TRECHO:
Prefácio
Contemplando a mente do homem primitivo, quando
nada elaborado ali havia, sem uma consciência madura
de seu próprio ego1, mesmo assim, é possível constatar a
existência de um elemento que o impulsionava, além da
necessidade de sobrevivência. Naquela mente, detentora
de pouquíssimos e rudimentares elementos conscientes,
com um escasso repertório de habilidades intelectivas para
a compreensão de si mesmo, também se encontra uma
marca indelével – seu, até então, inconsciente desejo de
buscar-se, de entender-se e sua própria ânsia de viver. Não
sabe ele que, um dia, essa busca se tornará consciente e
contará com a condução da religião formal. Sua mente,
apta a captar a realidade, inicialmente atenderá aquele impulso
primal construindo tão somente imagens, para depois,
quando possuir novos implementos intelectivos,
elaborá-las no formato de conceitos. Encerrado num corpo,
limitado por condições inerentes à sua evolução, ali se
encontra o espírito no início de mais um ciclo existencial.
Mesmo enclausurado, não está à deriva, pois conta com
estruturas psíquicas (arquétipos) que o conduzirão naturalmente
ao encontro mágico e especial consigo mesmo.
1 Alguns termos de origem psicológica podem ter seu significado melhor
compreendido ao final do livro, no Glossário.
Será longa, laboriosa e proveitosa a jornada,
permeada por incontáveis desafios e imprevisíveis experiências,
as quais, aqueles que lêem estas páginas já entenderam
a importância de tê-las vivido. O espírito fará
sua jornada como um herói que se lança ao objetivo sem
que tenha a consciência plena de tudo que enfrentará. Do
início da jornada, desde que adquiriu a consciência humana,
até os dias de hoje, por conta de inúmeras e
incontáveis experiências, reforçou sua estrutura psíquica,
tornando-a apta a novos desafios. Sua organização
mental já o permite escolher, renunciar, ousar e compreender
melhor os desígnios divinos. Já não se encontra
mais na infância, muito embora ainda se perceba em atitudes
imaturas e inconseqüentes.
Nessa jornada, que é vivida dia após dia, ainda se
descobrirá projetado no que acreditava ser Deus, para, só
depois que amadurecer no sacrifício do trabalho humano,
perceber-se como sendo a própria natureza divina se
realizando.
As experiências religiosas ligadas ao sagrado se
tornam, ao longo da jornada, forjadoras de importantes
paradigmas para a compreensão de sua natureza como
espírito e também para o entendimento do que supõe ser
Deus. Serão aquelas experiências que lhe fornecerão os
dispositivos psíquicos capazes de lhe fazer assumir quem
é o espírito em si mesmo. Nesse sentido, as crenças religiosas
e seus cultos, nos quais vivenciou a fé e o contato
com o sagrado, deram-lhe as bases para a construção de
uma psiquê saudável. Enquanto no corpo, vive experiências
de contato com as forças divinas consideradas instintivas;
fora dele, realiza sua dimensão espiritual transcendente.
Em ambas apreende os princípios das leis de
Deus, fundamentais para novos cometimentos.
No percurso, apega-se a valores que acredita superiores,
negocia favores considerados divinos, cria sistemas
internos de proteção que, em sua maioria, ao invés
de libertá-lo, aprisiona-o. Consolida uma fé que terá de
rever mais tarde. Enrijece sua mente com dogmas oriundos
de crenças pueris, tendo depois que flexibilizá-la para
prosseguir em seu processo de iluminação pessoal.
O ser humano de hoje, mesmo depois de milênios
de evolução, ainda se assemelha ao primitivo, pois cambaleia
na direção de Deus, tateando no escuro de suas
próprias fantasias religiosas. Ainda reza para Deus e ajoelha-
se diante da matéria. Não entende que a divindade
não se opõe à matéria, pois a grande dialética é ele mesmo
e Deus, Deus e Espírito, aparentes opostos que necessitam
de conciliação na psiquê consciente.
O ser humano é o mesmo espírito que vem, há milênios,
buscando se encontrar. Seu olhar ainda não é completo.
