quinta-feira, 13 de março de 2008

Homem: sua verdadeira Natureza e Ministério, de Louis Claude de Saint Martin

Para compreender a sublimidade de nossos direitos, devemos voltar a nossas origens. Mas antes de considerar a natureza do Homem Espírito, vamos investigar, de forma geral, o que pode ser chamado Espírito, em qualquer ou todas as classes e ordens; iremos descobrir as fontes fundamentais de onde se deriva tal expressão, e iniciaremos tomando a palavra Espírito sob os diferentes significados encontrados em nossas línguas.
O espírito de alguma coisa pode ser considerado como sendo o real engendramento (Geração), parcial ou completo, dos poderes de sua ordem.
Assim, a música nos é conhecida tal como é somente pela emissão dos sons, através dos quais alcança nossos ouvidos, e que nada são além de expressão efetiva, ou espírito ativo do plano ou imagem que ela representa.
Desta forma, o vento é a real emissão do ar, comprimido pelas nuvens ou poderes atmosféricos. E na ordem elementar, tão logo cesse a compressão, não há mais vento: ora, sabemos que as línguas antigas usavam a mesma palavra para expressar o vento, a respiração e o espírito.
Portanto a respiração do Homem, e de outros animais, é a real emissão do resultado, em seu interior, da união entre o ar e seus poderes vitais; quando esses poderes vitais cessam, a respiração, o espírito, ou a expressão da vida, também cessa.
Assim, a propulsão (aprisionamento) de nossos pensamentos, e o que o mundo chama de razão (espírito) no Homem, é a real emissão daquilo que é desenvolvido por uma fermentação secreta dos poderes de nossa compressão, e esta propulsão é, conseqüentemente, o fruto do real engendramento destes poderes: quando esta fermentação secreta é suspensa em nós, ficamos como se não tivéssemos mais razão (espírito), embora ainda tenhamos em nós todos os germens que podem produzi-lo.


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