O Verbo sustenta todas as coisas para o Homem
Se não houvesse nenhum poder de harmonia e de ordem, poder este que se engendrou a partir de toda eternidade, nunca veríamos a ordem surgir e vencer a corrupção que ocorre em tudo o que constitui o círculo universal, como vemos, a cada momento, diante de nossos olhos. Sim, proclamemos, em alta voz, que há um Verbo Eterno, depositário da Luz Eterna, da vida e da medida que equilibram, por causa do homem, a desordem, a angústia e a infeção em que ele se afunda aqui neste plano. Se o homem não se mantém constantemente em elevação onde este suporte habita, ele cai novamente no abismo do mal e do sofrimento, no extremo oposto. Não há meio termo para ele: se não usa a força de Hércules, permanece esmagado sob o peso de Atlas.
Sim, toda a Luz Divina é necessária para dissipar as trevas intensas que circundam o homem. Ele precisa de toda virtude divina para equilibrar a região do crime a qual está amarrado; em resumo, se o homem não consegue manter a santidade, permanece afundado na abominação.
É em vão que o homem tenta obter este triunfo através de meias medidas e de frágeis especulações da sua mente e de sua razão. Estes supostos esforços só o enganam, pois são ilusórios.
As distrações fúteis e artificiais as quais o homem prende sua existência diariamente o engana ainda mais; o caminho vivo é o único caminho proveitoso; este caminho vivo só pode ser a própria mão do Altíssimo pois, somente Ele pode manter e governar todas as coisas; Ele criou uma compensação para todas as deficiências.
Quando foi dito que o Dirigente Supremo mantinha todas as coisas pelo poder de seu Verbo, isto não era uma expressão mística planejada para deixar nossa mente em suspense, era positiva e fisicamente verdade, em qualquer ordem que possamos imaginar.
Se o Verbo não sustentasse o Universo em sua existência, dirigindo-o em todos seus movimentos, seu progresso teria um fim imediato e ele retornaria à não manifestação:
É verdade que, se o Verbo não sustentasse as plantas e os animais, eles reintegrariam imediatamente seus próprios germes, que seriam absorvidos pelo espírito temporal do universo.
É verdade que, se o Verbo não sustentasse sua ação e execução, todos os fenômenos do Universo cessariam de se manifestar aos nossos olhos.
Também é verdade, na ordem espiritual, que, se o Verbo não sustentasse o pensamento e a alma do homem, assim como sustenta, diariamente, todas as coisas no Universo, nossas mentes recuariam, de imediato nas trevas e nossas almas no abismo, sobre o qual somos capazes de nos sobrepor, apesar de nossos crimes, unicamente através do inestimável e mais misericordioso poder do Verbo: assim, a menos que sejamos voluntariamente insanos e coincidentemente nossos piores inimigos, não cessaríamos nem pôr um momento a busca pelo Princípio de todas as coisas e pela inclinação ao Verbo; não agir assim eqüivale a negar nossa existência e renunciar a tudo o que é útil nas regiões onde o auxílio advém do Ministério Espiritual do Homem.
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segunda-feira, 31 de março de 2008
quinta-feira, 13 de março de 2008
Homem: sua verdadeira Natureza e Ministério, de Louis Claude de Saint Martin
Para compreender a sublimidade de nossos direitos, devemos voltar a nossas origens. Mas antes de considerar a natureza do Homem Espírito, vamos investigar, de forma geral, o que pode ser chamado Espírito, em qualquer ou todas as classes e ordens; iremos descobrir as fontes fundamentais de onde se deriva tal expressão, e iniciaremos tomando a palavra Espírito sob os diferentes significados encontrados em nossas línguas.
O espírito de alguma coisa pode ser considerado como sendo o real engendramento (Geração), parcial ou completo, dos poderes de sua ordem.
Assim, a música nos é conhecida tal como é somente pela emissão dos sons, através dos quais alcança nossos ouvidos, e que nada são além de expressão efetiva, ou espírito ativo do plano ou imagem que ela representa.
Desta forma, o vento é a real emissão do ar, comprimido pelas nuvens ou poderes atmosféricos. E na ordem elementar, tão logo cesse a compressão, não há mais vento: ora, sabemos que as línguas antigas usavam a mesma palavra para expressar o vento, a respiração e o espírito.
Portanto a respiração do Homem, e de outros animais, é a real emissão do resultado, em seu interior, da união entre o ar e seus poderes vitais; quando esses poderes vitais cessam, a respiração, o espírito, ou a expressão da vida, também cessa.
Assim, a propulsão (aprisionamento) de nossos pensamentos, e o que o mundo chama de razão (espírito) no Homem, é a real emissão daquilo que é desenvolvido por uma fermentação secreta dos poderes de nossa compressão, e esta propulsão é, conseqüentemente, o fruto do real engendramento destes poderes: quando esta fermentação secreta é suspensa em nós, ficamos como se não tivéssemos mais razão (espírito), embora ainda tenhamos em nós todos os germens que podem produzi-lo.
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O espírito de alguma coisa pode ser considerado como sendo o real engendramento (Geração), parcial ou completo, dos poderes de sua ordem.
Assim, a música nos é conhecida tal como é somente pela emissão dos sons, através dos quais alcança nossos ouvidos, e que nada são além de expressão efetiva, ou espírito ativo do plano ou imagem que ela representa.
Desta forma, o vento é a real emissão do ar, comprimido pelas nuvens ou poderes atmosféricos. E na ordem elementar, tão logo cesse a compressão, não há mais vento: ora, sabemos que as línguas antigas usavam a mesma palavra para expressar o vento, a respiração e o espírito.
Portanto a respiração do Homem, e de outros animais, é a real emissão do resultado, em seu interior, da união entre o ar e seus poderes vitais; quando esses poderes vitais cessam, a respiração, o espírito, ou a expressão da vida, também cessa.
Assim, a propulsão (aprisionamento) de nossos pensamentos, e o que o mundo chama de razão (espírito) no Homem, é a real emissão daquilo que é desenvolvido por uma fermentação secreta dos poderes de nossa compressão, e esta propulsão é, conseqüentemente, o fruto do real engendramento destes poderes: quando esta fermentação secreta é suspensa em nós, ficamos como se não tivéssemos mais razão (espírito), embora ainda tenhamos em nós todos os germens que podem produzi-lo.
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sábado, 17 de novembro de 2007
A Definição Do Mestre, de Papus
Somos guiados passo a passo em nossa evolução, e os guias que nos são enviados pelo invisível vêm de diferentes planos; em linguagem mística "apartamentos", segundo o gênero de faculdade que eles devem evoluir.
Trata-se de mestres, mas é necessário darmos a este termo, de imediato, seu significado verdadeiro e geral, porque em nossa época de mediocracia universal, termos tão elevados como "mestre" são atribuídos, pela cortesã nice dos arrivistas, a qualquer indivíduo que
lhes possa ser de alguma utilidade em sua ascensão às alegrias e aos horrores materiais.
O Mestre é um guia, e ele pode devotar-se à evolução de três tipos de faculdades humanas: pode dirigir a evolução da coragem, do trabalho manual ou das forças físicas como o oficial, o mestre construtor ou o professor de boxe. É realmente um Mestre, mas este é o produto da sociedade e age sobre a porção física das faculdades humanas.
Esse tipo de maestria é coroado por um enviado do plano invisível que se chama "o Conquistador" e que faz evoluir a humanidade como a febre faz evoluir as células humanas na batalha, no terror, no sacrifício e na matança em todos os planos.
O segundo tipo de maestria visa à evolução do mental humano. Ele começa pelo Mestre de escola, a quem Grosjean quer sempre retornar para chegar ao professor universitário, com todos os intermediários possíveis.
Tudo isto constitui a banda dos queridos Mestres, horda sagrada que defende justamente suas prerrogativas e eleva diante do profano a barreira das ciências técnicas e dos exames.
Esse tipo de maestria é dominado por um enviado do mundo invisível vindo do apartamento que os antigos chamavam Hermes, trimegista, e que chamamos pessoalmente o Mestre intelectual, caracterizado pelas luzes que projeta em todos os planos de nstrução.
Acima, enfim, encontramos aquele que é o único a ter verdadeiramente direito a esse título de Mestre. É o enviado real, encarregado de evoluir as faculdades espirituais da humanidade, e ele apela a forças
que bem poucos compreendem e de quem poucos ainda podem seguir as incitações. Este é aquele a quem chamamos um Mestre espiritual, que foi assim chamado por Marc Haven, em seu maravilhoso estudo sobre Cagliostro, o Mestre Desconhecido, e por Sédir, em seus comentários sobre o Evangelho, o homem livre.
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Trata-se de mestres, mas é necessário darmos a este termo, de imediato, seu significado verdadeiro e geral, porque em nossa época de mediocracia universal, termos tão elevados como "mestre" são atribuídos, pela cortesã nice dos arrivistas, a qualquer indivíduo que
lhes possa ser de alguma utilidade em sua ascensão às alegrias e aos horrores materiais.
O Mestre é um guia, e ele pode devotar-se à evolução de três tipos de faculdades humanas: pode dirigir a evolução da coragem, do trabalho manual ou das forças físicas como o oficial, o mestre construtor ou o professor de boxe. É realmente um Mestre, mas este é o produto da sociedade e age sobre a porção física das faculdades humanas.
Esse tipo de maestria é coroado por um enviado do plano invisível que se chama "o Conquistador" e que faz evoluir a humanidade como a febre faz evoluir as células humanas na batalha, no terror, no sacrifício e na matança em todos os planos.