Seu instrumento para isso, o ego, ainda não está
totalmente maduro. Muitos fatores interferem em sua percepção.
Ele ainda não aprendeu que não precisa ver tudo,
mas apenas o essencial. Deve entender que, para conhecer
as coisas, é preciso dar a volta sobre si mesmo, olhando
para seu próprio mundo interior. Não percebe, em sua
momentânea cegueira, que Deus se escondeu em seu inconsciente.
Acumula muita coisa no seu egoísmo e orgulho
em excesso. Chegará um tempo em que estará pronto
para encontrar e perceber a divindade.
Um dia, quando liberto de seus próprios medos e
preconceitos, tecidos pela ignorância em relação ao divino
e a si mesmo, alcançará a liberdade de pensar uma
Religião Pessoal. O caminho será longo, mas extremamente
valioso para si mesmo. Quando então iniciar seu
processo de vivência da Religião Pessoal, sofrerá reveses
por conta das próprias armadilhas que criou, medroso de
se perder nos labirintos complexos de sua psiquê religiosa.
E os reveses acontecerão por conta, principalmente,
do desejo infantil de salvar-se de algo que idealizou como
sendo uma tragédia. Inconscientemente acredita que um
grande perigo o ameaça e que o levará a ser banido eternamente.
Teme o que ele próprio construiu. Sua mente
ainda está estruturada na dialética bem x mal. Teme o
abandono divino, qual criança apegada à mãe, temendo
perder-se dela.
Uma vez iniciada a jornada, não haverá retorno. O
caminho é inexorável, ao encontro de si mesmo e da máxima
possibilidade de comunhão com Deus. Descobrirá
que a atitude religiosa é o íntimo e mais profundo encontro
com os limites da essência humana, percebendo que o
sentimento religioso lhe permitirá superar as fronteiras
do humano, tocando o divino.
Convido o leitor a fazer a jornada da religião formal
à Religião Pessoal, sem receio de se perder de si
mesmo. Ao contrário, ao encontro de sua verdadeira essência
– a espiritual. Não preconizo uma nova religião,
nem seita moderna, nem culto diferente, mas simples conexão,
no sentido de íntima ligação, do humano com o
divino, sem as regras inconscientemente estabelecidas
desde a infância da humanidade.
Este livro apresenta algumas reflexões para a construção
de uma Religião Pessoal. O seu título não sugere a
constituição de uma religião egoísta nem tampouco o desrespeito
às existentes. É apenas uma proposta pessoal para
a internalização daquilo que o sagrado tem a revelar. A
Religião Pessoal é aquela adotada por cada pessoa, na
vivência do arquétipo do sagrado, visando sua conexão mais
profunda com o princípio Criador da existência humana.
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Livro de Tradição: Eutanatos
Desde práticas necróticas na India Antiga até as modernas rodas da fortuna, os Eutanatos percorrem todos os lugares onde o destino está pendurado na balança. Auto-intitulados juízes e carrascos, os Eutanatos buscam manter a harmonia no ciclo do cosmos.Mas quem os julga e no que realmente consistem suas responsabilidades? Apenas o equilíbrio mais diligente pode manter à distância os abismos da loucura e da morte.
Finalmente, um panorama revisado das Tradições para Mago: A Ascensão. Com material completamente novo abordando a história, as práticas, as crenças, regras especiais para personagens e mais.
