmy Matias de Almeida Franco
TRECHO:
Prefácio
Há 31 anos tive o prazer de conhecer a autora. Foi, sem
dúvida, um grande encontro no Planeta Terra. E desse encontro
resultou a nossa união matrimonial que floresceu em nossas vidas.
Hoje materializado pela presença de nossos dois filhos: Allyson e
Aline.
Foi gratificante poder compartilhar da sua companhia como
esposa. Aprendi diversas lições de vida com essa Professora que
há 22 anos vem educando jovens do Ensino Fundamental de 1ª à
4ª séries, adotando, junto aos seus alunos, o Programa Filosofia
para Crianças.
Helmy nasceu para ensinar crianças a pensarem e se
descobrirem como seres humanos. Sempre procurou levar aos seus
alunos os melhores conhecimentos sobre uma vida integral; não se
limitando à cartilha milenar e à instrução formal, mas oferecendolhes
educação para a vida.
É nesse firme propósito que ela vem atuando como educadora
e preparando o jovem para o conhecimento de si mesmo, da
família, da sociedade, do país e do Universo em que vive.
Hoje, acredito, que mais um projeto acalentado pela autora se
concretizou na elaboração deste trabalho dedicado integralmente
às crianças que estão chegando ao Racionalismo Cristão
Racionalismo Cristão para Crianças destina-se ao público
infantil e foi idealizado desde 1993, mas outras atividade da
Professora não permitiram a sua conclusão.
Agora, as crianças já podem contar com mais uma obra
espiritualizadora sobre os princípios do verdadeiro espiritualismo
praticado pela Doutrina Racionalista Cristã.
A sua linguagem é simples, leve e de fácil compreensão;
acessível aos jovens que estão iniciando os primeiros estudos
sobre a vida espiritual.
Racionalismo Cristão para Crianças é uma mensagem
espiritualista para crianças, mostrando-lhes de onde vieram, como
nasceram, porque vivem, como evoluem, o que são como Força e
Matéria, as transformações e as Leis Naturais e imutáveis que
regem a evolução dos seres e do próprio Universo.
A semente está lançada em solo fértil. É só esperar o
florescimento entre os jovens para que dêem bons frutos e no
futuro possam construir um mundo-escola melhor que o atual.
Parabéns à autora pela idéias e aos jovens que se descobrirem
como partículas da Inteligência Universal em evolução no Planeta
Terra, conforme ensina o Racionalismo Cristão.
José Garcia Franco
Prefácio
Há 31 anos tive o prazer de conhecer a autora. Foi, sem
dúvida, um grande encontro no Planeta Terra. E desse encontro
resultou a nossa união matrimonial que floresceu em nossas vidas.
Hoje materializado pela presença de nossos dois filhos: Allyson e
Aline.
Foi gratificante poder compartilhar da sua companhia como
esposa. Aprendi diversas lições de vida com essa Professora que
há 22 anos vem educando jovens do Ensino Fundamental de 1ª à
4ª séries, adotando, junto aos seus alunos, o Programa Filosofia
para Crianças.
Helmy nasceu para ensinar crianças a pensarem e se
descobrirem como seres humanos. Sempre procurou levar aos seus
alunos os melhores conhecimentos sobre uma vida integral; não se
limitando à cartilha milenar e à instrução formal, mas oferecendolhes
educação para a vida.
É nesse firme propósito que ela vem atuando como educadora
e preparando o jovem para o conhecimento de si mesmo, da
família, da sociedade, do país e do Universo em que vive.
Hoje, acredito, que mais um projeto acalentado pela autora se
concretizou na elaboração deste trabalho dedicado integralmente
às crianças que estão chegando ao Racionalismo Cristão
Racionalismo Cristão para Crianças destina-se ao público
infantil e foi idealizado desde 1993, mas outras atividade da
Professora não permitiram a sua conclusão.
Agora, as crianças já podem contar com mais uma obra
espiritualizadora sobre os princípios do verdadeiro espiritualismo
praticado pela Doutrina Racionalista Cristã.
A sua linguagem é simples, leve e de fácil compreensão;
acessível aos jovens que estão iniciando os primeiros estudos
sobre a vida espiritual.
Racionalismo Cristão para Crianças é uma mensagem
espiritualista para crianças, mostrando-lhes de onde vieram, como
nasceram, porque vivem, como evoluem, o que são como Força e
Matéria, as transformações e as Leis Naturais e imutáveis que
regem a evolução dos seres e do próprio Universo.
A semente está lançada em solo fértil. É só esperar o
florescimento entre os jovens para que dêem bons frutos e no
futuro possam construir um mundo-escola melhor que o atual.
Parabéns à autora pela idéias e aos jovens que se descobrirem
como partículas da Inteligência Universal em evolução no Planeta
Terra, conforme ensina o Racionalismo Cristão.
José Garcia Franco
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
A Morte Não Interrompe A Vida, de Luiz De Souza
TRECHO:
Apresentação
Com a morte, o espírito,
que é eterno, afasta-se
com o seu corpo fluídico.
9ª edição
1993
O vocábulo "morte" é uma impropriedade admitida em todas as línguas, que tem como
significado a cessação da vida.
Se considerarmos, porém, que nada morre no Universo, por ser a vida real eterna e não
temporária – e a vida real é a partícula da Força ou Inteligência Universal que, quando em
acionamento do corpo humano, denominamos espírito – essa cessação nunca se deu, nem jamais se
dará.
Erram os que atribuem até mesmo vida inferior à matéria, confundindo a energia física, de
que é ela dotada, com a Força Inteligente, em evolução, que organiza corpos e realiza fenômenos,
inclusive os de movimento. Não fora a ação da Força sobre a Matéria, e esta se desintegraria, como
acontece com os corpos materiais dos animais, quando se rompem os laços fluídicos que lhe
transmitem o calor e a vida.
Aqui também é empregado esse vocábulo, em atenção ao seu uso generalizado, mas
exclusivamente com o significado de desencarnação, isto é, do abandono do corpo pelo espírito.
Os Editores
Apresentação
Com a morte, o espírito,
que é eterno, afasta-se
com o seu corpo fluídico.
9ª edição
1993
O vocábulo "morte" é uma impropriedade admitida em todas as línguas, que tem como
significado a cessação da vida.
Se considerarmos, porém, que nada morre no Universo, por ser a vida real eterna e não
temporária – e a vida real é a partícula da Força ou Inteligência Universal que, quando em
acionamento do corpo humano, denominamos espírito – essa cessação nunca se deu, nem jamais se
dará.
Erram os que atribuem até mesmo vida inferior à matéria, confundindo a energia física, de
que é ela dotada, com a Força Inteligente, em evolução, que organiza corpos e realiza fenômenos,
inclusive os de movimento. Não fora a ação da Força sobre a Matéria, e esta se desintegraria, como
acontece com os corpos materiais dos animais, quando se rompem os laços fluídicos que lhe
transmitem o calor e a vida.
Aqui também é empregado esse vocábulo, em atenção ao seu uso generalizado, mas
exclusivamente com o significado de desencarnação, isto é, do abandono do corpo pelo espírito.
Os Editores
sábado, 10 de janeiro de 2009
Como cheguei à Verdade, de Maria de Oliveira
TRECHO:
Prefácio
São conhecidas dos estudiosos e militantes da Doutrina as circunstâncias em que vieram à Terra Luiz de Mattos e seu companheiro Luiz Thomaz, para implantar o grande movimento espiritualista iniciado por Jesus, há quase dois milênios, conhecido pelo nome de Racionalismo Cristão.
Luiz de Mattos e Luiz Thomaz nasceram em Portugal, como todos sabem, e, ainda meninos, vieram para o Brasil. Por que não permaneceram na terra natal para lançar ali a Doutrina, como fizeram no Brasil? A resposta é óbvia: em Portugal, dominado pelo clero romano, esse lançamento teria sido muito mais difícil, senão mesmo impossível.
Há alguns anos atrás, as Casas Racionalistas Cristãs existentes na Metrópole (Portugal) e na África Portuguesa (ex-colônias portuguesas na África) foram mandadas fechar pela polícia do governo luso, sem qualquer justificação. E não se limitaram as autoridades a esse ato de violência: pressionadas pela Igreja, proibiram a entrada das obras editadas pelo Centro Redentor em todo o território português.
Portugal – e este registro é feito mais com tristeza do que revolta – foi o único país deste mundo turbulento a proscrever a circulação das obras racionalistas cristãs, a despeito do interesse que deveria ter o próprio governo luso de difundi-las, pelos seus ensinamentos espiritualizadores e regeneradores que, rompendo cadeias e grilhões e possibilitando largar muletas mentais, libertam os seres humanos de vícios e fraquezas.
Diante disso, poderia Luiz de Mattos, em Portugal, dizer as verdades que disse no Brasil, com tamanha franqueza e destemor, em conferências, jornais e nas sessões públicas de limpeza psíquica realizadas no Centro Redentor?
A Razão, por ele fundado, que se tornou um dos jornais diários mais prestigiosos e de maior circulação no Brasil, acaso poderia ter sido editado em Lisboa? Já imaginaram a reação que provocaria o livro Cartas ao Cardeal Arcoverde, se publicado em Portugal com o título “Cartas ao Cardeal Cerejeira”?
A implantação do Racionalismo Cristão neste planeta-escola foi traçada no Espaço Superior, obedecendo a um esquema que vem sendo cumprido pelos valorosos espíritos que têm vindo voluntariamente à Terra, e continuarão a vir para levar a Doutrina a todas as regiões do globo onde existam criaturas humanas para serem esclarecidas.
Maria de Oliveira – não há dúvida – foi o instrumento escolhido pelo Astral Superior para difundir a Doutrina na África Portuguesa, de onde ela se irradiará, a seu tempo, por todo o continente africano. Observe-se, a propósito, este detalhe interessante: foi em 1910, quando a autora deste livro tinha vinte anos, que Luiz de Mattos e Luiz Thomaz iniciaram a árdua tarefa de lançar as primeiras sementes do Racionalismo Cristão. Em 1912, era inaugurado o edifício próprio do Centro Redentor, na então capital do Brasil, época em que Maria de Oliveira estaria partindo para Luanda, capital de Angola.