O segundo tipo de maestria visa à evolução do mental humano. Ele começa pelo Mestre de escola, a quem Grosjean quer sempre retornar para chegar ao professor universitário, com todos os intermediários possíveis.
Tudo isto constitui a banda dos queridos Mestres, horda sagrada que defende justamente suas prerrogativas e eleva diante do profano a barreira das ciências técnicas e dos exames.
Esse tipo de maestria é dominado por um enviado do mundo invisível vindo do apartamento que os antigos chamavam Hermes, trimegista, e que chamamos pessoalmente o Mestre intelectual, caracterizado pelas luzes que projeta em todos os planos de nstrução.
Acima, enfim, encontramos aquele que é o único a ter verdadeiramente direito a esse título de Mestre. É o enviado real, encarregado de evoluir as faculdades espirituais da humanidade, e ele apela a forças
que bem poucos compreendem e de quem poucos ainda podem seguir as incitações. Este é aquele a quem chamamos um Mestre espiritual, que foi assim chamado por Marc Haven, em seu maravilhoso estudo sobre Cagliostro, o Mestre Desconhecido, e por Sédir, em seus comentários sobre o Evangelho, o homem livre.
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
O Novo Homem, de Louis Claude de Saint-Martin
1
A verdade não exige mais do que fazer aliança com o homem; mas ela quer que seja com o homem puro, sem nenhuma mistura com qualquer coisa que não seja fixo e eterno como ela.
Quer que esse homem se purifique e se regenere continuamente e por inteiro, na fonte do fogo e na sede da unidade; quer que a terra absorva os pecados dele todos os dias, isto é, que absorva toda a sua matéria, porque este é o seu verdadeiro pecado; quer que tenha o corpo sempre pronto para a morte e os sacrifícios, a alma pronta para o exercício de todas as virtudes, o espírito pronto para entender todas as luzes e fazê-las frutificar para a glória da fonte de onde provêm; quer que se considere em todo o seu ser como um exército sempre em prontidão, prestes a marchar ao primeiro sinal; quer que tenha uma resolução e uma constância que nada possa alterar, e estando avisado de que continuando encontrará apenas sofrimento, porque o mal vai se oferecer a cada passo, que essa perspectiva não o detenha em sua marcha, e que dirija sua visão exclusivamente, para o marco que o espera ao fim do percurso.
Se ela o encontra nessa disposição, aí estarão as promessas que lhe faz e os favores que lhe destina. Porque tão logo o interior do homem se lhe abre, ela é inundada por uma carga de alegria, não somente como a mãe mais terna por um Filho que não vê há muito tempo, mas como o mais augusto gênio à vista da mais sublime produção que, inicialmente, lhe parecia bisonha, estranha a seu espírito e, por assim dizer, apagada de sua memória, mas que, em seguida, lhe faz unir o amor mais vivo a essa profunda admiração, quando esse excelso gênio chega a reconhecer que essa sublime produção é um trabalho seu.
Mal a verdade vê nascer o desejo e a vontade no coração do homem, precipita-se com todos os ardores da sua Vida Divina e do seu amor. As vezes, não pede a ele mais que a privação de tudo o que é insignificante, e para esse sacrifício negativo, ela o suprirá de realidades. A primeira realidade é dar-lhe sinais de advertência e de preservação, a fim de que não tenha como Caim, razão para temer e dizer: quem me achar, me matará. Em seguida, põe sobre ele os sinais do terror, para que sua presença provoque medo e faça seus inimigos fugirem; finalmente ela o ornamenta com os sinais da glória, a fim de que possa fazer brilhar a majestade do seu mestre e receber por todos os lados as honoráveis recompensas que são devidas a um servidor fiel.
É assim que ela tratará aqueles que tiverem confiança na natureza de seu ser; que não deixarem escapar a mínima centelha; que forem considerados como uma idéia fundamental ou um texto do qual a nossa vida inteira deveria ser apenas o desenvolvimento e o comentário de maneira que todos os nossos momentos serviram para explicá-lo e torná-lo mais claro, e não para obscurecê-lo, apagá-lo e lançá-lo no esquecimento, como ocorre quase sempre para a nossa infeliz posteridade.
Para nos curar, a verdade possui um medicamento real, que sentimos fisicamente quando ela julga oportuno administrá-lo a nós. Esse medicamento é composto de dois ingredientes, de acordo com nossa enfermidade, que é uma mistura do bem com o mal e que apanhamos de quem não sabe se preservar do desejo de conhecer essa ciência fatal. É um medicamento amargo, mas é o seu amargor que nos cura, porque essa parte amarga, a justiça une-se ao que há de viciado em nosso ser para lhe trazer a retificação; então, o que há de sadio e vivo em nós, se une, por sua vez, ao que há de doce no medicamento, e obtemos saúde.
Enquanto essa operação medicinal não se realiza em nós, é inútil considerar-nos sadios e bem; não estamos sequer em condições de usar alimentos salutares e puros, porque nossas faculdades ainda não estão abertas para recebê-los. Dessa forma, não é suficiente para nosso restabelecimento, abster-nos de alimentos malsãos e corrompidos; é necessário que consumamos esse medicamento amargo que os ministros espirituais da sabedoria introduziu em nós, produzindo aí uma sensação dolorosa que poderíamos chamar de febre da penitência, mas que termina com a doce sensação da vida e da regeneração.
As pessoas que se encontram na via da regeneração, recebem e sentem esse medicamento todas as vezes que o inimigo as tocam, para viciar qualquer coisa em seu ser. Os outros nem o recebem, nem o sentem, porque se encontram num contínuo estado de transtorno e enfermidade que não permite ao medicamento aproximar-se deles.
Mas esse medicamento é tão necessário ao nosso restabelecimento, que aqueles que não o receberam não podem comer de forma proveitosa o "pão da vida" e não se tornam "ouro puro". Enfim, ele deve moldar e trabalhar nossa alma sem descanso, sem interrupção, como o tempo trabalha constantemente todos os corpos da natureza para reconduzi-los à pureza, à simplicidade e à atividade viva dos seus princípios constitutivos. É desse modo que se abre em nós uma fonte ativa, que é alimentada e mantida pela própria vida; e é por esse meio que atingimos uma natureza de alegrias que não cessam e que estabelecem em nós antecipadamente e para sempre, o reino eterno daquele que é.
É fácil constatar que esse medicamento não deve ser confundido com as atribulações terrenas, com as doenças do corpo, com as injustiças que podemos receber de nossos semelhantes e que mantêm nossa alma na angústia. Todas essas coisas são para punir a alma ou submetê-la à provação, mas não lhe dão mais que uma sabedoria temporária; ou por outra, só podemos receber a Vida Divina por preparações de mesma ordem; e o medicamento do qual falamos é essa preparação exclusiva. Feliz é aquele que perseverar até o fim, desejando-o e aproveitando-o todas as vezes que tiver a felicidade de experimentá-lo! Constatará desse modo que o homem pode ter grandes coisas a dizer, não necessariamente ditas por ele, e que ele deve esperar que o façam dizer ou escrever.
Pois o orvalho que Deus faz descer no homem é todo composto de ações totalmente vivas, totalmente formadas, totalmente completas, como guerreiros armados dos pés à cabeça, ou como médicos poderosos, portando nas mãos a ambrosia, ou como anjos celestes todos brilhantes tanto no interior como no exterior, luzes puras e santas da vida; e o homem destinado as ser o objeto e o receptáculo de tantos benefícios percebe pela inteligência, no meio desse orvalho sagrado, a mão suprema de Deus resplandecente de glória, que quer tomá-lo como o termo dessa incomparável magnanimidade. Tanto isso é verdadeiro que a palavra divina não pode vir a nós sem criar, ao mesmo tempo, todo um mundo.
Meu Deus, bem sei que sois a vida, e que não sou digno de que vos aproximeis de mim, que não sou senão desonra, miséria e iniqüidade. Sei bem que tendes uma palavra viva, mas que as trevas espessas da minha matéria impedem que os ouvidos de minha alma a ouça. Contudo, fazei entrar em mim em abundância essa palavra, para que seu peso possa contrabalançar a quantidade de vazio no qual está absorvido todo o meu ser, e que no dia do seu julgamento universal, o peso e a abundância de vossa palavra, possam me resgatar do abismo e me elevar até vossa santa morada; colocai nas diversas regiões e faculdades que me compõem, numerosos trabalhadores hábeis e vigilantes que desobstruam os canais de todas as suas imundícies e quebrem até mesmo as rochas que se opõem à circulação das águas; então a vida de vossas fontes puras e ativas em mim encherá meus rios até a borda; então criareis um mundo de espíritos em meu pensamento, um mundo de virtudes em meu coração e um mundo de poderes em minha ação, e será o todo - poderoso, o santificador universal, que sustentará, ele mesmo, todos os mundos em mim, nutrindo-os continuamente com suas próprias bênçãos.
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A verdade não exige mais do que fazer aliança com o homem; mas ela quer que seja com o homem puro, sem nenhuma mistura com qualquer coisa que não seja fixo e eterno como ela.
Quer que esse homem se purifique e se regenere continuamente e por inteiro, na fonte do fogo e na sede da unidade; quer que a terra absorva os pecados dele todos os dias, isto é, que absorva toda a sua matéria, porque este é o seu verdadeiro pecado; quer que tenha o corpo sempre pronto para a morte e os sacrifícios, a alma pronta para o exercício de todas as virtudes, o espírito pronto para entender todas as luzes e fazê-las frutificar para a glória da fonte de onde provêm; quer que se considere em todo o seu ser como um exército sempre em prontidão, prestes a marchar ao primeiro sinal; quer que tenha uma resolução e uma constância que nada possa alterar, e estando avisado de que continuando encontrará apenas sofrimento, porque o mal vai se oferecer a cada passo, que essa perspectiva não o detenha em sua marcha, e que dirija sua visão exclusivamente, para o marco que o espera ao fim do percurso.
