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terça-feira, 7 de outubro de 2008

A Tradição hermética e mágica de Giordano Bruno, de Profa. Dra. Eliane Moura Silva

TRECHO:
Em 1460, Cósimo de Médicis mands Marsílio Ficino interromper a
tradução dos manuscritos de Platão e Plotino para iniciar com urgência, a
tradução do Corpus Hermeticum, coletânea de textos formado pelo Asclépios
( onde descreve-se a antiga religião egípcia e e os ritos e processos através
dos quais estes atraiam as forças do Cosmo para as estátuas de seus deuses)
e outros quinze diálogos herméticos tratando de temas como a ascensão da
alma elas esfaras espirituais até o reino divino e a regeneração durante a qual a
alma rompe os grilhões da matéria e torna-se plena de poderes e virtudes
divinas, incluindo o Pimandro que é um relato da Criação do mundo.
Esta tradução, juntamente com as obras de Platão e Plotino, tiveram um
papel fundamental na História Cultural e religiosa do Renascimento, sendo
responsáveis pelo triunfo do neoplatonismo e de um interesse apaixonado pelo
hermetismo em quase toda a Europa. A apoteose do homem, característica do
Humanismo, passou a ter, em diferentes pensadores do período, uma profunda
inspiração na tradição hermética redescoberta assim como no neoplatonismo
para cristão.
Todos os movimentos de vanguarda da Renascença tiraram seu vigor e
impulso de um determinado olhar que lançaram sobre o passado. Ainda
vigorava uma noção de tempo cíclica onde o passado era sempre melhor que o
presente pois lá estava a Idade do Ouro, da Pureza e Bondade. Esta tendência
aponta uma profunda insatisfação com a escolástica e uma aspiração em
encontrar as bases para uma religião universalista, trans-histórica e
primordial/original. O Humanismo Clássico recuperava a Antiguidade Clássica
procurando o ouro puro de uma civilização melhor e mais elevada. Os
reformadores religiosos procuravam a pureza evangélica nos estudos das
Escrituras e os escritos dos pais primitivos da Igreja.
A crença numa prisca theologia e nos velhos velhos teólogos - Moisés,
Zoroastro, Orfeu, Pitágoras, Platão e Hermes Trismegisto - conheceu uma voga
excepcional, assim como a leitura do Antigo Testamento, dos Evangelhos e a
pp. Tradição Clássica. Pensava-se numa aliança possível entre estas antigas e
puras teologias, entre as quais destacava-se o hermetismo (afinal sendo
Hermes o mais antigo dos sábios e diretamente inspirado por Deus pois suas
profecias cumpriram-se com o nascimento de Jesus), para chegar-se a um
universalismo espiritual capaz de restaurar a paz e o entendimento pale
compreensão da “divindade” nos Homens.
Sob esta ótica assistimos a uma intensa recuperação de diversas formas
de gnose, da alquimia e do esoterismo cristão em seus temas fundamentais:
enobrecimento e transmutação dos metais, regeneração do homem e da
natureza a quem serão devolvidas a diginidade e a pureza perdidas com a
Queda, a vitória sobre as doenças, a imoratlidade e felicidade no seio de Deus,
as relações simpáticas entre os seres e as coisas, o acesso a textos ocultos e
revelados a poucos iniciados, astrologia, magia naturallis, etc.
Estamos falando das bases sobre as quais certos pensadores que
marcaram a época construiram suas obras. Estamos falando de Johanes
Augustinus Pantheus, sacerdote veneziano autor de Ars transmutationes
metallicaee, ou ainda do provençal Michel de Nostredame (ou Nostradamus),
médico e alquimista, prottegido de Catarina de Médicis e autor das proféticas
Centurias; de Jerónimo Cardano, médico e matemático perseguido pela
Inquisição e protegido pelo Papa; Juan Tritemio, sacerdote do convento de
Spanheim mas profeta, necromante e mago da corte do Imperador Maximiliano;
até chegarmos ao pansofo Paracelso (Teofrasto Bombast von Hohenheim)
discípulo de Tritemio e buscador da realização sobrenatural. Temos também
Enrique Cornelius Agrippa de Netesheim que publicou em 1510, De Occulta
Philosophia, estudioso da Cabala, magia naturallis, alquimia, angelologia, os
segredos ocultos da natureza e da vida, bem como os esoteristas cristãos
Marsílio Ficino e Pico de la Mirandola ( e a renovação do cabalismo no
Renascimento.
Era possível, para estes pensadores, elaborar uma harmonia entre
gnose, hermetismo, cabala, magia natural e cristianismo. Magia naturallis era
compreendida como a aproximação da Natureza com a religião: estudar a
natureza ( inclusive oculta) das coisas era um caminho para compreender e
chegar a Deus.
E assim chegamos a Giordano Bruno (1548-1600). Natural de Nola, foi
sacerdote dominicano até 1576, quando fugiu do convento, abandonando o
hábito, após ser acusado de heresia. Percorreu a Europa continental (Suiça,
Alemanha, França) e também a Inglaterra ( sob ele pesaram suspeitas de
espionagem). Retornou a Itália, onde foi preso pela Inquisição em 1592, julgado
e executado no Campi dei Fiori em fevereiro de 1600.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Ritual do pentagrama menor, de Frater Alenitnes

Este ritual foi desenvolvido pela Ordem de S.L. MacGregor Mathers , a Goldem Dawn (aurora dourada), que pôr sua vez , é praticado pelo aspirante para protegê-lo através da cruz cabalística, e promove o seu contato com o eu superior.
Ao mantrar os Nomes Divinos, deve-se sentir vibrar o corpo pôr inteiro, emitindo assim o som pelos confins do universo. Praticando o ritual para banir, ele terá o propósito de eliminar os pensamentos obsedantes e perturbadores que possam interferir nos feitos mágicos do praticante, ao invocar seu objetivo será trazer as forças dos arcanjos para a proteção do invocativo (ao "invocar" estará trazendo as forças para dentro de si, ao contrário de "evocar", pois esta prática é feita para manifestar as forças externamente).
O ritual também pode ser mentalizado, utilizando assim as práticas de concentração, para fazê-lo procure uma posição bastante cômoda ou utilize seu Asana (postura ) preferido, mentalize-se de pé e comece a executar o ritual mentalmente imaginando os pentagramas como estrelas flamejantes, e no final a imagem a ser vislumbrada é de um círculo de fogo e, a sua volta, em cada quadrante os pentagramas flamejando.


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sábado, 14 de junho de 2008

O olho de Hórus, de Fr. Goya

Segue abaixo uma explicação do ponto de vista da egiptologia sobre o
olho de Hórus:

O olho esquerdo (voltado para a direita) representa o Sol e o futuro;
O olho direito (voltado para a esquerda) representa a Lua e o passado.

Quando aparecem numa tumba juntos, com a palavra Shenna entre eles,
compondo:
Udjat-Shenna-Udjat - tem o sentido de reunir na tumba todas as coisas
boas que o falecido vez durante a vida.


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sexta-feira, 7 de março de 2008

Vida E Doutrina De Jacob Boehme - O Filósofo Instruído Por Deus - Uma Introdução Aos Estudos De Suas Obras, de Franz Hartmann

"Meus escritos são para aqueles que desejam receber a verdade, num estado de mente simples e infantil, pois eles possuirão o reino de Deus. Escrevi unicamente para aqueles que buscam; para os astutos e expertos, nada tenho a dizer". (Threefold Life, xv.65)
"Nem o dinheiro, nem as posses mundanas, nem a ciência, nem a autoridade, nada disso trará a vós o doce descanso do paraíso, que só pode ser atingido através do nobre conhecimento de si mesmo. Lá poderás vestir tua alma; trata-se da pérola que não é devorada pelas traças, e que nenhum ladrão pode levar. Busque-a, e encontrarás um nobre tesouro". (Three Principles, ix.1)
"Não escrevo com outro objetivo senão que o homem aprenda a conhecer a si mesmo". (Three Principles, IV.64)



PREFÁCIO
Este livro é uma tentativa de apresentar um compêndio das principais doutrinas de Jacob Boehme em uma certa ordem sistemática, que possa proporcionar uma visão geral e servir também de introdução ao estudo das obras de Jacob Boehme. Segui aqui o plano traçado pelo excelente, mas muito raro livro do Dr. J. Hamberger. Os títulos dos parágrafos têm o objectivo de resumir as citações que os seguem. Tais citações foram, em muitos casos, condensadas, e em alguns casos tentei inseri-las numa fraseologia mais moderna e compreensível do que aquelas verificadas no original, já que estas se apresentavam de forma obscura e intraduzível. Assim agi porque me pareceu muito mais importante que o público, a quem este livro é dirigido, pudesse obter uma visão compreensível das doutrinas de Boehme, do que unicamente o filólogo erudito conseguir saciar sua curiosidade, captando a exacta forma em que Boehme encerrou seus pensamentos. Ao adicionar algumas notas, não tive a presunção de querer aperfeiçoar, comentar, explicar ou esclarecer os escritos de Boehme; é evidente que para ser capaz de criticar, completar ou explicar o conteúdo de um livro divinamente inspirado, o crítico ou aquele que explica necessariamente teria que ter a mesma inspiração divina. Não tenho tal arrogante pretensão; mas quero chamar a atenção do leitor para certos pontos que possam auxiliar sua compreensão.
Comparei, cuidadosamente, as doutrinas de Jacob Boehme com aquelas dos sábios orientais, como as mencionadas na "Doutrina Sagrada" e na literatura religiosa do Oriente; encontrei a mais notável harmonia entre elas quanto ao seu significado esotérico; de fato, a religião de Buda, Krishna e aquela do Cristo me parecem ser uma mesma e idêntica religião. O maior obstáculo para a compreensão dos mistérios da religião do Cristo vivo é a visão bastante estreita que estamos acostumados a ter com relação a tais mistérios, sempre de acordo com a mera interpretação externa e superficial do Velho e do Novo Testamentos, tais como são ministrados pelas igrejas modernas e pelo clericalismo da moda, que se referem a estas doutrinas a partir de um ponto de vista meramente histórico ou emocional.
Um estudo sobre os escritos de Jacob Boehme, que tenha por meta penetrar o espírito com o qual foram escritos, irá com certeza expandir a mente e elevar o coração do leitor, dando-lhe um maior e muito mais sublime concepção de Deus, da Natureza e do homem, do que qualquer outro livro que conheço.
Devo muito a Senhora E. B. Penny, de Cullompton, por seu auxílio nesta difícil tarefa, e também ao Senhor G. W. Redway por suas valiosas sugestões.
Os extratos foram tirados das Obras Completas de Boehme, Amsterdam, 1682.
Franz Hartmann
VIENNA, Setembro 1890.


