terça-feira, 29 de maio de 2007

Feira do Livro, pois claro!


Apesar da azáfama, já rumámos à Feira do Livro. A ansiedade é sempre enorme nos dias que antecedem a abertura, e o facto de não podermos cozinhar serviu de pretexto para visitarmos o certame logo no primeiro dia, que este ano não tem restaurante de apoio, mas uma bela roulotte de cachorros e hamburgueres (desde já aprovados).
O Nuno, no Extratexto, tece um comentário crítico à ausência de cobertura jornalística da Feira do Livro. Estou de acordo. Mas por outro lado, agrada-me mais que a Feira do Livro possa voltar a ser aquilo que sempre foi: um encontro de muitos livros, muitas surpresas, muitas procuras, muito entusiasmo. É mais honesto. Tudo o que se gerou em torno da Feira, com a programação do ano passado, em nada ajudou o livro e a relação especial que este objecto deve ter com cada potencial leitor.
É certo que os diversos poderes querem acabar com a Feira, descaracterizá-la, manipular a opinião pública com chavões e falácias. Mas é igualmente certo que quem gosta da Feira, gosta dela porque sim, como se gosta de uma pessoa ou uma data. Porque gosta de livros, porque se relaciona com o espaço de forma afectiva, porque lá reencontra memórias. E, embora aqueles que o sentem estejam sempre na iminência de perder tudo isto, o mais triste é nunca o ter vivido ou sentido. Começo a estar cansada de falsas estratégias de promoção que visam enganar aqueles que realmente levam a Feira a sério. Por isso partilho o meu entusiasmo, que é o que nos move.

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