A exemplo dos fundadores da Doutrina, também ela veio ao mundo em uma linda parcela de Portugal, denominada Ovar, no dia 24 de dezembro de 1890 – trinta e um anos depois, portanto, da encarnação do Mestre Luiz de Mattos.
É ela mesma quem informa:
“Meus pais, modestos e honrados lavradores, de elevada formação moral e espiritual, criaram e educaram, de acordo com as suas posses, onze filhos, os quais, aos olhos de toda a vizinhança, eram um exemplo em obediência, moral e respeito pelo próximo.”
Ao contrário de Luiz de Mattos e Luiz Thomaz, que partiram para o Brasil ainda meninos, Maria de Oliveira somente depois de casada foi criando em seu espírito, sob a influência das melhores intuições (no que era acompanhada pelo marido), uma vontade confiante de conhecer outras terras e outras gentes; e a concretização dessa vontade foi facilitada (de onde se deduz que o pensamento é tudo e conforme se pensa assim se atrai) com a oferta ao esposo de um emprego de maquinista numa fábrica de moagem (moinho de cereais), em Luanda.
Há, ainda, um episódio curioso a assinalar: Maria de Oliveira era, desde menina, médium vidente e auditivo. Aos sete anos, toda gente a admirava pela grande energia e compreensão das coisas, a tal ponto que o pai, a despeito da pouca idade, lhe confiara a tarefa de superintender a alimentação e a acomodação do gado no estábulo.
Certo dia – conta ela – como habitualmente fazia, antes de deitar-se, foi ao estábulo verificar se o gado estava recolhido e a porta fechada. Entrou, viu que tudo se encontrava em perfeita ordem e voltou, satisfeita, para casa.
Seu pai, que era também médium vidente, ao regressar da casa de uns parentes, quando a família já repousava, foi surpreendido com um dos bois, apelidado de “Pinto”, em grande fúria, devastando a horta. Aterrorizado, começou a gritar, tentando, em vão, afugentar o animal. Ao ouvir os gritos do pai, a pequena Maria saltou da cama e correu ao seu encontro, ficando surpreendida ao deparar com o boi, sempre tão manso, tão pacífico, arrasando a horta, indiferente às exclamações e ameaças do dono.
Censurando a filha, em termos ásperos, por haver deixado a porta do estábulo aberta, para lá se encaminhou com ela para ver se o gado restante havia também fugido, e qual não foi a surpresa de ambos ao constatarem, boquiabertos, que não só a porta do estábulo estava fechada, como todo o gado, sem excluir o boi “Pinto”, se achava, pachorrento e sossegado, nos mesmos lugares em que a menina os havia deixado.
Pela primeira vez na vida, via a pequena Maria o pai chorar com ela no colo, como que a lhe pedir perdão por haver perdido o controle e tê-la tratado, contra os seus hábitos, rudemente. Como é fácil compreender, a cena do boi “Pinto” e da devastação da horta foi engendrada pelo astral inferior, para perturbar o pai e a filha.
* * *
Maria de Oliveira começou a praticar a Doutrina de Luiz de Mattos antes mesmo de ter ouvido falar no Racionalismo Cristão. As normas de conduta e os princípios morais do Racionalismo Cristão eram inatos em seu espírito, tanto que os começou a revelar desde os primeiros anos de nascida, tornando-se, por isso, por todos estimada.
Poucas pessoas suportariam, sem chegar ao desespero, as tremendas lutas e privações que a autora se viu obrigada a enfrentar em Luanda.
Com as relações de amizade que fizera o casal, durante os dois anos que passou naquela cidade, não foi difícil ao seu marido conseguir a empreitada das obras de construção da estrada de ferro de Moçâmedes.
É fácil imaginar o que foram obrigados a enfrentar numa região inóspita e doentia, infestada de mosquitos e animais selvagens, com o gentio (os nativos, os nascidos no local) se revoltando contra os brancos. A habitação era em palhoças, como, de resto, a de todos os trabalhadores, que iam sendo abandonadas e substituídas por outras iguais, à medida que a área de trabalho se tornava distante.
Numa das lutas travadas, viu-se Maria de Oliveira obrigada a improvisar um hospital para socorrer os feridos, sem estabelecer qualquer distinção entre negros e brancos, tratando uns e outros com o mesmo desvelado carinho. Por isso, todos lhe tributavam grande estima e respeito.
Terminada a empreitada, e com os recursos obtidos, resolveu o casal dedicar-se ao comércio e à indústria, começando com um estabelecimento comercial misto, acrescentando, depois, um hotel, uma fábrica de gelo e outra de moagem.
Os negócios prosperavam além da expectativa, e marido e mulher se sentiam tranqüilos, com relação ao futuro. Uma violenta tempestade, porém, desaba sobre o casal, destruindo, do dia para a noite, não apenas os laços familiares, mas todos os bens que haviam acumulado com tanto trabalho e sacrifício.
O marido de Maria de Oliveira, que sempre se revelara um homem de excelente formação moral, honrado, comedido nos gastos, econômico mesmo e exemplar esposo e pai, tornou-se um grande perdulário, revelando inteiro desinteresse pela administração dos negócios e conduzindo-se de maneira estranha.
Tudo havia hipotecado, com a desculpa à esposa de que o produto das hipotecas estava sendo empregado na ampliação da rede de estabelecimentos comerciais, em pontos rendosos. Na realidade – e isso ela somente descobriu quando nada mais possuíam, nem mesmo um simples barraco para morar – o seu marido se tornara um viciado no jogo, cuja voragem consumira, da noite para o dia, todo o respeitável patrimônio que possuíam.
Quando Maria de Oliveira abriu os olhos para a realidade, viu-se na mais extrema miséria. Ela bem que recebia fortes intuições do Astral Superior de que algo ia mal em seu lar. O fato, porém, de haver sido, antes de viciar-se no jogo – coisa desconhecida – um homem de irrepreensível conduta, a tranqüilizava.
Desgraçadamente, o vício o levara à perda completa de caráter. Passou a mentir, a contrair dívidas com pessoas conhecidas, indo logo jogar o que conseguia obter através de expedientes de toda ordem, sempre desonestos. Quando viu que ninguém mais o levava a sério e que as fontes onde poderia obter dinheiro estavam todas secas retirou-se para o interior, não antes de prometer à esposa que de lá lhe mandaria o numerário preciso para a sua manutenção e da filha, o que nunca cumpriu.
A luta travada por Maria de Oliveira para o seu sustento e o da filha tem lances que se constituem numa verdadeira epopéia. Do muito que possuía, restou-lhe a máquina de costura, com a qual passou a ganhar o que ela chamava, com muita propriedade, “o pão de cada dia”. Mas, até esse único recurso que lhe ficara, acabou perdendo.
Abusando da confiança de uma antiga criada que se havia casado e deixado o emprego, o antigo patrão a procurou, antes de abandonar a cidade, e na ausência do marido, pediu-lhe emprestados três contos e quinhentos (escudos, moeda portuguesa na época), por determinado prazo. A ex-empregada, que o conhecia como um homem de bem e ignorava a transformação operada em seu caráter, não hesitou em emprestar-lhe a quantia pedida, retirada das parcas economias do casal. Vencido o prazo da dívida, foi ao encontro da antiga
patroa, dando-lhe a conhecer, derramada em lágrimas, a cena do empréstimo e os maus-tratos que vinha recebendo do marido, por havê-lo feito sem a sua autorização.
Cheia de vergonha, Maria de Oliveira não pensou duas vezes: entre o seu sofrimento e o da fiel ex-criada, preferiu, ela própria, sofrer e, num gesto de grande dignidade, escreveu ao marido desta um bilhete pondo à sua disposição o único bem que possuía, a preciosa máquina de costura, da qual se desfez com a alma em pranto.
Deixemos, porém, que o leitor acompanhe, através da narração da própria autora, a luta titânica que teve que travar para não sucumbir pela fome. É fora de dúvida, no entanto – e em tudo o que escreveu ela fez questão de ressaltar –, que em momento algum a sua confiança nas Forças do Bem, a quem sempre elevou o pensamento nos momentos mais cruciantes da sua vida, sofreu o menor abalo.
* * *
Maria de Oliveira divulgou, por largo espaço de tempo, os princípios do Racionalismo Cristão, sem nunca ter ouvido falar no Centro Redentor. E o fazia com absoluta confiança nas Forças do Bem, que são exatamente os mesmos Espíritos de Luz, Forças Superiores ou Astral Superior a que o Racionalismo Cristão faz larga referência em suas obras. Ao Grande Foco, ela chamava Grande Luz, o que significa a mesma coisa.
Somente em 1933, emprestado por um senhor Morais, chegado de Cabo Verde, teve a felicidade de pôr os olhos no livro que então se denominava Espiritismo Racional e Científico (Cristão), hoje intitulado Racionalismo Cristão. Observe-se com que alegria e entusiasmo ela se refere a esse fato, na conclusão do seu livro:
“Descrente de tudo quanto li, ouvi e ensinavam, cheguei a verberar a inteligência no que concerne à alma e à sua origem. Mas eis que me chega às mãos o gigantesco fanal de luz que me tirava das trevas da ignorância, o livro Racionalismo Cristão.
“Com que júbilo e consolação li e reli tamanha riqueza espiritual!”
Passou, então, a disciplinar as faculdades mediúnicas de acordo com a orientação contida na obra esclarecedora que lhe chegara às mãos.
Um dia, batem-lhe à porta. Era um grupo acompanhando uma louca que, há sete meses, não deixava ninguém dormir em casa. Quis recusar-se a atender. Nas obras editadas pelo Centro Redentor, aprendera que as atividades espirituais não devem ser praticadas no lar, mas nas Casas Racionalistas Cristãs, em sessões públicas de limpeza psíquica, dentro dos horários disciplinares.
“Ouvi-os com bastante sofrimento – esclarece – mas disse-lhes que sozinha não lhes podia valer, pois era contra os princípios. Nessa altura, fui envolvida pela Luz, que me disse:
– Maria, tens que o fazer, e nada temas.”
E prossegue:
“Quando as Forças Superiores me falaram, compreendi que tinha de obedecer, vencendo todas as barreiras. Mandei-os sentar em roda, no meu quintal, sendo intuída para colocar a louca à minha direita, seguindo-se o marido, irmãos e cunhados.”