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terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Libellus X - Um discurso de Hermes Trimegistus - A Chave

Hermes. O ensinamento que eu apresentei ontem, Asclepius, eu o dediquei a você; e é correto que eu dedique a Tat o que eu vou apresentar hoje; pois este é um resumo dos Discursos Gerais que eu tenho dirigido a ele.
Saiba então, Tat, que Deus, o Pai, é da mesma natureza que o Bem; ou melhor, o trabalho de Deus, o Pai, é um com o trabalho do Bem. 'Natureza' é um termo aplicado para nascimento e crescimento, e nascimento e crescimento têm a ver com coisas sujeitas à mudança e movimento; mas o trabalho de Deus tem a ver com coisas livres de mudança e movimento, isto é, com coisas divinas; e é vontade de Deus que o que é humano deva ser divino. Sobre as forças relativas ao trabalho, divino e humano, eu falei em outro lugar; e para lidar com nosso tópico presente, como também com outros assuntos, você deve manter em mente o que eu lhe ensinei relativo a eles.
A força com que Deus trabalha é sua vontade; e seu ser consiste em desejar a existência de todas as coisas. O que mais é Deus, o Pai, a não ser o ser de todas as coisas quando ainda elas não são? É isto (a vontade de Deus) que constitui a existência de todas as coisas que são. Tal então é Deus, tal é o Pai. E a ele pertence o Bem; pois o Bem é uma coisa que pode pertencer a ninguém mais a não ser Deus. É verdade que o Kosmos é também pai das coisas que são boas da mesma forma que elas participam do Bem; mas o Kosmos não é, na mesma medida que Deus, o autor do que é bom nas criaturas vivas; pois o Kosmos não é o autor de suas vidas; ou se ele age como um autor da vida, ele o faz tão somente debaixo da compulsão imposta nele pela vontade de Deus, sem a qual nada pode ser ou vir a ser. O Kosmos está para as coisas dentro dele como um pai para suas crianças, e nisto ele é o autor de sua geração e nutrição; mas ele recebeu de Deus sua provisão do bem. É o Bem que é o princípio criativo; e é impossível que o princípio criativo possa ser algo exceto Deus, - Deus, que não recebe nada, mas deseja a existência de todas as coisas. Eu não direi, 'faz todas as coisas'; pois aquele que 'faz' coisas falha na realização desta função durante longos intervalos de tempo, onde ele às vezes faz, e em outros momentos ele não faz. E além disso, aquele que 'faz' coisas faz apenas qualidades e magnitudes; pois ele faz coisas que têm certas magnitudes e qualidades uma vez, e qualidades e magnitudes contrárias em outros momentos. Mas Deus faz através de sua vontade a existência de todas as coisas; e é neste sentido que ele é o Pai de todas as coisas. Pois Deus deseja que as coisas sejam, e deste modo, estas coisas têm também existência. Mas o Bem propriamente dito, meu filho, existe no grau mais alto; pois é por causa do Bem que todas as outras coisas existem.


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Iniciação, de Israel Regardie

Tendo examinado o aspecto mágico da iniciação, nós agora podemos entender o significado do símbolo da Rosa Cruz (mostrado abaixo )usada na Ordo Rosae Rubae & Aurae Crucis, mesmo suas imagens sendo muito intrincadas para serem completamente discutidas aqui, nós podemos indicar que esta Rosa Cruz representa as forças despertas no corpo energético do adepto completamente iniciado, ela também ilustra a harmonia e equilíbrio da sua operação, como representando pelos quatro elementos, os setes planetas tradicionais, e as vinte e duas pétalas da rosa.
Os três círculos concêntricos de letras hebraicas no centro da figura esta dividido em grupos de três, sete, e doze letras cada, Esta distribuição é tirada do Sefer Yetzirah ou Livro da Formação dos antigos cabalistas, o anel mais interno corresponde a primeira ordem e a força dos elementos. O segundo anel corresponde a segunda Ordem assim como aos sete planetas tradicionais e os signos do Zodíaco.


Vamos examinar algumas das dinâmicas da psicoterapia em ordem de entendermos melhor iniciação de uma perspectiva psicológica. De acordo com certas escolas de psicologia, um fenômeno chamado “transferência” figura proeminentemente na psicoterapia efetiva. Transferência poder ser definida como o processo de se tornar consciente de nossos conflitos paternos não resolvidos. Durante o curso de uma psicoterapia o cliente começa a ver o psicoterapeuta como a incorporação desses conflitos não resolvidos. Isto ocorre quando o cliente projeta o conteúdo da sua ou seu inconsciente no terapeuta, muito como se um filme fosse projetado em uma tela branca.
Transferência também tem um papel crucial no processo da iniciação, exceto , que é o iniciador quem se torna a tela para projeções. Esta é uma das razões pela qual a iniciação pode ser uma ferramenta extremamente efetiva em facilitar o desenvolvimento pessoal tanto quanto o espiritual. Mas também explica porque iniciação nas mãos de um inepto ou líder inescrupuloso, pode levar a quebra de corações, desapontamentos ou mesmo morte e destruição. Além disso, até mesmo por causa da relação de transferência com outro ser humano sendo um fator central na iniciação, auto-iniciação é impossível assim como psicoterapia auto-administrada.


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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Como Se Estuda Magia, de Frater Goya / Anderson Rosa

