quinta-feira, 19 de março de 2009

A Grande Rebelião, de Samael Aun Weor

TRECHO:
A Vida
Ainda que pareça incrível, é muito certo e de toda verdade que esta tão
cacarejada civilização moderna é espantosamente feia; não reúne as
características transcendentais do sentido estético; está desprovida de beleza
interior.
É muito o que presumimos com estes horripilantes edifícios de sempre, que
parecem verdadeiras ratoeiras.
O mundo tornou-se tremendamente tedioso; as mesmas ruas de sempre e
os prédios horripilantes por onde quer que se vá.
Tudo isto virou rotina, no Norte e no Sul, no Leste e no Oeste do mundo.
É o mesmo uniforme de sempre: horripilante, nauseante, estéril.
Modernismo! - Exclamam as multidões.
Parecemos verdadeiros pavões vaidosos com o traje que vestimos e com os
sapatos muito brilhantes, ainda que por toda parte circulem milhões de
infelizes famintos, desnutridos, miseráveis.
A simplicidade e a beleza natural, espontânea, ingênua, desprovida de
artifícios e pinturas vaidosas, desapareceu no sexo feminino. Agora somos
modernos! Assim é a vida.
As pessoas tornaram-se espantosamente cruéis, a caridade esfriou e já
ninguém se apieda de ninguém.
As vitrines ou mostruários das luxuosas lojas resplandecem com luxuosas
mercadorias que, definitivamente, estão fora do alcance dos infelizes.
E só o que podem fazer os párias da vida é contemplar sedas e jóias,
perfumes em luxuosos frascos e guarda-chuvas para tempestades. Ver sem
poder tocar, suplício semelhante ao do Tântalo.
As pessoas destes tempos modernos tornaram-se demasiado grosseiras. O
perfume da amizade e a fragrância da sinceridade desapareceram
radicalmente.
As multidões gemem sobrecarregadas de impostos. Todo mundo está com
problemas; nos devem e devemos; nos ajuízam e não temos com que pagar;
as preocupações despedaçam cérebros; ninguém vive tranquilo.
Os burocratas, com a curva da felicidade na barriga e um bom charuto na
boca, no qual psicologicamente se apóiam, jogam malabarismos políticos
com a mente, sem dar a mínima para a dor dos povos.
Ninguém é feliz por estes tempos, menos ainda a classe média que se
encontra entre a espada e a parede.
Ricos e pobres, crentes e descrentes, comerciantes e mendigos, sapateiros e
funileiros, vivem porque têm que viver; afogam em vinho suas torturas e até
se convertem em drogados para escapar de si mesmos.
As pessoas tornaram-se maliciosas, receosas, desconfiadas, astutas,
perversas, já ninguém confia em ninguém. Diariamente, inventam-se novas
condições, certificados, papelada de todo tipo, documentos, credenciais, etc.;
mas nada disso adianta. Os espertalhões zombam de todas estas tolices; não
pagam, esquivam-se da lei, ainda que tenham que ir parar na cadeia.
Nenhum emprego dá felicidade. O sentido do verdadeiro amor se perdeu e as
pessoas casam-se hoje e divorciam-se amanhã.
A unidade dos lares se perdeu lamentavelmente. A vergonha orgânica já não
existe. O lesbianismo e o homossexualismo tornaram-se mais comuns que
lavar as mãos.
Saber algo sobre tudo isto, tratar de conhecer a causa de tanta podridão,
inquirir, buscar, é certamente o que nos propomos neste livro .
Estou falando na linguagem da vida prática; desejoso de saber o que se
esconde por trás dessa máscara horripilante da existência.
Estou pensando em voz alta e que digam os velhacos do intelecto o que Ihes
dê na telha.
As teorias já se tornaram cansativas e até se vendem e revendem no
mercado... Então, o quê?
As teorias só servem para nos ocasionar preocupações e amargurar-nos
mais a vida.
Com justa razão disse Goethe: "Toda teoria é cinza e só é verde a árvore de
dourados frutos que é a vida"...
As pobres pessoas já se cansaram de tantas teorias. Agora se fala muito
sobre praticismo. Necessitamos ser práticos e conhecer realmente as causas
dos nossos sofrimentos.

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