E continua:
“Fiz a limpeza psíquica, dando-lhe água fluidificada a beber e as irradiações para decorar, incutindo a todos a confiança no Astral Superior e recomendando que, se tornasse a ficar furiosa, lhe dessem uma caneca de água fluidificada, fazendo, ao mesmo tempo, as irradiações, e voltassem, no dia seguinte, à mesma hora. Com a terceira limpeza psíquica a doente estava completamente normalizada.”
Há fatos curiosíssimos narrados pela autora neste livro. Entre eles os desdobramentos conscientes durante o sono, em cumprimento de ordens que recebia do Astral Superior. Em alguns desses desdobramentos, o seu espírito se materializava, como aconteceu em um dos fenômenos por ela descritos, em que foi materializado pelo Astral Superior na figura de um dos ocupantes de um automóvel que rodava em uma picada, cujo capim alto encobria um grande despenhadeiro onde o veículo fatalmente se teria precipitado se o motor não tivesse sido impedido de funcionar pelo espírito materializado de Maria de Oliveira, a serviço do Astral Superior.
Maria de Oliveira conseguiu a proeza neste livro de que a maioria dos escritores não se pode jactar: conduzir o interesse do leitor para o texto através das dedicatórias que escreveu com inusitado calor, cada uma das quais constituindo um retrato fiel do seu próprio espírito extravasante de bondade e de imensurável amor pelo próximo, como quando socorreu e salvou o filho da mulher que a chamava de bruxa, sempre que passava em sua porta, e que passou, depois, a chamar de santa.
Não abusemos, por mais tempo, da paciência do leitor, e deixemo-lo mergulhar, para seu deleite e esclarecimento, nas sábias e oportunas lições que a autora oferece sobre o valor e a força do pensamento, por meio de cujo uso podem os seres humanos descer aos mais profundos abismos, onde somente desgraças e sofrimentos encontram, ou ascender aos altiplanos da vida, cumprindo as leis da evolução.
Joaquim Costa
Rio de Janeiro, outubro de 1976
Prefácio
São conhecidas dos estudiosos e militantes da Doutrina as circunstâncias em que vieram à Terra Luiz de Mattos e seu companheiro Luiz Thomaz, para implantar o grande movimento espiritualista iniciado por Jesus, há quase dois milênios, conhecido pelo nome de Racionalismo Cristão.
Luiz de Mattos e Luiz Thomaz nasceram em Portugal, como todos sabem, e, ainda meninos, vieram para o Brasil. Por que não permaneceram na terra natal para lançar ali a Doutrina, como fizeram no Brasil? A resposta é óbvia: em Portugal, dominado pelo clero romano, esse lançamento teria sido muito mais difícil, senão mesmo impossível.
Há alguns anos atrás, as Casas Racionalistas Cristãs existentes na Metrópole (Portugal) e na África Portuguesa (ex-colônias portuguesas na África) foram mandadas fechar pela polícia do governo luso, sem qualquer justificação. E não se limitaram as autoridades a esse ato de violência: pressionadas pela Igreja, proibiram a entrada das obras editadas pelo Centro Redentor em todo o território português.
Portugal – e este registro é feito mais com tristeza do que revolta – foi o único país deste mundo turbulento a proscrever a circulação das obras racionalistas cristãs, a despeito do interesse que deveria ter o próprio governo luso de difundi-las, pelos seus ensinamentos espiritualizadores e regeneradores que, rompendo cadeias e grilhões e possibilitando largar muletas mentais, libertam os seres humanos de vícios e fraquezas.
Diante disso, poderia Luiz de Mattos, em Portugal, dizer as verdades que disse no Brasil, com tamanha franqueza e destemor, em conferências, jornais e nas sessões públicas de limpeza psíquica realizadas no Centro Redentor?
A Razão, por ele fundado, que se tornou um dos jornais diários mais prestigiosos e de maior circulação no Brasil, acaso poderia ter sido editado em Lisboa? Já imaginaram a reação que provocaria o livro Cartas ao Cardeal Arcoverde, se publicado em Portugal com o título “Cartas ao Cardeal Cerejeira”?
A implantação do Racionalismo Cristão neste planeta-escola foi traçada no Espaço Superior, obedecendo a um esquema que vem sendo cumprido pelos valorosos espíritos que têm vindo voluntariamente à Terra, e continuarão a vir para levar a Doutrina a todas as regiões do globo onde existam criaturas humanas para serem esclarecidas.
Maria de Oliveira – não há dúvida – foi o instrumento escolhido pelo Astral Superior para difundir a Doutrina na África Portuguesa, de onde ela se irradiará, a seu tempo, por todo o continente africano. Observe-se, a propósito, este detalhe interessante: foi em 1910, quando a autora deste livro tinha vinte anos, que Luiz de Mattos e Luiz Thomaz iniciaram a árdua tarefa de lançar as primeiras sementes do Racionalismo Cristão. Em 1912, era inaugurado o edifício próprio do Centro Redentor, na então capital do Brasil, época em que Maria de Oliveira estaria partindo para Luanda, capital de Angola.
A exemplo dos fundadores da Doutrina, também ela veio ao mundo em uma linda parcela de Portugal, denominada Ovar, no dia 24 de dezembro de 1890 – trinta e um anos depois, portanto, da encarnação do Mestre Luiz de Mattos.
É ela mesma quem informa:
“Meus pais, modestos e honrados lavradores, de elevada formação moral e espiritual, criaram e educaram, de acordo com as suas posses, onze filhos, os quais, aos olhos de toda a vizinhança, eram um exemplo em obediência, moral e respeito pelo próximo.”
Ao contrário de Luiz de Mattos e Luiz Thomaz, que partiram para o Brasil ainda meninos, Maria de Oliveira somente depois de casada foi criando em seu espírito, sob a influência das melhores intuições (no que era acompanhada pelo marido), uma vontade confiante de conhecer outras terras e outras gentes; e a concretização dessa vontade foi facilitada (de onde se deduz que o pensamento é tudo e conforme se pensa assim se atrai) com a oferta ao esposo de um emprego de maquinista numa fábrica de moagem (moinho de cereais), em Luanda.
Há, ainda, um episódio curioso a assinalar: Maria de Oliveira era, desde menina, médium vidente e auditivo. Aos sete anos, toda gente a admirava pela grande energia e compreensão das coisas, a tal ponto que o pai, a despeito da pouca idade, lhe confiara a tarefa de superintender a alimentação e a acomodação do gado no estábulo.
Certo dia – conta ela – como habitualmente fazia, antes de deitar-se, foi ao estábulo verificar se o gado estava recolhido e a porta fechada. Entrou, viu que tudo se encontrava em perfeita ordem e voltou, satisfeita, para casa.
Seu pai, que era também médium vidente, ao regressar da casa de uns parentes, quando a família já repousava, foi surpreendido com um dos bois, apelidado de “Pinto”, em grande fúria, devastando a horta. Aterrorizado, começou a gritar, tentando, em vão, afugentar o animal. Ao ouvir os gritos do pai, a pequena Maria saltou da cama e correu ao seu encontro, ficando surpreendida ao deparar com o boi, sempre tão manso, tão pacífico, arrasando a horta, indiferente às exclamações e ameaças do dono.
Censurando a filha, em termos ásperos, por haver deixado a porta do estábulo aberta, para lá se encaminhou com ela para ver se o gado restante havia também fugido, e qual não foi a surpresa de ambos ao constatarem, boquiabertos, que não só a porta do estábulo estava fechada, como todo o gado, sem excluir o boi “Pinto”, se achava, pachorrento e sossegado, nos mesmos lugares em que a menina os havia deixado.
Pela primeira vez na vida, via a pequena Maria o pai chorar com ela no colo, como que a lhe pedir perdão por haver perdido o controle e tê-la tratado, contra os seus hábitos, rudemente. Como é fácil compreender, a cena do boi “Pinto” e da devastação da horta foi engendrada pelo astral inferior, para perturbar o pai e a filha.
* * *
Maria de Oliveira começou a praticar a Doutrina de Luiz de Mattos antes mesmo de ter ouvido falar no Racionalismo Cristão. As normas de conduta e os princípios morais do Racionalismo Cristão eram inatos em seu espírito, tanto que os começou a revelar desde os primeiros anos de nascida, tornando-se, por isso, por todos estimada.
Poucas pessoas suportariam, sem chegar ao desespero, as tremendas lutas e privações que a autora se viu obrigada a enfrentar em Luanda.
Com as relações de amizade que fizera o casal, durante os dois anos que passou naquela cidade, não foi difícil ao seu marido conseguir a empreitada das obras de construção da estrada de ferro de Moçâmedes.
É fácil imaginar o que foram obrigados a enfrentar numa região inóspita e doentia, infestada de mosquitos e animais selvagens, com o gentio (os nativos, os nascidos no local) se revoltando contra os brancos. A habitação era em palhoças, como, de resto, a de todos os trabalhadores, que iam sendo abandonadas e substituídas por outras iguais, à medida que a área de trabalho se tornava distante.
Numa das lutas travadas, viu-se Maria de Oliveira obrigada a improvisar um hospital para socorrer os feridos, sem estabelecer qualquer distinção entre negros e brancos, tratando uns e outros com o mesmo desvelado carinho. Por isso, todos lhe tributavam grande estima e respeito.
Terminada a empreitada, e com os recursos obtidos, resolveu o casal dedicar-se ao comércio e à indústria, começando com um estabelecimento comercial misto, acrescentando, depois, um hotel, uma fábrica de gelo e outra de moagem.
Os negócios prosperavam além da expectativa, e marido e mulher se sentiam tranqüilos, com relação ao futuro. Uma violenta tempestade, porém, desaba sobre o casal, destruindo, do dia para a noite, não apenas os laços familiares, mas todos os bens que haviam acumulado com tanto trabalho e sacrifício.
O marido de Maria de Oliveira, que sempre se revelara um homem de excelente formação moral, honrado, comedido nos gastos, econômico mesmo e exemplar esposo e pai, tornou-se um grande perdulário, revelando inteiro desinteresse pela administração dos negócios e conduzindo-se de maneira estranha.