Confira os novos papéis no alvorecer do Acerto de Contas e os poderes e segredos ocultos das Tradições sobreviventes. Faça o download do Livro de Tradição: Eutanatos clicando abaixo
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O Tigre Branco
Sinopse: O Tigre Branco" arrebatou por unanimidade o Man Prémio Booker Prize de 2008, um dos mais prestigiados galardões literários a nível mundial. Ainda antes da sua nomeação para o prémio, era já apontado como um dos melhores romances do ano e Aravind Adiga como uma grande revelação e um extraordinário romancista. Romance de estreia, entrou de imediato nas preferências dos críticos, que o classificaram como "uma estreia brilhante e extraordinária". O livro revela uma Índia ainda muito pouco explorada pela ficção, a Índia negra, violenta e exuberante das desigualdades socioculturais. Toda a obra é uma longa carta dirigida ao primeiro-ministro chinês, escrita ao longo de sete noites. O autor da carta apresenta-se como o tigre branco do título, e auto-denomina-se um "empreendedor social". Descrevendo a sua notável ascensão de pobre aldeão a empresário e empreendedor social, o autor da carta, Balram, acaba por fazer uma denúncia mordaz das injustiças e peculiaridades da sociedade indiana. Fica assim feito o retrato de uma sociedade brutal, impiedosa, em que as injustiças se perpetuam geração após geração, como uma ladainha que se entoa incessantemente ao ritmo de uma roda de orações. São muito poucos os animais que conseguem abrir um buraco na vedação e escapar ao destino do cárcere eterno. O Tigre Branco é um deles.Estava como imensas expectativas sobre este livro, fiquei curioso por ter vencido o Man Booker Prize 2008, e, posso dizer as expectativas que eram altas foram, positivamente, ultrapassadas.
“O Tigre Branco” é daqueles livros que funcionam como um verdadeiro “murro no estômago”, tal é a sua dureza cínica exposta nas suas páginas tão intensas, tão duras e, ao mesmo tempo, tão reais.
A história gira à volta de um “empresário” que, em 7 noites, escreve uma carta ao primeiro-ministro da China, contando-lhe, pormenorizadamente, como é que conseguiu descobrir o caminho para o seu sucesso, através do seu instinto como predador, ao jeito de um tigre branco. Um homem que saiu da Escuridão, o sítio dos pobres.
Escrito de forma dura, cruel, directa, exercendo sobre o leitor um intenso poder, enfeitiçando-o com tiradas cruas dum imenso humor negro, é um livro que incomoda quem lê, tal é a realidade com que deparamos.
Extremamente bem escrito, consegue até ser surpreendente a forma, tanto divertida como cínica, como a personagem fala de si, e de como conseguiu subir na vida, desafiando o primeiro-ministro, não tendo medo de expor o seu mal. Ficamos a pensar se quase ele não foi obrigado, pela sociedade, a ser vilão, sabendo jogar manobrar à sua maneira as regras de um jogo sujo para ser o vencedor.
Fala duma Índia que não conhecemos, daquela Índia que não vem nos guias de turismo, mas concluímos que essa Índia até poderá estar bem perto de nós, basta estarmos atentos.
Concluindo, “ O Tigre Branco” é um poderoso retrato da escuridão da vida.
9/10 - Excelente
“O Tigre Branco” é daqueles livros que funcionam como um verdadeiro “murro no estômago”, tal é a sua dureza cínica exposta nas suas páginas tão intensas, tão duras e, ao mesmo tempo, tão reais.
A história gira à volta de um “empresário” que, em 7 noites, escreve uma carta ao primeiro-ministro da China, contando-lhe, pormenorizadamente, como é que conseguiu descobrir o caminho para o seu sucesso, através do seu instinto como predador, ao jeito de um tigre branco. Um homem que saiu da Escuridão, o sítio dos pobres.
Escrito de forma dura, cruel, directa, exercendo sobre o leitor um intenso poder, enfeitiçando-o com tiradas cruas dum imenso humor negro, é um livro que incomoda quem lê, tal é a realidade com que deparamos.
Extremamente bem escrito, consegue até ser surpreendente a forma, tanto divertida como cínica, como a personagem fala de si, e de como conseguiu subir na vida, desafiando o primeiro-ministro, não tendo medo de expor o seu mal. Ficamos a pensar se quase ele não foi obrigado, pela sociedade, a ser vilão, sabendo jogar manobrar à sua maneira as regras de um jogo sujo para ser o vencedor.
Fala duma Índia que não conhecemos, daquela Índia que não vem nos guias de turismo, mas concluímos que essa Índia até poderá estar bem perto de nós, basta estarmos atentos.
Concluindo, “ O Tigre Branco” é um poderoso retrato da escuridão da vida.