Muitas pessoas chegam ao C:.I:.H:. e a outras organizações na expectativa de
aprender “Magia”. Mas o que é Magia, como funciona, o que pode fazer por mim enquanto
indivíduo e enquanto cidadão, isso se ensina, se aprende? Essas são perguntas que
tentaremos responder satisfatoriamente ao estudante nesse ensaio. Devemos lembrá-lo
porém, que esse documento é um guia, não uma verdade absoluta. O que isso quer dizer?
Que embora sejam regras que se aplicam na grande maioria dos casos, existem exceções a
elas e principalmente, sua experiência individual irá validá-las no percurso de sua jornada
como estudante do oculto.
1)O que é Magia?
Para responder essa pergunta, usaremos uma expressão de Aleister Crowley que
define muito bem o assunto: “Magia é a Arte ou Ciência de causar mudanças com a
força da Vontade”. Arte? Ciência? Magia é uma arte, pois o Mago molda ou esculpe o
universo conforme sua Vontade. É uma Ciência, porque se funciona, pode ser repetida
inúmeras vezes para obter o mesmo resultado1. E a Vontade, o que é? É o desejo real do
ser humano de fazer alguma coisa. Não deve ser confundida com a Vontade corporal,
mundana, pois é a Vontade do Espírito. Logo, a Magia pode ser também definida como
o despertar da Verdadeira Vontade, através de métodos específicos, usados para atingir
este fim.
Papus diz a mesma coisa dando um exemplo interessante: utilizando o triângulo
como forma da manifestação, ele diz: “Poder todos tem. O que nem todos tem é
Vontade. Se você tem poder, aliado à Vontade, ocorre a manifestação que é o resultado
dessa soma”. Logo teremos a equação: Manifestação = Poder + Vontade
1 Embora os resultados possam ser atingidos, nem sempre é pelo mesmo caminho. Segundo os acadêmicos
isso demonstra que a Magia não é uma ciência, o que é um engano. Pois, embora os meios possam variar os
resultados devem ser obtidos da mesma forma. Em outro lugar falaremos mais sobre esses experimentos e
suas variações. Podemos citar aqui à título de exemplo, o trabalho de Armand Barbaux, entitulado “O Ouro da
Milésima Manhã”. Barbaux, segundo o livro, auxiliado por seu filho, conseguiu produzir o ouro potável. O
processo foi bastante simples. Segundo o Mutus Liber (Livro Mudo), o componente principal da Pedra
Filosofal está o tempo todo sob nossos olhos e não o percebemos. Pensando um pouco, Barbaux percebeu que
esse elemento era a terra. Junto então algumas porções de terra, colheu o orvalho noturno (o leite da virgem),
tudo isso sempre seguindo as ilustrações do Mutus Liber. Mas então, se recolher alguma terra, misturar o
orvalho e cozinhá-los como ele fez, eu consigo repetir a experiência? A resposta é um sonoro NÃO. O que
acontece, conforme foi explicado acima, é que Barbaux não pegou terra pura e simples. Ele pegou a terra
magnetizada por determinadas forças planetárias (sob determinados auspícios astrológicos) que já não era
mais terra, mas sim uma determinada energia aprisionada na terra. A mesma coisa foi feita com o orvalho. Os
exemplos que poderíamos dar são muitos, mas acreditamos que apenas esse será o suficiente para os fazer
entender esse princípio.
Círculo Iniciático de Hermes
Av. Visconde de Guarapuava, 3950 Ap. 03- Curitiba - Paraná
Fone/Fax: (041)323-4299 E-Mail: goya@rosacruz.com.br
2)Quantos tipos de Magia existem?
Na verdade, existe um único tipo de Magia. O que existe são variações de
intensidade de estudo e profundidade. Outra coisa que define o tipo da Magia é sua
aplicação. Quem diz que existe Magia branca, preta, cor-de-rosa ou cinza, não sabe o
que está falando. Muitas pessoas ditas “entendedoras” do assunto, falam em nome da
Magia Negra, Magia dos 7 Raios, e mais um monte de outras coisas. Na verdade o que
acontece, é que são pessoas que estão mais preocupadas com caras e bocas do que com
o verdadeiro conhecimento mágico. Nas diferentes intensidades de Magia, podemos
destacar os 3 principais, embora existam outros: A feitiçaria, mais simples e voltada
principalmente à adoração dos elementos. A Alta Magia, normalmente ritualizada e
extremamente simbólica. Por último, a Teurgia, parte mais alta da Árvore Mágica, onde
já se opera livre dos rituais e onde o Ser Humano ocupa o seu lugar de direito na
criação, que é o de Senhor de Toda a Criação.
Segundo os tradicionalistas, a Magia tem como objetivo principal, devolver ao Ser
Humano a glória de dias passados. Na própria Bíblia, ao se contar a história da criação
do Homem, se diz que o Homem (aqui a palavra Homem designa o gênero humano,
homem e mulher, não apenas indivíduos do sexo masculino), foi criado com o intuito
de governar sobre todas as coisas criadas. Ao sair do estado paradisíaco, o Homem com
o tempo foi se esquecendo de sua origem divina e perdendo sua força e seu lugar na
ordem do universo. Conforme foi dito logo acima, a Magia é um meio para se retomar
essa posição.
3)Existe alguma escola para isso?
Sim. Existem algumas escolas que ensinam Magia. Mas deve-se filtrar muito bem a
escola, pois dessa escolha pode depender sua felicidade futura. Existem escolas nas
mais variadas formas e tamanhos. No estudo da Magia, pode-se separar as escolas
primeiro em dois grandes grupos:
Escolas de Misticismo (Caminho da Espada Flamejante): Aqui se encontram os
místicos de fim de semana, pessoas que gostam do assunto, mas não querem se
envolver em excesso. Pode-se obter algum progresso, mas o conhecimento é superficial
e não é completo. A Espada passa apenas sobre alguns caminhos da Etz Chaim, Árvore
das Vidas dos Qabalistas, deixando uma boa parte de fora. Existem muitas escolas que
praticam apenas essa categoria de estudos, mas uma boa parte tenta se vender como
uma Escola de Ocultismo. As Escolas de Misticismo representam quase 95% do
montante de Escolas de Magia. Mas na verdade, são apenas “viveiros”, que tem como
principal objetivo separar o joio do trigo, escolhendo os melhores estudantes que irão
ingressar nas Escolas de Ocultismo.
Escolas de Ocultismo (Caminho da Serpente da Sabedoria): Esse caminho é muito
mais rígido e normalmente ninguém entra diretamente nessas escolas. A Serpente da
Sabedoria passa por todos os caminhos da Etz Chaim, dando ao estudante um acesso a
coisas que antes ele acreditava existirem apenas em descrições fantasiosas. Muito mais
compensador, porém, muito mais perigoso (pois quem pretende aprender a Magia
aposta a Vida), esse caminho na atualidade ocupa algo em torno de 2% dos últimos 5%
das Escolas de Magia. Nesses 5%, 3 são responsáveis em preparar o estudante para os
outros 2%. De cada 100 pessoas que entram nessas escolas, apenas umas duas ou três
conseguem terminar todo o trajeto (sendo bastante otimista). Conforme diz Eliphas Levi
em seu Dogma e Ritual da Alta Magia: “No caminho das Altas Ciências, não convém
empenhar-se temerariamente. Mas uma vez em caminho, é preciso chegar ou perecer.
Duvidar é ficar louco, voltar para trás é precipitar-se num abismo”.
4) Validade das Escolas
Muitos ouvem dizer que Magia não pode ser aprendida, que se nasce ou não Mago.
Isso é uma verdade apenas parcial e errônea, que tem como objetivo apenas iludir o
estudante e mantê-lo em rédea curta. Algumas pessoas nascem com o dom da Magia.
Outras, a grande maioria diga-se de passagem, precisam aprender a desenvolvê-la. Se
dependêssemos apenas dos Magos naturais para poder estudar, há muito a Magia teria
deixado de existir. Pois, por século, apenas uma meia dúzia de Magos naturais estaria
sobre a face da terra, de onde podemos concluir que numa caça às bruxas bem feita,
exterminaria os Magos do planeta em pouquíssimo tempo. O que seria da música por
exemplo, se tivéssemos de esperar o nascimento de um Mozart para poder ouvir boa
música ou aprender a tocar algum instrumento? Muito provavelmente, se isso fosse
verdade, talvez nem instrumentos musicais teríamos, pois ninguém saberia tocá-los o
que tornaria uma incoerência a sua produção.
As verdadeiras Escolas de Magia procuram despertar o processo Mágico dentro do
estudante. Muitas vezes, o despertar de um Mago por uma Escola tem tanta efetividade
quanto o despertar de um Mago natural.
Como saber se é uma boa escola?
1) A coisa mais importante ao ser humano é a liberdade. Qualquer grupo ou indivíduo
que se coloque acima disso, está tentando fazer de você um escravo mental.
2) Nenhum grupo deve interferir na sua crença religiosa. Sua crença e prática religiosa
como indivíduo não deve ser contraditória com seus estudos ocultos. Uma organização
verdadeiramente tradicional (são muito poucas) trata de outros assuntos. Sobre esse
tema ver o CODEX – 01 “O C:.I:.H:. Não é uma Religião”.
3) Nenhum grupo "fraternal" afasta as pessoas. Principalmente de sua família. Se o seu
grupo exclui sua família ou grupo social, cuidado. Não é por gostar de ocultismo que
você precisa se envergonhar disso. É como dizia um colega: “Se você sai com alguém
que jamais apresentaria para sua família, boa coisa não deve ser”. Alguns grupos
podem ser contra a participação da família nas atividades do grupo, mas isso não deve
ser uma regra geral.
4) Nenhum grupo esotérico o aliena de suas atividades. Não é porque gosto de
ocultismo que devo abandonar o trabalho, os estudos ou a família. A Grande Obra nos
espera no escritório, em casa, e não somente em meio aos cadinhos e grimórios. Ela está
nas pequenas e nas Grandes Coisas. Separar a vida oculta da vida diária normalmente
só gera erro e arrependimento. Não devemos ter dois comportamentos diferentes, por
exemplo, um em casa ou no trabalho e outro na prática Mágica.
5) Todo o conhecimento adquirido tem que poder ser utilizado na prática. Se você não
consegue aplicá-los no seu dia-a-dia, então alguma coisa está errada. Algumas pessoas
tem um falso moralismo que lhes faz afirmar que aquilo que se aprende não se usa. Aí
vem a famosa pergunta: Se você aprende algo que não pode ser aplicado na sua vida
diária, qual o objetivo? Conforme dito acima, a Magia é um meio de libertar o homem
da escravidão do mundo profano. Se você não pode aplicar essa máxima, o estudo perde
a validade.
6) Todo grupo estruturado precisa de uma fonte de renda. Agora, quando o dinheiro fala
mais alto que aquilo que se ensina, deve-se questionar a seriedade do grupo. Ou do
membro. Grupos menores com poucas pessoas conseguem se organizar com pouco ou
nenhum gasto direto. Grupos maiores precisam da contribuição de seus membros para
manter uma estrutura.

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sábado, 13 de outubro de 2007