Tudo havia hipotecado, com a desculpa à esposa de que o produto das hipotecas estava sendo empregado na ampliação da rede de estabelecimentos comerciais, em pontos rendosos. Na realidade – e isso ela somente descobriu quando nada mais possuíam, nem mesmo um simples barraco para morar – o seu marido se tornara um viciado no jogo, cuja voragem consumira, da noite para o dia, todo o respeitável patrimônio que possuíam.
Quando Maria de Oliveira abriu os olhos para a realidade, viu-se na mais extrema miséria. Ela bem que recebia fortes intuições do Astral Superior de que algo ia mal em seu lar. O fato, porém, de haver sido, antes de viciar-se no jogo – coisa desconhecida – um homem de irrepreensível conduta, a tranqüilizava.
Desgraçadamente, o vício o levara à perda completa de caráter. Passou a mentir, a contrair dívidas com pessoas conhecidas, indo logo jogar o que conseguia obter através de expedientes de toda ordem, sempre desonestos. Quando viu que ninguém mais o levava a sério e que as fontes onde poderia obter dinheiro estavam todas secas retirou-se para o interior, não antes de prometer à esposa que de lá lhe mandaria o numerário preciso para a sua manutenção e da filha, o que nunca cumpriu.
A luta travada por Maria de Oliveira para o seu sustento e o da filha tem lances que se constituem numa verdadeira epopéia. Do muito que possuía, restou-lhe a máquina de costura, com a qual passou a ganhar o que ela chamava, com muita propriedade, “o pão de cada dia”. Mas, até esse único recurso que lhe ficara, acabou perdendo.
Abusando da confiança de uma antiga criada que se havia casado e deixado o emprego, o antigo patrão a procurou, antes de abandonar a cidade, e na ausência do marido, pediu-lhe emprestados três contos e quinhentos (escudos, moeda portuguesa na época), por determinado prazo. A ex-empregada, que o conhecia como um homem de bem e ignorava a transformação operada em seu caráter, não hesitou em emprestar-lhe a quantia pedida, retirada das parcas economias do casal. Vencido o prazo da dívida, foi ao encontro da antiga
patroa, dando-lhe a conhecer, derramada em lágrimas, a cena do empréstimo e os maus-tratos que vinha recebendo do marido, por havê-lo feito sem a sua autorização.
Cheia de vergonha, Maria de Oliveira não pensou duas vezes: entre o seu sofrimento e o da fiel ex-criada, preferiu, ela própria, sofrer e, num gesto de grande dignidade, escreveu ao marido desta um bilhete pondo à sua disposição o único bem que possuía, a preciosa máquina de costura, da qual se desfez com a alma em pranto.
Deixemos, porém, que o leitor acompanhe, através da narração da própria autora, a luta titânica que teve que travar para não sucumbir pela fome. É fora de dúvida, no entanto – e em tudo o que escreveu ela fez questão de ressaltar –, que em momento algum a sua confiança nas Forças do Bem, a quem sempre elevou o pensamento nos momentos mais cruciantes da sua vida, sofreu o menor abalo.
* * *
Maria de Oliveira divulgou, por largo espaço de tempo, os princípios do Racionalismo Cristão, sem nunca ter ouvido falar no Centro Redentor. E o fazia com absoluta confiança nas Forças do Bem, que são exatamente os mesmos Espíritos de Luz, Forças Superiores ou Astral Superior a que o Racionalismo Cristão faz larga referência em suas obras. Ao Grande Foco, ela chamava Grande Luz, o que significa a mesma coisa.
Somente em 1933, emprestado por um senhor Morais, chegado de Cabo Verde, teve a felicidade de pôr os olhos no livro que então se denominava Espiritismo Racional e Científico (Cristão), hoje intitulado Racionalismo Cristão. Observe-se com que alegria e entusiasmo ela se refere a esse fato, na conclusão do seu livro:
“Descrente de tudo quanto li, ouvi e ensinavam, cheguei a verberar a inteligência no que concerne à alma e à sua origem. Mas eis que me chega às mãos o gigantesco fanal de luz que me tirava das trevas da ignorância, o livro Racionalismo Cristão.
“Com que júbilo e consolação li e reli tamanha riqueza espiritual!”
Passou, então, a disciplinar as faculdades mediúnicas de acordo com a orientação contida na obra esclarecedora que lhe chegara às mãos.
Um dia, batem-lhe à porta. Era um grupo acompanhando uma louca que, há sete meses, não deixava ninguém dormir em casa. Quis recusar-se a atender. Nas obras editadas pelo Centro Redentor, aprendera que as atividades espirituais não devem ser praticadas no lar, mas nas Casas Racionalistas Cristãs, em sessões públicas de limpeza psíquica, dentro dos horários disciplinares.
“Ouvi-os com bastante sofrimento – esclarece – mas disse-lhes que sozinha não lhes podia valer, pois era contra os princípios. Nessa altura, fui envolvida pela Luz, que me disse:
– Maria, tens que o fazer, e nada temas.”
E prossegue:
“Quando as Forças Superiores me falaram, compreendi que tinha de obedecer, vencendo todas as barreiras. Mandei-os sentar em roda, no meu quintal, sendo intuída para colocar a louca à minha direita, seguindo-se o marido, irmãos e cunhados.”
E continua:
“Fiz a limpeza psíquica, dando-lhe água fluidificada a beber e as irradiações para decorar, incutindo a todos a confiança no Astral Superior e recomendando que, se tornasse a ficar furiosa, lhe dessem uma caneca de água fluidificada, fazendo, ao mesmo tempo, as irradiações, e voltassem, no dia seguinte, à mesma hora. Com a terceira limpeza psíquica a doente estava completamente normalizada.”
Há fatos curiosíssimos narrados pela autora neste livro. Entre eles os desdobramentos conscientes durante o sono, em cumprimento de ordens que recebia do Astral Superior. Em alguns desses desdobramentos, o seu espírito se materializava, como aconteceu em um dos fenômenos por ela descritos, em que foi materializado pelo Astral Superior na figura de um dos ocupantes de um automóvel que rodava em uma picada, cujo capim alto encobria um grande despenhadeiro onde o veículo fatalmente se teria precipitado se o motor não tivesse sido impedido de funcionar pelo espírito materializado de Maria de Oliveira, a serviço do Astral Superior.
Maria de Oliveira conseguiu a proeza neste livro de que a maioria dos escritores não se pode jactar: conduzir o interesse do leitor para o texto através das dedicatórias que escreveu com inusitado calor, cada uma das quais constituindo um retrato fiel do seu próprio espírito extravasante de bondade e de imensurável amor pelo próximo, como quando socorreu e salvou o filho da mulher que a chamava de bruxa, sempre que passava em sua porta, e que passou, depois, a chamar de santa.
Não abusemos, por mais tempo, da paciência do leitor, e deixemo-lo mergulhar, para seu deleite e esclarecimento, nas sábias e oportunas lições que a autora oferece sobre o valor e a força do pensamento, por meio de cujo uso podem os seres humanos descer aos mais profundos abismos, onde somente desgraças e sofrimentos encontram, ou ascender aos altiplanos da vida, cumprindo as leis da evolução.
Joaquim Costa
Rio de Janeiro, outubro de 1976
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
A Chave da Sabedoria, de Fernando Faria
TRECHO:
PREFÁCIO
Nesta oportunidade não poderíamos deixar de manifestar o nosso
sensibilizado agradecimento ao Sr. Fernando Faria pela nímia gentileza em
nos convidar para prefaciar o livro de sua ilustrada autoria, A Chave da
Sabedoria.
Assim sendo, aqui estamos perante os prezados leitores para lhes
transmitir com satisfação espiritual conceituações básicas sobre essa
alentada obra.
Inicialmente, dir-se-ia algo sobre o cativante título do excelente
trabalho ora enfocado. O referido título, segundo informações do próprio
autor, foi escolhido pelo Presidente do Centro Redentor, Filial de Santos,
SP, e nosso grande amigo, Sr. Ulisses Claudio Pereira, escolha essa de rara
felicidade. Aliás, convém ressaltar, as obras editadas pelo Centro Redentor
(Racionalismo Cristão), todas, sem exceção, apresentam como grande
característica uma titulagem consideravelmente expressiva, significativa e
sugestiva como, por exemplo, Trajetória Evolutiva, A Morte Não
Interrompe a Vida, A Felicidade Existe, Ao Encontro de uma Nova Era,
Vibrações da Inteligência Universal e muitas outras.
O título de A Chave da Sabedoria não foge a essa regra geral. Em
termos de uma dissecação filosófica, A Chave da .Sabedoria encerra
divagações de profundidade que, envoltas nos postulados espiritualistas do
Racionalismo Cristão, impõem-se num posicionamento totalmente
refratário aos simulacros de filosofias muito próprios das seitas místicas e
dogmáticas de fanáticos e sectários.
Um grande número de pensadores, filósofos e mentalistas de todas as
épocas, desde os primórdios das civilizações, nos tem apresentado sempre
uma chave da Sabedoria. O que dizer então de um Sócrates ou um Platão,
há cerca de 300 anos antes de Cristo!? Sócrates com uma filosofia
embasada no Conhece-te a ti mesmo e Platão com a sua famosa República!
Cada um dos grandes mentalistas autênticos nos apresenta as suas
chaves da Sabedoria.
Mas, e o Racionalismo Cristão?! Esta doutrina nos prodigaliza o
esclarecimento espiritual e espirítico em toda a sua autenticidade, cujos
conhecimentos proporcionam aos seres humanos as condições precípuas
que lhes permitem a obtenção da chave da Sabedoria. Sob este enfoque
podemos conceituar:
iv
Sabedoria: o conjunto de conhecimentos que permite à criatura
humana a conquista de uma postura exemplar destinada ao aproveitamento
máximo, no sentido positivo, de uma transitória vida física.
Chave: o instrumento espiritual conquistado pela Sabedoria,
através do qual conseguimos abrir as portas para penetração nessa mesma
sabedoria.
Cumpre ainda enfatizar que, no livro ora prefaciado, essa chave da
Sabedoria é oferecida à Juventude Racionalista com rara maestria. Numa
linguagem acessível à faixa etária dos jovens, em conceituações
admiráveis através de seus capítulos sobre o Universo, a Evolução, as
Raças, o Cristianismo e as Duas Vidas, a obra coloca à disposição da
Juventude Racionalista os conhecimentos basilares da filosofia
espiritualista do Racionalismo Cristão.