Se ela o encontra nessa disposição, aí estarão as promessas que lhe faz e os favores que lhe destina. Porque tão logo o interior do homem se lhe abre, ela é inundada por uma carga de alegria, não somente como a mãe mais terna por um Filho que não vê há muito tempo, mas como o mais augusto gênio à vista da mais sublime produção que, inicialmente, lhe parecia bisonha, estranha a seu espírito e, por assim dizer, apagada de sua memória, mas que, em seguida, lhe faz unir o amor mais vivo a essa profunda admiração, quando esse excelso gênio chega a reconhecer que essa sublime produção é um trabalho seu.
Mal a verdade vê nascer o desejo e a vontade no coração do homem, precipita-se com todos os ardores da sua Vida Divina e do seu amor. As vezes, não pede a ele mais que a privação de tudo o que é insignificante, e para esse sacrifício negativo, ela o suprirá de realidades. A primeira realidade é dar-lhe sinais de advertência e de preservação, a fim de que não tenha como Caim, razão para temer e dizer: quem me achar, me matará. Em seguida, põe sobre ele os sinais do terror, para que sua presença provoque medo e faça seus inimigos fugirem; finalmente ela o ornamenta com os sinais da glória, a fim de que possa fazer brilhar a majestade do seu mestre e receber por todos os lados as honoráveis recompensas que são devidas a um servidor fiel.
É assim que ela tratará aqueles que tiverem confiança na natureza de seu ser; que não deixarem escapar a mínima centelha; que forem considerados como uma idéia fundamental ou um texto do qual a nossa vida inteira deveria ser apenas o desenvolvimento e o comentário de maneira que todos os nossos momentos serviram para explicá-lo e torná-lo mais claro, e não para obscurecê-lo, apagá-lo e lançá-lo no esquecimento, como ocorre quase sempre para a nossa infeliz posteridade.
Para nos curar, a verdade possui um medicamento real, que sentimos fisicamente quando ela julga oportuno administrá-lo a nós. Esse medicamento é composto de dois ingredientes, de acordo com nossa enfermidade, que é uma mistura do bem com o mal e que apanhamos de quem não sabe se preservar do desejo de conhecer essa ciência fatal. É um medicamento amargo, mas é o seu amargor que nos cura, porque essa parte amarga, a justiça une-se ao que há de viciado em nosso ser para lhe trazer a retificação; então, o que há de sadio e vivo em nós, se une, por sua vez, ao que há de doce no medicamento, e obtemos saúde.
Enquanto essa operação medicinal não se realiza em nós, é inútil considerar-nos sadios e bem; não estamos sequer em condições de usar alimentos salutares e puros, porque nossas faculdades ainda não estão abertas para recebê-los. Dessa forma, não é suficiente para nosso restabelecimento, abster-nos de alimentos malsãos e corrompidos; é necessário que consumamos esse medicamento amargo que os ministros espirituais da sabedoria introduziu em nós, produzindo aí uma sensação dolorosa que poderíamos chamar de febre da penitência, mas que termina com a doce sensação da vida e da regeneração.
As pessoas que se encontram na via da regeneração, recebem e sentem esse medicamento todas as vezes que o inimigo as tocam, para viciar qualquer coisa em seu ser. Os outros nem o recebem, nem o sentem, porque se encontram num contínuo estado de transtorno e enfermidade que não permite ao medicamento aproximar-se deles.
Mas esse medicamento é tão necessário ao nosso restabelecimento, que aqueles que não o receberam não podem comer de forma proveitosa o "pão da vida" e não se tornam "ouro puro". Enfim, ele deve moldar e trabalhar nossa alma sem descanso, sem interrupção, como o tempo trabalha constantemente todos os corpos da natureza para reconduzi-los à pureza, à simplicidade e à atividade viva dos seus princípios constitutivos. É desse modo que se abre em nós uma fonte ativa, que é alimentada e mantida pela própria vida; e é por esse meio que atingimos uma natureza de alegrias que não cessam e que estabelecem em nós antecipadamente e para sempre, o reino eterno daquele que é.
É fácil constatar que esse medicamento não deve ser confundido com as atribulações terrenas, com as doenças do corpo, com as injustiças que podemos receber de nossos semelhantes e que mantêm nossa alma na angústia. Todas essas coisas são para punir a alma ou submetê-la à provação, mas não lhe dão mais que uma sabedoria temporária; ou por outra, só podemos receber a Vida Divina por preparações de mesma ordem; e o medicamento do qual falamos é essa preparação exclusiva. Feliz é aquele que perseverar até o fim, desejando-o e aproveitando-o todas as vezes que tiver a felicidade de experimentá-lo! Constatará desse modo que o homem pode ter grandes coisas a dizer, não necessariamente ditas por ele, e que ele deve esperar que o façam dizer ou escrever.
Pois o orvalho que Deus faz descer no homem é todo composto de ações totalmente vivas, totalmente formadas, totalmente completas, como guerreiros armados dos pés à cabeça, ou como médicos poderosos, portando nas mãos a ambrosia, ou como anjos celestes todos brilhantes tanto no interior como no exterior, luzes puras e santas da vida; e o homem destinado as ser o objeto e o receptáculo de tantos benefícios percebe pela inteligência, no meio desse orvalho sagrado, a mão suprema de Deus resplandecente de glória, que quer tomá-lo como o termo dessa incomparável magnanimidade. Tanto isso é verdadeiro que a palavra divina não pode vir a nós sem criar, ao mesmo tempo, todo um mundo.
Meu Deus, bem sei que sois a vida, e que não sou digno de que vos aproximeis de mim, que não sou senão desonra, miséria e iniqüidade. Sei bem que tendes uma palavra viva, mas que as trevas espessas da minha matéria impedem que os ouvidos de minha alma a ouça. Contudo, fazei entrar em mim em abundância essa palavra, para que seu peso possa contrabalançar a quantidade de vazio no qual está absorvido todo o meu ser, e que no dia do seu julgamento universal, o peso e a abundância de vossa palavra, possam me resgatar do abismo e me elevar até vossa santa morada; colocai nas diversas regiões e faculdades que me compõem, numerosos trabalhadores hábeis e vigilantes que desobstruam os canais de todas as suas imundícies e quebrem até mesmo as rochas que se opõem à circulação das águas; então a vida de vossas fontes puras e ativas em mim encherá meus rios até a borda; então criareis um mundo de espíritos em meu pensamento, um mundo de virtudes em meu coração e um mundo de poderes em minha ação, e será o todo - poderoso, o santificador universal, que sustentará, ele mesmo, todos os mundos em mim, nutrindo-os continuamente com suas próprias bênçãos.
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terça-feira, 4 de setembro de 2007
Kabbalah: Introdução à Ciência da Hierologia, de JESSE
“As palavras desse texto são luminosas e cintilantes, mas o seu
brilho pode cegar.” Rabino Moses Cordovero (1522-1570).
1.1 A origem da Kabbalah
“E agora, eles realmente não vêem a luz;
Ela está brilhando no céu nublado
Quando o próprio vento passou e procedeu a limpá-lo.”
Salmos 37:21
A grande maioria dos autores se limitam ao universo da
Kabbalah judaica, na verdade é muito difícil tratar de Kabbalah
sem mencionar o judaísmo. Mas a Kabbalah é muito anterior a
qualquer instituição humana.
A questão da Kabbalah judaica ser confundida com a Kabbalah
em si, está em que o judaísmo é a única religião que preserva
“explicitamente” a Kabbalah, enquanto que as outras religiões
estão estruturadas e basiladas pela Kabbalah, porém esse
conhecimento foi perdido pela grande maioria dos oficiantes dessas
religiões.
O caso das Ordens esotéricas, é semelhante, qualquer Ordem
esotérica autêntica é estruturada e basilada pela Kabbalah, a
diferença é que somente os dirigentes e estudantes mais antigos ou
mais estudiosos sabem disso.
Para sermos objetivos a Kabbalah tem sua origem no Plano
Espiritual e é manifestada neste plano de existência através das
Ordens esotéricas, religiões reveladas e mentes afins com a vontade
divina.
Esse é um ponto importante que deve ficar fixado na mente
dos estudantes mais desavisados que pensam que seja necessário
ou imprescindível que se estude todos os livros sagrados do
judaísmo ou atinja os últimos graus das ordens esotéricas para
“receber” o conhecimento Kabbalístico. Na verdade todo esse
material é muito rico e muito instrumental para essa jornada, mais
pôr incrível que pareça podem ser dispensados se a sua vontade é
forte em servir a Deus.
Muitas mentes kabbalisticamente acionadas pôr Deus para
fazer o bem na Terra, nunca ouviram falar em Kabbalah. Para
exemplificar vou contar um caso:
Um casal de amigos católicos vivem a fazer caridade para as
crianças carentes , órfãos daqui de Fortaleza e colaboram também
com uma comunidade do interior, dando aulas e todo tipo de ajuda
que esteja ao seu alcance. Certa vez estávamos numa festividade
em um organismo afiliado de uma ordem esotérica e eles
perguntaram qual a obra de caridade ou atividade em prol da
comunidade era feita pela ordem e muitos fugiram do assunto com
a resposta clássica de que este não era o objetivo da ordem. Antes
mesmo desse episódio esse casal vivia curioso sobre ordens
esotéricas e querendo saber como fazer para se tronarem místicos e
respondi que eles não precisavam se afiliar em nenhuma ordem
para ser místicos porque já eram.