9/10 - Excelente
Magia das Runas, de V. M. Samael Aun Weor
TRECHO:
BREVE APRESENTAÇÃO
Caro Buscador gnóstico esoterista, esta obra que você lerá a partir de agora não é mais um manual de
esoterismo ou um livro cheio de termos e idéias vagas e subjetivas. A cada página lida, relida e
meditada profundamente e, acima de tudo, vivenciada, encontramos um hálito de Eternidade. Ali
encontramos as experiências de um Mestre verdadeiro, de um Alto Iniciado autêntico. De um ser que
viveu na face desta terra desde há muitos milhões de anos e que, por amor a nós, seres humanos que
sobrevivemos às vezes unicamente por sorte ou por piedade da Divindade. Aqui encontram−se
mesclados harmoniosamente ensinamentos sobre as tradições míticas greco−romanas, experiências
internas de Samael Aun Weor nos Mundos Internos, e também, profundas explicações acerca do
alfabeto mágico mais antigo do mundo, o Alfabeto Rúnico.
Este alfabeto, ou Dança Mágica, é um compêndio de letras, de Magia, Teurgia, Ciência Cósmica e
Psicologia Profunda. Esta arma gnóstica será o alfabeto do futuro, será praticado na futura Idade de
Ouro da Era de Aquário, onde as Forças Superiores, as luminosas Energias das estrelas, descerão
copiosamente sobre toda a humanidade desta época. Cada habitante da futura Terra aquariana sentirá
em seu corpo e em sua alma as poderosas irradiações cósmicas passarem por seu corpo, assim como
uma gigantesca corrente elétrica passa por um cabo,
Essa divina energia cósmica das estrelas é um presente dos Deuses Misteriosos que guardam a vida
em todas as esferas de vida. Se é um presente para toda a humanidade, então, por que não a sentimos
em nosso diário viver? Por que nossos hábitos, nossos sentidos, nossos sistema nervoso, não
manifestam essa força da Consciência Cósmica???
A resposta é simples. Não estamos preparados para ser feliz, não estamos preparados para deixar de
ser infelizes, não sabemos como encarnar a energia divina que está à nossa espera para transformar e
transmutar radicalmente nossa vida. Todos os nossos hábitos, atitudes, pensamentos, sentimentos
etc., são inconscientes, são mecânicos, negativos até... É com muita razão que o Venerável Mestre
Samael Aun Weor afirma que nós estamos hipnotizados, adormecidos e egoistizados (negativos).
Os fundamentos e a finalidade dos ensinamentos gnósticos é fazer o indivíduo “desaprender”, no
sentido de limpar−nos e reequilibrar−nos psicológica e energeticamente.
Com esta Mensagem de Natal, com estes ensinamentos crísticos entregues por Samael, aprendemos
mais uma poderosa arma que nos auxiliará a atrair as poderosas forças de nosso Ser Interior, que
despertarão nossa Consciência Interior que, como uma Bela Adormecida, espera ansiosamente o
divino beijo que virá de nosso Amado Eterno (Deus). Esse beijo, o que é, senão o auxílio direto das
forças superiores que nos auxiliarão nesse despertar rumo à Divindade Interna???
Estamos entregando ao público de língua portuguesa mais um título desta série de Mensagens que o
Mestre Samael dava em divulgação no final de cada ano durante a celebração do Natal junto aos seus
discípulos.
As primeiras Mensagens de Natal eram muito pequenas em tamanho; elas possuíam somente
algumas páginas. E, com o tempo e com o crescimento do Ser Interno de Samael, inúmeras obras de
maior porte iam surgindo paralelamente a esse crescimento interior de Samael.Tanto impacto
causavam que a cada ano as páginas dessas obras iam aumentando, até se tornarem livros de grandes
quantidades de páginas. Até que em fins de 1972 que se editaria um livro sem precedentes, intitulado
As Três Montanhas, também ele uma Mensagem de Natal, mas já longe do formato dos antigos
livretos. Porém, todos os temas colocados nesta série de Mensagens de Natal, como sublimes e belas
pérolas de sabedoria, vieram a constituir um extraordinário colar do Conhecimento Divino.