Eis o grande mérito do ilustrado autor, Sr. Fernando Faria.
Se o jovem leitor, ao ler esta obra, sentir entusiasmo e interesse pelo
Racionalismo Cristão, ele estará preparando a estrutura de sua
personalidade para se constituir, como homem esclarecido, no racionalista
cristão vindouro. Assim se fazendo, ter-se-á cumprido o nobre e sublime
desideratum de um livro destinado a preparar espiritualmente o jovem
racionalista do presente para se tornar no racionalista amadurecido do
futuro.
Humberto Rodrigues
PREFÁCIO
Nesta oportunidade não poderíamos deixar de manifestar o nosso
sensibilizado agradecimento ao Sr. Fernando Faria pela nímia gentileza em
nos convidar para prefaciar o livro de sua ilustrada autoria, A Chave da
Sabedoria.
Assim sendo, aqui estamos perante os prezados leitores para lhes
transmitir com satisfação espiritual conceituações básicas sobre essa
alentada obra.
Inicialmente, dir-se-ia algo sobre o cativante título do excelente
trabalho ora enfocado. O referido título, segundo informações do próprio
autor, foi escolhido pelo Presidente do Centro Redentor, Filial de Santos,
SP, e nosso grande amigo, Sr. Ulisses Claudio Pereira, escolha essa de rara
felicidade. Aliás, convém ressaltar, as obras editadas pelo Centro Redentor
(Racionalismo Cristão), todas, sem exceção, apresentam como grande
característica uma titulagem consideravelmente expressiva, significativa e
sugestiva como, por exemplo, Trajetória Evolutiva, A Morte Não
Interrompe a Vida, A Felicidade Existe, Ao Encontro de uma Nova Era,
Vibrações da Inteligência Universal e muitas outras.
O título de A Chave da Sabedoria não foge a essa regra geral. Em
termos de uma dissecação filosófica, A Chave da .Sabedoria encerra
divagações de profundidade que, envoltas nos postulados espiritualistas do
Racionalismo Cristão, impõem-se num posicionamento totalmente
refratário aos simulacros de filosofias muito próprios das seitas místicas e
dogmáticas de fanáticos e sectários.
Um grande número de pensadores, filósofos e mentalistas de todas as
épocas, desde os primórdios das civilizações, nos tem apresentado sempre
uma chave da Sabedoria. O que dizer então de um Sócrates ou um Platão,
há cerca de 300 anos antes de Cristo!? Sócrates com uma filosofia
embasada no Conhece-te a ti mesmo e Platão com a sua famosa República!
Cada um dos grandes mentalistas autênticos nos apresenta as suas
chaves da Sabedoria.
Mas, e o Racionalismo Cristão?! Esta doutrina nos prodigaliza o
esclarecimento espiritual e espirítico em toda a sua autenticidade, cujos
conhecimentos proporcionam aos seres humanos as condições precípuas
que lhes permitem a obtenção da chave da Sabedoria. Sob este enfoque
podemos conceituar:
iv
Sabedoria: o conjunto de conhecimentos que permite à criatura
humana a conquista de uma postura exemplar destinada ao aproveitamento
máximo, no sentido positivo, de uma transitória vida física.
Chave: o instrumento espiritual conquistado pela Sabedoria,
através do qual conseguimos abrir as portas para penetração nessa mesma
sabedoria.
Cumpre ainda enfatizar que, no livro ora prefaciado, essa chave da
Sabedoria é oferecida à Juventude Racionalista com rara maestria. Numa
linguagem acessível à faixa etária dos jovens, em conceituações
admiráveis através de seus capítulos sobre o Universo, a Evolução, as
Raças, o Cristianismo e as Duas Vidas, a obra coloca à disposição da
Juventude Racionalista os conhecimentos basilares da filosofia
espiritualista do Racionalismo Cristão.
Eis o grande mérito do ilustrado autor, Sr. Fernando Faria.
Se o jovem leitor, ao ler esta obra, sentir entusiasmo e interesse pelo
Racionalismo Cristão, ele estará preparando a estrutura de sua
personalidade para se constituir, como homem esclarecido, no racionalista
cristão vindouro. Assim se fazendo, ter-se-á cumprido o nobre e sublime
desideratum de um livro destinado a preparar espiritualmente o jovem
racionalista do presente para se tornar no racionalista amadurecido do
futuro.
Humberto Rodrigues
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Ciência Espírita, de Dr. A. Pinheiro Guedes,
TRECHO:
Prefácio
O homem esclarecido tem por dever servir-se da palavra ou da pena
para explanar a Verdade; quem isso pode fazer e não faz demonstra ser
inimigo do progresso, da paz, da harmonia fraterna, e sua vida será
improfícua, prejudicial à sua própria alma e à coletividade, pois criará em
volta de si um ambiente de obsessão permanente, tornando-se, conforme
Camilo dizia, “um militante a mais no exército dos infelizes.”
A pesquisa da verdade leva o estudioso à certeza do que seja a vida
na Terra e no Espaço, e à convicção do dever a cumprir neste mundo, para
onde se vem certo de que só pelo trabalho, na luta pela vida, é que poderá
o espírito aperfeiçoar-se, e que, portanto, ele não pode, nem deve, ser
refratário ao trabalho nem à reforma de usos e costumes.
Dentre os poucos que têm sabido ser estudiosos da doutrina da
Verdade, destacamos, com justificado orgulho, o Doutor Antônio Pinheiro
Guedes, médico investigador, valoroso e humanitário, verdadeiro
sacerdote do bem, que sempre viveu preso aos estudos, cooperando,
decididamente, para a descoberta da Verdade, pois, não se conformando
com os limitados conhecimentos sobre a vida física, buscou,
inteligentemente, os da vida espiritual.
Soube, como nenhum outro, romper o véu dos preconceitos sociais e
científicos, transpor-se às coisas transcendentes, e perscrutando a alma,
descreveu-a com tanta clareza e precisão, como sabia descrever ou
escalpelar um cadáver, lecionando anatomia à mocidade acadêmica.
Cultuando a memória desse sábio brasileiro hoje enfileirado à plêiade
dos espíritos superiores, no Astral Superior, que pontificam nas Casas
Racionalistas, julgamos de bom alvitre pedir aos descendentes do Dr.
Pinheiro Guedes permissão para a reedição de sua primorosa obra
CIÊNCIA ESPÍRITA, no que, felizmente, fomos bem sucedidos, pois seus
legítimos herdeiros nô-la autorizaram, movidos pelos mesmos desejos e
pensamentos nossos e certamente do ilustre autor: esclarecer a
humanidade; e foram mais além, doaram-na definitivamente ao Centro
Redentor.
Trabalha o espírito de Antônio Pinheiro Guedes no Espaço Superior
com mais amplitude do que quando agrilhoado ao corpo, não existindo
hoje para ele fronteiras ou nacionalidades, e como partícula do Grande
Foco, impulsiona a humanidade para a Fraternidade Universal.
v
Não visamos lisonjear essa alma, mesmo porque sabemos de
nenhuma valia os elogios, justos ou não, para a vida da eternidade, que
exige a prática de boas ações e obras, enquanto na Terra tudo é efêmero:
riquezas materiais e destaques pessoais são, por vezes, a ruína da vida
espiritual, pois quer a fortuna monetária, quer a intelectual, são
conseqüências de compromissos astrais assumidos, para deles se fazer bom
uso na vida terrena.
Entretanto, pouquíssimos são os que levam a cabo tais
compromissos: a vaidade e a ostentação cegam as almas, levando-as à
perturbação, à vida de aparências, e fazendo-as esquecer por completo os
sérios compromissos assumidos em lucidez espiritual.
Contudo, é dever nosso falar claramente ao leitor, ao nos referirmos
ao autor desta obra, para que de antemão fique sabedor de que foi no
Brasil onde primeiro e melhor se escreveu sobre espiritismo, cabendo,
portanto, ao nosso país, como já o vem afirmando o Racionalismo Cristão
em suas obras, a glória da descoberta da Verdade, tal qual a desejava
transmitir à humanidade a grandiosa alma de Jesus.
Pinheiro Guedes não foi um simples médico investigador, mas
também um valoroso instrumento das Forças Superiores, às quais serviu
docilmente pois se prestou, tanto quanto lhe foi possível, a ser o seu portavoz
entre a elite social e cientista, justamente para despertar aquele meio, o
mais refratário à concepção da Verdade, e não continuar a ser dito que o
espiritismo é obra de nulos, analfabetos ou imbecis saídos da plebe.
Da plebe, entretanto, saíram Jesus, Viriato, Joana D’Arc, Galileu,
Edison e tantos outros luminares da humanidade, e nem por isso vemos
menosprezadas as suas obras.
Esta obra enriquecerá a biblioteca de doutos e simples estudiosos da
vida fora da matéria, fazendo parte do Racionalismo Cristão, iluminará a
estrada da vida dos que desejam viver e não vegetar neste mundo de
misérias.
OS EDITORES
Prefácio
O homem esclarecido tem por dever servir-se da palavra ou da pena
para explanar a Verdade; quem isso pode fazer e não faz demonstra ser
inimigo do progresso, da paz, da harmonia fraterna, e sua vida será
improfícua, prejudicial à sua própria alma e à coletividade, pois criará em
volta de si um ambiente de obsessão permanente, tornando-se, conforme
Camilo dizia, “um militante a mais no exército dos infelizes.”
A pesquisa da verdade leva o estudioso à certeza do que seja a vida
na Terra e no Espaço, e à convicção do dever a cumprir neste mundo, para
onde se vem certo de que só pelo trabalho, na luta pela vida, é que poderá
o espírito aperfeiçoar-se, e que, portanto, ele não pode, nem deve, ser
refratário ao trabalho nem à reforma de usos e costumes.
Dentre os poucos que têm sabido ser estudiosos da doutrina da
Verdade, destacamos, com justificado orgulho, o Doutor Antônio Pinheiro
Guedes, médico investigador, valoroso e humanitário, verdadeiro
sacerdote do bem, que sempre viveu preso aos estudos, cooperando,
decididamente, para a descoberta da Verdade, pois, não se conformando
com os limitados conhecimentos sobre a vida física, buscou,
inteligentemente, os da vida espiritual.