Os Livros Malditos, de Jacques Bergier

PRÓLOGO – OS HOMENS DE PRETO
Parece fantástico imaginar que existe uma Santa Aliança contra o saber, uma organização para fazer desaparecer certos segredos. Entretanto, tal hipótese não é mais fantástica do que a da grande conspiração nazista. É que, somente agora, nos apercebemos até que ponto era perfeita a Ordem Negra, até que ponto seus filiados eram numerosos em todos os países do mundo, e até que ponto essa conspiração estava próxima do êxito.
É por isso que não podemos rejeitar, a priori, a hipótese de uma conspiração mais antiga.
O tema do livro maldito, que tem sido sistematicamente destruído ao longo da história, serviu de inspiração a muitos romancistas, H. P. Lovecraft, Sax Rohmer, Edgar Wallace. Entretanto, esse tema não é somente literário. Essa destruição sistemática existe em tal amplidão, que se pode perguntar se não é uma conspiração permanente que visa impedir o saber humano de desenvolver-se mais depressa. Coleridge estava persuadido que uma tal conspiração existira e chamava seus membros de “persons from Porlock”. Esse nome lhe recordava a visita de um personagem vindo da cidade de Porlock e que o impedia de realizar um trabalho muito importante que iniciara.
Encontram-se traços dessa conspiração, tanto na história da China ou da Índia, quanto na do Ocidente. Dessa forma, pareceu-nos necessário reunir toda informação possível sobre certos livros malditos e sobre seus adversários.
Alguns exemplos precisos de livros malditos antes de tudo. Em 1885, o escritor Saint-Yves d’Alveydre recebeu uma ordem, sob pena de morte, de destruir sua última obra: “Missão da Índia na Europa e Missão da Europa na Ásia. A questão dos Mahatmas e sua solução”.
Saint-Yves d’Alveydre obedeceu a essa ordem. Entretanto, um exemplar escapou da destruição e, a partir desse exemplar único, o editor Dorbon voltou a imprimir a obra, com tiragem limitada, em 1909. ora, em 1940, desde a sua entrada em França e em Paris, os alemães destruíram todos os exemplares dessa edição que puderam encontrar. É duvidoso que reste algum.
Em 1897, os herdeiros do escritor Stanislas de Guaita receberam ordem, sob pena de morte, de destruir quatro manuscritos inéditos do autor que versavam sobre magia negra, assim como todo seu arquivo. A ordem foi executada e não mais existem tais manuscritos.
Em 1933, os nazistas queimaram na Alemanha uma infinidade de exemplares do livro sobre os Rosa-Cruzes, “Die Rosenckreuzer, Zur Geschichte einer Reformation”.
Uma edição desse livro reapareceu em 1970, mas nada prova que realmente seja conforme o original.
Poderia multiplicar tais exemplos, mas podemos encontrar um número suficiente no curso desse livro.
Quem são os adversários desses livros malditos? Suponhamos a existência de um grupo ao qual chamarei “Homens de Preto”. A idéia dessa denominação surgiu-me quando comecei a notar, em todas as conferências pró-Planeta e anti-Planeta, um grupo de homens vestidos de preto, de aspecto sinistro, sempre o mesmo. Penso que esses homens vestidos de preto são tão antigos como a civilização: creio que se pode citar entre seus membros o escritor francês Joseph de Maistre e Nicolau II da Rússia.
A meu ver, seu papel é impedir uma difusão mais rápida e mais compreensível do saber, difusão que conduziu à destruição civilizações passadas. Ao mesmo temo que os traços dessas civilizações nos chegam, com eles nos vem, penso eu, uma tradição cujo princípio consiste na pretensão de que o saber pode ser terrivelmente perigoso. Os técnicos na conservação da magia e da alquimia juntam-se, ao que parece, a esse ponto de vista.
Pode-se constatar, também, que a ciência moderna admite, hoje, que se torna por vezes muito perigosa. Michel Magat, professor no Colégio de França, declarou recentemente numa obra coletiva sobre os armamentos modernos (Flammarion): “Talvez seja necessário admitir que toda ciência é maldita”.
O grande matemático francês ª Grothendieck escreveu no primeiro número do boletim Survivre, a propósito dos possíveis efeitos da ciência: “A fortiori, se evocarmos a possibilidade de desaparição da humanidade nos próximos decênios (três bilhões de homens, três bilhões de anos de evolução biológica...), isto é muito gigantesco para ser concebível, é uma abstração absolutamente nula como conteúdo emotivo, impossível de se levar a sério. Luta-se por aumento de salário, pela liberdade de expressão, contra a seleção para a universidade, contra a burguesia, o alcoolismo, a pena de morte, o câncer, o racismo – a rigor, contra a guerra do Vietnam ou contra qualquer guerra. Mas a aniquilação da vida sobre a Terra? Isto ultrapassa nosso entendimento, é um “irrealizável”. Sente-se quase vergonha de falar disso, sente-se suspeito de procurar efeitos fáceis como recurso a um tema que, no entanto, é o mais antiefeito que podemos encontrar”.
E ainda:
“Hoje que enfrentamos o perigo da extinção de toda a vida sobre a Terra, esse mesmo mecanismo irracional se opõe à realização desse perigo e ás reações de defesa necessárias entre a maior parte de nós, aí compreendidas as elites intelectuais e científicas de todos os países. Pode-se, tão-somente, esperar que ele seja superado por alguns, através de um esforço extenuante e da tomada de consciência de tais mecanismos inibidores.”
Depois deste texto ter sido escrito, recentemente, comecei a perceber nos congressos essa idéia de que as descobertas muito perigosas deviam ser censuradas ou suprimidas. Ao cabo de um ano, na reunião da Associação Inglesa para o Avanço das Ciências, foi citada como exemplo de uma descoberta a ser censurada a possibilidade de as diversas variedades da espécie humana não serem igualmente inteligentes. Os sábios afirmavam que uma tal descoberta encorajaria o racismo em tais proporções, que seria preciso impedir a publicação disso por todos os meios. Podemos ver muitos sábios eminentes de nossos dias juntarem-se aos “Homens de Preto”.
Percebeu-se, com efeito, que tais descobertas consideradas muito perigosas para serem reveladas, existem tanto nas ciências exatas, como nas ciências ditas falsas, isto é, aquelas que chamo de paraciências.
Mas, há muito tempo que a destruição sistemática de livros e documentos contendo descobertas perigosas tem sido praticada, antes ou no momento mesmo da publicação. E tem sido assim ao longo da história. E é isto que tentaremos demonstrar.


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sábado, 6 de outubro de 2007

A Irmandade Hermética Do Egito, de Nashar

Antes de discorrermos sobre o tema deste artigo vamos fazer alguns esclarecimentos importantes.
Os místicos de diferentes Escolas Arcanas, conhecem a existência de um fato: a Iluminação. Sabem que em determinada época da vida humana, homens e mulheres são convidados à ascender a um plano de consciência diverso daquele que denominamos consciência objetiva, em que a percepção se faz exclusivamente através dos cinco sentidos físicos. Ora o ingresso neste novo plano de percepção e consciência é um verdadeiro novo nascimento.
A percepção neste novo plano se processa de maneira totalmente diversa daquela que existe na consciência objetiva e não pode ser expressa em linguagem comum subordinada à mente comum, cerebral. A única maneira de transmitir conceitos deste novo estado de consciência, são os símbolos esotéricos.
Aqueles Homens e Mulheres que no passado tiveram esta experiência, nos legaram Obras Simbólicas. Exemplos destas obras: os Inúmeros Manuscritos atribuídos aos verdadeiros Alquimistas; obras como a Divina Comédia de Dante; Pantagruel e Gargantua de François Rabelais; as Obras Iluminadas de Jacob Boehme; O Fausto de Goeth, e muitas outras.


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A Arte da Verdadeira Cura, de Israel Regardie

Dentro de todo homem e mulher existe uma força que dirige e controla o curso inteiro da vida. Usada apropriadamente, essa força pode curar todas as doenças e males de que a humanidade é herdeira. Toda religião sustenta esse fato. Todas as formas de curas mental ou espiritual, não importa o nome por elas adotado, prometem a mesma coisa. Até mesmo a psicanálise emprega esse poder, embora indiretamente, usando o nome popular de libido. A visão crítica e a compreensão que ela traz à psique descarrega tensões de várias espécies e, por meio dessa descarga, o poder curativo latente no interior e natural a todo sistema humano atua mais livremente. Cada um daqueles sistemas propõe-se a ensinar a seus adeptos métodos técnicos de pensamento, contemplação ou oração, os quais de acordo com os termos apriorísticos de sua própria filosofia, renovarão os corpos e transformarão todo o ambiente da pessoa.

Nenhum ou poucos deles, porém, cumprem de maneira completa a alta promessa feita no início. Parece haver pouco conhecimento dos meios práticos pelos quais as forças espirituais que sustentam o universo e impregnam toda a natureza do homem podem ser utilizadas e dirigidas para a criação de um novo céu e uma nova terra. Naturalmente, sem cooperação universal, tal ideal é impossível para toda a humanidade. Ainda sim, cada um por si próprio pode começar a tarefa de reconstrução.

A questão crucial, portanto, é esta: Como podemos tornar-nos consciente dessa força? Qual é a sua natureza e suas propriedades? Qual é o mecanismo pelo qual podemos utiliza-las?


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domingo, 30 de setembro de 2007

Magia Elemental, de Ali Mohamad Onaissi

INTRODUÇÃO
Este livro é o primeiro de uma série, lançada pelos membros do
Instituto Arcanjo Michael (IAM), de São Bernardo do Campo, que tem como
finalidade divulgar sinteticamente a Sabedoria Esotérica, dispersa e muitas
vezes confusa. Apesar de não estar filiado a nenhuma escola ou
instituição(respeitamos todas obviamente), o IAM defende uma linha
eminentemente gnóstica, universalista, por reconhecer que em seu espírito e
seus ensinamentos manifestam−se os verdadeiros valores contidos nas
vibrações espirituais da Era de Aquário.
MAGIA ELEMENTAL pretende entregar ao leitor uma visão mais
ampla, inteligível, desse mundo paralelo ao nosso, mágico e poderoso,
luminoso e cheio de vida, conhecido cientificamente como 4a. Dimensão, que
sempre foi visitada pelas mentes inspiradas dos grandes Buscadores dos
Mistérios. As práticas, os mantras, os nomes sagrados, as conjurações etc.,
inseridos aqui podem ser praticados pelo leitor para que ele perceba a
realidade maravilhosa desses seres elementais que povoam abundantemente
a natureza. Isso serve para nos conscientizarmos mais profundamente ainda
sobre a manifestação maravilhosa de Deus dentro de Sua Criação. Onde
houver vida e harmonia, ali Ele estará.
A novíssima Era aquariana requer pessoas práticas, que sintam,
vejam e apalpem as realidades supra−físicas da natureza, para que eles
deixem de simplesmente acreditar e passem a vivenciar, aprendendo
diretamente da própria Natureza.
Este livro pretende resgatar uma Sabedoria Superior mantida pura
pelas Escolas de Mistérios. Essa Sabedoria elemental foi venerada e
profundamente vivenciada pelas portentosas culturas e civilizações do
passado, como a egípcia, a maia, a grega etc. Cremos que já é mais do que
hora trazermos à tona a Luz dos grandes Deuses da Natureza, os Gurus−
Devas, Aqueles que escolheram a Senda Dévica, para que nós mesmos
sejamos os maiores beneficiários.
A sabedoria gnóstica afirma que existem milhares de Templos e
Igrejas elementais ocultos no mundo etérico. Se formos dignos de penetrar
em suas portas, temos certeza que lá encontraremos Seres desejosos de
entregar seu Amor, Sabedoria e Mistérios para que possamos adquirir em
Paz nossa verdadeira identidade espiritual.
Esperemos que o conteúdo desta pequena obra, feita com muito
carinho para você, seja útil para sua cultura intelectual e seu anelo espiritual.
Aguarde para breve outras publicações. Boa leitura...