O assunto em foco nesta Mensagem, escrita em fins de 1969 – a magia das runas – é mais uma
pérola desse magnífico colar. Só o fato de penetrarmos na profunda compreensão de semelhante
conhecimento já nos torna conhecedores do Segredo dos Sábios.
Cabe a nós, agora, apreciar e aproveitar, a cada dia de nossas curtas vidas, estes ensinamentos
entregues pelo poderoso Avatar Aquariano e Patriarca Único das Instituições Gnósticas, e agradecer
a Deus por Sua misericórdia em no−la ofertar!!!
BREVE APRESENTAÇÃO
Caro Buscador gnóstico esoterista, esta obra que você lerá a partir de agora não é mais um manual de
esoterismo ou um livro cheio de termos e idéias vagas e subjetivas. A cada página lida, relida e
meditada profundamente e, acima de tudo, vivenciada, encontramos um hálito de Eternidade. Ali
encontramos as experiências de um Mestre verdadeiro, de um Alto Iniciado autêntico. De um ser que
viveu na face desta terra desde há muitos milhões de anos e que, por amor a nós, seres humanos que
sobrevivemos às vezes unicamente por sorte ou por piedade da Divindade. Aqui encontram−se
mesclados harmoniosamente ensinamentos sobre as tradições míticas greco−romanas, experiências
internas de Samael Aun Weor nos Mundos Internos, e também, profundas explicações acerca do
alfabeto mágico mais antigo do mundo, o Alfabeto Rúnico.
Este alfabeto, ou Dança Mágica, é um compêndio de letras, de Magia, Teurgia, Ciência Cósmica e
Psicologia Profunda. Esta arma gnóstica será o alfabeto do futuro, será praticado na futura Idade de
Ouro da Era de Aquário, onde as Forças Superiores, as luminosas Energias das estrelas, descerão
copiosamente sobre toda a humanidade desta época. Cada habitante da futura Terra aquariana sentirá
em seu corpo e em sua alma as poderosas irradiações cósmicas passarem por seu corpo, assim como
uma gigantesca corrente elétrica passa por um cabo,
Essa divina energia cósmica das estrelas é um presente dos Deuses Misteriosos que guardam a vida
em todas as esferas de vida. Se é um presente para toda a humanidade, então, por que não a sentimos
em nosso diário viver? Por que nossos hábitos, nossos sentidos, nossos sistema nervoso, não
manifestam essa força da Consciência Cósmica???
A resposta é simples. Não estamos preparados para ser feliz, não estamos preparados para deixar de
ser infelizes, não sabemos como encarnar a energia divina que está à nossa espera para transformar e
transmutar radicalmente nossa vida. Todos os nossos hábitos, atitudes, pensamentos, sentimentos
etc., são inconscientes, são mecânicos, negativos até... É com muita razão que o Venerável Mestre
Samael Aun Weor afirma que nós estamos hipnotizados, adormecidos e egoistizados (negativos).
Os fundamentos e a finalidade dos ensinamentos gnósticos é fazer o indivíduo “desaprender”, no
sentido de limpar−nos e reequilibrar−nos psicológica e energeticamente.
Com esta Mensagem de Natal, com estes ensinamentos crísticos entregues por Samael, aprendemos
mais uma poderosa arma que nos auxiliará a atrair as poderosas forças de nosso Ser Interior, que
despertarão nossa Consciência Interior que, como uma Bela Adormecida, espera ansiosamente o
divino beijo que virá de nosso Amado Eterno (Deus). Esse beijo, o que é, senão o auxílio direto das
forças superiores que nos auxiliarão nesse despertar rumo à Divindade Interna???
Estamos entregando ao público de língua portuguesa mais um título desta série de Mensagens que o
Mestre Samael dava em divulgação no final de cada ano durante a celebração do Natal junto aos seus
discípulos.