Soube, como nenhum outro, romper o véu dos preconceitos sociais e
científicos, transpor-se às coisas transcendentes, e perscrutando a alma,
descreveu-a com tanta clareza e precisão, como sabia descrever ou
escalpelar um cadáver, lecionando anatomia à mocidade acadêmica.
Cultuando a memória desse sábio brasileiro hoje enfileirado à plêiade
dos espíritos superiores, no Astral Superior, que pontificam nas Casas
Racionalistas, julgamos de bom alvitre pedir aos descendentes do Dr.
Pinheiro Guedes permissão para a reedição de sua primorosa obra
CIÊNCIA ESPÍRITA, no que, felizmente, fomos bem sucedidos, pois seus
legítimos herdeiros nô-la autorizaram, movidos pelos mesmos desejos e
pensamentos nossos e certamente do ilustre autor: esclarecer a
humanidade; e foram mais além, doaram-na definitivamente ao Centro
Redentor.
Trabalha o espírito de Antônio Pinheiro Guedes no Espaço Superior
com mais amplitude do que quando agrilhoado ao corpo, não existindo
hoje para ele fronteiras ou nacionalidades, e como partícula do Grande
Foco, impulsiona a humanidade para a Fraternidade Universal.
v
Não visamos lisonjear essa alma, mesmo porque sabemos de
nenhuma valia os elogios, justos ou não, para a vida da eternidade, que
exige a prática de boas ações e obras, enquanto na Terra tudo é efêmero:
riquezas materiais e destaques pessoais são, por vezes, a ruína da vida
espiritual, pois quer a fortuna monetária, quer a intelectual, são
conseqüências de compromissos astrais assumidos, para deles se fazer bom
uso na vida terrena.
Entretanto, pouquíssimos são os que levam a cabo tais
compromissos: a vaidade e a ostentação cegam as almas, levando-as à
perturbação, à vida de aparências, e fazendo-as esquecer por completo os
sérios compromissos assumidos em lucidez espiritual.
Contudo, é dever nosso falar claramente ao leitor, ao nos referirmos
ao autor desta obra, para que de antemão fique sabedor de que foi no
Brasil onde primeiro e melhor se escreveu sobre espiritismo, cabendo,
portanto, ao nosso país, como já o vem afirmando o Racionalismo Cristão
em suas obras, a glória da descoberta da Verdade, tal qual a desejava
transmitir à humanidade a grandiosa alma de Jesus.
Pinheiro Guedes não foi um simples médico investigador, mas
também um valoroso instrumento das Forças Superiores, às quais serviu
docilmente pois se prestou, tanto quanto lhe foi possível, a ser o seu portavoz
entre a elite social e cientista, justamente para despertar aquele meio, o
mais refratário à concepção da Verdade, e não continuar a ser dito que o
espiritismo é obra de nulos, analfabetos ou imbecis saídos da plebe.
Da plebe, entretanto, saíram Jesus, Viriato, Joana D’Arc, Galileu,
Edison e tantos outros luminares da humanidade, e nem por isso vemos
menosprezadas as suas obras.
Esta obra enriquecerá a biblioteca de doutos e simples estudiosos da
vida fora da matéria, fazendo parte do Racionalismo Cristão, iluminará a
estrada da vida dos que desejam viver e não vegetar neste mundo de
misérias.
OS EDITORES
domingo, 14 de dezembro de 2008
A felicidade existe, de Luiz de Souza
TRECHO:
Apresentação
A felicidade existe, de autoria de Luiz de Souza, hoje espírito da Plêiade do Astral Superior,
é o segundo livro de uma trilogia que desdobra a doutrina filosófico-espiritualista Racionalismo
Cristão de forma simples, precisa, fácil de entender e, por isso, ao alcance de qualquer estudioso do
espiritualismo ensinado e praticado nas casas racionalistas cristãs.
O conjunto das três obras ligadas entre si pelo tema comum Racionalismo Cristão
compreende o livro Espiritualismo, de 1960, no qual o Autor adotava o pseudônimo Valério Sintra,
o que era usual na época. O Editor, ao publicar a 4ª edição desse livro, em 1977, após a
desencarnação de Luiz de Souza, ocorrida em 1974, escolheu o título atual, Ao encontro de uma
nova era, e optou pelo nome verdadeiro do Autor, Luiz de Souza.
Em 1962, esse engenheiro civil de profissão e escritor notável e incomum nos presenteia
com este livro, agora em sua 13ª edição.
A morte não interrompe a vida, de 1963, encerra a sua participação na literatura racionalista
cristã, na qual deixou marca indelével como espírito de categoria, de qualidade, de sabedoria.
Residente em vida física na cidade de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro — Brasil,
presidiu inúmeras sessões públicas de limpeza psíquica realizadas na Filial do Racionalismo Cristão
daquela cidade, marcando sua passagem de incomparável doutrinador, ainda relembrado por
assistentes que freqüentam essa Casa e por militantes que nela trabalham.
A 13ª edição de A felicidade existe, revisada e com nova capa*, restabelece o preâmbulo
escrito pelo Autor, agora chamado Introdução, vocábulo usado nas recentes publicações dos livros
editados pelo Racionalismo Cristão.
Por fim, acresce lembrar que, escrito na década de sessenta do século vinte, o livro faz
referência a costumes da época, em considerações que hoje têm outra abordagem.
______________
* Flagrante do Universo (Nota do Editor).
A felicidade existe ajuda a abrir as portas do Racionalismo Cristão aos que se propõem
adotar seus princípios como normas de conduta, contribuindo de forma indelével na busca da
felicidade relativa a que todos têm direito, mas que poucos sabem alcançar.
O Editor
Introdução
A evolução normal da humanidade está na dependência de poder-se ela firmar em princípios
espiritualistas para, por meio deles, resolver os seus problemas fundamentais. A crise maior que se
observa é de falta de caráter, de moral, de honorabilidade, e onde predominarem essas
características o coeficiente espiritual é nulo em grande número de indivíduos. Pessoas de
responsabilidade estão mancomunadas com aproveitadores e desonestos, que põem em prática as
manobras mais condenáveis para fins ilícitos, corruptos, com os quais visam um único objetivo: o
aumento da riqueza material, o mais depressa possível.
Religiões dominantes acolhem toda classe de locupletadores, que contribuem
monetariamente para elas, através do pagamento de atos litúrgicos encomendados. O essencial é
que o dinheiro corra para os seus cofres, pouco importando de onde venha, como foi ganho, se
procede das mãos de ladrões ou das de gente limpa. Essa complacência criminosa equivale, quase, a
uma conivência. Sem a repulsa da Igreja, que casa, batiza e encomenda os traficantes e flibusteiros,
porque pagam bem o serviço, nada se pode esperar da religião, no sentido de conter a imoralidade.
Vê-se assim o Racionalismo Cristão na contingência de apresentar o cenário real da vida
terrena para, ao focalizar a gravidade dos erros que conscientemente se cometem, chamar a atenção
para os resultados desses erros e alertar a humanidade para os riscos que corre, os débitos que
adquire, o triste futuro que arquiteta, enquanto não mudar de rumo.
É indispensável que o indivíduo ajuste a sua linha de conduta às normas espiritualistas, para
não perder encarnações preciosas, invalidando esforços mal orientados e traindo propósitos
firmados no plano astral antes de encarnar.
Em grande erro incide a criatura que ao integrar-se no mundo físico pensa ser esta a
verdadeira vida, e que precisa apoderar-se de todas as vantagens materiais que a Terra lhe possa
oferecer, sem considerar os prejuízos que venha a causar ao seu semelhante, ficando imbuída da
falsa idéia de que o mundo pertence aos ladinos, aos espertos, aos aventureiros, aos que melhor
souberem ludibriar, enganar e iludir.
Contra essa concepção irreal e ilógica se contrapõe a doutrina racionalista cristã, ao
demonstrar, com argumentos, com base, com segurança, a verdade dos fatos, abrindo novos
horizontes aos olhos daqueles que sinceramente desejarem alcançar uma vida de maior felicidade e
paz, no curso desta e de outras existências.
Todo esclarecimento prestado nas obras racionalistas cristãs visa, expressamente, oferecer
meios capazes de promover a evolução de cada criatura, para com isso melhorar as condições de
vida na Terra e preparar um futuro mais rico em bens materiais, morais e, sobretudo, espirituais.
O indivíduo que se atira cegamente à conquista dos bens terrenos dá a impressão de um
náufrago em desespero de causa, ao agarrar-se, angustiado, a qualquer objeto que encontre, na
esperança de salvar-se.
Toda ânsia de enriquecimento que se observa, sem lastro espiritual, transforma-se numa
força negativa, que cada vez mais atrai o sequioso para o pântano da desonestidade. Na busca da
riqueza, que se torna por vezes um fanatismo, uma obsessão, uma vez conquistada, perde-se o
próprio ser no luxo, na ociosidade, na extravagância, na ostentação, no sensualismo.
Para não enveredar por essas sinuosidades enganosas, só há um meio, uma medida
salvadora: é procurar o indivíduo esclarecer-se, conhecer a verdade sobre as leis eternas, pôr em
prática, diariamente, os conhecimentos espiritualistas recebidos. O objetivo desta obra, com os
recursos dos princípios racionalistas cristãos, é conduzir a humanidade pelo caminho da
espiritualidade.
Urge tomar em consideração que a vida, por ser eterna, não se pode limitar, de maneira
alguma, ao restrito tempo de uma encarnação. O essencial é quebrar essa visão curta de querer
enquadrar, nesse minúsculo panorama de uma só existência, toda a razão da vida, e pugnar por
resolver as dificuldades que a ela dizem respeito.
Todos os problemas da vida terrena devem ser solucionados espiritualmente, levando em
conta não só o presente, como o futuro, e de tal modo que, em lugar de uma existência amena,
suave, prazenteira, como pode ser preparada, não se tenha de passar por uma vida penosa e cheia de
amarguras, enredada de sofrimento e desgraças.
O dinheiro ganho desonestamente, com o prejuízo de terceiros, não pode trazer felicidade.
Pelo contrário, traz aquilo de que o ser procura livrar-se: a angústia, a inquietação, o
descontentamento, a irritabilidade, além de muitos outros tormentos entrelaçados. A cegueira moral,
no entanto, que se apodera dos indivíduos assim perturbados, não os deixa ver o seu verdadeiro
estado, razão por que dificilmente se podem desembaraçar das malhas envolventes.