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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Magia Prática: Iniciação ao Hermetismo - O caminho para tornar-se um verdadeiro Adepto, de Franz Bardon

Introdução
Quem porventura pensa em encontrar nesta obra só uma coleção de receitas com as quais poderá alcançar fama, riqueza e poder sem nenhum esforço, ou então tenciona derrotar seus inimigos, com certeza vai se decepcionar a desistir de ler este livro.
Muitas seitas a escolas espirituais vêem no termo "magia" nada além de simples feitiçaria a pactos com os poderes obscuros. Por isso não é de se admirar quando a simples menção da palavra já provoca uma espécie de horror em certas pessoas. Os prestigitadores, mágicos de palco, charlatães, ou como são chamados, fazem um mau use do conceito de magia, o que até hoje contribuiu muito para que esse conhecimento mágico fosse sempre tratado com um certo desdém.
Já nos tempos antigos os magos eram considerados grandes iniciados; até a palavra "magia" provém deles. Os assim chamados "mágicos" não são iniciados, mas só forjadores de mistérios que geralmente se aproveitam da ignorância a da credulidade de um indivíduo, ou de todo um povo, para alcançar seus objetivos egoístas através da farsa a da mentira. Mas o verdadeiro mago despreza esse procedimento.
Na realidade a magia é uma ciência divina. Na verdadeira
acepção da palavra, ela é o conhecimento de todos os conhecimentos, pois nos ensina como conhecer a utilizar as leis universais.
Não há diferença entre magia a misticismo, ou qualquer outro conceito com esse nome, quando se trata da verdadeira iniciação. Sem se considerar o nome que essa ou aquela visão de mundo the dá, ela deve ser realizada seguindo as mesmas bases, as mesmas leis universais. Levando em conta as leis universais da polaridade entre o bem e o mal, ativo a passivo, luz a sombra, toda ciência pode ser aplicada para objetivos maléficos ou benéficos.
Como p.e. uma faca que normalmente só deve ser utilizada para cortar o pão, nas mãos de um assassino pode transformar-se numa arma perigosa. As determinantes são sempre as particularidades do caráter de cada indivíduo. Essa afirmação vale também para todos os âmbitos do conhecimento secreto.
Neste livro, escolhi para meus alunos, como símbolo da iniciação a do conhecimento mais elevados, a denominação "magia". Muitos leitores sabem que o tarô não é só um jogo de cartas destinado à adivinhação, mas sim um livro simbólico iniciático que contém grandes segredos. A primeira carta desse livro representa o mago, que configura o domínio dos elementos a apresenta a chave para o primeiro arcano, o mistério cujo nome é impronun-ciável, o "Tetragrammaton", o JOD-HE-VAU-HE cabalístico. É por isso que a porta da iniciação é o mago, e o próprio leitor desta obra poderá reconhecer a grande gama de aplicações dessa carta e o quanto ela é significativa.
Em nenhuma obra publicada até agora o verdadeiro significado da primeira carta do tarô foi tão claramente descrito como neste meu livro. Este sistema, montado com o maior cuidado e a mais extrema ponderação, não é um método especulativo, mas o resultado positivo de trinta anos de pesquisa, de exercícios práticos e de repetidas comparações com muitos outros sistemas das mais diversas lojas maçônicas, sociedades secretas a de sabedoria oriental, acessíveis somente aos excepcionalmente dotados a alguns raros eleitos. Portanto - é bom lembrar - partindo da minha própria prática a indo de encontro à prática de muitos, que com certeza ele já foi aprovado, sobretudo pelos meus alunos, a considerado o melhor a mais útil dos sistemas.
Mesmo assim ainda não foi dito a também não quero afirmar que este livro descreve todos os problemas da magia ou do misticismo; se quiséssemos escrever tudo sobre esse conhecimento tão elevado, então teríamos que preencher compêndios inteiros. Mas com toda a certeza pode-se dizer que esta obra é realmente a porta de entrada para a verdadeira iniciação, a primeira chave para a utilização das leis universais.
Também não nego que em obras de diversos autores podemos encontrar aqui a ali alguns trechos explicativos, mas dificilmente o leitor encontrará uma descrição tão precisa da primeira carta do tarô num único livro.
Não poupei esforços no sentido de ser o mais claro possível em cada etapa do curso tomando as grandes verdades acessíveis a qualquer um, apesar de ter encontrado dificuldades para colocá-las em palavras simples, a fim de que fossem compreendidas por todos. Se esse meu esforço deu resultados, é uma constatação que deixo a critério dos leitores. Em alguns casos precisei deliberadamente repetir certas afirmações para enfatizar alguns trechos especialmente importantes a poupar o leitor de um eventual trabalho de folhear constantemente o livro.
Muitas vezes já ouvi pessoas se queixarem de que interessados a alunos das ciências ocultas não teriam oportunidade de serem iniciados pessoalmente por um mestre ou guru, a que por causa disso o acesso ao verdadeiro conhecimento só seria possível para os excepcionalmente dotados ou abençoados. Muitos dos verdadeiros buscadores seriam obrigados a consultar pilhas de livros para pelo menos aqui a ali conseguir pescar alguma pérola de verdade. Portanto, quem se preocupa seriamente com a própria evolução a deseja obter esse conhecimento sagrado, não só por pura curiosidade ou pela satisfação de suas paixões mais imediatas, encontrárá nesta obra o guia certo da iniciação. Nenhum iniciado encarnado, por mais elevado que seja o seu grau de iniciação, pode oferecer ao aluno mais para o seu começo de aprendizado do que é oferecido neste livro. Caso o aluno sincero a leitor atencioso encontre neste livro o que ele até hoje procurou em vão, então a obra cumpriu totalmente a sua missão.

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sábado, 22 de setembro de 2007

Os Guardiões da Terra Santa (em “Símbolos da Ciência Sagrada”), de René Guénon

Entre as atribuições das ordens de cavalaria, e mais em particular dos Templários, umas das mais
conhecidas, mas nem por isso em geral bem compreendidas, é a de "guardiões da Terra Santa". Seguramente,
se nos prendermos ao sentido mais exterior, encontraremos uma explicação imediata desse fato na conexão
existente entre a origem dessas ordens e as Cruzadas, pois, tanto para os cristãos, quanto para os judeus,
parece que a "Terra Santa" nada mais designa que a Palestina. No entanto, á questão torna-se mais complexa
quando se sabe que diversas organizações orientais, cujo caráter iniciático não pode ser colocado em dúvida,
como os Assacis e os Drusos, receberam também o título de "guardiões da Terra Santa". Aqui, de fato, náo
mais se trata da Palestina, mas é no entanto notável que essas organizações apresentem um grande número de
traços comuns com as ordens de cavalaria ocidentais, com as quais algumas delas chegaram historicamente a
estabelecer relações.
Cabe, assim, nos perguntarmos o que se deve entender, na realidade, por "Terra Santa", e ao que
corresponde exatamente o papel de "guardiões", que parece ligado a um determinado gênero de iniciação, que
se poderia denominar "cavaleiresco", desde que déssemos a esse termo uma extensão mais ampla do que se
entende comumente, mas que as analogias existentes entre as diferentes formas bastam para legitimá-lo.
Já demonstramos em outras partes, em particular no estudo sobre O Rei do Mundo, que a expressão
"Terra Santa" tem um certo número de sinônimos: "Terra Pura", "Terra dos Santos", "Terra dos Bemaventurados",
"Terra dos Viventes", "Terra da Imortalidade", e que essas designações equivalentes são
encontradas nas tradições de todos os povos. Essencialmente, elas sempre se aplicam a um centro espiritual,
cuja localização numa determinada região pode, segundo o caso, ser entendida literal ou simbolicamente, ou
nos dois sentidos ao mesmo tempo. Toda "Terra Santa" é também designada por expressões como "Centro do
Mundo" ou "Coração do Mundo", o que exige algumas explicações, pois essas designações uniformes, ainda
que diversamente aplicadas, poderiam com facilidade provocar certas confusões.