As primeiras Mensagens de Natal eram muito pequenas em tamanho; elas possuíam somente
algumas páginas. E, com o tempo e com o crescimento do Ser Interno de Samael, inúmeras obras de
maior porte iam surgindo paralelamente a esse crescimento interior de Samael.Tanto impacto
causavam que a cada ano as páginas dessas obras iam aumentando, até se tornarem livros de grandes
quantidades de páginas. Até que em fins de 1972 que se editaria um livro sem precedentes, intitulado
As Três Montanhas, também ele uma Mensagem de Natal, mas já longe do formato dos antigos
livretos. Porém, todos os temas colocados nesta série de Mensagens de Natal, como sublimes e belas
pérolas de sabedoria, vieram a constituir um extraordinário colar do Conhecimento Divino.
O assunto em foco nesta Mensagem, escrita em fins de 1969 – a magia das runas – é mais uma
pérola desse magnífico colar. Só o fato de penetrarmos na profunda compreensão de semelhante
conhecimento já nos torna conhecedores do Segredo dos Sábios.
Cabe a nós, agora, apreciar e aproveitar, a cada dia de nossas curtas vidas, estes ensinamentos
entregues pelo poderoso Avatar Aquariano e Patriarca Único das Instituições Gnósticas, e agradecer
a Deus por Sua misericórdia em no−la ofertar!!!
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As Esquinas do Tempo
Antes de deixar a minha opinião, aqui deixo os dois excertos que achei lindos, a maneira como estão escritos, como as palavras fluem sem haver muitos pontos finais, a simplicidade cheio de doçura, a poesia escondida na prosa:
“Mariana teve a noção exacta daquele momento mágico. Mesmo que quisesse não conseguia falar. Ele continuava a esculpi-la com as suas mãos de artista, machadas do seu ofício, tão doces, tão suaves, tão carregadas da imensa energia de ternura. Ela deixava-o fazer. Primeiro tinha os olhos abertos, depois fechou-os para o sentir melhor. Gemia de vez em quando, pequenos gemidos de entrega absoluta, mas era muito cedo, Inácio pensava demorar-se infinitamente naquele reconhecimento do seu território: o rosto, o pescoço, os ombros, os braços, o peito. O maravilhoso peito, sentido com a ponta dos dedos, os mamilos que se crispavam, ai, as dulcíssimas linhas do ventre. Que dizer daquele umbigo, tão fechadinho como uma rosa em botão. E logo a seguir a mancha escura do seu corpo, tapando a entrada das delícias pelas coxas unidas, era assim que ele queria, apalpou-lhe as pernas, fortes por montar a cavalo, os músculos desenvolvidos, e os pés, quentes, lindos, perfeitos, que não se conteve e beijou e começou a sua peregrinação de beijos em sentido contrário, agora as pernas, agora as coxas, o sexo, a barriga, o umbigo, a pele macia e fresca que se seguia até ao peito, ah, agora sim, a sua boca sentia a doçura daquele peito de virgem e logo o pescoço, as orelhas e, lentamente o rosto e a boca. Eram beijos serenos, naquele boca dos seus mais íntimos desejos, fê-la virar, e começo a descida pelas costas musculadas, abençoado cavalo, que assim esculpira a sua amada, o rabinho duro, pequeno, torneado, e de novo a virou e a sua boca estava no lugar certo, e agora não havia como não a beijar, ai, ai, dizia ela e, devagar, foi-se erguendo sobre aquele corpo de maravilha, só seu, e a sua Mariana que todos diziam arrapazada, recebeu-o na sua feminilidade total, gritou de alegria, procurou-lhe a boca, e abraçada a ele como uma náufraga, desfaleceu de prazer. "– pág 175
"É o vento que perpassa nas copas das laranjeiras, que vem do mar e traz as gaivotas. É o vento que faz oscilar as minhas cortinas, que se insinua como um segredo por entre os arbustos do jardim. É o vento que me conta histórias antigas, antigas como se fosse uma criança que não quisesse dormir. Não o ouves? Não. É o vento que sopra só para mim. É o vento manso, doce, da loucura, que me invade lentamente e me deixa à mercê dos seus dedos de nuvem, tão suaves e meigos. " – pag. 199
Foi o primeiro livro que li da Rosa Lobato de Faria. Dantes, estava com o pé atrás, desconfiada, incerta, mas lá peguei o livro para matar a dúvida e passar a ter certeza de uma vez por todas. Para ver se gosto ou não. Há que experimentar, aliás esta escritora é bastante falada e estimada entre as leitoras femininas (E os masculinos? Não sei.)