1.2 O que é Kabbalah ?
“ Se desejas compreendê-la, não a compares a nada daquilo que
conheces.” Saint-Martin ( O Homem de desejo, p.26)
Os estudiosos classificam a Kabbalah como o conhecimento
místico do judaísmo, os esotéricos traduzem a Kabbalah como
“Tradição”, ou seja, um conjunto de Leis Universais das quais
derivam o conjunto de leis que manifestam a matéria.
Mas a tradução mais adequada parece ser a dada pelo
Dr.Philip S.Berg que diz que Kabbalah vem do verbo
Kabal(receber), logo Kabbalah seria o ato, a vontade, o desejo de
receber as chaves do mistério da vida, a iluminação : “ O desejo de
receber afeta à toda criação porque é a base de toda a
criação.”(Berg, 1989,p.28).
Baseado nessas afirmações podemos dizer que Kabbalah é
um conhecimento subjetivo adquirido através da meditação e
aplicado nos pensamentos, palavras e ações do cotidiano. Seria
algo aproximado do que hoje é classificado como inteligência
emocional ou um conjunto mais completo como é o caso das
inteligências múltiplas.
1.3 A finalidade da Kabbalah
“ Até mesmo a escuridão não se mostraria escura demais para ti,
mas a própria noite se iluminaria como o dia; A escuridão bem
poderia ser a luz.” Salmos 139:12
Mais qual é a finalidade de se receber uma iluminação? Seria
essa iluminação a tão procurada felicidade? Talvez, mas a
finalidade mais imediata da Kabbalah parece ser a luta contra a
ignorância e a superstição, tanto do mundo físico, como do mundo
metafísico. Essas lições podemos tirar da vida de Kabbalistas que
receberam algum grau de iluminação e a aplicaram em suas vidas,
como é o caso do rabino Shimon bar Yohai : “Ele lutou ao largo de
toda sua vida para introduzir luz em lugares onde a ignorância e a
superstição reinavam, para tornar o mundo metafísico, bem como o
físico, compreensíveis, e para ligar todos os níveis da existência,
com o objetivo de revelar um mundo de verdadeira beleza e
harmonia.” (Berg, 1989.p.40-41)
Podemos concluir que a Kabbalah é um reservatório invisível
de um material subjetivo que nos transmiti luz, fé , esperança,
otimismo e amor. É a fonte da água viva que mata a sede da busca
de Deus, do Desejo de receber: “a essência da esperança e do
otimismo, desenvolve-se a partir da crença indelével de que haverá
um triunfo eventual da harmonia sobre a confusão no mundo, do
amor sobre o ódio, e em última instância, uma vitória da justiça e
bondade sobre a opressão e a cobiça.(...) e depende da
disseminação do verdadeiro conhecimento, a sabedoria da
Kabbalah.”(Berg,1989.p.68)
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brilho pode cegar.” Rabino Moses Cordovero (1522-1570).
1.1 A origem da Kabbalah
“E agora, eles realmente não vêem a luz;
Ela está brilhando no céu nublado
Quando o próprio vento passou e procedeu a limpá-lo.”
Salmos 37:21
A grande maioria dos autores se limitam ao universo da
Kabbalah judaica, na verdade é muito difícil tratar de Kabbalah
sem mencionar o judaísmo. Mas a Kabbalah é muito anterior a
qualquer instituição humana.
A questão da Kabbalah judaica ser confundida com a Kabbalah
em si, está em que o judaísmo é a única religião que preserva
“explicitamente” a Kabbalah, enquanto que as outras religiões
estão estruturadas e basiladas pela Kabbalah, porém esse
conhecimento foi perdido pela grande maioria dos oficiantes dessas
religiões.
O caso das Ordens esotéricas, é semelhante, qualquer Ordem
esotérica autêntica é estruturada e basilada pela Kabbalah, a
diferença é que somente os dirigentes e estudantes mais antigos ou
mais estudiosos sabem disso.
Para sermos objetivos a Kabbalah tem sua origem no Plano
Espiritual e é manifestada neste plano de existência através das
Ordens esotéricas, religiões reveladas e mentes afins com a vontade
divina.
Esse é um ponto importante que deve ficar fixado na mente
dos estudantes mais desavisados que pensam que seja necessário
ou imprescindível que se estude todos os livros sagrados do
judaísmo ou atinja os últimos graus das ordens esotéricas para
“receber” o conhecimento Kabbalístico. Na verdade todo esse
material é muito rico e muito instrumental para essa jornada, mais
pôr incrível que pareça podem ser dispensados se a sua vontade é
forte em servir a Deus.
Muitas mentes kabbalisticamente acionadas pôr Deus para
fazer o bem na Terra, nunca ouviram falar em Kabbalah. Para
exemplificar vou contar um caso:
Um casal de amigos católicos vivem a fazer caridade para as
crianças carentes , órfãos daqui de Fortaleza e colaboram também
com uma comunidade do interior, dando aulas e todo tipo de ajuda
que esteja ao seu alcance. Certa vez estávamos numa festividade
em um organismo afiliado de uma ordem esotérica e eles
perguntaram qual a obra de caridade ou atividade em prol da
comunidade era feita pela ordem e muitos fugiram do assunto com
a resposta clássica de que este não era o objetivo da ordem. Antes
mesmo desse episódio esse casal vivia curioso sobre ordens
esotéricas e querendo saber como fazer para se tronarem místicos e
respondi que eles não precisavam se afiliar em nenhuma ordem
para ser místicos porque já eram.
1.2 O que é Kabbalah ?
“ Se desejas compreendê-la, não a compares a nada daquilo que
conheces.” Saint-Martin ( O Homem de desejo, p.26)
Os estudiosos classificam a Kabbalah como o conhecimento
místico do judaísmo, os esotéricos traduzem a Kabbalah como
“Tradição”, ou seja, um conjunto de Leis Universais das quais
derivam o conjunto de leis que manifestam a matéria.
Mas a tradução mais adequada parece ser a dada pelo
Dr.Philip S.Berg que diz que Kabbalah vem do verbo
Kabal(receber), logo Kabbalah seria o ato, a vontade, o desejo de
receber as chaves do mistério da vida, a iluminação : “ O desejo de
receber afeta à toda criação porque é a base de toda a
criação.”(Berg, 1989,p.28).
Baseado nessas afirmações podemos dizer que Kabbalah é
um conhecimento subjetivo adquirido através da meditação e
aplicado nos pensamentos, palavras e ações do cotidiano. Seria
algo aproximado do que hoje é classificado como inteligência
emocional ou um conjunto mais completo como é o caso das
inteligências múltiplas.
1.3 A finalidade da Kabbalah
“ Até mesmo a escuridão não se mostraria escura demais para ti,
mas a própria noite se iluminaria como o dia; A escuridão bem
poderia ser a luz.” Salmos 139:12
Mais qual é a finalidade de se receber uma iluminação? Seria
essa iluminação a tão procurada felicidade? Talvez, mas a
finalidade mais imediata da Kabbalah parece ser a luta contra a
ignorância e a superstição, tanto do mundo físico, como do mundo
metafísico. Essas lições podemos tirar da vida de Kabbalistas que
receberam algum grau de iluminação e a aplicaram em suas vidas,
como é o caso do rabino Shimon bar Yohai : “Ele lutou ao largo de
toda sua vida para introduzir luz em lugares onde a ignorância e a
superstição reinavam, para tornar o mundo metafísico, bem como o
físico, compreensíveis, e para ligar todos os níveis da existência,
com o objetivo de revelar um mundo de verdadeira beleza e
harmonia.” (Berg, 1989.p.40-41)
Podemos concluir que a Kabbalah é um reservatório invisível
de um material subjetivo que nos transmiti luz, fé , esperança,
otimismo e amor. É a fonte da água viva que mata a sede da busca
de Deus, do Desejo de receber: “a essência da esperança e do
otimismo, desenvolve-se a partir da crença indelével de que haverá
um triunfo eventual da harmonia sobre a confusão no mundo, do
amor sobre o ódio, e em última instância, uma vitória da justiça e
bondade sobre a opressão e a cobiça.(...) e depende da
disseminação do verdadeiro conhecimento, a sabedoria da
Kabbalah.”(Berg,1989.p.68)
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sexta-feira, 31 de agosto de 2007
A Reencarnação, de Papus
Para procurar fazer compreender bem os detalhes desta reencarnação espiritual, vamos lembrar a idéia que a tradição iniciática dá da constituição do corpo humano e dos princípios que o constituem.
O corpo humano é formado de um envoltório físico material, que todos conhecemos e vemos. Este envoltório material era chamado pelos Egípcios de KHAT.
Ao lado deste envoltório material há um princípio que recebe a forma do corpo, que é verdadeiramente seu duplo. Este princípio que está ligado ao plano astral, que nele respira secretamente e sofre a influencia dos astros, foi chamado por Paracelso de corpo astral e pelos Egípcios de KHA, que os sábios orientalistas contemporâneos muito bem traduziram, com Maspero, pela palavra duplo.
Da mesma forma que o corpo físico vem do plano físico e volta a ele, este corpo astral vem do plano astral e volta a ele.
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O corpo humano é formado de um envoltório físico material, que todos conhecemos e vemos. Este envoltório material era chamado pelos Egípcios de KHAT.