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

A Chave para a Verdadeira Kabalah - O Cabalista como um Soberano no Microcosmo e Macrocosmo, de Franz Bardon

Introdução
Para meu terceiro volume de iniciações em hermetics eu dei o título de Chave ao
Verdadeiro Kabalah que, no sentido exato, é uma teologia que lida com o
Conhecimento da Palavra. Quando comprometido em Theurgy, deve a pessoa, em todo
caso, passou por um desenvolvimento mágico; i.e., a pessoa tem que dominar pelo
menos completamente as práticas descritas em minha primeira Iniciação de volume Em
Hermetics. Como meus primeiros dois trabalhos, o livro presente, também, consiste em
duas partes. Em sua primeira parte, a teoria, eu preparo o leitor para o campo difícil do
Kabalah, considerando que a segunda parte contém a prática atual.
Muito foi escrito sobre Kabalah, uma noz dura em literatura hermética, mas em prática
só pouco pode ser usado de tudo isso. Quase sempre é reivindicado que a pessoa se
ocupou de Kabalah tem que ter um comando do idioma hebreu sem o qual é impossível
estudar Kabalah. O Kabalah acadêmico, em a maioria dos livros, normalmente é de
origem hebréia e é dito que carrega ao estudante uma filosofia de vida na linha de um
modelo de perfeição de Cabalista. Mas o número de livros que também indicam a
prática e o uso do verdadeiro Kabalah está muito limitado. Alguns clérigos judeus (os
rabinos) teve um conhecimento de Kabalah, mas, provavelmente devido ao pensamento
ortodoxo deles, manteve isto estritamente confidencial, assim nem mesmo fragmentos
de práticas de Cabalista foi conhecido ao público.
As muitos descrições de Cabalistas fazem nem mesmo oferta qualquer detalhe teórico
para o estudante seriamente interessado, não dizer nada de qualquer verdadeira
sugestão para a prática. Eles só provêem no máximo, uma representação filosófica do
micro-e o macrocosmo. O estudante de Kabalah não pode adquirir qualquer idéia da
filosofia de Cabalista de vida nada, desde, por um lado, ele não poderá ver o modo dele
nesta grande confusão de idéias e desde então, por outro lado, ele será partido ainda em
escuridão devido às declarações contraditórias feitas em livros diferentes.
Meu volume presente contém a teoria como também a prática, o ser posterior
especialmente amplo, como o estudante diligente de Kabalah verá para ele. Representar
o todo, Kabalah inclusivo em um livro é, claro que, impossível por meras razões
técnicas. Porém, eu levei dores para amarrar as pérolas desta ciência maravilhosa junto
a uma cadeia extremamente bonita. Fazendo assim, eu levei em conta as leis de
analogias que recorrem ao micro naturalmente - e macrocosmo, para isto não pôde ser
feito caso contrário, se o aspecto total do Kabalah será feito sem qualquer abertura. Eu
faço como pequeno uso como possível das numerosas condições hebréias que foram
comumente usado em Kabalah até agora e preferiram tais condições que são facilmente
compreendido por todo o mundo. De qualquer modo, o leitor que estuda meu livro
adquirirá uma real idéia diferente, i.e., a idéia certa do Kabalah Prático.
Ele que quer ter êxito se convencendo da realidade do Kabalah em prática tem que
entrar primeiro sistematicamente por meus dois Iniciação de livros Em Hermetics e A
Prática de Evocação Mágica. Caso contrário, o treinamento para alcançar perfeição
levaria muito longo e qualquer sucesso resultaria muito tarde. Porém, está totalmente
até o leitor estudar meus livros meramente teoricamente. Fazendo assim, ele adquirirá
um conhecimento que ele não poderia obter de qualquer livro filosófico. Mas
conhecimento não é contudo sabedoria. Conhecimento depende do desenvolvimento
das características intelectuais do espírito; sabedoria, no outro lado, necessita o
desenvolvimento uniforme de todos os quatro aspectos do espírito. Então,
conhecimento é mera filosofia que por si só só pode fazer para um homem Mágico nem
um Cabalista. Um homem instruído poderá dizer muito quase magia, Kabalah, etc., mas
ele nunca poderá entender os poderes e faculdades justamente.
Com estas poucas palavras eu expliquei ao leitor a diferença entre o filósofo e a salva.
Está até ele seguir o caminho mais conveniente de mero conhecimento ou proceder ao
longo do caminho mais árduo de sabedoria.
Já as pessoas primitivas, não importa que raça eles pertenceram e qual parte de nosso
globo terrestre que eles habitaram, teve a religião especial deles, i.e., uma idéia de
Deus, e conseqüentemente também algum amável de teologia. Cada destas teologias foi
dividido em duas partes: um exotérico e uma parte esotérica, o conhecimento exotérico
de Deus que é o conhecimento pelas pessoas e o conhecimento esotérico, por outro
lado, sendo a teologia de inicia e os padres altos. Conhecimento exotérico nunca
conteve qualquer coisa de verdadeira magia ou Kabalah. Assim só mágicos e Cabalistas
poderiam ser o inicia das pessoas primitivas.
Desde os dias de yore foi a ordem mais sagrada para manter esta sabedoria estritamente
confidencial; primeiramente para manter a autoridade; secundariamente para não perder
o poder em cima das pessoas e, em terceiro lugar para prevenir qualquer abuso. Esta
tradição foi mantida até os dias presentes, e embora meu livro carregará conhecimento
completo a meu leitor, só poderá o fazer saber, mas nunca lhe dará sabedoria. Ele terá
que se esforçar para o posterior através de trabalho prático honesto. A fase de sabedoria
ele pode alcançar dependerá novamente da maturidade dele e desenvolvimento pessoal.
Meu livro só fará a sabedoria mais alta acessível para o realmente maduro, i.e., o
iniciado, deixando uma grande abertura assim entre o instruído e a salva e não
infringindo contra a ordem de silêncio, apesar de meu publicar as verdades mais altas e
segredos. Ao homem instruído, sabedoria permanecerá sempre oculta; só será dividido
completamente para o iniciado.
A ciência de Kabalah, i.e, Theurgy, é muito velho e levou sua elevação no Oriente. As
salvas do amanhecer de história colocaram os maiores segredos no idioma universal, o
idioma metafórico, como pode ser visto do hieroglyphs de pessoas antigas, os egípcios,
e assim por diante. As salvas antigas só poderiam passar a sabedoria deles no idioma
metafórico, i.e., em um estilo simbólico. A absorção desta sabedoria então sempre
dependeu da fase de maturidade do estudante pertinente. Sabedoria todo oriental só foi
colocada no idioma simbólico. Esta sabedoria permaneceu um segredo para o imaturo
ou, em outro palavra, para a pessoa que não tinha chegado ao estado necessário de
maturidade desenvolvendo a individualidade dele debaixo da orientação de um mestre,
um guru. Isso é por que até hoje todos os verdadeiros livros de iniciação estão de
acordo com um ao outro no ponto que sem uma iniciação de guru pessoal não só é
impossível, mas até mesmo perigoso. Um verdadeiro inicie tido que explicar os
significados simbólicos das escritas gradualmente ao estudante dele, de acordo com o
desenvolvimento do mesmo e ele o ensinou o simbólico, i.e., o idioma metafórico. O
estudante se acostumou logo ao idioma do mestre dele e novamente só pôde passar a
sabedoria neste idioma simbólico.
Assim, até o dia presente, esta ciência santa foi passada somente de uma pessoa para
outro através de tradição. Qualquer explicação que um mestre deu ao estudante dele foi
carregada o posterior por inspiração, de forma que isto de repente ficou claro ao
estudante o que o mestre dele quis lhe falar. Este esclarecimento, i.e., iniciação, teve
vários nomes no Oriente, por exemplo " abhisheka ", angkhur ", etc. Nunca feito um
mestre revele os verdadeiros mistérios de sabedoria para o pobremente preparado ou o
imaturo. Havia, nenhuma dúvida, também os mágicos e Cabalistas que deixaram para
trás algumas escritas sobre a sabedoria mais alta. Mas, como já mencionou, as
sabedorias mais altas eram tudo colocados no idioma simbólico e se, por casualidade,
eles entraram nas mãos de uma pessoa imatura, eles permaneceram inexplicáveis a ele.
Porém, às vezes aconteceu que uma pessoa imatura tentou explicar estas sabedorias do
próprio ponto de vista dele. Aquele tal uma explicação estava longe de qualquer
verdadeira interpretação vai sem dizer. A maioria dos escritores que tiveram sucesso
adquirindo cabo de escritas partido atrás por sempre inicia do Oriente cometeu o
mesmo erro, i.e., eles traduziram estas escritas no idioma do intelecto, enquanto os
interpretando literalmente. Considerando que eles eram normalmente não amadureça
bastante para interpretar os símbolos de um mistério ou uma prática corretamente,
a.s.o., devido ao faltar o treinamento necessário e a verdadeira compreensão do idioma
metafórico ou cósmico deles, eles deram origem a numerosos erros em hermetics. Hoje
quase não qualquer um pode imaginar quantas práticas absurdas foram publicadas em
idiomas civilizados.
Em meu livro presente eu transformei o idioma simbólico no idioma do intelecto,
enquanto fazendo acessível o caminho para retificar hermetics, para Kabalah, i.e., o
mistério da palavra, até certo ponto em qual o iniciado pode proceder seguramente.
O Autor

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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