Os esclarecimentos que este livro procura apresentar não podem servir para as pessoas
obsedadas que têm sempre idéias fixas, mas para aquelas que dão o devido valor às coisas do
espírito, que sabem raciocinar com imparcialidade e são compreensivas e atentas à verdade sobre a
vida espiritual.
Esta é uma tentativa de focalizar diretrizes fundamentais da vida terrena, para que sejam
meditadas, desdobradas e aplicadas no correr dos dias, e espera-se que se tornem úteis a todos, que
inspirem ótimas atitudes, que produzam excelentes resultados na consumação de atos relevantes e
altruístas, ajudando os leitores a preparar um futuro sempre melhor, em clima de saúde e simpatia,
de amizade e confraternização, de entendimento, fartura, paz e prosperidade. Estes objetivos podem
ser alcançados no caminho da espiritualidade, e não faltará apoio astral das correntes do bem para
fortalecimento de todas as boas intenções.
É preciso remodelar os hábitos comuns da grande maioria dos seres encarnados, e, nos
temas que se seguem, encontrarão eles suficiente cabedal para reforçar a firmeza de propósitos
nesse bom sentido.
Não há dúvida de que são muitos os que almejam encontrar, na trajetória terrena, um sistema
de elevada expressão moral, que induza os seres a compartilhar da Grande Obra renovadora que
envolverá o mundo.
O Racionalismo Cristão está colocado na vanguarda desse movimento, e as obras que
difunde atestam essa veracidade. Se a disciplina espiritualista que esta Doutrina ministra aos
estudiosos dos seus ensinos for adotada por quantos se achem amadurecidos para recebê-la, grandes
transformações moralizadoras irão surpreender os sectários, tão ilusoriamente confinados nos
limites da conceituação terrena.
As sombras vão sendo dissipadas à custa de muito se escrever e falar acerca da vida
espiritual, num esforço sincero e leal de melhorar as condições do mundo. É recomendável que
todos colaborem nesse sentido, aprendendo as lições esclarecedoras, para poderem pô-las em
prática e transmitir a outros os seus conhecimentos. Não há tempo a perder. Muitos espíritos, que do
alto assistem aos encarnados, aguardam que estes se resolvam a acordar e a colocar os seus méritos
em favor da Causa comum, para a felicidade própria e dos demais.
A felicidade existe quando as criaturas a sabem construir.
Apresentação
A felicidade existe, de autoria de Luiz de Souza, hoje espírito da Plêiade do Astral Superior,
é o segundo livro de uma trilogia que desdobra a doutrina filosófico-espiritualista Racionalismo
Cristão de forma simples, precisa, fácil de entender e, por isso, ao alcance de qualquer estudioso do
espiritualismo ensinado e praticado nas casas racionalistas cristãs.
O conjunto das três obras ligadas entre si pelo tema comum Racionalismo Cristão
compreende o livro Espiritualismo, de 1960, no qual o Autor adotava o pseudônimo Valério Sintra,
o que era usual na época. O Editor, ao publicar a 4ª edição desse livro, em 1977, após a
desencarnação de Luiz de Souza, ocorrida em 1974, escolheu o título atual, Ao encontro de uma
nova era, e optou pelo nome verdadeiro do Autor, Luiz de Souza.
Em 1962, esse engenheiro civil de profissão e escritor notável e incomum nos presenteia
com este livro, agora em sua 13ª edição.
A morte não interrompe a vida, de 1963, encerra a sua participação na literatura racionalista
cristã, na qual deixou marca indelével como espírito de categoria, de qualidade, de sabedoria.
Residente em vida física na cidade de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro — Brasil,
presidiu inúmeras sessões públicas de limpeza psíquica realizadas na Filial do Racionalismo Cristão
daquela cidade, marcando sua passagem de incomparável doutrinador, ainda relembrado por
assistentes que freqüentam essa Casa e por militantes que nela trabalham.
A 13ª edição de A felicidade existe, revisada e com nova capa*, restabelece o preâmbulo
escrito pelo Autor, agora chamado Introdução, vocábulo usado nas recentes publicações dos livros
editados pelo Racionalismo Cristão.
Por fim, acresce lembrar que, escrito na década de sessenta do século vinte, o livro faz
referência a costumes da época, em considerações que hoje têm outra abordagem.
______________
* Flagrante do Universo (Nota do Editor).
A felicidade existe ajuda a abrir as portas do Racionalismo Cristão aos que se propõem
adotar seus princípios como normas de conduta, contribuindo de forma indelével na busca da
felicidade relativa a que todos têm direito, mas que poucos sabem alcançar.
O Editor
Introdução
A evolução normal da humanidade está na dependência de poder-se ela firmar em princípios
espiritualistas para, por meio deles, resolver os seus problemas fundamentais. A crise maior que se
observa é de falta de caráter, de moral, de honorabilidade, e onde predominarem essas
características o coeficiente espiritual é nulo em grande número de indivíduos. Pessoas de
responsabilidade estão mancomunadas com aproveitadores e desonestos, que põem em prática as
manobras mais condenáveis para fins ilícitos, corruptos, com os quais visam um único objetivo: o
aumento da riqueza material, o mais depressa possível.
Religiões dominantes acolhem toda classe de locupletadores, que contribuem
monetariamente para elas, através do pagamento de atos litúrgicos encomendados. O essencial é
que o dinheiro corra para os seus cofres, pouco importando de onde venha, como foi ganho, se
procede das mãos de ladrões ou das de gente limpa. Essa complacência criminosa equivale, quase, a
uma conivência. Sem a repulsa da Igreja, que casa, batiza e encomenda os traficantes e flibusteiros,
porque pagam bem o serviço, nada se pode esperar da religião, no sentido de conter a imoralidade.
Vê-se assim o Racionalismo Cristão na contingência de apresentar o cenário real da vida
terrena para, ao focalizar a gravidade dos erros que conscientemente se cometem, chamar a atenção
para os resultados desses erros e alertar a humanidade para os riscos que corre, os débitos que
adquire, o triste futuro que arquiteta, enquanto não mudar de rumo.
É indispensável que o indivíduo ajuste a sua linha de conduta às normas espiritualistas, para
não perder encarnações preciosas, invalidando esforços mal orientados e traindo propósitos
firmados no plano astral antes de encarnar.
Em grande erro incide a criatura que ao integrar-se no mundo físico pensa ser esta a
verdadeira vida, e que precisa apoderar-se de todas as vantagens materiais que a Terra lhe possa
oferecer, sem considerar os prejuízos que venha a causar ao seu semelhante, ficando imbuída da
falsa idéia de que o mundo pertence aos ladinos, aos espertos, aos aventureiros, aos que melhor
souberem ludibriar, enganar e iludir.
Contra essa concepção irreal e ilógica se contrapõe a doutrina racionalista cristã, ao
demonstrar, com argumentos, com base, com segurança, a verdade dos fatos, abrindo novos
horizontes aos olhos daqueles que sinceramente desejarem alcançar uma vida de maior felicidade e
paz, no curso desta e de outras existências.
Todo esclarecimento prestado nas obras racionalistas cristãs visa, expressamente, oferecer
meios capazes de promover a evolução de cada criatura, para com isso melhorar as condições de
vida na Terra e preparar um futuro mais rico em bens materiais, morais e, sobretudo, espirituais.
O indivíduo que se atira cegamente à conquista dos bens terrenos dá a impressão de um
náufrago em desespero de causa, ao agarrar-se, angustiado, a qualquer objeto que encontre, na
esperança de salvar-se.
Toda ânsia de enriquecimento que se observa, sem lastro espiritual, transforma-se numa
força negativa, que cada vez mais atrai o sequioso para o pântano da desonestidade. Na busca da
riqueza, que se torna por vezes um fanatismo, uma obsessão, uma vez conquistada, perde-se o
próprio ser no luxo, na ociosidade, na extravagância, na ostentação, no sensualismo.
Para não enveredar por essas sinuosidades enganosas, só há um meio, uma medida
salvadora: é procurar o indivíduo esclarecer-se, conhecer a verdade sobre as leis eternas, pôr em
prática, diariamente, os conhecimentos espiritualistas recebidos. O objetivo desta obra, com os
recursos dos princípios racionalistas cristãos, é conduzir a humanidade pelo caminho da
espiritualidade.
Urge tomar em consideração que a vida, por ser eterna, não se pode limitar, de maneira
alguma, ao restrito tempo de uma encarnação. O essencial é quebrar essa visão curta de querer
enquadrar, nesse minúsculo panorama de uma só existência, toda a razão da vida, e pugnar por
resolver as dificuldades que a ela dizem respeito.
Todos os problemas da vida terrena devem ser solucionados espiritualmente, levando em
conta não só o presente, como o futuro, e de tal modo que, em lugar de uma existência amena,
suave, prazenteira, como pode ser preparada, não se tenha de passar por uma vida penosa e cheia de
amarguras, enredada de sofrimento e desgraças.
O dinheiro ganho desonestamente, com o prejuízo de terceiros, não pode trazer felicidade.
Pelo contrário, traz aquilo de que o ser procura livrar-se: a angústia, a inquietação, o
descontentamento, a irritabilidade, além de muitos outros tormentos entrelaçados. A cegueira moral,
no entanto, que se apodera dos indivíduos assim perturbados, não os deixa ver o seu verdadeiro
estado, razão por que dificilmente se podem desembaraçar das malhas envolventes.
Os esclarecimentos que este livro procura apresentar não podem servir para as pessoas
obsedadas que têm sempre idéias fixas, mas para aquelas que dão o devido valor às coisas do
espírito, que sabem raciocinar com imparcialidade e são compreensivas e atentas à verdade sobre a
vida espiritual.
Esta é uma tentativa de focalizar diretrizes fundamentais da vida terrena, para que sejam
meditadas, desdobradas e aplicadas no correr dos dias, e espera-se que se tornem úteis a todos, que
inspirem ótimas atitudes, que produzam excelentes resultados na consumação de atos relevantes e
altruístas, ajudando os leitores a preparar um futuro sempre melhor, em clima de saúde e simpatia,
de amizade e confraternização, de entendimento, fartura, paz e prosperidade. Estes objetivos podem
ser alcançados no caminho da espiritualidade, e não faltará apoio astral das correntes do bem para
fortalecimento de todas as boas intenções.