Ao lado deste envoltório material há um princípio que recebe a forma do corpo, que é verdadeiramente seu duplo. Este princípio que está ligado ao plano astral, que nele respira secretamente e sofre a influencia dos astros, foi chamado por Paracelso de corpo astral e pelos Egípcios de KHA, que os sábios orientalistas contemporâneos muito bem traduziram, com Maspero, pela palavra duplo.
Da mesma forma que o corpo físico vem do plano físico e volta a ele, este corpo astral vem do plano astral e volta a ele.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
A Mística Filosófica Dos Números De Louis Claude de Saint-Martin
O conhecimento obtido por Saint-Martin através de sua iniciação, que ocorreu quando ele era jovem, está relacionado ao misticismo numérico, ao qual ele recorria muito freqüentemente para estabelecer os argumentos doutrinários nos seus primeiros trabalhos. Esta correlação com a mística dos números também ocupa um lugar importante em sua correspondência e foi o assunto de um tratado póstumo, chamado "Os Números". Ao mesmo tempo, nós não temos esta correlação completa, pois as considerações nas quais ele a recebeu fizeram impossível a sua transmissão completa. Aparentemente, nós também não possuímos esta correlação numérica da mesma forma que ele (Saint-Martin) a recebeu. Ela foi sempre mantida por ele na mais alta estima, por toda sua vida e foi desenvolvida por muitas considerações próprias que na realidade abarcam todos os sinais peculiares do seu dom filosófico.
Mas, seria um exagero afirmar que toda sua doutrina está baseada nas propriedades ocultas dos números e as partes misteriosas desta mesma doutrina ficariam assim, totalmente encobertas. Como há alguns detalhes extremamente técnicos nestas correlações numéricas, pretendemos, nesta curta dissertação, lidar com as questões técnicas da forma mais completa que for possível.
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Mas, seria um exagero afirmar que toda sua doutrina está baseada nas propriedades ocultas dos números e as partes misteriosas desta mesma doutrina ficariam assim, totalmente encobertas. Como há alguns detalhes extremamente técnicos nestas correlações numéricas, pretendemos, nesta curta dissertação, lidar com as questões técnicas da forma mais completa que for possível.
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quarta-feira, 22 de agosto de 2007
No Umbral do Mistério, de Stanislas de Guaita
Esta obra resume, de forma brilhante, a evolução do Hermetismo, desde o ciclo
de Ram e o Reino do Carneiro até os Franco Juízes da Idade Média e as
Sociedades que nasceram das cinzas dos Templários, passando pela India,
Pérsia e pela Grécia legendária. A obra distingue claramente o Hermetismo do
Espiritismo e das práticas de feitiçaria.
Stanislas de Guaita descreve os grandes Iniciados do Ocidente, mostrando a
retransmissão do sacerdócio mágico e religando-os desde Alberto, o Grande,
até Saint-Yves d’Alveidre e Papus, passando por Louis Claude de Saint-Martin,
na Revolução Francesa, e por Fabre d’Olivet. Constata, por fim, a renovação
do Hermetismo da sua época (1886), da qual ele próprio é um dos principais
expoentes.
A primeira edição desta obra veio à luz em 1886. Logo esgotou-se, dando lugar
a uma segunda edição, revista e ampliada em 1890. A revisão definitiva foi
efetuada com a edição de 1895, na qual se baseia a presente tradução.
INTRODUÇÃO
Está em voga indignar-se à simples menção das palavras Hermetismo ou Cabala.
Diante delas trocam-se olhares marcados por uma ironia benevolente, e
sorrisos mordazes acentuam a expressão de desdém dos perfis. Na verdade,
esses escárnios costumeiros só se propagam em todos os tempos e entre os
melhores espíritos por força de um mal-entendido. A Alta Magia não constitui
um compêndio de divagações mais ou menos espíritas, arbitrariamente erigidas
em dogma absoluto. Trata-se de uma síntese geral - hipotética, porém racional
- duplamente respaldada na observação positiva e na indução por analogia.
Através da infinita diversidade dos modos transitórios e das formas efêmeras,
a Cabala distingue e proclama a Unidade do Ser, remonta à sua causa essencial
e encontra a lei de suas harmonias no antagonismo relativamente equilibrado
das forças contrárias. Chamados ao equilíbrio, os poderes naturais jamais o
realizam integralmente. O equilíbrio absoluto seria o repouso estéril e a
verdadeira morte. Ora, de fato, não se pode negar a Vida, não se pode negar o
movimento. Preponderância alternada de duas forças aparentemente hostis e
que, tendendo ao equilíbrio, oscilam incessantemente de um lado para outro:
esta é a causa eficiente do Movimento e da Vida. Ação e reação! A luta dos
contrários tem a fecundidade de um estreitamento sexual - o amor também é um
combate.
A Magia admite três mundos ou esferas de atividade: o Mundo Divino, das
causas; o Mundo Intelectual, dos pensamentos; o Mundo Sensível, dos
fenômenos(23). Uno em sua essência, tríplice em suas manifestações, o Ser é
lógico e as coisas do alto são análogas e proporcionais às coisas que estão
embaixo tanto que uma mesma causa gera, em cada um dos três mundos, uma
pluralidade de efeitos correspondentes e rigorosamente determináveis por
cálculos analógicos. Eis, assim, o ponto de partida da Alta Magia, essa
álgebra das idéias. Todo axioma, marcado por seu número genérico, é
representado, cabalisticamente, por uma letra do alfabeto hebraico, de acordo
com esse número. Assim, os conceitos classificam-se na medida em que geram;
desenvolvem-se em cadeias intermináveis, na ordem de sua filiação. Causas
primeiras com os mais remotos efeitos, princípios os mais simples e claros
com inúmeros resultados deles derivados; que maravilhoso processo desenrolado
em todos os domínios do contingente, remontando até aquele Inefável que
Herbert Spencer denomina Incognoscível!
"De omni re scibili et quibusdam aliis..." Ciências conhecidas e ciências
ocultas, a síntese hierática abarca, de uma só vez, todos os ramos do saber
universal, cuja raiz é comum. É em virtude de um princípio idêntico que o
molusco segrega nácar e o coração humano, amor. E a mesma lei rege a comunhão
dos sexos e a gravitação dos sóis. Porém, ressuscitar a Ciência integral é
uma tarefa que ultrapassa nossas forças: não esmiuçando os resultados por
demais indiscutíveis e as teorias já bastante universalizadas, cumpre-nos
limitar estes Ensaios ao exame de fenômenos ainda misteriosos e ao estudo de
problemas especiais que a ciência oficial ignora, despreza ou desfigura.
Tentaremos, sobretudo, nesta série de opúsculos esotéricos, reatar questões
perturbadoras, diante das quais o ceticismo moderno se sobressalta, aos
grandes princípios invariavelmente professados pelos adeptos de todos os
tempos. Um dia talvez nos seja dado sublimar, em um corpo de doutrina coeso,
esta alta filosofia dos mestres.
Aquilo que, aos olhos do leitor, não é mais do que uma hipótese -
extravagante, sem dúvida - é, para nós outros, um dogma incontestável. Assim,
pedimos desculpas por falarmos com a firme segurança de quem crê. Baseamo-nos
notadamente na Iniciação hermética e cabalística. Contudo, sabemos que nos
santuários da Índia, nos tempos da Pérsia, da Hélade e da Etrúria, bem como
entre os Egípcios e os Hebreus, a mesma síntese revestiu múltiplas formas e
os simbolismos aparentemente discrepantes, contraditórios, traduzem, para o
Eleito, a Verdade sempre Una, na língua fundamentalmente invariável dos Mitos
e dos Emblemas.
Desde o cisma dos gnósticos até o século XVIII, a vida dos adeptos apresentase
como um constante martírio: veneráveis excomungados, patriarcas do exílio,
noivos da potência e da fogueira, conservaram na provação a serenidade
heróica que o Ideal confere aos seus seguidores fervorosos; viveram sua
agonia, pois assumiram o Dever de transmitir aos herdeiros de sua fé
proscrita o tesouro da ciência sagrada; escreveram seus símbolos que hoje
deciframos... É finda a era do fanatismo oficial e das superstições
populares, mas não a era do juízo temerário e da parvoíce: se os Iniciados
não são queimados, são, de qualquer forma, objeto de escárnio e de calúnias.
Mas eles já se resignaram à injúria, como seus pais, os mártires.
Talvez se chegue a suspeitar, algum dia, de que os antigos hierofantes não
eram nem charlatões, nem sandeus... - Então, ó Cristo, teus servidores
lembrar-se-ão de que os Magos se prosternaram diante de teu berço real. E
assim, espargida por toda parte, a Caridade testemunhará excelsamente que
adveio o teu reino: Adveniat regnum tuum!... Aguardando que soe esta hora de
Justiça e de Gnose, entregamos ao escárnio ruidoso da maioria, submetemos ao
imperfeito juízo de alguns, estes ENSAIOS DE CIÊNCIAS MALDITAS.
Stanislas de Guaita
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de Ram e o Reino do Carneiro até os Franco Juízes da Idade Média e as
Sociedades que nasceram das cinzas dos Templários, passando pela India,
Pérsia e pela Grécia legendária. A obra distingue claramente o Hermetismo do
Espiritismo e das práticas de feitiçaria.
Stanislas de Guaita descreve os grandes Iniciados do Ocidente, mostrando a
retransmissão do sacerdócio mágico e religando-os desde Alberto, o Grande,
até Saint-Yves d’Alveidre e Papus, passando por Louis Claude de Saint-Martin,
na Revolução Francesa, e por Fabre d’Olivet. Constata, por fim, a renovação
do Hermetismo da sua época (1886), da qual ele próprio é um dos principais
expoentes.