A Árvore da Vida - Um Estudo sobre Magia, de Israel Regardie

INTRODUÇÃO
Em virtude da bastante difundida ignorância a respeito da soberana natureza da Teurgia
Divina e a despeito de freqüentes referências quase em toda parte ao assunto magia, permitiuse
que ao longo dos séculos se desenvolvesse uma total incompreensão. São poucos hoje os
que parecem ter sequer a mais vaga idéia do que constituiu o elevado objetivo de um sistema
considerado pelos sábios da Antigüidade a Arte Real e a Alta Magia. E por ter existido
quantitativamente ainda menos pessoas preparadas para defender até o fim a filosofia da magia
e disseminar seus verdadeiros princípios entre aqueles julgados dignos de recebê-los, o campo
de batalha tomado pelas reputações destroçadas de seus Magos foi cedido aos charlatães.
Esses, ai de nós, fizeram bom uso de sua oportunidade de esbulho indiscriminadamente, a tal
ponto que a própria palavra magia se tornou agora sinônimo de tudo que é desprezível, sendo
concebida como algo repulsivo.
Durante muitos séculos na Europa autorizou-se esse incorreto estado de coisas, que se
manteve até em torno de meados do século passado, quando Éliphas Lévi, um escritor dotado
de certa facilidade de expressão e talento para a síntese e a exposição, se empenhou em
devolver à magia sua antiga reputação grandiosa. Até que ponto teriam seus esforços obtido
êxito ou não caso não tivessem sido sucedidos e estimulados pelo advento do movimento
teosófico em 1875 em associação com a discussão aberta do oculto e de temas místicos que a
partir de então se seguiram, é extremamente difícil dizer. E mesmo assim, não foram coroados
de muito êxito, pois apesar de quase oitenta longos anos de atenção e discussão aberta da
filosofia e prática esotéricas em vários de seus ramos, não é possível descobrir no Catálogo da
Sala de Leitura do Museu britânico uma única obra de magia que tente apresentar uma
exegese lúcida, clara e precisa, desembaraçada do emprego exagerado de símbolos e figuras
de linguagem. Oitenta anos de estudo do oculto e nem sequer uma obra séria sobre magia!
Por algum tempo tornou-se conhecido em vários lugares que este escritor era um
estudioso de magia. Conseqüentemente indagações acerca da natureza da magia seriam amiúde
endereçadas a ele. Com o passar do tempo tais indagações tornaram-se tão numerosas e tão
abismal a ignorância involuntária sobre o assunto contida em todas elas que parece ser a hora
exata para tornar disponível a esse público uma exposição sintética e definitiva. Visto que
nenhuma outra pessoa tentou executar essa tarefa de tremenda importância, recai sobre este
escritor essa difícil tarefa. Ele não se propõe limitar-se mediante observações plausíveis acerca
da incomunicabilidade de segredos ocultos. Tampouco mencionará a impossibilidade de
transmitir a vera natureza dos mistérios da Antigüidade, como alguns autores recentes fizeram.
Embora tudo isso seja verdadeiro, não obstante há de comunicável na magia o suficiente. A
despeito de centenas de páginas com o fito de elucidar, é preciso também dirigir a esses
escritores a severa acusação de terem realizado muito para confirmar a opinião pública na já
firme crença de que a magia era ambígua, obscura e uma tolice. Dificilmente poder-se-ia
sustentar uma concepção mais errônea do que essa, pois a magia, que me permitam insistir, é
lúcida. É definida e precisa. Não há fórmulas vagas ou dubiedades compreendidas dentro da
esfera de sua exatidão; tudo é claro e concebido para o experimento prático. O sistema da
magia é absolutamente científico, e cada uma de suas partes é passível de verificação e prova
sob demonstração. A árvore da vida é publicado, admito, com uma certa hesitação, com o
único objetivo de preencher essa lacuna existente. Este escritor deseja tornar inteligível e
compreensível para o indivíduo leigo, inteligente e comum, para o aprendiz dos Mistérios e
aqueles versados no saber de outros sistemas místicos e filosofias os princípios radicais a partir
dos quais a formidável estrutura imponente da magia é construída. Com uma exceção, não
conhecida ou adequada ao público em geral, infelizmente, essa tarefa necessária jamais foi
realizada anteriormente.
A freqüência de longas citações provenientes de escritos de autoridades em magia que
o autor aqui inseriu se explica de modo bastante simples, devendo-se apenas ao desejo de
demonstrar que os mais amplos pontos essenciais desta exposição não são o resultado de
qualquer invencionice do autor, estando, pelo contrário, firmemente enraizados na sabedoria da
Antigüidade. É desnecessário que se apontem para o autor expressões rudes, possíveis
interpretações equivocadas de fatos ou teorias e pecados de omissão e cometimento. Em razão
disso ele se desculpa humildemente, devendo ser perdoado em função de sua juventude e
inexperiência. Que seus esforços incitem outra pessoa mais sábia, dotada de melhores recursos
para escrever e detentora de um conhecimento mais profundo da matéria e seus correlatos de
modo a produzir uma melhor formulação da magia. Este escritor estará dentre os primeiros que
aclamarão essa realização com boas-vindas e louvores.
É também necessário registrar a atitude cortês dos senhores Methuen & Co. que
deram a permissão para reproduzir as ilustrações dos quatro deuses egípcios de Os deuses dos
egípcios, de Sir E. A. Wallis Budge.
Israel Regardie
Londres, agosto de 1932.

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sábado, 8 de setembro de 2007

trecho de Prática de Magia Evocatória, de Franz Bardon

Magia
Magia é a mais elevada ciência existente em nosso planeta, pois ensina o
metafísico assim como as leis metafísicas validas em todos planos. Esta ciência
tem sido chamada magia desde que os registros humanos começaram, mas isto
tem sido reservado à círculos especiais, principalmente compostos de altossacerdotes
e altos governantes.
Eles somente conheciam a verdade mas mantinham-la secreta. Eles não somente
estavam completamente cientes com a síntese de sua própria religião mas
também de todas outras. O povo, por outro lado, era ensinado sobre religião
somente através de símbolos. Levou muitos séculos até que fragmentos escassos
desta ciência eram também feitos conhecidos pela humanidade de um modo
velado, como era entendido.
Devido à que a maioria das pessoas não passaram por qualquer treinamento
nestas organizações, eles podiam somente entender estes fragmentos de seu
ponto de vista individual e , em consequência, passar seu conhecimento
incompleto e unilateral. Este é o motivo pelo qual a ciência mágica foi, sem
exagero, permanecendo uma ciência secreta até esta data.
O verdadeiro entendimento destas leis mágicas depende da maturidade espiritual
do indivíduo. Para alcançar esta maturidade um certo pré-treinamento é
absolutamente necessário. O leitor irá consequentemente achar natural que ele
deva ser totalmente familar com a primeira carta de tarô, ao menos até o passo 8,
se ele deseja ter mais sucesso positivo em sua prática da alta magia.
Não há milagres como tal, consequentemente não há nada sobrenatural. Os fatos
e efeitos permanecem obscuros porque as pessoas não são capazes de percebe-los
de primeira mão.
Magia é a ciência que ensina a aplicação prática das leis mais baixas da natureza
até as mais altas leis do espírito. A pessoa que tem a intenção de aprender sobre
magia deve primeiro aprender a entender o funcionamento das leis mais baixas
da natureza de modo a conceber as leis baseadas nela e finalmente (nt: conceber)
as leis mais elevadas.
Dependendo do nível que o leitor tiver alcançado ou das leis com que ele está
lidando no momento, ele pode, para obter uma melhor pesquisa, separar a
ciência mágica em três grupos; ou seja, na ciência mágica inferior, a qual
comprende nas leis da natureza e seu trabalho, funcionando e controlando que
pode, se você desejar, ser chamada de ciência mágica natural.
Adiante, no estágio intermediário de magia compreendendo a operação,
funcionamento e controle das leis universais dentro do homem, o que é o
microcosmo, o pequeno mundo; e finalmente na alta ciência mágica
compreendendo a operação, o funcionamento e o controle das leis do
macrocosmo, i.e. de todo o universo.
Eu já mencionei algumas vezes no meu primeiro livro a analogia pela qual a
baixa, intermediária e alta ciência mágica estão conectadas e também dei uma
completa descrição da operação e funcionamento destes poderes.
A ciência mágica pode ser comparada com o sistema escolar: Baixa magia é
assunto das classes elementares; magia intermediária, a magia do homem, é
ensinada nas escolas secundárias ou técnicas(nt:preparatórias); e a alta magia é
discursada na universidade.
Mas de acordo com a tábua hermética, o axioma universal válido para a magia é
"como acima, assim é embaixo" e vice-versa, é, falando restritamente, não correto
falar em baixa, intermediária e alta magia.
Há realmente uma única magia, e o grau de maturidade com o qual o mago em
questão chegou é a medida para seu desenvolvimento individual. As leis
universais, não importa se aplicadas com más ou boas intenções, sempre
permanecem as mesmas.
A aplicação de uma lei depende do caráter e das intenções do indivíduo. Se o
mago usa seus poderes para bons propósitos, ele pode escolher para sí a
expressão "magia branca"; Se ele usa suas faculdades para maus propósitos ele
pode falar sobre "magia negra"; mas não importando se as ações de um mago são
moralmente boas ou más, elas são trazidas a tona pelas exatas mesmas leis.
O leitor sensível irá sem dúvida ter certeza de que não há uma magia branca ou
negra. Esta diferenciação tem sido trazida ao uso comum por facções misticas e
religiosas, já que eles chamam uma pessoa que eles não gostam de mago negro.
Para dar a você uma comparação estridente, só pense no fato de que seria
igualmente insensível do ponto de vista universal dizer, por exemplo, que a noite
é má e o dia é bom. Uma não pode existir sem a outra e ambos polos tiveram que
vir à existência quando o macrocosmo e o microcosmo foram criados, de modo a
fazer um diferir do outro.
Deus, o criador do universo, não criou nada sujo ou mau. Isto não quer dizer que
o homem deva fazer o bem e o mal. A diferença entre as duas existe para permitir
ao homem descobrir a verdade dos opostos e tornar-se mestre dela.
O verdadeiro mago não irá consequentemente nunca subestimar o negativo, mas
também não o evitará. Ele irá sembre permitir o negativo tome o lugar devido a
ele, e o negativo deve ser tão útil quanto o positivo. Para concluir, o mago nunca
considera as forças negativas como más forças. Ele irá olhar o bem e o mal não
de um ponto de vista religioso, mas de um ponto de vista universal.
Magia é comumente tomada por engano como feitiçaria ou bruxaria; Eu
cosequentemente devo explicar brevemente a diferença entre magia e feitiçaria.
O verdadeiro mago sempre adere às leis universais, ele sabe sobre suas causas e
efeitos e deliberadamente usa estes poderes, aonde um feiticeiro usa poderes cuja
origem ele não conhece, embora ele esteja completamente ciente das
consequências resultantes devido à sua utilização destes poderes; mas ele não
tem idéia sobre as reais conexões porque ele não tem conhecimento das leis
universais.
Ele pode conhecer uma ou duas leis e ter um conhecimento parcial delas, mas ele
não ve as verdadeiras conexões entre a operação, desenvolvimento e
funcionamento destas leis universais, assim como ele não alcançou a maturidade
necessária.
O verdadeiro mago, por outro lado, não desejando ser classificado como um
feiticeiro, nunca fará nada sem ter completo conhecimento sobre o que está
fazendo. Um feiticeiro, também, pode usar isto ou aquilo que está fora de seu
conhecimento da magia com boas ou más inteções, não se importando se usa
poderes positivos ou negativos. Mas ele não tem o direito de chamar a si de mago.
Um charlatão é uma pessoa que tenta enganar outras pessoas. Ele não é um
feiticeiro nem um mago. Ele realmente é, para usar termos comuns, um
fraudador. Charlatães gostam de glorificar-se sobre suas elevadas faculdades
mágicas, as quais, em verdade, eles não possuem, e tentam cercar a sí próprios
com um véu de segredo místico de modo a esconder a sua ignorância.
É esta categoria de pessoas que são responsáveis pelo mau nome que a
verdadeira ciência magica obteve. As características de um verdadeiro mago não
são o segredo nem a pompa externa, bem o contrário.
Ele é modesto e sempre está tentando auxiliar pessoas e explicar às pessoas
maduras os segredos da magia. Naturalmente, ele não dará seus segredos para
pessoas ainda não maduras para eles, de modo a evitar a degradação da ciência
mágica.
Nunca irá o verdadeiro mago demonstrar seu conhecimento da ciência mágica
pelo seu comportamento externo.
Um verdadeiro mago é dificilmente diferente de um cidadão comum, pois ele
sempre tenta adaptar a si mesmo à qualquer outra pessoa, qualquer situação ou
ocasião. Sua autoridade mágica é interna e não necessita de explendor externo.
Há ainda outra variação inferior da magia a ser mencionada, pois é
frequentemente tomada por engano como magia verdadeira, mas não tem nada a
ver com a última. Eu digo a assim chamada arte do ilusionismo. A habilidade
manual do ilusionista e sua capacidade de causar impressões ilusórias nas
pessoas que o assistem o torna apto a copiar alguns fenômenos que o mago
genuíno traz à tona pela aplicação das leis universais.
O fato é que sempre ilusionistas usam a palavra magia para seus truques
suporta novamente a evidência do significado inferior à qual ela afundou. Não é
intencionado dar ao leitor qualquer detalhe de truques de ilusionismo ou truques
de palco. É, entretanto, um fato que o ilusionista não é um feiticeiro nem um
mago, mesmo pensando que ele possa dar a sí mesmo os nomes mais
promissores devido à sua grande habilidade manual.
Neste livro uma síntese será dada do campo da ciência mágica a qual até nossa
era moderna nunca foi revelada: a magia da evocação, desde que este é o campo
de magia que é mais dificil de entender. Da mais antiga era da antiguidade até
nossos tempos modernos centenas de livros tem sido publicados os quais contém
instruções para a invocação de seres, para concluir pactos com o demônio, e
assim por diante. Mas nenhum destes livros foi capaz de comunicar aos seus
leitores o conhecimento autêntico, nem de assegura-los sucesso na aplicação
prática do ensino, embora tenha acontecido algumas vezes que certos indivíduos,
devido a sua disposição herdada e sua maturidade, tem tido sucesso.
O mago autêntico que quer ficar longe dos problemas da evocação mágica não
necessita temer ter apenas sucesso parcial ou nenhum sucesso de qualquer
modo. Ele logo irá convencer-se que com a síntese da magia da evocação dada
aqui ele estará capacitado a levar adiante uma evocação com sucesso.
As outras categorias de magia, como por exemplo a magia das múmias, magia da
simpatia, encantamentos através de meios simpáticos não serão tratadas neste
livro, pois estes campos serão facilmente explorados pelo mago por sí próprio,
devendo ele estar interessado neles. Instruções neste respeito podem ser
encontradas nos livros comuns lidando com tais assuntos.