É preciso remodelar os hábitos comuns da grande maioria dos seres encarnados, e, nos
temas que se seguem, encontrarão eles suficiente cabedal para reforçar a firmeza de propósitos
nesse bom sentido.
Não há dúvida de que são muitos os que almejam encontrar, na trajetória terrena, um sistema
de elevada expressão moral, que induza os seres a compartilhar da Grande Obra renovadora que
envolverá o mundo.
O Racionalismo Cristão está colocado na vanguarda desse movimento, e as obras que
difunde atestam essa veracidade. Se a disciplina espiritualista que esta Doutrina ministra aos
estudiosos dos seus ensinos for adotada por quantos se achem amadurecidos para recebê-la, grandes
transformações moralizadoras irão surpreender os sectários, tão ilusoriamente confinados nos
limites da conceituação terrena.
As sombras vão sendo dissipadas à custa de muito se escrever e falar acerca da vida
espiritual, num esforço sincero e leal de melhorar as condições do mundo. É recomendável que
todos colaborem nesse sentido, aprendendo as lições esclarecedoras, para poderem pô-las em
prática e transmitir a outros os seus conhecimentos. Não há tempo a perder. Muitos espíritos, que do
alto assistem aos encarnados, aguardam que estes se resolvam a acordar e a colocar os seus méritos
em favor da Causa comum, para a felicidade própria e dos demais.
A felicidade existe quando as criaturas a sabem construir.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Crônicas oportunas, de Maria Cottas
TRECHO:
ESCLARECIMENTO INDISPENSÁVEL
Há muitos anos vem sendo editado o livro Crônicas d'Agora de autoria da nossa
inesquecível Maria Cottas, enfeixando em seu conteúdo excelente seleção da sublime
literatura que nos foi legada por essa figura exponencial da História do
RACIONALISMO CRISTÃO.
Todavia, com o perpassar dos anos as crônicas selecionadas, obviamente, não
podem ser mais consideradas "de Agora", embora mantendo a sublimidade
incontestável como característica essencial da saudosa autora.
Assim sendo, parece-nos amplamente justificável a alteração do título de Crônicas
d'Agora para CRÔNICAS OPORTUNAS.
Eis o esclarecimento indispensável que temos a honra de transmitir aos leitores de
uma obra, a qual não sendo mais "de agora", no entanto, implica numa literatura
perenemente abrangente e "oportuna" para todas as épocas.
Humberto Rodrigues
PREFÁCIO
Quando o autor de um romance recém-lançado é entrevistado sobre sua obra,
surgem sempre duas perguntas, quase que uma só formulada de duas formas: "Há
alguma coisa de autobiográfico no livro? Você se identifica com algum personagem de
sua estória?" E geralmente daí se descamba para uma série de indagações a respeito da
vida particular do escritor: onde estudou, qual sua formação literária, que autor prefere,
quais suas ocupações prediletas e por aí adiante. Isto é praticamente inevitável, qualquer
repórter sabe como gostam todos de conhecer um pouco da vida dos autores dos livros
que pretendem comprar. Não se trata de mera curiosidade. É realmente importante sentir
se um escritor tem ou não a vivência e a bagagem cultural necessárias para nos
transmitir algo que valha a pena.
No caso de ser o livro constituído de pequenas crônicas ou artigos – como
acontece com o volume que ora prefaciamos – a pergunta sobre o que há de
autobiográfico se torna totalmente absurda, é claro, pois nesta forma literária o escritor
nunca nega a autoria das opiniões que emite, dos conselhos que dá, das observações que
faz a respeito de pessoas ou fatos. Não menos interessante, entretanto, é saber um pouco
sobre quem escreve.
É por isto – e também para não deixar que se percam com o tempo as homenagens
das quais a autora de Contos morais, Folhas esparsas e Páginas soltas foi objeto pouco
depois de seu falecimento, a 30 de outubro de 1971 – que foram reunidos neste mesmo
volume vários depoimentos sobre a personalidade marcante de Maria Cottas. "Viveu
estranha aos ultrajes, impassível, superior aos prazeres e às dores, invulnerável à
falsidade e à maldade, completamente devotada à sua família e ao próximo, que também
ela considerava família”; diz dela o editorialista do jornal A RAZÃO. "Dotada de
extrema sensibilidade, vivia dentro do mundo que construíra, cultivando a literatura, a
pintura e a música"; lembra Othon Ewaldo. "A morte do corpo representou a viagem –
prêmio de uma vida tão laboriosa quanto produtiva", escreve Olga B. C. de Almeida.
"Uma mulher extraordinária"; classifica-a uma neta. "Uma das figuras mais
exponenciais da vida carioca, não apenas pelos seus dotes intelectuais senão também
pelas virtudes do coração"; ressalta o Deputado Alcir Pimenta, em discurso no
Congresso Nacional.
"Tanto amor tinha à vida e tanto ainda precisava viver"; comenta saudoso o Dr.
João Cottas, seu cunhado. "Dela se pode dizer que dignificou ao máximo o papel de
mulher, elevando-o à mais alta expressão de sensibilidade feminina", destaca o genro,
Antônio Cristovam Monteiro. "Não conhecia a palavra sacrifício quando tratava de
atender a um ente querido que necessitasse de conforto e ânimo" recorda o sobrinho
Humberto Rodrigues. "Escritora nata e educadora por vocação irresistível, em todos os
livros de D. Maria Cottas se nota a sua preocupação de contribuir, por meio de
conselhos e admoestações, impregnados de sincera afeição, para o aperfeiçoamento
moral da juventude que ela tanto amava"; salienta o amigo Joaquim Costa.
Conhecido, portanto, o valor de Maria Cottas como pessoa humana, resta realizar
a feitura de suas crônicas, atentando para seu grande valor também como escritora de
estilo leve e agradável.
Ângela Teresa Cottas de Jesus Costa
ESCLARECIMENTO INDISPENSÁVEL
Há muitos anos vem sendo editado o livro Crônicas d'Agora de autoria da nossa
inesquecível Maria Cottas, enfeixando em seu conteúdo excelente seleção da sublime
literatura que nos foi legada por essa figura exponencial da História do
RACIONALISMO CRISTÃO.
Todavia, com o perpassar dos anos as crônicas selecionadas, obviamente, não
podem ser mais consideradas "de Agora", embora mantendo a sublimidade
incontestável como característica essencial da saudosa autora.
Assim sendo, parece-nos amplamente justificável a alteração do título de Crônicas
d'Agora para CRÔNICAS OPORTUNAS.
Eis o esclarecimento indispensável que temos a honra de transmitir aos leitores de
uma obra, a qual não sendo mais "de agora", no entanto, implica numa literatura
perenemente abrangente e "oportuna" para todas as épocas.
Humberto Rodrigues
PREFÁCIO
Quando o autor de um romance recém-lançado é entrevistado sobre sua obra,
surgem sempre duas perguntas, quase que uma só formulada de duas formas: "Há
alguma coisa de autobiográfico no livro? Você se identifica com algum personagem de
sua estória?" E geralmente daí se descamba para uma série de indagações a respeito da
vida particular do escritor: onde estudou, qual sua formação literária, que autor prefere,
quais suas ocupações prediletas e por aí adiante. Isto é praticamente inevitável, qualquer
repórter sabe como gostam todos de conhecer um pouco da vida dos autores dos livros
que pretendem comprar. Não se trata de mera curiosidade. É realmente importante sentir
se um escritor tem ou não a vivência e a bagagem cultural necessárias para nos
transmitir algo que valha a pena.
No caso de ser o livro constituído de pequenas crônicas ou artigos – como
acontece com o volume que ora prefaciamos – a pergunta sobre o que há de
autobiográfico se torna totalmente absurda, é claro, pois nesta forma literária o escritor
nunca nega a autoria das opiniões que emite, dos conselhos que dá, das observações que
faz a respeito de pessoas ou fatos. Não menos interessante, entretanto, é saber um pouco
sobre quem escreve.
É por isto – e também para não deixar que se percam com o tempo as homenagens
das quais a autora de Contos morais, Folhas esparsas e Páginas soltas foi objeto pouco
depois de seu falecimento, a 30 de outubro de 1971 – que foram reunidos neste mesmo
volume vários depoimentos sobre a personalidade marcante de Maria Cottas. "Viveu
estranha aos ultrajes, impassível, superior aos prazeres e às dores, invulnerável à
falsidade e à maldade, completamente devotada à sua família e ao próximo, que também
ela considerava família”; diz dela o editorialista do jornal A RAZÃO. "Dotada de
extrema sensibilidade, vivia dentro do mundo que construíra, cultivando a literatura, a
pintura e a música"; lembra Othon Ewaldo. "A morte do corpo representou a viagem –
prêmio de uma vida tão laboriosa quanto produtiva", escreve Olga B. C. de Almeida.
"Uma mulher extraordinária"; classifica-a uma neta. "Uma das figuras mais
exponenciais da vida carioca, não apenas pelos seus dotes intelectuais senão também
pelas virtudes do coração"; ressalta o Deputado Alcir Pimenta, em discurso no
Congresso Nacional.
"Tanto amor tinha à vida e tanto ainda precisava viver"; comenta saudoso o Dr.
João Cottas, seu cunhado. "Dela se pode dizer que dignificou ao máximo o papel de
mulher, elevando-o à mais alta expressão de sensibilidade feminina", destaca o genro,
Antônio Cristovam Monteiro. "Não conhecia a palavra sacrifício quando tratava de
atender a um ente querido que necessitasse de conforto e ânimo" recorda o sobrinho
Humberto Rodrigues. "Escritora nata e educadora por vocação irresistível, em todos os
livros de D. Maria Cottas se nota a sua preocupação de contribuir, por meio de
conselhos e admoestações, impregnados de sincera afeição, para o aperfeiçoamento
moral da juventude que ela tanto amava"; salienta o amigo Joaquim Costa.
Conhecido, portanto, o valor de Maria Cottas como pessoa humana, resta realizar
a feitura de suas crônicas, atentando para seu grande valor também como escritora de
estilo leve e agradável.
Ângela Teresa Cottas de Jesus Costa
Assinar:
Postagens (Atom)