A primeira edição desta obra veio à luz em 1886. Logo esgotou-se, dando lugar
a uma segunda edição, revista e ampliada em 1890. A revisão definitiva foi
efetuada com a edição de 1895, na qual se baseia a presente tradução.
INTRODUÇÃO
Está em voga indignar-se à simples menção das palavras Hermetismo ou Cabala.
Diante delas trocam-se olhares marcados por uma ironia benevolente, e
sorrisos mordazes acentuam a expressão de desdém dos perfis. Na verdade,
esses escárnios costumeiros só se propagam em todos os tempos e entre os
melhores espíritos por força de um mal-entendido. A Alta Magia não constitui
um compêndio de divagações mais ou menos espíritas, arbitrariamente erigidas
em dogma absoluto. Trata-se de uma síntese geral - hipotética, porém racional
- duplamente respaldada na observação positiva e na indução por analogia.
Através da infinita diversidade dos modos transitórios e das formas efêmeras,
a Cabala distingue e proclama a Unidade do Ser, remonta à sua causa essencial
e encontra a lei de suas harmonias no antagonismo relativamente equilibrado
das forças contrárias. Chamados ao equilíbrio, os poderes naturais jamais o
realizam integralmente. O equilíbrio absoluto seria o repouso estéril e a
verdadeira morte. Ora, de fato, não se pode negar a Vida, não se pode negar o
movimento. Preponderância alternada de duas forças aparentemente hostis e
que, tendendo ao equilíbrio, oscilam incessantemente de um lado para outro:
esta é a causa eficiente do Movimento e da Vida. Ação e reação! A luta dos
contrários tem a fecundidade de um estreitamento sexual - o amor também é um
combate.
A Magia admite três mundos ou esferas de atividade: o Mundo Divino, das
causas; o Mundo Intelectual, dos pensamentos; o Mundo Sensível, dos
fenômenos(23). Uno em sua essência, tríplice em suas manifestações, o Ser é
lógico e as coisas do alto são análogas e proporcionais às coisas que estão
embaixo tanto que uma mesma causa gera, em cada um dos três mundos, uma
pluralidade de efeitos correspondentes e rigorosamente determináveis por
cálculos analógicos. Eis, assim, o ponto de partida da Alta Magia, essa
álgebra das idéias. Todo axioma, marcado por seu número genérico, é
representado, cabalisticamente, por uma letra do alfabeto hebraico, de acordo
com esse número. Assim, os conceitos classificam-se na medida em que geram;
desenvolvem-se em cadeias intermináveis, na ordem de sua filiação. Causas
primeiras com os mais remotos efeitos, princípios os mais simples e claros
com inúmeros resultados deles derivados; que maravilhoso processo desenrolado
em todos os domínios do contingente, remontando até aquele Inefável que
Herbert Spencer denomina Incognoscível!
"De omni re scibili et quibusdam aliis..." Ciências conhecidas e ciências
ocultas, a síntese hierática abarca, de uma só vez, todos os ramos do saber
universal, cuja raiz é comum. É em virtude de um princípio idêntico que o
molusco segrega nácar e o coração humano, amor. E a mesma lei rege a comunhão
dos sexos e a gravitação dos sóis. Porém, ressuscitar a Ciência integral é
uma tarefa que ultrapassa nossas forças: não esmiuçando os resultados por
demais indiscutíveis e as teorias já bastante universalizadas, cumpre-nos
limitar estes Ensaios ao exame de fenômenos ainda misteriosos e ao estudo de
problemas especiais que a ciência oficial ignora, despreza ou desfigura.
Tentaremos, sobretudo, nesta série de opúsculos esotéricos, reatar questões
perturbadoras, diante das quais o ceticismo moderno se sobressalta, aos
grandes princípios invariavelmente professados pelos adeptos de todos os
tempos. Um dia talvez nos seja dado sublimar, em um corpo de doutrina coeso,
esta alta filosofia dos mestres.
Aquilo que, aos olhos do leitor, não é mais do que uma hipótese -
extravagante, sem dúvida - é, para nós outros, um dogma incontestável. Assim,
pedimos desculpas por falarmos com a firme segurança de quem crê. Baseamo-nos
notadamente na Iniciação hermética e cabalística. Contudo, sabemos que nos
santuários da Índia, nos tempos da Pérsia, da Hélade e da Etrúria, bem como
entre os Egípcios e os Hebreus, a mesma síntese revestiu múltiplas formas e
os simbolismos aparentemente discrepantes, contraditórios, traduzem, para o
Eleito, a Verdade sempre Una, na língua fundamentalmente invariável dos Mitos
e dos Emblemas.
Desde o cisma dos gnósticos até o século XVIII, a vida dos adeptos apresentase
como um constante martírio: veneráveis excomungados, patriarcas do exílio,
noivos da potência e da fogueira, conservaram na provação a serenidade
heróica que o Ideal confere aos seus seguidores fervorosos; viveram sua
agonia, pois assumiram o Dever de transmitir aos herdeiros de sua fé
proscrita o tesouro da ciência sagrada; escreveram seus símbolos que hoje
deciframos... É finda a era do fanatismo oficial e das superstições
populares, mas não a era do juízo temerário e da parvoíce: se os Iniciados
não são queimados, são, de qualquer forma, objeto de escárnio e de calúnias.
Mas eles já se resignaram à injúria, como seus pais, os mártires.
Talvez se chegue a suspeitar, algum dia, de que os antigos hierofantes não
eram nem charlatões, nem sandeus... - Então, ó Cristo, teus servidores
lembrar-se-ão de que os Magos se prosternaram diante de teu berço real. E
assim, espargida por toda parte, a Caridade testemunhará excelsamente que
adveio o teu reino: Adveniat regnum tuum!... Aguardando que soe esta hora de
Justiça e de Gnose, entregamos ao escárnio ruidoso da maioria, submetemos ao
imperfeito juízo de alguns, estes ENSAIOS DE CIÊNCIAS MALDITAS.
Stanislas de Guaita
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quinta-feira, 16 de agosto de 2007
A Chave do Homem de Desejo / O Homem de Desejo, de Louis Claude de Saint-Martin
"Avant quadam mangeât la pomme,Sans effort nous pouvions oeuvrer.Depuis, l'oeuvre ne se consomme.Qu'au feu pur d'un ardent soupir;
La Clef de l'Homme de Désir
Doit naitre du désir de l'homme."
Isto é, antes de Adão ter comido a maçã, o homem podia realizar sua obra sem esforço; depois, a obra não se concretiza a não ser com a ajuda do fogo puro, emanado de um ardente suspiro, advindo do grande esforço individual. Assim, a chave do Homem de Desejo deve nascer do desejo do homem.
Seu livro O Homem de Desejo, publicado pela primeira vez em 1790, são litanias no estilo do salmista, nas quais a alma humana evolui para o seu primeiro estágio, num caminho que o Espírito pode ajudá-la a percorrer.
Saint-Martin escreveu este livro por sugestão do filósofo religioso Thiaman, durante suas viagens a Estrasburgo e a Londres. Lavater, então clérigo em Zurique, elogiou essa obra como um dos livros que mais tinha gostado, embora reconhecesse não ter tido condições de penetrar nas bases da doutrina exposta. Kircheberger, mais familiar aos princípios do livro, considerou-o como o mais rico em pensamentos iluminados. O próprio Saint-Martin concordou que nesse livro encontram-se os germes do conhecimento que ignorava até a leitura das obras de Jacob Boheme.
O objetivo de seu livro O Homem de Desejo é mostrar que o homem deve confiar na Regeneração, chamando sua atenção para a necessidade do retorno ao Mundo Divino de onde saiu e ao trabalho que deverá realizar para alcançar esse objetivo, isto é, concentrando suas forças pelo desejo ardente de aperfeiçoar-se e tornar-se um homem de vontade forte.
"Não há nenhum outro mistério para se chegar a essa sagrada inicia ção, senão penetrando cada vez mais no fundo de nosso ser e não esmorecendo até que possamos produzir a viva e edificante raiz; porque, então, todos os frutos que haveremos de gerar, conforme nossa espécie, serão produzidos dentro de nós e sem nós, naturalmente; é o que ocorre com nossas árvores terrestres, porque elas aderem às próprias raízes e, incessantemente, retiram sua seiva."
Compreende-se, assim, que o ensinamento deixado por Saint-Martin, e que veio de Martinez de Pasquallys e de Jacob Boheme, era muito profundo e de natureza divina. Constituiu-se uma Escola de Homens de Desejo, ávidos por adquirirem conhecimentos, uma elite do pensamento, embasada em um sistema filosófico iniciático, tendo como objetivo o desenvolvimento moral e espiritual do homem. Não é uma Escola de especulação abstrata, mas um centro onde os membros procuram conhecer a doutrina e a experiência dos mestres e onde procuram vivê-la na vida diária, para atingir a perfeição interior, através de um processo de auto-transformação.