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terça-feira, 4 de setembro de 2007

A Tríplice Muralha Druídica (em “Símbolos da Ciência Sagrada”), de René Guénon

O Sr. Paul Le Cour assinalou na revista Atlantis, de julho-agosto de 1928, um curioso símbolo
traçado sobre uma pedra druídica descoberta por volta de 1800, em Suèvres (Loir-et-Cher), e que havia sido
anteriormente estudada pelo Sr. E.-C. Florance, presidente da Sociedade de História Natural. e Antropologia
de Loir-et-Cher. Este último pensa que a localidade em que foi encontrada essa pedra poderia ter sido o lugar
da reunião anual dos druidas, situado, segundo César, nos confins do país dos Carnutos2. Sua atenção foi
atraída pelo fato de que o mesmo signo encontra-se num sinete de oculista galo-romano, encontrado por volta
de 1870, em Villefranche-sur-Cher (Loir-et-Cher), e lança a idéia de que poderia representar uma tríplice
muralha sagrada. Esse símbolo, de fato, é formado por três quadrados concêntricos, ligados entre si por quatro
linhas em ângulo reto

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A Shekinah e Metraton (em “O Rei do Mundo”), de René Guénon

Alguns espíritos tímidos e cuja compreensão se encontra estranhamente limitada por idéias
preconcebidas, assustaram-se com a designação de “Rei do Mundo”, que aproximaram da de
“Princeps Hujus Mundi”, de que se trata no Evangelho. É sabido que tal assimilação é
completamente errônea e desprovida de fundamento. Para afastá-la, poderíamos limitar-nos a notar
simplesmente que este título de “Rei do Mundo”, em hebreu e em árabe, é aplicado vulgarmente ao
próprio Deus1. No entanto, como pode haver aqui algumas observações interessantes, consideremos
a este propósito as teorias da Qabalah hebraica relativas aos “intermediários celestes”, teorias que,
por outro lado, tem uma relação direta com o tema principal do presente estudo.
Os “intermediários celestes”, de que se trata aqui, são a “Shekinah” e “Metraton”. E
diremos em primeiro lugar que, no sentido mais geral, a “Shekinah” é a “presença real” da
Divindade. Deve notar-se que as passagens da Escritura onde se faz muito especialmente menção
disso, são sobretudo aquelas em que se trata da instituição de um centro espiritual: a construção do
Tabernáculo, a edificação dos Templos de Salomão e de Zorobabel2. Tal centro, constituído em
condições regularmente definidas, devia ser efetivamente o lugar da manifestação divina, sempre
representada como “Luz”; e é curioso observar que a expressão “lugar mais iluminado e mais
regular” que a Maçonaria tem conservado, parece ser uma recordação da antiga ciência sacerdotal,
que presidia à construção dos templos e que, de resto, não era particular dos Judeus. Não temos de
entrar no desenvolvimento da teoria das “influências espirituais” (preferimos esta expressão à
palavra “bençãos” para traduzir o hebreu berakoth, tanto mais que é este o sentido que tem
conservado, bem claramente, em árabe a palavra barakah). Mas mesmo cingindo-se a encarar as
coisas, debaixo desse único ponto de vista, seria possível explicar a frase de Elias Levita, a que se
refere Mr. Vulliaud, na sua obra “A Qabalah Judaica”: - “Os mestres da Qabalah tem grandes
segredos acerca desse assunto”.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

A Idéia de Centro nas Tradições Antigas (em “Símbolos da Ciência Sagrada”), de René Guénon

Já tivemos ocasião de nos referir ao “Centro do Mundo” e aos diversos símbolos que o
representam. Devemos voltar agora a essa idéia de Centro, que tem a maior importância em todas as
tradições antigas, e indicar algumas de suas principais significações. Para os modernos, de fato, essa
idéia não mais evoca de imediato tudo aquilo que evocava para os antigos. Aí, como em tudo o mais
que se refere ao simbolismo, muitas coisas foram esquecidas e certos modos de pensar parecem terse
tornado totalmente estranhos à grande maioria de nossos contemporâneos. Cabe portanto insistir
sobre isso, em particular porque a incompreensão é geral e completa a esse respeito.
O Centro é, antes de tudo, a origem, o ponto de partida de todas as coisas; é o ponto
principal, sem forma e sem dimensões, portanto invisível, e, por conseguinte, a única imagem que
se pode atribuir à Unidade primordial. Dele, por sua irradiação, todas as coisas são produzidas, do
mesmo modo que a Unidade gera todos os números, sem que sua essência seja por isso modificada
ou alterada de alguma forma. Há, aí, um perfeito paralelismo entre dois modos de expressão: o
simbolismo geométrico e o simbolismo numérico, de tal modo que se pode empregá-los
indiferentemente e passar-se de um a outro da maneira mais natural. É preciso não esquecer,
contudo, que em ambos os casos estamos lidando sempre com símbolos: a unidade aritmética não é
a Unidade metafísica; trata-se apenas de uma representação, embora nada tenha de arbitrária, pois
existe entre elas uma relação analógica real. E é essa relação que permite transpor a idéia da
Unidade além do domínio da quantidade, à ordem transcendental.

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quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Diálogo Entre Uma Alma Iluminada E Outra Em Busca Da Iluminação, de Jacob Boheme / Jakob Böhme / Jacob Boehme, Jakob Boehme, Jacob Böhme, Jakob Böehme

COMO UMA ILUMINADA DEVE BUSCAR OUTRA E CONSOLÁ-LA, LEVANDO-A, POR SEU CONHECIMENTO, ÁS SENDAS DA PEREGRINAÇÃO DE CRISTO, ADVERTINDO-A LEALMENTE DO ESPINHOSO CAMINHO DO MUNDO, NO QUAL CAMINHA A ALMA CAÍDA, QUE CONDUZ AO ABISMO OU FOSSA DO INFERNO.

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