E surpreendeu-me! Deixei-me levar pela corrente da escrita e cheguei ao fim, podendo finalmente respirar-me.
É uma história diferente, com um toque de fantasia, em que uma mulher – a personagem principal – do sec. XXI recua ao passado, no inicio do sec XX, em 1908. Não é através da máquina do tempo ou algo assim. É outra coisa, "as esquinas do tempo". E aí podemos ver as diferenças daquele tempo e do agora. É fácil adivinhar, claro, toda a gente está informada, mas a história fala de famílias, de dramas, de amor. Contada com uma escrita muito própria da Rosa Lobato de Faria. Palavras flutuantes mas pesadas que as podemos sentir, palavras musicais que nos fazem embalar ou sorrir, palavras que até chegam a sangrar no papel como o caso da violência doméstica.
Mas, confesso, ao princípio achei um pouco confuso, em relação a duas Margaridas que se encontravam no mesmo ano temporal, mas em dois sítios diferentes: a Casa de Azenha e o Convento. Só comecei a perceber já a meio do livro…
Irei ler mais livros desta escritora, está garantido.
Classificação: 4/5
O Tigre Branco
O Tigre Branco é o romance de estreia Aravind Adiga, autor indiano, que ganhou em 2008 o Man Booker Prize.Este livro é uma brilhante sátira ao universo indiano, no qual o autor através da sua personagem principal – um jovem indiano de nome Balram – escreve uma carta ao primeiro-ministro chinês descrevendo a sua vida desde a sua miserável meninice até ao momento em que se torna um empresário de sucesso da cidade de Bangalore.
Esta obra é deliciosa. A escrita é simples, sem rodeios e de um realismo brutal, capaz de descrever minuciosamente – sem ser de maneira nenhuma entediante – a vida de um jovem indiano de uma casta baixa que sobe a pulso na vida até atingir o sucesso.
A Índia é um país continental. Entre os seus mil milhões de habitante existem profundas desigualdades sociais impostas por um sistema de castas que tem sido objecto de profícua literatura.
Para nós, ocidentais, é-nos difícil compreender a realidade pintada por Adiga e outros autores que escrevem sobre esta temática, mas ao mesmo tempo que assumimos a dificuldade devido às intrínsecas diferenças culturais, não conseguimos deixar também de nos sentir fascinados por um mundo que ainda hoje é mágico.
Ficámos muito bem impressionados pelo estilo de Adiga. É um primeiro romance de um nível bastante elevado. Naturalmente que aconselhamos vivamente a leitura desta obra.
Se isso não é uma caixa... é o quê?
Ano passado ficamos loucos quando descobrimos NOT A BOX (Antoinette Portis) na estante da livraria. Sem hesitação, ele veio correndo aqui para casa. Um livro perfeito para brincar com a imaginação do leitor, que participa de um jogo simbólico onde o que aparece não corresponde exatamente à realidade. Ótimo para mediação. Aliás, já rabalhamos com ele no projeto (veja aqui). Ontem, buscando fontes para um novo trabalho, encontrei o tal livro adaptado para vídeo. Reproduzo-o abaixo para que tenham uma idéia da delícia contida no livro. Por aqui, só importado. Mas vale apenas pedir no site da livraria cultura ou direto no amazon.Outras dicas de livros nesta linha do jogo simbólico: MARIETA (Julieta Raimunda da Selva Amazônica da Silva e Souza) da Mariana Massarani, editado pela Manati; LILI, PEDRO E O PEIXE CAÇADOR DE TESOUROS (Angelika Glitz, Brinque Book). O genial Maurice Sendak escreveu e ilusrou um clássico do gênero que, em breve, estará nas telas de cinema, chamado WERE THE WILD THINGS ARE (veja aqui e aqui), mas este, também, só importado. That`s all, folks.
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