Os grupos de homens livres eram formados por um pequeno número de pessoas inteligentes e de mente sã, escrupulosamente examinadas. Saint-Martin dizia que as grandes verdades só podem ser bem ensinadas no silêncio. Todos aqueles que não sabem calar, que falam mais do que observam, não podem ser recebidos na senda interior. Saber guardar o silêncio é condição indispensável para que o homem se torne digno de receber outros ensinamentos cada vez mais profundos, emanados não apenas de seu iniciador, como do próprio Mundo Invisível. Para isso, necessitamos de treinamento, que se efetua guardando-se o silêncio em relação às pequenas coisas, mesmo profanas. Qualquer sociedade iniciática não pode ser aberta, pois assim perderia a força que porventura tivesse recebido do Alto. Guardar o silêncio significa fechar-se às influências exteriores, às opiniões contrárias que só trazem ações conflitantes. Fechar-se em torno de si mesmo é magnetizar-se; é evitar que as próprias forças divinas se dispersem na Natureza, passando por nós. É criar um pólo de atração; é tornar-se um receptáculo das influências celestes; é tornar-se a taça que recebe o influxo divino.
A Iniciação é um processo interior de aperfeiçoamento do homem, tornando-o apto a receber as forças divinas. O homem é a soma de todos os problemas da existência; é a síntese, o enigma dos enigmas, a pedra bruta que deve ser talhada e aperfeiçoada. Esse desenvolvimento deve ocorrer de tal modo que o ser criado se religue ao Criador, através da aproximação da natureza impura com a natureza pura. Por isso, a primeira deve ser trabalhada até ficar quase no mesmo estado da segunda; somente depois haverá uma atração tal, que a Natureza Superior descerá até a inferior, purificando-a em definitivo e deixando-a conforme ela mesma: é a Iluminação do Iniciado.
Aquele que possuir o conhecimento de si mesmo terá acesso à ciência do mundo, dos demais seres. O conhecimento de si próprio é somente em si que deve buscar. É no espírito do homem que se devem encontrar as leis que dirigem sua origem. É preciso, pois, que o iniciado encontre seu centro iniciático, a divindade em si, para adquirir o pleno conhecimento de si mesmo. É necessário conhecer suas fraquezas para melhor dominá-las e não voltar a praticar os mesmos erros. Jesus Cristo dizia aos homens para não pecarem mais. Hoje, os mestres pedem que os homens procurem errar cada vez menos, até o dia em que, tendo encontrado seu equilíbrio iniciático, possam chegar a não pecar mais. Sua luta deve ser constante, contra as paixões, suas contrariedades internas e a ira. A docilidade representa a presença de Deus no centro iniciático; a ira representa a sua ausência.
"O homem não pode ser integralmente livre da ira e do pecado porque os movimentos do abismo deste mundo tampouco são totalmente puros ante o coração de Deus; o amor e a ira sempre lutam entre si."
A doutrina de Saint-Martin difundiu-se na Alemanha e na Rússia, através de seus discípulos. Na Rússia, a doutrina martinista encontrou um grande divulgador em Joseph de Maistre, que afirmava a existência de Deus no interior de cada indivíduo e, por conseguinte, que o segredo de toda a iniciação consistia em descobrir o centro iniciático próprio, a senda interior, a fim de proceder ao próprio desenvolvimento espiritual. Assim, a iniciação é uma senda real, interior, individual, e -não se encontra no exterior, nas sociedades ou no Enciclopedismo.
Em 1803, o Filósofo Desconhecido dava seus últimos passos em direção à Eternidade, pois sua saúde mostrava-se débil. Mas não se afligiu com essa perspectiva; ao contrário, dizia que a Providência sempre lhe havia dispensado muito cuidado, de modo que só poderia render-lhe graças.
Conta-nos Gence que certa vez, visitando um amigo comum, Saint-Martin confessou-lhe que estava partindo para o Oriente Eterno e no dia seguinte, visitando seu amigo o Conde Lenoir la Roche, em Aulnay, após leve refeição, retirou-se para o quarto; sofreu um ataque de apoplexia e partiu. Era o dia 13 de outubro de 1803. Foi então que seus discípulos e amigos perderam a convivência física com o Mestre, mas ganharam a eterna e permanente proteção espiritual que nos envia do Reino da Glória, através dos Mundos Invisíveis.
Hoje, a obra de Louis Claude de Saint-Martin continua através dos Grupos de Iniciados que seguem sua doutrina. A Conquista da Iluminação é o objetivo último de todos os Homens de Desejo, que encontram nas obras do Mestre e no seu exemplo, como Homem e como Iniciado, o respaldo necessário para prosseguir na senda sem desânimo.
Que cada um possa transformar-se em um Novo Homem, renascido pela Luz, que resplandece na alma de todos, e que engendrará, no futuro, o Homem-Espírito, o novo Sol que acalentará os corações de todos com seu procedimento e com sua serenidade.
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La Clef de l'Homme de Désir
Doit naitre du désir de l'homme."
Isto é, antes de Adão ter comido a maçã, o homem podia realizar sua obra sem esforço; depois, a obra não se concretiza a não ser com a ajuda do fogo puro, emanado de um ardente suspiro, advindo do grande esforço individual. Assim, a chave do Homem de Desejo deve nascer do desejo do homem.
Seu livro O Homem de Desejo, publicado pela primeira vez em 1790, são litanias no estilo do salmista, nas quais a alma humana evolui para o seu primeiro estágio, num caminho que o Espírito pode ajudá-la a percorrer.
Saint-Martin escreveu este livro por sugestão do filósofo religioso Thiaman, durante suas viagens a Estrasburgo e a Londres. Lavater, então clérigo em Zurique, elogiou essa obra como um dos livros que mais tinha gostado, embora reconhecesse não ter tido condições de penetrar nas bases da doutrina exposta. Kircheberger, mais familiar aos princípios do livro, considerou-o como o mais rico em pensamentos iluminados. O próprio Saint-Martin concordou que nesse livro encontram-se os germes do conhecimento que ignorava até a leitura das obras de Jacob Boheme.
O objetivo de seu livro O Homem de Desejo é mostrar que o homem deve confiar na Regeneração, chamando sua atenção para a necessidade do retorno ao Mundo Divino de onde saiu e ao trabalho que deverá realizar para alcançar esse objetivo, isto é, concentrando suas forças pelo desejo ardente de aperfeiçoar-se e tornar-se um homem de vontade forte.
"Não há nenhum outro mistério para se chegar a essa sagrada inicia ção, senão penetrando cada vez mais no fundo de nosso ser e não esmorecendo até que possamos produzir a viva e edificante raiz; porque, então, todos os frutos que haveremos de gerar, conforme nossa espécie, serão produzidos dentro de nós e sem nós, naturalmente; é o que ocorre com nossas árvores terrestres, porque elas aderem às próprias raízes e, incessantemente, retiram sua seiva."
Compreende-se, assim, que o ensinamento deixado por Saint-Martin, e que veio de Martinez de Pasquallys e de Jacob Boheme, era muito profundo e de natureza divina. Constituiu-se uma Escola de Homens de Desejo, ávidos por adquirirem conhecimentos, uma elite do pensamento, embasada em um sistema filosófico iniciático, tendo como objetivo o desenvolvimento moral e espiritual do homem. Não é uma Escola de especulação abstrata, mas um centro onde os membros procuram conhecer a doutrina e a experiência dos mestres e onde procuram vivê-la na vida diária, para atingir a perfeição interior, através de um processo de auto-transformação.
Os grupos de homens livres eram formados por um pequeno número de pessoas inteligentes e de mente sã, escrupulosamente examinadas. Saint-Martin dizia que as grandes verdades só podem ser bem ensinadas no silêncio. Todos aqueles que não sabem calar, que falam mais do que observam, não podem ser recebidos na senda interior. Saber guardar o silêncio é condição indispensável para que o homem se torne digno de receber outros ensinamentos cada vez mais profundos, emanados não apenas de seu iniciador, como do próprio Mundo Invisível. Para isso, necessitamos de treinamento, que se efetua guardando-se o silêncio em relação às pequenas coisas, mesmo profanas. Qualquer sociedade iniciática não pode ser aberta, pois assim perderia a força que porventura tivesse recebido do Alto. Guardar o silêncio significa fechar-se às influências exteriores, às opiniões contrárias que só trazem ações conflitantes. Fechar-se em torno de si mesmo é magnetizar-se; é evitar que as próprias forças divinas se dispersem na Natureza, passando por nós. É criar um pólo de atração; é tornar-se um receptáculo das influências celestes; é tornar-se a taça que recebe o influxo divino.
A Iniciação é um processo interior de aperfeiçoamento do homem, tornando-o apto a receber as forças divinas. O homem é a soma de todos os problemas da existência; é a síntese, o enigma dos enigmas, a pedra bruta que deve ser talhada e aperfeiçoada. Esse desenvolvimento deve ocorrer de tal modo que o ser criado se religue ao Criador, através da aproximação da natureza impura com a natureza pura. Por isso, a primeira deve ser trabalhada até ficar quase no mesmo estado da segunda; somente depois haverá uma atração tal, que a Natureza Superior descerá até a inferior, purificando-a em definitivo e deixando-a conforme ela mesma: é a Iluminação do Iniciado.
Aquele que possuir o conhecimento de si mesmo terá acesso à ciência do mundo, dos demais seres. O conhecimento de si próprio é somente em si que deve buscar. É no espírito do homem que se devem encontrar as leis que dirigem sua origem. É preciso, pois, que o iniciado encontre seu centro iniciático, a divindade em si, para adquirir o pleno conhecimento de si mesmo. É necessário conhecer suas fraquezas para melhor dominá-las e não voltar a praticar os mesmos erros. Jesus Cristo dizia aos homens para não pecarem mais. Hoje, os mestres pedem que os homens procurem errar cada vez menos, até o dia em que, tendo encontrado seu equilíbrio iniciático, possam chegar a não pecar mais. Sua luta deve ser constante, contra as paixões, suas contrariedades internas e a ira. A docilidade representa a presença de Deus no centro iniciático; a ira representa a sua ausência.
"O homem não pode ser integralmente livre da ira e do pecado porque os movimentos do abismo deste mundo tampouco são totalmente puros ante o coração de Deus; o amor e a ira sempre lutam entre si."
A doutrina de Saint-Martin difundiu-se na Alemanha e na Rússia, através de seus discípulos. Na Rússia, a doutrina martinista encontrou um grande divulgador em Joseph de Maistre, que afirmava a existência de Deus no interior de cada indivíduo e, por conseguinte, que o segredo de toda a iniciação consistia em descobrir o centro iniciático próprio, a senda interior, a fim de proceder ao próprio desenvolvimento espiritual. Assim, a iniciação é uma senda real, interior, individual, e -não se encontra no exterior, nas sociedades ou no Enciclopedismo.
Em 1803, o Filósofo Desconhecido dava seus últimos passos em direção à Eternidade, pois sua saúde mostrava-se débil. Mas não se afligiu com essa perspectiva; ao contrário, dizia que a Providência sempre lhe havia dispensado muito cuidado, de modo que só poderia render-lhe graças.
Conta-nos Gence que certa vez, visitando um amigo comum, Saint-Martin confessou-lhe que estava partindo para o Oriente Eterno e no dia seguinte, visitando seu amigo o Conde Lenoir la Roche, em Aulnay, após leve refeição, retirou-se para o quarto; sofreu um ataque de apoplexia e partiu. Era o dia 13 de outubro de 1803. Foi então que seus discípulos e amigos perderam a convivência física com o Mestre, mas ganharam a eterna e permanente proteção espiritual que nos envia do Reino da Glória, através dos Mundos Invisíveis.
Hoje, a obra de Louis Claude de Saint-Martin continua através dos Grupos de Iniciados que seguem sua doutrina. A Conquista da Iluminação é o objetivo último de todos os Homens de Desejo, que encontram nas obras do Mestre e no seu exemplo, como Homem e como Iniciado, o respaldo necessário para prosseguir na senda sem desânimo.
Que cada um possa transformar-se em um Novo Homem, renascido pela Luz, que resplandece na alma de todos, e que engendrará, no futuro, o Homem-Espírito, o novo Sol que acalentará os corações de todos com seu procedimento e com sua serenidade.
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quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Sepher Yetzirah - O Livro Cabalístico da Criação (tradução de Papus)
É com as trinta e duas vias da sabedoria, vias admiráveis e ocultas, que IOAH (h w h y) DEUS de Israel, DEUS VIVO e Rei dos Séculos, DEUS de Misericórdia e de Graça, DEUS Sublime tão Exaltado, DEUS vivendo na Eternidade, DEUS santo, grava seu nome por três numerações: SEPHER, SEPHAR e SIPUR, isto é o NÚMERO, O QUE NUMERA e o NUMERADO (Também traduzido por Escritura, Número e Palavra - Abendana), contido nas dez Sefirotes isto é, dez propriedades, com exceção do inefável, e vinte e duas letras.
As letras são constituídas por três mães, mais sete duplas e doze simples. As dez Sefirotes com exceção do inefável (EN SOF), são constituídas pelo número dez, como os dedos das mãos, são cinco mais cinco, mas no meio deles está a aliança da unidade. Na interpretação da língua e da circuncisão encontram-se as dez Sefirotes com exceção do inefável.
Dez e não nove, dez e não onze, compreende isto em tua sabedoria e saberás dentro de tua compreensão. Exercita o teu espírito sobre elas, pesquisa, relaciona, pensa, imagina, restabelece as coisas em seus lugares e assenta o Criador no seu Trono.
Dez Sefirotes com exceção do inefável, cujas dez propriedades são infinitas: o infinito do princípio, o infinito do fim, o infinito do bem, o infinito do mal, o infinito em elevação, o infinito em profundidade, o infinito ao Oriente, o infinito ao Ocidente, o infinito ao Norte, o infinito ao Sul (Meio-dia). Só o Senhor está acima; Rei fiel, ele domina tudo do alto do seu Trono pelos séculos afora.
Vinte e duas letras fundamentais, três mães: Aleph, Mem, Shin (c m a), elas correspondem ao prato do mérito, ao prato do demérito e à balança da lei que conserva o equilíbrio entre eles; sete duplas, b Beth, - g Ghimel - d Daleth - k Caph - p Phé - r Resh - t Thau, que correspondem à vida, à paz, à sabedoria, à riqueza, à posteridade, à graça, à dominação; doze simples: h He- w Vau- z Zain - j Cheth - f Teth - y Iod - l Lamed - n Nun - s Samech - u GHain - x TTsade - q Cuph, que correspondem à vista, ao ouvido, ao olfato, à palavra, à nutrição, à coabitação, à ação, ao caminhar, à cólera, ao riso, ao pensamento e ao sono.
Pelo qual Yah, Eterno Sabaoth, Deus de Israel, Deus Vivo, Deus Onipotente, elevado, sublime, vivendo na Eternidade e cujo nome é santo, propagou três princípios e suas posteridades, Ar, Água e Fogo, sete conquistadores e suas legiões (Os Planetas e as Estrelas), doze arestas do cubo (O nome y s b l a - não parece significar diagonal...).
A prova das coisas é dada por testemunhos dignos de fé, o mundo, o ano e o homem, que tem a regra das dez, três, sete e doze; seus prepostos são o dragão, a esfera e o coração.
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As letras são constituídas por três mães, mais sete duplas e doze simples. As dez Sefirotes com exceção do inefável (EN SOF), são constituídas pelo número dez, como os dedos das mãos, são cinco mais cinco, mas no meio deles está a aliança da unidade. Na interpretação da língua e da circuncisão encontram-se as dez Sefirotes com exceção do inefável.
Dez e não nove, dez e não onze, compreende isto em tua sabedoria e saberás dentro de tua compreensão. Exercita o teu espírito sobre elas, pesquisa, relaciona, pensa, imagina, restabelece as coisas em seus lugares e assenta o Criador no seu Trono.
Dez Sefirotes com exceção do inefável, cujas dez propriedades são infinitas: o infinito do princípio, o infinito do fim, o infinito do bem, o infinito do mal, o infinito em elevação, o infinito em profundidade, o infinito ao Oriente, o infinito ao Ocidente, o infinito ao Norte, o infinito ao Sul (Meio-dia). Só o Senhor está acima; Rei fiel, ele domina tudo do alto do seu Trono pelos séculos afora.
Vinte e duas letras fundamentais, três mães: Aleph, Mem, Shin (c m a), elas correspondem ao prato do mérito, ao prato do demérito e à balança da lei que conserva o equilíbrio entre eles; sete duplas, b Beth, - g Ghimel - d Daleth - k Caph - p Phé - r Resh - t Thau, que correspondem à vida, à paz, à sabedoria, à riqueza, à posteridade, à graça, à dominação; doze simples: h He- w Vau- z Zain - j Cheth - f Teth - y Iod - l Lamed - n Nun - s Samech - u GHain - x TTsade - q Cuph, que correspondem à vista, ao ouvido, ao olfato, à palavra, à nutrição, à coabitação, à ação, ao caminhar, à cólera, ao riso, ao pensamento e ao sono.
Pelo qual Yah, Eterno Sabaoth, Deus de Israel, Deus Vivo, Deus Onipotente, elevado, sublime, vivendo na Eternidade e cujo nome é santo, propagou três princípios e suas posteridades, Ar, Água e Fogo, sete conquistadores e suas legiões (Os Planetas e as Estrelas), doze arestas do cubo (O nome y s b l a - não parece significar diagonal...).
A prova das coisas é dada por testemunhos dignos de fé, o mundo, o ano e o homem, que tem a regra das dez, três, sete e doze; seus prepostos são o dragão, a esfera e o coração.
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sábado, 11 de agosto de 2007
Os Iluminados: Martinesismo, Willermosismo, Martinismo e Franco-Maçonaria, de Papus
Muitos erros foram cometidos em relação ao Movimento Martinista; muitas calúnias
foram proferidas contra seus fundadores e suas doutrinas, o que torna necessário
elucidar alguns pontos de sua história, esclarecendo os objetivos deste movimento,
estabelecendo a diferença entre ele e os propósitos das diversas sociedades que se ligam
a um simbolismo qualquer.
Para que todo membro da Ordem e todo pesquisador consciencioso possa destruir
definitivamente tais calúnias, iremos expor de modo imparcial os diferentes aspectos
que o Movimento Martinista conheceu, e que podem enquadrar-se em quatro grandes
períodos:
a-) O Martinesismo de Martinez de Pasqually;
b-) O Willermosismo de Jean-Baptiste Willermoz;
c-) O Martinismo de Louis Claude de Saint-Martin;
d-) O Martinismo contemporâneo (fim do século XIX).
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foram proferidas contra seus fundadores e suas doutrinas, o que torna necessário
elucidar alguns pontos de sua história, esclarecendo os objetivos deste movimento,
estabelecendo a diferença entre ele e os propósitos das diversas sociedades que se ligam
a um simbolismo qualquer.
Para que todo membro da Ordem e todo pesquisador consciencioso possa destruir
definitivamente tais calúnias, iremos expor de modo imparcial os diferentes aspectos
que o Movimento Martinista conheceu, e que podem enquadrar-se em quatro grandes
períodos:
a-) O Martinesismo de Martinez de Pasqually;
b-) O Willermosismo de Jean-Baptiste Willermoz;
c-) O Martinismo de Louis Claude de Saint-Martin;
d-) O Martinismo contemporâneo (fim do século XIX).
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